{"id":13105,"date":"2009-12-16T10:44:58","date_gmt":"2009-12-16T13:44:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=13105"},"modified":"2009-12-16T10:44:58","modified_gmt":"2009-12-16T13:44:58","slug":"negociando-limites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=13105","title":{"rendered":"Negociando limites"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/1171701005_diversidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-13106\" title=\"DIVERSIDADE\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/12\/1171701005_diversidade.jpg\" alt=\"DIVERSIDADE\" width=\"313\" height=\"210\" \/><\/a>Lidia Muniz \u00e9 negra. Negra e loira, ali\u00e1s, como a cantora norte- americana Beyonc\u00e9. Ao viajar no come\u00e7o do ano para um\u00a0 congresso de terapeutas na Calif\u00f3rnia, o estado mais\u00a0 politicamente correto dos Estados Unidos, ela notou que muitas sorriam ao passar por ela, como querendo dizer: \u201cEu a aceito do\u00a0 jeito que voc\u00ea \u00e9. Por mais diferente que voc\u00ea possa parecer do que eu sou, ou do que eu gosto, est\u00e1 tudo certo\u201d. Depois de 15 dias, esse comportamento supostamente gentil come\u00e7ou a lhe dar nos nervos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSei que sou diferente, fora do padr\u00e3o, e que seria normal uma pessoa olhar para mim surpresa, at\u00e9 com certa hostilidade. Aceito esse risco. Mas era terr\u00edvel suportar essa toler\u00e2ncia infinitamente condescendente que, no fundo, parecia sussurrar \u2018olha, minha filha, tudo bem, voc\u00ea \u00e9 maluca, mas eu, que sou bem legal e tolerante, vou aceitar sua excentricidade, desde que ela n\u00e3o invada os meus limites e voc\u00ea fique na sua, ok?\u2019\u201d Enfim, provavelmente um conveniente verniz social, t\u00e3o raso que daria para raspar com a unha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil, n\u00e3o? At\u00e9 a toler\u00e2ncia empostada pode ser um ato inconsciente de arrog\u00e2ncia. Mesmo quando eu, voc\u00ea e talvez o pessoal da Calif\u00f3rnia achamos que estamos sendo tolerantes, podemos esconder debaixo do pano um baita complexo de superioridade e uma indisfar\u00e7\u00e1vel prepot\u00eancia. Ou ent\u00e3o, pior ainda, o eterno desejo de sermos sempre fofos, doces e certinhos \u00a0\u00a0como o ursinho Puff.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso \u00e9 que \u00e9 bom a gente refletir mais profundamente sobre os limites da toler\u00e2ncia, quando ela \u00e9 real e desej\u00e1vel, ou exagerada e falsa. Ou quando somos tolerantes com os outros e intolerantes conosco, at\u00e9 o ponto de a toler\u00e2ncia virar autoabuso. Ou ainda quando a intoler\u00e2ncia fecha nossos olhares e atitudes e nos torna r\u00edgidos e inflex\u00edveis. Essa \u00e9 uma\u00a0 quest\u00e3o cada vez mais presente em nossas vidas. N\u00e3o d\u00e1 mais para passar por cima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toler\u00e2ncia \u00e9 uma palavra ingrata na maioria das l\u00ednguas latinas. Ela traz em seu bojo a ideia de que \u00e9 preciso aguentar, suportar, enfim, tolerar alguma coisa porque n\u00e3o se tem outra sa\u00edda. E, j\u00e1 que n\u00e3o tem jeito, j\u00e1 que n\u00e3o d\u00e1 mesmo, ent\u00e3o engolimos o sapo. Toleramos. O verbo, na sua negativa, \u00e9 igualmente poderoso: \u201cn\u00e3o tolero aquele fulano\u201d, \u201cn\u00e3o tolero que mexam nas minhas coisas\u201d. Ele nos traz uma sensa\u00e7\u00e3o de irrita\u00e7\u00e3o, impaci\u00eancia e at\u00e9 mesmo raiva com outra pessoa ou situa\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 que um limite foi invadido, ultrapassado, e que fiquei louco da vida com isso. Ent\u00e3o n\u00e3o tolero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCasa de toler\u00e2ncia\u201d, ou bordel, num outro exemplo, \u00e9 o lugar onde \u00e9 poss\u00edvel ultrapassar todos os limites, onde tudo \u00e9 tolerado, inclusive o sofrimento e a humilha\u00e7\u00e3o do outro. Vamos combinar, portanto, que, por causa dessa carga emocional, toler\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 exatamente a palavra adequada para nos daruma no\u00e7\u00e3o de amplid\u00e3o, de abertura. Algo leve, prazeroso, acolhedor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a melhor palavra para dar essa ideia de expans\u00e3o de limites pessoais fosse abrang\u00eancia. Eu abranjo, tu abranges, ele abrange. Abro os bra\u00e7os e o incluo como parte de mim mesmo. A primorosa express\u00e3o usada para designar o outro pelo povo kakinaw\u00e1, da Amaz\u00f4nia, por exemplo, \u00e9 txai. Ela significa amigo, companheiro, mas tamb\u00e9m \u201ca outra metade de mim\u201d. Txai \u00e9 aquele que vai me completar e que, juntos, formaremos um s\u00f3<br \/>\nser. Al\u00e9m de fazer parte de uma m\u00fasica de Milton Nascimento e Maur\u00edcio Bastos, a palavra txai \u00e9 a toler\u00e2ncia exercitada em seu melhor sentido: com o sentimento de que somos todos interdependentes. Sem salto alto, sem arrog\u00e2ncia, reconhecendo no outro uma contraparte de mim mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diferente \u00e9 a m\u00e3e<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reinaldo Bulgarelli , autor de Diversos Somos Todos, livro que trata exclusivamente do tema diversidade, escolheu o nome txai para sua pequena empresa de consultoria. Reinaldo trabalhou com crian\u00e7as ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia em projetos da Unicef , com o educador pernambucano Paulo Freire junto aos meninos de rua, enfim, passou a maioria dos seus 47 anos envolvido com inclus\u00e3o social e educa\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 interessante conhecer onde e como germinou essa incr\u00edvel aptid\u00e3o. Foi em 1978, nas reuni\u00f5es do movimento de juventude crist\u00e3 que tinham lugar na igreja Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, no largo Paissandu, no centro de S\u00e3o Paulo. Na \u00e9poca, a par\u00f3quia congregava uma grande comunidade negra. \u201cTinha 16 anos e era o \u00fanico jovem branco por ali\u201d, diz. \u201cMais do que aprender o que era ser negro, me conscientizei do que era ser branco: os privil\u00e9gios e oportunidades que tinha, a diferen\u00e7a de tratamento que recebia da sociedade. Antes disso, n\u00e3o tinha a menor no\u00e7\u00e3o dessa<br \/>\ndiferen\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>O abismo que separava as duas realidades foi li\u00e7\u00e3o suficiente. Reinaldo resolveu dedicar o resto da vida para lutar pela toler\u00e2ncia \u00e0 diversidade. \u201cA gente sempre pensa que o diferente \u00e9 o outro, que tenho de tolerar aquele que \u00e9 diferente de mim. Esse \u00e9 um grande engano. Cada um de n\u00f3s \u00e9 diferente de alguma maneira. A diferen\u00e7a que est\u00e1 no outro tamb\u00e9m est\u00e1 em n\u00f3s, se mudamos o ponto de vista. N\u00e3o h\u00e1 como nos excluir dessa condi\u00e7\u00e3o de diversidade, que \u00e9 pr\u00f3pria do ser humano\u201d, afirma Reinaldo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, al\u00e9m de coordenador de cursos na Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas na \u00e1rea de responsabilidade social, ele trabalha com inclus\u00e3o em empresas. Isto \u00e9, depois de sua passagem por elas, aumenta significativamente o n\u00famero de mulheres em cargos de lideran\u00e7a, abrem-se novos setores que incluem deficientes, prop\u00f5em-se metas mais efetivas de responsabilidade social. Otimista, Bulgarelli acha que no Brasil nos movemos em uma cultura que, no geral, \u00e9 flex\u00edvel e tolerante, para o bem e para o mal. \u201cVivemos numa sociedade que tem o mito da democracia racial, por exemplo. Se, por um lado, esse mito impede que enfrentemos de uma forma mais realista o que realmente acontece, ele tamb\u00e9m nos acena com a ideia de que \u00e9 poss\u00edvel caminhar nessa dire\u00e7\u00e3o. H\u00e1 algumas sociedades mais r\u00edgidas e conservadoras em que esse tipo de pensamento sequer tem lugar\u201d, diz<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m pode ocorrer o contr\u00e1rio: o excesso de toler\u00e2ncia que denuncia passividade, lassid\u00e3o, a falta de resist\u00eancia contra o abuso. \u00c9 o que vamos ver a seguir.<\/p>\n<p><strong>A ira santa<\/strong><\/p>\n<p>O excesso de toler\u00e2ncia pode gerar o abuso? Jo\u00e3o Pereira Coutinho, jornalista portugu\u00eas que assina uma coluna no jornal Folha de S.Paulo sobre temas pol\u00edticos e sociais, tem certeza que sim: \u201cO excesso de toler\u00e2ncia pode levar ao pecado capital: tolerar o intolerante, ou seja, aquele que destr\u00f3i nossa pr\u00f3pria toler\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com palavras precisas, Coutinho delineia quest\u00f5es que sensibilizaram muitos fil\u00f3sofos: at\u00e9 onde \u00e9 poss\u00edvel tolerar? Qual o princ\u00edpio que deve nortear minha toler\u00e2ncia? \u201cO princ\u00edpio do pluralismo, isto \u00e9, a ideia de que existem valores e objetivos de vida m\u00faltiplos e nem sempre compat\u00edveis\u201d, diz Coutinho. Mas ele adverte: \u201cPor\u00e9m esse pluralismo n\u00e3o deve amea\u00e7ar os valores que eu considero centrais para uma exist\u00eancia digna. Ou seja: posso tolerar que os outros prefiram viver suas vidas de determinadas formas, desde que isso n\u00e3o ponha em causa minha vida e a vida dos outros\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 o que o fil\u00f3sofo austr\u00edaco Karl Popper chama de \u201co paradoxo\u00a0 da toler\u00e2ncia\u201d: n\u00e3o se pode tolerar o intoler\u00e1vel. \u201cSe formos de uma toler\u00e2ncia absoluta, mesmo para com os intolerantes, e\u00a0 se n\u00e3o defendermos a sociedade tolerante contra seus assaltos,\u00a0 os tolerantes ser\u00e3o aniquilados, e com eles a toler\u00e2ncia\u201d,\u00a0 sentencia ele numa l\u00f3gica irretorqu\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o que \u00e9 o intoler\u00e1vel? \u201c\u00c9 aquilo que nos causa dor, sofrimento, preju\u00edzo, indigna\u00e7\u00e3o, humilha\u00e7\u00e3o, e que geralmente \u00e9 causado por um abuso indiscriminado de poder\u201d, diz a psicoterapeuta Denise Ramos, do Laborat\u00f3rio Formativo do Ser, ligado \u00e0 linha do psic\u00f3logo Stanley Kelleman. Esse \u00e9 o limite: o que pode ser traduzido por \u201cmaus tratos\u201d n\u00e3o deve ser tolerado. E h\u00e1 v\u00e1rias formas de reagir diante daquilo que n\u00e3o conseguimos tolerar. A mais comum \u00e9 a raiva. \u201cEla \u00e9 um alarme que nos acorda para um limite que foi ultrapassado, que nos desperta para uma situa\u00e7\u00e3o que consideramos abusiva.\u201d Mas nem sempre a raiva precisa, necessariamente, ser direcionada contra quem ultrapassou limite.\u201c\u00c0s vezes isso acontece, numa rea\u00e7\u00e3o imediata e leg\u00edtima contra o abuso. Mas, no mundo adulto, a energia da raiva tamb\u00e9m pode ser usada como uma mola propulsora para mudar a si pr\u00f3prio e transformar a circunst\u00e2ncia abusiva\u201d, diz Denise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, mais um cuidado a tomar nesse terreno escorregadio. \u201cSe n\u00e3o se deve tolerar tudo, pois seria destinar a toler\u00e2ncia \u00e0 sua perda, tamb\u00e9m n\u00e3o se poderia renunciar a toda e qualquer toler\u00e2ncia para com aqueles que n\u00e3o a respeitam\u201d, escreveu o fil\u00f3sofo franc\u00eas Andr\u00e9 Comte- Sponville em O Tratado das Pequenas Virtudes. Isto \u00e9, n\u00e3o se pode ser justo s\u00f3 com os justos, generoso apenas com os generosos, misericordioso com os misericordiosos. Porque isso n\u00e3o \u00e9 nem justo nem generoso nem misericordioso. \u201cTampouco \u00e9 tolerante aquele que s\u00f3 o \u00e9 com os tolerantes. Se a toler\u00e2ncia \u00e9 uma virtude, como acredito e como geralmente se aceita, ela vale por si mesma, inclusive para com os que n\u00e3o a praticam\u201d, afirma. A toler\u00e2ncia, portanto, n\u00e3o \u00e9 um objeto de troca num mercado, ou espelho que reflete apenas quem a pratica. Toler\u00e2ncia \u00e9 abrang\u00eancia. Temos de nos tornar\u00a0 maiores do que somos para poder pratic\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Percep\u00e7\u00e3o err\u00f4nea<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto mais n\u00edtida a no\u00e7\u00e3o de separatividade que tenho de algu\u00e9m, menos eu sou capaz de ser tolerante com essa pessoa. Pois, afinal, eu sou uma, ela \u00e9 outra. Para os budistas, enxergar as pessoas e coisas separadas umas das outras \u00e9 como olhar para um tapete e ver apenas os fios individualmente, sem se dar conta de seu entrela\u00e7amento. \u201cPodemos dizer que a teoria da interdepend\u00eancia, da interconectividade entre os seres, \u00e9 uma compreens\u00e3o profunda da realidade. Ter esse ponto de visita reduz a estreiteza mental. Com a mente estreita \u00e9 mais prov\u00e1vel desenvolver apego, avers\u00e3o\u201d, diz o Dalai-Lama no livro A Sabedoria do Perd\u00e3o, um saboroso relato sobre o cotidiano do l\u00edder tibetano feito por seu amigo, o erudito e bem-humorado professor Victor Chan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O apego ao que achamos que est\u00e1 certo e a avers\u00e3o por quem n\u00e3o concorda conosco, ou seja, a estreiteza mental, \u00e9 a base da intoler\u00e2ncia. Por isso \u00e9 que o fil\u00f3sofo Comte-Sponville afirma que \u00e9 preciso certa humildade para exercer a abrang\u00eancia: sabemos que nossas cren\u00e7as e valores s\u00e3o relativos, subjetivos, parciais. O que acreditamos ser verdade n\u00e3o \u00e9 uma verdade absoluta, que serve em toda e qualquer condi\u00e7\u00e3o, e para todas as pessoas. Por isso n\u00e3o podemos imp\u00f4- la. Achar que o outro n\u00e3o pode pensar diferente \u00e9 o retrato acabado da intoler\u00e2ncia, do totalitarismo e do fundamentalismo. Tamb\u00e9m \u00e9 por isso que a intoler\u00e2ncia est\u00e1 sempre associada \u00e0 arrog\u00e2ncia e \u00e0 prepot\u00eancia. \u00c9 melhor dar uma paradinha, quando achamos que sabemos o que \u00e9 melhor para o outro. Pois ele tem o direito de n\u00e3o concordar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Teoria e pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gandhi foi absolutamente intransigente e firme em sua posi\u00e7\u00e3o contra o dom\u00ednio brit\u00e2nico na \u00cdndia. Por\u00e9m, em vez de lutar abertamente, com \u00f3dio no cora\u00e7\u00e3o e derramamento de sangue, preferiu exercitar a resist\u00eancia n\u00e3o-violenta, baseada na mobiliza\u00e7\u00e3o social e na press\u00e3o pol\u00edtica. Al\u00e9m de h\u00e1bil e inteligente, ele tinha abrang\u00eancia, isto \u00e9, uma clara vis\u00e3o de estadista. Entendeu que a resist\u00eancia pac\u00edfica pode ser t\u00e3o ativa e eficaz quanto uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um presidente do Brasil, Fernando Collor, foi deposto a partir da mobiliza\u00e7\u00e3o pac\u00edfica ensinada por Gandhi: os estudantes secundaristas espernearam, bateram o p\u00e9, e a sociedade voltou a aten\u00e7\u00e3o para eles. Ou seja, a intoler\u00e2ncia pode ser combatida com firmeza de posi\u00e7\u00f5es, manifesta\u00e7\u00f5es de rep\u00fadio e uma pronta rea\u00e7\u00e3o. E certamente essa n\u00e3o \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o fofinha do ursinho Puff. \u00c9 muito importante entender que tolerar n\u00e3o quer dizer ser passivo, indiferente, omisso. \u201cTolerar Hitler era ser seu c\u00famplice, pelo menos por omiss\u00e3o, por abandono, e essa toler\u00e2ncia j\u00e1 era colabora\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta Comte-Sponville.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA toler\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 concess\u00e3o, condescend\u00eancia, indulg\u00eancia\u201d, afirma claramente em seu primeiro par\u00e1grafo a famosa Declara\u00e7\u00e3o de Princ\u00edpios sobre a Toler\u00e2ncia promulgada pela Unesco. \u00c9 bom a gente n\u00e3o se confundir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas grandes quest\u00f5es tamb\u00e9m podem ser vividas no dia a dia. Uma das pessoas que mais colaboraram para o est\u00edmulo \u00e0 toler\u00e2ncia no Brasil \u00e9 a professora Lia Diskin, uma das<br \/>\ncriadoras da Associa\u00e7\u00e3o Palas Athena, um centro de refer\u00eancia (sediado em S\u00e3o Paulo) com rela\u00e7\u00e3o ao estudo desses temas. Os maiores eventos relacionados \u00e0 cultura de paz dos \u00faltimos 30 anos no pa\u00eds tiveram sua participa\u00e7\u00e3o direta ou presen\u00e7a. Mas nada disso teria valor se ela n\u00e3o aplicasse esses conceitos em seu dia a dia. E aqui gostaria de dar meu testemunho pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com toler\u00e2ncia, Lia Diskin me recebeu para entrevistasrel\u00e2mpago, sabendo de meus prazos estreitos (uma realidade di\u00e1ria no jornalismo) e urg\u00eancia, mesmo tendo sua mesa repleta de in\u00fameras quest\u00f5es pendentes. Pessoa ocupad\u00edssima, Lia Diskin nunca deixou de responder meus e-mails, por exemplo, sobre o sentido mais profundo do meu nome<br \/>\nbudista. N\u00e3o raro entrei em sua sala sorrateiramente a fim de roubar seu tempo para esclarecer d\u00favidas pessoais com rela\u00e7\u00e3o ao cristianismo e ao budismo ou para comentar a fala mais profunda de um entrevistado recente. Mesmo quando foi firme \u2013 e quem trabalha com ela sabe o quanto Lia Diskin pode ser severa \u2013, nunca deixou de mandar seu c\u00e1lido abra\u00e7o na \u00faltima linha do e-mail. \u201cUm grande amor pela humanidade, e sua consequente<br \/>\ntoler\u00e2ncia e compaix\u00e3o por todos os seres, \u00e9 capaz de mover cada um dos pequenos atos de uma pessoa no seu dia a dia. \u00c9 a uni\u00e3o final entre a teoria e a pr\u00e1tica\u201d, afirma a psicoterapeuta Denise Ramos. Se isso foi poss\u00edvel para Lia Diskin, que se cr\u00ea t\u00e3o falha, humana e cheia de defeitos, isso significa que a porta est\u00e1 aberta para cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify\">__________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte de informa\u00e7\u00e3o:<\/strong> <a onclick=\"pageTracker._trackPageview('\/outbound\/article\/noticias.pgr.mpf.gov.br');\" href=\"http:\/\/diversidadeglobal.com.br\/notas.asp?iDCat=7&amp;iDNotas=612\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Diversidade Global<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Link abrir\u00e1 em uma nova janela ou aba.\" src=\"http:\/\/www.inclusive.org.br\/images\/new_window.gif\" alt=\"Link abrir\u00e1 em uma nova janela ou aba.\" width=\"16\" height=\"14\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMais do que aprender o que era ser negro, me conscientizei do que era ser branco: os privil\u00e9gios e oportunidades que tinha, a diferen\u00e7a 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