{"id":20535,"date":"2011-08-04T00:53:18","date_gmt":"2011-08-04T03:53:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=20535"},"modified":"2011-08-04T00:53:18","modified_gmt":"2011-08-04T03:53:18","slug":"quem-quer-uma-escola-mais-interessante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=20535","title":{"rendered":"Quem quer uma escola mais interessante?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-14702\" title=\"Educa\u00e7\u00e3o e inform\u00e1tica - imagem de uma pessoa diante de um computador de onde saem dois bra\u00e7os apontando o conte\u00fado dentro de um livro.\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/educacao_informartica_e_learning.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/>Materiais educacionais dispon\u00edveis para todos, com c\u00f3digos abertos, permitem que os conte\u00fados sejam utilizados e remixados de acordo com realidades locais. Isto \u00e9, tornam a educa\u00e7\u00e3o mais eficaz. <\/em><em><strong> <\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><strong>Por Bernardete Toneto<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em> <\/em><\/span><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>Na cidade paraense de Santar\u00e9m, situada na conflu\u00eancia dos rios Amazonas e Tapaj\u00f3s, uma tradicional comemora\u00e7\u00e3o muda a rotina escolar, todo m\u00eas de setembro. As turmas do ensino fundamental da rede p\u00fablica se envolvem no estudo do Sair\u00e9, a mais antiga manifesta\u00e7\u00e3o cultural popular da Amaz\u00f4nia. Durante o per\u00edodo da festa, os rituais com elementos crist\u00e3os e ind\u00edgenas, a encena\u00e7\u00e3o da luta dos botos Tucuxi e Cor de Rosa, e todo o impacto de mais de cem mil turistas que chegam \u00e0 cidade de 297 mil habitantes viram temas de pesquisa e debate nas salas de aula. Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 uma linha sequer sobre esse assunto nos livros utilizados por professores e alunos da regi\u00e3o. Em compensa\u00e7\u00e3o, eles encontram cinco p\u00e1ginas sobre a imigra\u00e7\u00e3o japonesa em outra ponta do pa\u00eds, a cidade de S\u00e3o Paulo. E, na m\u00e3o inversa, n\u00e3o ser\u00e1 surpresa que alunos paulistanos desconhe\u00e7am a riqueza dos 300 anos de hist\u00f3ria do Sair\u00e9. Isso \u00e9 o que acontece quando redes p\u00fablicas de ensino adotam um padr\u00e3o curricular fechado e distante das realidades locais.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00e3o oposta acontece no Paran\u00e1, primeiro estado a produzir e distribuir gratuitamente livros did\u00e1ticos. O material \u00e9 desenvolvido no \u00e2mbito do Projeto Folhas, criado em 2004 pela Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o. Dentro do projeto, o Livro Did\u00e1tico P\u00fablico combina os conte\u00fados das disciplinas curriculares com a realidade de professores e alunos. Em seis anos, foram produzidos 297 livros, com participa\u00e7\u00e3o do professor-autor, orientadores e colaboradores. O material \u00e9 considerado pioneiro entre as iniciativas governamentais de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de Recursos Educacionais Abertos (REA).<\/p>\n<p>Sete anos depois do Folhas, iniciativas inovadoras como a do Paran\u00e1 come\u00e7am a se disseminar pelo Brasil. Em 7 de junho, o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo colocou na internet, sob licen\u00e7a Creative Commons, todos os materiais did\u00e1ticos produzidos pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o. No mesmo m\u00eas, entrou em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara Federal um projeto de lei que determina licenciamento e disponibiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade, em licen\u00e7as livres, de qualquer obra resultante do trabalho de servidores p\u00fablicos, incluindo professores e pesquisadores. Tamb\u00e9m em junho, a Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo acolheu o semin\u00e1rio \u201cMaterial Did\u00e1tico Digital\u201d, sob coordena\u00e7\u00e3o do deputado Sim\u00e3o Pedro (PT-SP). O parlamentar defende que o governo do estado, nos seus protocolos de compra de material did\u00e1tico, coloque o conte\u00fado para acesso livre na internet. A justificativa: os REA, al\u00e9m de ampliar recursos or\u00e7ament\u00e1rios, introduzem o compartilhamento de conhecimento na rede de educa\u00e7\u00e3o e permitem a intera\u00e7\u00e3o entre conte\u00fados organizados pelos professores em di\u00e1logo com os alunos.<br \/>\nO Projeto Brasileiro sobre Recursos Educacionais Abertos (Projeto REA-Brasil) acompanha de perto essa movimenta\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 v\u00e1rias obras educacionais abertas e pouqu\u00edssimas pol\u00edticas p\u00fablicas nesse campo. Mas um caminho est\u00e1 sendo aberto\u201d, avalia a jornalista Bianca Santana. Uma das ativistas do REA-Brasil, integrante da Comunidade que congrega cerca de 120 pessoas, e da Casa da Cultura Digital, ela reconhece que o conceito \u00e9 novo e ainda n\u00e3o foi incorporado no campo da educa\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 um caminho sem volta, principalmente por tratar do compartilhamento de conhecimento, \u201cque \u00e9 a ess\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o, principalmente a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>O conceito de recursos educacionais abertos foi cunhado pela Unesco em 2002, no F\u00f3rum sobre o Impacto do Open Courseware para Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior nos Pa\u00edses em Desenvolvimento: \u201cProvis\u00e3o de recursos educacionais abertos, ativada por tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, para consulta, utiliza\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o por uma comunidade de usu\u00e1rios para fins n\u00e3o comerciais\u201d. Classificam-se como REAs as obras, as ferramentas educacionais e os recursos para sua implementa\u00e7\u00e3o oferecidos livre e abertamente. Nessas categorias est\u00e3o inclu\u00eddos livros e materiais did\u00e1ticos, cursos completos, t\u00f3picos de um conte\u00fado, temas de aprendizagem, cole\u00e7\u00f5es e peri\u00f3dicos, softwares para auxiliar a cria\u00e7\u00e3o, entrega, uso e melhoria do conte\u00fado de aprendizagem aberto, comunidades de aprendizado online e licen\u00e7as livres de propriedade intelectual.<\/p>\n<p>No Livro Verde dos REA, a advogada Carolina Rossini, da coordena\u00e7\u00e3o do Projeto REA-Brasil, escreveu que existem tr\u00eas pilares relativos \u00e0 intersec\u00e7\u00e3o das TIC com a pol\u00edtica educacional para melhorar o retorno dos investimentos p\u00fablicos. O primeiro \u00e9 que \u201cos materiais educacionais de financiamento p\u00fablico, tanto os de ensino como os resultantes de pesquisa, devem ser considerados bens p\u00fablicos e disponibilizados sob as defini\u00e7\u00f5es internacionais dos REA\u201d. O segundo trata da transpar\u00eancia: dados, estat\u00edsticas e avalia\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o ao \u00eaxito da pol\u00edtica de REA devem estar facilmente dispon\u00edveis a todos. O terceiro diz respeito ao envolvimento e \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o dos educadores, que devem ser incentivados a, junto com as comunidades, se engajar na elabora\u00e7\u00e3o e recombina\u00e7\u00e3o de conte\u00fados \u201ca fim de aproveitar ao m\u00e1ximo a combina\u00e7\u00e3o de tecnologia e conte\u00fado aberto\u201d.<\/p>\n<p><strong>Diferen\u00e7a de liberdades<\/strong><br \/>\nA iniciativa que atende a maior parte dos requisitos \u00e9 a do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, cuja licen\u00e7a CC BY-NC-SA 3.0 autoriza outras redes de ensino, munic\u00edpios e estados a utilizar os conte\u00fados produzidos, desde que para fins n\u00e3o comerciais. A licen\u00e7a permite c\u00f3pia, distribui\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o das obras sob a mesma licen\u00e7a e cria\u00e7\u00e3o de obras derivadas. O impacto da decis\u00e3o ser\u00e1 grande. A maior rede municipal de ensino do pa\u00eds tem 990.427 alunos em 864 escolas de educa\u00e7\u00e3o infantil e 541 escolas de ensino fundamental, al\u00e9m de 82 mil funcion\u00e1rios. A medida contempla obras para educa\u00e7\u00e3o infantil, ensino fundamental, ensino m\u00e9dio, educa\u00e7\u00e3o especial, inform\u00e1tica educativa, educa\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial, cadernos de orienta\u00e7\u00e3o did\u00e1tica e livros voltados para a recupera\u00e7\u00e3o em l\u00edngua portuguesa e matem\u00e1tica. Al\u00e9m disso, est\u00e3o dispon\u00edveis as orienta\u00e7\u00f5es curriculares para educa\u00e7\u00e3o infantil e ensino fundamental, as orienta\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas para Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA), as obras para alunos do ciclo I do Programa Ler e Escrever e o acervo da Biblioteca Pedag\u00f3gica Professora Ala\u00edde Bueno Rodrigues, especializada em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outras iniciativas atendem apenas parte das qualifica\u00e7\u00f5es de conte\u00fado e formato do REA. O Projeto Folhas, n\u00e3o licenciado por Creative Commons, traz na p\u00e1gina inicial da obra a permiss\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o sem fins comerciais. Contudo, na rede est\u00e1 apenas o material para impress\u00e3o em formato PDF, que n\u00e3o permite remix. J\u00e1 o Portal do Professor, do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), permite, em ambiente virtual, a troca de experi\u00eancias entre professores do ensino fundamental e m\u00e9dio, por meio de recursos educacionais que facilitam e dinamizam o trabalho. Desenvolvida em software livre, a biblioteca tem amplo acervo de obras em dom\u00ednio publico. Entretanto, h\u00e1 conte\u00fados e formatos copyright (sob licen\u00e7a de preserva\u00e7\u00e3o total dos direitos autorais da obra).<\/p>\n<p>Apesar do conceito te\u00f3rico, ainda n\u00e3o h\u00e1 consenso na classifica\u00e7\u00e3o dos REA. Na opini\u00e3o de Bianca, h\u00e1 uma linha que separa o copyright da licen\u00e7a de grau m\u00e1ximo de disponibilidade, o dom\u00ednio p\u00fablico: \u201cNa nossa cultura de total restri\u00e7\u00e3o, h\u00e1 muitas possibilidades. O que estiver nessa linha j\u00e1 \u00e9 REA\u201d. Frederico Gon\u00e7alves Guimar\u00e3es, professor de Biologia da rede p\u00fablica de Belo Horizonte (MG) e coordenador do coletivo Software Livre Educacional, vai al\u00e9m: \u201cQuanto mais recursos educacionais dispon\u00edveis, mais interessante fica a discuss\u00e3o. E, mais do que abertos, devem ser recursos livres, com, no m\u00ednimo, licen\u00e7a para uso n\u00e3o comercial e compartilhamento com a mesma licen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><strong>Legisla\u00e7\u00e3o \u00e0 vista<\/strong><br \/>\nO conceito principal dessa proposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 no Projeto de Lei n. 1513\/2011, em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara Federal desde 2 de junho. Proposto pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o projeto n\u00e3o limita os recursos educacionais abertos a livros, incluindo os materiais complementares, softwares, multim\u00eddia, jogos, teses, disserta\u00e7\u00f5es, artigos cient\u00edficos e acad\u00eamicos, entre outros. Tamb\u00e9m determina que o governo apoie o desenvolvimento de reposit\u00f3rios digitais federados e desenvolvidos com software livre, que permitam o arquivo, a publica\u00e7\u00e3o, a distribui\u00e7\u00e3o e o f\u00e1cil acesso a tais materiais.<\/p>\n<p>\u201cO Estado brasileiro investe uma fortuna no financiamento de recursos educacionais, seja por meio de compras p\u00fablicas, de sal\u00e1rios e bolsas de estudo e pesquisa, de isen\u00e7\u00e3o de impostos em toda a cadeia produtiva de livros. \u00c9 um modelo de investimento p\u00fablico cujo acesso deve ser aberto a toda a sociedade\u201d, diz o parlamentar. Ele acredita que, mesmo com licen\u00e7as abertas, como a Creative Commons, a medida n\u00e3o provocar\u00e1 altera\u00e7\u00f5es significativas no modelo de neg\u00f3cio de editoras e na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e cultural. \u201cDefendo o direito autoral de forma que ele n\u00e3o se torne absoluto. Quando compra uma obra, o poder p\u00fablico deve ter o direito de utiliz\u00e1-la livremente, e n\u00e3o apenas para professores e alunos, mas para todos\u201d.<\/p>\n<p>A medida traria um novo alento ao professor brasileiro, que, nas palavras de Bianca, \u201cn\u00e3o tem seguran\u00e7a jur\u00eddica e diariamente desrespeita a lei do copyright\u201d, ao utilizar em sala de aula recursos como filmes da Disney, imagens de livros copyright em folhas de atividades, anima\u00e7\u00f5es em flash (da Adobe) e at\u00e9 mesmo fontes tipogr\u00e1ficas propriet\u00e1rias como Times e Arial em apresenta\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas nos moldes do Power Point da Microsoft. \u201cPara os educadores, \u00e9 dif\u00edcil utilizar materiais com fins did\u00e1ticos e educativos sem ferir os direitos autorais. Os professores ficam restritos ao uso de livros did\u00e1ticos, o que \u00e9 um contrassenso em uma sociedade da informa\u00e7\u00e3o, em uma cultura digital, com a imensa possibilidade que temos hoje de acessar as fontes mais diferenciadas poss\u00edveis\u201d, lamenta Adriana Vieira, especialista em TIC e Educa\u00e7\u00e3o e coordenadora do N\u00facleo de Tecnologia do Centro de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria (Cenpec).<\/p>\n<p>Mais do que um projeto de lei, Teixeira quer que o MEC implante um programa de REA, fruto de uma pol\u00edtica p\u00fablica geradora de uma l\u00f3gica pedag\u00f3gica colaborativa e inovadora, \u201cque recuperar\u00e1 o protagonismo de professores e alunos\u201d. Faz eco ao Cenpec, que encara a abertura dos recursos educacionais como um passo para democratizar o acesso aos materiais, considerando-os bens p\u00fablicos, e possibilitando que sejam adaptados e contextualizados conforme a realidade e a necessidade de cada comunidade educativa. \u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas neste setor est\u00e3o muito voltadas para a quest\u00e3o instrumental do uso das TIC na educa\u00e7\u00e3o: acesso, equipamentos das escolas e uso como apoio \u00e0s aulas. N\u00e3o que isso n\u00e3o seja importante, mas h\u00e1 pouca preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es culturais e de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento que as TIC proporcionam\u201d, avalia Adriana Vieira.<\/p>\n<p>\u00c9 o que o pr\u00f3prio Cenpec vem fazendo desde 2010. A institui\u00e7\u00e3o, que desenvolve a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 melhoria da qualidade da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o no aprimoramento da pol\u00edtica social, come\u00e7a a discutir o assunto. Este ano, criou o N\u00facleo de TIC e Educa\u00e7\u00e3o, que no segundo semestre de 2011 lan\u00e7ar\u00e1 o caderno institucional \u201cEnsinar e Aprender no Mundo Digital como REA\u201d. Ser\u00e1 sua primeira publica\u00e7\u00e3o REA, online, com licen\u00e7a livre, em diferentes formatos, segundo os princ\u00edpios da Iniciativa de Acesso Livre de Budapeste (BOAI, sigla em ingl\u00eas de Budapest Open Access Initiative), de acesso livre de informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Outro projeto do Cenpec que desde 2007 utiliza os princ\u00edpios do REA \u00e9 o Minha Terra, do Programa EducaRede, uma rede social educativa com cerca de 9 mil integrantes, que tem como princ\u00edpios o compartilhamento e a colabora\u00e7\u00e3o. Os professores montam equipes de produ\u00e7\u00e3o e a escola se transforma em uma ag\u00eancia de not\u00edcias locais. Em di\u00e1logo com os conte\u00fados curriculares, os alunos do ensino fundamental 2 fazem pesquisas e entrevistas, produzem conte\u00fados multim\u00eddia e protagonizam a\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o na comunidade. Tudo vai para a rede, em acesso livre. O resultado tem sido a efetiva melhoria do aprendizado, maior motiva\u00e7\u00e3o dos alunos, valoriza\u00e7\u00e3o do papel do professor e amplia\u00e7\u00e3o da no\u00e7\u00e3o de cidadania.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rea.net.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/rea.net.br<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/%20www.diaadiaeducacao.pr.gov.br\">www.diaadiaeducacao.pr.gov.br<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.educarede.org.br\/minhaterra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.educarede.org.br\/minhaterra<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.arede.inf.br\/inclusao\/sleducacional.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sleducacional.org<\/a><\/p>\n<p><strong>Entre o medo e a participa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Menos de sete quil\u00f4metros separam a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a maior institui\u00e7\u00e3o de ensino superior da Am\u00e9rica Latina, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ibrahim Nobre, na periferia oeste de S\u00e3o Paulo. \u00c9 ali, no pequeno pr\u00e9dio pintado de verde e muros brancos pixados, que Cosme Freire Martins, formado em Hist\u00f3ria e com mestrado em Educa\u00e7\u00e3o, leciona Hist\u00f3ria para alunos de 5\u00ba e 7\u00ba anos. O maior desafio? Trabalhar com crian\u00e7as desmotivadas e recursos educacionais que n\u00e3o ajudam nem um pouco a reverter isso, pois nem sempre levam \u00e0 reflex\u00e3o e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<p>Cosme avalia o material did\u00e1tico da rede municipal de ensino de S\u00e3o Paulo como tradicionalmente \u201crobusto\u201d, o que ajuda nas aulas. Reconhece a import\u00e2ncia das salas de inform\u00e1tica e de leitura. E v\u00ea com otimismo a disponibiliza\u00e7\u00e3o do conte\u00fado educacional na rede. Mas faz ressalvas: \u201cUma coisa \u00e9 o professor saber que existe o material, outra \u00e9 a forma como vai utiliz\u00e1-lo. \u00c9 preciso saber se ele vai usar, de fato. N\u00e3o podemos esquecer que na escola, principalmente a p\u00fablica, o educador ainda olha o computador com medo, enquanto o menino detona no celular. Para que o projeto d\u00ea certo, \u00e9 preciso participa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A ades\u00e3o do professor \u00e9 um dos grandes desafios enfrentados nos projetos de REA. Os educadores resistem, inseguros diante de dificuldades em lidar com as inova\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas e tecnol\u00f3gicas. Muitos n\u00e3o sabem dialogar com alunos que j\u00e1 chegam alfabetizados em tecnologia e t\u00eam medo de perder o status de autoridade e detentor do conhecimento. Frederico Gon\u00e7alves Guimar\u00e3es, coordenador do coletivo Software Livre Educacional, explica: \u201cCom o REA, os alunos tamb\u00e9m constroem conte\u00fados. O que est\u00e1 em jogo n\u00e3o s\u00e3o apenas recursos educacionais, \u00e9 uma nova forma de ver a educa\u00e7\u00e3o. Se o REA for fruto de discuss\u00e3o e compartilhamento, funciona. Se n\u00e3o, corre-se o risco contr\u00e1rio, de existir uma grande biblioteca de recursos de acesso f\u00e1cil que criar\u00e1 um professor pregui\u00e7oso e diminuir\u00e1 a reflex\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo Cenpec, que credita ao REA a qualidade de ser impulsionador da autonomia do professor. \u201cAs propostas do REA revalorizam e atualizam princ\u00edpios sempre perseguidos por propostas de educa\u00e7\u00e3o de qualidade, que buscam autonomia, participa\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o dos sujeitos. Nesse sentido, vale a pena\u201d, afirma Bianca Santana, do Projeto REA-Brasil. (B.T.)<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.arede.inf.br\/inclusao\/edicoes-anteriores\/181-edicao-no-71-julho2011\/4473-capa\">A Rede<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Materiais educacionais dispon\u00edveis para todos, com c\u00f3digos abertos, permitem que os conte\u00fados sejam utilizados e remixados de acordo com realidades locais. Isto \u00e9, tornam a educa\u00e7\u00e3o mais eficaz. 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