{"id":18026,"date":"2010-11-25T06:35:48","date_gmt":"2010-11-25T09:35:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=18026"},"modified":"2010-11-25T06:35:48","modified_gmt":"2010-11-25T09:35:48","slug":"maioria-dos-alunos-ja-testemunhou-cenas-de-preconceito-racial-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=18026","title":{"rendered":"Maioria dos alunos j\u00e1 testemunhou cenas de preconceito racial na escola"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/saladeaulavazia1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-12707\" title=\"Inclusive - sala de aula vazia.\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/saladeaulavazia1.jpg\" alt=\"Inclusive - sala de aula vazia.\" width=\"218\" height=\"157\" \/><\/a>A maioria dos alunos da rede p\u00fablica de Bras\u00edlia, 55,7%, j\u00e1 testemunhou cenas de preconceito racial na escola. Entre os alunos negros, 30% disseram ter sofrido discrimina\u00e7\u00e3o. A pesquisa, realizada em 2008, entrevistou 9.937 alunos e 1.330 professores da 5\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental ao 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio. Foi feita pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o em conv\u00eanio com a Rifla (Rede de Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica Latino-Americana). O resultado \u00e9 um livro de 495 p\u00e1ginas, Revelando tramas, descobrindo segredos: viol\u00eancia e conviv\u00eancia nas escolas, acess\u00edvel pelo site <a href=\"http:\/\/www.se.df.gov.br\">www.se.df.gov.br<\/a>.<\/p>\n<p>Entre os alunos entrevistados, 45% se declararam pardos, 13% se revelaram negros e 22%, brancos. Entre os professores, 42% se disseram brancos. Outros 37% se reconhecem pardos e 10% afirmam ser negros.<\/p>\n<p>Universo de diversidade racial, as escolas est\u00e3o reproduzindo a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito que existe do lado de fora. \u201cAt\u00e9 que ponto a escola est\u00e1 sendo coerente com sua fun\u00e7\u00e3o social quando se prop\u00f5e a ser um espa\u00e7o de preserva\u00e7\u00e3o e incentivo da diversidade cultural e racial brasileira?\u201d, pergunta Miriam Abramovay, coordenadora da pesquisa.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas meses, a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o criou uma coordena\u00e7\u00e3o de diversidade na Escola de Aperfei\u00e7oamento dos Profissionais de Educa\u00e7\u00e3o (EAPE) com o objetivo de preparar professores, orientadores e servidores para atuar em tr\u00eas tem\u00e1ticas consideradas priorit\u00e1rias: sexualidade, g\u00eanero e rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais. \u201cVamos levantar a demanda das escolas, oferecer forma\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia aos professores para que eles saibam como tratar os conflitos de diversidade sem inviabilizar a diferen\u00e7a e, ao mesmo tempo, transform\u00e1-las em enriquecimento do processo pedag\u00f3gico e n\u00e3o de exclus\u00e3o escolar\u201d, diz a professora Leila Dark, uma das coordenadoras de diversidade.<\/p>\n<p>Todas as escolas da rede p\u00fablica do DF j\u00e1 cumprem a Lei 10.639\/03, que tornou obrigat\u00f3rio o estudo de hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira nos ensinos fundamental e m\u00e9dio.<\/p>\n<p>PARA LER<br \/>\nSuperando no racismo na escola, Kabengele Munanga (organizador), Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, 2005. \u00c9 um livro voltado para educadores, mas numa linguagem acess\u00edvel a qualquer leitor. Re\u00fane artigos de autores diversos com reflex\u00f5es sobre o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o racial no cotidiano escolar. Ao mesmo tempo, os autores sugerem possibilidades de supera\u00e7\u00e3o do racismo em sala de aula.<\/p>\n<p>\u201cCom a dor, enegreci\u201d<\/p>\n<p>N\u00c1DIA MARIA RODRIGUES, 42 anos, professora da rede p\u00fablica do DF, solteira, nascida em Caxias, Maranh\u00e3o. Est\u00e1 em Bras\u00edlia h\u00e1 39 anos, mora em \u00c1guas Claras. Em 2008, ganhou o pr\u00eamio Professores do Brasil, do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando eu tinha 3 anos, meu pai se separou da minha m\u00e3e e veio para Bras\u00edlia com os cinco filhos. Meu pai \u00e9 negro. N\u00e3o me lembro de minha m\u00e3e, mas dizem que ela n\u00e3o \u00e9 completamente negra. Deve ser mesti\u00e7a. Morei na Ceil\u00e2ndia quase a vida toda. Em casa eu era chamada de cabelo de bombril. Sou a \u00fanica da fam\u00edlia que nasceu com o cabelo t\u00e3o crespo. Minhas colegas, de brincadeira, tamb\u00e9m me chamavam de neguinha do cabelo de bombril, de cabelo de retr\u00f3s. Isso do\u00eda muito. Era uma coisa que eu n\u00e3o tinha como mudar. Eu n\u00e3o tinha dinheiro pra alisar o cabelo.<\/p>\n<p>Quando eu era pequena, era eu quem catava meus piolhos. Amarrava um pano na cabe\u00e7a, punha o cabelo pra frente e passava o pente-fino. Do\u00eda o bra\u00e7o para desembara\u00e7ar. Eu passava \u00f3leo de cozinha porque n\u00e3o tinha dinheiro para comprar cremes, xampus, essas coisas. Fui eu que alisei meu cabelo a primeira vez. Devia ter uns 12 pra 13 anos, fui trabalhar na feira do Guar\u00e1, vendendo roupa. Me lembro que comprei uma pasta de abacate. Passei aqui [mostra a testa] e ficou um buraco. Foi muito sofrido. Fui melhorando a grana, e da\u00ed pra frente usei qu\u00edmica a vida toda. Quando entrei na Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, comecei a alisar o cabelo no sal\u00e3o de beleza. Na verdade, eu queria esconder o cabelo de bombril para amenizar o sofrimento. Meu cabelo era a raiz do sofrimento.<\/p>\n<p>Em meados de 2007, passei por momentos muito dif\u00edceis. Havia perdido uma gravidez e um irm\u00e3o meu estava enfrentando grave problema. Estava muito sofrida. A\u00ed uma amiga me convidou para participar de um grupo de estudos chamado Neafro da Cat\u00f3lica [Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia]. Fui \u00e0 reuni\u00e3o. Daquele dia em diante minha vida mudou. Quando cheguei, eles estavam discutindo um texto que falava sobre mulheres que alisam o cabelo. De uma escritora negra chamada Bell Hooks, Alisando os nossos cabelos. Doeu muito em mim, chorei muito quando li aquele texto. Ele fala da import\u00e2ncia de a m\u00e3e tran\u00e7ar o cabelo da filha. Eu alisava o cabelo para seguir o modelo-padr\u00e3o. Quando entendi isso, foi t\u00e3o forte que falei: \u2018Vou deixar meu cabelo ficar crespo\u2019.<\/p>\n<p>\u201cQue cabelo \u00e9 esse?\u201d<br \/>\nFoi uma press\u00e3o muito grande l\u00e1 em casa. Meu irm\u00e3o falou assim: \u2018Que cabelo \u00e9 esse?\u2019. E meu pai: \u2018Ela agora aprendeu a fazer essas tran\u00e7as e a botar esse fu\u00e1 pra tr\u00e1s\u2019. A essa altura eu j\u00e1 estava mais fortalecida. \u2018Vem c\u00e1\u2019. Expliquei pra ele o racismo, falei como foi a chegada dos escravos, como eles foram tratados, de que isso se perpetuou, de como a gente \u00e9 exclu\u00eddo. Falei, falei, falei. Ele parou, pensou e disse: \u2018\u00d4, rapaz, eu n\u00e3o sabia disso\u2019. Por isso que eu digo: mudei algumas pessoas na minha vida. L\u00e1 na escola, ningu\u00e9m mais fala perto de mim \u2018cabelo ruim\u2019. N\u00e3o \u00e9 cabelo ruim, \u00e9 cabelo crespo. Uso meu cabelo blec\u00e3o mesmo, presinho, ponho faixa, turbante.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o me ensinaram isso? Como n\u00e3o me falaram que eu era negra? Como a escola nunca tocou nesse assunto? Fiquei revoltada com tudo o que havia descoberto, com o que a sociedade havia feito comigo e com minha fam\u00edlia. N\u00e3o culpo meu pai; ele estava reproduzindo uma coisa que aprendeu. Atrav\u00e9s da dor, enegreci.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed minhas aulas de hist\u00f3ria e cultura afro-brasileiras passaram a ficar mais ricas. Foi uma consequ\u00eancia natural das minhas transforma\u00e7\u00f5es. Eu estava nesse processo quando encontrei um escrito no quadro da minha sala: \u2018Negra burra\u2019. Era uma letra bem grande, no meio do quadro. N\u00e3o era letra de crian\u00e7a. Apaguei. Na mesma \u00e9poca, come\u00e7aram a sumir materiais que eu produzia com as crian\u00e7as. At\u00e9 que um dia sumiu um mural enorme. Fizemos na sexta-feira, coloquei do lado de fora da sala e na segunda n\u00e3o estava mais. Os das outras professoras continuavam l\u00e1, menos o meu. Foi a\u00ed que me lembrei do \u2018negra burra\u2019. S\u00f3 podia ser a mesma pessoa, algu\u00e9m estava querendo me agredir de alguma forma. Contei pra minha irm\u00e3, que \u00e9 policial civil, e ela me perguntou por que eu n\u00e3o havia fotografado, que aquilo era crime. E me perguntei: \u2018Por que apaguei aquele escrito? Por que n\u00e3o fotografei? Estou estudando essas coisas, vendo essas quest\u00f5es, n\u00e3o posso deixar passar\u2019.<\/p>\n<p>Um dia, no hor\u00e1rio do recreio, pedi pra falar com a diretora, os professores, os servidores. Foi a primeira vez que me pronunciei publicamente a respeito. Estava chorando pra caramba. Falei que eu tinha visto aquela escrita, mas n\u00e3o havia me dado conta do que aquilo significava, que n\u00e3o ia aceitar mais aquilo. Depois, escrevi uma carta, coloquei no mural e em alguns pontos estrat\u00e9gicos da escola e mandei para o sindicato. Voc\u00ea n\u00e3o sabe como essa minha atitude me fortaleceu, me deu mais for\u00e7a pra trabalhar.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, uma colega me falou de um concurso do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para professores de todo o pa\u00eds. Vi que preenchia todos os pr\u00e9-requisitos e me inscrevi. Em 2008, ganhei o Pr\u00eamio Professores do Brasil, por conta de minhas atividades em sala de aula. Depois disso, passei a ser mais respeitada.No primeiro dia de aula do ano passado, pedi para as crian\u00e7as fazerem um desenho do rosto delas pra p\u00f4r no crach\u00e1. Vi crian\u00e7as negras se desenhando louras dos olhos azuis. Na aula seguinte, levei um espelho pra sala de aula, me sentei numa rodinha com eles, e pedi pra quem eles olhassem pro crach\u00e1. E que eles dissessem como \u00e9 que se desenharam e como \u00e9 que eles eram. Foi a primeira reflex\u00e3o de identidade. Depois, pedi que eles fizessem o crach\u00e1 novamente do jeito que eles eram. Mas antes pedi para eles olharem no espelho. O formato do rosto, o cabelo, o tamanho, a textura, a cor. Como o crach\u00e1 ficou diferente! A\u00ed falei para eles que a gente tem de gostar da gente do jeito que a gente \u00e9.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 namoro homens negros\u201d<br \/>\nSempre atra\u00ed homens brancos. Nunca havia namorado um cara negro.Tem essa coisa do homem branco querer namorar mulher negra por causa do mito de que s\u00e3o boas de cama, mas sei identificar isso e botar pra correr, se for o caso [risos]. Tive namoros espor\u00e1dicos com caras brancos e os dois mais duradouros tamb\u00e9m eram brancos. Lembro que quando meu primeiro namorado me levou \u00e0 casa dele, a m\u00e3e dele, cearense, n\u00e3o escondeu o estranhamento: \u2018Voc\u00ea \u00e9 que \u00e9 a N\u00e1dia??\u2019. Deixou claro, clar\u00edssimo, o seu desagrado. Hoje ela me ama. Eu n\u00e3o me sentia merecedora de um namorado que me valorizasse, que me respeitasse, que me amasse. Vivia rela\u00e7\u00f5es ruins.<\/p>\n<p>Depois que fui para o grupo de estudos discutir g\u00eanero e ra\u00e7a, me valorizo, me respeito, me imponho, vou para o embate, se for preciso. Depois que passei a me perceber negra, que me acho bonita do jeito que eu sou e o homem que quiser ficar comigo vai ter que me valorizar e me respeitar. Depois de minha transforma\u00e7\u00e3o, s\u00f3 namoro homens negros. Me sinto \u00e0 vontade com um negro. Ele sabe que vai pegar no meu cabelo e vai sentir uma coisa dura, que n\u00e3o \u00e9 um cabelo liso.<br \/>\nEu era cega, a minha revolta \u00e9 a minha cegueira.Tudo mudou na minha vida depois que eu enegreci.<\/p>\n<p>JOAQUIM NABUCO<br \/>\n1849\/1910<br \/>\n\u201cS\u00f3 eles [os escravos] com efeito sentem uma dor ao lado da qual a de tantos prolet\u00e1rios \u2014 de n\u00e3o ter nada e ningu\u00e9m no mundo que se possa chamar seu \u2014 \u00e9 at\u00e9 suave: a dor de ser de outrem\u201d<br \/>\nO abolicionismo, Editora UnB, 2003, p\u00e1gina 27<\/p>\n<p>LEIA AMANH\u00c3<br \/>\nAt\u00e9 hoje a copeira S\u00f4nia Maria Gomes de Morais n\u00e3o pega o Grande Circular. Tem medo de cruzar com o passageiro que cuspiu em seu rosto e a chamou de \u201cnegra safada\u201d<\/p>\n<p>O nome da ofensa<br \/>\nAssolan<br \/>\nAfricano<br \/>\nAmendoim<br \/>\nBei\u00e7uda<br \/>\nBois de cabelo enrolado<br \/>\nCabelo de bombril<br \/>\nCabelo ruim<br \/>\nCabelo \u00e0 prova d\u2019\u00e1gua<br \/>\nCarv\u00e3o<br \/>\nChica da Silva<br \/>\nChiclete de mec\u00e2nico<br \/>\nChocolate podre<br \/>\nChurrasquinho<br \/>\nCola de asfalto<br \/>\nEndiabrado<br \/>\nEscravo<br \/>\nFeijoada<br \/>\nFeij\u00e3o-preto<br \/>\nFuma\u00e7a<br \/>\nGalinha preta de macumba<br \/>\nGorila<br \/>\nMacaco<br \/>\nMacaco-da-bunda-vermelha<br \/>\nMaconheiro<br \/>\nMussum<br \/>\nLacraia<br \/>\nNeguinho da favela<br \/>\nNegro safado<br \/>\nNega do fub\u00e1<br \/>\nPalito de f\u00f3sforo<br \/>\nPetr\u00f3leo<br \/>\nPicol\u00e9 de asfalto<br \/>\nPneu<br \/>\nSuco de pneu<br \/>\nPr\u00e9-hist\u00f3rica<br \/>\nPreta fedida<br \/>\nPreto de macumba<br \/>\nToddy<br \/>\nTorrada queimada<br \/>\nTi\u00e7\u00e3o<br \/>\nTiziu<br \/>\nZ\u00e9 Pequeno<\/p>\n<p>Fonte: Revelando tramas, descobrindo segredos: viol\u00eancia e conviv\u00eancia nas escolas, Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do DF\/Ritla, 2000.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense &#8211; http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/cidades\/2010\/11\/22\/interna_cidadesdf,224167\/maioria-dos-alunos-ja-testemunhou-cenas-de-preconceito-racial-na-escola.shtml<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos alunos da rede p\u00fablica de Bras\u00edlia, 55,7%, j\u00e1 testemunhou cenas de preconceito racial na escola. 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