{"id":19055,"date":"2011-04-13T16:32:27","date_gmt":"2011-04-13T19:32:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=19055"},"modified":"2011-04-13T16:32:27","modified_gmt":"2011-04-13T19:32:27","slug":"a-violencia-e-uma-pessima-pedagoga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=19055","title":{"rendered":"A viol\u00eancia \u00e9 uma p\u00e9ssima pedagoga"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" \" title=\"Imagem de bra\u00e7os e m\u00e3os, de diferentes cores e matizes, que se estendem para al\u00e9m de uma cerca de arame farpado. Uma alus\u00e3o as diferentes formas de aprisionamento e cerceamento de liberdades, ou de viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos, que vem sendo banalizadas e naturalizadas em nosso mundo globalizado na Idade M\u00eddia. Hoje uma refer\u00eancia \u00e0s poss\u00edveis formas de controle de viol\u00eancia que poder\u00e3o ser implantadas pela Sociedade do Controle para que a viol\u00eancia n\u00e3o retorne ao interior dos muros da escola.\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-akdUjrEvH5g\/TZ57cHU_0OI\/AAAAAAAAAKk\/egKTJQ25KU0\/s320\/m%25C3%25A3os%2Bcercadas%2B%2BDireitos%2BHumanos.jpg\" alt=\"Imagem de bra\u00e7os e m\u00e3os, de diferentes cores e matizes, que se estendem para al\u00e9m de uma cerca de arame farpado. Uma alus\u00e3o as diferentes formas de aprisionamento e cerceamento de liberdades, ou de viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos, que vem sendo banalizadas e naturalizadas em nosso mundo globalizado na Idade M\u00eddia. Hoje uma refer\u00eancia \u00e0s poss\u00edveis formas de controle de viol\u00eancia que poder\u00e3o ser implantadas pela Sociedade do Controle para que a viol\u00eancia n\u00e3o retorne ao interior dos muros da escola.\" width=\"240\" height=\"180\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"> <\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Por Jorge Marcio Pereira de Andrade, do InfoAtivo Defnet<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Sou contra meu irm\u00e3o e meu irm\u00e3o \u00e9 contra o meu primo, mas meu irm\u00e3o, meu primo e eu somos contra o vizinho&#8221; <\/em><\/p>\n<p>(Prov\u00e9rbio liban\u00eas &#8211; recolhido em recorte de jornal dos anos de guerra no L\u00edbano, com o t\u00edtulo: Luxo e morte: em meio \u00e0 guerra, a mistura surrealista do L\u00edbanoartigo de Char\u00f4 Saavedra) Esta frase podemos aplicar aos conflitos do mundo globalizado no que chamamos de Oriente M\u00e9dio, Mundo \u00c1rabe, Isl\u00e3 e norte da \u00c0frica, onde j\u00e1 se naturalizou a presen\u00e7a de fanatismos religiosos e sua implica\u00e7\u00e3o nos conflitos armados, que retroalimentam nossas xenofobias.<\/p>\n<p>Escrevo este texto em luto. Eu sei o que \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o, os sentimentos e as &#8221;dores&#8221; que a perda de um filho aos 13 anos de idade causam. N\u00e3o irei fazer ila\u00e7\u00f5es ou especula\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ou psiqui\u00e1tricas sobre o jovem franco atirador. Estamos diante da reedi\u00e7\u00e3o do Tiros em Columbine na Escola de Wellington em Realengo. Espero, desejo e estimulo que se procure uma aten\u00e7\u00e3o especial aos que ficaram: os sobreviventes. Estes que, vivendo ap\u00f3s um tsunami sangrento na escola, sentem a\u00f1g\u00fastia e desamparo, buscando como enfrentar esse momento de perdas dos meninos e meninas. Estimulo e desejo que busquemos atitudes bio-\u00e9ticas, para nos revoltarmos com a naturaliza\u00e7\u00e3o das sementes humanas e sociais do que chamamos de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Eu conheci de perto a regi\u00e3o onde esta escola est\u00e1 situada no Rio de Janeiro. Trabalhei alguns anos em um bairro pr\u00f3ximo: Bangu. Aprendi e cresci muito com as viv\u00eancias e experi\u00eancias s\u00f3cioculturais junto aos que eram chamados de &#8221;suburbanos&#8221;. Nesse \u00e9poca era apenas um psiquiatra trabalhando em uma cl\u00ednica de reabilita\u00e7\u00e3o psicomotora, de inspira\u00e7\u00e3o esp\u00edrita, cuja clientela era composta pelos moradores desta regi\u00e3o: a zona Oeste do Rio, onde o calor e as mis\u00e9rias atingiam seus picos m\u00e1ximos. S\u00e3o vivas, muito embora os seus &#8221;suburbanos&#8221; n\u00e3o se sentissem assim. Estavam sempre buscando um outro modo de vida para si e seus filhos quando iam em busca de tratamento e reabilita\u00e7\u00e3o. A maioria destes cidad\u00e3os e cidad\u00e3s sonhava serem inclu\u00eddas e n\u00e3o mais marginalizadas&#8230; Por\u00e9m continuavam em desfilia\u00e7\u00e3o social. Continuavam intensamente conformados \u00e0s suas pobrezas.<\/p>\n<p>As indaga\u00e7\u00f5es, amplamente midiatizadas, s\u00e3o hoje sobre a eclos\u00e3o de uma viol\u00eancia espetacular nessa mesma regi\u00e3o. E, apressadamente, nos colocamos nas m\u00e3os dos especialistas na loucura humana. Esquecemos de buscar ra\u00edzes mais profundas. Esquecemos, emocionados, de perguntar o que nos leva a assistir hoje mais um tiroteio. Essa chacina foi embassada, pelo que nos informam, no fanatismo e nas a\u00e7\u00f5es suicidas de um jovem em sua ex-escola. Uma escola no bairro de Realengo, me traz a mem\u00f3ria alguns dos jovens autistas, com dist\u00farbios de conduta, defici\u00eancias intelectuais e outras condi\u00e7\u00f5es psicomotoras, psicol\u00f3gicas e psiqui\u00e1tricas. Todos e todas essas crian\u00e7as e jovens eram classificados, \u00e0 \u00e9poca (anos 80), como &#8221;alunos excepcionais&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00f3s na posi\u00e7\u00e3o de tele-espectadores ficamos perplexos e indagando o que se passa na mente de um franco-atirador. Mais ainda quando esse epis\u00f3dio \u00e9 uma repeti\u00e7\u00e3o de um modelo importado diretamente de Columbine, nos EUA. E, talvez a\u00ed esteja uma poss\u00edvel &#8221;explica\u00e7\u00e3o&#8221; do modelo jovem kamikaze que mata, embora premeditamente, outros jovens e crian\u00e7as no suposto espa\u00e7o da conviv\u00eancia em harmonia: a escola. Esse \u00e9 um espa\u00e7o onde se espera que estejamos todos buscando aprender sobre a paz e n\u00e3o sobre a viol\u00eancia. Lamentavelmente, pelo que estamos tele-assistindo, esse espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 mais isolado das outras viol\u00eancias sociais e urbanas que j\u00e1 estavam, como ovos da serpente, sendo gestados nos REALengos que sangram.<\/p>\n<p>O sofrimento que ir\u00e1 afetar os sobreviventes dos Tiros em Realengo \u00e9 um fato a ser considerado. Talvez consigamos a\u00ed buscar a\u00e7\u00f5es que nos solidarize com o enfrentamento das injusti\u00e7as e as mis\u00e9rias, de toda ordem, que possam ser o caldo de cultura das intoler\u00e2ncias e dos fanatismos. O sofrimento alheio s\u00f3 suscita um movimento de protesto e solidariedade se resolvemos a clivagem entre pobreza, exclus\u00e3o social e injusti\u00e7as. S\u00f3 podemos compreender os que est\u00e3o vivos e, um dia, precisar\u00e3o retornar ao cen\u00e1rio dessa escola p\u00fablica. S\u00f3 podemos tentar nos empatizar com os sentimentos dos seus pais e familiares que os receber\u00e3o no retorno das aulas. \u00c9 que a vida deles todos continuar\u00e1 sendo em um bairro da Zona Oeste. Esses sobreviventes continuar\u00e3o na &#8221;resigna\u00e7\u00e3o&#8221; de suas perdas? continuar\u00e3o, como os que passaram pela trag\u00e9dia das Serras fluminenses, considerando uma fatalidade, agora resultante da &#8221;natureza humana&#8221;?<\/p>\n<p>Percebo, pela intensa espetaculariza\u00e7\u00e3o global, que nos preocupamos com a dissec\u00e7\u00e3o da mente do criminoso. Buscamos explicar &#8220;o que tinha na cabe\u00e7a o jovem Welligton&#8221; e, explicar sua &#8220;loucura&#8221; atrav\u00e9s de seu texto sobre a impureza dos Outros. Esquecemos de dizer que a banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia \u00e9 decorr\u00eancia direta da banaliza\u00e7\u00e3o das injusti\u00e7as sociais. Esquecemos rapidamente dos moradores do Morro do Bumba, das favelas e suas palafitas, das mil\u00edcias, dos tr\u00e1ficos, das condi\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas onde vivemos essa viol\u00eancia nossa de cada dia.<\/p>\n<p>Muitos jovens, fora das salas de aula, tamb\u00e9m s\u00e3o &#8220;sacrificados&#8221; e muitos mortos nas tristes estat\u00edsticas das viol\u00eancias urbanas (sem falar das rurais). H\u00e1,nesse momento, apenas a diferen\u00e7a de que olhamos o cen\u00e1rio de uma guerra dentro de uma sala de aula. Um jovem maneja, com destreza, as armas que foram produzidas, guardadas e comercializadas sem nenhum escr\u00fapulo ou sentimento \u00e9tico de alguns que agora est\u00e3o escandalizados com seus resultados mortais.<\/p>\n<p>Em 24 de fevereiro deste ano foi lan\u00e7ado o Mapa da Viol\u00eancia &#8211; os jovens do Brasil&#8221;, que j\u00e1 apontava: &#8220;A viol\u00eancia entre jovens na faixa et\u00e1ria de 15 anos aos 24 anos cresceu no per\u00edodo 1998\/2008. Nesta d\u00e9cada, enquanto 1,8% das mortes entre adultos foram causadas por homic\u00eddios, no grupo jovem a taxa chegou a 39,7%&#8221;. Acredito que Wellington e sua fam\u00edlia, assim como as fam\u00edlias enlutadas de Realengo e adjac\u00eancias, ainda em processo de &#8221;sub-urbanidade&#8221; s\u00f3cio, econ\u00f4mica, pol\u00edtica, n\u00e3o consigam ainda realizar que as no\u00e7\u00f5es de responsabilidade e justi\u00e7a concernem \u00e0 \u00e9tica e n\u00e3o \u00e0 psicologia, muito menos \u00e0 psiquiatria. N\u00e3o bastar\u00e1 explicar em um indiv\u00edduo toda a insanidade que alicer\u00e7a nossos \u00f3dios inconscientes e viol\u00eancias grupais.<\/p>\n<p>Ficou-me uma pergunta, ap\u00f3s um exerc\u00edcio matutino de ajuda a minha filha de 10 anos: como responder a ela sobre os muitos muros das escolas e da sociedade. Ela est\u00e1 estudando em sua escola comunit\u00e1ria sobre a Diversidade Humana. Hoje precisava responder sobre o tema e fazer uma pequena disserta\u00e7\u00e3o de como podemos aprender na conviv\u00eancia com a heteronomia humana. Ela finalizou sua resposta afirmando que &#8220;somos todos diferentes e iguais, e todos temos ancestrais&#8221;&#8230;A pergunta deixo-a para todos n\u00f3s: como podemos aprender com a viol\u00eancia se ela \u00e9 uma p\u00e9ssima pedagoga?<\/p>\n<p>A triste e lament\u00e1vel a\u00e7\u00e3o mort\u00edfera de Wellington pode ser um est\u00edmulo para esta reflex\u00e3o. Isso depender\u00e1 de n\u00e3o banalizarmos, mais uma vez, com explica\u00e7\u00f5es que nos distanciarmos e nos eximirmos da nossas estranhas entranhas humanas. Temos todos implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e bio\u00e9ticas com o que nos vem assombrando. E se n\u00e3o olharmos, com destemor, todos nossos terrores n\u00e3o poderemos, quem sabe, encontrar modos inventivos de escrever outras cartografias, outros modos de educar e nos educar. O que j\u00e1 disse hoje no Facebook aos professores do Rio de Janeiro e conclamo a todos educadores do Brasil: j\u00e1 passou da hora de incluirmos, ativamente, no curr\u00edculo escolar a educa\u00e7\u00e3o sobre e em Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Dir\u00e3o alguns retr\u00f3grados e reticentes fascistas, a moda de Bolsonaro, que estamos somente cuidando dos Direitos Humanos dos &#8220;fora da lei&#8221;. J\u00e1 cansei de seu bord\u00e3o e clich\u00ea: e &#8221;onde est\u00e3o os humanos direitos?&#8221;. A eles indago agora sua direta implica\u00e7\u00e3o com o terror, seja nos Estados de Exce\u00e7\u00e3o, seja na legitima\u00e7\u00e3o das guerras e das torturas, ou, ent\u00e3o, nas suas falsas aceita\u00e7\u00f5es da diversidade e da diferen\u00e7a, negando-se a se reconhecerem racistas, segregacionistas e homof\u00f3bicos. Foram estes que, n\u00e3o olhando no espelho, foram capazes de naturalizar o exterm\u00ednio de jovens, bastando para isso que eles f\u00f4ssem rotulados de &#8221;subversivos&#8221;. Hoje, quem sabe, para estes apenas foram mortos jovens e crian\u00e7as &#8220;suburbanas&#8221;, ou melhor &#8220;sub-humanas&#8221;, tal qual aquelas que morrem, nesse momento, como milhares de &#8220;moscas&#8221;,como vidas nuas e col\u00e9ricas, no Triste e Insular Haiti.<\/p>\n<p>Estou de luto. E lutarei com ele, pois aprendi ap\u00f3s a perda de um filho jovem o quanto precisamos aprender a aprender a conviv\u00eancia com o Outro. Indo al\u00e9m de todos os narcisismos das pequenas diferen\u00e7as. Indo al\u00e9m de todas as nossas inconscientes e noturnas ancestralidades brutais, vingativas, b\u00e1rbaras e cru\u00e9is. H\u00e1 um risco em n\u00f3s de acreditarmos em nossos pr\u00f3prios fanatismos. E, bastando um pouco de ilus\u00e3o como o cinema, reproduzimos e justificamos qualquer forma de ato violento ou destruidor. N\u00e3o espero assistir os Tiros reais de Columbine e Realengo novamente, mas sei que posso ter esse dej\u00e1 vu.<\/p>\n<p>Cuidemos com afeto, suavidade e muito calor humano dos que sobreviveram. E deixemos de &#8220;explicar&#8221; a loucura do Outro, isso s\u00f3 nos justifica e aliena, al\u00e9m de banalizar todas as injusti\u00e7as.<\/p>\n<p>___________________<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"http:\/\/infoativodefnet.blogspot.com\/2011\/04\/imagem-publicada-imagem-de-bracos-e.html\">InfoAtivo Defnet<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jorge Marcio Pereira de Andrade. &#8220;Percebo, pela intensa espetaculariza\u00e7\u00e3o global, que nos preocupamos com a dissec\u00e7\u00e3o da mente do criminoso. Buscamos explicar &#8220;o que tinha na cabe\u00e7a o jovem Welligton&#8221; e, explicar sua &#8220;loucura&#8221; atrav\u00e9s de seu texto sobre a impureza dos Outros. Esquecemos de dizer que a banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia \u00e9 decorr\u00eancia direta da banaliza\u00e7\u00e3o das injusti\u00e7as sociais. 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