{"id":13927,"date":"2010-02-15T13:39:11","date_gmt":"2010-02-15T16:39:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=13927"},"modified":"2010-02-15T13:39:11","modified_gmt":"2010-02-15T16:39:11","slug":"o-segredo-do-pianista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=13927","title":{"rendered":"O segredo do pianista"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><\/p>\n<figure id=\"attachment_13930\" aria-describedby=\"caption-attachment-13930\" style=\"width: 397px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/orquestra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13930\" title=\"orquestra\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/orquestra-e1266251903998.jpg\" alt=\"\" width=\"397\" height=\"250\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13930\" class=\"wp-caption-text\">Pianista e orquestra<\/figcaption><\/figure>\n<p>O segredo do pianista<br \/>\nPor 40 anos, o renomado concertista Marcelo Bratke conseguiu esconder que era quase cego. Agora, operado, ele v\u00ea \u2013 e conta sua hist\u00f3ria<br \/>\nK\u00c1TIA MELLO<\/p>\n<p>COMPANHEIRISMO<br \/>\nFoi Mariannita quem insistiu para que ele fizesse a opera\u00e7\u00e3oEra uma manh\u00e3 fria de primavera de maio de 2004, em Boston, nos Estados Unidos. Num quarto do hotel Holliday Inn, o pianista paulista Marcelo Bratke, ent\u00e3o com 44 anos, aguardava ansioso, com os olhos vendados, o momento mais importante de sua vida. A seu lado estavam uma enfermeira e sua mulher, a artista pl\u00e1stica Mariannita Luzzati. Bratke tinha sido operado naquela manh\u00e3, no hospital Ofthalmic Consultants, de catarata cong\u00eanita, uma doen\u00e7a de nascen\u00e7a, rara, que altera a cor do cristalino e praticamente destr\u00f3i a vis\u00e3o.<br \/>\nAo tirar o tamp\u00e3o, Mariannita lhe perguntou: \u201cEst\u00e1 pronto?\u201d. Antes mesmo que ele pudesse responder, as cores invadiram sua retina com uma intensidade in\u00e9dita para ele. \u201cLegalmente\u201d cego, Bratke recuperou 90% da vis\u00e3o de um olho e 10% do outro. \u201cQuase morri de alegria\u201d, afirma. As imagens eram t\u00e3o fortes que ele chegou a telefonar ao m\u00e9dico americano que o operou, Peter Rapoza, pedindo algum tipo de ajuste. \u201cAs cores s\u00e3o assim mesmo\u201d, respondeu-lhe o m\u00e9dico. Uma de suas mais belas surpresas foi ver o rosto da mulher com quem estava h\u00e1 duas d\u00e9cadas. \u201cEla parecia um anjo. Aquela pele suave, os olhos cor de mel. Aquela express\u00e3o meiga que demonstrava seguran\u00e7a\u201d, diz ele. At\u00e9 ent\u00e3o, Bratke conhecia as pessoas apenas pela voz e n\u00e3o podia imaginar a express\u00e3o de seus olhos. Agora que v\u00ea, ele decidiu contar sua hist\u00f3ria, que ser\u00e1 transformada em livro pelas m\u00e3os da jornalista inglesa Kate Snell. Trata-se de uma tremenda experi\u00eancia.<br \/>\nSem ver os teclados, sem enxergar os m\u00fasicos na orquestra e sem ler as partituras, Bratke conseguiu esconder por quatro d\u00e9cadas sua condi\u00e7\u00e3o. Ele fez mais de 1.000 concertos internacionais e conquistou v\u00e1rios pr\u00eamios importantes na m\u00fasica cl\u00e1ssica. O CD dedicado ao \u201cGrupo dos Seis\u201d, de Jean Cocteau, foi considerado pela revista brit\u00e2nica Gramophone como \u201cuma das melhores grava\u00e7\u00f5es eruditas de todos os tempos\u201d. Bratke se apresentou nas principais salas de concerto do planeta, brilhou em festivais como o de Salzburgo, na Alemanha, e lotou audit\u00f3rios em T\u00f3quio, Paris e Berlim. Como quase n\u00e3o via \u2013 ele tinha apenas 10% da vis\u00e3o em um dos olhos, o esquerdo \u2013, criou formas pr\u00f3prias de ensaiar e se apresentar. Um jeito: depois de escutar as notas musicais, ouvindo um disco, ele lia a partitura bem de perto, nota por nota, at\u00e9 memoriz\u00e1-la. \u201cA m\u00fasica sempre foi algo emocional, uma avalanche de sons e sensa\u00e7\u00f5es que eu guardava na mem\u00f3ria auditiva.\u201d Antes das apresenta\u00e7\u00f5es, ele chegava cedo ao teatro e pedia aos iluminadores que colocassem uma luz em cima do teclado para que n\u00e3o ofuscasse sua vista. Era uma luz especial que n\u00e3o podia fazer sombra e deveria ser de uma exata intensidade. \u201cDava um trabalho desgra\u00e7ado, porque ningu\u00e9m sabia minha situa\u00e7\u00e3o. Eu dava uma de exc\u00eantrico\u201d, diz. Quando o concerto era com uma orquestra, ele pedia ao maestro que lhe dissesse o melhor lugar para entrar no palco. Certa vez, no Teatro Amazonas, em Manaus, ele n\u00e3o viu uma escadinha com um corrim\u00e3o que sa\u00eda do palco e despencou de 3 metros de altura. Mas os acidentes eram raros. \u201cQuando voc\u00ea nasce de um jeito, acostuma-se a ele\u201d, afirma.<br \/>\nBratke nasceu com catarata grave nos dois olhos. Com 2 anos, come\u00e7ou a ficar estr\u00e1bico, e isso resultou em ambliopia. Ele perdeu a vis\u00e3o central em um dos olhos. Desde pequeno, portanto, o pianista criou ferramentas pr\u00f3prias para sobreviver e ocultar seus problemas visuais. Na inf\u00e2ncia, sentia-se constrangido por n\u00e3o conseguir localizar sua m\u00e3e no imenso p\u00e1tio, na hora da sa\u00edda. Ent\u00e3o pediu a ela que sempre usasse um pul\u00f4ver de cor forte para que ele pudesse v\u00ea-la de longe. Ele queria correr para abra\u00e7\u00e1-la, como faziam as outras crian\u00e7as. Os pais o colocaram em uma escola pequena, o externato Veredas, em S\u00e3o Paulo, para que ele tivesse aten\u00e7\u00e3o especial. \u201cEu registrava na mem\u00f3ria o m\u00e1ximo do que ouvia dos professores. Escrevia em meu caderno e lia depois com meu olho esquerdo, a 3 cent\u00edmetros do papel.\u201d O menino, que n\u00e3o podia enxergar, desenvolveu sentidos como olfato, audi\u00e7\u00e3o e tato. Na hora das refei\u00e7\u00f5es, por exemplo, cheirava a comida para escolher os alimentos que iria p\u00f4r no prato. Ao chegar \u00e0 adolesc\u00eancia, um acontecimento ligaria seu destino a um desses sentidos, o da audi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSeu pai, o arquiteto Roberto Bratke, rec\u00e9m-separado de sua m\u00e3e, comprou um piano para praticar li\u00e7\u00f5es de m\u00fasica. Um dia, tocou o \u201cPrel\u00fadio no 4\u201d, de Chopin, e o filho, ent\u00e3o com 14 anos, ficou encantado. Ato cont\u00ednuo, sentou-se ao piano e tentou dedilhar o que ouvira. \u201cDepois de 40 minutos, eu estava tocando quase inteiro\u201d, afirma. O pai, ent\u00e3o, chamou sua ex-professora de piano Z\u00e9lia Deri, que passou a ensinar ao menino truques para tirar m\u00fasicas de ouvido. \u201cEla dizia que eu seria um pianista de fama internacional.\u201d Em 1976, aos 16 anos, Bratke foi a uma festa em S\u00e3o Paulo e tocou diante do renomado maestro Eleazar de Carvalho, que o levou ao mundo da m\u00fasica profissional. Anos depois, ainda se emociona ao falar desse per\u00edodo e do papel que teve sua m\u00e3e, Thaysa. \u201cEla era a minha maior incentivadora. N\u00e3o perdia um concerto e era a primeira a gritar: \u2018Bravo!\u2019.\u201d<br \/>\nEm 1992, mudou-se para Londres e passou a tocar em salas europeias. Tornou-se um nome respeitado no cen\u00e1rio da m\u00fasica cl\u00e1ssica \u2013 mas o problema da vis\u00e3o o perseguia. Bratke visitou centros de oftalmologia em Barcelona, em Londres e nos Estados Unidos. Os m\u00e9dicos diziam que n\u00e3o valia a pena operar: ele poderia perder a pouca vis\u00e3o que tinha em um dos olhos. Foi Rapoza, do hospital Ofthalmic Consultants, quem percebeu que havia uma possibilidade de operar Bratke com sucesso. O m\u00e9dico disse a \u00c9POCA que ao fazer no pianista um teste de acuidade visual notou que ele era capaz de ler algumas letras. \u201cDependendo do n\u00famero de letras que o paciente enxerga, d\u00e1 para ter uma ideia da melhora que ter\u00e1 no p\u00f3s-operat\u00f3rio\u201d, diz. Rapoza explica que Bratke havia \u201caprendido a ver\u201d com um dos olhos. Seu c\u00e9rebro tinha constru\u00eddo o mecanismo de enxergar, e isso lhe dava a possibilidade de ampliar a vis\u00e3o. Para outros deficientes visuais essa possibilidade n\u00e3o existe.<br \/>\nEm 2007, morando entre S\u00e3o Paulo e Londres, Bratke montou a Camerata Vale M\u00fasica, composta de jovens m\u00fasicos da periferia de Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo. Com o projeto Villa Lobos Worldwide, esses jovens v\u00e3o agora divulgar a m\u00fasica do maior compositor cl\u00e1ssico brasileiro em oito CDs e concertos no Brasil e em outros pa\u00edses. Essas s\u00e3o atividades que Bratke s\u00f3 pode abra\u00e7ar porque recebeu, depois de quatro d\u00e9cadas, o sentido que lhe faltava. \u201cAo ganhar a vis\u00e3o, passei a ver o Brasil com outros olhos\u201d, afirma. \u201cFiquei com vontade de devolver minha grande alegria \u00e0 sociedade. Percebi que a m\u00fasica pode ter uma fun\u00e7\u00e3o mais humanit\u00e1ria.\u201d <\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\">D\u00c1DIVA REVERTIDA<br \/>\nMarcelo Bratke e os jovens da Camerata Vale M\u00fasica, em Vit\u00f3ria, Esp\u00edrito Santo, e o pianista aos 14 anos, idade em que tocou piano pela primeira vez<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><\/p>\n<div>Fonte: Revista \u00c9poca<\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Revista\/Epoca\/0,,EMI122053-15228,00.html\">http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Revista\/Epoca\/0,,EMI122053-15228,00.html<\/a><\/div>\n<p><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segredo do pianista Por 40 anos, o renomado concertista Marcelo Bratke conseguiu esconder que era quase cego. 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