{"id":15771,"date":"2010-06-03T09:51:32","date_gmt":"2010-06-03T12:51:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=15771"},"modified":"2010-06-03T09:51:32","modified_gmt":"2010-06-03T12:51:32","slug":"e-gov-e-redes-sociais-participacao-real-ou-espetaculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=15771","title":{"rendered":"E-gov e redes sociais: participa\u00e7\u00e3o real ou espet\u00e1culo?"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" \" title=\"E-gov, cada letra em uma tela de computador gigante. Pessoas min\u00fasculas l\u00eaem seu conte\u00fado.\" src=\"http:\/\/ocasionalidades.files.wordpress.com\/2007\/09\/e-gov.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"149\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"> <\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Por Gilda Maria Azevedo em 1\/6\/2010<\/strong><\/p>\n<p>O aumento da oferta de redes virtuais talvez possa ser explicado n\u00e3o s\u00f3 pela onipresen\u00e7a e democratiza\u00e7\u00e3o das TICs, como tamb\u00e9m pelo aprofundamento da desmobiliza\u00e7\u00e3o social que se percebe a cada dia: conhecemos pessoas no mundo todo e, muitas vezes, pouco ou nada do nosso vizinho ou do local em que vivemos.<\/p>\n<p>Hoje, o ambiente virtual \u00e9 visto como uma dimens\u00e3o potencialmente perfeita para a troca de ideias e de lutas em torno de causas com interesses mais abrangentes e tamb\u00e9m como um espa\u00e7o de resist\u00eancia \u00e0 l\u00f3gica neoliberal, t\u00e3o avessa \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas voltadas para mudan\u00e7as sociais. Mas, por contradit\u00f3rio que possa parecer, essas mesmas tecnologias s\u00e3o tamb\u00e9m apropriadas por pessoas, empresas e governos e utilizadas para objetivos n\u00e3o t\u00e3o democr\u00e1ticos ou legais. Controles s\u00e3o criados e praticados, principalmente depois que governos totalit\u00e1rios &#8220;descobriram&#8221; que atrav\u00e9s dessas tecnologias podem ampliar a ades\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o de seus regimes.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m outro aspecto que deve ser considerado: o fato de as TICs contribu\u00edrem para o aumento da desigualdade social, especialmente daqueles cidad\u00e3os que vivem em locais perif\u00e9ricos nos quais a internet ainda n\u00e3o chegou; cidad\u00e3os que j\u00e1 vivem uma exclus\u00e3o social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica, agora vivem a exclus\u00e3o digital.<\/p>\n<p>O cidad\u00e3o consumidor<\/p>\n<p>Mas, curioso que possa parecer, mesmo em um cen\u00e1rio onde a exclus\u00e3o digital \u00e9 protagonista, entra em cena a &#8220;cidadania digital&#8221; e o governo eletr\u00f4nico, o e-Gov, como aposta de melhoria do relacionamento entre Estado e sociedade.<\/p>\n<p>Os recentes acontecimentos mundiais comprovaram o que os cr\u00edticos ao modelo neoliberal sempre denunciaram: o desastre que seria a op\u00e7\u00e3o pelo mercado como regulador de suas pr\u00f3prias atividades.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico do Brasil, onde a figura do cidad\u00e3o sempre foi relativizada e que teve a sociedade desmobilizada nos muitos anos de regime militar, a ado\u00e7\u00e3o do regime neoliberal promoveu o agravamento da precariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, social e cultural da sua popula\u00e7\u00e3o, o aumento da mis\u00e9ria e das diferen\u00e7as sociais, que alteraram os padr\u00f5es de relacionamento. Cabe aqui lembrar Milton Santos, que dizia que no Brasil os pobres nunca puderam ser cidad\u00e3os e as classes m\u00e9dias sempre foram condicionadas a querer privil\u00e9gios, e n\u00e3o direitos.<\/p>\n<p>Hoje, mais do que antes, percebemos o choque existente entre os interesses individuais e os coletivos, pois h\u00e1 entre eles o ego\u00edsmo, presente na postura individualista. O indiv\u00edduo vive isolado e indiferente, em cidades modernas e submissas \u00e0s determina\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas externas, cidades sem cidad\u00e3os, local da conformidade e da resigna\u00e7\u00e3o, onde se perde a ideia de espa\u00e7o p\u00fablico e de homem p\u00fablico. Sem resist\u00eancia, o cidad\u00e3o seduzido pelas maravilhas do mundo do consumo passa ent\u00e3o a cuidar e atender seus interesses privados; o cidad\u00e3o torna-se ent\u00e3o um consumidor.<\/p>\n<p>Quadro de avisos eletr\u00f4nico<\/p>\n<p>Ao tornar-se consumidor, a id\u00e9ia de cidadania que compreende o mundo n\u00e3o s\u00f3 de direitos, mas tamb\u00e9m de deveres e responsabilidades rec\u00edprocas, se esvazia. O discurso neoliberal &#8220;vendido&#8221; a uma sociedade civil desarticulada e enfraquecida foi mais do que depressa incorporado ao cotidiano das pessoas. A ditadura do consumo passou a determinar as a\u00e7\u00f5es, tanto do setor privado, quanto do setor p\u00fablico, e o Estado, mercantilizado, passa ent\u00e3o a enxergar o cidad\u00e3o como um cliente dos seus servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Essa l\u00f3gica vai fundamentar as propostas de moderniza\u00e7\u00e3o do Estado dos anos 90 e os discursos sobre o governo eletr\u00f4nico (e-Gov), definido como o uso de tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o internas ao governo para informatizar suas opera\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os e aproximar-se do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Do uso da internet para oferecer ao p\u00fablico informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dos primeiros sites governamentais, \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos nesses mesmos sites (e-Gov), muitos recursos foram alocados para o setor da tecnologia, recursos que n\u00e3o se mostraram t\u00e3o eficazes para a promo\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, mesmo tendo sido concebido para ser um novo e eficiente canal de comunica\u00e7\u00e3o entre Estado e cidad\u00e3os, o e-Gov mant\u00e9m, ainda hoje (quase quinze anos depois de implantado), caracter\u00edsticas de um quadro de avisos eletr\u00f4nico no qual s\u00e3o divulgadas informa\u00e7\u00f5es julgadas importantes por quem as publica e com baixa possibilidade de intera\u00e7\u00e3o real.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica espetacular<\/p>\n<p>Esta, quando existe, \u00e9 retroalimentada com respostas padronizadas, repassadas pelas empresas privadas, as centrais de atendimento (os famosos call-centers) contratadas pelos governos. Participa\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia existem mais no reino das promessas. Ainda persiste a impress\u00e3o de que nossos governantes n\u00e3o se preocupam com o que pensamos e com o que temos a dizer.<\/p>\n<p>Na virtualidade das redes encontramos as Comunidades Virtuais e os Relacionamentos, tamb\u00e9m virtuais. Com caracter\u00edsticas de modernidade, esse espa\u00e7o de encontro \u00e9 apontado como uma nova possibilidade de mobiliza\u00e7\u00e3o social, fazendo frente a organiza\u00e7\u00f5es mais r\u00edgidas e verticalizadas e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es representativas, hoje muito desacreditadas.<\/p>\n<p>Esses encontros mediados pela tecnologia, que se d\u00e3o no \u00e2mbito privado da vida de todos n\u00f3s, v\u00e3o ao encontro de um novo modo de vida, do individualismo, que tanto prejudica o esp\u00edrito coletivo da conviv\u00eancia, aprofunda a desagrega\u00e7\u00e3o e cria a cidadania segmentada, que transforma cidad\u00e3o em consumidor. Uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a \u00e9 obtida pela n\u00e3o-presen\u00e7a que o ciberespa\u00e7o propicia.<\/p>\n<p>Guy Debord indica que vivemos isolados em conjunto e mesmo os defensores das redes virtuais n\u00e3o podem desconsiderar a import\u00e2ncia do associativismo local, da circula\u00e7\u00e3o e do encontro real dos indiv\u00edduos, sob pena de tornarem-se espetaculares, portanto, d\u00e9beis e passageiras. Isso porque o sentimento de pertencimento que o engajamento \u00e0s redes\/comunidades virtuais traz \u00e0s pessoas produz a sensa\u00e7\u00e3o ou ilus\u00e3o do encontro, por\u00e9m n\u00e3o o encontro em si. \u00c9 a l\u00f3gica espetacular, na qual o indiv\u00edduo n\u00e3o vive o acontecimento, apenas o contempla.<\/p>\n<p>Credibilidade para obter apoio<\/p>\n<p>O que hoje podemos constatar s\u00e3o indiv\u00edduos que se juntam em torno de alguma causa para logo depois mudar sua aten\u00e7\u00e3o para quest\u00f5es de interesses mais pessoais ou para algum novo movimento, outra novidade, ou apenas desistem do v\u00ednculo, se desconectam, sendo ent\u00e3o substitu\u00eddos por novos militantes. S\u00e3o engajamentos emocionais, na maioria das vezes, provocados por um evento ou crise pautados pela m\u00eddia espetacular que, ao deixar de abord\u00e1-los, faz com que caiam no esquecimento e desestimulem a continuidade da participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante notar que o uso freq\u00fcente do termo &#8220;comunidade virtual&#8221; para identificar os diferentes tipos de ajuntamento on-line em torno de um tema comum e que nos d\u00e1 a ilus\u00e3o de pertencimento, trouxe tamb\u00e9m certo esvaziamento do conceito de comunidade. Seu uso indiscriminado e banalizado faz com que deixemos de pensar no ponto essencial da quest\u00e3o a que esse conceito remete, que \u00e9 o sentido de conjunto, de pessoas que vivem no mesmo local, sob o mesmo governo ou compartilham do mesmo legado cultural e hist\u00f3rico e se organizam sob os mesmos interesses.<\/p>\n<p>O encontro com &#8220;quem n\u00f3s somos&#8221; n\u00e3o nos parece ser a principal motiva\u00e7\u00e3o buscada nas comunidades virtuais, tidas como alternativa \u00e0 sociabilidade concreta e ao individualismo exacerbado, que estabelece a competitividade e a falta de solidariedade, que transforma o outro em uma coisa, dificultando o conv\u00edvio social saud\u00e1vel e a forma\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos.<\/p>\n<p>Hoje, mais do que antes, entende-se que boa parte do sucesso dos governos est\u00e1 vinculada \u00e0 capacidade que esses governos t\u00eam de se comunicar com a sociedade, trabalhar com grupos e de formar uma rede de colabora\u00e7\u00e3o com o compromisso de participarem ativamente no e dos assuntos p\u00fablicos, que os ajudem a atingir suas metas e lhes d\u00eaem tamb\u00e9m credibilidade para obter apoio nas suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Potencial democr\u00e1tico e de mobiliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 ent\u00e3o um objetivo a ser seguido. \u00c9 consenso hoje a import\u00e2ncia da publica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es como um incentivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da sociedade, tanto nos assuntos de governo, como nos assuntos das empresas privadas, pois tanto um como outro dependem dos seus p\u00fablicos para sobreviver.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es no servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 mera estrat\u00e9gia de marketing, mas uma obriga\u00e7\u00e3o, um compromisso com a sociedade, que \u00e9 o motivo de sua exist\u00eancia. A publica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es concede ao cidad\u00e3o a possibilidade de controle, pois \u00e9 a partir do conhecimento e an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es que o cidad\u00e3o, contribuinte e usu\u00e1rio dos seus servi\u00e7os, poder\u00e1 avaliar o que lhe \u00e9 oferecido. A publica\u00e7\u00e3o transparente e atualizada de informa\u00e7\u00f5es pelas empresas p\u00fablicas \u00e9 um instrumento de controle social e de participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, embora governos ofere\u00e7am em seus sites oficiais acesso \u00e0s principais redes sociais, como o Twitter, o Facebook, o Flickr, e governantes seus blogs e twitters pessoais como forma de se comunicar com a sociedade, ainda insistem em usar essas ferramentas para fins pouco motivadores, com conte\u00fados inexpressivos, com vi\u00e9s de promo\u00e7\u00e3o pessoal, tamb\u00e9m com caracter\u00edsticas de um quadro de avisos divulgando, ou o que j\u00e1 est\u00e1 feito no &#8220;seu&#8221; governo (seus feitos!) ou algum detalhe de sua vida pessoal. Presidente, governadores, secret\u00e1rios, administradores vivem tamb\u00e9m no mundo virtual a l\u00f3gica do espet\u00e1culo, das celebridades.<\/p>\n<p>O que vemos \u00e9 o contr\u00e1rio do que se promete: uma comunica\u00e7\u00e3o verticalizada, de cima para baixo; o antigo convivendo com o novo, ou seja, modernas ferramentas de relacionamento utilizadas para formas ultrapassadas e autorit\u00e1rias de comunica\u00e7\u00e3o. Se, como dizem, o objetivo primeiro do uso das redes sociais pelos governos \u00e9 o de ampliar o di\u00e1logo j\u00e1 existente oferecido pelos meios eletr\u00f4nicos do e-Gov, para que a opini\u00e3o do cidad\u00e3o fa\u00e7a parte da constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e que norteiem as decis\u00f5es governamentais, ent\u00e3o muita coisa ainda tem que mudar, a come\u00e7ar pelo uso que se d\u00e1 \u00e0s TICs, passando a explorar mais seu potencial democr\u00e1tico e de mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Usu\u00e1rio na posi\u00e7\u00e3o de espectador<\/p>\n<p>\u00c9 claro que essa voca\u00e7\u00e3o do e-Gov n\u00e3o torna menos importante outra dimens\u00e3o sua: suas qualidades t\u00e9cnicas e o empenho de seus t\u00e9cnicos em levar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o facilidades de acesso aos servi\u00e7os p\u00fablicos, oferecidos on-line. Mas h\u00e1 que se lembrar que a fun\u00e7\u00e3o do Estado n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de prestador de servi\u00e7os compuls\u00f3rios (on-line ou presenciais). Portanto, tratar o cidad\u00e3o apenas como cliente, vislumbrando apenas a sua satisfa\u00e7\u00e3o (que nem sempre acontece), faz o Estado med\u00edocre e reduz a dimens\u00e3o social do e-Gov.<\/p>\n<p>Como no e-Gov a maior oferta dos servi\u00e7os oferecidos est\u00e1 relacionada \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es que o cidad\u00e3o deve cumprir (poucas ofertas relacionadas aos servi\u00e7os que d\u00e3o acesso aos seus direitos, ou seja, \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio Estado), a participa\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o nesse relacionamento cidad\u00e3o x Estado mediado pelo computador, ainda continua orientada pela obedi\u00eancia, sem questionamentos.<\/p>\n<p>Continuamos ainda encontrando as mesmas dificuldades de sempre para fazer chegar aos governos nossas vontades e necessidades e para julgar o que eles t\u00eam feito; continuamos sem saber o que deve ser sabido; n\u00e3o temos informa\u00e7\u00f5es suficientes \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o e continuamos sem saber o que devemos procurar.<\/p>\n<p>O segredo ainda impera dissimulado nas inten\u00e7\u00f5es de melhor informar e na promessa da transpar\u00eancia presentes nos discursos de moderniza\u00e7\u00e3o apresentado \u00e0 sociedade, discurso isolado do ambiente real e do pr\u00f3prio passado. Enquanto o conflito entre passado e presente n\u00e3o se resolve, o usu\u00e1rio do e-Gov (e do governo real) permanece esperando o que mais v\u00e3o lhe oferecer, assumindo a posi\u00e7\u00e3o de espectador, sem agir, sem pensar, como quer o discurso espetacular.<\/p>\n<p>___________________________<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=592CID002\">Observat\u00f3rio da Imprensa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segredo ainda impera dissimulado nas inten\u00e7\u00f5es de melhor informar e na promessa da transpar\u00eancia presentes nos discursos de moderniza\u00e7\u00e3o apresentado \u00e0 sociedade, discurso isolado do ambiente real e do pr\u00f3prio passado. 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Por Gilda Maria Azevedo, no Observat\u00f3rio da Imprensa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-container-style":"default","site-container-layout":"default","site-sidebar-layout":"default","disable-article-header":"default","disable-site-header":"default","disable-site-footer":"default","disable-content-area-spacing":"default","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-15771","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos-e-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>E-gov e redes sociais: participa\u00e7\u00e3o real ou espet\u00e1culo? -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=15771\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"E-gov e redes sociais: participa\u00e7\u00e3o real ou espet\u00e1culo? -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O segredo ainda impera dissimulado nas inten\u00e7\u00f5es de melhor informar e na promessa da transpar\u00eancia presentes nos discursos de moderniza\u00e7\u00e3o apresentado \u00e0 sociedade, discurso isolado do ambiente real e do pr\u00f3prio passado. 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