{"id":18098,"date":"2010-12-02T03:05:28","date_gmt":"2010-12-02T06:05:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=18098"},"modified":"2010-12-02T03:05:28","modified_gmt":"2010-12-02T06:05:28","slug":"no-rio-massacre-e-espetaculo-sao-o-novo-significado-de-seguranca-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=18098","title":{"rendered":"No Rio, massacre e espet\u00e1culo s\u00e3o o novo significado de \u2018seguran\u00e7a p\u00fablica\u2019"},"content":{"rendered":"<p><strong><\/p>\n<figure style=\"width: 264px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  \" title=\"Vista a\u00e9rea do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro\" src=\"http:\/\/www.rentanapartmentinrio.com\/cristo_vista_panoramica.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro\" width=\"264\" height=\"181\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Por Beatriz Vargas Ramos, do Correio da Cidadania<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Segundo a investigadora Vera Malaguti, o inimigo p\u00fablico n\u00famero um est\u00e1 sendo esculpido tendo por modelo o rapaz bisneto de escravos, que vive nas favelas, n\u00e3o sabe ler, adora m\u00fasica funk, consome drogas ou vive delas, \u00e9 arrogante e agressivo, e n\u00e3o mostra o menor sinal de resigna\u00e7\u00e3o&#8221; (Eduardo Galeano, De pernas para o ar: a escola do mundo ao avesso). <\/em><\/p>\n<p>Desde domingo passado (21\/11\/2010), quando surgem os primeiros inc\u00eandios de ve\u00edculos nas ruas do Rio de Janeiro e a imprensa d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 cobertura dos fatos, uma voz vem repercutindo e crescendo acima do burburinho e do bombardeio \u2013 o outro bombardeio, o das imagens, est\u00e1ticas ou din\u00e2micas, que v\u00eam de todas as dire\u00e7\u00f5es. Parece existir uma <strong><em>esperan\u00e7a<\/em><\/strong> no ar, algo semelhante \u00e0quele sentimento que paira em final de copa do mundo, de que,\u3000<strong><em>desta vez, sim, a vit\u00f3ria est\u00e1 garantida!<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Diz-se que a vit\u00f3ria em quest\u00e3o \u00e9 a da guerra contra o crime, em especial, o tr\u00e1fico de drogas, o mais hediondo de todos, encarnado pelo inimigo p\u00fablico n\u00ba. 1, aquele que convoca todos os \u00f3dios, medos e paix\u00f5es.<\/p>\n<p>Percebe-se em transmiss\u00f5es de r\u00e1dio e TV uma entona\u00e7\u00e3o diferente na voz, um olhar diferente, outra respira\u00e7\u00e3o, uma adrenalina, certa dose de euforia, embora contida, na pron\u00fancia de trechos inteiros de um discurso carregado de armamento mortal contra o traficante das drogas il\u00edcitas, uma verdadeira descarga de metralhadora como esta: &#8220;<em>Acuados centenas de criminosos, opera\u00e7\u00e3o prossegue, 450 homens do BOPE e das pol\u00edcias Militar e Civil do Rio, com apoio in\u00e9dito de ve\u00edculos blindados da Marinha, provocou a fuga de centena de criminosos da Vila Cruzeiro<\/em>&#8220;&#8230; Tudo parece indicar um final feliz, vence o mocinho e o bandido \u00e9 eliminado.<\/p>\n<p>Surge no horizonte um outro Cabral que <strong><em>refunda <\/em><\/strong>(palavra que voltou \u00e0 moda recentemente) um marco hist\u00f3rico e promete, a partir do Rio, (re)descobrir um novo Brasil em meio aos escombros da batalha contra o crime. Esse Cabral \u00e9 jovem, cheio de testosterona, como todos os corpos machos envolvidos, her\u00f3is ou bandidos desta guerra. Chama a bandidagem para a briga, diz que n\u00e3o vai recuar, n\u00e3o tem medo de terrorista. A \u00eanfase que a imprensa tem dado a esse Cabral n\u00e3o \u00e9 a de l\u00edder de um governo estadual com &#8220;<em>estrat\u00e9gias bastante distintas do padr\u00e3o vigente<\/em>&#8220;, como Cl\u00e1udio Beato escreveu na Folha de S\u00e3o Paulo (26\/11\/2010, p\u00e1gina A-3).<\/p>\n<p>Est\u00e3o dizendo na TV que os brasileiros querem blindados e tanques de guerra para defender a &#8220;sociedade dos ataques dos criminosos&#8221;. E esses brasileiros existem e para nos provar sua exist\u00eancia s\u00e3o levados para a tela da TV. Formam, certamente, a tal maioria num\u00e9rica (grupo que, sozinho, est\u00e1 em quantidade superior \u00e0 metade do grupo inteiro) necess\u00e1ria para emplacar um plebiscito pela pena de morte, por exemplo. Despontaram na telinha pessoas que est\u00e3o acreditando nisso, precisam acreditar, que as For\u00e7as Armadas vencer\u00e3o a guerra contra o tr\u00e1fico. Houve um cidad\u00e3o que chegou a manifestar expressamente sua cren\u00e7a de que &#8220;<strong><em>no fim, o bem vencer\u00e1 o mal<\/em><\/strong>&#8220;. O que est\u00e3o pedindo os moradores das pr\u00f3prias \u00e1reas ocupadas pelas tropas e blindados? Exatamente isso, tropas e blindados! Nunca a voz da favela ecoou t\u00e3o diretamente ou repercutiu de forma t\u00e3o imediata junto ao Poder P\u00fablico. Voc\u00eas querem o BOPE? Voc\u00eas querem o ex\u00e9rcito e a marinha? Pois tomem BOPE, tomem ex\u00e9rcito, tomem marinha! N\u00e3o \u00e9 a seguran\u00e7a um direito do cidad\u00e3o? Na linguagem mercadol\u00f3gica: satisfa\u00e7\u00e3o total do cliente! As mortes de crian\u00e7as, idosos, jovens, homens e mulheres n\u00e3o diretamente envolvidos s\u00e3o <strong><em>efeitos colaterais<\/em><\/strong> do combate necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ora, mas essa \u00e9 a fala dos que querem fazer da seguran\u00e7a p\u00fablica a m\u00e1quina para matan\u00e7a de brasileiros pobres, traficantes ou n\u00e3o traficantes, bandidos ou mocinhos! Esse discurso pode se voltar facilmente contra UPPs, contra pol\u00edcia cidad\u00e3, pode minar condi\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o de qualquer coisa distinta do BOPE e reverter as possibilidades de tratamento da quest\u00e3o da viol\u00eancia na linha dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Hoje eu ouvi no r\u00e1dio um comentarista dizendo que For\u00e7as Armadas s\u00e3o treinadas para matar o inimigo e, portanto, &#8220;<em>se todos querem as For\u00e7as Armadas nesse conflito, que depois n\u00e3o venham chorar os cad\u00e1veres espalhados<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Sinto-me mal, d\u00f3i a cabe\u00e7a, o est\u00f4mago arde, fico indignada&#8230; Discuto sozinha na sala, em frente \u00e0 TV&#8230; O Merval Pereira tamb\u00e9m entende de seguran\u00e7a p\u00fablica! Estamos salvos&#8230; E eu que nem sabia dessa&#8230; J\u00e1 cheguei a pensar que ele era o dubl\u00ea de voz do Alf, o\u3000<strong><em>ETeimoso<\/em><\/strong> , mas \u2013 quem diria! \u2013 n\u00e3o sabia de sua\u3000<em>expertise<\/em> em estrat\u00e9gias contra o crime. Acaba de sugerir o corte de todo e qualquer tipo de comunica\u00e7\u00e3o, com o mundo externo, dos l\u00edderes do tr\u00e1fico que sa\u00edram de Catanduvas para Porto Velho.<\/p>\n<p>E se a queima de autom\u00f3veis n\u00e3o for por causa das UPPs? E se as mil\u00edcias tiverem uma fun\u00e7\u00e3o mais importante nesse cen\u00e1rio?<\/p>\n<p>Entretanto, n\u00e3o \u00e9 implaus\u00edvel que traficantes dos morros do Rio reajam desta forma se estiverem diante da dificuldade de sobreviv\u00eancia dos pontos de comercializa\u00e7\u00e3o da coca\u00edna ou, pior, na imin\u00eancia de perder o controle sobre a venda da droga proibida.<\/p>\n<p>(Aos traficantes &#8220;inclu\u00eddos&#8221;, aptos ao exerc\u00edcio do consumo gra\u00e7as ao neg\u00f3cio lucrativo da coca\u00edna, n\u00e3o interessa a descriminaliza\u00e7\u00e3o, porque outra \u00e9 a l\u00f3gica do mercado l\u00edcito, onde reassumir\u00e3o o\u3000<em>status<\/em> de simples exclu\u00eddos da ordem legal \u2013 dominada que \u00e9 pela elite financeira, pelos ricos que podem consumir qualquer droga il\u00edcita ou comercializ\u00e1-la impunemente).<\/p>\n<p>Como ser\u00e1 que reagiriam, por exemplo, os empres\u00e1rios do fumo e do \u00e1lcool se, por qualquer raz\u00e3o, absurda raz\u00e3o, fossem amea\u00e7ados de perder seu\u3000<em>business<\/em>? A diferen\u00e7a entre ambos, al\u00e9m, \u00e9 claro, do selo de licitude\/ilicitude do produto comercializado, \u00e9 que o primeiro neg\u00f3cio gera muito mais dinheiro e movimenta uma outra ind\u00fastria da morte, a das armas e muni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Algum dia talvez se possa desmanchar esse falso consenso de que o proibicionismo penal, com a produ\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres, culpados ou inocentes, vai derrotar o tr\u00e1fico e deixar o Rio de Janeiro \u2013 e o resto do mundo \u2013 livre da droga. Hoje j\u00e1 se percebe alguma toler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maconha, fala-se em consumo recreativo de maconha na Calif\u00f3rnia, a maconha \u00e9 cultivada na Calif\u00f3rnia. Est\u00e1 deixando de ser neg\u00f3cio de \u00edndio e est\u00e1 virando neg\u00f3cio de branco. N\u00e3o demora a sair a legaliza\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Essa guerra n\u00e3o \u00e9 nossa. N\u00e3o \u00e9 carioca, n\u00e3o \u00e9 brasileira e nem sulamericana. Que me desculpem certas personagens da nova esquerda punitiva, limpinha, engomadinha e que n\u00e3o fala palavr\u00e3o, \u00e9 injustific\u00e1vel o investimento de tantos recursos a servi\u00e7o na elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos pobres. Massacre n\u00e3o significa mais seguran\u00e7a p\u00fablica, \u00e9 apenas o servi\u00e7o do\u3000<em>business<\/em> dos equipamentos e tecnologias de seguran\u00e7a produzidos pelos pa\u00edses ricos. Essa guerra n\u00e3o existe para acabar com a droga. Jamais ter\u00e1 fim essa guerra infinita. Somente pausas, tr\u00e9guas, intervalos. \u00c9 para ser consumida no formato novela, seriado. Trata-se da guerra pela guerra, um outro bom neg\u00f3cio que n\u00e3o pode acabar,\u3000<strong><em>neverending war<\/em><\/strong>&#8230;<\/p>\n<p>Produto altamente rent\u00e1vel no mercado, a guerra tamb\u00e9m \u00e9\u3000<strong><em>sensacional<\/em><\/strong>. Ela consome armamento e tecnologia e vende cinema, novela, jornal, cultura para a massa. Imagens reais e fict\u00edcias. A guerra vende sensa\u00e7\u00e3o. No fim, a guerra \u00e9 do mesmo partido que a droga, o partido da sensa\u00e7\u00e3o, ela promete o mesmo que a droga.<\/p>\n<p>Ainda pior que o consenso da l\u00f3gica beligerante no terreno das drogas \u00e9 a impossibilidade do dissenso \u2013 arrogante, violenta e antidemocr\u00e1tica. Por que n\u00e3o discutir princ\u00edpio de seguran\u00e7a p\u00fablica, ao inv\u00e9s de alimentar o espet\u00e1culo produtor de <em>ethos<\/em> her\u00f3icos e guerreiros, pap\u00e9is historicamente destinados aos eternos derrotados, de ambos os lados, dessa est\u00fapida guerra, os jovens pobres que v\u00eam do mesmo lugar, uns para serem policiais e outros para serem bandidos? N\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 um\u3000<em>set <\/em>de filmagem, isso \u00e9 real.<\/p>\n<p>\u00c9 real o fogo marginal que se espalha pelo asfalto fazendo v\u00edtimas de verdade. N\u00e3o \u00e9 faz-de-conta o fogo oficial que sobe o morro para deixar mais corpos no ch\u00e3o. Ao final, a luz n\u00e3o vai se acender, n\u00e3o haver\u00e1 cortinas a se fecharem sobre uma grande tela escura por onde desfilar\u00e3o os cr\u00e9ditos da obra. N\u00e3o, n\u00e3o haver\u00e1 um fundo musical, enquanto n\u00f3s, passivos espectadores, mudamos de canal, do jornal nacional para a novela das oito, com a agrad\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o de que \u00e9 o mundo que est\u00e1 mudando para melhor (ou para pior, quem sabe?). O\u3000<strong><em>depois<\/em><\/strong> ser\u00e1 o saldo da viol\u00eancia, a morte, a dor, a intensifica\u00e7\u00e3o do \u00f3dio, na sequ\u00eancia, o esquecimento e, com ele, outros jovens, pobres e negros, retomar\u00e3o os postos dos bandidos mortos. A guerra continua, j\u00e1 pode recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>Essa queima de carros e \u00f4nibus praticada no palco social vis\u00edvel da classe m\u00e9dia pede uma resposta imediata, \u00e9 verdade, uma rea\u00e7\u00e3o pronta, de for\u00e7a e manuten\u00e7\u00e3o da ordem. Mas \u00e9 pontual, uma rea\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea, porque n\u00e3o d\u00e1 para transformar as for\u00e7as armadas na for\u00e7a de seguran\u00e7a das cidades brasileiras, seja o Rio ou qualquer outra. Irm\u00e3o invis\u00edvel, grande irm\u00e3o que nos v\u00ea a todos, anjo do bem que abre para n\u00f3s suas janelas de ver o mundo, deixe-nos em paz com nosso sofrimento. N\u00e3o nos queira convencer que essa guerra \u00e9 boa, que \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel e vai nos livrar de todo mal da droga para sempre, am\u00e9m.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o p\u00fablica corre o risco de seguir, mesmo depois do fim das recentes elei\u00e7\u00f5es, a mesma linha est\u00fapida, simplificadora e manique\u00edsta entre o bem e o mal, no caso, a <strong><em>guerra<\/em><\/strong> ou a<strong><em> droga<\/em><\/strong>. Por favor, que se respeite ao menos o direito que as minorias (grupo que, sozinho, \u00e9 menor que a metade do grupo inteiro) t\u00eam ao disssenso!<\/p>\n<p><strong>Beatriz Vargas Ramos<\/strong> \u00e9 advogada; foi professora assistente de Direito e Processo Penal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atualmente leciona na Universidade de Bras\u00edlia (UNB).<\/p>\n<p>______________________<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.correiocidadania.com.br\/content\/view\/5256\/9\/\">Correio da Cidadania<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Beatriz Vargas Ramos, do Correio da Cidadania &#8211; &#8220;Por que n\u00e3o discutir princ\u00edpio de seguran\u00e7a p\u00fablica, ao inv\u00e9s de alimentar o espet\u00e1culo produtor de ethos her\u00f3icos e guerreiros, pap\u00e9is historicamente destinados aos eternos derrotados, de ambos os lados, dessa est\u00fapida guerra, os jovens pobres que v\u00eam do mesmo lugar, uns para serem 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