{"id":26935,"date":"2014-09-12T15:36:11","date_gmt":"2014-09-12T18:36:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=26935"},"modified":"2014-09-12T15:36:11","modified_gmt":"2014-09-12T18:36:11","slug":"a-deficiencia-quando-ela-e-noticia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=26935","title":{"rendered":"A defici\u00eancia. Quando ela \u00e9 not\u00edcia?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12152 alignleft\" alt=\"jornais34\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/jornais34.png\" width=\"189\" height=\"191\" \/><\/p>\n<blockquote><p><em>Ao contr\u00e1rio do que se sup\u00f5e, a defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 noticiada apenas em datas comemorativas ou em situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o. Isso acontece todo o dia, o ano inteiro. Conhe\u00e7a a seguir os resultados de pesquisa realizada pela Inclusive sobre a rela\u00e7\u00e3o entre m\u00eddia e defici\u00eancia.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><em>Por Lucio Carvalho *<\/em><\/p>\n<p>No \u00faltimo 15 de agosto, durante mesa redonda promovida pelo &#8220;<a href=\"http:\/\/www.memorialdainclusao.sp.gov.br\/br\/home\/index.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Memorial da Inclus\u00e3o: os caminhos da pessoa com defici\u00eancia<\/a>&#8221; em evento paralelo ao <a href=\"http:\/\/6encontro.sedpcd.sp.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">VI Encontro Internacional de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o para Pessoas com Defici\u00eancia<\/a>, apresentamos os dados preliminares de uma pesquisada realizada pela Inclusive &#8211; Inclus\u00e3o e Cidadania a respeito da rela\u00e7\u00e3o entre os temas &#8220;defici\u00eancia&#8221; e &#8220;comunica\u00e7\u00e3o social&#8221;. At\u00e9 a data de apresenta\u00e7\u00e3o, hav\u00edamos publicado apenas os dados preliminares da pesquisa, al\u00e9m de uma exposi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da metodologia empregada em texto divulgado na pr\u00f3pria Inclusive (<a href=\"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=26765\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ver aqui<\/a>) e por alguns outros meios de comunica\u00e7\u00e3o. No texto a seguir, procuraremos apresentar a \u00edntegra dos dados obtidos, bem como retornar brevemente aos aspectos metodol\u00f3gicos e de contextualiza\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, n\u00e3o foram muitas as oportunidades presenciais de debater a rela\u00e7\u00e3o entre os assuntos \u201cdefici\u00eancia\u201d e \u201ccomunica\u00e7\u00e3o social\u201d, assim como poucos foram os estudos realizados nesse sentido. Embora os meios de comunica\u00e7\u00e3o expressem e consolidem representa\u00e7\u00f5es sociais, o tema defici\u00eancia ainda parece muito mais relacionado \u00e0s ci\u00eancias da sa\u00fade e ci\u00eancias sociais do que aos temas pertinentes \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social de um modo geral. A proposta central desta pesquisa \u00e9, portanto, procurar resgatar o interesse pelo cruzamento dos temas e, quem sabe, fomentar novos estudos, debates e questionamentos, isso tanto no tocante \u00e0 esfera governamental, meio acad\u00eamico, quanto aos movimentos sociais propriamente ditos. Queremos crer que estas informa\u00e7\u00f5es possam fomentar tanto o desenvolvimento de interven\u00e7\u00f5es programadas em pol\u00edticas p\u00fablicas quanto mobilizem novos diagn\u00f3sticos e investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Desde 2003, quando a ANDI &#8211; Ag\u00eancia de Not\u00edcias da Inf\u00e2ncia realizou, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Banco do Brasil, um abrangente trabalho de pesquisa &#8211; intitulado <a href=\"http:\/\/www.andi.org.br\/inclusao-e-sustentabilidade\/publicacao\/midia-e-deficiencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M\u00eddia e Defici\u00eancia<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 muitos registros sistematizados sobre a rela\u00e7\u00e3o entres os assuntos, embora sem d\u00favida tenha sido produzido conhecimento a respeito, especialmente em projetos de pesquisa de cunho acad\u00eamico e tamb\u00e9m em trabalhos de educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos dirigidos aos profissionais dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, estes realizados em sua maioria por ONGs e consultorias especializadas.<\/p>\n<p>No meio acad\u00eamico, encontram-se principalmente trabalhos dirigidos \u00e0 an\u00e1lise de discurso, mas n\u00e3o an\u00e1lises de ocorr\u00eancia, como \u00e9 o foco aqui. Dentre estes, destaca-se o trabalho de mestrado de Ana Carolina Soares Costa Vimieiro, defendido em 2010 na UFMG. A disserta\u00e7\u00e3o, intitulada &#8220;<a href=\"http:\/\/www.bibliotecadigital.ufmg.br\/dspace\/bitstream\/handle\/1843\/FAFI-8TXKLV\/dissertacao_anacarolina_vimieiro.pdf?sequence=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cultura p\u00fablica e aprendizado social: a trajet\u00f3ria dos enquadramentos sobre a tem\u00e1tica<\/a>&#8220;, recupera as pr\u00e1ticas discursivas sobre as diferentes express\u00f5es da defici\u00eancia em tr\u00eas grandes ve\u00edculos de m\u00eddia: a revista Veja e os jornais Folha de S\u00e3o Paulo e O Globo, no per\u00edodo entre 1969 e 2008. Pela extens\u00e3o da abrang\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel perceber a migra\u00e7\u00e3o de sentido, ocorrida atrav\u00e9s dos anos, do conceito pol\u00edtico de integra\u00e7\u00e3o e das representa\u00e7\u00f5es sociais de car\u00e1ter predominantemente assistencial, expressos pela caracteriza\u00e7\u00e3o piedosa e centrada nos aspectos m\u00e9dicos da defici\u00eancia, para o conceito mais contempor\u00e2neo de inclus\u00e3o social. Segundo a pesquisadora, \u00e9 em meados dos anos 80 que a proposta inclusiva ganha for\u00e7a no Brasil e, a partir de ent\u00e3o, toma o centro das abordagens jornal\u00edsticas, ainda que com a subsist\u00eancia do antigo discurso e das pr\u00e1ticas mais disseminadas anteriormente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desta pesquisa, mas ainda na perspectiva da an\u00e1lise do discurso, encontramos o trabalho de Ruvana de Carli que, em &#8220;<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/17552\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deficiente versus pessoa portadora de defici\u00eancia<\/a>&#8221; , analisa as representa\u00e7\u00f5es socioculturais nos jornais Correio do Povo e Zero Hora, ambos de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Trata-se de um trabalho que enfocou especialmente a quest\u00e3o terminol\u00f3gica, sendo que toma ainda por preferencial o termo &#8220;pessoa portadora de defici\u00eancia&#8221; ao inv\u00e9s do &#8220;pessoa com defici\u00eancia&#8221; consolidado principalmente ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/decreto\/d6949.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conven\u00e7\u00e3o sobre Os Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia \u2013 CPCD<\/a>, de 2008. O trabalho em quest\u00e3o foi defendido e apresentado bem antes disso, no ano de 2003.<\/p>\n<p><strong>Dados quantitativos<\/strong><\/p>\n<p>Os dados que apresentaremos a seguir s\u00e3o de car\u00e1ter estritamente quantitativo e foram obtidos atrav\u00e9s de uma metodologia baseada na utiliza\u00e7\u00e3o dos dados processados pela <i>search engine<\/i> Google News \u00a9, em conte\u00fados do tipo \u201cnot\u00edcia\u201d e \u201creportagem\u201d, no per\u00edodo compreendido entre junho de 2013 e junho de 2014. Trata-se de uma abordagem que tem limita\u00e7\u00f5es particulares, mas que procurou valer-se dos recursos de pesquisa dispon\u00edveis empregando t\u00e9cnicas de pesquisa por cruzamento direto e filtragens seletivas.<\/p>\n<p>As principais limita\u00e7\u00f5es referem-se \u00e0 abrang\u00eancia de indexa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ferramenta que, por raz\u00f5es de interesse particulares e preserva\u00e7\u00e3o de direitos autorais de determinadas fontes de conte\u00fado, n\u00e3o obt\u00e9m apresentar resultados totalizantes. Dessa forma, todas as ocorr\u00eancias num\u00e9ricas obtidas na pesquisa s\u00e3o dados absolutos e n\u00e3o resultado de amostragem, dada a conforma\u00e7\u00e3o desigual dos resultados e a aus\u00eancia de uma fixa\u00e7\u00e3o ideal do universo de pesquisa. Isso significa dizer que nenhum dos resultados num\u00e9ricos referem-se a um percentual totalizante, mas um valor \u00fanico e singular de ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>No gr\u00e1fico a seguir, apresentam-se as principais ocorr\u00eancias tem\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o aos temais transversais \u00e0 quest\u00e3o da defici\u00eancia obtidos dentro do per\u00edodo j\u00e1 mencionado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26937 aligncenter\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 temas transversais: acessibilidade (1130), cultura (1690), educa\u00e7\u00e3o (9610), esporte (9370), legisla\u00e7\u00e3o (1080), sa\u00fade (12450), trabalho (7452), viol\u00eancia (4735)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 temas transversais: acessibilidade (1130), cultura (1690), educa\u00e7\u00e3o (9610), esporte (9370), legisla\u00e7\u00e3o (1080), sa\u00fade (12450), trabalho (7452), viol\u00eancia (4735)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/temas_transversais1.jpg\" width=\"473\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 1 \u2013 Temas transversais<\/p>\n<p>O que se pode examinar de forma r\u00e1pida \u00e9 a predomin\u00e2ncia de conte\u00fados relacionados \u00e0 sa\u00fade das pessoas com defici\u00eancia em detrimento de outros temas, como as quest\u00f5es de acessibilidade e legisla\u00e7\u00e3o, por exemplo. Nesse caso, \u00e9 importante considerar que o universo de publica\u00e7\u00f5es especializadas na \u00e1rea do Direito n\u00e3o foi selecionado para o efeito da pesquisa, o que pode explicar o pequeno enfoque jornal\u00edstico dado ao tema. Em rela\u00e7\u00e3o aos demais, parece haver um certo equil\u00edbrio, com exce\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados sobre &#8220;cultura&#8221;, tamb\u00e9m de menor preval\u00eancia.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo gr\u00e1fico demonstra as ocorr\u00eancias obtidas em cruzamento com os temas &#8220;inclus\u00e3o&#8221; e &#8220;exclus\u00e3o&#8221;, no qual se verifica a predomin\u00e2ncia do primeiro, o que pode traduzir um maior enfoque informacional \u00e0s a\u00e7\u00f5es sociais de car\u00e1ter efetivamente inclusivo. Essa interpreta\u00e7\u00e3o coincide com avan\u00e7os sociais obtidos principalmente na \u00faltima d\u00e9cada, quando o desejo e as pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 inclus\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia na sociedade tiveram grande desenvolvimento, mesmo que sem anular completamente situa\u00e7\u00f5es de exclus\u00e3o, verificadas em outra esp\u00e9cie de manifesta\u00e7\u00e3o social, como o preconceito, a discrimina\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26938\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 exclus\u00e3o (618), inclus\u00e3o (1480)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 exclus\u00e3o (618), inclus\u00e3o (1480)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/exclusaoinclusao.jpg\" width=\"477\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Gr\u00e1fico 2 \u2013 Exclus\u00e3o x Inclus\u00e3o<\/p>\n<p>Discrimina\u00e7\u00e3o e preconceito s\u00e3o os dados apresentados no gr\u00e1fico a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26939 aligncenter\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 discrimina\u00e7\u00e3o (306), preconceito (210)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 discrimina\u00e7\u00e3o (306), preconceito (210)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/discriminacao.jpg\" width=\"477\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 3 \u2013 Discrimina\u00e7\u00e3o x Preconceito<\/p>\n<p>Como a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 propriamente um gesto real enquanto que o preconceito um sentimento individual ou social, est\u00e1 claro que o registro da presen\u00e7a da discrimina\u00e7\u00e3o deveria ser maior do que o observado sobre o preconceito propriamente dito. Mesmo que diversas iniciativas, campanhas e produtos de informa\u00e7\u00e3o tenham sido produzidos no sentido de minimizar o preconceito social contra as pessoas com defici\u00eancia, seu car\u00e1ter mais abstrato parece impor uma presen\u00e7a menor nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Isto n\u00e3o equivale a dizer que ele (o preconceito) n\u00e3o exista ou seja menos relevante, mas apenas que \u00e9 menos registrado.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos dados referem-se \u00e0 oferta de educa\u00e7\u00e3o e modelos de escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26940 aligncenter\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 escola inclusiva (4350), escola especial (2970)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 escola inclusiva (4350), escola especial (2970)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/educacao.jpg\" width=\"477\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 4 \u2013 Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Apesar da ainda grande presen\u00e7a de conte\u00fado relacionado \u00e0s escolas especiais, as experi\u00eancias educacionais inclusivas contaram com uma presen\u00e7a maior nas informa\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante distinguir, neste ponto, a diferen\u00e7a que h\u00e1 entre &#8220;escola&#8221; e &#8220;educa\u00e7\u00e3o&#8221; especial. A educa\u00e7\u00e3o especial \u00e9 uma modalidade de ensino que permanece dentro do conceito de educa\u00e7\u00e3o inclusiva, sendo a esta transversal e tem uma conota\u00e7\u00e3o diferente de &#8220;escola especial&#8221;, que se refere a estabelecimentos de ensino dirigidos exclusivamente ao p\u00fablico de pessoas com defici\u00eancia, na qual as pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o compartilham do mesmo espa\u00e7o social dos demais estudantes.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico a seguir apresenta os dados referentes ao cruzamento com os termos &#8220;assist\u00eancia social&#8221; e &#8220;pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26941 aligncenter\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 assist\u00eancia social (791), pol\u00edticas p\u00fablicas (1970)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 assist\u00eancia social (791), pol\u00edticas p\u00fablicas (1970)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/assistsocial.jpg\" width=\"477\" height=\"332\" \/> Gr\u00e1fico 5 \u2013 Assist\u00eancia social x Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/p>\n<p>Aqui, talvez seja interessante observar a migra\u00e7\u00e3o de sentido relacionado aos temas. Enquanto que naquela pesquisa realizada pela ANDI em 2003 predominavam dados sobre assist\u00eancia social, atualmente as informa\u00e7\u00f5es sobre pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o as mais difundidas. Decorr\u00eancia do aperfei\u00e7oamento democr\u00e1tico e de pol\u00edticas de Estado cada vez mais orientadas ao desejo por mais inclus\u00e3o social, este resultado talvez indique uma apropria\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do tema pelas pr\u00f3prias pessoas com defici\u00eancia, j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o dependentes da condu\u00e7\u00e3o do Estado como em d\u00e9cadas anteriores. Evidentemente, trata-se de uma interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel e n\u00e3o de uma conclus\u00e3o taxativa.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo gr\u00e1fico verifica as ocorr\u00eancias a respeito da CPCD e do projeto de lei do antigo Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia, denominado desde meados de 2014 por \u201cLei Brasileira da Inclus\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26942 aligncenter\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia (220), Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia (291)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia (220), Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia (291)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/legislacao.jpg\" width=\"477\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 6 &#8211; Legisla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Mesmo que, do ponto de vista da hierarquia legal, a CPCD ocupe posi\u00e7\u00e3o superior ao Estatuto, aparece menos que ele, demonstrando talvez um pequeno esfor\u00e7o de divulga\u00e7\u00e3o nesse sentido, se tomados os dados em compara\u00e7\u00e3o. Coforme o j\u00e1 mencionado, nestes dados n\u00e3o est\u00e3o consideradas as publica\u00e7\u00f5es especializadas em Direito, mas apenas os meios de comunica\u00e7\u00e3o escrita. Outra explica\u00e7\u00e3o reside na longa tramita\u00e7\u00e3o do antigo Estatuto, que j\u00e1 dura uma d\u00e9cada de muita controv\u00e9rsia.<\/p>\n<p>Os dados apresentados no gr\u00e1fico a seguir relacionam-se \u00e0 terminologia utilizada na reda\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e informativa em rela\u00e7\u00e3o ao assunto.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-26943\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 deficiente (11600), portador de defici\u00eancia (2143), portador de necessidades especiais (1640), pessoa com defici\u00eancia (3100)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 deficiente (11600), portador de defici\u00eancia (2143), portador de necessidades especiais (1640), pessoa com defici\u00eancia (3100)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/terminologia.jpg\" width=\"477\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 7 &#8211; Terminologia<\/p>\n<p>A predomin\u00e2ncia do uso do termo &#8220;deficiente&#8221; ao preconizado pelo pr\u00f3prio movimento social e tamb\u00e9m pelas normais legais &#8220;pessoa com defici\u00eancia&#8221; pode demonstrar, talvez, que a correspond\u00eancia realizada de forma mais apressada ainda identifique as condi\u00e7\u00f5es de defici\u00eancia como um atributo pessoal e n\u00e3o como a express\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o da pessoa com o meio social, como o expresso na compreens\u00e3o vigente incorporada pela pr\u00f3pria CPCD, do \u201cmodelo social da defici\u00eancia\u201d. Ainda assim, \u00e9 poss\u00edvel observar que os n\u00fameros referem-se a uma crescente utiliza\u00e7\u00e3o do termo &#8220;pessoa com defici\u00eancia&#8221; em rela\u00e7\u00e3o ao &#8220;portador de defici\u00eancia&#8221; ou ao &#8220;portador de necessidades especiais&#8221;.<\/p>\n<p>Os dados a seguir, os \u00faltimos que coletamos, indicam que, ainda assim, a compreens\u00e3o do modelo social da defici\u00eancia \u00e9 crescente, em detrimento \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do modelo m\u00e9dico. Para mais refer\u00eancias sobre os modelos de compreens\u00e3o da defici\u00eancia, indicamos a leitura de \u201c<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S1806-64452009000200004&amp;script=sci_arttext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Defici\u00eancia, direitos humanos e justi\u00e7a<\/a>\u201d , de autoria dos pesquisadores D\u00e9bora Diniz, L\u00edvia Barbosa e Wederson Rufino dos Santos, publicada na Sur \u2013 Revista Internacional de Direitos Humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26944 aligncenter\" title=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 modelo m\u00e9dico (1770 - 60), modelo social (2640-152)]\" alt=\"[Gr\u00e1fico de colunas verticais \u2013 modelo m\u00e9dico (1770 - 60), modelo social (2640-152)]\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/modelos.jpg\" width=\"477\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Gr\u00e1fico 8 \u2013 Modelo social x Modelo m\u00e9dico<\/p>\n<p>Os n\u00fameros entre par\u00eanteses que acompanham os principais referem-se \u00e0s ocorr\u00eancias coletadas em pesquisa adicional sobre a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica recente sobre os temas. Nesse caso em \u00a0espec\u00edfico os n\u00fameros foram recuperados em um outro sistema de informa\u00e7\u00f5es, a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es, mantida por bibliotecas e institui\u00e7\u00f5es de ensino superior de todo o pa\u00eds sob a coordena\u00e7\u00e3o do IBICT &#8211; Instituto Brasileiro\u00a0 de Informa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Ainda que os dados aqui apresentados sejam meramente de natureza quantitativa, queremos crer que podem significar e apresentar um determinado recorte social pertinente ao modo pelo qual a tem\u00e1tica da defici\u00eancia vem sendo veiculada mais recentemente nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Sem nos determos exatamente no &#8220;como&#8221;, procuramos nos centrar mais no &#8220;quando&#8221;, ou seja, procuramos verificar as formas e o conte\u00fado pelo qual a tem\u00e1tica vem sendo expressa pela m\u00eddia escrita. Dessa forma, procuramos destacar que a realidade social \u00e9 mais determinante das informa\u00e7\u00f5es do que por elas determinada, tendo-se em vista que a prolifera\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o das redes sociais de trocas de informa\u00e7\u00e3o operou nos \u00faltimos anos uma guinada importante a respeito da forma como as pessoas consomem, produzem e relacionem-se com a informa\u00e7\u00e3o escrita. Um estudo espec\u00edfico sobre as ocorr\u00eancias na perspectiva da converg\u00eancia das redes sociais seria muito interessante no sentido de estabelecer-se um comparativo aos meios de comunica\u00e7\u00e3o convencionais.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, ainda nos parece que a repercuss\u00e3o da realidade social acontece de forma relevante nos meios de comunica\u00e7\u00e3o impresso, atrav\u00e9s dos quais as informa\u00e7\u00f5es continuam a ser conhecidas e compartilhadas. A prolifera\u00e7\u00e3o de fontes secund\u00e1rias e o protagonismo crescente das pr\u00f3prias pessoas com defici\u00eancia, que tomaram para si a tarefa de construir sua pr\u00f3pria narrativa social e relatar sua experi\u00eancia, de alguma maneira relativiza em muito a repercuss\u00e3o daquelas fontes principais de informa\u00e7\u00e3o, antes detidas pelas institui\u00e7\u00f5es, governos e etc. A forma pela qual as pessoas interagem com a informa\u00e7\u00e3o, discutem-na e atribuem a ela maior ou menos significado seria tamb\u00e9m um cap\u00edtulo ainda a ser mais bem compreendido, mas em an\u00e1lises qualitativas bem mais detalhadas que o levantamento de dados aqui empreendido.<\/p>\n<p>Se na atualidade a credibilidade das informa\u00e7\u00f5es perdeu um pouco o \u201cendere\u00e7o\u201d certo e \u00e9 acreditada ou desacreditada em meio \u00e0 torrente de informa\u00e7\u00f5es que circula na internet e nas redes sociais, \u00e9 igualmente relevante entender o quando e o porqu\u00ea de determinadas tem\u00e1ticas obterem as linhas e os holofotes da m\u00eddia. Entender a presen\u00e7a de um ou outro elemento, nesse sentido, pode ser tanto chave de interpreta\u00e7\u00e3o como de provoca\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>J\u00e1 que a sociedade parece nunca ter sido t\u00e3o perme\u00e1vel \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica quanto parecer ser atualmente, os meios de comunica\u00e7\u00e3o certamente refletir\u00e3o as mudan\u00e7as do desejo social, configurando um espa\u00e7o mais aberto e democr\u00e1tico de produ\u00e7\u00e3o e consumo de informa\u00e7\u00f5es. Dessa forma, compreender a representa\u00e7\u00e3o social e cultural das pessoas com defici\u00eancia nos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 elemento central tanto para a compreens\u00e3o do comportamento da sociedade civil quanto da repercuss\u00e3o das a\u00e7\u00f5es institucionais, seja das esferas de governo ou dos movimentos sociais. Nessa perspectiva, nossa pesquisa procurou t\u00e3o somente fazer um pequeno recorte diagn\u00f3stico. Ainda que contenha imprecis\u00f5es ou limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas, se puder fomentar um pensamento mais racional e programado sobre a realidade presente da rela\u00e7\u00e3o entre a tem\u00e1tica da defici\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social, assim como novas investiga\u00e7\u00f5es sobre o tema, ter\u00e1 cumprido a maior parte de seus objetivos iniciais.<\/p>\n<p><i>* Coordenador-Geral da Inclusive \u2013 Inclus\u00e3o e Cidadania (<a href=\"http:\/\/www.inclusive.org.br\">www.inclusive.org.br<\/a>) e autor de Morphopolis (<a href=\"http:\/\/www.morphopolis.wordpress.com\">www.morphopolis.wordpress.com<\/a>).<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao contr\u00e1rio do que se sup\u00f5e, a defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 noticiada apenas em datas comemorativas ou em situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o. Isso acontece todo o dia, o ano inteiro. 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