{"id":13027,"date":"2009-12-11T16:36:19","date_gmt":"2009-12-11T19:36:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=13027"},"modified":"2009-12-11T16:36:19","modified_gmt":"2009-12-11T19:36:19","slug":"estigma-notas-sobre-a-manipulacao-da-identidade-deteriorada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=13027","title":{"rendered":"Estigma: notas sobre a manipula\u00e7\u00e3o da identidade deteriorada"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Capa do livro Estigma: notas sobre a manipula\u00e7\u00e3o da identidade deteriorada, de Erving Goffman.\" src=\"https:\/\/www.grupogen.com.br\/Imagens\/produtos\/01\/9788521612551_Ampliada.jpg\" alt=\"Capa do livro Estigma: notas sobre a manipula\u00e7\u00e3o da identidade deteriorada, de Erving Goffman.\" width=\"270\" height=\"270\" \/>por Sandra Mestre da Cunha &#8211; sandramdcunha@gmail.com<br \/>\nCopyright \u00a9 2003 Sandra Mestre da Cunha<\/p>\n<p>_____________________________________________<\/p>\n<p>Este documento pode ser copiado e distribu\u00eddo segundo a licen\u00e7a  Creative Commons Atribui\u00e7\u00e3o. Uso N\u00e3o-Comercial   Proibi\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o de Obras Derivada 2.5. Esta licen\u00e7a permite que o documento seja copiado, distribu\u00eddo e lido sob as seguintes condi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Atribui\u00e7\u00e3o. O utilizador deve dar cr\u00e9dito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. Uso N\u00e3o-Comercial. O utilizador n\u00e3o pode utilizar esta obra para fins comerciais.<br \/>\nN\u00e3o a Obras Derivadas. O utilizador n\u00e3o pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta. Para cada reutiliza\u00e7\u00e3o ou distribui\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 deixar claro para outros os termos da licen\u00e7a desta obra. Qualquer uma destas condi\u00e7\u00f5es podem ser renunciadas, desde que obtenha permiss\u00e3o por parte da autora. Qualquer direito de uso leg\u00edtimo (ou &#8220;fair use&#8221;) concedido por lei, ou qualquer outro direito protegido pela legisla\u00e7\u00e3o local, n\u00e3o s\u00e3o em hip\u00f3tese alguma afectados pelo disposto acima.  Para mais informa\u00e7\u00f5es, pode consultar o texto jur\u00eddico, na \u00edntegra, no endere\u00e7o web:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-nd\/2.5\/pt\/legalcode\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-nd\/2.5\/pt\/legalcode <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Link abrir\u00e1 em uma nova janela ou aba.\" src=\"http:\/\/www.inclusive.org.br\/images\/new_window.gif\" alt=\"Link abrir\u00e1 em uma nova janela ou aba.\" width=\"16\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/proc_unico?id=3482&amp;kw=estigma+goffman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Para adquirir o livro, consulte o melhor pre\u00e7o no Buscap\u00e9, neste link <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Link abrir\u00e1 em uma nova janela ou aba.\" src=\"http:\/\/www.inclusive.org.br\/images\/new_window.gif\" alt=\"Link abrir\u00e1 em uma nova janela ou aba.\" width=\"16\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n<p>_______________________________________________________<\/p>\n<p><strong>Conte\u00fado<\/strong><\/p>\n<p>1  Introdu\u00e7\u00e3o \u2014 Apresenta\u00e7\u00e3o do texto<br \/>\n2  Escolha do texto \u2014 Justifica\u00e7\u00e3o<br \/>\n3  Principais interroga\u00e7\u00f5es<br \/>\n4  Contexto hist\u00f3rico<br \/>\n5  Estrutura<br \/>\n6  Procedimentos de observa\u00e7\u00e3o<br \/>\n7  Principais conclus\u00f5es<br \/>\n8  Universo te\u00f3rico<br \/>\n9  Coment\u00e1rios<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1   Introdu\u00e7\u00e3o \u2014 Apresenta\u00e7\u00e3o do texto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Goffman insere-se num grupo de autores da Escola de Chicago, que escrevem partindo de uma perspectiva Interaccionista Simb\u00f3lica, corrente que se op\u00f5e ao Funcionalismo de Parsons (an\u00e1lise do macro-social). O Interaccionismo Simb\u00f3lico centra o seu estudo nos contextos face-a-face da vida social, na interac\u00e7\u00e3o social presente na vida quotidiana que envolve a troca de s\u00edmbolos? Quando interagimos com outros, procuramos constantemente \u201cpistas\u201d sobre o tipo de comportamento apropriado ao contexto e sobre como interpretar o que os outros pretendem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m Goffman explora os detalhes da identidade individual e social e das rela\u00e7\u00f5es em grupo a um n\u00edvel micro-sociol\u00f3gico observando a interac\u00e7\u00e3o social nas ac\u00e7\u00f5es de todos os dias e foca a sua aten\u00e7\u00e3o na forma como cada um desempenha o seu papel e gere a impress\u00e3o que causa nos outros em diferentes contextos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s j\u00e1 ter feito uma incurs\u00e3o no estudo da identidade individual e social atrav\u00e9s da sua obra, \u201cThe Pesentation of Self in Everiday Life\u201d, em 1959, Goffman demostra grande interesse pelos casos desviantes com a obra em quest\u00e3o, \u201cStigma: Notes on the Management of Spoiled Identity\u201d, de 1963 e \u201cAsylums: Essays on the Social Situation of Mental Patinetes and Other Imnates\u201d de 1961.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estigma: Notas sobre a manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, \u00e9 uma interessante viagem pela situa\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos incapazes de se confinarem aos padr\u00f5es normalizados da sociedade. S\u00e3o indiv\u00edduos com deforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, ps\u00edquicas ou de car\u00e1cter, ou com qualquer outra caracter\u00edstica que os torne aos olhos dos outros diferentes e at\u00e9 inferiores e que lutam di\u00e1ria e constantemente para fortalecer e at\u00e9 construir uma identidade social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Goffman analisa nesta obra, os sentimentos da pessoa estigmatizada sobre si pr\u00f3pria e a sua rela\u00e7\u00e3o com os outros ditos \u201cnormais\u201d. Explora a variedade de estrat\u00e9gias que os estigmatizados empregam para lidar com a rejei\u00e7\u00e3o alheia e a complexidade de tipos de informa\u00e7\u00e3o sobre si pr\u00f3prios que projectam nos outros, \u201cEste livro, entretanto, ocupa-se especificamente com a quest\u00e3o dos \u2018contactos mistos\u2019? Os momentos em que os estigmatizados e os normais est\u00e3o na mesma \u2018situa\u00e7\u00e3o social\u2019, ou seja, na presen\u00e7a f\u00edsica imediata um do outro, quer durante uma conversa, quer na mera presen\u00e7a simult\u00e2nea numa reuni\u00e3o informal\u201d1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto que vou analisar \u00e9 o segundo cap\u00edtulo intitulado \u201cControle de Informa\u00e7\u00e3o e Identidade Pessoal\u201d e, trata essencialmente do indiv\u00edduo desacredit\u00e1vel e das suas estrat\u00e9gias de controle de informa\u00e7\u00e3o que fornece aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2   Escolha do texto \u2014 Justifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escolhi esta obra devido ao interesse pessoal que nutro pela integra\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o na sociedade, de pessoas consideradas detentoras de um estigma. Este interesse parte do meu conhecimento e relacionamento pessoal com pessoas que se encaixam nesta categoria seja,  por  deterem  incapacidades  f\u00edsicas,  nomeadamente um deficiente auditivo, seja por sofrerem de perturba\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas como \u00e9 o caso de uma doente man\u00edaco-depressiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O facto de ter folheado o livro e lido algumas passagens durante a pesquisa que efectuei sobre as obras de Goffman, tamb\u00e9m pesou na minha escolha, pois fiquei bastante impressionada pela escrita simples, acess\u00edvel e agrad\u00e1vel de Goffman e, pela grande quantidade de exemplos e relatos apresentados durante todo o livro, o que torna a leitura mais agrad\u00e1vel e menos mon\u00f3tona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro desta obra, escolhi o segundo cap\u00edtulo por raz\u00f5es metodol\u00f3gicas. Dada a an\u00e1lise que me foi solicitada pelo professor, pareceu-me o cap\u00edtulo mais capaz de fornecer os elementos necess\u00e1rios \u00e0 feitura deste trabalho, tanto pelos temas tratados como pela sua extens\u00e3o (maior do que os outros cap\u00edtulos). Saliento no entanto que apesar de em certos pontos deste trabalho me dedicar realmente mais a este cap\u00edtulo espec\u00edfico, o relaciono sempre com todos os outros cap\u00edtulos e re\ufb01ro-me ao livro completo em diversas etapas do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3  Principais interroga\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na obra, que conforme o nome indica \u00e9 um conjunto de notas sobre o controle da informa\u00e7\u00e3o sobre si pr\u00f3prios que indiv\u00edduos estigmatizados fornecem aos normais, Goffman procura  esclarecer a rela\u00e7\u00e3o do estigma com a quest\u00e3o do desvio. Salienta no Pref\u00e1cio do livro o desejo de analisar alguns trabalhos sobre o estigma para apurar as suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 sociologia; \u201cNeste ensaio desejo rever alguns trabalhos sobre o estigma, especialmente alguns trabalhos populares, para ver o que eles podem fornecer \u00e0 Sociologia\u201d2. Informa ainda que utilizar\u00e1 um conjunto espec\u00edfico de conceitos relacionados com a informa\u00e7\u00e3o social (informa\u00e7\u00e3o que o indiv\u00edduo transmite directamente sobre si).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente ao cap\u00edtulo que pretendo analisar, o que consegui apurar relativamente \u00e0s interroga\u00e7\u00f5es de Goffman, foi que ele se pretende ocupar essencialmente do indiv\u00edduo desacredit\u00e1vel? aquele cuja caracter\u00edstica ou defeito distinto que o torna diferente dos outros ditos  normais  n\u00e3o \u00e9 ainda conhecida nem \u00e9 imediatamente  percept\u00edvel e, da quest\u00e3o  da   manipula\u00e7\u00e3o   da   informa\u00e7\u00e3o  sobre  essa mesma caracter\u00edstica ou defeito; \u201cExibi-lo ou aceit\u00e1-lo; cont\u00e1-lo ou n\u00e3o cont\u00e1-lo; revel\u00e1-lo ou escond\u00ea-lo; mentir ou n\u00e3o mentir e, em cada caso, para quem, como, quando e onde.\u201d3 Conforme salienta mais \u00e0 frente; \u201ca manipula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o oculta que desacredita o Eu, ou seja, o encobrimento, \u00e9 o segundo problema geral que desejo focalizar nestas notas\u201d4. Neste cap\u00edtulo Goffman trata tamb\u00e9m da quest\u00e3o da Visibilidade do estigma ou seja, pretende apurar \u201cat\u00e9 que ponto o estigma   est\u00e1   adaptado   para   fornecer   meios   de   comunicar   que   um   indiv\u00edduo   o possui\u201d5. No entanto, para isso h\u00e1 que \u201cespecificar a capacidade descodificadora da  audi\u00eancia\u201d6,  o   que   s\u00f3   poder\u00e1  ser  feito  formulando   melhor  o   conceito  de identidade pessoal. Goffman afirma neste ponto a necessidade de tratar um factor relevante para o seu relat\u00f3rio, que \u00e9 o grau de conex\u00e3o informacional, \u201c(&#8230;) dado o n\u00famero de importantes factos sociais sobre o indiv\u00edduo, em que medida aqueles que conhecem alguns deles conhecem muitos?\u201d7  Relativamente ao enco-brimento e ao processo de aprendizagem desta estrat\u00e9gia, Goffman pretende ainda considerar alguns dos problemas e consequ\u00eancias do mesmo. Seguidamente vais discorrer sobre as diversas t\u00e9cnicas de Controle de Informa\u00e7\u00e3o dos desacredit\u00e1veis e sobre o Acobertamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos   cap\u00edtulos   seguintes   Goffman   procura   perceber   melhor   a   diferen\u00e7a   entre   a identidade social e a identidade pessoal atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o no estudo da Identidade do eu ou identidade experimentada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cap\u00edtulo quinto vai procurar  relacionar o estudo do estigma com estudos de casos desviantes e, claro procurar definir Desvio, \u201c(&#8230;) pode-se passar a encarar a rela\u00e7\u00e3o entre o seu estudo e o estudo de assuntos pr\u00f3ximos associados ao termo comportamento desviante\u201d8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4  Contexto hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 de salientar nesta altura, que Goffman integra em 1958 o Departamento de Sociologia da Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley a convite de Herbert Blumer e a\u00ed se torna professor de Sociologia nos anos 60. Ali\u00e1s, Estigma \u00e9 precisamente um conjunto de notas sobre comportamentos desviantes que Goffman mantinha para as suas aulas de Sociologia do Desvio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a leitura destas notas denota-se alguma simpatia pela situa\u00e7\u00e3o dos estigmatizados e talvez algum do seu interesse neste tema advenha do facto de Erving Goffman ser de origem judaica (minoria \u00e9tnica estigmatizada, na Am\u00e9rica dos anos 60) , apesar de n\u00e3o se considerar judeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viviam-se na Am\u00e9rica, tempos conturbados no que respeita \u00e0 ordem social, gerados pelas tens\u00f5es criadas pelas associa\u00e7\u00f5es de defesa dos direitos das in\u00fameras minorias \u00e9tnicas emigrantes estabelecidos na Am\u00e9rica nessa altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m nesta altura se assiste nos EUA \u00e0 redescoberta das Teorias de Interac\u00e7\u00e3o e ao consequente retorno ao individualismo a par do \ufb01m da hegemonia do funcionalismo. A emerg\u00eancia de uma sociologia cr\u00edtica liderada por Wright Mills entre outros vai tamb\u00e9m influenciar Erving Goffman. Assiste-se nesta altura ao surgimento de in\u00fameros trabalhos sobre o tema do Estigma, conforme o salienta Goffman no pref\u00e1cio desta obra, \u201cH\u00e1 mais de uma d\u00e9cada vem sendo apresentada uma quantidade razo\u00e1vel de trabalhos sobre estigma \u2014 a situa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo que est\u00e1 inabilitado para a aceita\u00e7\u00e3o social plena\u201d9. O seu estudo ir\u00e1 ter em conta dados de todos estes trabalhos e incidir\u00e1 sobre o modo como se organiza a experi\u00eancia no quotidiano, como se processa a interac\u00e7\u00e3o entre dois ou mais indiv\u00edduos em situa\u00e7\u00e3o de co-presen\u00e7a f\u00edsica e especialmente sobre as formas de preserva\u00e7\u00e3o da sua identidade atrav\u00e9s das t\u00e9cnicas de controle de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas notas n\u00e3o possuem muitas refer\u00eancia ao contexto da altura e, entre as poucas que descobri saliento: \u201cRecentemente, surgiram os documentos que informam sobre o estado de sa\u00fade do seu portador, e o seu uso geral \u00e9 defendido\u201d10, \u201c(&#8230;) comportamento desviante \u2014 uma express\u00e3o actualmente em moda que foi, de um certo modo, evitada aqui at\u00e9 agora, apesar da conveni\u00eancia do r\u00f3tulo\u201d11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas notas de rodap\u00e9 verifica-se o recurso de Goffman a exemplos retirados de um leque muito extenso de obras e artigos de variad\u00edssimos autores e fontes, na sua grande maioria dos anos 50, 60. Goffman tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o por diversas vezes a obras anteriores da sua autoria:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u25cf\tReferente a uma abordagem geral da patologia da interac\u00e7\u00e3o e da inquieta\u00e7\u00e3o, ver \u201cAlienation from Interaction\u201d Human Relations, X (1957), pp.47-60<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u25cf\tPara uma distin\u00e7\u00e3o entre as identidades pessoal e de papel ver \u201cThe Presentation of self in Everiday Life\u201d, op.cit., pp.60.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u25cf\tSobre as rela\u00e7\u00f5es e tipos de reconhecimento ver \u201cBehaviour in Public Places\u201d (Nova York, Free Press of Glencoe, 1963), cap.7, pp.112-123<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u25cf\tSobre os ex-pacientes mentais ver o estudo do autor no St. Elizabeths Hospital   Washington   D.C.,   parcialmente   inclu\u00eddo   em   \u201cAsylums\u201d   (Nova   York, Doubleday &amp; Co., Anchor Books, 1961)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 Estrutura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta obra era inicialmente, como j\u00e1 referi, um conjunto de notas sobre interac\u00e7\u00e3o social e comportamentos desviantes no quotidiano, para as aulas de sociologia em Berkeley que Goffman leccionava. O estigma, a socializa\u00e7\u00e3o dos estigmatizados, a manipula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre o seu defeito e as reac\u00e7\u00f5es encontradas em situa\u00e7\u00f5es de interac\u00e7\u00e3o social s\u00e3o descritas e analisadas ao longo de 158 p\u00e1ginas divididas em 5 cap\u00edtulos. Os primeiros quatro cap\u00edtulos analisam a forma pela qual controlamos a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o que nos poder\u00e1 desacreditar. O quinto cap\u00edtulo foca o desvio em si e desafia o estudo do comportamento desviante como uma leg\u00edtima subdivis\u00e3o da sociologia. Goffman, para continuar a fazer f\u00e9 ao seu estilo, n\u00e3o apresenta qualquer cap\u00edtulo de conclus\u00f5es nem um anexo metodol\u00f3gico. Ap\u00f3s um pequeno pref\u00e1cio, Goffman inicia a sua apresenta\u00e7\u00e3o com uma comovente hist\u00f3ria sobre uma rapariga que nasceu sem nariz, retirada do que me parece ser uma carta a uma conselheira emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro cap\u00edtulo \u00e9 proposta a defini\u00e7\u00e3o de Estigma, que n\u00e3o \u00e9 apenas um atributo pessoal mas uma forma de designa\u00e7\u00e3o social \u2014 \u201cUma estigma \u00e9, ent\u00e3o, na realidade, um tipo especial de rela\u00e7\u00e3o entre atributo e conceito, embora eu proponha a modifica\u00e7\u00e3o desse conceito, em parte porque h\u00e1 importantes atributos que em quase toda a nossa sociedade levam ao descr\u00e9dito\u201d12 e a an\u00e1lise da sua rela\u00e7\u00e3o com a identidade social de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo cap\u00edtulo que vou descrever com maior pormenor, dado ser o alvo da minha an\u00e1lise, encontra-se organizado por nove pontos nos quais Goffman se ocupa do Controle da Informa\u00e7\u00e3o e Identidade Pessoal. Come\u00e7a por salientar a diferen\u00e7a entre o indiv\u00edduo desacreditado e o desacredit\u00e1vel, isto \u00e9, entre aquele que apresenta aos normais uma discrep\u00e2ncia vis\u00edvel entre a sua identidade social real e a sua identidade virtual e entre aquele cujo estigma ou \u201cdefeito\u201d n\u00e3o \u00e9 imediatamente vis\u00edvel nem ainda conhecido pelos outros \u2014 \u00e9 neste caso que se coloca a quest\u00e3o da manipula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre esse mesmo defeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a Informa\u00e7\u00e3o Social, transmitida pela pr\u00f3pria pessoa a quem se refere, atrav\u00e9s de s\u00edmbolos, \u00e9 precisamente o segundo ponto tratado neste cap\u00edtulo. Os s\u00edmbolos s\u00e3o divididos por Goffman em tr\u00eas tipos: s\u00edmbolos de prest\u00edgio, s\u00edmbolos de estigma e desidentificadores (s\u00edmbolos que tendem a quebrar um imagem lan\u00e7ando s\u00e9rias d\u00favidas sobre a validade da identidade virtual).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro ponto trata da Visibilidade do estigma, ou seja, \u201cat\u00e9 que ponto o estigma est\u00e1 adaptado para fornecer meios de comunicar que um indiv\u00edduo o possui\u201d13. A exposi\u00e7\u00e3o de Goffman segue ent\u00e3o, no quarto ponto, para a an\u00e1lise espec\u00edfica do conceito de Identidade Pessoal, pois \u201ctodo o problema da manipula\u00e7\u00e3o do estigma \u00e9 influenciado pelo facto de conhecermos ou n\u00e3o, pessoalmente o indiv\u00edduo estigmatizado\u201d 14 e para a apresenta\u00e7\u00e3o do que Goffman entende por Biografia do indiv\u00edduo (quinto ponto).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ponto seis \u00e9 tratado o facto dos \u201cnormais\u201d conhecerem ou n\u00e3o pessoalmente o indiv\u00edduo estigmatizado, regulando este facto as expectativas que mant\u00eam acerca do mesmo e as biografias que elaboram para ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ponto seguinte, Goffman ocupa-se do Encobrimento do estigma (factor crucial na an\u00e1lise destes casos, no seu entender) e dos diversos tipos de \u201camea\u00e7as\u201d \u00e0 identidade social virtual que o \u201cdesmascarar\u201d do encobrimento pode desencadear. Avan\u00e7a depois para a an\u00e1lise das diversas T\u00e9cnicas de Controle de Informa\u00e7\u00e3o usadas pelos indiv\u00edduos que pretendem ocultar um \u201cdefeito\u201d secreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo ponto do cap\u00edtulo trata da quest\u00e3o do Acobertamento15 por parte de estigmatizados com defeitos conhecidos, imediatamente vis\u00edveis ou pass\u00edveis de serem detectados facilmente (trata-se aqui de gerir a tens\u00e3o causada pelas reac\u00e7\u00f5es ao seu estigma).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No terceiro cap\u00edtulo da obra fala-se do Alinhamento Grupal e Identidade do Eu, enquanto que no cap\u00edtulo seguinte, Goffman estuda o conceito do Eu e o seu Outro, ou seja, a situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do estigmatizado e a sua resposta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que se encontra. No \u00faltimo cap\u00edtulo, intitulado Desvios e Comportamento Desviante, Goffman analisa a rela\u00e7\u00e3o entre estigmatizados e comportamentos desviantes, sugerindo em conclus\u00e3o (que abordarei mais \u00e0 frente) o estudo dos casos desviantes como um campo espec\u00edfico da disciplina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6 Procedimentos de observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong>Como j\u00e1 referi e, como \u00e9 t\u00edpico em Goffman, esta obra n\u00e3o inclui qualquer anexo metodol\u00f3gico. Assim, o que mais \u00e9 sugerido pelas abundantes notas de rodap\u00e9, como procedimento de observa\u00e7\u00e3o utilizado \u00e9 o incessante recurso a estudos j\u00e1 efectuados, sobre o mesmo tema ou assuntos relacionados, por diversos soci\u00f3logos, psic\u00f3logos, m\u00e9dicos, entre tantos outros, bem como o recurso a depoimentos pessoais de indiv\u00edduos na situa\u00e7\u00e3o de estigmatizados. Presumo tamb\u00e9m que a observa\u00e7\u00e3o directa tenha tido algum peso nas suas observa\u00e7\u00f5es. Apesar de n\u00e3o encontrar qualquer refer\u00eancia a experi\u00eancias directas ou pessoais, Goffman passou um ano numa institui\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica em contacto com pacientes mentais, seus familiares e amigos o que decerto lhe possibilitou observar bastantes situa\u00e7\u00f5es de interac\u00e7\u00e3o social no que concerne casos desviantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo de Goffman no estudo da interac\u00e7\u00e3o social do quotidiano n\u00e3o se baseia na manuten\u00e7\u00e3o da ordem social, ao contr\u00e1rio da sociologia tradicional, mas sim na an\u00e1lise de como essa ordem social se pode desmoronar, as causas e consequ\u00eancias desse desmoronamento e a forma como os indiv\u00edduos reagem a estas situa\u00e7\u00f5es16. Da\u00ed o seu interesse por comportamentos desviantes e disso s\u00e3o prova as suas duas obras, Asylums (1961) e Stigma (1963).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como tamb\u00e9m j\u00e1 referi, esta obra \u00e9 um conjunto de ensaios, baseados em experi\u00eancias quotidianas de diversos indiv\u00edduos em que o autor busca uma Teoria Geral nunca afirmando no entanto que a tenha descoberto ou encontrado. Trata-se de uma forma aberta e explorat\u00f3ria de expor ideias em que o autor pode utilizar dados de variadissimas fontes: amigos, jornalistas, cientistas sociais, m\u00e9dicos, depoimentos an\u00f3nimos, etc&#8230; Depreendo pela forma indiferenciada de refer\u00eancia e tratamento a estes, que Goffman professa o mesmo respeito por todos, quer se trate de um m\u00e9dico ou cientista social de renome, quer se trate de um popular com uma hist\u00f3ria pessoal. Goffman refere-se ainda ao uso de conceitos espec\u00edficos ao que pretende estudar, \u201cEssa tarefa me permitir\u00e1 utilizar um conjunto espec\u00edfico de conceitos\u201d17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para terminar saliento ainda o recurso a exemplos imagin\u00e1rios de situa\u00e7\u00f5es de interac\u00e7\u00e3o social que apoiem o seu racioc\u00ednio, como se pode verificar na p\u00e1g. 74, segundo par\u00e1grafo, ou na p\u00e1g. 103, 13a. linha, entre outros18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7 Principais conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong>As principais conclus\u00f5es encontradas no cap\u00edtulo analisado, come\u00e7am por dizer respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o do estigma com a identidade pessoal; segundo Goffman o facto de se conhecer pessoalmente o estigmatizado e de se poder vir a estabelecer com ele uma rotina di\u00e1ria de normaliza\u00e7\u00e3o da interac\u00e7\u00e3o, n\u00e3o reduz necessariamente o menosprezo. \u201c(&#8230;), deve-se continuar a ver que a familiaridade n\u00e3o reduz necessariamente o menosprezo\u201d19. No entanto, toda a quest\u00e3o da manipula\u00e7\u00e3o do estigma facto de que \u201cem geral, as normas relativas \u00e0 identidade social (&#8230;), referem-se aos tipos de report\u00f3rios de papeis ou perfis que consideramos que qualquer indiv\u00edduo pode sustentar\u201d20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Goffman a descoberta de um estigma num indiv\u00edduo prejudica n\u00e3o s\u00f3 a situa\u00e7\u00e3o social corrente mas tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es j\u00e1 estabelecidas e a imagem que os outros ter\u00e3o dele no futuro, ou seja, a sua reputa\u00e7\u00e3o as consequ\u00eancias da descoberta de um estigma podem prolongar-se por toda a vida do indiv\u00edduo&#8230; Goffman refere ainda que um indiv\u00edduo pode ser conhecido por grupos de pessoas que possuem sobre ele um conjunto de informa\u00e7\u00f5es diferentes n\u00e3o sendo no entanto essas diferen\u00e7as incompat\u00edveis umas com as outras em situa\u00e7\u00f5es de contacto simult\u00e2neo com dois ou mais desses grupos. \u201cDou por estabelecido, ent\u00e3o, que os contactos aparentemente causais da vida quotidiana podem, ainda assim, constituir algum tipo de estrutura que prende o indiv\u00edduo a uma biografia e, isso a despeito da multiplicidade de eus que o papel e a segrega\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias lhe permitem\u201d 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente ao encobrimento do estigma, Goffman refere que \u201c(&#8230;) a extens\u00e3o do encobrimento pode variar, de um encobrimento involunt\u00e1rio e moment\u00e2neo, num extremo, ao cl\u00e1ssico tipo de encobrimento total, no outro\u201d22. Goffman n\u00e3o concorda com a suposi\u00e7\u00e3o de que o fen\u00f3meno do Encobrimento leva o indiv\u00edduo a vive num alto n\u00edvel de tens\u00e3o e ansiedade por ter de manter uma imagem falsa que poder\u00e1 colapsar a qualquer momento, \u201cAcho que o estudo cuidadoso de pessoas que se encobrem mostraria que nem sempre h\u00e1 esta ansiedade e que nesse ponto, as nossas concep\u00e7\u00f5es tradicionais sobre a natureza humana podem enganar-nos seriamente\u201d23. Saliento neste ponto que n\u00e3o concordo com o autor pois aceito com maior convic\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia, no indiv\u00edduo que encobre um estigma, de uma grande tens\u00e3o e at\u00e9 terror perante a possibilidade de vir a ser desmascarado<br \/>\ndo que uma exist\u00eancia despreocupada perante a amea\u00e7a. Goffman tamb\u00e9m n\u00e3o explica nem justifica a sua opini\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para concluir, e relativamente \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o do estigma, este pode afectar n\u00e3o s\u00f3 o indiv\u00edduo estigmatizado como tamb\u00e9m familiares e amigos que o ajudem no processo de encobrimento perante outros. A principal conclus\u00e3o de Goffman no entanto desemboca na sugest\u00e3o de tratar o estudo dos casos de comportamento desviante dos indiv\u00edduos estigmatizados como um campo espec\u00edfico da sociologia, categorizando os indiv\u00edduos pelo que t\u00eam de \u00a0comum (o estigma) \u00e9 poss\u00edvel separ\u00e1-los de outros campos da disciplina e estud\u00e1-est\u00e1 intimamente relacionada com o facto de se conhecer pessoalmente ou n\u00e3o o indiv\u00edduo estigmatizado. Relativamente ao ponto sobre a Biografia do estigmatizado, Goffman atenta para o los pelo que realmente \u00e9 espec\u00edfico neles24.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>8 Universo te\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 referi e expliquei na Introdu\u00e7\u00e3o como Goffman se insere na corrente do Interaccionismo Simb\u00f3lico. Foi tamb\u00e9m grandemente influenciado por Herbert Blumer assim como evidentemente, por George Herbert Mead. Nesta obra, Goffman recorre a variad\u00edssimos autores de numerosas disciplinas diferentes, como a diversos soci\u00f3logos, m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, jornalistas, etc&#8230; No cap\u00edtulo em quest\u00e3o, Goffman faz alus\u00e3o a numerosos trabalhos entre os quais destaco os de: B.Wolfe, G.J.Flemming, A.Hartman, Robert Murphy (trabalho n\u00e3o publicado, \u201cOn social Distance and the Veil\u201d, Harold Garfinkel, Anthony Perkins, Rolph, Warfield, Chevigny etc&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>9 Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No decorrer da leitura desta obra, fica-se com a no\u00e7\u00e3o de que o autor nutria uma certa simpatia por pessoas estigmatizadas e demonstra tamb\u00e9m a ideia de que todos n\u00f3s, os ditos normais, de certa forma somos estigmatizados ou, pelo menos, corremos o risco de nos tornar-mos num deles. Desta forma est\u00e1 tamb\u00e9m impl\u00edcita a no\u00e7\u00e3o de que todos n\u00f3s controlamos de diversas formas a informa\u00e7\u00e3o que transmitimos aos outros, a imagem que damos de n\u00f3s pr\u00f3prios. Erving Goffman atrav\u00e9s das suas obras chamou a aten\u00e7\u00e3o para pequenos pormenores da interac\u00e7\u00e3o quotidiana que de outra forma, por se encontrarem t\u00e3o imbu\u00eddos nas nossas ac\u00e7\u00f5es de todos os dias, dificilmente dar\u00edamos conta da sua extrema import\u00e2ncia nos processos da interac\u00e7\u00e3o quotidiana face-a-face. Situa\u00e7\u00f5es sociais diversas e os comportamentos-resposta adequados a cada uma delas constituem um dos n\u00edveis mais essenciais da hierarquia da organiza\u00e7\u00e3o social humana25.<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 30px\"><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 30px\">1 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.21-22.<br \/>\n2 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p. 7<br \/>\n3 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p. 51<br \/>\n4 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p. 52<br \/>\n5 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p. 58<br \/>\n6 idem<br \/>\n7 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p. 74<br \/>\n8 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p. 151<br \/>\n9 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.7<br \/>\n10 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.70<br \/>\n11 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.151<br \/>\n12 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.13<br \/>\n13 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.58<br \/>\n14 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.65<br \/>\n15 Apesar de usar a palavra brasileira parece-me que a palavra correspondente em portugu\u00eas seja acobardamento<br \/>\n16 Baseei-me em Simon Williams, Goffman Interaccionism and the Management of Stigma in Everyday Life<br \/>\n17 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.8<br \/>\n18 N\u00e3o transcrevo os exemplos por serem de f\u00e1cil detec\u00e7\u00e3o e por uma quest\u00e3o de poupan\u00e7a de espa\u00e7o e tempo<br \/>\n19 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.63<br \/>\n20 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.74<br \/>\n21 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.84<br \/>\n22 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.91<br \/>\n23 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.98<br \/>\n24 Goffman, Erving, Estigma-Notas sobre a Manipula\u00e7\u00e3o da Identidade deteriorada, 1980, Brasil, Zahar Editores, p.158<br \/>\n25 Strong, P.M., The importance of Being Erving: Erving Goffman, 1922-198<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estigma: notas sobre a manipula\u00e7\u00e3o da identidade deteriorada \u00e9 o cl\u00e1ssico sociol\u00f3gico de Erving Goffman. 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