{"id":175,"date":"2008-05-09T19:37:00","date_gmt":"2008-05-09T19:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/2008\/05\/09\/ensinar-e-aprender-as-duas-faces-da-educacao\/"},"modified":"2008-05-09T19:37:00","modified_gmt":"2008-05-09T19:37:00","slug":"ensinar-e-aprender-as-duas-faces-da-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=175","title":{"rendered":"ENSINAR E APRENDER: As Duas Faces da Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><!-- START OF ACTIVEMETER CODE --> Colabora\u00e7\u00e3o, Trabalho em equipe e as Tecnologias de Comunica\u00e7\u00e3o:<br \/>\nRela\u00e7\u00f5es de Proximidade em Cursos de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCap\u00edtulo I<\/p>\n<p>ENSINAR E APRENDER: As Duas Faces da Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o escolar e a colabora\u00e7\u00e3o s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o intrinsicamente<br \/>\nligadas. Ensinar e o aprender s\u00e3o o verso e o reverso de uma mesma<br \/>\nmedalha, a educa\u00e7\u00e3o, e implicam em uma a\u00e7\u00e3o colaborativa,<br \/>\nparticipativa e de constru\u00e7\u00e3o conjunta. \u00c9 essencial a percep\u00e7\u00e3o dessa<br \/>\nrela\u00e7\u00e3o para o entendimento desta tese.<\/p>\n<p>1.1 Educa\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o de desenvolvimento<br \/>\nTOFFLER (1970), POSTMAM(1995), L\u00c9VY(1993), DE MASI(1998 rt), CONTU<br \/>\n(1998 rt), MACHADO(1997) s\u00e3o alguns dos que apontam para a educa\u00e7\u00e3o<br \/>\ncomo um caminho para a prepara\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos em uma<br \/>\nsociedade em constantes transforma\u00e7\u00f5es, mas uma adapta\u00e7\u00e3o que seja<br \/>\nproativa, n\u00e3o reativa e acomodada. Uma educa\u00e7\u00e3o pluralista que se<br \/>\nvolte para a orienta\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de habilidades e t\u00e9cnicas<br \/>\nde adapta\u00e7\u00e3o, de escolha e de tomada de decis\u00f5es a partir de proje\u00e7\u00f5es<br \/>\nde alternativas, possibilidades e probabilidades do futuro; uma<br \/>\neduca\u00e7\u00e3o que se dedique \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos &#8220;tecnicamente<br \/>\ninteligentes&#8221;, que ensine aos jovens como &#8220;utilizar os instrumentos<br \/>\npr\u00e1ticos e mentais indispens\u00e1veis para poder viver, trabalhar, e<br \/>\nsobretudo n\u00e3o se sentirem estranhos, nessa sociedade fortemente<br \/>\ncompetitiva&#8221; (CONTU, 1998,12:1 rt); uma educa\u00e7\u00e3o que privilegie a<br \/>\ndiversidade tendo uma base de t\u00e9cnicas comuns para a integra\u00e7\u00e3o<br \/>\nsocial, e que propicie a negocia\u00e7\u00e3o, o trabalho em equipe, o viver e o<br \/>\nrelacionar-se com o outro.<br \/>\nA educa\u00e7\u00e3o pode ser promovida nos mais diferentes ambientes sociais,<br \/>\nmas neste trabalho, limito-me a tratar da educa\u00e7\u00e3o, em cursos de<br \/>\np\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, com a perspectiva de forma\u00e7\u00e3o de<br \/>\nprofessores. Dessa forma, toda a reflex\u00e3o aqui desenvolvida acontece<br \/>\ncom o objetivo de fazer professores e alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<br \/>\nexperienciarem, analisarem e refletirem sobre a educa\u00e7\u00e3o escolar como<br \/>\nensinantes e aprendizes. N\u00e3o trato de cada fase da educa\u00e7\u00e3o escolar,<br \/>\nmas lembro-lhes que n\u00e3o podemos ensinar em um curso de gradua\u00e7\u00e3o com a<br \/>\nmesma postura e as mesmas cren\u00e7as que portamos ao ensinarmos em um<br \/>\ncurso do Ensino M\u00e9dio. Entretanto, temos que lembrar que os alunos de<br \/>\ngradua\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ser professores do Ensino Fundamental e M\u00e9dio e que<br \/>\nh\u00e1 in\u00fameras quest\u00f5es que s\u00e3o comuns \u00e0 toda educa\u00e7\u00e3o escolar e devem<br \/>\nsempre estar presentes no momento do planejamento de suas a\u00e7\u00f5es nesses<br \/>\nn\u00edveis. .<br \/>\nEducar \u00e9, pois, visto aqui como uma a\u00e7\u00e3o direcionadora, resgatando o<br \/>\npassado e projetando-se no futuro, portanto, com uma historicidade<br \/>\npr\u00f3pria.<br \/>\nEducar \u00e9 tornar o homem consciente de si mesmo, de seus deveres e<br \/>\ndireitos, de sua responsabilidade para com sua esp\u00e9cie. Educar \u00e9<br \/>\ntornar o homem capaz de pensar em si e nos seus relacionamentos com os<br \/>\noutros de modo a perceber que \u00e9 imposs\u00edvel que ele se nutra<br \/>\nautonomamente (EMERENCIANO, 1996:140) Educar \u00e9 mostrar que a<br \/>\ninter-rela\u00e7\u00e3o, a parceria, a colabora\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para o<br \/>\ncrescimento pessoal e da comunidade. Educar \u00e9 despertar no homem a<br \/>\npossibilidade da a\u00e7\u00e3o comprometida com o interpessoal e a consci\u00eancia<br \/>\nde que toda a\u00e7\u00e3o tem reflexo para al\u00e9m do pessoal e atinge os que<br \/>\nest\u00e3o ao seu redor.<br \/>\nEducar \u00e9 permitir, aos interlocutores educativos, a d\u00favida, o erro, a<br \/>\npossibilidade de revisar e alterar posi\u00e7\u00f5es &#8211; a partir de argumenta\u00e7\u00e3o<br \/>\ns\u00f3lida.<br \/>\nO que assistimos, entretanto, como educa\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito escolar, em<br \/>\ngeral, n\u00e3o se configura dessa forma. Muitas escolas permanecem como<br \/>\nque imperme\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as que afetam tanto a sociedade<br \/>\nestruturalmente quanto as atividades de produ\u00e7\u00e3o e de trabalho. As<br \/>\nnovas gera\u00e7\u00f5es freq\u00fcentam uma escola semelhante aquela que nossos av\u00f3s<br \/>\nfreq\u00fcentaram. Na Europa, na Am\u00e9rica do Norte, na Austr\u00e1lia, ou na<br \/>\nAm\u00e9rica do Sul, em particular no Brasil , as discuss\u00f5es centram-se, em<br \/>\ngeral, no tipo de curr\u00edculo, na quantidade de per\u00edodos ou horas dos<br \/>\ncursos, e deixam de lado esses objetivos. A escola moderna tal como se<br \/>\napresenta \u00e9 um sistema integrado, coerente e efetivo para a realidade<br \/>\nque a gerou, e na qual a tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia era<br \/>\no texto impresso. Assim, a educa\u00e7\u00e3o escolar tem se baseado na<br \/>\ntransmiss\u00e3o e na difus\u00e3o do conhecimento atrav\u00e9s da linguagem escrita.<br \/>\nA \u00eanfase \u00e9 dada \u00e0 aprendizagem simb\u00f3lica-reconstrutiva, que &#8220;utiliza a<br \/>\nlinguagem escrita de forma substancialmente autorit\u00e1ria e<br \/>\nautosuficiente&#8221; dessa forma o pensamento linear fundamental para a<br \/>\nclareza e distin\u00e7\u00e3o de conceitos v\u00ea-se amea\u00e7ada a ser deixada de lado<br \/>\ndiante de novas formas de intera\u00e7\u00e3o humana baseadas no som, na imagem<br \/>\ne na palavra falada. A educa\u00e7\u00e3o escolar se d\u00e1 conta muito lentamente<br \/>\nque h\u00e1 uma esp\u00e9cie de volta \u00e0 oralidade e um culto \u00e0 imagem.. Essa<br \/>\noralidade \u00e9 aquela mediada pelo v\u00eddeo, na qual o interlocutor est\u00e1 do<br \/>\noutro lado e n\u00e3o pode ser sentido nem tocado, atrav\u00e9s de uma imagem<br \/>\nsint\u00e9tica, plana que se alterna e envolve emocionalmente. N\u00e3o tem<br \/>\nmem\u00f3ria, \u00e9 fluida e transit\u00f3ria.<br \/>\nCrian\u00e7as, jovens e adultos est\u00e3o rodeadas por estimuladores dos<br \/>\nsentidos, pelo r\u00e1dio, pela TV, pelo v\u00eddeo, pelo cinema e recebem<br \/>\ninforma\u00e7\u00f5es em diferentes linguagens e se v\u00eaem diante de uma outra<br \/>\nforma de aprendizagem, esquecida na escola tradicional, a<br \/>\nsens\u00f3rio-motora ou &#8220;perceptivo-motora&#8221;, que se realiza observando,<br \/>\ntocando, modificando, observado os resultados&#8221; (ANTINUCCI, 1998,13:4-5<br \/>\nrt).<br \/>\nAntes da escola sistematizada sobre a escrita, a aprendizagem se dava<br \/>\nna experi\u00eancia direta, e n\u00e3o s\u00f3 desenvolvendo habilidades, mas tamb\u00e9m,<br \/>\nconhecimentos complexos como os de engenharia que permitiam aos<br \/>\nromanos constru\u00edrem os sistemas hidr\u00e1ulicos dos aquedutos romanos; o<br \/>\nprofessor que n\u00e3o se apresentava como provedor de conhecimento, &#8220;mas<br \/>\ncomo operador especialista que se observava e com o qual se interagia<br \/>\nna utiliza\u00e7\u00e3o efetiva e concreta do conhecimento. a transmiss\u00e3o era<br \/>\nindireta, a\u00ed participava de maneira substancial e determinante a<br \/>\nexperi\u00eancia observativa e operativa dos alunos; era verbal apenas em<br \/>\nparte e, neste caso, numa forma muito diferente a da verbaliza\u00e7\u00e3o &#8216;em<br \/>\npresen\u00e7a&#8217; (em presen\u00e7a da tarefa e da experi\u00eancia factual) muito<br \/>\ndiferente daquela totalizante do texto escrito que \u00e9 tomado &#8216;em<br \/>\naus\u00eancia&#8217; (ANTINUCCI., 13:5 rt).<br \/>\nCom o advento da sistematiza\u00e7\u00e3o escrita, a possibilidade de se<br \/>\ntransmitir conhecimento atrav\u00e9s do texto escrito, detalhado e<br \/>\ncompreens\u00edvel por todos, apareceu como condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para a<br \/>\ntransmiss\u00e3o de conhecimento em larga escala, a escola se organizou<br \/>\nexclusivamente sobre o modo simb\u00f3lico-reconstrutivo, deixando passivo<br \/>\no modo perceptivo-motor (forma natural, menos cansativa e mais<br \/>\n&#8220;divertida&#8221;).<br \/>\nNa atualidade, constatamos que crian\u00e7as, adolescentes e jovens se<br \/>\nfamiliarizam de forma surpreendente com as novas tecnologias de<br \/>\ncomunica\u00e7\u00e3o, e, em quaisquer n\u00edveis sociais, h\u00e1 a express\u00e3o de sua<br \/>\ncriatividade atrav\u00e9s dessas tecnologias. Na periferia dos centros<br \/>\nurbanos, encontram-se r\u00e1dios comunit\u00e1rias, ou programas de r\u00e1dio, nos<br \/>\nintervalos das aulas nas escolas p\u00fablicas de Ensino Fundamental e<br \/>\nM\u00e9dio, em que adolescentes e jovens, compondo equipes criadoras, s\u00e3o<br \/>\nos produtores, operadores, redatores, etc.<br \/>\nOs professores continuam a ser preparados utilizando os recursos<br \/>\ntecnol\u00f3gicos que privilegiam a escrita. Mesmo ao participarem de<br \/>\noficinas ou cursos de atualiza\u00e7\u00e3o sobre as tecnologias eletr\u00f4nicas<br \/>\nrecebem uma forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica apenas e n\u00e3o s\u00e3o expostos \u00e0 experimentar,<br \/>\nmanusear e manipular essas tecnologias. N\u00e3o aprendem a trabalhar com<br \/>\nas tecnologias eletr\u00f4nicas como mediadoras, n\u00e3o percebem que os alunos<br \/>\nfora da escola est\u00e3o envoltos em um mundo de som, imagem, de<br \/>\nvirtualidade e que a televis\u00e3o e, hoje, a Internet, s\u00e3o janelas para o<br \/>\nmundo que pode lhes dar uma vis\u00e3o distorcida da realidade. N\u00e3o<br \/>\npercebem que h\u00e1 intera\u00e7\u00f5es comunicativas entre telespectadores e<br \/>\nprodutores dos programas televisivos que levam a &#8220;incorpora\u00e7\u00f5es de<br \/>\nimagens televisivas, de viv\u00eancias e dos conhecimentos fragmentados&#8221;<br \/>\nque podem ser articulados na escola, mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio que<br \/>\nesses meios estejam presentes n\u00e3o s\u00f3 na vida cotidiana de alunos e<br \/>\nprofessores, mas tamb\u00e9m nas a\u00e7\u00f5es educativas que esses professores<br \/>\nrealizam com seus alunos resgatando de sua mem\u00f3ria essa experi\u00eancia<br \/>\ncom as diversas m\u00eddias, estejam ela presentes ou n\u00e3o nas sala de aula<br \/>\n(KENSKI, 1996:138). Atualmente, cada vez mais a televis\u00e3o est\u00e1 sendo<br \/>\nintegrado \u00e0s redes de comunica\u00e7\u00f5es, sua programa\u00e7\u00e3o e muitos dos seus<br \/>\nprogramas j\u00e1 podem ser acompanhados pela Internet. Os canais de TV a<br \/>\ncabo se preparam para permitir acesso \u00e0 Internet atrav\u00e9s do mesmo<br \/>\ncanal televisivo. Assim as crian\u00e7as, jovens e adultos, e hoje at\u00e9<br \/>\nmesmo os idosos, est\u00e3o acessando um mundo ainda maior de imagens, sons<br \/>\ne informa\u00e7\u00f5es que cada vez mais precisar\u00e3o ser trabalhadas e<br \/>\nsistematizadas em uma aprendizagem continua quer presencialmente, na<br \/>\nsala de aula, quer atrav\u00e9s de orienta\u00e7\u00f5es a dist\u00e2ncia que poder\u00e3o ser<br \/>\nemitidas por essas mesmas m\u00eddias.<br \/>\nComo a tecnologia eletr\u00f4nica permite inventar uma realidade, \u00e9<br \/>\nimportante que n\u00f3s, professores, percebamos que podemos ensinar nossos<br \/>\nalunos a utiliz\u00e1-la de modo a expressarem e produzirem bens culturais.<br \/>\nN\u00e3o vamos abandonar a leitura e a escrita verbal, ao contr\u00e1rio, vamos<br \/>\nintegr\u00e1-la \u00e0 leitura e a escrita audiovisual e digital. Enquanto esta<br \/>\npermite um ir e vir que responde aos impulsos imediatos do leitor e<br \/>\ntem um significado inst\u00e2ntaneo e vol\u00e1til que atende \u00e0 aprendizagem<br \/>\nsens\u00f3rio-motora ou &#8220;perceptivo-motora&#8221;, n\u00e3o descartamos aquela, que<br \/>\nexige concentra\u00e7\u00e3o, seq\u00fc\u00eancia, l\u00f3gica, concatena\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias<br \/>\nexpressas em frase, per\u00edodos e par\u00e1grafos necess\u00e1rias \u00e0 aprendizagem<br \/>\nsimb\u00f3lica-reconstrutiva. Ambas abordagens possibilitam a conjun\u00e7\u00e3o de<br \/>\ndiversos tipos de intelig\u00eancia e as diferentes compet\u00eancias<br \/>\nindividuais de forma colaborativa e integradora<br \/>\nNos campi universit\u00e1rios, os cursos que demonstram um maior<br \/>\nenvolvimento nos projetos s\u00e3o os que n\u00e3o t\u00eam a forma de aprendizagem<br \/>\nsimb\u00f3lico-reconstrutiva como exclusiva, mas aliam-na \u00e0 aprendizagem<br \/>\nperceptivo-motora, Ainda mais, com o advento do computador e da<br \/>\nInternet, o universo perceptivo-motor se amplia com possibilidade de<br \/>\num maior desempenho e compet\u00eancia de adolescentes e jovens na<br \/>\nmanipula\u00e7\u00e3o das tecnologias interativas, como o computador,<br \/>\nindependente do n\u00edvel social e de escolaridade.<br \/>\nO homem do futuro precisa ser r\u00e1pido na identifica\u00e7\u00e3o de novos<br \/>\nrelacionamentos, cr\u00edtico nos seus julgamentos, isto \u00e9, cada indiv\u00edduo<br \/>\nprecisa ter habilidades e compet\u00eancia para aumentar sua capacidade de<br \/>\nadapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as cont\u00ednuas. Al\u00e9m de compreender o passado e o<br \/>\npresente, o homem necessita antever o futuro e antecipar mudan\u00e7as,<br \/>\natrav\u00e9s de pressuposi\u00e7\u00f5es, precisa saber definir, debater,<br \/>\nsistematizar e atuar (TOFFLER, 1970). E educa\u00e7\u00e3o escolar n\u00e3o pode<br \/>\nesquecer essas compet\u00eancia uma vez que cada vez mais a educa\u00e7\u00e3o se d\u00e1<br \/>\nn\u00e3o apenas na escola, mas tamb\u00e9m na fam\u00edlia, na comunidade, com<br \/>\nprofissionais e ao longo de toda a vida, n\u00e3o de maneira isolada e<br \/>\nsolit\u00e1ria, mas atrav\u00e9s das rela\u00e7\u00f5es com outros estudiosos, com outros<br \/>\ncidad\u00e3os, com outras pessoas.<br \/>\nSe a postura se modifica, se n\u00e3o ignorarmos a forma de aprendizagem<br \/>\nperceptivo-motora e a integrarmos \u00e0 simb\u00f3lica-reconstrutiva, poderemos<br \/>\nincluir novo saber e novo &#8220;sentir&#8221; . Assim, a constru\u00e7\u00e3o dos<br \/>\nconhecimentos sobre Arte, sobre os Meios de Comunica\u00e7\u00e3o, sobre<br \/>\nInform\u00e1tica, promover\u00e1 a internaliza\u00e7\u00e3o de conceitos, h\u00e1bitos e<br \/>\natitudes e permitir\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o e a express\u00e3o art\u00edstica, mediadas pelos<br \/>\nmeios de comunica\u00e7\u00e3o e\/ou pela Inform\u00e1tica.<br \/>\nH\u00e1 uma necessidade da educa\u00e7\u00e3o escolar retomar objetivos como a<br \/>\ndescentraliza\u00e7\u00e3o da posse dos saberes e sua difus\u00e3o e a<br \/>\ninterpenetra\u00e7\u00e3o da escola com a comunidade caracter\u00edstica da pedagogia<br \/>\nde C. Freinet (1896-1966). Atitudes positivas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s formas de<br \/>\naprendizagem precisam a ser consideradas e integrar o perceptivo-motor<br \/>\nao simb\u00f3lico reconstrutivo, que n\u00e3o s\u00f3 permite a absor\u00e7\u00e3o de conte\u00fados<br \/>\ndisciplinares num sistema fechado, como tamb\u00e9m estimula a &#8220;forma\u00e7\u00e3o<br \/>\npara o m\u00e9todo e para o conhecimento, desenvolvendo habilidades e<br \/>\ncapacidades, fornecendo elementos-chave e instrumentos, e n\u00e3o solu\u00e7\u00f5es<br \/>\ne digest\u00f5es de corpus predefinidos e preparados de materiais,&#8221;<br \/>\n(ANTINUCCI, 1998, 13:8 rt).<br \/>\nPrecisa desenvolver atitudes que permitam maior conex\u00e3o com a<br \/>\nrealidade do aluno e novas t\u00e9cnicas para se lidar com o desconhecido,<br \/>\ncom o inesperado e com o poss\u00edvel Essas atitudes possibilitam aprender<br \/>\na fazer, aprender a aprender, encarar problemas de v\u00e1rios pontos de<br \/>\nvista, desenvolver relacionamentos interpessoais (aprender a viver com<br \/>\nos outros) e a liberdade de escolha (curr\u00edculo diversificado). \u00c9<br \/>\nfundamental que se prepare o indiv\u00edduo para fazer escolhas<br \/>\napropriadas, para projetar o futuro com tempo suficiente de an\u00e1lise<br \/>\nantes da tomada de decis\u00e3o.<br \/>\nA escola n\u00e3o deve deixar ter como o objetivo o saber, atendendo \u00e0s<br \/>\nnecessidades culturais e de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, mas precisa<br \/>\ndesenvolver tamb\u00e9m o saber fazer, o fazer e o refletir sobre o fazer.<br \/>\nO conhecimento deixa de ser um corpus fixo e sedimentado para ser um<br \/>\ncorpus de novos conhecimentos, em constante transforma\u00e7\u00e3o e m\u00f3vel,<br \/>\npresente em um ciberespa\u00e7o que permite a interconectividade, a<br \/>\nmultimedia\u00e7\u00e3o e a virtualidade para as quais a escola deve habilitar e<br \/>\ncapacitar o indiv\u00edduo (CONTU, 1998, 12:2 rt).<br \/>\nNesta Sociedade de Comunica\u00e7\u00e3o, em que os jovens est\u00e3o ofuscados pela<br \/>\nmultim\u00eddia, pelos computadores e pela Internet, a aprendizagem<br \/>\ninformal, n\u00e3o sistematizada acontece em casa (televis\u00e3o interativa,<br \/>\nvideogames, computadores), nos locais de trabalho ( geralmente<br \/>\ninformatizado), nos centros comerciais e nas rua (outdoors<br \/>\neletr\u00f4nicos, digitalizados, quiosques interativos, sistemas<br \/>\nautom\u00e1ticos). Privilegia essa forma perceptivo-motora mas n\u00e3o ignora a<br \/>\nsimb\u00f3lico-reconstrutiva (jornais, revistas, livros especializados ou<br \/>\nliteratura).<br \/>\nGoverno, pais e professores enfatizam a necessidade da educa\u00e7\u00e3o<br \/>\npreparar para uma nova sociedade com uma a\u00e7\u00e3o mais solid\u00e1ria e<br \/>\ninclusiva. A escola n\u00e3o pode esquecer que \u00e9 formada por<br \/>\ncidad\u00e3os-alunos e cidad\u00e3os-professores. Sendo uma das institui\u00e7\u00f5es que<br \/>\npresidem a difus\u00e3o coletiva do &#8220;Saber P\u00fablico&#8221;, n\u00e3o pode abrir m\u00e3o de<br \/>\nsua fun\u00e7\u00e3o de &#8220;media\u00e7\u00e3o cultural entre as gera\u00e7\u00f5es, para ser adequada<br \/>\nocasi\u00e3o de aprendizagem e de desenvolvimento de m\u00e9todos e de<br \/>\n&#8216;saber-fazer&#8217; que constr\u00f3em, a partir de informa\u00e7\u00f5es difusas,<br \/>\nconhecimentos estruturados (&#8230;) A escola deve por um lado projetar<br \/>\nnovos percursos de forma\u00e7\u00e3o, mas de outra parte, conservar<br \/>\nconscientemente todas as suas particularidades pr\u00f3prias; ser academia<br \/>\n&#8211; onde se experimenta e se exercita &#8211; e refinaria, onde se reelabora e<br \/>\nse aperfei\u00e7oa &#8221; (GUASTAVINA, 1997, 9:3 rt). A met\u00e1fora da refinaria \u00e9<br \/>\nmuito interessante, no sentido em que a escola como tal d\u00e1<br \/>\npossibilidade \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o do conhecimento, \u00e0 reelabora\u00e7\u00e3o e\/ou<br \/>\naperfei\u00e7oamento do saber pr\u00e9vio, do indiv\u00edduo e do grupo, devolvendo \u00e0<br \/>\nsociedade um novo produto, transformado, melhorado.<br \/>\nDesta forma, tem que se ter clara a no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 educar para uma<br \/>\nsociedade em transforma\u00e7\u00e3o. MORAES1 (1998:6) enfatiza a necessidade de<br \/>\nse ter novos espa\u00e7os educacionais que permitam uma valoriza\u00e7\u00e3o do<br \/>\nindiv\u00edduo, em conson\u00e2ncia com uma atua\u00e7\u00e3o colaborativa na coletividade<br \/>\nem que vive e &#8220;incentivo \u00e0 autonomia, \u00e0 criatividade, \u00e0 solidariedade,<br \/>\nao respeito, \u00e0 iniciativa, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nfundamentais para que os indiv\u00edduos possam sobreviver no s\u00e9culo XXI &#8220;.<br \/>\nDa\u00ed que se faz essencial uma nova postura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de<br \/>\nprofessores, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica mas, sobretudo,<br \/>\nem rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o como agente social. KENSKI (1996:139) chama<br \/>\naten\u00e7\u00e3o para o cuidado que se deve ter com a prepara\u00e7\u00e3o de professores<br \/>\npara trabalhar com os alunos numa sociedade de comunica\u00e7\u00e3o em que a<br \/>\ntelevis\u00e3o tem sido um meio tecnol\u00f3gico t\u00e3o importante que produz<br \/>\naltera\u00e7\u00f5es comportamentais globais: &#8220;gestos, express\u00f5es faciais,<br \/>\nmovimentos gerais do corpo, sons, musicas unem-se a palavras para<br \/>\ncomunicar o novo aprendizado&#8221;. \u00c0 televis\u00e3o, hoje, agrega-se a Internet<br \/>\ne os professores parecem n\u00e3o estarem preparados, Continuam a trabalhar<br \/>\napenas no \u00e2mbito do cognitivo.<br \/>\nEstou totalmente de acordo com KENSKI (1996:141) quando a autora<br \/>\nlembra que os professores tamb\u00e9m est\u00e3o expostos \u00e0 toda essa riqueza e<br \/>\ndiversidade de linguagens e &#8220;plenos de cores, sons, movimentos e<br \/>\ninforma\u00e7\u00f5es adquiridos em suas intera\u00e7\u00f5es com a televis\u00e3o e outras<br \/>\ntecnologias eletr\u00f4nicas de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o&#8221; o que lhes falta<br \/>\n\u00e9 a possibilidade de conversar e contar sobre suas viv\u00eancias fora da<br \/>\nescola. Os professores e os alunos precisam de ambiente para<br \/>\nexpressarem seus sentimentos, seus anseios, suas curiosidades e suas<br \/>\ndescobertas fazendo o melhor uso e integrando as tecnologias de<br \/>\ncomunica\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis \u00e0 sua volta, do l\u00e1pis \u00e0s luvas e \u00f3culos da<br \/>\nrealidade virtual.<br \/>\n\u00c9 fundamental que o professor pratique a leitura e at\u00e9 mesmo a escrita<br \/>\ndessas m\u00eddias eletr\u00f4nicas para poder trabalhar com seu alunos &#8220;o<br \/>\nconhecimento caoticamente retido atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de<br \/>\nmassa e das mais diversas tecnologias&#8221;, permitindo que cada um<br \/>\nconstrua o seu pr\u00f3prio conhecimento dando a sua contribui\u00e7\u00e3o para o<br \/>\nconhecimento coletivo.<br \/>\n1.2 Educa\u00e7\u00e3o, valores e atitudes<br \/>\nAinda em conson\u00e2ncia com o tema, mas n\u00e3o exclusivamente formal ou<br \/>\nmetodol\u00f3gico, h\u00e1 uma outra preocupa\u00e7\u00e3o com a qual a forma\u00e7\u00e3o de<br \/>\nprofessores deve se preocupar para que a educa\u00e7\u00e3o escolar em uma<br \/>\nsociedade de comunica\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a de forma adequada. N\u00e3o \u00e9 este o<br \/>\nespa\u00e7o para se tratar mais profundamente de Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania, mas<br \/>\nn\u00e3o podemos esquecer de que est\u00e3o intimamente associadas e n\u00e3o se<br \/>\nconcebe uma sem a outra. Ao lembrarmos que o homem vive em sociedade e<br \/>\npara isso ele necessita ter um rol de direitos e deveres como<br \/>\nreguladores de sua conviv\u00eancia social, colocamos a educa\u00e7\u00e3o como a<br \/>\nmediadora tanto para a incorpora\u00e7\u00e3o desses reguladores como para o<br \/>\ndesenvolvimento de uma capacidade cr\u00edtica, criativa e reflexiva para<br \/>\ntransforma\u00e7\u00e3o desses reguladores em resposta a novos momentos e novas<br \/>\nrealidades. Os objetivos de conserva\u00e7\u00e3o e subvers\u00e3o que podem ser<br \/>\ncontradit\u00f3rios s\u00e3o na verdade complementares, parte de uma &#8220;\u00fanica<br \/>\nnarrativa que diz o que \u00e9 o ser humano, o que significa ser cidad\u00e3o, o<br \/>\nque significa ser inteligente&#8221; (POSTMAN, 1996:60)<br \/>\nA educa\u00e7\u00e3o escolar n\u00e3o \u00e9 vista isoladamente, mas dentro de uma<br \/>\ntotalidade envolvendo n\u00e3o s\u00f3 o que acontece na escola, mas em todos os<br \/>\nambientes e rela\u00e7\u00f5es que envolvem o ser humano desde seu nascimento. A<br \/>\npartir dessa coloca\u00e7\u00e3o, os valores e as atitudes s\u00e3o elementos<br \/>\nindispens\u00e1veis \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Habilidades e conhecimento s\u00e3o preocupa\u00e7\u00f5es<br \/>\nconscientes mais da educa\u00e7\u00e3o escolar do que da educa\u00e7\u00e3o familiar ou<br \/>\ndesenvolvida em outras rela\u00e7\u00f5es sociais. Valores e atitudes s\u00e3o<br \/>\nfundamentais e passam desapercebidas tanto na fam\u00edlia quanto na<br \/>\nsociedade e tornam-se raras, podendo ser consideradas como um dos<br \/>\nelementos primordiais do fracasso escolar e da aus\u00eancia de cidadania<br \/>\nencontrados em grau preocupante nos dias atuais.<br \/>\nMuitos indiv\u00edduos, intuitivamente uns , ou outros, afortunadamente,<br \/>\npor terem nascido em ambientes onde os valores positivos s\u00e3o<br \/>\ndesenvolvidos, t\u00eam o seu crescimento orientado pela solidariedade,<br \/>\nhonestidade, fidelidade, amizade, imparcialidade, gratuidade , amor e<br \/>\nliberdade. Aprendem a se conhecer e a conhecer o outro; mais, a<br \/>\nconhecer-se atrav\u00e9s do outro e respeitar o outro, conhecendo-o atrav\u00e9s<br \/>\ndele pr\u00f3prio. Desenvolvem a toler\u00e2ncia porque o outro \u00e9 outro e<br \/>\ndiferente de si, e entendem que a igualdade deve ser considerada em<br \/>\ndimens\u00f5es diferentes. A igualdade deve existir na oferta de condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nde vida e desenvolvimento bem como na aplica\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, mas h\u00e1 que<br \/>\nse considerar que a diversidade tem que ser respeitada. Querendo<br \/>\ntratar igualmente os desiguais, poderemos praticar uma grande<br \/>\ninjusti\u00e7a. POSTMAN (1996) questiona, &#8220;pode um povo com diversas<br \/>\ntradi\u00e7\u00f5es, l\u00ednguas, religi\u00f5es, criar uma cultura unificada, coerente e<br \/>\nest\u00e1vel?&#8221; ao que acrescento: a educa\u00e7\u00e3o escolar pode ignorar essa<br \/>\ndiversidade e impor apenas uma cultura letrada ignorando as diversas<br \/>\n&#8220;culturas&#8221; presentes na sociedade e, por conseguinte, presentes na<br \/>\nescola? E quando se trata do Ensino Superior, \u00e9 correto n\u00e3o trabalhar<br \/>\nessa diversidade presente em muitos dos aspectos que o cidad\u00e3o e o<br \/>\nprofissional encontrar\u00e3o na sociedade como um todo e\/ou na sua \u00e1rea<br \/>\nprofissional, em particular? Podemos desenvolver um trabalho<br \/>\ncolaborativo e participativo sem considerar essas quest\u00f5es?<br \/>\nConsidero aqui a defini\u00e7\u00e3o que Machado2 (1997:69-70 associa \u00e0<br \/>\neduca\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, &#8220;a arte de conduzir a finalidades socialmente<br \/>\nprefiguradas, o que pressup\u00f5e a exist\u00eancia e a partilha de projetos<br \/>\ncoletivos&#8221; buscando um &#8220;entrela\u00e7amento, de uma fecunda\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre<br \/>\nprojetos individuais e coletivos&#8221;. Assim como educar para a cidadania<br \/>\nsignifica prover o indiv\u00edduo de instrumentos para a plena realiza\u00e7\u00e3o<br \/>\ndesta participa\u00e7\u00e3o motivada e competente, desta simbiose entre<br \/>\ninteresses pessoais e sociais, desta disposi\u00e7\u00e3o para sentir em si as<br \/>\ndores do mundo; e semear um conjunto de valores universais que se<br \/>\nrealizam com o tom e a cor de cada cultura &#8221; (Machado2, 1997:106-107).<br \/>\nAssim, a exist\u00eancia do projeto \u00e9 fundamental. O projeto de vida que<br \/>\nanima, que dirige, que motiva e que empurra o indiv\u00edduo a seguir em<br \/>\nsua lida, em sua pesquisa mesmo diante de muitos revezes, cansa\u00e7o e<br \/>\nobst\u00e1culos. Por outro lado, n\u00e3o se estimula, n\u00e3o se instiga, n\u00e3o se<br \/>\nprepara nem na fam\u00edlia, nem na escola, o indiv\u00edduo a ter seu pr\u00f3prio<br \/>\nprojeto e, a partir dele, participar de um projeto coletivo. Ao<br \/>\ncontr\u00e1rio, muitos pais e professores costumam impingir seus projetos<br \/>\nfrustrados para serem realizados pelos filhos e alunos.<br \/>\nSe os valores n\u00e3o s\u00e3o desenvolvidos e, portanto, n\u00e3o s\u00e3o parte da vida<br \/>\nde adolescentes e jovens, se os projetos n\u00e3o s\u00e3o deles, e se a grande<br \/>\nraz\u00e3o para se ir \u00e0 escola \u00e9 obter um diploma para &#8220;ter&#8221; um futuro<br \/>\nconfort\u00e1vel, esses jovens tornar-se-\u00e3o &#8220;cidad\u00e3os&#8221; passivos,<br \/>\nmanipul\u00e1veis e acomodados, por um lado, e frustrados, revoltados,<br \/>\nintolerantes, propensos \u00e0 viol\u00eancia, por outro. Professores que s\u00e3o<br \/>\nindiv\u00edduos intolerantes, desiludidos, no sentido mesmo que n\u00e3o t\u00eam<br \/>\nmais nenhuma ilus\u00e3o e n\u00e3o querem mais participar do &#8220;jogo&#8221;, provocam,<br \/>\nem seus alunos, um desencanto n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escola como tamb\u00e9m<br \/>\nem rela\u00e7\u00e3o ao seu semelhante e \u00e0 sociedade. Suas atitudes s\u00e3o de<br \/>\napatia, descaso, acomoda\u00e7\u00e3o. Demonstram que n\u00e3o t\u00eam nenhum projeto<br \/>\npessoal, e n\u00e3o participam do projeto do grupo a que pertencem ou da<br \/>\ninstitui\u00e7\u00e3o em que trabalham. Muitas vezes, colocam-se contra os que<br \/>\nousam ter um.<br \/>\nH\u00e1, ainda, muitos indiv\u00edduos competitivos, brilhantes, trabalhadores,<br \/>\nmas movidos por um est\u00edmulo consumista que os compele a progredir, a<br \/>\npesquisar, a crescer em sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o para poder &#8220;ganhar&#8221; mais e<br \/>\n&#8220;consumir&#8217; mais. Os valores que eles respeitam s\u00e3o os valores de<br \/>\nmercado e as regras do jogo s\u00e3o feitas a partir do lema &#8220;os fins<br \/>\njustificam os meios&#8221;. Tanto do ponto de vista humano, quanto do ponto<br \/>\nde vista profissional, impera a lei do mais forte e \u00e9 isso que muitos<br \/>\nprofessores deixam transparecer para seus alunos muitos dos quais<br \/>\nassimilam n\u00e3o s\u00f3 os ensinamentos como tamb\u00e9m os conceitos de vida e<br \/>\npassam a reproduzir a mesma postura, a mesma atitude e os mesmos<br \/>\nvalores.<br \/>\nPor outro lado, a toler\u00e2ncia e o respeito \u00e0 diversidade ainda podem<br \/>\nser encontrados no Ensino Superior, assim como s\u00e3o presentes, projetos<br \/>\nindividuais ou coletivos baseados nos valores humanos que levam o<br \/>\nhomem a buscar a sua realiza\u00e7\u00e3o. Encontramos grupos de indiv\u00edduos que,<br \/>\nsilenciosamente, t\u00eam projetos coletivos dadivosos que incorporam<br \/>\nprojetos individuais e que buscam, atrav\u00e9s da colabora\u00e7\u00e3o e da a\u00e7\u00e3o<br \/>\nparticipativa, solid\u00e1ria e transformadora, agir junto aos menos<br \/>\nfavorecidos, reconhecendo-os como pessoas e desenvolvendo-lhes a<br \/>\nauto-estima, incorporando-os \u00e0 sociedade e que n\u00e3o s\u00f3 lhes d\u00e3o<br \/>\ncondi\u00e7\u00f5es materiais, mas sobretudo desenvolvem atitudes baseadas em<br \/>\nvalores do ser com dignidade.<br \/>\nEssa preocupa\u00e7\u00e3o que se demonstra, em geral, pelos menos favorecidos<br \/>\nmaterialmente, deve ser considerada em rela\u00e7\u00e3o aos jovens que t\u00eam todo<br \/>\no conforto material e, muito por causa disso, crescem sem projetos,<br \/>\nsem valores, e, portanto, sem princ\u00edpios &#8211; intolerantes e arrogantes &#8211;<br \/>\ninstigados apenas pelo ter cada vez mais. Os professores das escolas<br \/>\ndesses jovens, muitas vezes, se limitam a cobrir conte\u00fados e<br \/>\ndesenvolver habilidades operacionais. Reclamam da falta de valores e<br \/>\ndas atitudes n\u00e3o sociais e n\u00e3o colaborativas, mas n\u00e3o fazem nada,<br \/>\nporque &#8220;isso j\u00e1 vem de casa&#8221; ou por que &#8220;na idade que j\u00e1 est\u00e3o,<br \/>\natitudes e comportamentos &#8221; n\u00e3o s\u00e3o modificados. Muitos desses jovens<br \/>\nlimitam-se a freq\u00fcentar um curso superior e cumprir um ritual para<br \/>\ncontinuar uma atividade j\u00e1 herdada do pai ou do av\u00f4, ou apenas para<br \/>\nlhes entregar o diploma por eles desejados. Ser\u00e3o arquitetos,<br \/>\nadvogados, dentistas, engenheiros, m\u00e9dicos, etc diplomados que n\u00e3o<br \/>\nexercer\u00e3o a atividade ou j\u00e1 ter\u00e3o uma clientela &#8220;herdada&#8221;, sem<br \/>\nprecisarem mostrar sua capacidade e compet\u00eancia para construir a<br \/>\nsuapr\u00f3pria clientela. Por conseguinte, n\u00e3o ser\u00e3o sujeitos em processo<br \/>\nde realiza\u00e7\u00e3o ou cidad\u00e3os cr\u00edticos, proativos, criativos.<br \/>\nN\u00f3s, professores do Ensino Superior, precisamos ter projetos pessoais,<br \/>\nintegr\u00e1-los ao institucional, para nos sentirmos felizes, poderosos e<br \/>\nconfort\u00e1veis, para podermos seduzir nossos alunos a continuarem a<br \/>\nsonhar e, a partir de seus sonhos, desenvolverem seus projetos<br \/>\nindividuais e criarem projetos coletivos; a serem colaboradores e<br \/>\nparticipantes. Orient\u00e1-los a trabalhar e pensar reticular e<br \/>\nsignificativamente, a usar a tecnologia e incorpor\u00e1-la em v\u00e1rios<br \/>\nn\u00edveis de atua\u00e7\u00e3o, como aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico \u00e0 solu\u00e7\u00e3o<br \/>\nde problemas e n\u00e3o se deixarem dominar pelo encantamento dos suportes<br \/>\ntecnol\u00f3gicos que acabam hipnotizando o homem, escravizando-o.<br \/>\nOrient\u00e1-los a trabalhar tendo como crit\u00e9rio primordial a qualidade e a<br \/>\nintegridade. Dessa forma, poderemos ter futuros pais, futuros<br \/>\ncidad\u00e3os, como indiv\u00edduos inteiros de corpo, mente e alma, solid\u00e1rios,<br \/>\ncriadores e transformadores.<br \/>\n1.2 Ensinar e Aprender<br \/>\nTratei aqui, at\u00e9 agora, do educar como um processo que desmembro agora<br \/>\nnas a\u00e7\u00f5es de ensinar e aprender. Antes de iniciar essas reflex\u00f5es,<br \/>\ndeixo explicita o que \u00e9 para mim o professor, aproveitando as palavras<br \/>\nde BRAULT (1996:77):<br \/>\n&#8221; \u00c9 algu\u00e9m que: a) sabe organizar um plano de a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica; b) que<br \/>\nsabe preparar e organizar, concretizar e operacionalizar situa\u00e7\u00f5es de<br \/>\naprendizagem; c) sabe regular o desenvolvimento da situa\u00e7\u00e3o de<br \/>\naprendizagem e \u00e9 capaz tamb\u00e9m de avaliar esse desenvolvimento; d) sabe<br \/>\ngerenciar fen\u00f4menos operacionais; e) sabe fornecer uma ajuda<br \/>\nmetodol\u00f3gica; f) sabe favorecer a constru\u00e7\u00e3o de projetos profissionais<br \/>\npositivos pelos alunos, projetos de vida no in\u00edcio da escolaridade,<br \/>\nprojetos profissionais at\u00e9 o fim do 2o. grau; e finalmente, g) sabe<br \/>\ntrabalhar com parceiros&#8221; (grifo meu).<br \/>\nDessa forma, estarei refletindo sobre ensinar e aprender em termos<br \/>\ngerais e particularizando esse processo em cursos de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o,<br \/>\ntendo em mente um professor com essas caracter\u00edsticas.<br \/>\nO professor, profissional que deve estar em constante forma\u00e7\u00e3o,<br \/>\ndesenvolve um trabalho que envolve duas a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o podem ser<br \/>\npensadas separadamente: exatamente como em uma moeda, uma face est\u00e1<br \/>\nintrinsicamente ligada \u00e0 outra e perde o valor se tomada isoladamente.<\/p>\n<p>1.2.1 Ensinar: a face da responsabilidade pelo outro na educa\u00e7\u00e3o<br \/>\nEnsinar \u00e9 um processo que envolve indiv\u00edduos num di\u00e1logo constante,<br \/>\npropiciando recursos temporais, materiais e informacionais para que se<br \/>\ndesenvolva a auto-aprendizagem e a aprendizagem com os outros ou a<br \/>\npartir de outros (STOKROCKI, 1991). N\u00e3o \u00e9 apenas transmitir<br \/>\nconhecimentos obedecendo a determinadas metodologias, cumprir os<br \/>\ncurr\u00edculos de disciplinas estanques ou inter-relacionadas e &#8220;cobrir&#8221;<br \/>\ndeterminados assuntos. Ensinar \u00e9 fazer com que os alunos se<br \/>\ncomprometam num questionamento dial\u00e9tico de princ\u00edpios fundamentais,<br \/>\ndesenvolvam estrat\u00e9gias de discuss\u00e3o de verdades estabelecidas \u00c9 fazer<br \/>\ncom que analisem argumentos pr\u00f3 e contra e buscando a valida\u00e7\u00e3o ou a<br \/>\ncontesta\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e cren\u00e7as, com que estabele\u00e7am novas<br \/>\nhip\u00f3teses e novas cren\u00e7as fundamentadas por pesquisa e reflex\u00f5es<br \/>\ns\u00e9rias (CARR, 1997:325). Esse comprometimento n\u00e3o pode se dar apenas<br \/>\nno \u00e2mbito individual, mas tamb\u00e9m coletivo.<br \/>\nEnsinar \u00e9 instigar e orientar os alunos para que se apropriem de<br \/>\nconhecimentos espec\u00edficos de cada fase escolar para a &#8220;interioriza\u00e7\u00e3o<br \/>\ndo saber sistematizado, historicamente acumulado&#8221;( LOPES, 1996:111).<br \/>\nEnsinar \u00e9 criar condi\u00e7\u00f5es para que os alunos desenvolvam as condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nb\u00e1sicas de dom\u00ednio das diversas linguagens, fundamentalmente a da<br \/>\nescrita, de modo a poder sistematizar o conhecimento e expressar tanto<br \/>\nsuas d\u00favidas e incertezas quanto suas descobertas e cria\u00e7\u00f5es. \u00c9,<br \/>\ntamb\u00e9m, ajud\u00e1-los a desenvolver a reflex\u00e3o, a saber fazer as perguntas<br \/>\ncertas e ir atr\u00e1s das respostas adequadas<br \/>\nEm uma perspectiva s\u00f3cio-inteacionista, \u00e9 instrumentalizar os alunos<br \/>\npara perceberem que j\u00e1 possuem um conhecimento que trazem de suas<br \/>\ncasas, para integrarem esse conhecimento com outro sistematizado na<br \/>\nescola atrav\u00e9s de atos comunicativos com seus colegas e seus<br \/>\nprofessores e para criarem novos conhecimentos individual ou<br \/>\ncoletivamente.<br \/>\nEnsinar, al\u00e9m de se caracterizar como uma atividade colaborativa entre<br \/>\nprofessores e alunos, deve promover essa colabora\u00e7\u00e3o entre os pr\u00f3prios<br \/>\nalunos, estimular o trabalho em equipe e proporcionar um espa\u00e7o para<br \/>\nque uns ensinem aos outros aquilo que dominam melhor. A investiga\u00e7\u00e3o<br \/>\ncolaborativa propicia que os alunos se ajudem mutuamente na coleta e<br \/>\nna an\u00e1lise de dados, e, na hora da interpreta\u00e7\u00e3o, as viv\u00eancias e as<br \/>\nperspectivas individuais, podem produzir conclus\u00f5es mais ricas.<br \/>\nEducadores, comunicadores, estudiosos mais atentos percebem que n\u00e3o se<br \/>\npode ter todo o conhecimento em sua \u00e1rea espec\u00edfica, e ainda mais, que<br \/>\nesse conhecimento n\u00e3o \u00e9 compartimentado, fragmentado em disciplinas<br \/>\nestanques como a escola, em geral, continua a encarar.<br \/>\n\u00c9 muito comum, no desenvolvimento da pesquisa durante os cursos de<br \/>\np\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, depararrmo-nos com fontes e informa\u00e7\u00f5es que podem<br \/>\ninteressar a nossos pares. \u00c0 medida que encaminho essas descobertas a<br \/>\nmeus pares estou abrindo um caminho de volta de informa\u00e7\u00f5es para a<br \/>\nminha pesquisa. Para Dewey (apud Nassif:45), toda comunica\u00e7\u00e3o \u00e9<br \/>\neducativa e o<br \/>\n&#8220;ser receptor de uma comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 ter uma experi\u00eancia ampliada e<br \/>\nalterada. Se se participa no que o outro pensou e sentiu, seja de modo<br \/>\nrestrito ou amplo, modifica-se a pr\u00f3pria atitude. Da mesma forma, n\u00e3o<br \/>\ndeixa de ser afetado aquele que comunica&#8221;.<br \/>\nConcordo com KENSKI (1996:135) que &#8220;para ser eficaz como ato<br \/>\ncomunicativo \u00e9 preciso que ocorra na atividade did\u00e1tica uma rela\u00e7\u00e3o<br \/>\ninterativa, uma uni\u00e3o entre as partes, no nosso caso, professores e<br \/>\nalunos&#8221;, decorrendo da\u00ed a necessidade de discuss\u00e3o, reflex\u00e3o,<br \/>\naprofundamento sobre um conte\u00fado significativo.<br \/>\nAssim, a comunica\u00e7\u00e3o educativa se faz cada vez mais necess\u00e1ria para<br \/>\nque o trabalho colaborativo se instale. A colabora\u00e7\u00e3o permite um sem<br \/>\nn\u00famero de conex\u00f5es no \u00e2mbito escolar constituindo uma experi\u00eancia que<br \/>\npode ser transferida para outros ambientes em que o indiv\u00edduo vive.<br \/>\nPara o trabalho colaborativo acontecer e essas conex\u00f5es se tornarem<br \/>\nsignificativas, h\u00e1 que se ter uma viv\u00eancia da a\u00e7\u00e3o colaborativa, de<br \/>\nparticipa\u00e7\u00e3o ativa e de constru\u00e7\u00e3o conjunta nos cursos de forma\u00e7\u00e3o<br \/>\ninicial e continuada de professores nas gradua\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que os<br \/>\nformam, como Pedagogia e as Licenciaturas e Institutos Superiores de<br \/>\nEduca\u00e7\u00e3o, no Ensino M\u00e9dio, na modalidade Escola Normal (Magist\u00e9rio),<br \/>\nnos projetos de Forma\u00e7\u00e3o Continuada de Professores em servi\u00e7o e nos<br \/>\ncursos de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o. Ainda neste cap\u00edtulo, h\u00e1 uma reflex\u00e3o mais<br \/>\naprofundada do que vem a ser a colabora\u00e7\u00e3o, suas caracter\u00edsticas<br \/>\nfundamentais e sua import\u00e2ncia na forma\u00e7\u00e3o de ensinantes e aprendizes<br \/>\nporque creio que essa forma\u00e7\u00e3o precisa se desenvolver atrav\u00e9s de um<br \/>\ntrabalho individual e em grupo de reelabora\u00e7\u00e3o inovadora e de cria\u00e7\u00e3o,<br \/>\nincorporando o objeto de estudo nas mais diversas dimens\u00f5es pessoais,<br \/>\ncomo afirma MORAN em um dos textos encontrados em sua p\u00e1gina na WWW (<br \/>\nrt ).<br \/>\n1.2.2 Aprender: a face da responsabilidade pessoal na educa\u00e7\u00e3o<br \/>\nAprender \u00e9 construir &#8220;seus conhecimentos e sua afetividade na<br \/>\nintera\u00e7\u00e3o&#8221; com outros sujeitos e &#8220;por meio de influ\u00eancias rec\u00edprocas<br \/>\nque v\u00e3o estabelecendo cada sujeito constr\u00f3i o seu conhecimento de<br \/>\nmundo e o conhecimento de si mesmo como sujeito hist\u00f3rico&#8221; (LOPES,<br \/>\n1996:111).<br \/>\nAprender significa ser capaz de reelaborar e reconstruir conhecimento<br \/>\natrav\u00e9s da formula\u00e7\u00e3o de questionamentos, de an\u00e1lise e s\u00edntese das<br \/>\ndescobertas. O indiv\u00edduo aprende \u00e9 ao ser capaz de dialogar com o seu<br \/>\ninterlocutor, seja ele o professor, o livro, o jornal, o programa de<br \/>\nTV, o v\u00eddeo ou a p\u00e1gina da WWW. Dependendo do grau de escolaridade,<br \/>\naprender envolve saber questionar as verdades apresentadas, refletir,<br \/>\ninvestigar suas d\u00favidas e elaborar nova s\u00edntese que lhe satisfa\u00e7a a<br \/>\ninquieta\u00e7\u00e3o inicial.<br \/>\nAprender significa ser capaz de pesquisar com olhos inquisidores,<br \/>\norientados por inquieta\u00e7\u00f5es que tragam contribui\u00e7\u00f5es ao crescimento<br \/>\nindividual e coletivo. \u00c9 um processo multifacetado e estimulante se<br \/>\ninterconectar diversas \u00e1reas do conhecimento mediadas pelas m\u00eddias<br \/>\nimpressa, audiovisual e digital em uma rede de rela\u00e7\u00f5es interpessoais.<br \/>\nPOSTMAN (1996:45) chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de s\u00f3 poder existir uma<br \/>\ncomunidade democr\u00e1tica e civilizada, se as pessoas que a\u00ed vivem,<br \/>\nfazem-no de forma disciplinada como participantes de um grupo e que,<br \/>\nportanto, precisam aprender a viver em grupo, onde as necessidades<br \/>\nindividuais est\u00e3o subordinadas aos interesses do grupo. Aprender a<br \/>\nconviver de forma colaborativa propicia o crescimento do grupo como um<br \/>\ntodo e, por conseguinte, o crescimento de cada um em particular.<br \/>\nAprender implica na capacidade de construir significados,<br \/>\nreconstruindo o passado e projetando o futuro. Se n\u00f3s, professores,<br \/>\nn\u00e3o temos muito claro, para n\u00f3s mesmos, o que \u00e9 o ensinar e o aprender<br \/>\ne se n\u00e3o nos lan\u00e7amos como navegadores nessa viagem estimulante, de<br \/>\nvolta ao nosso passado e nos projetamos para o futuro, como poderemos<br \/>\nlevar nossos alunos a empreender a viagem em busca do conhecimento,<br \/>\numa aventura que exige esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o e que pode apresentar riscos<br \/>\ne frustra\u00e7\u00f5es? N\u00e3o s\u00e3o eles, jovens e adultos, seduzidos hoje pela<br \/>\nm\u00eddia com &#8220;videogames&#8221; e viagens sedutoras embora alienantes?<br \/>\nN\u00f3s, professores, precisamos estar em constante aperfei\u00e7oamento de<br \/>\nnossa capacidade de reconstruir nosso conhecimento, de an\u00e1lise do<br \/>\nnosso cotidiano, de questionamento da nossa pr\u00e1tica individual e<br \/>\ncoletiva. Devemos estar alerta \u00e0s constantes transforma\u00e7\u00f5es que<br \/>\nocorrem no mundo para al\u00e9m das paredes da escola. Esse aperfei\u00e7oamento<br \/>\ne questionamento precisam ocorrer tanto no isolamento individual,<br \/>\nquanto em equipes colaborativas que desenhem e realizem projetos<br \/>\nconjuntos baseados na pr\u00e1tica escolar. N\u00e3o podemos ignorar a<br \/>\ntecnologia que j\u00e1 est\u00e1 inserida no dia a dia do homem nesta sociedade<br \/>\ntecnol\u00f3gica. N\u00e3o podemos ignorar que temos uma hist\u00f3ria individual<br \/>\nentrela\u00e7ada a uma hist\u00f3ria social.<br \/>\nProfessores e alunos, precisamos praticar entre n\u00f3s e com os outros o<br \/>\nato comunicativo, reconhecendo que esse ato \u00e9 um ato de aprendizagem.<br \/>\n&#8220;&#8230; \u00c9 preciso reconhecer que quero me comunicar, que quero trocar<br \/>\ninforma\u00e7\u00f5es com algu\u00e9m e que, nesta troca, vou me transformar, vou<br \/>\naprender&#8221; (KENSKI, 1996:135).<br \/>\nO desenvolvimento em equipe implica em saber trabalhar de forma<br \/>\ninterdisciplinar, de modo que a interdisciplinaridade fique colada<br \/>\ncomo marca d&#8217;\u00e1gua na nossa did\u00e1tica e na nossa pr\u00e1tica escolar.<br \/>\nA aprendizagem pode se dar atrav\u00e9s da linguagem, mas ser\u00e1 mais<br \/>\ncompleta e mais significativa se tamb\u00e9m ocorrer atrav\u00e9s da<br \/>\nexperi\u00eancia, ainda que simulada. Aprender atrav\u00e9s da linguagem, via<br \/>\nleitura dos mais diversos meios (texto impresso, v\u00eddeo, filmes,<br \/>\nprogramas de r\u00e1dio e de TV, programas de computador tutoriais ) ou via<br \/>\naulas ministradas por professores permite-nos uma leitura das id\u00e9ias,<br \/>\ndos pensamentos, das opini\u00f5es e dos conhecimentos de outras pessoas e<br \/>\nde outras \u00e9pocas assim como um confronto com as mesmas. Aprender<br \/>\natrav\u00e9s da linguagem implica em que se tenhamos um bom conhecimento da<br \/>\nlinguagem ou corremos o risco de n\u00e3o compreendermos o que &#8220;lemos&#8221; ou<br \/>\nn\u00e3o sabermos &#8220;escrever&#8221; sobre o que &#8220;lemos&#8221; . A linguagem requer uma<br \/>\noutra pessoa, a que observou, analisou, classificou, escreveu para<br \/>\npodermos ler.<br \/>\nA aprendizagem por experi\u00eancia nos coloca em contato direto com a<br \/>\nrealidade. Na escola, aprender por experi\u00eancia ocorre nos laborat\u00f3rios<br \/>\ne, geralmente, tem a tecnologia como mediadora. Quanto maior a<br \/>\npossibilidade de simula\u00e7\u00e3o maior a possibilidade o aluno tem de<br \/>\nobservar, de construir hip\u00f3teses e de test\u00e1-las para verificar se<br \/>\nessas hip\u00f3teses estavam corretas. Aprender por experi\u00eancia permite a<br \/>\nmanipula\u00e7\u00e3o da realidade, agindo e percebendo os resultados da nossa<br \/>\na\u00e7\u00e3o. Dessa forma, &#8220;podemos conhecer e compreender a realidade<br \/>\nobservando como ela responde \u00e0s nossas a\u00e7\u00f5es&#8221; (Parisi, 1998, rt). \u00c9<br \/>\nbastante raro podermos desenvolver esse tipo de aprendizagem na escola<br \/>\nque privilegia o aprender pela linguagem escrita. Entretanto, se a<br \/>\nescola tiver uma tecnologia que permita o uso de modelos simuladores<br \/>\nque permitam que aquelas caracter\u00edsticas obscurecidas pela linguagem<br \/>\nescrita apare\u00e7am, as capacidades de abstra\u00e7\u00e3o, de mem\u00f3ria, de<br \/>\nmanipula\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos e a habilidade ling\u00fc\u00edstica ser\u00e3o<br \/>\ncomplementadas pelo uso de outras capacidades como a de observar,<br \/>\nreconhecer modelos, manipular, levantar e controlar hip\u00f3teses. Os<br \/>\nalunos ter\u00e3o maior motiva\u00e7\u00e3o para aprender e para estudar, pois com a<br \/>\nexperimenta\u00e7\u00e3o e a simula\u00e7\u00e3o seguidas da reflex\u00e3o estar\u00e3o aprendendo<br \/>\nmais do que apenas atrav\u00e9s da abstra\u00e7\u00e3o. Em algumas situa\u00e7\u00f5es estar\u00e3o<br \/>\nse divertindo, em outras estar\u00e3o vivendo pap\u00e9is diversos dos que vivem<br \/>\nno seu cotidiano e, ainda, haver\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que ser\u00e3o desafiados a<br \/>\nresolver problemas complexos.<br \/>\nIncorporar de forma inteligente a tecnologia significa adotar uma<br \/>\npostura positiva e interdisciplinar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia e<br \/>\ntrabalhar com elas como elementos emancipat\u00f3rios na nossa pr\u00e1tica<br \/>\npedag\u00f3gica. Podemos aprender com essas tecnologias que a aprendizagem<br \/>\nse d\u00e1 no envolvimento integral do indiv\u00edduo, isto \u00e9,<br \/>\n&#8220;o emocional e o racional; a an\u00e1lise l\u00f3gica e o lado do imagin\u00e1rio e<br \/>\ndo intuitivo; a imagem e o som; a a\u00e7\u00e0o, a presen\u00e7a, a conversa, a<br \/>\nintera\u00e7\u00e3o, o desafio, a explora\u00e7\u00e3o de possibilidades, o assumir de<br \/>\nresponsabilidades, o criar e o refletir juntos sobra a cria\u00e7\u00e3o&#8221;<br \/>\n(KENSKI,1996:146).<\/p>\n<p>Autora: Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo.<br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o, Trabalho em equipe e as Tecnologias de Comunica\u00e7\u00e3o:<br \/>\nRela\u00e7\u00f5es de Proximidade em Cursos de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o. Tese de Doutorado<br \/>\n&#8211; Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo, 2000.<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Vani Moreira Kenski .<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.activemeter.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/am1.activemeter.com\/webtracker\/track.html?method=track&amp;pid=46224&amp;java=0\" border=\"0\" alt=\"Free Hit Counter\" \/><br \/>\n<\/a><br \/>\n<!-- END OF ACTIVEMETER CODE --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o, Trabalho em equipe e as Tecnologias de Comunica\u00e7\u00e3o: Rela\u00e7\u00f5es de Proximidade em Cursos de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o. Cap\u00edtulo I ENSINAR E APRENDER: As Duas Faces da Educa\u00e7\u00e3o A educa\u00e7\u00e3o escolar e a colabora\u00e7\u00e3o s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o intrinsicamente ligadas. 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