{"id":14052,"date":"2010-02-23T18:03:17","date_gmt":"2010-02-23T21:03:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=14052"},"modified":"2010-02-23T18:03:17","modified_gmt":"2010-02-23T21:03:17","slug":"a-antiga-escola-moderna-entrevista-com-celso-antunes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=14052","title":{"rendered":"A antiga escola moderna. Entrevista com Celso Antunes"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_14062\" aria-describedby=\"caption-attachment-14062\" style=\"width: 180px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/adital.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-14062\" title=\"Logotipo Adital\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/adital.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"149\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14062\" class=\"wp-caption-text\">Logotipo Adital<\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"noticia_autor\"><strong>Josiane Benedet *<\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div>\n<p><span class=\"noticia_cidade\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div><span class=\"noticia_texto\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span class=\"noticia_texto\"><\/span><\/div>\n<p><span class=\"noticia_texto\"><\/p>\n<div>\n<p>Autor de mais de 180 livros did\u00e1ticos, paradid\u00e1ticos e pedag\u00f3gicos, Celso Antunes, mestre em ci\u00eancias humanas e especialista em intelig\u00eancia e cogni\u00e7\u00e3o, mostra na sua mais recente publica\u00e7\u00e3o, Antig\u00fcidades Modernas, a import\u00e2ncia de o professor repensar e qualificar o seu cotidiano pedag\u00f3gico. Baseado em diversas cr\u00f4nicas, Antunes abre espa\u00e7o para que o professor fa\u00e7a uma an\u00e1lise sobre temas tradicionais, antigos e modernos da educa\u00e7\u00e3o.Atualmente \u00e9 coordenador geral de ensino de gradua\u00e7\u00e3o das faculdades Sant&#8217;Anna, diretor do col\u00e9gio Sant&#8217;Anna Global e professor da Universidade S\u00eanior e revela, em entrevista exclusiva \u00e0 revista Profiss\u00e3o Mestre, porque as aulas de alguns professores ficam para sempre na mem\u00f3ria dos alunos.<\/p>\n<p>Profiss\u00e3o Mestre &#8211; Qual \u00e9 a import\u00e2ncia de ministrar aulas com emo\u00e7\u00e3o? Por que \u00e9 necess\u00e1rio alcan\u00e7ar a mente do aluno pelo caminho do cora\u00e7\u00e3o?<br \/>\nCelso Antunes &#8211; O professor n\u00e3o deve, necessariamente, estar emocionado. N\u00e3o se trata, como se poderia a primeira vista pensar, que ele deve ser um ator onde externa sentimentos de aguda emo\u00e7\u00e3o. Se ele os externar, sem d\u00favida ajuda, mas n\u00e3o \u00e9 nesse aspecto que o educar, atrav\u00e9s da emo\u00e7\u00e3o, se ressalta. O que se busca real\u00e7ar \u00e9 que toda aprendizagem significativa necessita, fundamentalmente, de cinco componentes na a\u00e7\u00e3o cognitiva do aluno, e um desses componentes \u00e9 a emo\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o a emo\u00e7\u00e3o, como os outros quarto paradigmas, \u00e9 um dos fatores cruciais da aprendizagem. Isso n\u00e3o \u00e9 um referencial desej\u00e1vel, \u00e9 um componente essencial do processo de aprendizagem da crian\u00e7a, do adolescente e do ser humano de maneira geral.PM &#8211; Al\u00e9m da emo\u00e7\u00e3o, quais s\u00e3o os outros componentes do processo de aprendizagem?<br \/>\nCA &#8211; A mem\u00f3ria, indiscutivelmente. O professor deve conhecer estrat\u00e9gias para poder trabalhar a mem\u00f3ria do aluno, claro que n\u00e3o uma mem\u00f3ria mec\u00e2nica, repetitiva, mas uma mem\u00f3ria onde o aluno contextualiza, onde o aluno associe saberes novos aos que naturalmente ele possui. Al\u00e9m da mem\u00f3ria, a aten\u00e7\u00e3o. Ele deve saber trabalhar a aten\u00e7\u00e3o do aluno, descobrir f\u00f3rmulas para capt\u00e1-la. E por fim a motiva\u00e7\u00e3o desse aluno e fundamentalmente a linguagem. Ent\u00e3o, esses quatro mais a emo\u00e7\u00e3o s\u00e3o componentes estruturais do processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>PM &#8211; O que \u00e9 uma boa aula?<br \/>\nCA &#8211; Uma boa aula \u00e9 aquela que contempla a intensidade com que esses elementos sejam trabalhados. Fazendo uma compara\u00e7\u00e3o com o quadro educativo e o quadro m\u00e9dico, o que seria um paciente com uma boa sa\u00fade? Seria um paciente que realmente n\u00e3o apresentaria, em nenhum aspecto da sua condi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, qualquer tipo de defici\u00eancia. Uma boa aula \u00e9 aquela que, no seu aspecto cognitivo, n\u00e3o apresenta nenhuma defici\u00eancia desses cinco componentes.<\/p>\n<p>PM &#8211; Por que as aulas de alguns professores s\u00e3o mais sedutoras do que outras?<br \/>\nCA &#8211; H\u00e1 uma infinidades de raz\u00f5es, mas em linhas gerais, o que tenho observado \u00e9 que a estrat\u00e9gia atrav\u00e9s da qual a aula \u00e9 ministrada \u00e9 um componente muito importante. A maior parte dos professores brasileiros, infelizmente, confunde aula com aula expositiva, e a aula expositiva \u00e9 apenas uma maneira de dar aula. Sabendo ser colocada pode ser excelente, mas \u00e9 \u00f3bvio que se o professor conhece apenas essas estrat\u00e9gias e em todas as circunst\u00e2ncias a utiliza, \u00e9 imposs\u00edvel que ele possa escapar da monotonia. \u00c9 como o mec\u00e2nico que precisa conhecer diferentes ferramentas porque a natureza do trabalho dele vai exigir em situa\u00e7\u00f5es diferentes a oportunidade de uso diversificado e isso tamb\u00e9m ocorre com o professor. A ferramenta do professor \u00e9 a aula, mas se ele tem apenas a aula expositiva como ferramenta muitas vezes isso \u00e9 fator de monotonia, por isso \u00e0s vezes o aluno tem um grau de motiva\u00e7\u00e3o na primeira aula do dia que n\u00e3o apresenta no final do dia e assim por diante, porque h\u00e1 uma repetitividade de conceito nesse processo.<\/p>\n<p>PM &#8211; E como o professor pode tornar a aula mais sedutora?<br \/>\nCA &#8211; Uma das outras formas de dar aula que ele poder\u00e1 desenvolver, al\u00e9m da aula expositiva, \u00e9 trabalhar projetos. Por exemplo, os projetos na verdade parte de um desafio, de situa\u00e7\u00f5es problemas e os alunos s\u00e3o orientados a buscar caminhos e respostas, interagindo entre si nessa busca, que naturalmente \u00e9 mediada pelo professor. Outra alternativa s\u00e3o os chamados jogos operat\u00f3rios onde a situa\u00e7\u00e3o problema \u00e9 colocada de uma maneira similar a um desafio, mas que envolve diferentes estrat\u00e9gias para esse alcance. Quando o professor \u00e9 um arquiteto de desafios , quando ele \u00e9 um propositor de problemas. Quando ele leva o aluno a se perguntar, a se educar, a dizer n\u00e3o a si mesmo, geralmente ele \u00e9 um professor muito bem aceito e a aula acaba sendo uma daquelas aulas memor\u00e1veis que efetivamente seduz o aluno.<\/p>\n<p>PM &#8211; Em um dos seus artigos o senhor cita o jogo de palavras. Como o professor pode utilizar esse m\u00e9todo em sala de aula?<br \/>\nCA &#8211; De uma maneira muito simplificada, se eu disser a voc\u00ea: &#8220;Amanh\u00e3 eu n\u00e3o vou passear porque vai chover&#8221;, eu estou concluindo essa afirma\u00e7\u00e3o sem propor nenhum desafio, ela \u00e9 apenas uma informa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea assimilar\u00e1, mas se eu alterno a ordem das palavras e digo algo como &#8220;Passear amanh\u00e3 chover se vou n\u00e3o&#8221;, para que voc\u00ea, juntamente com seus colegas estruture e d\u00ea ordem, portanto d\u00ea sentido a essas palavras aparentemente soltas mas que integram um todo, voc\u00ea est\u00e1 se reperguntando, voc\u00ea est\u00e1 desafiando. Ent\u00e3o a ess\u00eancia do jogo de palavras \u00e9 a proposi\u00e7\u00e3o de desafios, de quest\u00f5es que levam o aluno a construir solu\u00e7\u00f5es e respostas. Ele disp\u00f5e de palavras, mais ou menos, como quem t\u00eam pe\u00e7as de um quebra-cabe\u00e7a n\u00e3o devidamente montado, s\u00f3 que essas pe\u00e7as s\u00e3o naturalmente palavras que v\u00e3o compor a senten\u00e7a, mas que ele construir\u00e1.<\/p>\n<p>PM &#8211; Ent\u00e3o, nesse tipo de aula, o professor \u00e9 um facilitador&#8230;<br \/>\nCA &#8211; O professor verdadeiramente educador \u00e9 sempre um mediador e nesse tipo de aula ele \u00e9 efetivamente o mediador. Ele levou a situa\u00e7\u00e3o problema, instrumentalizou os alunos para buscarem a resposta. Esses alunos sabem de quais instrumentos disp\u00f5e. Mas realmente ele est\u00e1 atuando como um desafiador, como um verdadeiro arquiteto de desafios. Nesse contexto a aula acaba se tornando naturalmente mais atraente, mais interessante.<\/p>\n<p>PM &#8211; O professor busca ministrar aulas menos cansativas para os alunos. E como ele pode fazer para n\u00e3o cansar-se tamb\u00e9m?<br \/>\nCA &#8211; Na verdade, embora o objetivo de se trabalhar em projetos, trabalhar com jogos operat\u00f3rios seja o aluno e o ensino eficiente, inegavelmente o maior benefici\u00e1rio disso tudo \u00e9 o professor. Em primeiro lugar porque, na medida em que ele \u00e9 um propositor de desafios, diminui muito a carga verbalizadora dele. N\u00e3o vai em cinco aulas fazer cinco discursos. Em segundo lugar, na medida em que ele disp\u00f4s aquele aluno num esquema de motiva\u00e7\u00e3o, de interesse, de participa\u00e7\u00e3o, ele n\u00e3o tem aquele desgaste de cobrar uma aten\u00e7\u00e3o, de impor uma rigidez e nem perceber, no des\u00e2nimo do aluno, quase que um convite ao seu t\u00e9dio tamb\u00e9m. O professor que trabalha assim chegar\u00e1 \u00e0 noite cansado t\u00e3o somente pelas horas que ficou em p\u00e9, mas n\u00e3o existe aquele cansa\u00e7o de uma irritabilidade provocada pela tentativa de construir a for\u00e7a uma tens\u00e3o que espontaneamente n\u00e3o se tem.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nPM &#8211; O professor deve apoiar-se naquelas lembran\u00e7as do passado, de quando ele era aluno, para dar aulas mais contagiantes?<br \/>\nCA &#8211; N\u00e3o deve. At\u00e9 creio que \u00e9 uma rotina mais ou menos comum, mas n\u00e3o deve. Eu respondo com uma met\u00e1fora: se voc\u00ea hoje, com qualquer problema de natureza biol\u00f3gica, qualquer doen\u00e7a, procura um m\u00e9dico e ele diz &#8220;olha eu vou tratar voc\u00ea como o meu av\u00f4 m\u00e9dico me tratou&#8221;, voc\u00ea sai correndo desse consult\u00f3rio porque a medicina evoluiu muito, a farmacologia teve um progresso absolutamente espetacular. Na educa\u00e7\u00e3o, de forma alguma \u00e9 diferente. O que se pensava sobre mem\u00f3ria, o que se pensava sobre aten\u00e7\u00e3o, aula e motiva\u00e7\u00e3o h\u00e1 20, 30 anos \u00e9 muito diferente do que se pensa hoje, ent\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio que se ele teve um professor extremamente talentoso, que se emocionava, assumir as qualidades dessa pessoa, com o que hoje se sabe, ele estaria fazendo a composi\u00e7\u00e3o ideal. Voltando a met\u00e1fora, voc\u00ea ter no m\u00e9dico de hoje a paix\u00e3o, o entusiasmo, o interesse por voc\u00ea, do m\u00e9dico de antigamente mas com a tecnologia da medicina de agora, a\u00ed sim seria ideal. Mas aquela c\u00f3pia literal seria passar por cima de tudo quanto de novo se descobriu.<\/p>\n<p>PM &#8211; O que nunca vai deixar de ser antigo na sala de aula?<br \/>\nCA &#8211; Nunca ser\u00e1 antigo o professor n\u00e3o responder o que o aluno pode por si mesmo descobrir. Isso sempre ser\u00e1 uma estrat\u00e9gia extremamente significativa. O professor nunca pode pensar-se assassino da curiosidade respondendo aquilo que o aluno pode sozinho descobrir, mas tamb\u00e9m, ao lado disso, nunca ser\u00e1 antigo numa sala de aula o entusiasmo, paix\u00e3o pelo que se faz, percep\u00e7\u00e3o do progresso do aluno e entusiasmo por esse progresso. Isso nunca envelhecer\u00e1, indiscutivelmente.<\/p>\n<p>PM &#8211; As lembran\u00e7as da escola influenciam o aluno na vida adulta?<br \/>\nCA &#8211; Ele carrega essas lembran\u00e7as de uma maneira muito forte e mesmo quando pensa que n\u00e3o est\u00e1 as carregando, \u00e0s vezes na maneira como ele segura uma caneta, como se dirige aos colegas, ele pode n\u00e3o ter consci\u00eancia da lembran\u00e7a, mas por detr\u00e1s desses atos sempre est\u00e1 um professor, est\u00e1 uma aula, est\u00e1 um texto que ele leu. As marcas e as lembran\u00e7as da escola s\u00e3o extremamente fortes e poucas vezes temos plena consci\u00eancia disso mas, incontestavelmente, esses professores est\u00e3o sempre atr\u00e1s daquilo que fazemos. Portanto, neg\u00e1-la \u00e9 como voc\u00ea negar a import\u00e2ncia da mem\u00f3ria na aprendizagem ou negar a import\u00e2ncia da linguagem, ou mesmo da motiva\u00e7\u00e3o, ou ainda da aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>PM &#8211; Muito se discute a influ\u00eancia do professor sobre o aluno. E a influ\u00eancia do aluno sobre o professor?<br \/>\nCA &#8211; Esse \u00e9 um dos campos mais novos da educa\u00e7\u00e3o. Um pensador chileno, que est\u00e1 realmente em evid\u00eancia, Maturana, sempre dizia que havia refer\u00eancias e cuidados com respeito a influ\u00eancia do professor sobre o aluno, mas que na verdade, seres humanos s\u00e3o interdependentes, e da mesma maneira como num conceito, eu diria, at\u00e9 ecol\u00f3gico, que o solo depende da planta mas a planta tamb\u00e9m depende do solo. \u00c9 muito dif\u00edcil perceber que possa existir um e outro sem intera\u00e7\u00e3o. Um modifica o outro, e isso \u00e9 absolutamente verdadeiro em rela\u00e7\u00e3o ao aluno para o professor. Isso n\u00e3o significa dizer que essa imagem esteja consciente, mas \u00e9 \u00f3bvio que, na maneira como somos, aquele professor que evolui o faz por for\u00e7as das marcas e dos registros daquele envolvimento que ele teve com os alunos, e essa rela\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 muito forte, muito rec\u00edproca e n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Maturana \u00e9 um bi\u00f3logo, porque ele tirou esse conceito da pr\u00f3pria biologia, onde no ecossistema, A depende de B e B depende de A. E o pr\u00f3prio Paulo Freire j\u00e1 dizia isso tamb\u00e9m. \u00c9 uma troca.<\/p>\n<p>PM &#8211; Quais s\u00e3o as principais barreiras no processo do aprendizado?<br \/>\nCA &#8211; A principal barreira no processo de aprendizagem \u00e9 o professor ainda acreditar-se propriet\u00e1rio de um saber, cuja finalidade \u00e9 transmitir aos alunos, esquecendo de identificar que esse saber se banalizou, que hoje \u00e9 o encontro na Internet, que hoje eu vivo num mundo onde h\u00e1 m\u00faltiplos canais de televis\u00e3o. Um material escolar, de maneira geral, \u00e9 muito bem formado, ent\u00e3o aquele professor repetidor de saberes, tem para cada aula aquele tema e aquela p\u00edlula, e realmente acaba sendo um professor muito pouco sedutor. Portanto ele est\u00e1 impondo uma barreira imensa na aprendizagem, porque est\u00e1 indo na contram\u00e3o daquilo que realmente o aluno precisa para crescer.<\/p>\n<p>PM &#8211; Para que o aluno realmente aprenda, o senhor afirma que \u00e9 necess\u00e1rio que ele tenha liberdade interna. O que quer dizer?<br \/>\nCA &#8211; Ele \u00e9 o agende essencial no processo de constru\u00e7\u00e3o do seu saber. O saber n\u00e3o \u00e9 algo que venha de fora, a aprendizagem se constr\u00f3i com aquilo que eu sei e com aquilo que \u00e9 colocado em rela\u00e7\u00e3o ao meu ambiente. Ent\u00e3o, na verdade, essa liberdade \u00e9 no sentido de fazer com que o saber que o professor transmite, n\u00e3o pode pretender que seja o saber que o aluno adquire. Aquele saber se transforma com os saberes que o aluno t\u00eam, ent\u00e3o, isso significa a liberdade. Cada aprendente precisa ser livre para aprender, porque ele \u00e9 o agente construtor da sua pr\u00f3pria maneira de aprender e dos pr\u00f3prios saberes que constr\u00f3i.<\/p>\n<p>PM &#8211; De que forma os professores podem despertar a consci\u00eancia de liberdade nos alunos, como o senhor cita no livro Antig\u00fcidades Modernas, ensin\u00e1-los a pensar seus pr\u00f3prios pensamentos?<br \/>\nCA &#8211; Sendo um professor interrogador, desafiador. Um professor que se negue a assassinar a curiosidade do aluno apresentando-lhe uma resposta pronta. Em outras palavras, um professor onde a maior parte das suas interlocu\u00e7\u00f5es termine com pontos de interroga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o com pontos de exclama\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta eu lan\u00e7ar o desafio se eu n\u00e3o mobilizo recursos para que o aluno possa caminhar para o desafio. Ent\u00e3o, eu preciso ser um levantador de quest\u00f5es, realmente trazer muitos pontos de interroga\u00e7\u00f5es, mas mostrar caminhos para faz\u00ea-los pontos de exclama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<div><strong><span class=\"noticia_autor\">* Revista Profiss\u00e3o Mestre<br \/>\n________________________<\/span><\/strong><\/div>\n<p>Fonte: <span class=\"noticia_autor\"><a href=\"http:\/\/www.adital.org.br\/site\/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=45300\">Adital\/Profiss\u00e3o Mestre<\/a><br \/>\n<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Josiane Benedet * \u00a0 \u00a0 Autor de mais de 180 livros did\u00e1ticos, paradid\u00e1ticos e pedag\u00f3gicos, Celso Antunes, mestre em ci\u00eancias humanas e especialista em intelig\u00eancia e cogni\u00e7\u00e3o, mostra na sua mais recente publica\u00e7\u00e3o, Antig\u00fcidades Modernas, a import\u00e2ncia de o professor repensar e qualificar o seu cotidiano pedag\u00f3gico. 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