{"id":11532,"date":"2009-06-12T10:11:59","date_gmt":"2009-06-12T10:11:59","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=8240"},"modified":"2009-06-12T10:11:59","modified_gmt":"2009-06-12T10:11:59","slug":"pororoca-cerebral-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=11532","title":{"rendered":"Pororoca cerebral"},"content":{"rendered":"<p>Por Li Li Min<br \/>\ne Paula T. Fernandes<br \/>\nVoc\u00ea deve estar se perguntando: \u201cPororoca cerebral?\u201d. Qu&#8217;est que ce? \u00bfQue es esto? What a heck? Pororoca (do tupi poro&#8217;roka, de poro&#8217;rog, estrondar) \u00e9 um fen\u00f4meno natural produzido pelo encontro das \u00e1guas. Essa provoca\u00e7\u00e3o remete ao senso de cat\u00e1strofe da natureza resultante do encontro de duas frentes: de um lado o AVC e do outro a epilepsia.<\/p>\n<p>Epilepsia \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica grave mais frequente, acometendo 1 a 2% da popula\u00e7\u00e3o. No Brasil, somam-se trezentos casos novos a cada dia a um total estimado de tr\u00eas milh\u00f5es de brasileiros. A epilepsia n\u00e3o escolhe cor, credo, classe social nem idade. Por\u00e9m, tem uma taxa maior na classe socioecon\u00f4mica mais baixa e nos extremos da faixa et\u00e1ria: na inf\u00e2ncia e na melhor idade. Pois, \u00e9 nessa melhor idade que tamb\u00e9m aparecem outros piores problemas de sa\u00fade, incluindo aqui o AVC. As sequelas do AVC, como j\u00e1 n\u00e3o bastassem os problemas motores, sensoriais e cognitivos, podem incluir a epilepsia. Se observarmos os pacientes com epilepsia de in\u00edcio na melhor idade, iremos encontrar como principal causa o AVC.<\/p>\n<p>Por que eu? Duplamente atingido, primeiro pelo AVC e, agora, pela epilepsia. Para tentar entender um pouco isso, vamos caminhar alguns passos nesse circuito:<br \/>\ncrises epil\u00e9pticas s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas decorrentes de uma hiperexcita\u00e7\u00e3o de um agrupamento de c\u00e9lulas nervosas que altera a fun\u00e7\u00e3o de um determinado circuito neural.<br \/>\nepilepsia acontece quando esse agrupamento de c\u00e9lulas nervosas, ou circuito neural, torna-se auto-sustent\u00e1vel e capaz de gerar crises epil\u00e9pticas de forma espont\u00e2nea.<br \/>\no AVC pode, na sua fase aguda, alterar a estabilidade do circuito neural, levando a uma hiperexcita\u00e7\u00e3o, seja por processo compressivo, decorrente do edema (incha\u00e7o), ou por processo inflamat\u00f3rio, ou ainda por irrita\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias liberadas pelas c\u00e9lulas lesadas, bem como do pr\u00f3prio sangue no caso do AVC hemorr\u00e1gico.<br \/>\nna recupera\u00e7\u00e3o do AVC h\u00e1 o fen\u00f4meno de plasticidade neural, com estabelecimento de novas sinapses (ponto de encontro de um neur\u00f4nio com o outro).<\/p>\n<p>Ok? Veremos como \u00e9 essa rela\u00e7\u00e3o temporal entre AVC e crise epil\u00e9ptica e epilepsia:<br \/>\nO paciente pode, durante o AVC em instala\u00e7\u00e3o, apresentar crises epil\u00e9pticas. Essas crises, na fase aguda, s\u00e3o chamadas de crises epil\u00e9pticas sintom\u00e1ticas e n\u00e3o se configuram como epilepsia. Pois, para ser epilepsia, h\u00e1 uma necessidade das crises serem geradas de maneira espont\u00e2nea e n\u00e3o provocadas. Nos AVCs hemorr\u00e1gicos, a frequ\u00eancia de crises epil\u00e9pticas \u00e9 maior do que nos AVC do tipo isqu\u00eamico. Muitas vezes, as crises se tornam muito frequentes e longas em dura\u00e7\u00e3o, levando a uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica conhecida com estado de mal epil\u00e9ptico. Nesses casos, al\u00e9m do mal que a falta de irriga\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea est\u00e1 causando, a tormenta el\u00e9trica acaba somando para acentuar a les\u00e3o dos neur\u00f4nios.<br \/>\nDepois de meses, at\u00e9 anos, decorridos do AVC, alguns pacientes come\u00e7am a apresentar crises epil\u00e9pticas. Esse per\u00edodo de lat\u00eancia corresponde ao tempo em que ocorreu a plasticidade neural e novas sinapses se formaram, o que resultou em um circuito neural hiperexcitante.<br \/>\nAlgumas pessoas t\u00eam a epilepsia na melhor idade e, no decurso da investiga\u00e7\u00e3o com resson\u00e2ncia magn\u00e9tica de cr\u00e2nio, descobrem que t\u00eam m\u00faltiplas les\u00f5es no c\u00e9rebro, descritas como les\u00f5es lacunares. Essas lacunas s\u00e3o microinfartos que, pela extens\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o, tiveram \u201cpouca\u201d repercuss\u00e3o cl\u00ednica at\u00e9 ent\u00e3o. Essas les\u00f5es acabam por alterar o circuito neural a ponto de causar epilepsia. Al\u00e9m da epilepsia, as microles\u00f5es somadas podem afetar determinadas estruturas cerebrais, comprometendo de maneira significativa a fun\u00e7\u00e3o cognitiva. Em alguns pa\u00edses, essas microles\u00f5es vasculares j\u00e1 s\u00e3o a principal causa de dem\u00eancia.<\/p>\n<p>O tratamento no caso da epilepsia, ou das crises sintom\u00e1ticas agudas, \u00e9 importante. No caso de crises sintom\u00e1ticas agudas, no decurso do AVC, o controle das crises tem finalidade de n\u00e3o piorar ainda mais as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas do paciente. O tratamento \u00e9 feito por um per\u00edodo curto, na fase aguda, podendo retirar a medica\u00e7\u00e3o meses depois da alta hospitalar. No caso de epilepsia, que tem o padr\u00e3o de crises recorrentes, o tratamento j\u00e1 \u00e9 realizado por mais tempo. De uma maneira geral, as crises tendem a ser de f\u00e1cil controle com uso de medica\u00e7\u00e3o antiepil\u00e9ptica. O uso irregular \u00e9 a principal causa do n\u00e3o controle das crises, que podem ocorrer sem aviso, na rua, por exemplo. Voc\u00ea sabe como agir diante de uma pessoa tendo uma crise convulsiva?<\/p>\n<p>O tratamento visa o controle das crises que, nessa idade, oferece perigos extras, como fraturas por quedas. Existe uma gama grande de medica\u00e7\u00f5es antiepil\u00e9pticas e a escolha depende de v\u00e1rios aspectos. De certa maneira, todas as drogas antiepil\u00e9pticas causam seda\u00e7\u00e3o por agir no c\u00e9rebro, por\u00e9m, alguns em maior grau. Outro aspecto a ser considerado \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o das drogas antiepil\u00e9pticas com outras drogas que s\u00e3o usadas. De uma forma geral, as drogas fenito\u00edna, carbamazepina e fenobarbital estimulam enzimas no f\u00edgado e, assim, a medica\u00e7\u00e3o que \u00e9 metabolizada (processada) no f\u00edgado ter\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o reduzida e, consequentemente, ter\u00e1 seu efeito diminu\u00eddo. Um exemplo \u00e9 o anticoagulante oral tipo cumarinico. N\u00e3o podemos nos esquecer, tamb\u00e9m, do pre\u00e7o da medica\u00e7\u00e3o. As drogas antiepil\u00e9pticas de primeira linha est\u00e3o na lista de medica\u00e7\u00f5es essenciais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e s\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente nas unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Mas tem como prevenir a epilepsia nesses casos de AVC? A resposta \u00e9: n\u00e3o, ainda. Por\u00e9m, \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o que, ao prevenir o AVC, voc\u00ea estar\u00e1 prevenindo a epilepsia. Isso \u00e9 poss\u00edvel em grande maioria dos casos, se todos adotassem um estilo de vida mais saud\u00e1vel, com h\u00e1bitos como: n\u00e3o fumar; n\u00e3o beber; praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos; cuidar da alimenta\u00e7\u00e3o e do colesterol; controlar a press\u00e3o arterial e o diabetes. Apenas dessa maneira podemos reconstruir o cen\u00e1rio do AVC e da epilepsia p\u00f3s-AVC em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Infelizmente, os pacientes que desenvolvem epilepsia enfrentam atitudes negativas e discrimina\u00e7\u00e3o social em todo o mundo e tendem a enfrentar problemas psicossociais variados, seja por medo e vergonha, at\u00e9 restri\u00e7\u00e3o de atividades, como dirigir. Isso acaba levando ao isolamento social. Por essa raz\u00e3o, al\u00e9m de exigir uma adapta\u00e7\u00e3o a um novo estilo de vida, a epilepsia tamb\u00e9m exige uma redefini\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is e de identidade das pessoas. Sob essa \u00f3tica, na fase da melhor idade, as pessoas est\u00e3o mais estabilizadas em suas profiss\u00f5es e estilos de vida e, por isso, a epilepsia desencadeia implica\u00e7\u00f5es negativas nas rela\u00e7\u00f5es sociais e no emprego, gerando dificuldades na autoestima, na qualidade de vida e conflitos familiares, emocionais, sociais e at\u00e9, econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>As altas taxas de desemprego ou subemprego s\u00e3o fen\u00f4menos comuns. Estudos mostram que o desemprego nessa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 duas ou tr\u00eas vezes maior quando comparado \u00e0s pessoas sem epilepsia. Poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para esses \u00edndices parecem contingentes \u00e0 menor qualifica\u00e7\u00e3o escolar e profissional, \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o e \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de estigma social, al\u00e9m, \u00e9 claro, dos aspectos relacionados ao mercado de trabalho atual e \u00e0s caracter\u00edsticas da pr\u00f3pria epilepsia.<\/p>\n<p>Muitos casos de separa\u00e7\u00e3o de casais tamb\u00e9m s\u00e3o comuns e, com isso, acabam sendo importantes preditores de baixa qualidade de vida. Podem ser explicados pelo reduzido contato social, pela baixa autoestima e pelo medo da rejei\u00e7\u00e3o. As rela\u00e7\u00f5es sociais tamb\u00e9m ficam limitadas sendo, muitas vezes, mais desvantajosas do que as pr\u00f3prias crises.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, adultos sofrem com a reorganiza\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is e com a perda de confian\u00e7a. Elas podem perder a independ\u00eancia funcional, como, por exemplo, a habilidade para dirigir, o que pode levar a um isolamento social cada vez maior. Como se n\u00e3o bastasse, quando as pessoas com epilepsia j\u00e1 est\u00e3o no papel de pais, muitas vezes, sentem-se envergonhados e incapacitados para lidar com as crian\u00e7as, por apresentarem crises diante delas.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a qualidade de vida fica prejudicada, podendo interferir mais do que as crises epil\u00e9pticas por si s\u00f3. Dessa maneira, podem aparecer outras complica\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas, como depress\u00e3o e ansiedade, que devem ser tratadas. As pessoas precisam buscar informa\u00e7\u00f5es e aderir ao tratamento adequado (medicamentoso e n\u00e3o medicamentoso) nos casos de epilepsia p\u00f3s-AVC, tanto para prevenir os eventos vasculares, como as crises epil\u00e9pticas. As repercuss\u00f5es psicossociais podem ser minimizadas, fazendo com que o paciente consiga ter uma qualidade de vida e participe da sociedade, da melhor maneira poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade de Pacientes com Epilepsia (Aspe) \u00e9 uma ONG, sem fins econ\u00f4micos, executora da Campanha Epilepsia Fora das Sombras no Brasil que integra um esfor\u00e7o mundial, a Campanha Global Contra Epilepsia sob a chancela da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, da International League Against Epilepsy e da International Bureau for Epilepsy. No Brasil, a Aspe desenvolve atividades educacionais voltadas para diversos segmentos, incluindo treinamento e cursos de capacita\u00e7\u00e3o para profissionais de sa\u00fade da rede de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, programa de sa\u00fade da fam\u00edlia para melhorar a assist\u00eancia da pessoa com epilepsia. A Aspe atua nas comunidades levando informa\u00e7\u00e3o correta para que a sociedade saiba lidar melhor com as diferen\u00e7as, em particular na semana do dia 9 de setembro, dia nacional e latino-americano de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre epilepsia. Participe voc\u00ea tamb\u00e9m, propague sa\u00fade e desmistifique:<br \/>\nEpilepsia n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa.<br \/>\nEpilepsia n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a mental.<br \/>\nEpilepsia n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a espiritual.<br \/>\nA baba (saliva) n\u00e3o transmite epilepsia.<br \/>\nA pessoa, durante a crise, n\u00e3o engole a l\u00edngua.<br \/>\nEpilepsia n\u00e3o \u00e9 sinal de fracasso na vida.<br \/>\nEpilepsia n\u00e3o \u00e9 castigo de Deus.<br \/>\nLi Li Min \u00e9 m\u00e9dico, professor associado e coordenador do Programa de Neurovascular do Departamento de Neurologia da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Unicamp. Presidente fundador e volunt\u00e1rio da Aspe (<a href=\"http:\/\/www.aspebrasil.org\/\">www.aspebrasil.org<\/a>), executora da Campanha Global Epilepsia Fora das Sombras da OMS\/ILAE\/IBE no Brasil. Coordenador de difus\u00e3o do Programa CInAPCe (<a href=\"http:\/\/www.cinapce.org.br\/\">www.cinapce.org.br<\/a>). E-mail: <a href=\"mailto:limin@fcm.unicamp.br\">limin@fcm.unicamp.br<\/a>, <a href=\"mailto:li@aspebrasil.org\">li@aspebrasil.org<\/a>, <a href=\"mailto:li@cinapce.org.br\">li@cinapce.org.br<\/a>. Paula T. Fernandes \u00e9 psic\u00f3loga, mestre e doutora em neuroci\u00eancias pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas (FCM) da Unicamp. P\u00f3s-doutoranda e pesquisadora colaboradora do Departamento de Neurologia da FCM-Unicamp. Presidente da Aspe (<a href=\"http:\/\/www.aspebrasil.org\/\">www.aspebrasil.org<\/a>), executora da Campanha Global Epilepsia Fora das Sombras da OMS\/ILAE\/IBE no Brasil. Psic\u00f3loga do Programa de Neurovascular da FCM-UNICAMP. E-mail para contato: <a href=\"mailto:paulatfb@terra.com.br\">paulatfb@terra.com.br<\/a>, <a href=\"mailto:paula@aspebrasil.org\">paula@aspebrasil.org<\/a><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.comciencia.br\/comciencia\/?section=8&amp;edicao=47&amp;id=570\">http:\/\/www.comciencia.br\/comciencia\/?section=8&amp;edicao=47&amp;id=570<\/a><br \/>\nLicenciado pela CC2.0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Li Li Min e Paula T. Fernandes Voc\u00ea deve estar se perguntando: \u201cPororoca cerebral?\u201d. Qu&#8217;est que ce? \u00bfQue es esto? What a heck? Pororoca (do tupi poro&#8217;roka, de poro&#8217;rog, estrondar) \u00e9 um fen\u00f4meno natural produzido pelo encontro das \u00e1guas. 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