{"id":27512,"date":"2015-02-24T20:35:03","date_gmt":"2015-02-24T23:35:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=27512"},"modified":"2015-02-24T20:35:03","modified_gmt":"2015-02-24T23:35:03","slug":"o-processo-de-inclusao-de-alunos-surdos-em-salas-inclusivas-numa-perspectiva-bilingue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=27512","title":{"rendered":"O processo de inclus\u00e3o de alunos surdos em salas inclusivas: numa perspectiva bil\u00edngue"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" alt=\"Escola bilingue para surdos\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-a1QgIWyE8IE\/T81yBtF5WpI\/AAAAAAAAAk0\/4_ZtLLjh4tQ\/s320\/bilingue.JPG\" width=\"246\" height=\"320\" \/><\/p>\n<p><em>Por Joicy Midi\u00e3 Figueiredo Macedo<br \/>\nno <a href=\"http:\/\/www.portaleduka.com.br\/materia\/formacao_docente\/inclusao\/o-processo-de-inclusao-de-alunos-surdos-em-salas-inclusivas-numa-perspectiva-bilingue-\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PortalEduka<\/a><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>Este artigo tem por finalidade analisar e compreender como funciona o processo de inclus\u00e3o de uma crian\u00e7a surda na escola p\u00fablica estadual. Nessa discuss\u00e3o, abordaremos alguns conceitos extra\u00eddos da obra: <i>Fundamentos da Defectologia<\/i>, de Lev Semionovick Vigotski (1997), que contribuiu muito para esse estudo que ele tem realizado com crian\u00e7as surdas, surdo-cegas, cegas, e tamb\u00e9m deficientes intelectuais, em seu Instituto de Defectologia em Moscou.<\/p>\n<p>A defectologia era visto apenas como uma filosofia da educa\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m um dos avan\u00e7os dos estudos da Psicologia Contempor\u00e2nea, e com o tempo passou a ser constitu\u00edda sua teoria em pr\u00e1tica tornando-se assim uma t\u00e9cnica de ensinar crian\u00e7as com necessidades educacionais especiais.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, tamb\u00e9m vamos de encontro \u00e0 pesquisa de Danielle Bouvet (1990), sobre a Educa\u00e7\u00e3o Bil\u00edngue para surdos, em sua obra: O Caminho do Ensino Bil\u00edngue para crian\u00e7as surdas, na qual a autora apresenta conceitos muito importantes sobre o processo de aprendizagem e do desenvolvimento da linguagem das crian\u00e7as com necessidades educacionais auditivas, dentre as quais prop\u00f5e como ensino bil\u00edngue que a crian\u00e7a surda dever\u00e1 primeiramente aprender a L\u00edngua de Sinais e depois a L\u00edngua Portuguesa. Enfim, dentre outros autores que apresentam em suas pesquisas o ponto inicial para uma Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva de qualidade. \u00a0 <b><br \/>\n<\/b><b><br \/>\nIntrodu\u00e7\u00e3o:<\/b><br \/>\nDiante desse desafio que \u00e9 a Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva no Brasil, vemos que ainda existe muito para ser melhorado. Se tratando da Educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as surdas, nota-se que h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o maior com sua aprendizagem e dos recursos que ainda est\u00e3o inadequados a essa comunidade surda, n\u00e3o apenas na escola mais na sociedade em geral, recursos que o auxiliem no seu processo de comunica\u00e7\u00e3o com o outro, seja ele ouvinte ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Entende-se que a comunidade surda tem sofrido muito desde a antiguidade do seu contexto hist\u00f3rico, partindo do seu reconhecimento como ser humano, at\u00e9 a sua aceita\u00e7\u00e3o na sociedade e do seu direito de ensinar e de aprender como qualquer ouvinte.<\/p>\n<p>A cultura hist\u00f3rica dessa comunidade surda tem lutado entre eles para buscarem seus direitos na sociedade, hoje vemos que muito se t\u00eam feito para melhorar esse meio interacional e social dos surdos com os ouvintes, mas ainda existe uma quest\u00e3o muito importante que necessita de uma aten\u00e7\u00e3o maior, isto \u00e9, o ensino do estudante surdo.<\/p>\n<p>Sabe-se que o estudante surdo aprende por vias n\u00e3o auditivas, ou seja, aprende por uma linguagem gestual ou como denominamos de l\u00edngua de sinais ou simbol\u00f3gica, na qual h\u00e1 um sinal que nomeia objetos, as coisas em geral, os verbos, e at\u00e9 mesmo o sinal que eles escolhem para identific\u00e1-los e tamb\u00e9m os ouvintes que interagem com eles. \u00c9 uma forma de mostrar que eles o aceitem na comunidade deles.<\/p>\n<p>Dessa forma, entendemos que a Educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as surdas passa por dois processos, segundo os conceitos abordados por Danielle Bouvet (1990), que aponta em seus estudos, que a crian\u00e7a surda deve ter um ensino bil\u00edngue, ou seja, aprender duas l\u00ednguas, primeiro: a l\u00edngua de sinais (LIBRAS) e segundo: a l\u00edngua portuguesa (ou l\u00edngua p\u00e1tria), lembrando que nem toda crian\u00e7a surda nasce sabendo l\u00edngua de sinais, por isso \u00e9 necess\u00e1rio que elas aprendam, e \u00e9 dever n\u00e3o somente da sociedade, mas da escola de ensinar a L\u00edngua de Sinais para uma crian\u00e7a surda.<\/p>\n<p>\u00c9 partindo desse ponto da pesquisa, que inicia- se o questionamento: como \u00e9 a Educa\u00e7\u00e3o de surdos no Brasil?<\/p>\n<p>Hoje vemos alguns projetos apoiados nas Leis: 10.436, de 24 de abril de 2002, na Lei 5.626, de 22 de dezembro de 2005, e na Lei n\u00ba 12.319, de 1\u00ba de setembro de 2010, que retratam sobre a import\u00e2ncia da l\u00edngua de sinais, do processo de inclus\u00e3o do aluno surdo na rede p\u00fablica de ensino e tamb\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o que regulamenta a profiss\u00e3o do Tradutor e Interprete da L\u00edngua Brasileira de Sinais-LIBRAS, que ressalta no artigo 1\u00ba: \u00a0<i><\/p>\n<p>Esta Lei regulamenta o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de Tradutor e Int\u00e9rprete da L\u00edngua Brasileira de Sinais-LIBRAS. (BRASIL, 2010).<\/i><\/p>\n<p>Dentre as exig\u00eancias para atuar como Tradutor e Interprete da L\u00edngua Brasileira de Sinais-LIBRAS, lembrando que esta Lei ser\u00e1 v\u00e1lida apenas at\u00e9 22 de dezembro de 2015, conforme o artigo 5\u00ba ressalta que: \u00a0<i>At\u00e9 o dia 22 de dezembro de 2015, a Uni\u00e3o, diretamente ou por interm\u00e9dio de credenciadas, promover\u00e1, anualmente, exame nacional de profici\u00eancia em Tradu\u00e7\u00e3o e Interpreta\u00e7\u00e3o de Libras &#8211; L\u00edngua Portuguesa. <\/i><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica da fun\u00e7\u00e3o do Tradutor e Interprete de Libras, j\u00e1 promulgado na Lei 12.319, no artigo 4\u00ba cita que: \u00a0\u00a0\u00a0 <i>A forma\u00e7\u00e3o profissional do tradutor e int\u00e9rprete de Libras &#8211; L\u00edngua Portuguesa, em n\u00edvel m\u00e9dio, deve ser realizada por meio de: I &#8211; cursos de educa\u00e7\u00e3o profissional reconhecidos pelo Sistema que os credenciou;II &#8211; cursos de extens\u00e3o universit\u00e1ria; e III &#8211; cursos de forma\u00e7\u00e3o continuada promovidos por institui\u00e7\u00f5es de ensino superior e institui\u00e7\u00f5es credenciadas por Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o. Par\u00e1grafo \u00fanico. A forma\u00e7\u00e3o de tradutor e int\u00e9rprete de Libras pode ser realizada por organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil representativas da comunidade surda, desde que o certificado seja convalidado por uma das institui\u00e7\u00f5es referidas no inciso III. <\/i><\/p>\n<p>Sendo essa uma proposta legislativa inclusiva que encontra \u2013 se presente atualmente no Brasil. Dentre esses aspectos pol\u00edticos, vemos alguns equ\u00edvocos que transbordam na situa\u00e7\u00e3o presente, a sala de aula regular. Pois temos como um apoio pedag\u00f3gico, o interlocutor de l\u00edngua de sinais em sala de aula regular para auxiliar o aluno surdo a compreender as atividades do professor da disciplina espec\u00edfica, um exemplo: a l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, observamos que, o interlocutor \u00e9 aderido politicamente para a proposta de inclus\u00e3o na escola p\u00fablica, que \u00e9 vi\u00e1vel necessariamente quando o aluno surdo j\u00e1 sabe a l\u00edngua de sinais.<\/p>\n<p>Entretanto, esta pesquisa busca um novo enfoque, n\u00e3o somente o aluno surdo, mas o aluno surdo que n\u00e3o tem conhecimento da l\u00edngua de sinais (LIBRAS).<\/p>\n<p>Dessa forma, questiona-se:<br \/>\n&#8211;\u00a0Como \u00e9 poss\u00edvel acontecer \u00e0 aprendizagem quando o aluno (surdo) n\u00e3o sabe a l\u00edngua de sinais? E segundo promulgado na Lei do Interlocutor de l\u00edngua de sinais, o mesmo n\u00e3o pode se apropriar da sua fun\u00e7\u00e3o para ensinar a l\u00edngua de sinais para o aluno surdo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o seria a resposta desse questionamento uma Escola bil\u00edngue para surdos com um professor Bil\u00edngue (forma\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Portuguesa e L\u00edngua de Sinais) para que possa ensinar l\u00edngua de sinais aos alunos surdos que n\u00e3o sabem LIBRAS.<\/p>\n<p><b>1 &#8211;\u00a0<\/b><b>A EDUCA\u00c7\u00c3O DE CRIAN\u00c7AS SURDAS E A EDUCA\u00c7\u00c3O INCLUSIVA NO BRASIL<\/b><br \/>\n<b>1.1 &#8211; <\/b><b>Pol\u00edticas P\u00fablicas de Inclus\u00e3o dos Estudantes com Necessidades Educacionais<\/p>\n<p><\/b> Diante de um contexto hist\u00f3rico e documental sobre os processos legislativos de pol\u00edticas p\u00fablicas de inclus\u00e3o, segundo ressaltam nos documentos oficiais do MEC\/SEEP (2007,p.2):<\/p>\n<p><i>No Brasil, o atendimento \u00e0s pessoas com defici\u00eancia teve in\u00edcio na \u00e9poca do Imp\u00e9rio, com a cria\u00e7\u00e3o de duas institui\u00e7\u00f5es: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin Constant \u2013 IBC, e o Instituto dos Surdos Mudos, em 1857, hoje denominado Instituto Nacional da Educa\u00e7\u00e3o dos Surdos \u2013 INES, ambos no Rio de Janeiro. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX \u00e9 fundado o Instituto Pestalozzi (1926), institui\u00e7\u00e3o especializada no atendimento \u00e0s pessoas com defici\u00eancia mental; em 1954, \u00e9 fundada a primeira Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos dos Excepcionais \u2013 APAE; e, em 1945, \u00e9 criado o primeiro atendimento educacional especializado \u00e0s pessoas com superdota\u00e7\u00e3o na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<\/i><\/p>\n<p>Nessa perspectiva, os fatos hist\u00f3ricos mostram-se presentes na sociedade na situa\u00e7\u00e3o sobre inclus\u00e3o da pessoa surda, pois a comunidade surda tem sofrido muito desde a antiguidade, por terem sido discriminados totalmente do meio social, sofrido maus tratos e muitas vezes reprimidos.<\/p>\n<p>Dentre os movimentos para promover a Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva, a defesa pelos direitos da pessoa surda precisam esta presente na a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, cultural, social e pedag\u00f3gica.<br \/>\nEm 1961, a respeito aos direitos da pessoa com defici\u00eancia auditiva as Leis de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional- LDBEN- Lei n\u00ba 4.024\/61, na qual aponta os direitos deles \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. <b>\u00a0<\/b> <b>\u00a0<\/b> <b><\/p>\n<p>1.2 &#8211;\u00a0<\/b><b>Recursos Educacionais para Educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as Surdas<\/b><\/p>\n<p>Dentre os recursos educacionais nas quais o Governo do Estado de S\u00e3o Paulo prop\u00f5e para uma a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica inclusiva, o interlocutor de libras em sala de aula, \u00e9 uma das propostas, mas que devido \u00e0s situa\u00e7\u00f5es apresentadas das dificuldades de aprendizagem dos alunos, torna invi\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o alguns fatores citados, conforme a pesquisa em procedimento.<\/p>\n<p>Dessa forma, colocamos em questionamento alguns pontos importantes para serem estudados e analisados na proposta seguinte:<br \/>\n&#8211;\u00a0 O interlocutor n\u00e3o pode ensinar l\u00edngua de sinais para o aluno surdo, enquanto em sala de aula, pois suas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 somente interpretar o que o professor da disciplina espec\u00edfica esta dizendo, (ou seja, n\u00e3o se pode ensinar LIBRAS). \u00b7<br \/>\n&#8211; A sala multifuncional \u00e9 para todos os alunos com diferentes necessidades educacionais especiais, nas quais encontramos alunos com: defici\u00eancia auditiva, defici\u00eancia visual, defici\u00eancia intelectual, entre outras, sendo que cada aluno aprende de uma forma diferente. Tamb\u00e9m nesse ambiente n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ensinar libras, considerando que o aluno surdo \u00e9 \u201cvisual\u201d, precisa de um espa\u00e7o livre de outras coisas que distra\u00edam sua aten\u00e7\u00e3o e ate mesmo as pessoas (ouvintes) interferem nesse ambiente, pois o surdo precisa de um ambiente silencioso para que possa aprender.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva analisamos alguns equ\u00edvocos nas pol\u00edticas p\u00fablicas educacionais inclusivas que n\u00e3o passam por despercebidos aos nossos olhos, na qual notamos que a maior defici\u00eancia n\u00e3o esta nos alunos, mas na pr\u00f3pria Lei que apoia sua inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa forma, entende-se que \u201cinclus\u00e3o\u201d n\u00e3o \u00e9 apenas inserir alunos com determinantes defici\u00eancias numa sala de aula regular, ou numa sala multifuncional, a proposta de Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva \u00e9 aceitar o aluno com sua defici\u00eancia, e adaptar-se a sua necessidade junto com os outros ditos \u201cnormais\u201d.<\/p>\n<p><b>2 &#8211;\u00a0<\/b><b>EDUCA\u00c7\u00c3O BILINGUE PARA SURDOS: O ENSINO DA LINGUA DE SINAIS E DA LINGUA PORTUGUESA<\/b><br \/>\n<b>2.1 &#8211;\u00a0<\/b><b>A cultura surda: o caminho pela Educa\u00e7\u00e3o Bil\u00edngue<\/b><\/p>\n<p>Diante de tantas problemas e sofrimentos que a comunidade surda tem sofrido, e enfrentado os desafios para lutar pelos seus direitos de igualdade na educa\u00e7\u00e3o, na vida em sociedade, \u00e9 somente a partir da d\u00e9cada de 1970 na Su\u00e9cia, que percebeu-se que a l\u00edngua de sinais deveria ser utilizada independentemente da l\u00edngua oral.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1970, baseado em conceitos sociol\u00f3gicos, filos\u00f3ficos e pol\u00edticos surgiu a &#8220;<i>Proposta Bil\u00edngue de Educa\u00e7\u00e3o do Surdo<\/i>&#8220;.\u00a0 Na qual essa proposta reconhece e se baseia no fato de que o Surdo vive numa condi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue e bicultural, isto \u00e9, convive no dia a dia com duas\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lingu%C3%ADstica\" target=\"\" rel=\"noopener\">l\u00ednguas<\/a>, por isso, duas\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cultura\" target=\"\" rel=\"noopener\">culturas<\/a>: a l\u00edngua gestual e cultura da comunidade surda do seu pa\u00eds e a l\u00edngua oral e a cultura ouvinte de seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, vemos que o bilinguismo se baseia no fator prim\u00e1rio de que as\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Crian%C3%A7a\" target=\"\" rel=\"noopener\">crian\u00e7as<\/a>\u00a0surdas s\u00e3o interlocutoras naturais de uma l\u00edngua adaptada \u00e0 sua capacidade de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa forma, a comunidade surda prop\u00f5e que a l\u00edngua gestual oficial do seu pa\u00eds de origem lhes seja ensinada, desde a\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Inf%C3%A2ncia\" target=\"\" rel=\"noopener\">inf\u00e2ncia<\/a>, como\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%ADngua_materna\" target=\"\" rel=\"noopener\">primeira l\u00edngua<\/a>. Reconhecendo assim que a l\u00edngua oral oficial do seu pa\u00eds n\u00e3o deve ser por ela s\u00f3 ignorada, pelo que lhe deve ser tamb\u00e9m ensinada, como segunda l\u00edngua.<\/p>\n<p>Por isso, os bilingu\u00edstas defendem at\u00e9 hoje que a l\u00edngua gestual deve ser adquirida, preferencialmente, pelo conv\u00edvio com outros Surdos mais velhos, que dominem a l\u00edngua gestual.<\/p>\n<p>Diante desse contexto hist\u00f3rico, \u00e9 na Su\u00e9cia que surgem os primeiros passos para a implanta\u00e7\u00e3o do bilinguismo.<\/p>\n<p>Como proposta educacional, o bilingu\u00edsmo ganhou for\u00e7a nos in\u00edcios dos anos 1960, nos\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica\" target=\"\" rel=\"noopener\">Estados Unidos da Am\u00e9rica<\/a>\u00a0e foi implementado, em 1979, em\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Paris\" target=\"\" rel=\"noopener\">Paris<\/a>, quando\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Danielle_Bouvet&amp;action=edit&amp;redlink=1\" target=\"\" rel=\"noopener\">Danielle Bouvet<\/a>\u00a0iniciou a sua primeira turma bil\u00edngue, em que a\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=L%C3%ADngua_Gestual_Francesa&amp;action=edit&amp;redlink=1\" target=\"\" rel=\"noopener\">L\u00edngua Gestual Francesa<\/a>\u00a0foi ensinada como l\u00edngua materna dos Surdos e a L\u00edngua Francesa como segunda l\u00edngua. Mas o enfoque bil\u00edngue foi introduzido na educa\u00e7\u00e3o de Surdos pesquisados e registrados pela professora francesa em 1981. (LACERDA E LODI, 2009).<\/p>\n<p>Conforme o Programa de L\u00edngua Portuguesa para os surdos, criado pela Dire\u00e7\u00e3o Geral de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Curricular, a proposta para uma educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue \u00e9 preciso que seja trabalhado a l\u00edngua gestual portuguesa e a l\u00edngua portuguesa ressaltam que: \u00a0 <i>O bilinguismo torna-se, assim, a ess\u00eancia comunicativa para os surdos, pois permite a comunica\u00e7\u00e3o imediata, in praesentia, atrav\u00e9s da LGP, e a diferida, in absentia, atrav\u00e9s do portugu\u00eas, propiciando o acesso aos valores, \u00e0s cren\u00e7as, ao conhecimento, enfim, \u00e0 cultura do mundo em que se insere. (2011: 16).<\/i><i> \u00a0 \u00a0 <\/i><\/p>\n<p>A proposta apresentada pelo Programa de L\u00edngua Portuguesa para Surdos (2011) respeita os princ\u00edpios expressos na Lei de Bases do Sistema Educativo e as orienta\u00e7\u00f5es e pressupostos das pol\u00edticas do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para Ensino B\u00e1sico e para o Ensino Secund\u00e1rio abordando os seguintes conceitos definidos pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o: &#8211;\u00a0Reconhece-se o modelo de educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue com base na equidade entre a L\u00edngua Gestual Portuguesa (LGP) e a L\u00edngua Portuguesa (LP) escrita, e na afirma\u00e7\u00e3o do grupo minorit\u00e1rio, pressupondo tamb\u00e9m um modelo bicultural.<br \/>\n&#8211;\u00a0Considera-se a LGP como a l\u00edngua natural\/materna do surdo, como primeira l\u00edngua, e a L\u00edngua Portuguesa escrita, e eventualmente falada, como segunda l\u00edngua. O Portugu\u00eas L2 para alunos surdos n\u00e3o pode ser encarado como uma l\u00edngua estrangeira, mas como uma l\u00edngua espec\u00edfica para alunos surdos.<br \/>\n&#8211;\u00a0Considera-se o surdo segundo o modelo antropol\u00f3gico da surdez.<br \/>\n&#8211;\u00a0Prop\u00f5e-se uma abordagem visual do ensino, enquadrada por uma \u201cpedagogia surda\u201d.(2011:4)<\/p>\n<p>No Brasil, ainda \u00e9 pol\u00eamico o assunto sobre Educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue para surdos, pois o projeto de lei foi criado, e infelizmente ainda precisa de algumas adapta\u00e7\u00f5es, pois n\u00e3o \u00e9 imposto em todos os lugares, por exemplo: o primeiro Estado a ser pioneiro na Inclus\u00e3o de surdos foi Santa Catarina, agora temos tamb\u00e9m o Rio de Janeiro, na qual nasceu a FENEIS (Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Educa\u00e7\u00e3o e Integra\u00e7\u00e3o de Surdos) e que hoje j\u00e1 abrange v\u00e1rios Estados como: SP, MG, RJ, CE,PE, PR e AM, que tem por finalidade dar assist\u00eancia social, cultural e educacional a comunidade surda, da \u00a0defesa e da luta pelo reconhecimento dos seus direitos como cidad\u00e3o.<\/p>\n<p><b>2.2 &#8211;\u00a0O desenvolvimento da linguagem e o processo de aprendizagem da L\u00edngua Portuguesa para crian\u00e7as surdas<\/b> <b>\u00a0<\/b> <b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Nesse aspecto, entende-se que o processo de aprendizagem e o desenvolvimento da linguagem da crian\u00e7a com necessidade educacional especial auditiva ocorrem por dois processos: o primeiro sendo a aprendizagem da l\u00edngua de sinais na qual tamb\u00e9m denominamos de l\u00edngua gestual, e a segunda a aprendizagem da l\u00edngua portuguesa (aquisi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o escrita).<\/p>\n<p>Segundo retrata no Programa de l\u00edngua portuguesa para surdos pelo DGDC (2011: 14) que: <i>Entende-se por <\/i><b><i>escrita <\/i><\/b><i>o resultado, dotado de significado e conforme \u00e0 gram\u00e1tica da l\u00edngua, de um processo de fixa\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica que convoca o conhecimento do sistema de representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica adaptado, bem como processos cognitivos e translingu\u00edsticos complexos (planejamento, textualiza\u00e7\u00e3o, revis\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o e<\/i><i> reformula\u00e7\u00e3o do texto). \u00a0 \u00a0\u00a0<\/i><\/p>\n<p>A l\u00edngua portuguesa \u00e9 para os surdos uma segunda l\u00edngua, na qual exigem que eles tenham o conhecimento primeiro na l\u00edngua de sinais e depois aprenda a l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p>Dentre a diferen\u00e7a de uma l\u00edngua para o outra, entende-se que a l\u00edngua de sinais (LIBRAS), \u00e9 uma linguagem visual e simbol\u00f3gica. E j\u00e1 na L\u00edngua Portuguesa (L2), \u00e9 uma linguagem escrita no caso dos surdos, \u00e9 \u201cn\u00e3o oral\u201d, pois sua import\u00e2ncia esta em aprender a conhecer os signo lingu\u00edstico e interpreta-lo na sua produ\u00e7\u00e3o escrita. J\u00e1 no caso de ouvintes, a l\u00edngua portuguesa \u00e9 fundamentada n\u00e3o somente na escrita, mas tamb\u00e9m na sua oralidade.<\/p>\n<p>Entende-se, portanto que h\u00e1 diferen\u00e7a entre l\u00edngua e linguagem, e quando falamos de LIBRAS, se tratamos da L\u00edngua de sinais, e n\u00e3o de uma linguagem. Na qual cada l\u00edngua deve ser tratada sistema lingu\u00edstico.<\/p>\n<p>Segundo Quadros (2006, p.15), a L\u00edngua de sinais brasileira \u2013 L\u00edngua que \u00e9 o meio e o fim da intera\u00e7\u00e3o social, cultural e cient\u00edfica da comunidade surda brasileira, \u00e9 uma l\u00edngua visual-espacial.<\/p>\n<p>Dessa forma a autora ainda define que: <i>A l\u00edngua de sinais devem ser consideradas como l\u00ednguas naturais e, consequentemente, compartilham uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas que lhes atribui car\u00e1ter espec\u00edfico e as distingue dos demais sistemas de comunica\u00e7\u00e3o, por exemplo, produtividade ilimitada (no sentido de que permitem a produ\u00e7\u00e3o de um n\u00famero ilimitado de novas mensagens sobre um n\u00famero ilimitado de novos temas); criatividade (no sentido de serem independentes de est\u00edmulo); multiplicidade de fun\u00e7\u00f5es (fun\u00e7\u00e3o comunicativa, social e cognitiva \u2013 no sentido de expressarem o pensamento); arbitrariedade da liga\u00e7\u00e3o entre significante e significado, e entre signo e referente); car\u00e1ter necess\u00e1rio dessa liga\u00e7\u00e3o; e articula\u00e7\u00e3o desses elementos em dois planos \u2013 o do conte\u00fado e o da\u00a0 press\u00e3o. As l\u00ednguas de sinais s\u00e3o, portanto, consideradas pela lingu\u00edstica como l\u00ednguas naturais ou como um sistema lingu\u00edstico leg\u00edtimo, e n\u00e3o como um problema do surdo ou como uma patologia da linguagem. Stokoe, em 1960, percebeu e comprovou que a l\u00edngua de sinais atendia a todos os crit\u00e9rios lingu\u00edsticos de uma l\u00edngua genu\u00edna, no l\u00e9xico, na sintaxe e na capacidade de gerar uma quantidade infinita de senten\u00e7as (Quadros e Karnopp, 2004: 30).<\/i><i> \u00a0<\/i><\/p>\n<p>Conforme a Lei 10.436 de 2002 que reconhece o estatuto lingu\u00edstico da l\u00edngua de sinais e, ao mesmo tempo assinala que esta n\u00e3o pode substituir o portugu\u00eas. Na qual a recomenda\u00e7\u00e3o atual do MEC\/SEESP \u00e9 de que, em fun\u00e7\u00e3o da l\u00edngua deve ser pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a l\u00edngua oficial do Brasil, portanto l\u00edngua cartorial em que se registram os compromissos, os bens, a identifica\u00e7\u00e3o das pessoas e o pr\u00f3prio ensino, determina-se o uso dessa l\u00edngua obrigat\u00f3rio nas rela\u00e7\u00f5es sociais, culturais, econ\u00f4micas (mercado nacional), jur\u00eddicas e nas institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n<p>Por isso, o conceito do bilinguismo fortalece as bases legislativas e inclusivas, nas quais prop\u00f5e que seja obrigat\u00f3ria a aprendizagem de duas l\u00ednguas, a l\u00edngua de sinais e a l\u00edngua portuguesa, (L1a e L2a), no caso dos surdos, e obrigat\u00f3rio no sentido inverso, a l\u00edngua portuguesa e a l\u00edngua de sinais (L1b e L2b), no caso dos ouvintes.<\/p>\n<p>Aprender as duas l\u00ednguas \u00e9 o primeiro passo para que haja inclus\u00e3o comunicacional entre ouvintes e surdos. Ou seja, que o surdo consiga interativa na comunidade surda e na ouvinte e o mesmo com o ouvinte.<\/p>\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o de Quadros e Schmiedt, ressalta que: \u00a0 <i>\u201c&#8230; o ensino de l\u00edngua portuguesa, como segunda l\u00edngua para surdos, baseia-se no fato de que esses s\u00e3o cidad\u00e3os brasileiros, t\u00eam o direito de utilizar e aprender esta l\u00edngua oficial que \u00e9 t\u00e3o importante para o exerc\u00edcio de sua cidadania. O decreto 5626 de 2005 assin\u00e1-la que a educa\u00e7\u00e3o de surdos no Brasil deve ser bil\u00edngue, garantindo o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o por meio da l\u00edngua de sinais e o ensino da l\u00edngua portuguesa escrita como segunda l\u00edngua.\u201d(QUADROS e SCHMIEDT,2006, p.17). \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/i><\/p>\n<p>Quando falamos de educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue, sabemos que n\u00e3o apenas a quest\u00e3o de uma aprendizagem, mas da sua inclus\u00e3o tanto na escola quanto do seu meio social, pois que a comunidade surda deve interagir com duas comunidades: de surdos e de ouvintes, por isso sua aprendizagem vai alem do que visa \u00e0 pol\u00edtica p\u00fablica inclusiva.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta inserir um aluno com surdez ou defici\u00eancia auditiva numa sala de aula regular junto com ouvintes e esperar que ele aprenda com o auxilio de um interprete se ele n\u00e3o souber l\u00edngua de sinais.<\/p>\n<p>N\u00e3o adiantar\u00e1, pois sua aprendizagem requer um duplo conhecimento, uma aprendizagem bil\u00edngue, na qual lhe proporcione conhecer seu mundo (meio de comunica\u00e7\u00e3o com outros surdos) e o outro mundo (meio de comunica\u00e7\u00e3o com ouvintes).<\/p>\n<p>Sabe que o surdo n\u00e3o vai aprender a \u201cfalar\u201d por meio do interprete, apenas de que\u00a0 ele pode aprender a se comunicar por outros meios que articulem um processo comunicativo.<\/p>\n<p>Dessa forma, hoje sabemos que a comunica\u00e7\u00e3o oralizada n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica, que existem outros meios, e que n\u00e3o basta apenas que o surdo saiba L\u00edngua de Sinais e l\u00edngua portuguesa, \u00e9 preciso que essa aprendizagem seja coletiva, todos devem aprender l\u00edngua de sinais, seja ouvinte ou surdo.<\/p>\n<p>Pois a l\u00edngua de sinais j\u00e1 foi considerada o segundo idioma obrigat\u00f3rio, o que n\u00e3o se tornou via de regra, foi n\u00e3o possibilitar o meio de aprendizagem para que ela aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta apenas que as leis sejam sancionadas, \u00e9 necess\u00e1rio que saiba o primeiro passo para essa longa caminhada, ou seja, n\u00e3o adiantar\u00e1 cobrar que a l\u00edngua de sinais seja obrigat\u00f3ria se o espa\u00e7o educacional n\u00e3o poder oferecer essa aprendizagem.<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil sofre com a precariedade de aus\u00eancia de escolas bil\u00edngues para surdos, conforme a Carta Aberta dos Doutores Surdos ao ministro Mercadante, afirmam que: \u00a0 <i>V\u00e1rias pesquisas mostram que os surdos melhor inclu\u00eddos socialmente s\u00e3o os que estudam nas Escolas Bil\u00edngues, que t\u00eam a L\u00edngua de Sinais brasileira, sua l\u00edngua materna, como primeira l\u00edngua de conv\u00edvio e instru\u00e7\u00e3o, possibilitando o desenvolvimento da compet\u00eancia em L\u00edngua Portuguesa escrita, como segunda l\u00edngua para leitura, conviv\u00eancia social e aprendizado. N\u00e3o somos somente n\u00f3s que defendemos essa tese. Refor\u00e7amos que h\u00e1 um n\u00famero relativamente grande de mestres e doutores, pesquisadores de diversas \u00e1reas de conhecimento, al\u00e9m de professores de ensino b\u00e1sico e superior, que identificam essa realidade e atuam nessa luta conosco. Todos os pesquisadores s\u00e9rios proclamam que as ESCOLAS BIL\u00cdNGUES PARA SURDOS, cujas l\u00ednguas de instru\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio s\u00e3o a Libras (L1) e o Portugu\u00eas escrito (L2), s\u00e3o os melhores espa\u00e7os acad\u00eamicos para a aprendizagem e inclus\u00e3o educacional de crian\u00e7as e jovens surdos. (8 de junho de 2012, p.9) ;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/i><i>\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/i><\/p>\n<p>Essa carta foi escrita por doutores surdos na \u00e1rea de conhecimento em Lingu\u00edstica que confirmam essa afirma\u00e7\u00e3o com trechos retirados de uma, <b><i>Carta den\u00fancia<\/i><\/b>entregue aos Ministros P\u00fablicos de cada Estado brasileiro em Setembro do ano de 2011, organizada atrav\u00e9s de um manifesto realizado pela FENEIS pelo Movimento Surdo com o objetivo de lutar pela causa da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Surda, de requerer seus direitos como todo cidad\u00e3o.<\/p>\n<p><b>3 &#8211; O ESTUDO DA DEFECTOLOGIA: O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DAS CRIAN\u00c7AS SURDAS NA PERSPECTIVA DE LEV S. VYGOTSKY\u00a0 <\/b><br \/>\n<b>3.1 Fundamentos sobre a defectologia na concep\u00e7\u00e3o vigotskiana<\/b><b> \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tema presente discuss\u00e3o, buscamos aprofundar nosso conhecimento com bases fundamentadas em um estudo bibliogr\u00e1fico de pesquisadores que estudaram sobre a proposta de uma Educa\u00e7\u00e3o mais Inclusiva.<\/p>\n<p>Nesse aspecto, vamos de encontro aos conceitos abordados por Lev Semenovitch Vigotski, que \u00e9 hoje considerado por muitos estudiosos um dos melhores pesquisadores te\u00f3rico e pr\u00e1tico, desenvolvendo suas t\u00e9cnicas de aprendizagem que apresentavam respostas positivas no que anteriormente n\u00e3o se tinha mais solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para muitos pesquisadores, Vigotski (1997) \u00e9 considerado como um novo sovi\u00e9tico que luta por uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva em seus estudos sobre os fundamentos da Defectologia, mostra que a crian\u00e7a com \u201cdefici\u00eancia\u201d pode sim aprender, pois o seu processo de desenvolvimento, mesmo quando ausente de um sentido, ele pode ser compensat\u00f3rio, fazendo o uso do outro sentido, ou seja, a defectologia atual traz para a filosofia educacional e para a psicologia contempor\u00e2nea um novo caminho, na qual Vigotski (1997), o precursor desse saber, em Moscou cria sua cl\u00ednica de Defectologia, para trabalhar e estudar como os deficientes aprendem.<\/p>\n<p>Vigotski (1997) trabalhou com cegos, surdos, surdo cego, deficiente intelectual, nas quais a sociedade sovi\u00e9tica j\u00e1 os designava de loucos, doentes mentais, tornando-se exclu\u00eddos pela sociedade, por aprenderem diferentes dos outros ditos \u201cnormais\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo n\u00e3o tendo conclu\u00eddo sua pesquisa, morto t\u00e3o jovem, devido uma doen\u00e7a, seus seguidores continuam a estudar sua teoria, sua t\u00e9cnica de ensinar.<\/p>\n<p>Podemos ver de forma bem clara essa abordagem, em sua obra V- Fundamentos de Defectologia, no segundo capitulo, denominado de\u00a0 <b><i>Principios de La Educaci\u00f3n social de l\u00f3s ni\u00f1os sordomudos<\/i><\/b>, sobre uma pedagogia de surdos, ou seja, como ensinar surdos.<\/p>\n<p>Na qual Vigotski (1997, p.115) ressalta a critica sobre a quest\u00e3o da linguagem oral explanadas em suas duas considera\u00e7\u00f5es que julga ser mais importante na pedagogia de surdos: <i>A primeira consiste em que at\u00e9 agora temos desenvolvido um sistema cientifico f\u00edsico ou educacional competente como a educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as surdas ou como uma teoria psicol\u00f3gica do desenvolvimento evolutivo\u00a0 e das suas particularidades f\u00edsicas ligadas a falha do ouvido e ao d\u00e9ficit social, ou seja , a aus\u00eancia da linguagem oral. Todos os \u00eaxitos brilhantes da pedagogia dos surdos, tanto em \u00e2mbito te\u00f3rico como em \u00e1rea pratica, seguem sendo ate agora, mais ou menos fragmentado e necessitam ser sistematizados de modo cientifico e coerente.( TRADU\u00c7\u00c3O MINHA) <\/i> .<\/p>\n<p>Nessa primeira considera\u00e7\u00e3o, vemos que Vigotski(1997) apresenta\u00e7\u00e3o uma ant\u00edtese das premissas, ao mesmo tempo que julga ser a pedagogia de surdos uma investiga\u00e7\u00e3o cientifica para uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, tamb\u00e9m mostra que em ela pode ter tanta signific\u00e2ncia nos estudos de uma teoria psicol\u00f3gica do desenvolvimento evolutivo, ou seja, a defici\u00eancia auditiva, na qual ele denomina de \u201c falha no ouvido\u201d, \u00e9 tamb\u00e9m um defeito social, pois sendo que em contexto bil\u00edngue, deixa claro que a sociedade torna o surdo excludente por n\u00e3o ter linguagem oral, e aponta que esse sistema educacional esta fragmentado e necessita de mais conhecimento cientifico\u00a0 para que possamos entender o que \u00e9 mais preocupante, n\u00e3o saber se comunicar por linguagem oral ou n\u00e3o se comunicar de forma nenhuma? Pois nesse ponto, mostra que a sociedade \u00e9 defeituosa, no que tange a proposta de uma Educa\u00e7\u00e3o Social e Inclusiva.<\/p>\n<p><b>4. &#8211; CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/b><\/p>\n<p>Diante desse estudo vemos que a Educa\u00e7\u00e3o Bil\u00edngue ainda \u00e9 o processo que deve ser melhorado, que as Propostas de Pol\u00edticas P\u00fablicas precisam mostrar-se mais presentes em todas as situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entretanto, como j\u00e1 proposto por Vigotski (1997) na qual citamos no trabalho, observamos que a educa\u00e7\u00e3o inclusiva precisa ser vista com um olhar mais solid\u00e1rio, de pensar a educa\u00e7\u00e3o inclusiva n\u00e3o apenas para um prop\u00f3sito escolar, mas de pensar a educa\u00e7\u00e3o como um pr\u00f3prio bem social, que a sociedade precisa esta atenta a Inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Se tratando de Educa\u00e7\u00e3o de Surdos, nota-se uma preocupa\u00e7\u00e3o maior, pois, \u00e9 uma comunidade ausente de voz, que precisa para que haja comunica\u00e7\u00e3o, usem um sistema diferenciado, que \u00e9 a l\u00edngua de sinais.<\/p>\n<p><b>REFERENCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/b><br \/>\n&#8211; BRASIL, Leis: 5.626, de 22 de dezembro de 2005, MEC, Bras\u00edlia, 2005;<br \/>\n&#8211;\u00a0Leis: 10.436, de 24 de abril de 2002, MEC, Bras\u00edlia, 2002;<br \/>\n&#8211;\u00a0Lei n\u00ba 12.319, de 1\u00ba de setembro de 2010, MEC, Bras\u00edlia, 2010;<br \/>\n&#8211;\u00a0Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, LDB 4.024, de 20 de dezembro de 1961.MEC, Bras\u00edlia, 2007;<br \/>\n&#8211;\u00a0BOUVET, D. <b>The path to language: bilingual education for deaf children<\/b>, Cleveland: Multilingual Matters, 1990;<br \/>\n&#8211;\u00a0CARTA ABERTA DOS DOUTORES SURDOS AO MINISTRO MERCADANTE, 8 de Junho de 2012;<br \/>\n&#8211; DGIDC- Dire\u00e7\u00e3o Geral de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Curricular, Programa de L\u00edngua Portuguesa para Surdos, Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o, 2011;<br \/>\n&#8211;\u00a0LODI, A. C. B.; LACERDA, C. B. F. de. A inclus\u00e3o escolar bil\u00edngue de alunos surdos: princ\u00edpios, breve hist\u00f3rico e perspectivas. In: LODI, A. C. B.; LACERDA, C. B. F. de. (Org.) Uma escola, duas l\u00ednguas: letramento em l\u00edngua portuguesa e l\u00edngua de sinais nas etapas iniciais de escolariza\u00e7\u00e3o. 2. ed. Porto Alegre: Media\u00e7\u00e3o, 2009;<br \/>\n&#8211; QUADROS, R. M. e KARNOPP,\u00a0<b>L. B. de L\u00edngua de Sinais Brasileira: Estudos Ling\u00fc\u00edsticos<\/b>. Porto Alegre. Artes M\u00e9dicas, 2004;<br \/>\n&#8211;\u00a0R. M. de\u00a0<b>Educa\u00e7\u00e3o de Surdos: a aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem<\/b>. Porto Alegre. Artes M\u00e9dicas. 2006;<br \/>\n&#8211;\u00a0R. M. de e SCHMIEDT, M. L. P. Id\u00e9ias para ensinar portugu\u00eas para alunos surdos. Bras\u00edlia: MEC, SEESP, 2006;<br \/>\n&#8211; VIGOTSKI, L. S. <b>Obras escogidas- V \u2013 Fundamentos de Defectologia<\/b><i>, <\/i>Barcelona, Editorial Visor,1997;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo tem por finalidade analisar e compreender como funciona o processo de inclus\u00e3o de uma crian\u00e7a surda na escola p\u00fablica estadual. 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