{"id":17498,"date":"2010-09-30T06:10:44","date_gmt":"2010-09-30T09:10:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=17498"},"modified":"2010-09-30T06:10:44","modified_gmt":"2010-09-30T09:10:44","slug":"muito-a-se-pensar-sobre-a-danca-inclusiva-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=17498","title":{"rendered":"Muito a se pensar sobre a dan\u00e7a inclusiva"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a class=\"moz-txt-link-freetext\" href=\"http:\/\/idanca.net\/wp-content\/themes\/idanca\/timthumb.php?src=http%3A%2F%2Fidanca.net%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F09%2Ftexto-encontro-dan%C3%A7a-inclusiva_foto-cleia-alves.jpg&amp;w=230&amp;zc=1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imagem desfocada de pessoas dan\u00e7ando\" src=\"http:\/\/idanca.net\/wp-content\/themes\/idanca\/timthumb.php?src=http%3A%2F%2Fidanca.net%2Fwp-content%2Fuploads%2F2010%2F09%2Ftexto-encontro-dan%C3%A7a-inclusiva_foto-cleia-alves.jpg&amp;w=230&amp;zc=1\" alt=\"Imagem desfocada de pessoas dan\u00e7ando\" width=\"230\" height=\"172\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"> <\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Virginia Souza *<\/strong><\/p>\n<p>Atendendo a uma necessidade no campo das artes, e mais especificamente da dan\u00e7a, realizou-se entre os dias 8 e 12 de setembro de 2010 o <em>1<\/em><em>\u00b0 Encontro de Dan\u00e7a Inclusiva \u2013 O que \u00e9 isso?<\/em> (leia mais sobre ele <a href=\"http:\/\/idanca.net\/lang\/pt-br\/2010\/07\/08\/danca-inclusiva-o-que-e-isso\/15642\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>) em Salvador. O evento foi idealizado pelos dan\u00e7arinos e pesquisadores Edu O., F\u00e1tima Daltro e Eleonora Motta e aconteceu no espa\u00e7o Xisto.<\/p>\n<p>A proposta deste evento foi realizar uma reuni\u00e3o de artistas com e sem defici\u00eancia, pesquisadores em dan\u00e7a, profissionais na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, psicologia e produ\u00e7\u00e3o para promover um debate interdisciplinar sobre a participa\u00e7\u00e3o efetiva das pessoas com defici\u00eancia no processo de inclus\u00e3o social t\u00e3o divulgada e difundida nos \u00faltimos tempos, sobretudo no campo art\u00edstico de dan\u00e7a. As discuss\u00f5es giram em torno de acessibilidade, profissionaliza\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de artistas\/dan\u00e7arinos com defici\u00eancia e que n\u00e3o tiveram acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a nos ambientes acad\u00eamicos e espa\u00e7os formais de ensino de dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Anos atr\u00e1s, a defici\u00eancia era discutida apenas do ponto-de-vista m\u00e9dico, recebendo um tratamento bastante espec\u00edfico e que j\u00e1 n\u00e3o cabe nas discuss\u00f5es de hoje. N\u00e3o vemos mais a defici\u00eancia como problema ou anormalidade, mas sim como uma singularidade do indiv\u00edduo. Isso significa que, para a dan\u00e7a, a defici\u00eancia se apresenta como uma qualidade de movimento e corpo, encontrada em qualquer dan\u00e7arino. H\u00e1 quem diga que o dan\u00e7arino com defici\u00eancia se diferencie em sua qualidade de movimento e solu\u00e7\u00e3o de obje\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que toda pessoa possui habilidades e impedimentos pr\u00f3prios, que todos estamos fazendo escolhas e adapta\u00e7\u00f5es constantemente, n\u00e3o sendo isso uma particularidade da pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Embora muito se fale a respeito da dan\u00e7a inclusiva, sabemos que ainda existem diversos questionamentos sobre o tema. Primeiramente, devemos esclarecer que o termo dan\u00e7a inclusiva se disseminou entre os profissionais num momento de dificuldade em encontrar um termo melhor para falar em dan\u00e7a para\/com pessoas com defici\u00eancia. Esse foi um dos pontos discutidos no evento e pudemos concluir que a at\u00e9 ent\u00e3o chamada dan\u00e7a inclusiva nada mais \u00e9 que dan\u00e7a. Segundo os participantes do encontro, n\u00e3o devemos trat\u00e1-la como uma categoria dentro da dan\u00e7a, pois feita por bailarinos, sejam eles com ou sem defici\u00eancia, deve chamar-se dan\u00e7a. Al\u00e9m disso, terminologias como \u2018inclusivo\u2019 ou \u2018inclus\u00e3o\u2019 indicam que existe a exclus\u00e3o e as pessoas que trabalham na \u00e1rea adotam um posicionamento contr\u00e1rio a uma dan\u00e7a que inclui pessoas por alguma caracter\u00edstica que elas possuam. Aos poucos, a dan\u00e7a abre espa\u00e7os para bailarinos com corpos e movimenta\u00e7\u00e3o diversos e assim, aquilo que assemelhava-se a um \u2018gueto\u2019 toma outra configura\u00e7\u00e3o e se estabelece no cen\u00e1rio art\u00edstico.<\/p>\n<p>Iniciativas como as do <em>1<\/em><em>\u00b0 Encontro de Dan\u00e7a Inclusiva \u2013 O que \u00e9 isso?<\/em> s\u00e3o capazes de disseminar conhecimento, ajudando na quebra de estere\u00f3tipos e reconhecimento art\u00edstico.<\/p>\n<p>::<\/p>\n<p>No primeiro dia de encontro, na mesa 1: <em>A m\u00eddia, as pol\u00edticas p\u00fablicas e a produ\u00e7\u00e3o inclusiva<\/em>, tivemos uma discuss\u00e3o sobre inser\u00e7\u00e3o e acessibilidade para bailarinos e companhias que atuam no cen\u00e1rio art\u00edstico atualmente.<\/p>\n<p>Paulo Braz, diretor teatral e membro da Comiss\u00e3o Organizadora do <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outbound\/article\/www.filo.art.br');\" href=\"http:\/\/www.filo.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FILO \u2013 Festival Internacional de Londrina<\/a>, prop\u00f4s que o evento seja entendido como processo e n\u00e3o apenas um evento e que as discuss\u00f5es e posicionamentos sobre as artes sejam disseminadas para que os trabalhos com pessoas com defici\u00eancia ganhem reconhecimento. Ele citou Elisabeth Caetano Almeida: \u201cO que nos assemelha e a diferen\u00e7a\u201d e, a partir disso, falou sobre fazer um evento para que todos n\u00f3s possamos nos incluir no universo da pessoa com defici\u00eancia, n\u00e3o o contr\u00e1rio. Isso contribui para o desenvolvimento do ser humano. Braz finalizou sua fala explicando que trabalha com atores, n\u00e3o com pessoas com defici\u00eancia e que devemos mudar nosso olhar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 defici\u00eancia, dando como exemplo que, a pessoa ao perder um sentido ganha outros quatro.<\/p>\n<p>A pesquisadora e cr\u00edtica de dan\u00e7a Helena Katz acredita que o fato de falarmos em inclus\u00e3o indica que existe a exclus\u00e3o e a necessidade de falar sobre inclus\u00e3o na dan\u00e7a j\u00e1 carrega uma valora\u00e7\u00e3o. \u00c9 essencial pensarmos na nomea\u00e7\u00e3o \u2018inclus\u00e3o\u2019, e, ao politizarmos a discuss\u00e3o,\u00a0 rejeitaremos essa terminologia. Ao substituirmos o termo dan\u00e7a inclusiva por dan\u00e7a assumimos a ideia: menos segmenta\u00e7\u00e3o, mais globaliza\u00e7\u00e3o nas artes. \u00c9 a maneira de abrigar todos dentro da dan\u00e7a, inclusive inserindo os encontros de dan\u00e7a inclusiva dentro de congressos de dan\u00e7a. Essa arte pode nos ajudar a pensar politicamente essa situa\u00e7\u00e3o. Se n\u00f3s, na dan\u00e7a, come\u00e7armos a praticar em todas as inst\u00e2ncias onde a dan\u00e7a acontece, nas universidades, nos teatros, nas escolas, nas ONGs, em qualquer canto onde estiver a dan\u00e7a, em todas as dan\u00e7as, n\u00f3s abriremos m\u00e3o de pensar na inclus\u00e3o. N\u00e3o parece interessante que se pense em um programa cada vez mais espec\u00edfico, um programa de pol\u00edticas para a dan\u00e7a c\u00eanica, outro programa para as dan\u00e7as populares, outro programa para cadeirantes, outro programa para portadores de defici\u00eancia visual etc. Todo mundo que faz dan\u00e7a ser\u00e1 abrigado no \u2018guarda-chuva dan\u00e7a\u2019.<\/p>\n<p>O diretor de dan\u00e7a da Funceb (Dimac\/Funceb), Alexandre Molina, questionou sobre a necessidade de uma divis\u00e3o espec\u00edfica nos editais para projetos que incluam pessoas com defici\u00eancia. Em 2007, a Secretaria de Cultura prop\u00f4s algumas reformula\u00e7\u00f5es. Surge, ent\u00e3o, a Diretoria de Dan\u00e7a dentro da Funda\u00e7\u00e3o Cultural, que antes fazia parte da Diretoria das Artes C\u00eanicas. E com isso, existe o compromisso de pensar programas, projetos e pol\u00edticas espec\u00edficos para cada uma dessas \u00e1reas.<\/p>\n<p>::<\/p>\n<p>No segundo dia de encontro, na mesa 2: <em>A forma\u00e7\u00e3o do artista com defici\u00eancia<\/em>, faltou tempo para discutir todo o conte\u00fado apresentado pelos palestrantes.<\/p>\n<p>Carolina Teixeira dividiu opini\u00f5es com as quais tanto os outros palestrantes quanto o p\u00fablico\u00a0 concordaram: ela acredita que esse espa\u00e7o de \u2018dan\u00e7a inclusiva\u2019 ou \u2018espa\u00e7os inclusivos\u2019 guetificam mais e isso acaba indo na contram\u00e3o do que se acredita sobre o assunto. Cada vez que aceitarmos esse lugar inclusivo, ele estar\u00e1 nos colocando em um lugar que n\u00e3o \u00e9 o comum de todo o resto das pessoas. Em sua pesquisa de mestrado, prestes a ser conclu\u00edda, ela discute o papel e lugar do bailarino hoje e o qu\u00e3o importante \u00e9 esse bailarino olhar para si como pensador. A rela\u00e7\u00e3o \u2018dan\u00e7a e defici\u00eancia\u2019 no Brasil se inicia com um olhar espetaculador e especulador. Isso cria uma dificuldade da leitura que o p\u00fablico tem do trabalho art\u00edstico, porque ele n\u00e3o consegue captar o olhar existente na rela\u00e7\u00e3o do deficiente com sua pr\u00f3pria defici\u00eancia. Por mais pol\u00edticas e nomenclaturas, as cr\u00edticas s\u00e3o as mesmas, s\u00e3o discuss\u00f5es sem fim. E, assim como o p\u00fablico, a fam\u00edlia e a escola n\u00e3o est\u00e3o preparados para os novos entendimentos. Finalizando sua fala, Teixeira deixou uma quest\u00e3o para o p\u00fablico: ser\u00e1 que os grupos est\u00e3o atuando art\u00edstica e politicamente?<\/p>\n<p>F\u00e1tima Daltro acrescentou ainda que a m\u00eddia mostra o corpo com defici\u00eancia como corpo congelado. N\u00e3o h\u00e1 motivos para reduzir as possibilidades do bailarino com defici\u00eancia, uma vez que certos movimentos s\u00f3 o corpo dessa pessoa faz: s\u00e3o singularidades, particularidades de cada corpo. Daltro cita a teoria Corpom\u00eddia, proposta pelas pesquisadoras Helena Katz e Christine Greiner. O corpo entendido como corpom\u00eddia, um sujeito biol\u00f3gico e culturalmente implicado, constroi conhecimentos atrav\u00e9s de seus di\u00e1logos com o mundo, por ser assim, somos correspons\u00e1veis pelas informa\u00e7\u00f5es que comunicamos, por isso mesmo a imagem do \u2018coitadinho\u2019 n\u00e3o tem precedentes, \u00e9 necess\u00e1rio evit\u00e1-la. Al\u00e9m disso, ela prop\u00f4s duas quest\u00f5es: por que dizer de modo distinto dan\u00e7a para pessoa com defici\u00eancia?, ou seja, por quais raz\u00f5es precisamos distinguir dan\u00e7a e dan\u00e7a inclusiva? E complementa respondendo que se o que o corpo faz \u00e9 dan\u00e7a n\u00e3o precisamos criar subdivis\u00f5es. A segunda quest\u00e3o: pra que superar limites? A cren\u00e7a de que o bailarino com defici\u00eancia precisa superar seus limites \u00e9 bastante enraizada na sociedade e em grande parte da classe art\u00edstica que ainda pensa a dan\u00e7a fundamentada no dito corpo ideal. A pesquisadora acredita que cada pessoa \u00e9 um corpo singular rico em suas possibilidades, e que n\u00e3o precisa seguir um modelo espec\u00edfico ou superar limites, mas sim mostrar suas qualidades art\u00edsticas.<\/p>\n<p>Finalizando a mesa, Teresa Taquechel descreve a trajet\u00f3ria de Angel Vianna e como o trabalho com a diversidade foi um crescente durante os anos dedicados ao ensino. Em 1956, Angel Vianna j\u00e1 integrava pessoas, sem separar os alunos com e sem defici\u00eancia. Teresa acredita que quando o \u201ccorpo n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o perfeito\u201d as pessoas buscam outros caminhos (e a\u00ed cita o bailarino Klauss Vianna, que tinha diferen\u00e7a de tr\u00eas cent\u00edmetros entre uma perna e outra). Ela citou ainda a Pulsar Cia. de Dan\u00e7a, composta por bailarinos com e sem defici\u00eancia, da qual atualmente \u00e9 diretora. Ela finalizou sua participa\u00e7\u00e3o dizendo que a arte \u00e9 transformadora e que as pessoas a fazem porque t\u00eam necessidade de fazer e que esse encontro \u00e9 importante para legitimar os trabalhos art\u00edsticos.<\/p>\n<p>::<\/p>\n<p>No terceiro dia de encontro, durante a mesa 3: <em>Dan\u00e7a Inclusiva. O que \u00e9 isso?<\/em>, os participantes contaram suas trajet\u00f3rias profissionais na \u00e1rea e discutiram sobre terminologias e como adaptar nossos trabalhos aos que j\u00e1 existem na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Anderson Le\u00e3o, core\u00f3grafo da <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outbound\/article\/www.giradanca.com.br');\" href=\"http:\/\/www.giradanca.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cia. Gira Dan\u00e7a de Natal<\/a>, diz que a companhia decidiu abolir o termo dan\u00e7a inclusiva. Ele acredita que \u00e9 preciso ter calma e paci\u00eancia com o p\u00fablico neste processo de aceita\u00e7\u00e3o desta dan\u00e7a que quebra com padr\u00f5es estabelecidos anteriormente e questiona sobre estrat\u00e9gias para atrair o p\u00fablico.<\/p>\n<p>O core\u00f3grafo Henrique Amoedo, que vive em Portugal e est\u00e1 \u00e0 frente da Cia. Dan\u00e7ando com a Diferen\u00e7a, diz que dan\u00e7a inclusiva \u00e9 a terminologia encontrada por ele para denominar seu trabalho at\u00e9 o momento. Amoedo come\u00e7ou na \u00e1rea em 1994 e durante os anos houve diversos termos que nunca eram completamente adequados; dan\u00e7a inclusiva pode parecer provocador. \u00c9 um termo que pode ser usado tanto em trabalhos com foco terap\u00eautico, educacional ou art\u00edstico.<\/p>\n<p>A atriz e professora do m\u00e9todo DanceAbility, Neca Zarvos, relatou um pouco de sua trajet\u00f3ria e os principais conceitos dessa t\u00e9cnica de dan\u00e7a. Segundo ela, o core\u00f3grafo americano Alito Alessi parte do contato e improvisa\u00e7\u00e3o, que assim como o DanceAbility, tamb\u00e9m \u00e9 uma t\u00e9cnica do contato dos corpos. A metodologia do DanceAbility n\u00e3o funciona muito bem dentro da institui\u00e7\u00e3o porque falta diversidade e, pelo mesmo motivo, n\u00e3o funciona em espa\u00e7os de arte convencionais. Para o processo art\u00edstico realmente acontecer s\u00e3o necess\u00e1rias pessoas com e sem defici\u00eancia. O trabalho do Alessi nasceu da necessidade de democratizar a dan\u00e7a; ele acreditava que por mais que a dan\u00e7a estivesse abrindo para novas t\u00e9cnicas, os corpos continuavam muito semelhantes. O DanceAbility foca nas possibilidades, naquilo que a pessoa tem pra dar. Essa \u00e9 uma forma de as pessoas se sentirem ativas e respeitadas. A ideia \u00e9 usar a arte como instrumento para as pessoas se expressarem. E com esse trabalho que foca nas diversas habilidades e na diversidade de corpos, somos levados a pensar e ver diferente.<\/p>\n<p>A professora Lucia Matos come\u00e7a nessa \u00e1rea com um trabalho com surdos. Ela acredita que se n\u00e3o pensamos mais em dicotomias (alma\/corpo, mente\/corpo), mudamos algumas vis\u00f5es. Para ela, a dan\u00e7a \u00e9 um processo art\u00edstico educativo e uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. N\u00e3o d\u00e1 pra sustentar a ideologia de que existe um corpo idealizado que dan\u00e7a, assim como n\u00e3o d\u00e1 pra achar que todas as dan\u00e7as inclusivas s\u00e3o iguais ou todas as dan\u00e7as contempor\u00e2neas s\u00e3o iguais.<\/p>\n<p>Marcia Abreu come\u00e7ou a trabalhar em 1994 na rede de hospitais Sarah e \u00e9 uma das pessoas respons\u00e1veis por incluir a dan\u00e7a na institui\u00e7\u00e3o. Segundo ela, depois de um trauma a pessoa precisa reorganizar os movimentos para possibilitar sua dan\u00e7a e encontrar novas caracter\u00edsticas para os \u201cmovimentos antigos\u201d. Pode-se perceber o medo diante das novas possibilidades, mas Abreu acredita que e preciso \u201cdesparalisar\u201d.<\/p>\n<p>O bailarino Daniel Silva, que h\u00e1 dois anos e meio faz parte da Cia. Gira Dan\u00e7a de Natal, disse se perceber enquanto corpo politizado e relatou suas pr\u00f3prias experi\u00eancias. Ele espera que o\u00a0 movimento n\u00e3o retroceda, para que todos os direitos e espa\u00e7os conquistados pelas pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o sejam retomados.<\/p>\n<p>Bailarino da Pulsar Cia de Dan\u00e7a, Rog\u00e9rio Andreoli relatou sobre o per\u00edodo em que come\u00e7ou a dan\u00e7ar, quando a dan\u00e7a ainda era vista como terapia, n\u00e3o arte. Ele n\u00e3o acredita em dan\u00e7a inclusiva, e afirmou que, tendo ou n\u00e3o defici\u00eancia, seria um bailarino; n\u00e3o \u00e9 a dan\u00e7a inclusiva que o coloca no palco, mas sim, sua arte. Para Andreoli, \u00e9 perigoso nomenclaturar as coisas porque isso pode virar um gueto. O bailarino finalizou com a seguinte frase: \u201ca dan\u00e7a \u00e9 o que nos une aqui, n\u00e3o o fato de ser inclusiva, ou usar muleta ou cadeira de rodas. O que nos une \u00e9 a dan\u00e7a, n\u00e3o a defici\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois dias de evento tivemos os \u2018cirand\u00f5es\u2019 no lugar das mesas. Embora ainda se constitu\u00edsse como um espa\u00e7o de reflex\u00e3o e troca de experi\u00eancias, n\u00e3o contava mais com o formato de palestras. Os participantes do evento tiveram a oportunidade de mostrar um pouco do seu trabalho para que o grupo pudesse tomar conhecimento.<\/p>\n<p>Durante todos os dias tivemos oficinas de dan\u00e7a e \u00e1udiodescri\u00e7\u00e3o e no per\u00edodo da noite, apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas com o Grupo X de Improvisa\u00e7\u00e3o, APAE, Grupo HIS Contempor\u00e2neo de Dan\u00e7a, Pulsar Cia. de Dan\u00e7a, Cia. Gira Dan\u00e7a, entre outros.<\/p>\n<p>De modo geral, podemos resumir todo o evento como uma maneira de mobiliza\u00e7\u00e3o e troca de informa\u00e7\u00f5es dos profissionais que trabalham com dan\u00e7a. Existe a necessidade de abrir novos caminhos e mostrar ao p\u00fablico a potencialidade de trabalhos com diversidade, colocando num mesmo espa\u00e7o pessoas com e sem defici\u00eancia. S\u00e3o trabalhos art\u00edsticos e que querem ser vistos como tal. Ainda que a sociedade e as cidades n\u00e3o sejam acess\u00edveis \u00e0s pessoas com defici\u00eancia, conseguimos provar que acessibilidade n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o para a dan\u00e7a. A dan\u00e7a vem quebrando estere\u00f3tipos e ganhando espa\u00e7o. Toda a abertura que os profissionais de dan\u00e7a apresentam, s\u00f3 far\u00e1 sentido quando alcan\u00e7ar o entendimento do p\u00fablico e da comunidade. Essa busca deve continuar em cada trabalho art\u00edstico, tentando se afirmar como arte e se distanciando do pensamento terap\u00eautico. Precisamos que essas discuss\u00f5es acontecidas durante o <em>1<\/em><em>\u00b0 Encontro de Dan\u00e7a Inclusiva \u2013 O que \u00e9 isso?<\/em> ecoem em outros lugares, para que o entendimento a respeito da dan\u00e7a seja cada vez mais claro.<\/p>\n<p>Citamos o posicionamento do bailarino Edu O., semelhante ao da maioria dos participantes: \u201cEu n\u00e3o me vejo nos discursos (<em>da inclus\u00e3o<\/em>); como artista eu me sinto diminu\u00eddo. Minha arte ultrapassa a minha defici\u00eancia e eu n\u00e3o a escondo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o a valorizo. Eu simplesmente sou e minha dan\u00e7a \u00e9 o que eu sou. Eu falarei sobre defici\u00eancia em meu pr\u00f3ximo solo porque eu quero falar, n\u00e3o porque eu tenha que falar.\u201d<\/p>\n<p><strong>* Virg\u00ednia Souza \u00e9 formada em Comunica\u00e7\u00e3o das Artes do Corpo com habilita\u00e7\u00e3o em Dan\u00e7a. Trabalhou em institui\u00e7\u00f5es como professora de dan\u00e7a para pessoas com defici\u00eancia, realizou cursos sobre DanceAbility com as Companhias Candoco e DV8 na Inglaterra. Fatima Daltro possui licenciatura em Dan\u00e7a pela UFBA e mestrado em Artes C\u00eanicas tamb\u00e9m na UFBA. Doutorado em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica pela PUC\/SP e atualmente \u00e9 professora do curso de Dan\u00e7a da UFBA, dan\u00e7arina e diretora do Grupo X de Improvisa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n___________<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong><a href=\"http:\/\/idanca.net\/lang\/pt-br\/2010\/09\/23\/muito-a-se-pensar-sobre-a-danca-inclusiva\/16250\">idan\u00e7a<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo os participantes do encontro, a dan\u00e7a inclusiva n\u00e3o deve ser tratada como uma categoria dentro da dan\u00e7a, pois feita por bailarinos, sejam eles com ou sem defici\u00eancia, deve chamar-se dan\u00e7a. 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