{"id":12338,"date":"2009-11-12T06:30:49","date_gmt":"2009-11-12T09:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=12338"},"modified":"2009-11-12T06:30:49","modified_gmt":"2009-11-12T09:30:49","slug":"afinal-somos-todos-diferentes-ou-nao-por-guga-dorea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=12338","title":{"rendered":"Afinal, somos todos diferentes. Ou n\u00e3o?, por Guga Dorea"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_12342\" aria-describedby=\"caption-attachment-12342\" style=\"width: 183px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/guga.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12342\" title=\"Guga Dorea\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/guga.jpg\" alt=\"Guga Dorea\" width=\"183\" height=\"183\" srcset=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/guga.jpg 183w, https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/guga-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 183px) 100vw, 183px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12342\" class=\"wp-caption-text\"> <\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Guga Dorea<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando o Thiago havia acabado de nascer eu escrevi esse di\u00e1logo imagin\u00e1rio ao refletir sobre qual \u00e9 o olhar que n\u00f3s, pais, n\u00e3o dever\u00edamos ter em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a com a s\u00edndrome de Down ou outra defici\u00eancia qualquer. Hoje ele est\u00e1 com 12 anos, tem a sua pr\u00f3pria personalidade e, obviamente, algumas dificuldades, como todos n\u00f3s, ali\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tenho notado, entretanto, que o di\u00e1logo criado por mim, naquele rico per\u00edodo do nascimento de meu filho, continua de p\u00e9 em se tratando da realidade que nos cerca at\u00e9 hoje. Ent\u00e3o optei por rever o di\u00e1logo e compartilhar com todos que vivem o mesmo dilema ou que ainda n\u00e3o conseguiram superar preconceitos existentes dentro de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como deve ser a percep\u00e7\u00e3o de um beb\u00ea com a S\u00edndrome de Down no momento em que ele veio ao mundo? Em um primeiro instante, pode at\u00e9 parecer irrelevante e mesmo sem sentido come\u00e7armos dessa forma um debate sobre a inclus\u00e3o social nos dias de hoje, sobretudo porque quem discute e define quais s\u00e3o os melhores meios para atingir tal fim \u00e9 o mundo adulto, supostamente consciente do que escolheu para os filhos em suas vidas cotidianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas como forma de exercitar o pensamento e a imagina\u00e7\u00e3o, insistirei nessa reviravolta propondo ao leitor que siga comigo em uma viagem por uma poss\u00edvel subjetividade e sensa\u00e7\u00f5es de uma crian\u00e7a \u201cdown\u201d em seu primeiro contato imag\u00e9tico com o mundo de fora. Essas poderiam ser as primeiras impress\u00f5es dessa crian\u00e7a ao se ver conectada aos pais que a geraram. Come\u00e7o aqui um exerc\u00edcio de pensamento ou, como queiram, um di\u00e1logo fict\u00edcio, por\u00e9m muito mais real do que podemos imaginar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px\">Beb\u00ea: N\u00e3o estou compreendendo bem. As primeiras palavras que eu escutei s\u00e3o \u201cque frustra\u00e7\u00e3o, o filho dos meus sonhos, que tanto idealizei nesses noves meses de gesta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o veio?\u201d N\u00e3o veio? Ent\u00e3o quem sou eu? O que tem de errado comigo?<br \/>\nPais: Ainda n\u00e3o sabemos, mas o problema \u00e9 que daqui para frente teremos que super proteg\u00ea-lo desse mundo que n\u00e3o o entender\u00e1. Mas antes teremos que ter for\u00e7a suficiente para aceit\u00e1-lo de fato.<br \/>\nB: Nossa, n\u00e3o me dar\u00e3o nenhuma chance? Ou ser\u00e1 que eu terei que ser outra pessoa para ser aceito? Acho que \u00e9 isso. Voc\u00eas j\u00e1 est\u00e3o dizendo qual \u00e9 o caminho certo a ser seguido. Sen\u00e3o, terei que ficar aqui escondidinho e no m\u00e1ximo terei a solidariedade dos outros. No m\u00e1ximo, eles e voes mesmos ser\u00e3o tolerantes com a minha poss\u00edvel demora em entender as coisas e me tratar\u00e3o como um coitadinho que est\u00e1 se esfor\u00e7ando.<br \/>\nP: N\u00f3s seremos tolerantes sim, mas voc\u00ea ter\u00e1 que se superar e conseguir viver uma vida a mais normal poss\u00edvel.<br \/>\nB: Ah! Ent\u00e3o para que eu seja aceito tenho que entrar no que voc\u00eas est\u00e3o chamando de normalidade. Qual \u00e9 ela e como eu devo fazer?<br \/>\nP: \u00c9 isso mesmo. Em toda a hist\u00f3ria da humanidade sempre houve a sua normalidade. \u00c9 a regra do jogo. Quem n\u00e3o aceita essas regras \u00e9 visto como negativamente diferente.<br \/>\nB:  Porque diferente? Diferente em rela\u00e7\u00e3o a que e a quem?<br \/>\nP: O que sabemos \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 igual a n\u00f3s. Voc\u00ea n\u00e3o faz, por exemplo, o que uma crian\u00e7a de doze anos deve e pode fazer. \u00c9 por isso que n\u00f3s, pais, estaremos sempre correndo atr\u00e1s do tempo, criando expectativas e n\u00e3o poucas vezes nos frustrando com a seu desempenho. Voc\u00ea n\u00e3o tem o mesmo tempo, a mesma velocidade e intelig\u00eancia das crian\u00e7as normais. Ent\u00e3o, quem quer ser inclu\u00eddo deve se apressar para entrar no jogo e, se poss\u00edvel, ganh\u00e1-lo.<br \/>\nB: Agora estou come\u00e7ando a entender o que voc\u00eas est\u00e3o querendo dizer.  Como voc\u00eas mesmo dizem, para que eu seja inclu\u00eddo tenho que ser o m\u00e1ximo poss\u00edvel igual a voc\u00eas. O dif\u00edcil vai ser aprender a ser igual e n\u00e3o mais diferente de voc\u00eas.<br \/>\nP: O que mais poderia ser a inclus\u00e3o social?<br \/>\nB: S\u00f3 tenho uma perguntinha: voc\u00eas todos s\u00e3o iguais? N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a alguma entre voc\u00eas?<br \/>\nP: Boa pergunta. \u00c9 que n\u00f3s crescemos aprendendo que existe essa separa\u00e7\u00e3o r\u00edgida entre as pessoas. A\u00ed veio voc\u00ea que est\u00e1 do outro lado desse bin\u00f4mio e nos deixou atordoados, sem ch\u00e3o e sem saber o que fazer. E quanto mais velho voc\u00ea for mais dif\u00edcil vai ser. A escola vai dizer que voc\u00ea n\u00e3o acompanha. Muitos v\u00e3o dizer que voc\u00ea aprender\u00e1 mais em uma escola s\u00f3 para voc\u00ea. Isso porque nessa escola saber\u00e3o como lidar com o seu problema e voc\u00ea estar\u00e1 entre seus iguais.<br \/>\nB: Quer dizer ent\u00e3o que eu sou diferente de voc\u00eas, mas tem os meus iguais. E eu s\u00f3 conseguirei ter eles como amigos. Ent\u00e3o, nesse mundo que eu estou chegando cada pessoa s\u00f3 vive entre os seus iguais? Agora eu estou come\u00e7ando a entender o  porque voc\u00eas, l\u00e1 no fundo, se decepcionaram comigo desde come\u00e7o e talvez nem v\u00e3o me dar uma chance para que eu seja diferente de mim mesmo.Por isso, voc\u00eas j\u00e1 est\u00e3o falando que ter\u00e3o que viver em fun\u00e7\u00e3o de minha prote\u00e7\u00e3o, pois me v\u00eam como limitado e incapaz para enfrentar esse mundo que eu estou chegando. Vejo em voc\u00eas at\u00e9 uma pitada de vergonha inclusive com o meu rostinho.<br \/>\nP: N\u00e3o \u00e9 bem assim como voc\u00ea est\u00e1 dizendo. \u00c9 que n\u00f3s queremos e desejamos que voc\u00ea fa\u00e7a e aprenda a fazer tudo o que as crian\u00e7as normais fazem e aprendem. Nosso medo \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o avance e n\u00e3o mude, fique preso \u00e0s suas ra\u00edzes e n\u00e3o tenha uma vida normal.<br \/>\nB: Ent\u00e3o s\u00f3 porque eu nasci com a s\u00edndrome de Down todo o meu destino est\u00e1 tra\u00e7ado. Serei inclu\u00eddo de verdade se deixar de ser diferente e me tornar um igual? Mas o que \u00e9 ser igual? N\u00e3o compreendi tamb\u00e9m o que \u00e9 esse transformar que voc\u00eas est\u00e3o falando. \u00c9 me tornar um igual? Deixar de ser diferente? E voc\u00eas? S\u00e3o igualzinhos? N\u00e3o tem nada que diferencie voc\u00eas? Se voc\u00eas j\u00e1 s\u00e3o normais e perfeitos, ent\u00e3o n\u00e3o precisam mais mudar?<br \/>\nP: Mas entenda bem. N\u00f3s queremos o seu bem e, por isso, estamos assustados e inseguros porque teremos que estar sempre correndo atr\u00e1s do tempo. N\u00e3o podemos deixar que voc\u00ea escape do trilho.<br \/>\nB: Ent\u00e3o est\u00e3o dizendo que far\u00e3o de tudo para que eu deixe de ser eu mesmo e me torne outro \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a do que voc\u00eas acham que \u00e9 normal e correto? Que s\u00f3 eu tenho que superar meus limites a todo segundo de minha vida? Tenho que estar provando que sou igual a voc\u00eas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse di\u00e1logo imagin\u00e1rio foi apenas uma estrat\u00e9gia para mostrar como \u00e9 poss\u00edvel criar estere\u00f3tipos mesmo que n\u00e3o haja inten\u00e7\u00e3o consciente para tal. Como \u00e9 f\u00e1cil alimentar as dicotomias normal\/anormal; belo\/feio; capaz\/incapaz, e muitos outros estigmas, tendo como par\u00e2metro um modelo ideal de sociedade pr\u00e9-estabelecido, fortemente arraigado na sociedade ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas para quem n\u00e3o confunde integra\u00e7\u00e3o com inclus\u00e3o social, no entanto, ter uma crian\u00e7a com a s\u00edndrome de Down passa a ser um verdadeiro presente da natureza. Pelo menos em rela\u00e7\u00e3o aos \u201ddowns\u201d essa mentalidade pessimista est\u00e1 se modificando bastante e felizmente para melhor. Por outro lado, ainda permanece forte a vis\u00e3o da s\u00edndrome como defici\u00eancia a ser superada ou mesmo doen\u00e7a a ser curada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dessa forma, h\u00e1 o risco dessa crian\u00e7a receber, pensando agora no fil\u00f3sofo Espinosa, que viveu entre os anos de 1632 e 1677, afetos tristes, ou melhor, ter maus encontros em seu caminho existencial. Partindo de um outro sentido, no entanto, quem acompanha o ritmo de uma crian\u00e7a com a s\u00edndrome, sem criar expectativas quanto a um suposto modelo a ser seguido, passa a ter li\u00e7\u00f5es maravilhosas de vida. Correr em demasia impede que a vida flua em nossos corpos. \u00c9 ver a vida passar sem contempl\u00e1-la de fato, como j\u00e1 dizia fil\u00f3sofo p\u00f3s-plat\u00f4nico chamado Plotino.  \u00c9 n\u00e3o perceber as transforma\u00e7\u00f5es que ocorrem em n\u00f3s, como diria tamb\u00e9m o pr\u00e9-socr\u00e1tico Her\u00e1clito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNos mesmos rios entramos e n\u00e3o entramos, somos e n\u00e3o somos. (&#8230;). N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel entrar duas vezes no mesmo rio. (&#8230;). Aos que entram no mesmo rio afluem outras e outras \u00e1guas; e os vapores exalam do \u00famido\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trata-se de n\u00e3o pensar mais a vida como um objetivo a ser atingido e viver o ritmo singular de cada um de n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 mais pensar em obst\u00e1culos n\u00e3o atingidos e deixar que momentos aparentemente irris\u00f3rios e sem import\u00e2ncia tenham algum efeito em nosso corpo e mente. Entre um ponto e outro existem infinitos outros que devem e podem ser vividos. Para muitos, entretanto, o importante na vida \u00e9 acelerar os passos, tornar-se o mais competitivo poss\u00edvel e superar limites ininterruptamente, sem levar em considera\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia do outro. H\u00e1 aqueles que fazem isso sem notar, sem levar em conta que a vida foi ficando para tr\u00e1s e criando estigmas a todo instante, mesmo que inconscientemente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como esse texto come\u00e7ou propondo uma viagem imagin\u00e1ria, termino ele com o pensamento vivo de nosso fict\u00edcio, por\u00e9m real, beb\u00ea:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Eu tenho muito a ensinar para voc\u00eas. Tenho toda a minha cad\u00eancia, meu ritmo, meus desejos, interesses, necessidades e dificuldades. Se voc\u00eas n\u00e3o me derem uma chance de mostrar a minha pot\u00eancia de vida e investir nela h\u00e1 grandes chances de minha exist\u00eancia se tornar muito triste, minha auto-estima pode cair muito e a\u00ed me tornarei mesmo um deficiente. Toda minha pot\u00eancia de vida ser\u00e1 bloqueada. A\u00ed voc\u00eas dir\u00e3o que \u00e9 a culpa \u00e9 do defeito que voc\u00eas insistem em dizer que eu tenho. Eu tenho \u00e9 uma suavidade pr\u00f3pria que pode gerar em voc\u00eas novas formas de conceber a exist\u00eancia e as rela\u00e7\u00f5es de afetos e desejos. Eu n\u00e3o sou o vazio, o nada. Tamb\u00e9m tenho minha potencialidade criativa que pode gerar afetos e sensa\u00e7\u00f5es alegres no outro, em uma troca ou esp\u00e9cie de alian\u00e7a entre diferen\u00e7as. Afinal, somos todos diferentes. Ou n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">_______________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Guga Dorea \u00e9 jornalista, Doutor em Sociologia e colaborador da Inclusive. Atua hoje em dia como professor de cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva e do curso de especializa\u00e7\u00e3o em s\u00edndrome de Down, organizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Cl\u00ednicas (CEPEC), al\u00e9m de pesquisador e articulista nas \u00e1reas social, educacional e inclusiva. \u00c9 tamb\u00e9m integrante do Instituto Futuro Educa\u00e7\u00e3o, uma entidade sem fins lucrativos que tem como forma de atua\u00e7\u00e3o projetar e propor cursos, semin\u00e1rios e oficinas que abrangem desde a filosofia e a sociologia da diferen\u00e7a at\u00e9 a educa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e inclusiva. Contato:  gugadorea@uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guga Dorea Quando o Thiago havia acabado de nascer eu escrevi esse di\u00e1logo imagin\u00e1rio ao refletir sobre qual \u00e9 o olhar que n\u00f3s, pais, n\u00e3o dever\u00edamos ter em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a com a s\u00edndrome de Down ou outra defici\u00eancia qualquer. 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