{"id":23982,"date":"2013-01-04T19:01:12","date_gmt":"2013-01-04T22:01:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=23982"},"modified":"2013-01-04T19:01:12","modified_gmt":"2013-01-04T22:01:12","slug":"com-relacao-a-opiniao-de-lya-luft-na-veja-sobre-inclusao-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=23982","title":{"rendered":"Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 opini\u00e3o de Lya Luft na Veja sobre inclus\u00e3o escolar"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_23372\" aria-describedby=\"caption-attachment-23372\" style=\"width: 297px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-23372\" title=\"inclusao exclusao\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/inclusao-exclusao-297x300.jpg\" alt=\"Sob fundo branco, aparecem quatro c\u00edrculos, dois em cima, dois embaixo, cada um com uma palavra escrita sobre ele. No primeiro, entitulado Inclus\u00e3o, predominam bolinhas verdes, que convivem com amarelas, azuis e vermelhas dentro do mesmo c\u00edrculo. No c\u00edrculo entitulado Exclus\u00e3o, as bolinhas verdes est\u00e3o dentro do c\u00edrculo e as bolinhas amarelas, azuis e vermelhas encontram-se \u00e0 volta dele, do lado de fora. Na imagem Separa\u00e7\u00e3o, no c\u00edrculo grande est\u00e3o as bolinhas verdes e em outro c\u00edrculo menor, ao lado, aparecem as bolinhas vermelhas, azuis e amarelas. O c\u00edrculo Integra\u00e7\u00e3o traz bolinhas verdes e um segundo c\u00edrculo menor dentro dele, onde se encontram as bolinhas vermelhas, azuis e verdes.\" width=\"297\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23372\" class=\"wp-caption-text\">Sob fundo branco, aparecem quatro c\u00edrculos, dois em cima, dois embaixo, cada um com uma palavra escrita sobre ele. No primeiro, entitulado Inclus\u00e3o, predominam bolinhas verdes, que convivem com amarelas, azuis e vermelhas dentro do mesmo c\u00edrculo. No c\u00edrculo entitulado Exclus\u00e3o, as bolinhas verdes est\u00e3o dentro do c\u00edrculo e as bolinhas amarelas, azuis e vermelhas encontram-se \u00e0 volta dele, do lado de fora. Na imagem Separa\u00e7\u00e3o, no c\u00edrculo grande est\u00e3o as bolinhas verdes e em outro c\u00edrculo menor, ao lado, aparecem as bolinhas vermelhas, azuis e amarelas. O c\u00edrculo Integra\u00e7\u00e3o traz bolinhas verdes e um segundo c\u00edrculo menor dentro dele, onde se encontram as bolinhas vermelhas, azuis e verdes.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Revista Veja publicou em 31 de dezembro de 2012 coluna da escritora Lya Luft entitulada &#8220;O ano das criancinhas mortas&#8221;, em que faz refer\u00eancia ao massacre da escola de New Town, nos Estados Unidos, e \u00e0 pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o inclusiva.<\/p>\n<p>O artigo provocou a manifesta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias pessoas com defici\u00eancia, seus familiares, ativistas, profissionais que trabalham com inclus\u00e3o escolar e p\u00fablico em geral, contr\u00e1rias \u00e0 opini\u00e3o da colunista.<\/p>\n<p>A Inclusive apresenta, abaixo, o texto em quest\u00e3o e um apanhado das opini\u00f5es sobre o posicionamento da autora e da revista que o publicou. Coment\u00e1rios e indica\u00e7\u00f5es de outras reflex\u00f5es sobre o assunto s\u00e3o bem-vindos. Mensagens \u00e0 revista Veja podem ser encaminhadas pelo email veja@abril.com.br<\/p>\n<p><strong>O ano das criancinhas mortas<\/strong><\/p>\n<p>| Lya Luft | Veja | 31\/12\/2012 |<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do habitual, n\u00e3o escrevo sobre projetos, sonhos, depress\u00f5es e culpas que para muitas pessoas caracterizam as festas de fim de ano. N\u00e3o sou qualificada a falar do tema que elegi, a n\u00e3o ser como observadora das nossas gl\u00f3rias e mis\u00e9rias humanas: mas \u00e0s vezes n\u00e3o d\u00e1 para calar. Refiro-me ao que, tendo ocorrido h\u00e1 duas semanas, ainda me faz arrepiar a raiz dos cabelos: mais uma carnificina nos Estados Unidos, mais um demente solto a fuzilar gente inocente. Nesse caso, vinte criancinhas de 6 e 7 anos, e suas professoras (antes, a m\u00e3e do assassino). J\u00e1 ocorreu neste nosso Brasil, embora, que eu saiba, uma vez ou duas, em uma escola no Rio, em um cinema em S\u00e3o Paulo. J\u00e1 ocorreu numa escola na civilizad\u00edssima Esc\u00f3cia e na mais civilizada ainda Noruega, onde um insano matou dezenas de jovens numa ilha sossegada.<\/p>\n<p>Se nos Estados Unidos s\u00e3o frequentes essas matan\u00e7as, por aqui morremos todos os dias nas ruas, nas casas, a trag\u00e9dia \u00e9 cotidiana: morremos mais aqui do que em qualquer guerra. N\u00e3o sei se h\u00e1 muito a fazer, cada pa\u00eds tem suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, mas no caso dessas carnificinas por um desequilibrado dever\u00e1 ser algo cir\u00fargico, rigoroso, ainda que sendo humano. Escapando de jogos pol\u00edticos e outros interesses, o que \u00e9 quase imposs\u00edvel, sobrepondo-se ao lastim\u00e1vel politicamente correto, o que exige coragem. Primeiro, precisamos de rigor no controle de armas. No Brasil e em outros pa\u00edses onde o narcotr\u00e1fico \u00e9 forte, a mis\u00e9ria grande e os v\u00edcios quase incontrol\u00e1veis, compram-se armas de fogo por alguns trocados em qualquer beira de favela ou embaixo dos viadutos. Mesmo nos Estados Unidos, que mal saem do choque pela morte das crian\u00e7as \u2014 um policial que chegou primeiro ao local, tendo servido em duas guerras, disse nunca ter visto carnificina igual \u00e0 executada naqueles corpinhos \u2014 h\u00e1 quem batalhe duramente em favor do uso de armas. Teria a ver com liberdade, \u201cqualquer cidad\u00e3o tem de poder possuir armas para se defender\u201c. Obama, na ocasi\u00e3o, indagou se a liberdade valeria tantas mortes. A arma usada pelo criminoso era de guerra, mas, segundo comerciantes, \u00e9 uma das mais vendidas no pa\u00eds. Talvez seja uma pergunta ing\u00eanua, mas n\u00e3o seria melhor controlar isso de que precisamos nos defender em lugar de favorecer que qualquer um adquira armas pesadas?<\/p>\n<p>Segundo, precisamos, sim, rever em toda parte nossos conceitos, leis e preconceitos quanto a doen\u00e7as mentais. O politicamente correto agora \u00e9 a inclus\u00e3o geral, significando tamb\u00e9m que crian\u00e7as com defici\u00eancia devem ser for\u00e7adas (na minha opini\u00e3o) a frequentar escolas dos ditos \u201cnormais\u201c (tamb\u00e9m n\u00e3o gosto da palavra), muitas vezes n\u00e3o s\u00f3 perturbando a turma, mas afligindo a crian\u00e7a, que tem de se adaptar e agir para al\u00e9m de seus limites \u2014 dentro dos quais poderia se sentir bem, confort\u00e1vel, feliz.<\/p>\n<p>Pessoas com qualquer tipo de transtorno mental devem ser cuidadas conforme a gravidade de sua perturba\u00e7\u00e3o, que pode ser leve ou chegar a estados perigosos para si mesmas ou para os demais \u2014 o que na maioria das vezes irrompe ou se agrava no fim da adolesc\u00eancia. Mas em geral, pela tremenda dor de termos um filho ou filha com tais problemas, fingimos que nada ali \u00e9 \u201canormal\u201c (detesto essa palavra tamb\u00e9m).<\/p>\n<p>\u00c9 feio levar ao m\u00e9dico a crian\u00e7a com transtornos psiqui\u00e1tricos, porque \u00e9 feio desconfiar que um filho ou filha tem esse tipo de \u201cproblema\u201c: \u00e9 mais feio ainda aceitar tratamento (\u201crem\u00e9dios fazem mal\u201c, \u201cvacina me deixa doente\u201d, \u201canticoncepcionais me atacam os nervos\u201c). Pior que tudo, pensar em colocar mesmo nas melhores cl\u00ednicas quem j\u00e1 n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de viver e conviver com os outros na escola, na rua e at\u00e9 em casa. Parece ter sido o caso do jovem Herodes americano, que a m\u00e3e protegeu at\u00e9 onde foi poss\u00edvel, mas que, depois de a liquidar com v\u00e1rios tiros de arma pesada na cabe\u00e7a, chacinou vinte inocentes criancinhas e seis professoras. Ao fim e ao cabo, chegando a pol\u00edcia para interromper sua faina mortal, o rapaz se suicidou. Por alguns momentos, breves, o mundo respirou em relativa paz.<\/p>\n<p><strong>Lya Luft e o colunismo de R\u00e9veillon<\/strong><\/p>\n<p>Nas edi\u00e7\u00f5es retrospectivas e prospectivas preparadas pelas revistas semanais, o que n\u00e3o faltam s\u00e3o an\u00e1lises e opini\u00f5es sobre os fatos marcantes do ano que fecha e suposi\u00e7\u00f5es sobre o futuro que se aproxima imediatamente. Jornalistas e colunistas buscam apanhar do imenso cultivo de acontecimentos aqueles que julgam os mais relevantes, dentro do seu raio de observa\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 quem tente ir al\u00e9m.<\/p>\n<p>No caso da Revista Veja, \u00e9 o que acaba de fazer a colunista e escritora Lya Luft. Lya, que previamente procura avisar aos leitores que n\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m qualificado a falar a respeito do tema que elegeu, escolheu tratar em sua coluna dos assassinatos de crian\u00e7as ocorridos nos EUA em 2012 (O ano das criancinhas mortas, p. 221, ed. 2302, n\u00ba1, 02\/01\/13). A escritora est\u00e1 longe de ter sido a primeira a abordar o tema e cabe indagar se existe, de fato, algu\u00e9m especialista em mortic\u00ednio infantil capaz de dar conta de tamanho drama. Seu aviso, portanto, deveria suavizar uma leitura mais rigorosa, mas empreender a tarefa resta imposs\u00edvel, pois o tema n\u00e3o \u00e9 comercial de margarina e uma publica\u00e7\u00e3o com milh\u00f5es de leitores tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser comparada a um coment\u00e1rio inofensivo nas redes sociais ou um post em um blog remoto.<\/p>\n<p>Mesmo considerando o salvo-conduto pretendido pelo aviso pr\u00e9vio da autora , \u00e9 tranquilamente imagin\u00e1vel esperar encontrar-se uma an\u00e1lise emocional dos acontecimentos. Faz parte do esp\u00edrito de fim de ano, do colunismo de R\u00e9veillon, t\u00e3o impregnado de sentimentalismo. Al\u00e9m disso, o assunto \u00e9 pol\u00eamico e envolvente, como tudo o que envolve a inf\u00e2ncia. N\u00e3o \u00e9 o caminho que Lya escolhe, pois ela tenta ir al\u00e9m das pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, como observadora do mundo, mas sem perceber ter dado passos aparentemente al\u00e9m da sua compreens\u00e3o. Ela o faz ao mixar ideias envolvendo quest\u00f5es complexas como psicopatia, defici\u00eancia, doen\u00e7as mentais e inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>Elucidar os mist\u00e9rios da alma humana tem sido, ao longo do tempo, uma das buscas mais evasivas tanto para cientistas como para fil\u00f3sofos e escritores. Dentre as in\u00fameras possibilidades de abordagem, talvez a psican\u00e1lise seja o fazer que mais tenha se aproximado das bordas de onde se pode explicar o comportamento. Mesmo ela \u00e9 contestada e, como se trata de um assunto intang\u00edvel, n\u00e3o se pode pretender a primazia na emiss\u00e3o de opini\u00f5es. Todos est\u00e3o convidados. Os colunistas das revistas semanais, pelo alcance de que disp\u00f5em, ser\u00e3o \u2013 entre todos \u2013 os mais visitados. Sua responsabilidade, entretanto, n\u00e3o pode ser exigida (afinal s\u00e3o convidados dos editores, n\u00e3o experts) mas despir-se dela como condi\u00e7\u00e3o do inating\u00edvel \u00e9 impens\u00e1vel, ainda mais quando se trata de escritores do porte de uma Lya Luft.<\/p>\n<p>Ao induzir o leitor a crer que os brutais assassinatos de crian\u00e7as ocorridos nos EUA tenha alguma liga\u00e7\u00e3o com a tend\u00eancia atual, \u201cpoliticamente correta\u201d segundo a autora, de inclus\u00e3o geral de alunos \u201canormais\u201d entre \u201cnormais\u201d, de acordo com seus pr\u00f3prios termos \u00e9, no entanto, uma suposi\u00e7\u00e3o que extrapola a pr\u00f3pria linha de argumenta\u00e7\u00e3o da autora, al\u00e9m de refor\u00e7ar estigmas e preconceitos que continuam a impregnar a sociedade no in\u00edcio do s\u00e9c. XXI e, como se v\u00ea, em 2013 ainda estar\u00e3o por a\u00ed.<\/p>\n<p>Um esclarecimento urgente em rela\u00e7\u00e3o ao texto de Lya compete em desfazer a ideia de que defici\u00eancia e doen\u00e7a mental sejam sin\u00f4nimos. Parece simples verificar que uma coisa n\u00e3o tem nada ver com a outra, mas unir seus conceitos em uma mesma argumenta\u00e7\u00e3o implica pensar que se tratam de pessoas indesej\u00e1veis para o conv\u00edvio social. S\u00e3o pessoas que estariam, nas suas palavras, inclusive \u201cn\u00e3o s\u00f3 perturbando a turma, mas afligindo a crian\u00e7a\u201d. Outro esclarecimento fundamental para a compreens\u00e3o do texto trata de verificar o que, de fato, uma afirma\u00e7\u00e3o como essa pretende explicar do tema principal, que \u00e9 o terr\u00edvel mortic\u00ednio das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>At\u00e9 onde se sabe, o assassino de Connecticut n\u00e3o possu\u00eda nem diagn\u00f3stico de defici\u00eancia nem de transtorno mental. Apesar das in\u00fameras suposi\u00e7\u00f5es, a tentativa de enquadramento cl\u00ednico a posteriori de seu comportamento apenas tem servido para que se procure raz\u00f5es imediatas para seu gesto. Parece que, com isso, resolve-se o impasse. Uma das formas de evitar novos acontecimentos do tipo seria separar os \u201cnormais\u201d dos \u201canormais\u201d. Sob o pretexto de preservar a sociedade dos sadios, exclui-se o doente. Em que pese soar novo o argumento de Lya, tal ideia j\u00e1 era verific\u00e1vel na primeira metade do s\u00e9c. XX e mesmo antes disso, com as pol\u00edticas de segrega\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora isso n\u00e3o seja mencionado em nenhuma parte do texto, \u00e9 relevante considerar que o \u201cpoliticamente correto\u201d de agora, a \u201cinclus\u00e3o geral\u201d \u00e9 um elemento garantido constitucionalmente no Brasil, que se quer uma sociedade inclusiva. Al\u00e9m disso, o princ\u00edpio de inclus\u00e3o social \u00e9 base da Conven\u00e7\u00e3o Sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, que o Brasil adotou como emenda constitucional em 2009, atrav\u00e9s do Decreto 6.949, ap\u00f3s vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime no legislativo.<\/p>\n<p>Se exigir que jornalistas e formadores de opini\u00e3o estejam cientes dos avan\u00e7os legais que envolvem minorias possa restar inefetivo, como se tem demonstrado, \u00e9 algo que n\u00e3o se pode saber sem que se procure realizar um gesto nesse sentido. H\u00e1 excelentes fontes de refer\u00eancia que est\u00e3o dispon\u00edveis para aqueles que se disp\u00f5em a observar o mundo al\u00e9m da sua varanda. De alguma forma, parece que os textos de R\u00e9veillon pedem um toque de leveza que, no caso de um assunto como este, \u00e9 bastante complexo de obter. Mesmo assim, \u00e9 desej\u00e1vel que ao menos nesse momento de transi\u00e7\u00e3o entre \u00e9pocas, respire-se em relativa paz, como quer Lya Luft. Claro que n\u00e3o pela morte de  todos os psicopatas, como se isso fosse poss\u00edvel, mas pelo conforto que se pode obter pelo esclarecimento, j\u00e1 que pela vida real nem sempre isto seja poss\u00edvel.<\/p>\n<p><em>Lucio Carvalho &#8211; Coordenador-Geral da revista digital Inclusive \u2013 inclus\u00e3o e cidadania (www.inclusive.org.br) e autor de Morphopolis (www.morphopolis.wordpress.com).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=23960\">http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=23960<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Para Lya Luft ler<\/strong><\/p>\n<p>Resposta ao artigo de Lya Luft publicado na Veja desta semana.<br \/>\nPublicado em O Globo, Opini\u00e3o, 03\/01\/2013:<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, com base no Censo 2010 do IBGE, que nos informa o percentual de 1,4% de pessoas com ?defici\u00eancia mental? (sic) severa, dentro dos 6,7% de pessoas com pelo menos uma defici\u00eancia severa, nos 23,9% de pessoas com defici\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o total brasileira, considero que praticamente todas essas pessoas t\u00eam potencial e condi\u00e7\u00f5es para serem inclu\u00eddas ampla, geral e irrestritamente na sociedade, da educa\u00e7\u00e3o infantil ao mercado de trabalho, sob pena de transformarmos a exce\u00e7\u00e3o em regra, prejudicando a maioria.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, com base nas classifica\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia CID (Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as) e CIF (Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Funcionalidade) da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), que distinguem defici\u00eancia de doen\u00e7a, considero que n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel dizer que uma pessoa com defici\u00eancia tem uma doen\u00e7a, particularmente as que t\u00eam defici\u00eancia intelectual, que vulgarmente s\u00e3o chamadas de doentes mentais. No caso de defici\u00eancias n\u00e3o cong\u00eanitas, como a minha, elas podem at\u00e9 resultar de doen\u00e7as, pois foi um c\u00e2ncer, que ficou para tr\u00e1s, que levou \u00e0 amputa\u00e7\u00e3o da minha perna esquerda.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, com base no Artigo 7 da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia da ONU, ratificada no Brasil como emenda constitucional, que preconiza que ?os Estados Partes dever\u00e3o tomar todas as medidas necess\u00e1rias para assegurar \u00e0s crian\u00e7as com defici\u00eancia o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, em igualdade de oportunidades com as demais crian\u00e7as?, considero que qualquer a\u00e7\u00e3o pela inclus\u00e3o dessas crian\u00e7as no ensino regular, de acordo com os preceitos da educa\u00e7\u00e3o inclusiva, n\u00e3o pode ser considerada pejorativamente como parte do ?politicamente correto?.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, com base em declara\u00e7\u00f5es de educadores e defensores da inclus\u00e3o de crian\u00e7as com defici\u00eancia no ensino regular, entre as quais destaco a de Romeu Kasumi Sassaki, consultor de educa\u00e7\u00e3o inclusiva, de que ?o processo de inclus\u00e3o n\u00e3o pode ser interrompido \u00e0 espera de que todos os educadores estejam preparados para ensinar alunos com defici\u00eancia?, considero que o aprendizado dos educadores ocorrer\u00e1 no enfrentamento dos desafios colocados pelas crian\u00e7as com defici\u00eancia em suas salas de aula e, como nunca antes neste pa\u00eds, em cursos de especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do atendimento educacional especializado (AEE).<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, com base na repercuss\u00e3o negativa alcan\u00e7ada pelas declara\u00e7\u00f5es irrespons\u00e1veis de uma psic\u00f3loga que analisou o caso de Adam Lanza, o jovem atirador da escola de Newton, nos EUA, num programa de TV em rede nacional de grande audi\u00eancia, e disse asneiras como ?est\u00e3o dizendo que ele (Lanza) tinha Asperger, um tipo de autismo em que a pessoa faz contato e \u00e0s vezes \u00e9 considerada inteligente?, considero que quem tem espa\u00e7o para opinar nos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigado a fundamentar declara\u00e7\u00f5es com implica\u00e7\u00f5es em \u00e1reas do conhecimento em que n\u00e3o tem qualifica\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo da liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Andrei Bastos \u00e9 jornalista com defici\u00eancia e autor do Blog Andrei Bastos <a href=\"http:\/\/www.andreibastos.com.br\/blog\/index.php\/2013\/01\/03\/para-lya-luft-ler\/\">http:\/\/www.andreibastos.com.br\/blog\/index.php\/2013\/01\/03\/para-lya-luft-ler\/<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong><em><a href=\"http:\/\/www.andreibastos.com.br\/blog\/index.php\/2013\/01\/03\/para-lya-luft-ler\/\"><\/a><\/em>A intoler\u00e2ncia elitista de Lya Luft<\/strong><\/p>\n<p>Se h\u00e1 uma atitude que n\u00e3o dignifica o ser humano, esta \u00e9 a falta de solidariedade.<\/p>\n<p>Os programas sociais do governo foram, para muitos, um espelho revelador do elitismo que caracteriza a sua vis\u00e3o de mundo: &#8220;Para mim, sim; para eles, n\u00e3o&#8221;. Bolsa Fam\u00edlia, Bolsa Escola, ProUni, Brasil Carinhoso, Brasil sem Mis\u00e9ria, Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, entre outros, foram combatidos pelos representantes desse elitismo, na grande m\u00eddia e no Congresso.<\/p>\n<p>Esse combate refletiu a estranheza, o constrangimento e a revolta que muitos sentiam ao conviver, no dia a dia, com novos personagens em meios antes exclusivos:<\/p>\n<p>&#8220;O que essa turma est\u00e1 fazendo no meu aeroporto?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O qu\u00ea! Esta fam\u00edlia vai jantar no meu restaurante?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Peral\u00e1! Shopping \u00e9 lugar de passeio dessa gente?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O que o meu porteiro est\u00e1 fazendo na minha cidade estrangeira preferida?&#8221;<\/p>\n<p>Um desses programas, baseado na vis\u00e3o solid\u00e1ria e inclusiva do mundo, acaba receber mais um petardo vindo de uma representante de um mundo que custa a perceber que j\u00e1 morreu. Uma escritora, uma intelectual que se orgulha do r\u00f3tulo de &#8220;artista&#8221; (Lya Luft), escreve na edi\u00e7\u00e3o mais recente da &#8220;Veja&#8221; (onde?), sobre a educa\u00e7\u00e3o inclusiva, pol\u00edtica pedag\u00f3gica de conviv\u00eancia entre deficientes e alunos regulares, nas salas de aula:<\/p>\n<p>&#8220;O politicamente correto agora \u00e9 a inclus\u00e3o geral, significando tamb\u00e9m que crian\u00e7as com defici\u00eancia devem ser for\u00e7adas (na minha opini\u00e3o) a frequentar escolas dos ditos &#8216;normais&#8217; (tamb\u00e9m n\u00e3o gosto da palavra), muitas vezes n\u00e3o s\u00f3 perturbando a turma, mas afligindo a crian\u00e7a, que tem de se adaptar e agir para al\u00e9m de seus limites &#8211; dentro dos quais poderia se sentir bem, confort\u00e1vel e feliz&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/meufilhotemmielo.blogspot.com.br\/2012\/12\/absurdo.html\">http:\/\/meufilhotemmielo.blogspot.com.br\/2012\/12\/absurdo.html<\/a><\/p>\n<p>Ou seja, &#8220;inclus\u00e3o geral&#8221; \u00e9 somente um modismo politicamente correto \u2013 e n\u00e3o uma express\u00e3o do esp\u00edrito de solidariedade do ser humano. Deficientes s\u00e3o &#8220;for\u00e7ados&#8221; a conviver com seus coleguinhas da escola tradicional e se &#8220;afligem&#8221; por isso. Falando por eles, a escritora afirma que se sentiriam &#8220;bem, confort\u00e1veis e felizes&#8221; se segregados do conv\u00edvio com crian\u00e7as da mesma idade.<\/p>\n<p>Na verdade, a escritora est\u00e1 somente projetando seus sentimentos sobre aquelas crian\u00e7as: \u00e9 ela que se sente &#8220;for\u00e7ada&#8221; a conviver com realidades que preferia evitar; \u00e9 ela que se &#8220;aflige&#8221; e se &#8220;perturba&#8221; com essa nova situa\u00e7\u00e3o; \u00e9 ela que sente dificuldade em se &#8220;adaptar&#8221; a algo que est\u00e1 &#8220;al\u00e9m dos seus limites&#8221; restritos \u2013 dentro dos quais vivia &#8220;bem, confort\u00e1vel e feliz&#8221;. Um retrato perfeito do estrago que os novos tempos est\u00e3o causando nos cora\u00e7\u00f5es e nas mentes dos elitistas.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s de supostos argumentos para defender direitos exclusivistas, v\u00ea-se claramente a imagem da tela de Edvard Munch, &#8220;O Grito&#8221;. Da boca da imagem desesperada ouvimos: &#8220;Socorro! O que eles est\u00e3o fazendo com o meu mundo?!&#8221;.<\/p>\n<p>No fundo, \u00e9 simb\u00f3lico: essa turma n\u00e3o consegue acessar sentimentos de solidariedade e congra\u00e7amento nem nas festas de fim de ano.<\/p>\n<p>Um Ano Novo Solid\u00e1rio para todos.<\/p>\n<p><em>Luis Nassif, jornalista, autor de Luis Nassif online<br \/>\n<\/em><a href=\"http:\/\/www.advivo.com.br\/blog\/luisnassif\/a-intolerancia-elitista-de-lya-luft?page=3\"><em>http:\/\/www.advivo.com.br\/blog\/luisnassif\/a-intolerancia-elitista-de-lya-luft?page=3<\/em><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><strong>Em resposta: Direitos e liberdade de express\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Antes de qualquer coisa devo dizer que a liberdade de express\u00e3o \u00e9 um direito. Em resposta eu e muitos outros escrevemos. Mas \u00e9 preciso que os meios de comunica\u00e7\u00e3o atentem para o que publicam, porque a falta de responsabilidade pode causar s\u00e9rios danos&#8230;<\/p>\n<p>Sobre a reportagem publicada na VEJA, segue abaixo o meu rascunho, escrito na 2a feira.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Em artigo publicado na revista Veja, a escritora Lya Luft utiliza de sua liberdade de express\u00e3o para refletir sobre o direito ao acesso e perman\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o para as pessoas com defici\u00eancia, fazendo parecer inclusive que o direito vem sendo exercido apenas por ser politicamente correto.<br \/>\nNesse ponto talvez n\u00e3o esteja de todo enganada, pois educa\u00e7\u00e3o \u00e9 direito central e fundamental para o exerc\u00edcio dos demais direitos, inclusive dos direitos pol\u00edticos. \u00c9 direito que n\u00e3o se pode dispor e, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, \u00e9 dever do Estado, da fam\u00edlia e da sociedade, porque n\u00e3o \u00e9 correto deixar crian\u00e7as e adolescentes fora da escola, e tanto o<br \/>\nEstatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente e a Lei 7853\/89 &#8211; artigo 8o quanto a Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia t\u00eam o mesmo entendimento, sendo poss\u00edvel afirmar que, al\u00e9m de crime \u00e9 mesmo politicamente incorreto o n\u00e3o exerc\u00edcio do direito ou a sua obstaculiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 parte disso, s\u00e3o muitos os dados que evidenciam os benef\u00edcios da educa\u00e7\u00e3o inclusiva para pessoas com e sem defici\u00eancia e s\u00e3o muitas as pol\u00edticas p\u00fablicas implementadas com sucesso para garantir exerc\u00edcio do direito, mas a reflex\u00e3o agora \u00e9 sobre a liberdade de express\u00e3o, que fere o direito do outro, principalmente quando se trata de crian\u00e7a e adolescente. \u00c9 sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de meios de comunica\u00e7\u00e3o para expor opini\u00f5es que levam \u00e0 exclus\u00e3o social e ao aumento do preconceito e da discrimina\u00e7\u00e3o, inclusive de classe.<br \/>\nN\u00e3o se trata de politicamente correto ou de batalhas manique\u00edstas, falamos de pessoas, com todas as suas particularidades; falo de gente, seres humanos que podem ser prejudicados por reflex\u00f5es inconsequentes.<\/p>\n<p>E de fato estamos em per\u00edodo de matr\u00edcula nas escolas e muitas fam\u00edlias j\u00e1 receberam um &#8220;n\u00e3o&#8221; direto ou indireto para o ingresso de seus filhos com defici\u00eancia em escolas das cinco regi\u00f5es do Brasil, e \u00e9 com muita dor que lidam com o fato; \u00e9 com a dor de quem sofre discrimina\u00e7\u00e3o e preconceito,<br \/>\nDor que muitas vezes passa a pautar a pr\u00f3pria vida. A escritora Lya Luft precisa saber que d\u00f3i, e que as pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o de direito, porque \u00e9 esse o paradigma e, principalmente, porque foram conquistadas por pessoas que sofreram a dor do preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o; seja a pol\u00edtica de cotas raciais ou as pol\u00edticas p\u00fablicas de inclus\u00e3o educacional, elas nada mais s\u00e3o do que obriga\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico para com aqueles historicamente discriminados.<\/p>\n<p>Esperamos que os diretores de escolas p\u00fablicas e privadas n\u00e3o levem a serio as reflex\u00f5es da colunista e que tenham a certeza de que negar ou fazer cessar matr\u00edcula por motivo de defici\u00eancia \u00e9 crime, est\u00e1 na Lei 7853\/89 &#8211; artigo 8o, mas espero tamb\u00e9m que a escritora reflita sobre os seus conceitos e o seu direito de exp\u00f4-los, quando isso pode afetar diretamente a vida de milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso saber que o Brasil tem 45.000.000 de pessoas com defici\u00eancia e pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o pessoas com doen\u00e7a mental, muito embora a discrimina\u00e7\u00e3o continuada e a exclus\u00e3o de cada dia possa levar a isso. N\u00e3o sei o que a escritora entende por dem\u00eancia, mas o fato \u00e9 que a grande maioria dos crimes n\u00e3o s\u00e3o cometidos por &#8220;dementes&#8221;, outro engano da colunista, que faz parecer que cada um no seu quadrado resolveria o &#8220;problema&#8221; na escola e em toda a sociedade.<br \/>\nL\u00f3gico que as pessoas precisam do atendimento adequado da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia e de todos os setores, mesmo porque direitos humanos s\u00e3o inegoci\u00e1veis. Aproveito para informar que o Plano Nacional dos Diretos das Pessoas com Defici\u00eancia Viver Sem Limite \u00e9 outra conquista que envolve 15 minist\u00e9rios, porque de verdade estamos avan\u00e7ando, e podemos avan\u00e7ar mais se o conservadorismo deixar de lado a sua intoler\u00e2ncia e inconformismo com a<br \/>\nascens\u00e3o social de milh\u00f5es de brasileiros, entre eles pessoas com defici\u00eancia e, ainda, como no meu entendimento, o conservadorismo que pretende deixar pessoas com defici\u00eancia em um quadrado \u00e9 o mesmo que n\u00e3o demonstra<br \/>\nindigna\u00e7\u00e3o diante das atrocidades ditas e cometidas contra homossexuais,<\/p>\n<p>Devemos sim, unir for\u00e7as para combater essa onda que h\u00e1 muito j\u00e1 deveria ter passado.<br \/>\nE sim, mais que poss\u00edvel, a inclus\u00e3o educacional \u00e9 uma conquista, uma realidade e principalmente um direito que n\u00e3o pode ser violado. \u00c0 parte disso, reafirmo que os n\u00fameros evidenciam avan\u00e7os que eu mesma in\u00fameras vezes presenciei em redes p\u00fablicas e escolas que acreditaram e mudaram o paradigma, garantindo o acesso e perman\u00eancia com todos os recursos<br \/>\nnecess\u00e1rios para todas as crian\u00e7as e adolescentes com defici\u00eancia. Mas quem tem vontade pol\u00edtica faz e quem n\u00e3o tem diz que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a matr\u00edcula em classe comum, mas esse ja \u00e9 um outro assunto&#8230;<\/p>\n<p>A liberdade de se equiparar o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ao politicamente correto gera revoltas leg\u00edtimas e \u00e9 preciso que as fam\u00edlias transformem a sua indigna\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o, e que continuem fazendo acontecer cada vez mais. A promo\u00e7\u00e3o da manuten\u00e7\u00e3o da invisibilidade social , do preconceito e da discrimina\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre a servi\u00e7o de interesses, mesmo que pessoais, mas<br \/>\n\u00e9 preciso que os meios de comunica\u00e7\u00e3o pensem em suas consequ\u00eancias e que, no m\u00ednimo, abram espa\u00e7o para o contraponto.<\/p>\n<p>Estamos falando sobre seres humanos, Pessoas que comp\u00f5e a diversidade humana e que integram o imenso &#8220;quebra-cabe\u00e7a&#8221; da humanidade. N\u00e3o se trata de politicamente correto: Pessoas com defici\u00eancia existem, s\u00e3o gente! Pessoas<br \/>\ncom defici\u00eancia t\u00eam direitos humanos!<\/p>\n<p>Pais, m\u00e3es, professores e gestores : n\u00e3o deixem de lutar pelos direitos dos seus filhos e alunos e n\u00e3o se deixem influenciar por posicionamentos pautados pelo preconceito.<\/p>\n<p><em>Claudia Grabois &#8211; Advogada, Coordenadora do F\u00f3rum Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva e da Rede Inclusiva Direitos Humanos Brasil, Membro do CONADE-SDH, da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da OAB\/RJ e do Inclus\u00e3o J\u00e1 &#8211; Em defesa do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Diretora de inclus\u00e3o social da FIERJ. Ex-diretora de educa\u00e7\u00e3o especial do Munic\u00edpio do Rio de Janeiro, , ex-Presidente da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de S\u00edndrome de Down.<\/em><br \/>\n<em><a href=\"http:\/\/inclusaoja.com.br\">http:\/\/inclusaoja.com.br<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=23988\">http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=23988<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>O caso Lya Luft<\/strong><\/p>\n<p>A parte todos os justificados protestos com rela\u00e7\u00e3o ao artigo entitulado &#8220;O ano das criancinhas mortas&#8221;, publicado na Veja de 31\/12\/2012, a autora Lya Luft parece nos fazer um favor. Ela destaca bem em seu texto, sem muitas firulas, o argumento nazista e excludente de que pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o deveriam frequentar a escola regular para n\u00e3o incomodar as pessoas &#8220;normais&#8221;. \u00c9 raro algu\u00e9m assumir essa postura sem eufemismos, o que Lya parece ter feito quest\u00e3o de evitar.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o da colunista, fica claro que crian\u00e7as com autismo, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o desejadas na escola e que, mesmo sendo politicamente incorreto, elas n\u00e3o deveriam estar l\u00e1, pois &#8220;pertubam&#8221; a turma. Infelizmente, esse pensamento \u00e9 reflexo do senso comum com que nos deparamos no dia-a-dia, muitas vezes com eufemismos e disfar\u00e7adas boas inten\u00e7\u00f5es, outras com deliberada cara-de-pau.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou comentar a falta de coer\u00eancia no texto de Lya, mas \u00e9 bom notar que a l\u00f3gica usada, n\u00e3o se restringe ao ambiente escolar. Ora, se a pessoa deve ser isolada na escola, ela deve tamb\u00e9m estar afastada dos outros espa\u00e7os sociais, j\u00e1 que os motivos apresentados s\u00e3o mais que meramente pedag\u00f3gicos: s\u00e3o pessoas que incomodam os ditos normais; s\u00e3o perigosas aos demais; e se aflingem pois s\u00e3o for\u00e7adas a ir al\u00e9m dos pr\u00f3prios limites.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, nessa linha de racioc\u00ednio, n\u00e3o se deveria mais impor a inclus\u00e3o, igualdade de direitos e n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o como regra. Ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a gostar de pessoas com defici\u00eancia, ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a gostar de gays e ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a gostar espinafre. Ent\u00e3o ningu\u00e9m deve ser obrigado a conviver com o que n\u00e3o gosta, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o, talvez, seria fazer grandes campos de concentra\u00e7\u00e3o, deixando todos os ditos normais (sem defici\u00eancia) livres da conviv\u00eancia com as pessoas com autismo ou com outras defici\u00eancias (anormais). Livres do fardo e do perigo! As pessoas com defici\u00eancia tamb\u00e9m estariam bem mais protegidas e aceitas l\u00e1, sem nenhum tipo de afli\u00e7\u00e3o, pois nada desafiaria seus limites, n\u00e3o \u00e9 dona Lya? &#8211; Ela n\u00e3o gosta dos termos &#8220;normais&#8221; e &#8220;anormais&#8221;, mas como escritora n\u00e3o se esfor\u00e7ou para usar outros. Propositadamente incompetente?<\/p>\n<p>Bem, essa \u00e9 l\u00f3gica que pune a v\u00edtima. \u00c9 a id\u00e9ia posta que estamos aqui para enfrentar. A concep\u00e7\u00e3o de que os autistas e pessoas com outras defici\u00eancias n\u00e3o merecem viver em sociedade.<\/p>\n<p>Infelizmente Lya, Betty e Faust\u00e3o s\u00f3 fizeram manifestar a express\u00e3o de um modelo social constru\u00eddo e impregnado no senso comum. O reflexo do que a sociedade, de uma forma geral, pensa sobre sobre o que \u00e9 defici\u00eancia e o que \u00e9 ser pessoa com defici\u00eancia. A id\u00e9ia geral de que pessoa com defici\u00eancia, incluindo pessoas com autismo, s\u00e3o menos gente, tem menos direitos e que a segrega\u00e7\u00e3o \u00e9 medida de prote\u00e7\u00e3o, melhor para todos (ditos e n\u00e3o ditos normais).<\/p>\n<p>Infelizmente muitos pais e autistas partilham desse sentimento comum e demoram para se reafirmar como sujeitos de direitos humanos. De todos os direitos humanos. Direitos esses, reafirmados constitucionamente na Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Ainda bem que cada vez mais se fortalece a no\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o as barreiras sociais &#8211; inclusive as barreiras atitudinais como o preconceito, a discrimina\u00e7\u00e3o, a falta de apoio &#8211; os elementos que impedem a maior participa\u00e7\u00e3o na sociedade das pessoas com defici\u00eancia, incluindo as pessoas com autismo e as pessoas com defici\u00eancia psicossocial.<\/p>\n<p>Nesse sentido, as manifesta\u00e7\u00f5es da m\u00eddia t\u00eam uma caracter\u00edstica muito peculiar, pois elas influenciam e ao mesmo tempo s\u00e3o o reflexo das atitudes da sociedade. S\u00e3o formadores de opini\u00e3o p\u00fablica e tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de term\u00f4metro do senso comum.<\/p>\n<p>Essas \u00faltima mat\u00e9ria da Veja, assim como a desastrosa participa\u00e7\u00e3o de Betty Monteiro no Faust\u00e3o, deve servir alerta para n\u00f3s familiares e autistas, para sabermos bem de que lado devemos estar e que posi\u00e7\u00e3o devemos tomar. Nossa miss\u00e3o deve ser conquistar espa\u00e7os para participa\u00e7\u00e3o e para cont\u00ednua mudan\u00e7a das atitudes sociais, refletidas nesse tipo manifesta\u00e7\u00e3o nazi-fascistas que justifica o preconceito e a aparta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lya Luft e Betty Monteiro, por exemplo, d\u00e3o argumentos para quem queria o artigo 7\u00ba do PLS168\/2011 como estava, permitindo a impune exclus\u00e3o de pessoas com autismo da escola regular, como medida de prote\u00e7\u00e3o. Ainda bem que nossa presidenta foi s\u00e1bia e vetou, a despeito do PLS ter passado por unanimidade no Congresso. O que foi demonstra\u00e7\u00e3o de compromisso com os direitos humanos das pessoas com defici\u00eancia, que foram celebrados na nossa Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, que esse tipo de manifesta\u00e7\u00e3o preconceituosa nos sirva de li\u00e7\u00e3o. E que fortale\u00e7a nossa uni\u00e3o na luta contra a aparta\u00e7\u00e3o social das pessoas com autismo e com outras defici\u00eancias.<\/p>\n<p><em>Alexandre Mapurunga &#8211;\u00a0Presidente da Abra\u00e7a, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para A\u00e7\u00e3o por Direitos das Pessoas com Autismo, e autor de Inclus\u00e3o e Diversidade<br \/>\nhttp:\/\/www.inclusaoediversidade.com\/2013\/01\/quando-o-preconceito-rege-o-pensamento.html<\/em><\/p>\n<p><strong>O caso Lya Lulft<\/strong><\/p>\n<p>Todos sabem \u2013 ou a grande maioria \u2013 que a Lya Lulf \u00e9 uma grande escritora e colunista da revista Veja. N\u00e3o nos prendemos em emaranhado de partido ou ideologia \u2013 mesmo o porque n\u00e3o existe esquerda ou direita e sim interesses \u2013 mas vamos ater no que ela escreveu numa coluna que quem era assinante leu em primeiro lugar. Assim foi:<\/p>\n<p>\u201cO politicamente correto agora \u00e9 a inclus\u00e3o geral, significando tamb\u00e9m que crian\u00e7as com defici\u00eancia devem ser for\u00e7adas (na minha opini\u00e3o) a frequentar escolas dos ditos \u2018normais\u2019 (tamb\u00e9m n\u00e3o gosto da palavra), muitas vezes n\u00e3o s\u00f3 perturbando a turma, mas afligindo a crian\u00e7a, que tem de se adaptar e agir para al\u00e9m de seus limites \u2013 dentro dos quais poderia se sentir bem, confort\u00e1vel e feliz\u201d.<\/p>\n<p>Primeiro erro da escritora foi criar um conceito de \u201cfor\u00e7ar\u201d a crian\u00e7a com defici\u00eancia a conviver com os ditos \u201cnormais\u201d, que remete em tudo que o fil\u00f3sofo franc\u00eas Foulcault escreveu. O que seria normal ou anormal? Essa discuss\u00e3o come\u00e7a na idade media quando come\u00e7a a ver de outra \u00f3tica a loucura \u2013 como forma de ser normal (raciocinando) e anormal (alucinado) \u2013 pois v\u00e1rios textos de Arist\u00f3teles tiveram esse contexto de se for perfeito, haveria grande chance de ter alma, se n\u00e3o fosse perfeito, n\u00e3o haveria de ter alma. Mas nem era culpa de Arist\u00f3teles \u2013 como filhos de sua cultura \u2013 ele era ref\u00e9m do pensamento da \u00e9poca e sabia s\u00f3 construir esse tipo de pensamento. N\u00e3o vamos, tamb\u00e9m, nos ater em culpados e sim fazer uma investiga\u00e7\u00e3o genealogia da moral e \u00e9tica (longe de eu ser comparado com o mestre Nietzsche). A pergunta \u00e9 simples porque nos remete a um conceito muito mais profundo da sociedade, porque sem sua moral constru\u00edda por seculos de pensamentos, guerras, lutas e constru\u00e7\u00f5es verbais, fizeram e fazem parte da sociedade humana.<\/p>\n<p>O normal e anormal que a escritora fala vem do conceito de ser aceito ou n\u00e3o, uma conduta pode ser dita normal e n\u00e3o um indiv\u00edduo. Um indiv\u00edduo que tr\u00e1s uma defici\u00eancia n\u00e3o faz de seu comportamento diferente, tr\u00e1s uma limita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o um comportamento. N\u00e3o podemos dizer se a pessoa \u00e9 normal ou n\u00e3o, s\u00f3 por causa de sua defici\u00eancia, isso j\u00e1 tr\u00e1s a discuss\u00e3o se esses escritores est\u00e3o mesmo preparados em serem escritores, quanto mais, falar de assuntos desse porte. Se ela n\u00e3o sabe nem a terminologia de normal e anormal, muito menos saber\u00e1 a terminologia de qualquer assunto que queira falar ou n\u00e3o. Nem \u00e9 problema de ser petista ou psdebista, o problema que os assuntos sociais se banalizaram com a ignor\u00e2ncia e a ilus\u00e3o do povo, quanto menos, o segmento PCD.<\/p>\n<p>A coisa fica grave quando ela usa o termo \u201catormentar a turma\u201d como se voc\u00ea pedir para ir ao banheiro \u00e9 um tormento ou pedir para pegar alguma coisa no ch\u00e3o. Eu, para dar um exemplo, estudei em quatro estabelecimentos de ensino e posso garantir, sem a menor duvida, que as pessoas at\u00e9 se oferecem para pegar ou para ajudar. Se atormentamos, se atrapalhamos, isso \u00e9 bem disfar\u00e7ado diante da turma, porque de maneira nenhuma, nenhum aluno reclamou do nosso comportamento nas salas de aula para o coordenador ou para algum professor. Ent\u00e3o da onde a Sra Lya Lulf tirou tal afirma\u00e7\u00e3o? De onde vem essa avalanche de besteiras em um paragrafo? Ela \u00e9 uma escritora, ela tem o conhecimento, n\u00e3o \u00e9 uma ignorante de periferia. Vamos ser pr\u00e1ticos, isso tem a ver com o governo e a politica, isso tem a ver com a \u201cconversinha\u201d fiada dos sulistas em nos trancar em APAEs, ou os nortistas em correntes, estamos cercados e se n\u00e3o fizemos algo, a coisa vai ficar feia.<\/p>\n<p>Outra coisa\u2026da onde a escritora tirou que crian\u00e7as com defici\u00eancia afligem outras crian\u00e7as? Fica mais ou menos aquela conversa de psicologo que diz que os infantic\u00eddios dos Estados Unidos da Am\u00e9rica s\u00e3o obra de pessoas autistas que s\u00e3o \u201cfor\u00e7adas\u201d a frequentar escolas \u201cnormais\u201d e sofrem algum bulling e nesse bulling se tornam psicopatas e matam todo mundo, \u00e9 de dar risada at\u00e9 fazer \u201cxixi\u201d nas cal\u00e7as. Essas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o de pessoas que s\u00e3o mal profissionais, existe nesse pa\u00eds muitos maus profissionais e isso agrava todas as \u00e1reas. Pr\u00e9dios caem, rodovias se despeda\u00e7am em buracos, bandidos a solta, musicas que s\u00f3 trazem desgra\u00e7a, isso faz parte agora de nosso cotidiano gra\u00e7as as pessoas que assistiam aulas de faculdade alcoolizados e que n\u00e3o aprenderam nada das aulas, mas tiraram o diploma. Prova disso os m\u00e9dicos de hoje simplesmente, uma dor de barriga \u00e9 virose, da\u00ed d\u00e1 para ter uma ideia.<\/p>\n<p>A escritora Lya Lulf \u2013 como Arist\u00f3teles e outros \u2013 s\u00e3o filhos de sua cultura, sua contemporaneidade fazem deles ref\u00e9ns de tais pensamentos. As pr\u00f3prias m\u00e3es \u2013 nem todas \u00e9 claro \u2013 tem esse tipo de pensamento onde enxergam as pessoas com defici\u00eancia como in\u00fateis, como se elas n\u00e3o tivessem uma vida social, como se elas n\u00e3o pudessem ter tudo que qualquer pessoa possa ter. Isso \u00e9 verdade, a fala de Lya nada mais \u00e9 do que o pensamento de qualquer m\u00e3e, de qualquer fam\u00edlia, de qualquer profissional de escolas especiais ou n\u00e3o, vamos atormentar, vamos atrapalhar, vamos limitar a conduta de uma sala em passeios e divers\u00f5es. As brincadeiras n\u00e3o v\u00e3o ser as mesmas, v\u00e3o ter que adaptarem essas mesmas brincadeiras, v\u00e3o ter que adaptar as mesas, v\u00e3o ter que colocar pisos diferentes, v\u00e3o ter que colocar interpretes ou legendas nas v\u00eddeos aulas. Isso requer dinheiro, isso requer trabalho e qualquer funcion\u00e1rio publico que se prese, n\u00e3o trabalha, quer tudo pratico e nem se esfor\u00e7a para ter o conhecimento de melhorar a vida e o conv\u00edvio. Logico que nem todos s\u00e3o assim, mas a grande maioria o \u00e9. A hist\u00f3ria n\u00e3o me faz mentir com os espartanos, com os nazistas, com a pr\u00f3pria igreja romana e seu conceito de perfei\u00e7\u00e3o. Ainda ficamos com esse estigma por que, em pleno s\u00e9culo XXI?<\/p>\n<p>Na geologia da moral que podemos fazer, voltando a \u201cvaca fria\u201d, temos que fazer um resgaste do conceito moral que se pode fazer disso. A moral s\u00e3o conceitos que fazem nossa cria\u00e7\u00e3o familiar, uma moral religiosa \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o dentro da religi\u00e3o e \u00e9 errado pensar que existe alguma liga\u00e7\u00e3o com a \u00e9tica, pois n\u00e3o tem. \u00c9tica \u00e9 algo muito maior e muito mais abrangente do que a moral, a moral \u00e9 restrita a um conjunto especifico de pensamentos e regras, a \u00e9tica abrange todos. Uma crian\u00e7a ser molestada sexualmente \u00e9 amoral, um politico n\u00e3o aprovar leis que limitam essa pratica e levem esses sujeitos a cadeia, \u00e9 anti-\u00e9tico. As praticas s\u00e3o dependentes de nossa moral, o que aprendemos no \u201cber\u00e7o\u201d, a \u00e9tica aprendemos no conv\u00edvio social e cultural. Quest\u00f5es de linguagem, porque somos o que conseguimos nos expressar e da\u00ed que tiramos uma analise de verdade do que a Lya Lulf disse, uma quest\u00e3o puramente moral e de pouca \u00e9tica.<\/p>\n<p>Por que digo isso? Se tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de linguagem, ent\u00e3o at\u00e9 mesmo, as palavras que ela escreveu s\u00e3o seu mundo, \u00e9 o que acredita e cr\u00ea ser a verdade. Para ela \u2013 queira voc\u00ea ou n\u00e3o \u2013 a quest\u00e3o que colocou \u00e9 verdade porque faz parte de seu conceito e se faz parte de seu conceito, faz parte de sua moral. Um pr\u00e9-conceito \u00e9 um pr\u00e9-julgamento daquilo que \u201cachamos\u201d ser a verdade ofuscada por generaliza\u00e7\u00f5es, o mundo constr\u00f3i um ramo de opini\u00f5es sobre certos assuntos e entra dentro da moral de algum ensinamento; como judeu ser \u201cp\u00e3o-duro\u201d, ou negros e \u00edndios serem pregui\u00e7osos, mas que remete a uma generaliza\u00e7\u00e3o. Nem todo judeu \u00e9 p\u00e3o-duro, como nem todo \u00edndio \u00e9 pregui\u00e7oso. Nem toda pessoa com defici\u00eancia tem tormentos mentais ou sofrem de transtornos que fazem n\u00e3o raciocinar, nem todas as pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o podem fazer as coisas que todos gostam ou fazem. H\u00e1, certamente, uma generaliza\u00e7\u00e3o diante de conceitos e preconceitos que nem sempre s\u00e3o sociais e por inclu\u00edvel que pare\u00e7a, vem de profissionais na \u00e1rea. Os profissionais que trabalham com defici\u00eancias \u2013 como institui\u00e7\u00f5es como a AACD (citando a mais famosa) \u2013 tem um grau de preconceito muito auto. Com toda certeza, antes de fazer seu texto, Lya Lulf \u201cbebeu\u201d dessa fonte. Ent\u00e3o o que esperar? O que esperar de uma revista fracassada como a Veja?<\/p>\n<p>Como disse uma colega do segmento Marcia Gori: \u201cPrecisamos deixar de ser t\u00e3o simplistas na vis\u00e3o social que acessibilidade se resume em barreiras arquitet\u00f4nica\u201d. Realmente \u00e9 muito simplista colocar toda a acessibilidade s\u00f3 no meio arquitet\u00f4nico \u2013 como vimos no texto da Lya \u2013 a quest\u00e3o da inclus\u00e3o abrange at\u00e9 a sem\u00e2ntica, as in\u00fameras figuras de linguagens, e outras coisas que tamb\u00e9m devem ser estudadas por quem luta por uma inclus\u00e3o. Como incluir algo dentro desse algo? E se eu n\u00e3o quiser ser inclu\u00eddo dentro desse contexto? S\u00e3o perguntas que ningu\u00e9m dentro do segmento sabem me responder, como se isso fosse t\u00e3o dif\u00edcil, se eu devo aceitar nomenclaturas que me \u00e9 impostos nesse segmento. Ou se devo aceitar me incluir em uma sociedade que me rejeita\u2026para qu\u00ea devo me incluir? Como se eu fosse massa de manobra, n\u00e3o do governo ou da elite, mas do pr\u00f3prio segmento que existem certas pessoas que procuram fama e gloria. Nada de errado, acredito at\u00e9 ser valido, d\u00eas que seja honesto e deixe isso bem claro.<\/p>\n<p>A vaidade de ser reconhecido e de ser percebido em tudo que fazemos, nem sempre \u00e9 errado, temos que ser reconhecidos para saber se estamos agindo certo, quem diz o contrario \u00e9 hip\u00f3crita ou \u00e9 papagaio, nem sabe e nem analisa o que est\u00e1 dizendo. Por isso a import\u00e2ncia de se estudar os conceitos e estudar os meios que se processam cada fala e cada escrito, sen\u00e3o n\u00e3o se sabe o porque o autor ou quem disse aquilo. Um colega do segmento disse uma vez que a maioria dos movimentos e ongs s\u00e3o papagaios e isso \u00e9 verdade, ouvem a coisa, l\u00ea a coisa, mas nem sabem o contexto e nem o porque essa coisa se realiza. Repetem e \u00e9 s\u00f3, n\u00e3o diferente de Lya, eles somente ouvem o galo cantar sem ao menos saber onde esse galo est\u00e1 cantando.<\/p>\n<p>Enquanto isso, tomo meu suco, como minhas bolachas e fico vendo esse espet\u00e1culo que \u00e9 a batida de frente entre os movimentos. E a Irmandade? Entrar\u00e1 na briga na hora certa\u2026<\/p>\n<p><em>Amauri Nolasco Sanches Junior &#8211; Escritor\/Fil\u00f3sofo\/coordenador e cofundador da Irmandade da pessoa com Defici\u00eancia\/t\u00e9cnico de inform\u00e1tica\/publicit\u00e1rio<br \/>\nhttp:\/\/serumdeficiente.wordpress.com\/2013\/01\/01\/o-caso-lya-lulf\/<\/em><\/p>\n<p><strong>VEJA a ignor\u00e2ncia!<\/strong><\/p>\n<p>O mail que eu fiz para o Diretor de Reda\u00e7\u00e3o da Veja, diante do artigo que Lya Luft escreveu esta semana na revista.<\/p>\n<p>Caro Diretor de Reda\u00e7\u00e3o da Veja, boa noite!<\/p>\n<p>A nobre escritora Lya Luft come\u00e7ou bem o texto, falando que n\u00e3o \u00e9 qualificada para escrever sobre o assunto, ali\u00e1s, foi a \u00fanica coisa certa que ela escreveu!<\/p>\n<p>A colunista faz algumas rela\u00e7\u00f5es absurdas, sem nexo, fazendo com que o texto fique sem sentido, preconceituoso, levando mais ignor\u00e2ncia para a sociedade. Ela defende a libera\u00e7\u00e3o de porte de arma e diz que ao inv\u00e9s de se preocupar com essa proibi\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso rever o conceito, as leis e preconceito quanto ao deficiente f\u00edsico. Segundo Luft, o politicamente correto, hoje, \u00e9 a inclus\u00e3o geral, est\u00e1 na moda, para ela \u00e9 um absurdo que as crian\u00e7as com defici\u00eancia frequentem uma escola \u201cnormal\u201d. Isso porque as outras crian\u00e7as v\u00e3o ser for\u00e7adas se adaptar, impedindo que elas sejam felizes.<br \/>\nEstou indignada com a publica\u00e7\u00e3o da revista Veja de um texto com preconceito, tenho paralisia cerebral, sou Psic\u00f3loga. Sempre estudei em escola \u201cnormal\u201d, meus colegas de sala nunca foram prejudicados em suas vidas. Pelo contrario, eles aprenderam a lidar com a diferen\u00e7a, praticaram a solidariedade, sabem hoje que a pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um E.T, mas sim um ser humano comum, mas, com certas necessidades.<br \/>\nEssas li\u00e7\u00f5es a senhora Lya Luft n\u00e3o sabe, n\u00e3o buscou saber e me parece que o mundo dela tamb\u00e9m n\u00e3o sabe, somente devem conhecer o mundo \u201c perfeito \u201c.<br \/>\nJ\u00e1 fora da sua zona de conforto, do seu mundo idealizado, a colunista mostra seus sentimentos com rela\u00e7\u00e3o as crian\u00e7as com defici\u00eancia, ela n\u00e3o quer conviver com esta nova realidade, com um mundo que n\u00e3o \u00e9 \u201c perfeito \u201c, a nobre escritora quer evitar, pois a &#8220;aflige&#8221; e &#8220;perturba&#8221;, com essa situa\u00e7\u00e3o, a inclus\u00e3o; olhar sim para o diferente olhar para as pessoas com defici\u00eancia na rua, no trabalho, na escola, na balada, enfim na vida sem muros, sem segrega\u00e7\u00e3o, sem diferen\u00e7a, sem medo! Estamos trabalhando para isso, entretanto com um artigo assim, na revista Veja, \u00e9 um grande retrocesso!<br \/>\nAtenciosamente,<br \/>\nCarolina C\u00e2mara<\/p>\n<p><em>Carolina C\u00e2mara &#8211; Psic\u00f3loga e autora do Blog Carolina &#8211; Un sonho a mais n\u00e3o faz mal<br \/>\n<a href=\"http:\/\/carolcam.blogspot.com\/2013\/01\/veja-ignorancia.html?m=1\">http:\/\/carolcam.blogspot.com\/2013\/01\/veja-ignorancia.html?m=1<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Lya Luft e o politicamente correto<\/strong><\/p>\n<p>Como todos j\u00e1 devem saber, Lya Luft escreveu, em sua coluna em uma revista de circula\u00e7\u00e3o nacional, um texto onde discorre sobre os assassinatos de Newtown.<\/p>\n<p>Sinceramente, n\u00e3o tenho mais o que dizer sobre esse assunto\u2026se ela tivesse parado nele. Mas ela fez men\u00e7\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o escolar e, sutilmente, \u00e0 lei recentemente sancionada por Dilma Roussef, que refor\u00e7a a necessidade das crian\u00e7as autistas serem inclu\u00eddas nas escolas regulares.<\/p>\n<p>\u201cO politicamente correto agora \u00e9 a inclus\u00e3o geral, significando tamb\u00e9m que crian\u00e7as com defici\u00eancia devem ser for\u00e7adas (na minha opini\u00e3o) a frequentar escolas dos ditos \u201cnormais\u201c (tamb\u00e9m n\u00e3o gosto da palavra), muitas vezes n\u00e3o s\u00f3 perturbando a turma, mas afligindo a crian\u00e7a, que tem de se adaptar e agir para al\u00e9m de seus limites \u2014 dentro dos quais poderia se sentir bem, confort\u00e1vel, feliz\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cPoliticamente correto\u201d \u00e9 coisa chata, s\u00f3 que n\u00e3o. J\u00e1 repararam que, na maioria dos casos, quem reclama do politicamente correto \u00e9 branco, heterossexual, neurot\u00edpico e n\u00e3o pertence a nenhuma minoria? Incr\u00edvel isso!<\/p>\n<p>E esse argumento, hein?! Que as crian\u00e7as com defici\u00eancias v\u00e3o ser \u201cfor\u00e7adas\u201d a frequentar a escola regular? E ter\u00e3o que se adaptar e \u201cagir para al\u00e9m dos seus limites\u201d? P\u00f4xa, Lya! Tenho que dizer que faltou originalidade a\u00ed! Esse foi exatamente o argumento usado por muitos conservadores, nos EUA, quando come\u00e7ou a discutir-se o fim das escolas para brancos e para negros. Que \u201cisso seria ruim para os negros, que sofreriam muita discrimina\u00e7\u00e3o se frequentassem as mesmas escolas dos brancos\u201d. Ohhhhh!<\/p>\n<p>Esse, tamb\u00e9m, \u00e9 um argumento parecido com o dos que dizem que \u201cmulher n\u00e3o deve mostrar demais o corpo para n\u00e3o correr o risco de ser estuprada\u201d.<\/p>\n<p>Pois a\u00ed \u00e9 que est\u00e1 a quest\u00e3o: para vivermos bem em sociedade, o segredo \u00e9 ensinar as pessoas a n\u00e3o serem racistas, os homens a respeitarem as mulheres e todos a respeitarem e aceitarem as pessoas com defici\u00eancia!<\/p>\n<p>E, para encerrar, a escola \u00e9 o lugar onde TODOS t\u00eam que se adaptar. As crian\u00e7as educadas, as bagunceiras, as mais e menos inteligentes. \u00c9 na escola que se molda o indiv\u00edduo para conviver com os demais. E \u00e9 agindo al\u00e9m dos limites que superamos nossas dificuldades. N\u00e3o vai ser diferente com nossos filhos. \u00c9 adaptando-os ao conv\u00edvio social \u2013 e adaptando a sociedade a eles \u2013 que ter\u00e3o alguma chance de se tornarem independentes e produtivos no futuro.<\/p>\n<p>Portanto, sinto muito dizer que nossos filhos v\u00e3o, sim, continuar \u201cperturbando\u201d a turma. E a sociedade. At\u00e9 que tenhamos um pa\u00eds realmente inclusivo, que saiba conviver com as diferen\u00e7as e aprender com elas.<\/p>\n<p><em>Andrea Werner Bonoli, m\u00e3e de uma crian\u00e7a com autismo e autota do Blog Lagarta Vira Pupa<br \/>\n<a href=\"http:\/\/lagartavirapupa.com.br\/blog\/tag\/lya-luft\/\">http:\/\/lagartavirapupa.com.br\/blog\/tag\/lya-luft\/<\/a><\/em><\/p>\n<p>Mais algumas opini\u00f5es foram postadas no site Com Texto Livre e podem ser lidas no link abaixo, e nos coment\u00e1rios dos links dos artigos publicados acima.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/contextolivre.blogspot.com\/2013\/01\/a-intolerancia-elitista-de-lya-luft.html\">http:\/\/contextolivre.blogspot.com\/2013\/01\/a-intolerancia-elitista-de-lya-luft.html<\/a><\/p>\n<p>Aproveite para firmar e divulgar o abaixo-assinado pelo cumprimento da Convencao sobre os Direitos das Pessoas com defici\u00eanica, especialmente no que diz respeito ao direito a educacao inclusiva<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.peticaopublica.com.br\/?pi=INCLUSAO\">http:\/\/www.peticaopublica.com.br\/?pi=INCLUSAO<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Inclusive organizou um apanhado das opini\u00f5es sobre o posicionamento da autora sobre o massacre da escola de New Town, nos Estados Unidos e a pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o 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