{"id":11496,"date":"2009-10-07T06:55:16","date_gmt":"2009-10-07T09:55:16","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=11496"},"modified":"2009-10-07T06:55:16","modified_gmt":"2009-10-07T09:55:16","slug":"a-sexualidade-dos-deficientes-intelectuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=11496","title":{"rendered":"A sexualidade dos deficientes intelectuais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><em>Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as pr\u00f3prias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova quest\u00e3o para o pa\u00eds: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Solange Azevedo<\/strong><\/p>\n<p>Deitada no leito do consult\u00f3rio m\u00e9dico, C\u00edntia Carvalho Bento tira os \u00f3culos para enxugar as l\u00e1grimas. Era 6 de mar\u00e7o. Ela acabara de ouvir, pela primeira vez, os batimentos card\u00edacos de seu beb\u00ea. &#8220;Gra\u00e7as a Deus, tem um nen\u00e9m na minha barriga.&#8221; C\u00edntia, de 38 anos, traz no rosto os sinais da s\u00edndrome de Down: olhos pequenos e amendoados, boca em forma de arco, bochechas proeminentes. E, na alma, desejos semelhantes aos das mulheres comuns: trabalhar, namorar, casar, ser m\u00e3e. Todos realizados. C\u00edntia nasceu numa fam\u00edlia que aprendeu a dialogar e a respeitar, quando poss\u00edvel, suas escolhas. E que n\u00e3o encarou sua defici\u00eancia intelectual &#8211; caracter\u00edstica dos Downs &#8211; como um obst\u00e1culo incontorn\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8220;Aceitamos bem os namoros e o casamento da C\u00edntia. Meu marido e eu sempre achamos que nossa filha deveria levar uma vida pr\u00f3xima do normal&#8221;, afirma Jane Carvalho. &#8220;A gravidez \u00e9 que foi um susto. Tivemos medo de que a crian\u00e7a viesse com problemas de sa\u00fade. Mas logo descobrimos que n\u00e3o.&#8221; Augusto est\u00e1 com 3 meses. &#8220;Estou muito feliz. Pego ele no colo, mudo (as fraldas), dou banho&#8221;, diz C\u00edntia. A gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi planejada. Mas C\u00edntia sempre quis ter um filho. Ela conheceu o marido, Miguel Eg\u00eddio Bento, na Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos dos Excepcionais de Florian\u00f3polis. C\u00edntia era aluna. Miguel, hoje com 42 anos, funcion\u00e1rio. A amizade virou namoro bem depois, numa col\u00f4nia de f\u00e9rias. O casamento, em junho de 2006, foi como nos sonhos dela: vestido de noiva, igreja, festa e lua de mel.<\/p>\n<p>A vida de C\u00edntia \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o. As rela\u00e7\u00f5es afetivas e sexuais s\u00e3o o tema mais controverso e cercado de preconceitos no universo da defici\u00eancia intelectual &#8211; um assunto que mexe com valores morais e culturais. &#8220;\u00c9 necess\u00e1rio derrubar o mito de que as pessoas com defici\u00eancia intelectual s\u00e3o assexuadas ou t\u00eam a sexualidade exacerbada&#8221;, afirma Fernanda Sodelli, diretora do N\u00facleo de Estudos e Temas em Psicologia. &#8220;Elas n\u00e3o s\u00e3o anjos nem feras que precisam ser domadas. E t\u00eam o direito de viver a sexualidade.&#8221; Isso quer dizer n\u00e3o apenas o direito de transar, mas o de conhecer o pr\u00f3prio corpo e aprender como se comportar na intimidade: saber se cuidar, estabelecer rela\u00e7\u00f5es, lidar com as emo\u00e7\u00f5es, construir a pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n<p>Entre os deficientes intelectuais \u00e9 comum querer namorar apenas para ter o prazer de beijar na boca. Ou de andar de m\u00e3os dadas. Manifesta\u00e7\u00f5es normais da sexualidade ainda hoje s\u00e3o interpretadas como problema. Foi o que a psic\u00f3loga Fernanda viu no consult\u00f3rio quando um pai a procurou preocupado com o filho de 18 anos, que se masturbava pela casa. O pai contou que tentara explicar que aquele comportamento seria aceit\u00e1vel apenas quando o filho estivesse sozinho. &#8220;Pai, o que \u00e9 sozinho?&#8221;, perguntou o rapaz. Ningu\u00e9m lhe ensinara a diferen\u00e7a entre o p\u00fablico e o privado, e o que \u00e9 adequado ou inadequado em cada um desses espa\u00e7os. Na inf\u00e2ncia, o garoto era obrigado a usar o banheiro de porta aberta. O quarto nem porta tinha. Ele cresceu sendo espionado o tempo todo, sem no\u00e7\u00e3o de privacidade.<\/p>\n<p>No caso de C\u00edntia, seus pais se deram conta de que era hora de o relacionamento com Miguel evoluir para o casamento quando ela pediu permiss\u00e3o para o namorado dormir na casa da fam\u00edlia. No final da adolesc\u00eancia, C\u00edntia j\u00e1 sentia vontade de namorar. Abra\u00e7ava \u00e1rvores e fingia beij\u00e1-las como se fossem um pr\u00edncipe. Viveu o primeiro romance no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, aos 21 anos, numa \u00e9poca em que os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais nem sequer eram cogitados. A discuss\u00e3o \u00e9 recente no pa\u00eds. O movimento de inclus\u00e3o deu visibilidade aos deficientes e abriu frestas nas portas das escolas e do trabalho.<\/p>\n<p>Pela lei brasileira, os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais s\u00e3o os mesmos de qualquer outro cidad\u00e3o. A garantia desses direitos, no entanto, vai al\u00e9m da capacidade do Estado. Depende do bom senso e da disposi\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias &#8211; a maioria marginalizada durante toda a exist\u00eancia e sem o conhecimento necess\u00e1rio para lidar com a complexidade da quest\u00e3o. A principal dificuldade dos deficientes intelectuais \u00e9 o pensamento abstrato. Como ensin\u00e1-los que atos id\u00eanticos podem ter inten\u00e7\u00f5es e significados diferentes? E que, por isso, alguns seriam permitidos e outros n\u00e3o? Se o namorado bota a m\u00e3o no seio da garota, \u00e9 carinho; quando a m\u00e3o \u00e9 do tio ou do vizinho, \u00e9 abuso sexual. Se a m\u00e3o \u00e9 do ginecologista, trata-se de um exame de rotina.<\/p>\n<p>Na d\u00favida, grande parte das fam\u00edlias encara a superprote\u00e7\u00e3o e a repress\u00e3o da sexualidade como o \u00fanico caminho para afastar os filhos dos riscos. Deixar de pensar e decidir por eles \u00e9 uma tarefa custosa e que exige desprendimento. E, se algo der errado, conseguirei conviver com a culpa? Qual \u00e9 a medida certa da autonomia? A depend\u00eancia, \u00e0s vezes m\u00fatua, prejudica o desenvolvimento do deficiente. &#8220;Os pais precisam ser trabalhados para enxergar primeiro o filho e depois a defici\u00eancia&#8221;, diz a assistente social Mina Regen, coautora do livro Sexualidade e defici\u00eancia: rompendo o sil\u00eancio. &#8220;\u00c9 fundamental que as pessoas com defici\u00eancia intelectual sejam ouvidas e aprendam a fazer escolhas desde a inf\u00e2ncia, por mais simples que sejam.&#8221; Isso inclui da roupa a vestir at\u00e9 o que comer.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, entre todas as defici\u00eancias, a intelectual \u00e9 a mais temida pelas fam\u00edlias e a mais discriminada pela sociedade. &#8220;Somos educados para acreditar que existe uma hierarquia entre condi\u00e7\u00f5es humanas&#8221;, diz Claudia Werneck, superintendente da Escola de Gente, uma ONG baseada no Rio de Janeiro que desenvolve projetos de inclus\u00e3o social. &#8220;No col\u00e9gio, as boas notas fazem a alegria dos pais. A felicidade do filho fica em segundo plano.&#8221; A Escola de Gente mediu os n\u00edveis de intoler\u00e2ncia aos deficientes intelectuais em mais de 300 oficinas feitas em dez pa\u00edses. Num determinado momento da exposi\u00e7\u00e3o, uma pergunta \u00e9 feita \u00e0 plateia: &#8220;Quem daqui \u00e9 gente?&#8221;. O palestrante segue fazendo questionamentos que provocam o p\u00fablico. &#8220;Pelo menos 90% dos presentes dizem que \u00e9 humano quem tem o intelecto funcionando bem&#8221;, afirma Claudia.<\/p>\n<p>Um casal de deficientes se beijando no cinema bastou para que a seguran\u00e7a fosse chamada<\/p>\n<p>No Brasil, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, h\u00e1 3 milh\u00f5es de deficientes intelectuais. S\u00e3o pessoas com &#8220;dificuldades ou limita\u00e7\u00f5es associadas a duas ou mais \u00e1reas, como aprendizagem, comunica\u00e7\u00e3o, cuidados pessoais, com a sa\u00fade e a seguran\u00e7a&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 um ranking das causas da defici\u00eancia no pa\u00eds. Mas h\u00e1 diversos fatores de risco: s\u00edndromes gen\u00e9ticas (como de Down e de Williams, que afeta as \u00e1reas cognitiva, comportamental e motora), doen\u00e7as infecciosas como rub\u00e9ola e S\u00cdFILIS, abuso de \u00e1lcool ou drogas na gesta\u00e7\u00e3o, desnutri\u00e7\u00e3o (da m\u00e3e ou da crian\u00e7a) e falta de oxigena\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>&#8220;Crian\u00e7as com defici\u00eancia criadas em ambientes que favorecem o desenvolvimento e a autonomia podem ser capazes de namorar e constituir fam\u00edlia&#8221;, afirma Mina Regen. &#8220;Cada caso deve ser analisado de acordo com suas singularidades.&#8221; C\u00edntia, de Florian\u00f3polis, mora com o marido e o filho na casa dos pais. Em Socorro, S\u00e3o Paulo, cidade de 33 mil habitantes, o arranjo mais conveniente para um casal de deficientes e suas fam\u00edlias foi diferente. Maria Gabriela Andrade Demate e F\u00e1bio Marcheti de Moraes, ambos de 29 anos, vivem com a m\u00e3e dele. A filha do casal, Valentina, mora com a av\u00f3 materna. Todas as manh\u00e3s, Gabriela pula da cama e corre para ajudar a cuidar da menina. &#8220;Mam\u00e3e&#8221;, diz a falante Valentina, de 1 ano e meio, ao escutar o barulho da porta.<\/p>\n<p>Quando Gabriela deu \u00e0 luz, sua hist\u00f3ria repercutiu pelo Brasil. Na Associa\u00e7\u00e3o Carpe Diem, na Zona Sul de S\u00e3o Paulo, uma das raras institui\u00e7\u00f5es para deficientes intelectuais que lidam com a sexualidade e os direitos reprodutivos, o assunto reacendeu discuss\u00f5es diversas: gravidez, m\u00e9todos CONTRACEPTIVOS, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis. &#8220;Tenho vontade de transar um dia. Mas tenho de estar preparada&#8221;, diz Mariana Amato, de 30 anos. &#8220;Eu queria engravidar. Gostaria de ser m\u00e3e.&#8221;<\/p>\n<p>A abordagem da Carpe Diem \u00e9 a do Projeto Pipa: Preven\u00e7\u00e3o Especial, criado pelas psic\u00f3logas Lilian Galv\u00e3o e Fernanda Sodelli. Conceitos sobre a manifesta\u00e7\u00e3o da sexualidade s\u00e3o transmitidos, principalmente, em rodas de conversa. Os &#8220;jovens Pipa&#8221; aprendem, por exemplo, a identificar abuso sexual com o uso de bonecos. A pedagogia ajuda a transformar abstra\u00e7\u00f5es em ideias concretas. &#8220;Antes do Projeto Pipa, eu tinha um medo danado e ficava confusa&#8221;, afirma Ana Beatriz Pierre Paiva, de 32 anos. &#8220;O que \u00e9 sexualidade? O que \u00e9 namorar? O que \u00e9 gostar de algu\u00e9m?&#8221; Bia revela que descobriu o pr\u00f3prio corpo, que tem desejos e que os atos de uma pessoa t\u00eam consequ\u00eancias &#8211; algumas agrad\u00e1veis, outras n\u00e3o. Tamb\u00e9m conseguiu se aproximar dos pais e dizer o que pensa. &#8220;A vontade de ter um compromisso s\u00e9rio \u00e9 grande. Mas meus pais acham que sou nova.&#8221; A m\u00e3e de Bia, Ana Maria Pierre Paiva, reconhece que \u00e9 &#8220;superprotetora&#8221; e que teria dificuldades de aceitar um relacionamento da filha.<\/p>\n<p>Bia \u00e9 de uma gera\u00e7\u00e3o de deficientes intelectuais brasileiros que come\u00e7ou agora a se engajar num movimento de autodefesa. Junto com Mariana Amato e Thiago Rodrigues, de 22 anos, ela d\u00e1 palestras sobre direitos sexuais e reprodutivos pelo pa\u00eds. Em agosto, os tr\u00eas estiveram num evento em Jo\u00e3o Pessoa, Para\u00edba. &#8220;Tem gente que olha para a nossa cara e pensa: &#8216;Esses garotos n\u00e3o sabem de nada, n\u00e3o crescem'&#8221;, diz Thiago. &#8220;Geralmente, a gente n\u00e3o pode viver a sexualidade por causa da falta de compreens\u00e3o das pessoas.&#8221;<\/p>\n<p>Certa vez, Mariana e o namorado foram ao cinema e tiveram de trocar de sala porque um casal se sentiu incomodado e chamou o seguran\u00e7a. &#8220;O seguran\u00e7a me disse que os dois estavam apenas se beijando&#8221;, afirma Gl\u00f3ria Moreira Salles, m\u00e3e de Mariana. Agora, Mariana e o namorado s\u00f3 se comunicam por internet e telefone. Ela se mudou temporariamente para Lucena, na Para\u00edba. Durante seis meses, vai morar com a amiga Lilian Galv\u00e3o, uma das criadoras do Projeto Pipa, e trabalhar numa ONG. &#8220;Chegou a minha hora. Vou conviver no mundo l\u00e1 fora e seguir o meu projeto de vida&#8221;, diz Mariana. A m\u00e3e, Gl\u00f3ria, afirma que, com o decorrer do tempo, passou a enxergar a filha de maneira diferente. &#8220;Aprendi que quem p\u00f5e os limites \u00e9 ela.&#8221;<\/p>\n<p>O sucesso do Pipa \u00e9 poss\u00edvel porque envolve as fam\u00edlias. &#8220;Se o Pipa tivesse chegado antes, n\u00e3o teria levado minha filha para fazer laqueadura&#8221;, afirma uma m\u00e3e. A cirurgia seria evitada se a jovem j\u00e1 conhecesse os m\u00e9todos CONTRACEPTIVOS e soubesse como se proteger de abusos. Ainda h\u00e1 fam\u00edlias que recorrem \u00e0 esteriliza\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o \u00e9 crime. Mas \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o de direitos proibida pela conven\u00e7\u00e3o da ONU, ratificada pelo Brasil em 2008&#8221;, diz Izabel Maior, chefe da Coordenadoria Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o da Pessoa Portadora de Defici\u00eancia, ligada \u00e0 Secretaria Especial dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem condi\u00e7\u00f5es de aprender a se proteger&#8221;, diz Mariana, &#8220;e, com o suporte da fam\u00edlia, a gente pode ter autonomia.&#8221; Mariana demonstra ser uma mulher determinada. Bia \u00e9 doce, fala sorrindo com os olhos. Suas palavras, pronunciadas de maneira calma e fluida, n\u00e3o s\u00e3o menos assertivas que as da amiga Mariana: &#8220;Somos seres humanos e nos sentimos como seres humanos, como todos voc\u00eas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Fonte de informa\u00e7\u00e3o: <\/strong>\u00c9poca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as pr\u00f3prias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova quest\u00e3o para o pa\u00eds: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos? Solange Azevedo Deitada no leito do consult\u00f3rio m\u00e9dico, C\u00edntia Carvalho Bento tira os \u00f3culos para enxugar as l\u00e1grimas. 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