{"id":1207,"date":"2008-09-11T04:45:23","date_gmt":"2008-09-11T04:45:23","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=1207"},"modified":"2008-09-11T04:45:23","modified_gmt":"2008-09-11T04:45:23","slug":"sua-filha-nao-e-retardada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207","title":{"rendered":"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:right;\">Zelinda Martins \u00e9 professora de l\u00edngua portuguesa<br \/>\ne uma encantada pelo  mundo das palavras.<\/p>\n<p style=\"padding-left:60px;\">Das palavras bem ditas e bem escritas, das  palavras caladas e, por vezes, silenciadas. \u00c9 m\u00e3e de Julia, uma quase mo\u00e7a de  11 anos, muito talentosa e bem-humorada. Julia tem S\u00edndrome de  Down.<\/p>\n<p style=\"padding-left:60px;\">Zelinda \u00e9 a Xiita Convidada do Inclus\u00e3o: ampla, geral e irrestrita  com o seu<br \/>\ntexto &#8220;&#8230;sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"padding-left:60px;\"><a href=\"http:\/\/xiitadainclusao.blogspot.com\/\">http:\/\/xiitadainclusao.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left:60px;\">Boa  leitura<\/p>\n<p style=\"padding-left:60px;\">F\u00e1bio Adiron<br \/>\nInclus\u00e3o : ampla, geral e irrestrita<\/p>\n<h3 class=\"post-title entry-title\"><a href=\"http:\/\/xiitadainclusao.blogspot.com\/2008\/09\/xiita-convidada-sua-filha-no-retardada.html\"><\/a><\/h3>\n<div class=\"post-body entry-content\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_dnVzrjn3LJQ\/SMiN5LvffrI\/AAAAAAAABOA\/DIRy6OT9K9k\/s1600-h\/disabledschool.jpg\"><\/a><\/p>\n<div><strong>Zelinda Martins*<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu gostaria de tecer alguns coment\u00e1rios acerca do uso da palavra  &#8216;retardado&#8217;. Mas, para tanto, acho que alguns princ\u00edpios ling\u00fc\u00edsticos t\u00eam de ser  lembrados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por muito tempo, considerou-se culto aquele que falava ou escrevia de forma  &#8216;dif\u00edcil&#8217;. Ou seja: o emprego de constru\u00e7\u00f5es rebuscadas e termos raros,  pouqu\u00edssimo comuns, bastava para conferir erudi\u00e7\u00e3o ao discurso. Por esse vi\u00e9s,  promovia-se uma hierarquiza\u00e7\u00e3o por meio do saber, um &#8216;afastamento&#8217; dos n\u00e3o  iniciados. O resultado era, muitas vezes, um discurso herm\u00e9tico, que  pouqu\u00edssimos &#8211; propositalmente &#8211; compreendiam.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Atualmente, o falante ou o escritor culto \u00e9 aquele que sabe se adequar \u00e0s  mais diversas situa\u00e7\u00f5es e aos mais diversos interlocutores ou leitores. E essa  nova atitude \u00e9 trabalhosa, pois \u00e9 essencial empreender um movimento emp\u00e1tico.  Assim, \u00e9 preciso, al\u00e9m de perceber o outro, rever-se e &#8216;calibrar&#8217; as palavras e  as atitudes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pode at\u00e9 parecer que \u00e9 uma emp\u00e1fia, j\u00e1 que, dessa forma, se escolheriam as  palavras de modo a fazer que os outros compreendam, por vezes subestimando-os. E  se voltaria ent\u00e3o \u00e0 deten\u00e7\u00e3o do poder, do saber&#8230; Contudo, o que se deseja \u00e9  que a fala e a escrita sejam simples, que atendam a sua inten\u00e7\u00e3o primeira que \u00e9  a de persuadir o outro. Isso n\u00e3o quer dizer que a linguagem usada deva ser  simpl\u00f3ria ou simplista. Um grande exemplo \u00e9 Guimar\u00e3es Rosa, que por meio de seus  volteios e cria\u00e7\u00e3o de novas palavras, faz-se se entender mais do que bem e ainda  encanta os leitores.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A adequa\u00e7\u00e3o \u00e9, dessa forma, essencial para a comunica\u00e7\u00e3o e indica que um  percebeu o outro, criando-se espa\u00e7os para, durante o di\u00e1logo, constru\u00edrem-se  mutuamente. Usou uma palavra desconhecida? N\u00e3o foi entendido, n\u00e3o se fez  entender? Ent\u00e3o, busca-se outra, aprendem-se novas&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 preciso estar consciente do &#8216;lugar da fala&#8217;, um conceito muito  importante, pois determina limites e possibilidades. Assim, a pessoa se percebe  v\u00e1rias, pois h\u00e1 muitas situa\u00e7\u00f5es no cotidiano e cada uma delas determina a forma  de se comunicar. Dessa maneira, mesmo sendo \u00fanica, sou esposa, sou m\u00e3e, sou  professora, sou filha, sou irm\u00e3, sou amiga, sou desafeta, sou vizinha, etc,  etc&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As pessoas vestem m\u00e1scaras &#8211; n\u00e3o no sentido de serem mascaradas &#8211; que  definem seus lugares de fala. Volta, novamente, a quest\u00e3o da adequa\u00e7\u00e3o, que  norteia a comunica\u00e7\u00e3o. Quando a pessoa se situa &#8211; n\u00e3o somente ocupa um espa\u00e7o -,  ela sabe que n\u00e3o falar\u00e1 com um grande e velho amigo da mesma forma que fala com  a senhora com quem se encontra pela primeira vez, mesmo que se verse acerca do  mesmo assunto.<\/div>\n<div>Outro princ\u00edpio importante \u00e9 a economia. A l\u00edngua \u00e9 econ\u00f4mica, no sentido  de que n\u00e3o h\u00e1 duas palavras que signifiquem a mesm\u00edssima coisa. Usam-se  sin\u00f4nimos, mas mesmo em uma lista deles, h\u00e1 grada\u00e7\u00e3o. Assim, &#8216;feio&#8217;, &#8216;horr\u00edvel&#8217;  e &#8216;horripilante&#8217; guardam um tra\u00e7o sem\u00e2ntico comum, mas n\u00e3o querem dizer o mesmo.  Da\u00ed, como se faz? Como proceder a escolha da palavra? E se a palavra vier com um  ran\u00e7o pejorativo? E se eu n\u00e3o perceb\u00ea-la pejorativa? Como se adequar,  enfim?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um exemplo de como essa d\u00favida, esse receio de n\u00e3o ser politicamente  correto, pode beirar o inusitado: em um edital de concurso p\u00fablico, havia a  possibilidade de isen\u00e7\u00e3o da taxa de inscri\u00e7\u00e3o para candidatos pobres. Quem  escreveu o edital considerou pejorativo (ou excludente, mal-educado, etc, etc) a  palavra &#8216;pobre&#8217;. Da\u00ed, empregou: &#8216;&#8230;aqueles com hipossufici\u00eancia  financeira&#8230;&#8217;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu acho, que tudo \u00e9 quest\u00e3o de as pessoas se reverem e questionarem os  pr\u00f3prios valores. E isso \u00e9 \u00e1rduo. Outro dia, conversando com uma amiga que \u00e9  fisioterapeuta, ela me disse que o irm\u00e3o dela parecia um retardado. Eu fiquei  surpresa e at\u00e9 decepcionada, pois ela \u00e9 fisioterapeuta h\u00e1 muitos anos e atende  os mais diversos e complicados casos. Eu disse a ela para n\u00e3o usar aquele termo  e na hora ela procurou se retratar: &#8216;Zelinda, sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada&#8230;&#8217;. Eu  respondi que n\u00e3o esperava desculpas, que n\u00e3o era o caso. Eu esperava que ela  adequasse as palavras, principalmente ela, que est\u00e1 &#8216;imersa&#8217; no ambiente da  recupera\u00e7\u00e3o, da terapia&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Da\u00ed, ela come\u00e7ou a descrever o comportamento do irm\u00e3o e eu consegui  concluir que ele estava se fazendo de tolo, de desavisado. E ela concordou.  Ent\u00e3o, eu questionei o porqu\u00ea de ela usar o termo &#8216;retardado&#8217;, quando este n\u00e3o \u00e9  o mais indicado. Passou uma semana e ela disse que tinha ficado pensando no que  eu falei. Acho que \u00e9 essa a tal da &#8216;calibragem&#8217; na comunica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu fico pensando: se para ela, que est\u00e1 t\u00e3o ligada a pacientes com  dificuldades, com limita\u00e7\u00f5es, usar indiscriminadamente &#8216;retardado&#8217; \u00e9 tranq\u00fcilo,  como \u00e9 para as demais pessoas?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00f3s nos comunicamos por meio de met\u00e1foras e meton\u00edmias de forma muito  freq\u00fcente e intensa, sem nos darmos conta disso. Ningu\u00e9m p\u00e1ra para pensar no  sentido de &#8216;c\u00e9u da boca&#8217; ou &#8216;Ela \u00e9 uma flor.&#8217;&#8230; Contudo, h\u00e1 sentidos que se  banalizaram e s\u00e3o muito mal empregados. Assim, se a pessoa erra um caminho ou  demora para entender uma piada, entre outras situa\u00e7\u00f5es mais que corriqueiras,  ela j\u00e1 \u00e9 chamada de retardada. E a defini\u00e7\u00e3o, apesar de t\u00e3o clara (&#8216;&#8230;diz-se de  ou indiv\u00edduo cujo desenvolvimento mental est\u00e1 aqu\u00e9m do \u00edndice normal para sua  idade&#8230;&#8217;), \u00e9 estendida para tantas situa\u00e7\u00f5es&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E o problema \u00e9 que a pessoa que emprega esse termo indistintamente acha  que realmente n\u00e3o h\u00e1 problema algum, pois ela se sente respaldada pelo &#8216;Todo  mundo usa, larga de ser chato&#8230;&#8217;. E isso quando n\u00e3o ocorre a revers\u00e3o, quando  se transfere para quem reclama, chama a aten\u00e7\u00e3o, o impasse: &#8216;Voc\u00ea que est\u00e1 sendo  preconceituoso me criticando&#8230;&#8217; . A melhor de todas as desculpas \u00e9 quando se  clama pela liberdade de express\u00e3o&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sabe, \u00e9 preciso desconfiar do senso comum e posicionar-se, sim. Eu disse \u00e0  minha amiga fisioterapeuta que meu toque n\u00e3o era por causa da Julia, pois mesmo  antes de ela nascer, eu nunca achei o termo &#8216;retardado&#8217; &#8211; usado de forma  pejorativa &#8211; adequado. Eu disse que meu toque era para que ela se tornasse uma  pessoa melhor.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Houve um epis\u00f3dio interessante, quando eu dava aula em uma sexta s\u00e9rie:  duas alunas se estranharam e come\u00e7aram a se agredir. Da\u00ed, acalmados os \u00e2nimos,  eu disse que s\u00f3 retornariam \u00e0 minha aula se os respons\u00e1veis viessem conversar  comigo. V\u00ea se n\u00e3o \u00e9 de chorar: as m\u00e3es eram piores que as filhas! Tudo estava  super explicado e justificado, pois os &#8216;desvalores&#8217; eram os mesmos, literalmente  passados dos pais para os filhos&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu acho que os valores s\u00e3o passados principalmente pelo exemplo. \u00c0s vezes,  n\u00e3o \u00e9 preciso falar, pois apenas agir de determinada forma j\u00e1 expressa o que \u00e9  educado, elegante, gentil&#8230; E tamb\u00e9m o que \u00e9 carregado negativamente \u00e9 passado.  Na semana passada, Julia e eu esper\u00e1vamos a vez dela na fono. Da\u00ed, saiu da sala  um mo\u00e7o com defici\u00eancia auditiva, que se esfor\u00e7a muito para falar, mesmo n\u00e3o  ouvindo. Julia observou, deu tchau para ele e depois puxou a Luiza, a fono, bem  pertinho e comentou baixinho que ele falava esquisito. A rea\u00e7\u00e3o da fono foi de  surpresa, pois ela comentou que outros pacientes, j\u00e1 adolescentes e com  discernimento, n\u00e3o t\u00eam o cuidado da Julia, o de n\u00e3o comentar perto da pessoa,  para n\u00e3o magoar. Senti orgulho pela sensibilidade da minha filha.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O caminho de conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 longo e n\u00e3o se sabe se h\u00e1 luz no fim do  t\u00fanel. Contudo, se a pessoa se sentir incomodada com as inadequa\u00e7\u00f5es, mesmo  sendo t\u00e3o prevalentes, deve se posicionar, sim. Abaixo a banalidade!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em tempo: acabei falando da linguagem verbal, mas a comunica\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m  dela. Qual a mensagem da mensagem? Por que a pessoa que precisa emagrecer recebe  de presente uma caixa de bombons? Por que n\u00e3o visito aquele parente acamado? Por  que mandam-se flores sem um motivo ou uma data especial? Por que se constroem  pr\u00e9dios sem acessibilidade?<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>*Zelinda Martins<\/strong> \u00e9 professora de l\u00edngua portuguesa e uma  encantada pelo mundo das palavras. Das palavras bem ditas e bem escritas, das  palavras caladas e, por vezes, silenciadas. \u00c9 m\u00e3e de Julia, uma quase mo\u00e7a de 11  anos, muito talentosa e bem-humorada. Julia tem S\u00edndrome de Down.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Zelinda Martins \u00e9 professora de l\u00edngua portuguesa e uma encantada pelo mundo das palavras. Das palavras bem ditas e bem escritas, das palavras caladas e, por vezes, silenciadas. \u00c9 m\u00e3e de Julia, uma quase mo\u00e7a de 11 anos, muito talentosa e bem-humorada. Julia tem S\u00edndrome de Down. Zelinda \u00e9 a Xiita Convidada do Inclus\u00e3o: ampla, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-container-style":"default","site-container-layout":"default","site-sidebar-layout":"default","disable-article-header":"default","disable-site-header":"default","disable-site-footer":"default","disable-content-area-spacing":"default","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1207","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos-e-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada... -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada... -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Zelinda Martins \u00e9 professora de l\u00edngua portuguesa e uma encantada pelo mundo das palavras. Das palavras bem ditas e bem escritas, das palavras caladas e, por vezes, silenciadas. \u00c9 m\u00e3e de Julia, uma quase mo\u00e7a de 11 anos, muito talentosa e bem-humorada. Julia tem S\u00edndrome de Down. Zelinda \u00e9 a Xiita Convidada do Inclus\u00e3o: ampla, [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2008-09-11T04:45:23+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Inclusive\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Inclusive\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207\"},\"author\":{\"name\":\"Inclusive\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44\"},\"headline\":\"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada&#8230;\",\"datePublished\":\"2008-09-11T04:45:23+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207\"},\"wordCount\":1510,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\"},\"articleSection\":[\"OPINI\u00c3O\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207\",\"name\":\"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada... -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2008-09-11T04:45:23+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=1207#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada&#8230;\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\",\"name\":\"Inclusive News\",\"description\":\"Inclusive News\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/@grandesite.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/@grandesite.png\",\"width\":1080,\"height\":1080,\"caption\":\"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/agenciainclusive\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/newsinclusive\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44\",\"name\":\"Inclusive\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Inclusive\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada... -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada... -","og_description":"Zelinda Martins \u00e9 professora de l\u00edngua portuguesa e uma encantada pelo mundo das palavras. Das palavras bem ditas e bem escritas, das palavras caladas e, por vezes, silenciadas. \u00c9 m\u00e3e de Julia, uma quase mo\u00e7a de 11 anos, muito talentosa e bem-humorada. Julia tem S\u00edndrome de Down. Zelinda \u00e9 a Xiita Convidada do Inclus\u00e3o: ampla, [&hellip;]","og_url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/","article_published_time":"2008-09-11T04:45:23+00:00","author":"Inclusive","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Inclusive","Tempo estimado de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207"},"author":{"name":"Inclusive","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/person\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44"},"headline":"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada&#8230;","datePublished":"2008-09-11T04:45:23+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207"},"wordCount":1510,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization"},"articleSection":["OPINI\u00c3O"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207","name":"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada... -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#website"},"datePublished":"2008-09-11T04:45:23+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=1207#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Sua filha n\u00e3o \u00e9 retardada&#8230;"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#website","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/","name":"Inclusive News","description":"Inclusive News","publisher":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization","name":"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/@grandesite.png","contentUrl":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/@grandesite.png","width":1080,"height":1080,"caption":"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania"},"image":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/","https:\/\/www.instagram.com\/newsinclusive\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/person\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44","name":"Inclusive","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","caption":"Inclusive"},"url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?author=2"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1207"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1207\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}