{"id":17839,"date":"2010-10-28T07:45:26","date_gmt":"2010-10-28T10:45:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=17839"},"modified":"2010-10-28T07:45:26","modified_gmt":"2010-10-28T10:45:26","slug":"numero-de-escolas-quilombolas-cresce-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=17839","title":{"rendered":"N\u00famero de escolas quilombolas cresce no Brasil"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 320px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imagem de uma escola quilombola\" src=\"http:\/\/revistaescola.abril.com.br\/img\/politicas-publicas\/232-quilombo2.jpg\" alt=\"Imagem de uma escola quilombola\" width=\"320\" height=\"176\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"> <\/figcaption><\/figure>\n<p>O Brasil conta hoje com 1696 unidades escolares em quilombos espalhados por 24 estados brasileiros. Das escolas quilombolas atuais, 56% se concentram no Maranh\u00e3o, na Bahia, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Par\u00e1, mas com exce\u00e7\u00e3o de Acre, Amazonas e Rond\u00f4nia, todos os Estados j\u00e1 possuem alguns desses estabelecimentos de ensino. O crescimento destes estabelecimentos foi permitido principalmente por duas iniciativas do governo federal: o Programa Brasil Quilombola, de 2004, e a Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Povos e Comunidades Tradicionais, de 2006.<\/p>\n<p>&#8220;Se a quest\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o quilombola existe desde a cria\u00e7\u00e3o dos quilombos, apenas com essas pol\u00edticas aumentou o volume de investimentos, o que tornou poss\u00edvel pensar na estrutura\u00e7\u00e3o da modalidade&#8221;, afirma a pesquisadora Gloria Moura, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). At\u00e9 o momento, a diferen\u00e7a mais sens\u00edvel diz respeito ao n\u00famero de novas unidades: enquanto em 2006 s\u00f3 seis escolas foram erguidas em \u00e1reas quilombolas, entre 2008 e 2009 esse n\u00famero subiu para 110. Mas a constru\u00e7\u00e3o de novas unidades e o investimento em infraestrutura s\u00e3o apenas o primeiro gargalo que a modalidade tem de enfrentar.<\/p>\n<p>\u201cEra uma neta de escravos que derrubava at\u00e9 cinco homens com uma rasteira s\u00f3\u201d. Assim um aluno da 6\u00aa s\u00e9rie descreveu Maria Antonia Chules Princesa, a mulher que deu nome \u00e0 escola onde estuda. Para ele e os colegas, todos de comunidades remanescentes de quilombos no Vale do Ribeira, em S\u00e3o Paulo, a imagem corresponde a de uma verdadeira hero\u00edna. A exalta\u00e7\u00e3o do negro e sua cultura \u00e9 uma das caracter\u00edsticas das escolas quilombolas.<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es comuns, com a mesma estrutura f\u00edsica e disciplinas das outras escolas p\u00fablicas, mas a cultura em que est\u00e3o inseridas as difere em p\u00fablico e rotina. Embora o tema remeta ao passado, em termos de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante novo. O primeiro Censo Escolar do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) a citar as institui\u00e7\u00f5es foi o de 2004, quando haviam 364 delas em todo o Pa\u00eds. Agora, j\u00e1 s\u00e3o 1.696.<\/p>\n<p>A demora segue o bonde da hist\u00f3ria. O direito \u00e0 terra, que ocupam h\u00e1 s\u00e9culos, foi garantido a essas fam\u00edlias apenas pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Ainda assim, mais da metade das 1.453 comunidades quilombolas reconhecidas pela Funda\u00e7\u00e3o Palmares, ligada ao governo federal, ainda n\u00e3o conseguiu os t\u00edtulos de propriedade que devem ser dados pelos Estados. S\u00f3 nas \u00e1reas regularizadas, as escolas existentes se tornaram quilombolas e os l\u00edderes comunit\u00e1rios puderam exigir a constru\u00e7\u00e3o de novas unidades, que oferecessem mais do que a prec\u00e1ria alfabetiza\u00e7\u00e3o a que estavam acostumados at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEm muitos lugares havia uma casinha onde algum representante de igreja, entidade filantr\u00f3pica ou deles mesmos davam aulas, e boa parte das crian\u00e7as sa\u00edam da comunidade para ir \u00e0 escola mais pr\u00f3xima, mas os analfabetos eram maioria\u201d, diz a respons\u00e1vel por Educa\u00e7\u00e3o Quilombola do MEC, Maria Auxiliadora Lopes.<\/p>\n<p><strong>Socialismo negro<\/strong><\/p>\n<p>Inaugurada em 2005, a Maria Antonia Chules Princesa, no Vale do Ribeira, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o estadual, que fica no Quilombo Andr\u00e9 Lopes, na cidade de Eldorado (SP). Como \u00e9 a \u00fanica da regi\u00e3o que oferece at\u00e9 o ensino m\u00e9dio, atende \u00e0s quilombolas vizinhas de Ivaporunduva, Pedro Cubas, S\u00e3o Pedro e Pil\u00f5es, todas no mesmo munic\u00edpio. Pintada com o tradicional verde claro que caracteriza a maioria das escolas do interior, a institui\u00e7\u00e3o foi cercada por um muro alto e sem reboco. A diretora, Ligia dos Santos, diz que os quilombolas queriam se proteger do ass\u00e9dio de ONGs e da imprensa. \u201cEles n\u00e3o deixam fotografar o rosto das crian\u00e7as e desconfiam de tudo\u201d, conta. Branca, ela foi aprovada para o cargo por concurso, mas teve dificuldade em ser aceita.<\/p>\n<p>\u201cTudo aqui eles votam. \u00c9 um socialismo\u201d, diz, explicando que a escola mant\u00e9m um conselho formado por representantes de todas as quilombolas. Para a escolha da equipe de merenda e limpeza, por exemplo, foi feita uma reuni\u00e3o em que foram definidas as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias. Depois, cada conselheiro promoveu um debate em sua comunidade e voltou com tr\u00eas nomes. Por \u00faltimo, foi feito um sorteio. \u201cA\u00ed, todos aceitaram\u201d, lembra aliviada.<\/p>\n<p>Da mesma maneira, os quilombolas escolheram para administrar a unidade Roseli Dias da Silva, uma professora negra e criada no bairro. Ela foi a respons\u00e1vel pela escola nos dois primeiros anos, at\u00e9 que houve um concurso para a dire\u00e7\u00e3o e ela n\u00e3o estava entre os aprovados. \u201cCheguei a ficar um m\u00eas fora,  mas eles fizeram tanto protesto que conseguiram minha nomea\u00e7\u00e3o de volta\u201d, diz a pedagoga que atualmente ocupa o cargo de vice-diretora.<\/p>\n<p><strong>Vocabul\u00e1rio pr\u00f3prio<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, a educadora branca conquistou boa conviv\u00eancia com as fam\u00edlias negras, mas as diferen\u00e7as ainda s\u00e3o refor\u00e7adas no dia-a-dia. \u201c\u00c0s vezes, um menino chega, fala algo r\u00e1pido, eu n\u00e3o entendo e pe\u00e7o para repetir. Outro dia, um revidou: estou falando quilombola.\u201d O dialeto impreciso parece caipira. Falam \u201cnh\u00e1\u201d como sin\u00f4nimo de senhora e \u201ca ben\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 uma maneira de dizer oi, mas alguns termos n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de entender. \u201cNh\u00f4nh\u00f4\u201d \u00e9 moleque, \u201cmins\u00f3i\u201d significa fulano e \u201cguaquejar\u201d \u00e9 um verbo usado quando algu\u00e9m faz piadas da franqueza alheia.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es como essa, Roseli se torna uma int\u00e9rprete n\u00e3o apenas para Ligia, mas tamb\u00e9m para os 23 professores que vieram de fora, enquanto apenas tr\u00eas s\u00e3o das quilombolas. \u201cPara quem n\u00e3o \u00e9 daqui, eles podem parecer fechados demais, mas eu vejo como uma forma de se protegerem. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, quilombola n\u00e3o era nada, a maioria vivia aqui no quilombo sem nem saber o que significava, s\u00f3 sabia que n\u00e3o tinha direito. Agora que se fortaleceram, querem preservar ao m\u00e1ximo suas caracter\u00edsticas\u201d, opina.<\/p>\n<p>A geografia do local ajuda a manter dist\u00e2ncia. O ponto de refer\u00eancia mais conhecido \u00e9 a Caverna do Diabo, uma gruta no alto do morro. A maioria dos alunos, que vem de Ivaporunduva, precisa fazer uma travessia de barco para ir e voltar da escola e o centro da cidade fica a 35 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, e s\u00f3 pode ser acessado por uma estrada que se torna intransit\u00e1vel em toda a esta\u00e7\u00e3o de chuvas.<\/p>\n<p><strong>Brancos adaptados \u00e0 cultura negra<\/strong><\/p>\n<p>Entre os 415 alunos, h\u00e1 raros, mas integrados brancos. Est\u00e3o t\u00e3o bem adaptados, que a dire\u00e7\u00e3o nunca contou quantos eram. \u201cOs que est\u00e3o aqui s\u00e3o de fam\u00edlias que chegaram antes da mudan\u00e7a na Constitui\u00e7\u00e3o. Hoje, talvez encontrassem mais resist\u00eancia para se instalar, j\u00e1 que agora os quilombolas t\u00eam a posse da terra\u201d, explica Roseli.<\/p>\n<p>Uma das meninas, que al\u00e9m da pele tem olhos claros, costuma ser uma das mais animadas na cantoria de congadas, m\u00fasicas folcl\u00f3ricas com influ\u00eancia africana que costumam ser entoadas nas festas religiosas. \u201cEu adoro. Participo sempre\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Por enquanto, a m\u00fasica e a comida t\u00edpica, servida apenas em datas festivas, s\u00e3o os maiores diferenciais na rotina da escola Maria Antonia Chules Princesa, em compara\u00e7\u00e3o com as demais institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>C<strong>urr\u00edculo diferente deve vir aos poucos<\/strong><\/p>\n<p>As sonhadas mudan\u00e7as no curr\u00edculo para incorporar a cultura local ainda n\u00e3o ocorreram. Diferente das escolas ind\u00edgenas, que costumam ter hor\u00e1rios ou dias pr\u00f3prios para repassar seus costumes e saberes, a maioria das quilombolas segue o curr\u00edculo comum. A exce\u00e7\u00e3o fica na comunidade Kalunga, em Goi\u00e1s, que teve a hist\u00f3ria do povoado publicada em livro usado nas aulas.<\/p>\n<p>\u201cO material que \u00e9 feito para uma regi\u00e3o n\u00e3o serve para outra, que tem manifesta\u00e7\u00f5es culturais diferentes\u201d, explica Maria Auxiliadora, do MEC, para quem isso deve mudar em poucos anos. \u201cQuando os atuais alunos se formarem v\u00e3o ter um olhar diferenciado e produzir material em que os demais se enxerguem.\u201d<\/p>\n<p>A coordenadora de Hist\u00f3ria da diretoria de ensino do Vale do Ribeira, Aparecida F\u00e1tima Pereira, conversa com os colegas para que valorizarem nas aulas pontos importantes que, em geral, s\u00e3o pouco comentados no ensino cl\u00e1ssico. \u201cPor que Gr\u00e9cia e Roma \u00e9 que s\u00e3o ber\u00e7o da humanidade se o homem foi descoberto na \u00c1frica? Acho que essa diferencia\u00e7\u00e3o tem que ser feita aqui e pode servir para todas as escolas no futuro\u201d, comenta.<\/p>\n<p><em>Da reda\u00e7\u00e3o com informa\u00e7\u00f5es do IG<\/em><\/p>\n<p>_____________<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.contee.org.br\/noticias\/educacao\/nedu1856.asp\">CONTEE<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 primeira vista, s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es comuns, com a mesma estrutura f\u00edsica e disciplinas das outras escolas p\u00fablicas, mas a cultura em que est\u00e3o inseridas as difere em p\u00fablico e rotina. Embora o tema remeta ao passado, em termos de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante novo. O primeiro Censo Escolar do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) a citar as institui\u00e7\u00f5es foi o de 2004, quando haviam 364 delas em todo o Pa\u00eds. Agora, j\u00e1 s\u00e3o 1.696. 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