{"id":16730,"date":"2010-07-29T17:08:36","date_gmt":"2010-07-29T20:08:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=16730"},"modified":"2010-07-29T17:08:36","modified_gmt":"2010-07-29T20:08:36","slug":"o-transtorno-do-deficit-de-atencao-com-hiperatividade-tdah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=16730","title":{"rendered":"O Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade &#8211; TDAH"},"content":{"rendered":"<h3>\n<figure id=\"attachment_16731\" aria-describedby=\"caption-attachment-16731\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/tdah.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-16731\" title=\"tdah\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/tdah-150x69.gif\" alt=\"Logotipo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o\" width=\"150\" height=\"69\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16731\" class=\"wp-caption-text\">Logotipo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que \u00e9 o TDAH? O Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH) \u00e9 um transtorno neurobiol\u00f3gico, de causas gen\u00e9ticas, que aparece na inf\u00e2ncia e frequentemente acompanha o indiv\u00edduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desaten\u00e7\u00e3o, inquietude e impulsividade. Ele \u00e9 chamado \u00e0s vezes de DDA (Dist\u00farbio do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o). Em ingl\u00eas, tamb\u00e9m \u00e9 chamado de ADD, ADHD ou de AD\/HD.<\/p>\n<p>O TDAH \u00e9 reconhecido oficialmente por v\u00e1rios pa\u00edses e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Em alguns pa\u00edses, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH s\u00e3o protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 o transtorno mais comum em crian\u00e7as e adolescentes encaminhados para servi\u00e7os especializados. Ocorre em 3 a 5% das crian\u00e7as, em v\u00e1rias regi\u00f5es diferentes do mundo em que j\u00e1 foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indiv\u00edduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.<\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o os sintomas de TDAH?<\/h3>\n<p>O TDAH se caracteriza por uma combina\u00e7\u00e3o de dois tipos de sintomas:<\/p>\n<ol>\n<li>Desaten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Hiperatividade-impulsividade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O TDAH na inf\u00e2ncia em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crian\u00e7as, pais e professores. As crian\u00e7as s\u00e3o tidas como &#8220;avoadas&#8221;, &#8220;vivendo no mundo da lua&#8221; e geralmente &#8220;estabanadas&#8221; e com &#8220;bicho carpinteiro&#8221; ou &#8220;ligados por um motor&#8221; (isto \u00e9, n\u00e3o param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos s\u00e3o desatentos. Crian\u00e7as e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.<\/p>\n<p>Em adultos, ocorrem problemas de desaten\u00e7\u00e3o para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a mem\u00f3ria (s\u00e3o muito esquecidos). S\u00e3o inquietos (parece que s\u00f3 relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e tamb\u00e9m s\u00e3o impulsivos (&#8220;colocam os carros na frente dos bois&#8221;). Eles t\u00eam dificuldade em avaliar seu pr\u00f3prio comportamento e quanto isto afeta os demais \u00e0 sua volta. S\u00e3o frequentemente, mas nem sempre, considerados &#8220;ego\u00edstas&#8221;. Eles t\u00eam uma grande frequ\u00eancia de outros problemas associados, tais como ansiedade e depress\u00e3o, e, algumas vezes, fazem o uso de drogas e \u00e1lcool.<\/p>\n<p>&#8220;Os sintomas de desaten\u00e7\u00e3o, hiperatividade e impulsividade t\u00eam que se manifestar em todos os contextos em que o portador vive e precisam provocar um preju\u00edzo na vida dele, seja no relacionamento familiar, social ou no desempenho acad\u00eamico&#8221;<\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o as causas do TDAH?<\/h3>\n<p>J\u00e1 existem in\u00fameros estudos em todo o mundo &#8211; inclusive no Brasil &#8211; demonstrando que a preval\u00eancia do TDAH \u00e9 semelhante em diferentes regi\u00f5es, o que indica que o transtorno n\u00e3o \u00e9 secund\u00e1rio a fatores culturais (as pr\u00e1ticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Estudos cient\u00edficos mostram que portadores de TDAH t\u00eam altera\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o frontal e as suas conex\u00f5es com o resto do c\u00e9rebro. A regi\u00e3o frontal orbital \u00e9 uma das mais desenvolvidas no ser humano em compara\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies animais e \u00e9 respons\u00e1vel pela inibi\u00e7\u00e3o do comportamento (isto \u00e9, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, autocontrole, organiza\u00e7\u00e3o e planejamento.<\/p>\n<p>O que parece estar alterado nesta regi\u00e3o cerebral \u00e9 o funcionamento de um sistema de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informa\u00e7\u00e3o entre as c\u00e9lulas nervosas (neur\u00f4nios). Existem causas que foram investigadas para estas altera\u00e7\u00f5es nos neurotransmissores da regi\u00e3o frontal e suas conex\u00f5es.<\/p>\n<p>Os genes parecem ser respons\u00e1veis n\u00e3o pelo transtorno em si, mas por uma predisposi\u00e7\u00e3o ao TDAH. A participa\u00e7\u00e3o de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observa\u00e7\u00f5es de que nas fam\u00edlias de portadores de TDAH a presen\u00e7a de parentes tamb\u00e9m afetados com TDAH era mais frequente do que nas fam\u00edlias que n\u00e3o tinham crian\u00e7as com TDAH. A preval\u00eancia da doen\u00e7a entre os parentes das crian\u00e7as afetadas \u00e9 cerca de 2 a 10 vezes mais do que na popula\u00e7\u00e3o em geral (isto \u00e9 chamado de recorr\u00eancia familial).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorr\u00eancia dentro da fam\u00edlia pode ser devido a influ\u00eancias ambientais, como se a crian\u00e7a aprendesse a se comportar de um modo &#8220;desatento&#8221; ou &#8220;hiperativo&#8221; simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, ent\u00e3o, comprovar que a recorr\u00eancia familial era de fato devida a uma predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, e n\u00e3o somente ao ambiente. Outros tipos de estudos gen\u00e9ticos foram fundamentais para se ter certeza da participa\u00e7\u00e3o de genes, como os estudos com g\u00eameos e com adotados.<\/p>\n<p>A partir dos dados destes estudos, o pr\u00f3ximo passo na pesquisa gen\u00e9tica do TDAH foi come\u00e7ar a procurar que genes poderiam ser estes. \u00c9 importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, mas sim em predisposi\u00e7\u00e3o ou influ\u00eancia gen\u00e9tica. O que acontece nestes transtornos \u00e9 que a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica envolve v\u00e1rios genes, e n\u00e3o um \u00fanico gene (como \u00e9 a regra para v\u00e1rias de nossas caracter\u00edsticas f\u00edsicas, tamb\u00e9m). Provavelmente n\u00e3o existe, ou n\u00e3o se acredita que exista, um \u00fanico &#8220;gene do TDAH&#8221;.<\/p>\n<p>Tem-se observado que a nicotina e o \u00e1lcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar altera\u00e7\u00f5es em algumas partes do c\u00e9rebro do beb\u00ea, incluindo-se a\u00ed a regi\u00e3o frontal orbital. Pesquisas indicam que m\u00e3es alcoolistas t\u00eam mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desaten\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante lembrar que alguns destes estudos somente nos mostram uma associa\u00e7\u00e3o entre estes fatores, mas n\u00e3o mostram uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as pequenas que sofreram intoxica\u00e7\u00e3o por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa crian\u00e7a com TDAH, j\u00e1 que isto \u00e9 raro e pode ser facilmente identificado pela hist\u00f3ria cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de disc\u00f3rdia conjugal, baixa instru\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, fam\u00edlias com apenas um dos pais, funcionamento familiar ca\u00f3tico e fam\u00edlias com n\u00edvel socioecon\u00f4mico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crian\u00e7as. Estudos recentes t\u00eam refutado esta ideia. As dificuldades familiares podem ser mais consequ\u00eancia do que causa do TDAH (na crian\u00e7a e mesmo nos pais). Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas n\u00e3o caus\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Outros fatores j\u00e1 foram aventados e posteriormente abandonados como causa de TDAH:<\/p>\n<ol>\n<li>corante amarelo.<\/li>\n<li>aspartame.<\/li>\n<li>luz artificial.<\/li>\n<li>defici\u00eancia hormonal (principalmente da tireoide).<\/li>\n<li>defici\u00eancias vitam\u00ednicas na dieta.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Todas estas poss\u00edveis causas foram investigadas cientificamente e foram desacreditadas.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje \u00e9 comum que se diga que o TDAH \u00e9 um dist\u00farbio essencialmente infantil. N\u00e3o \u00e9 raro que m\u00e9dicos digam aos pais de uma crian\u00e7a com TDAH que &#8220;isto vai desaparecer com o tempo&#8221;. Sabemos hoje em dia que isto n\u00e3o \u00e9 verdade: a maioria das crian\u00e7as com TDAH na inf\u00e2ncia ter\u00e3o sintomas por toda a vida. Estes sintomas poder\u00e3o ou n\u00e3o interferir de modo significativo com suas vidas profissionais, sociais e familiares.<\/p>\n<h3>Sintomas em crian\u00e7as e adolescentes.<\/h3>\n<p>As crian\u00e7as com TDAH, em especial os meninos, s\u00e3o agitadas ou inquietas. Frequentemente t\u00eam apelido de &#8220;bicho carpinteiro&#8221; ou coisa parecida. Na idade pr\u00e9-escolar, estas crian\u00e7as mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em v\u00e1rios objetos como se estivessem \u201cligadas\u201d por um motor. Mexem p\u00e9s e m\u00e3os, n\u00e3o param quietas na cadeira, falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar.<\/p>\n<p>Elas t\u00eam dificuldades para manter aten\u00e7\u00e3o em atividades muito longas, repetitivas ou que n\u00e3o lhes sejam interessantes. Elas s\u00e3o facilmente distra\u00eddas por est\u00edmulos do ambiente externo, mas tamb\u00e9m se distraem com pensamentos &#8220;internos&#8221;, isto \u00e9, vivem &#8220;voando&#8221;. Nas provas, s\u00e3o vis\u00edveis os erros por distra\u00e7\u00e3o (erram sinais, v\u00edrgulas, acentos, etc.). Como a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel para o bom funcionamento da mem\u00f3ria, elas em geral s\u00e3o tidas como &#8220;esquecidas&#8221;: esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na v\u00e9spera da prova, etc. (o &#8220;esquecimento&#8221; \u00e9 uma das principais queixas dos pais).<\/p>\n<p>Quando elas se dedicam a fazer algo estimulante ou do seu interesse, conseguem permanecer mais tranquilas. Isto ocorre porque os centros de prazer no c\u00e9rebro s\u00e3o ativados e conseguem dar um &#8220;refor\u00e7o&#8221; no centro da aten\u00e7\u00e3o que \u00e9 ligado a ele, passando a funcionar em n\u00edveis normais. O fato de uma crian\u00e7a conseguir ficar concentrada em alguma atividade n\u00e3o exclui o diagn\u00f3stico de TDAH. \u00c9 claro que n\u00e3o fazemos coisas interessantes ou estimulantes desde a hora que acordamos at\u00e9 a hora em que vamos dormir: as crian\u00e7as com TDAH v\u00e3o ter muitas dificuldades em manter a aten\u00e7\u00e3o em um monte de coisas.<\/p>\n<p>Elas tamb\u00e9m tendem a ser impulsivas (n\u00e3o esperam a vez, n\u00e3o l\u00eaem a pergunta at\u00e9 o final e j\u00e1 respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). Frequentemente tamb\u00e9m apresentam dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer. Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O TDAH n\u00e3o se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma queixa comum de pais e professores. \u00c9 mais certo que os problemas na escola sejam de comportamento que de rendimento (notas).<\/p>\n<p>Um aspecto importante: as meninas t\u00eam menos sintomas de hiperatividade-impulsividade que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse que o TDAH s\u00f3 ocorresse no sexo masculino. Como as meninas n\u00e3o incomodam tanto, eram menos encaminhadas para diagn\u00f3stico e tratamento m\u00e9dicos.<\/p>\n<h3>Sintomas em adultos.<\/h3>\n<p>A exist\u00eancia da forma adulta do TDAH foi oficialmente reconhecida apenas em 1980 pela Associa\u00e7\u00e3o Psiqui\u00e1trica Americana. Muitos m\u00e9dicos desconhecem a exist\u00eancia do TDAH em adultos e quando s\u00e3o procurados por estes pacientes, tendem a trat\u00e1-los como se tivessem outros problemas (de personalidade, por exemplo). Quando existe realmente um outro problema associado (depress\u00e3o, ansiedade ou drogas), o m\u00e9dico s\u00f3 diagnostica este \u00faltimo e \u201cdeixa passar\u201d o TDAH.<\/p>\n<p>Atualmente acredita-se que em torno de 60% das crian\u00e7as com TDAH ingressar\u00e3o na vida adulta com alguns dos sintomas (tanto de desaten\u00e7\u00e3o quanto de hiperatividade-impulsividade) por\u00e9m em menor n\u00famero do que apresentavam quando eram crian\u00e7as ou adolescentes. Para se fazer o diagn\u00f3stico de TDAH em adultos \u00e9 obrigat\u00f3rio demonstrar que o transtorno esteve presente desde crian\u00e7a. Isto pode ser dif\u00edcil em algumas situa\u00e7\u00f5es, porque o indiv\u00edduo pode n\u00e3o se lembrar de sua inf\u00e2ncia e tamb\u00e9m os pais podem ser falecidos ou estar bastante idosos para relatar ao m\u00e9dico. Mas em geral o indiv\u00edduo lembra de um apelido (tal como &#8220;bicho carpinteiro&#8221;, etc.) que denuncia os sintomas de hiperatividade-impulsividade e lembra de ser muito &#8220;avoado&#8221;, com queixas frequentes de professores e pais.<\/p>\n<p>Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do dia a dia. Por exemplo, pode ser dif\u00edcil para uma pessoa com TDAH determinar o que \u00e9 mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro e o que pode deixar para depois. Em consequ\u00eancia disso, quem TDAH fica muito \u201cestressado\u201d quando se v\u00ea sobrecarregado (e \u00e9 muito comum que se sobrecarregue com frequ\u00eancia, uma vez que assume v\u00e1rios compromissos diferentes), pois n\u00e3o sabe por onde come\u00e7ar e tem medo de n\u00e3o conseguir dar conta de tudo. Os indiv\u00edduos com TDAH acabam deixando trabalhos pela metade, interrompem no meio o que est\u00e3o fazendo e come\u00e7am outra coisa, s\u00f3 voltando ao trabalho anterior bem mais tarde do que o pretendido ou ent\u00e3o se esquecendo dele.<\/p>\n<p>O adulto com TDAH fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente quando s\u00e3o muitas, e o tempo todo precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem para fazer. Isso tudo pode causar problemas na faculdade, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas. A persist\u00eancia nas tarefas tamb\u00e9m pode ser dif\u00edcil para o portador de TDAH, que frequentemente &#8220;deixa as coisas pela metade&#8221;.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico deve ser feito de forma criteriosa e cuidadosa por profissional especializado, com informa\u00e7\u00f5es colhidas junto \u00e0 fam\u00edlia e, se poss\u00edvel, aos amigos e tamb\u00e9m atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Os sintomas devem manifestar-se em pelo menos duas situa\u00e7\u00f5es diferentes (casa e trabalho, por exemplo).<\/p>\n<h3>Por que se perde o foco.<\/h3>\n<p>Durante muito tempo, acreditou-se que o Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade (ou simplesmente TDAH, como preferem os m\u00e9dicos) era um problema de crian\u00e7as. Poucas vezes, o dist\u00farbio dos pequenos chegava a preocupar os pais. Achava-se que, na pior das hip\u00f3teses, aquele t\u00edpico moleque irrequieto, que nunca se contentava com um \u00fanico brinquedo, se tornaria uma pessoa \u201cnormal\u201d t\u00e3o logo lhe brotassem os primeiros fios de barba. Mas um levantamento recente publicado nos Estados Unidos mostra que a coisa n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o simples. Conhecido como National Comorbidity Survey &#8211; Replication (NCS-R, ou &#8220;Pesquisa Nacional de Comorbidades&#8221;) e divulgado oficialmente em maio \u00faltimo (2010), o estudo analisou nada menos que 9 mil americanos ao longo de dois anos. E concluiu: cada vez mais, o TDAH \u00e9 um problema de adultos &#8211; <em>algo capaz de arruinar a autoestima, as rela\u00e7\u00f5es afetivas e principalmente o seu desempenho profissional<\/em>.<\/p>\n<p>Um olhar atento sobre a pesquisa de Kessler ajuda a entender o impacto que o TDAH pode ter na trajet\u00f3ria profissional de um indiv\u00edduo. Conforme o levantamento, as pessoas que sofrem desse mal s\u00e3o altamente suscet\u00edveis a outros dist\u00farbios neuropsicol\u00f3gicos &#8211; chamados &#8220;comorbidades&#8221;. A dificuldade de avan\u00e7ar na carreira e os fracassos frequentes na lida corporativa, por exemplo, fazem com que os portadores tenham mais chances de desenvolver um ou mais tipos de comportamento compulsivo, como o v\u00edcio em jogo ou bulimia; abuso de subst\u00e2ncias como \u00e1lcool, maconha e coca\u00edna e\/ou apresentam o triplo de problemas relacionados \u00e0 ansiedade, como alergias, urtic\u00e1rias etc. O pr\u00f3prio desempenho no trabalho acaba sendo afetado.<\/p>\n<p>O publicit\u00e1rio ga\u00facho Rafael (o nome \u00e9 fict\u00edcio), de 25 anos, \u00e9 uma das pessoas que passaram a vida carregando esses e outros problemas. Ele s\u00f3 foi saber que sofria de TDAH aos 21 anos, por insist\u00eancia do pai &#8211; que, meses antes, descobrira-se portador do dist\u00farbio. Ao longo da vida, Rafael sempre tivera dificuldades para se concentrar e para manter a organiza\u00e7\u00e3o. Ainda mais trabalhando em um ambiente ca\u00f3tico por natureza, como as ag\u00eancias de publicidade. &#8220;H\u00e1 uma tend\u00eancia de come\u00e7ar 2 mil coisas diferentes e n\u00e3o terminar nenhuma delas. Os colegas de trabalho come\u00e7am a te ver como um irrespons\u00e1vel, que embarca em tudo que \u00e9 projeto, mas nunca leva nada at\u00e9 o fim&#8221;, descreve o jovem. Al\u00e9m disso, como muitos outros casos de TDAH, Rafael criou uma indesej\u00e1vel mania. &#8220;Eu mentia compulsivamente Para contornar o problema&#8221;. O publicit\u00e1rio procurou ajuda m\u00e9dica e iniciou uma terapia. Hoje, mant\u00e9m-se na linha usando medicamentos espec\u00edficos para esse transtorno, \u00e0 base de xxxxx (um estimulante que \u201cativa\u201d os filtros cerebrais). Conhecido pelos pouqu\u00edssimos efeitos colaterais, o rem\u00e9dio tem sido de boa ajuda. &#8220;Para mim, foi a solu\u00e7\u00e3o ideal&#8221;, alegra-se.<\/p>\n<h3>Apenas caracter\u00edsticas, n\u00e3o TDAH.<\/h3>\n<p>Os excessos do ambiente de trabalho fazem at\u00e9 mesmo as pessoas saud\u00e1veis apresentarem os sintomas t\u00edpicos do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade em alguns per\u00edodos de maior stress.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que o c\u00e9lebre psiquiatra Edward Hallowell, autor de &#8220;Tend\u00eancia \u00e0 Distra\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; considerado um cl\u00e1ssico sobre TDAH para leigos, criou o termo &#8220;<em>Caracter\u00edstica de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o<\/em>&#8220;, ou <em>CDA<\/em>. A express\u00e3o designa as pessoas que apresentam os sintomas e sofrem os mesmos preju\u00edzos no dia-a-dia em um tempo determinado. Agem como se tivessem TDAH diante dos est\u00edmulos e demandas do trabalho. Em resumo, todo o mundo est\u00e1 sujeito a passar pelas atrapalha\u00e7\u00f5es que, aparentemente, s\u00f3 os portadores de TDAH enfrentavam at\u00e9 agora. Essa, ali\u00e1s, \u00e9 uma das observa\u00e7\u00f5es que Hallowell faz em seu novo livro, Delivery from Distraction, que dever\u00e1 ser lan\u00e7ado nos Estados Unidos, em dezembro deste ano (2010).<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Hallowell lembra, por\u00e9m, que a Caracter\u00edstica de DA n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a. &#8220;Ela pode ser considerada um mal comum, o jeito normal de ser nas empresas atuais. Somente o TDAH merece acompanhamento cl\u00ednico e medica\u00e7\u00e3o&#8221;, esclarece. Em caso de d\u00favidas, acrescenta ele, a melhor sa\u00edda ainda \u00e9 procurar a opini\u00e3o de um especialista.<\/p>\n<p>Foi o que fez o jornalista Lu\u00eds Nassif, colunista do jornal Folha de S\u00e3o Paulo. Estressado e com algumas dificuldades de mem\u00f3ria e de concentra\u00e7\u00e3o, Nassif estava convencido de que tinha TDAH. &#8220;Cometi a asneira de ler um livro aventureiro que listava um conjunto de caracter\u00edsticas da s\u00edndrome e resolvi tirar a limpo&#8221;, relata. Chegando ao m\u00e9dico, o diagn\u00f3stico foi at\u00e9 r\u00e1pido: Nassif n\u00e3o tinha qualquer problema dessa esp\u00e9cie. Tudo n\u00e3o passava de estresse. &#8220;A verdade \u00e9 que hoje n\u00f3s temos muito mais motivos para desviar nossa aten\u00e7\u00e3o&#8221;, opina o jornalista.<\/p>\n<p>Tal como o estresse, o TDAH traz embutido diversos malef\u00edcios secund\u00e1rios que podem arruinar uma carreira. Um deles \u00e9 a impulsividade &#8211; uma tend\u00eancia trai\u00e7oeira de falar ou fazer a primeira coisa que vem \u00e0 cabe\u00e7a e s\u00f3 depois pensar a respeito.<\/p>\n<p>&#8220;Outro defeito muito observado \u00e9 a procrastina\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta Rohde, do Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre. Juntos, esses dois problemas d\u00e3o origem a um c\u00edrculo vicioso. Devido \u00e0 impulsividade e ao h\u00e1bito de deixar tudo para depois, as pessoas com TDAH come\u00e7am a vivenciar uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es conflituosas. S\u00e3o desde prazos estourados at\u00e9 brigas ocasionadas por um coment\u00e1rio fora de hora. Isso sem contar o mart\u00edrio que \u00e9 focar a aten\u00e7\u00e3o em uma determinada tarefa por um per\u00edodo prolongado. No final das contas, os problemas geram ansiedade, que ent\u00e3o gera novos problemas.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que os efeitos colaterais do TDAH podem ser atenuados &#8211; embora n\u00e3o eliminados &#8211; a partir de mudan\u00e7as sutis na forma de lidar com o trabalho. &#8220;J\u00e1 vi muitas pessoas se revelarem ainda mais eficientes na profiss\u00e3o do que aquelas que n\u00e3o t\u00eam esse dist\u00farbio&#8221;, relata a AMANH\u00c3 a americana Wilma Fellmann, especialista em aconselhamento de carreira para adolescentes e adultos que sofrem de TDAH. A chave, garante ela, \u00e9 identificar os talentos e defeitos do indiv\u00edduo que tem o transtorno. E, com base nisso, tomar as decis\u00f5es que parecem mais promissoras para sua carreira. &#8220;Vale lembrar que algumas caracter\u00edsticas t\u00edpicas do transtorno ficam menos evidentes em determinadas profiss\u00f5es&#8221;, enfatiza Wilma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, alguns psiquiatras recomendam que o paciente arranje uma esp\u00e9cie de &#8220;anjo da guarda&#8221; no escrit\u00f3rio. Trata-se de algu\u00e9m que possa atuar como um secret\u00e1rio honor\u00e1rio, ajudando a pessoa com TDAH a se organizar e a lembrar de compromissos ou datas importantes. &#8220;O adulto com TDAH tem todas as condi\u00e7\u00f5es de ocupar cargos de alta responsabilidade e de crescer na carreira. Mas isso ser\u00e1 muito mais dif\u00edcil se ele n\u00e3o puder contar com uma excelente secret\u00e1ria&#8221;, comenta Enio Roberto de Andrade, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio ao Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o \/ Hiperatividade (Atodah), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Apesar dos problemas, os funcion\u00e1rios com d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o podem avan\u00e7ar normalmente na carreira com a ajuda de medica\u00e7\u00e3o \u2013 e uma excelente secret\u00e1ria<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e1 mais do que comprovado que os indiv\u00edduos com TDAH s\u00e3o capazes de manter um n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o fora do comum &#8211; <em>hiperfoco<\/em> &#8211; naquelas tarefas que lhes proporcionam prazer ou desafios.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 o porto-alegrense Juliano Colombo, de 24 anos. Hiperativo assumido, ele demorou at\u00e9 encontrar uma atividade que satisfizesse sua necessidade de agita\u00e7\u00e3o. &#8220;Na universidade, comecei fazendo Engenharia. Mas logo tive de largar porque o curso era muito regrado. Ao mesmo tempo, passei por quatro empregos diferentes em que a rotina era extremamente burocr\u00e1tica, com baixa criatividade. N\u00e3o fiquei mais do que seis meses em cada um deles&#8221;, conta. Hoje, Juliano trabalha na equipe de vendas de uma empresa de tecnologia na capital ga\u00facha. Assim, consegue saciar pelo menos uma parte do desejo de movimento. &#8220;Todo dia \u00e9 um dia diferente. Estou quase o tempo todo na rua, visitando clientes, conhecendo pessoas novas&#8221;, entusiasma-se. E ainda alia o trabalho \u00e0 paix\u00e3o por computadores, que traz desde a inf\u00e2ncia. &#8220;<em>Descobri que n\u00e3o adiantava negar minhas caracter\u00edsticas<\/em>&#8220;, conclui.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, um dos pontos que mais geram discuss\u00e3o entre os psiquiatras \u00e9 a possibilidade de o TDAH ter efeitos colaterais &#8220;positivos&#8221;. Ainda hoje, h\u00e1 quem garanta que as pessoas afetadas pelo dist\u00farbio s\u00e3o geralmente inteligentes e muito, muito criativas. A tese \u00e9 de que o turbilh\u00e3o que a todo momento passa por suas cabe\u00e7as poderia facilitar, por exemplo, a livre associa\u00e7\u00e3o de ideias &#8211; requisito t\u00edpico dos processos criativos e reuni\u00f5es de brainstorming. S\u00e3o famosas, ali\u00e1s, as listas de &#8220;vantagens e desvantagens&#8221; que o transtorno gera no emprego e na vida pessoal.<\/p>\n<p>As pr\u00f3prias empresas podem dar uma m\u00e3ozinha para os profissionais que t\u00eam (ou aparentam ter) d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade. Isso pode ser feito utilizando-se as regras b\u00e1sicas de planejamento e execu\u00e7\u00e3o de projetos, como definir metas claras, prazos exequ\u00edveis, delimitar bem as tarefas etc. Um cuidado importante \u00e9 saber dosar a press\u00e3o por resultados. Devido a suas pr\u00f3prias dificuldades, muitos dos portadores do dist\u00farbio passam a inf\u00e2ncia inteira ouvindo cr\u00edticas de professores e, n\u00e3o raro, dos pr\u00f3prios pais. Por isso, eles costumam reagir muito mal a cobran\u00e7as. Muitos, por exemplo, at\u00e9 pioram de desempenho quando submetidos \u00e0 press\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cComo qualquer pessoa, o trabalhador com TDAH lida melhor com os est\u00edmulos do que com a repreens\u00e3o. &#8220;\u00c9 necess\u00e1rio valorizar esse lado&#8221;, aconselha S\u00e9rgio Bourbon, representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o (ABDA), entidade que divulga informa\u00e7\u00f5es e promove eventos relacionados ao assunto.<\/p>\n<h3>Algumas Caracter\u00edsticas segundo Edward Hallowell.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>Positivas:<\/h4>\n<ul>\n<li>Demonstram ter pensamento original, &#8220;fora da caixa&#8221;<\/li>\n<li>Possuem muitos talentos criativos, que geralmente n\u00e3o aparecem totalmente at\u00e9 que o TDAH seja tratado.<\/li>\n<li>Tendem a adotar um jeito diferente de encarar a pr\u00f3pria vida. Costumam ser imprevis\u00edveis na maneira como abordam diferentes assuntos;<\/li>\n<li>Persist\u00eancia e flexibilidade s\u00e3o suas caracter\u00edsticas marcantes &#8211; mas, cuidado, \u00e0s vezes podem parecer cabe\u00e7as-duras;<\/li>\n<li>S\u00e3o geralmente muito afetivos e de comportamento generoso.<\/li>\n<li>S\u00e3o altamente intuitivos;<\/li>\n<li>Com frequ\u00eancia demonstram ter uma intelig\u00eancia acima da m\u00e9dia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>Problem\u00e1ticas:<\/h4>\n<ul>\n<li>Grande dificuldade para transformar suas grandes ideias em a\u00e7\u00e3o verdadeira;<\/li>\n<li>Problemas para se fazer entender ou explicar seus pontos de vista;<\/li>\n<li>Falta cr\u00f4nica de iniciativa;<\/li>\n<li>Humor vol\u00favel, da raiva para a tristeza rapidamente;<\/li>\n<li>Pouca ou nenhuma toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Problemas com organiza\u00e7\u00e3o e gerenciamento do tempo;<\/li>\n<li>Necessidade incessante de adrenalina. Inconscientemente, podem provocar conflitos apenas para satisfazer essa necessidade de est\u00edmulo;<\/li>\n<li>Tend\u00eancia ao isolamento e \u00e0 solid\u00e3o;<\/li>\n<li>Raramente conseguem aprender com os pr\u00f3prios erros;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Essas caracter\u00edsticas podem acontecer com maior ou menor intensidade em cada um e n\u00e3o necessariamente todas, mais ao menos a maioria delas, na mesma pessoa.<br \/>\nFonte: Delivery from Distraction, novo livro de Edward Hallowell<\/p>\n<h3>Tratamento.<\/h3>\n<p>O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combina\u00e7\u00e3o de medicamentos, orienta\u00e7\u00e3o aos pais e professores, al\u00e9m de t\u00e9cnicas espec\u00edficas que s\u00e3o ensinadas ao portador. A medica\u00e7\u00e3o \u00e9 parte muito importante do tratamento.<\/p>\n<p>A psicoterapia que \u00e9 indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental. N\u00e3o existe at\u00e9 o momento nenhuma evid\u00eancia cient\u00edfica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH.<\/p>\n<p>O tratamento com fonoaudi\u00f3logo est\u00e1 recomendado nos casos onde existe simultaneamente Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Express\u00e3o Escrita (Disortografia). O TDAH n\u00e3o \u00e9 um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a aten\u00e7\u00e3o, a desorganiza\u00e7\u00e3o e a inquietude atrapalham bastante o rendimento dos estudos. \u00c9 necess\u00e1rio que os professores conhe\u00e7am t\u00e9cnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho. Em alguns casos \u00e9 necess\u00e1rio ensinar ao aluno t\u00e9cnicas espec\u00edficas para minimizar as suas dificuldades.<\/p>\n<p>O efeito dos medicamentos depende da dose correta. Nunca tome medicamentos sem consultar seu m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Esse texto foi baseado nos artigos do site da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.tdah.org.br\/\">www.tdah.org.br<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Site Externo.\" src=\"http:\/\/www.bengalalegal.com\/site-ext.gif\" alt=\"Site Externo.\" width=\"17\" height=\"11\" \/><\/a><br \/>\nNo entanto, existindo tabelas de rem\u00e9dios e seus efeitos, n\u00e3o quis responsabilizar-me em cit\u00e1-los, mesmo em depoimentos, para n\u00e3o sentir-me respons\u00e1vel pela automedica\u00e7\u00e3o que algumas pessoas poderiam tentar. Trechos muito repetitivos tamb\u00e9m foram retirados, o que me faz sugerir que quem quiser maiores detalhes que clique no endere\u00e7o acima para averiguar tamb\u00e9m muitos outros textos existentes por l\u00e1. MAQ.<\/p>\n<p>Fonte: Bengala Legal<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 o TDAH? O Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH) \u00e9 um transtorno neurobiol\u00f3gico, de causas gen\u00e9ticas, que aparece na inf\u00e2ncia e frequentemente acompanha o indiv\u00edduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desaten\u00e7\u00e3o, inquietude e impulsividade. 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