{"id":27519,"date":"2015-02-25T15:27:21","date_gmt":"2015-02-25T18:27:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=27519"},"modified":"2015-02-25T15:27:21","modified_gmt":"2015-02-25T18:27:21","slug":"sobre-tatuagens-autismo-cartazes-armarios-e-privacidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=27519","title":{"rendered":"Sobre tatuagens, autismo, cartazes, arm\u00e1rios e privacidade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-27520\" alt=\"Tatuagem de laco feito por pecas de quebra cabeca coloridas arrematada por coracao no braco.\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/tattoo.jpg\" width=\"259\" height=\"194\" \/><\/p>\n<p>Por Ana Nunes<\/p>\n<p>Adoro tatuagens. Em uma de minhas andan\u00e7as pelo mundo cibern\u00e9tico, descobri uma p\u00e1gina maravilhosa dedicada a tatuagens em homenagem a pessoas com autismo. Fiquei olhando fascinada, como quem escolhe o novo corte de cabelo em uma revista. Separei minhas tatuagens favoritas. E resolvi fazer uma delas em homenagem \u00e0 minha filha.<\/p>\n<p>Mas eu vivo dentro da minha cabe\u00e7a. E comecei a refletir sobre qual significado que uma tatuagem como esta poderia ter.<\/p>\n<p>V\u00e1rias minorias discutem o conceito de \u201cpassing\u201d, passar \u2013 em portugu\u00eas, seria melhor falar \u201cpassar por\u201d. Quando sua condi\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel a olho nu, h\u00e1 pessoas que optam por esconder sua real identidade, por \u201cpassar por\u201d um membro do grupo hegem\u00f4nico. O protagonista de \u201cThe Human Stain\u201d, de Philip Roth, constitui um exemplo cl\u00e1ssico: um mesti\u00e7o que, por n\u00e3o aparentar sua negritude, passa por branco a vida inteira. No lindo filme \u201cYentl\u201d, Barbra Streisand d\u00e1 vida a uma judia ortodoxa que, para poder estudar, se traveste e passa por homem. Outro exemplo seria a pessoa que tenha uma defici\u00eancia capaz de ser escondida,que lhe permita passar por pessoa sem defici\u00eancia. Ou o homossexual que vive no arm\u00e1rio, passando por heterossexual.<\/p>\n<p>V\u00e1rios artigos e estudos discutem o \u201cpassing\u201d e suas implica\u00e7\u00f5es. \u201cPassar por\u201d um membro do grupo dominante pode ser uma estrat\u00e9gia de inser\u00e7\u00e3o, capaz de permitir escapar \u00e0s barreiras impostas pelo preconceito. Pode ser uma medida do preconceito internalizado, que impede a (re)valoriza\u00e7\u00e3o de sua identidade e faz optar por sua nega\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios estudos apontam o alto custo psicol\u00f3gico de negar sua pr\u00f3pria identidade e viver fingindo ser o que n\u00e3o se \u00e9 &#8211; o que se soma ao medo constante de ver desmascarado o personagem cuidadosamente encenado sobre o qual se construiu a vida.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, em intera\u00e7\u00f5es com outras pessoas, me sinto como se estivesse \u201cpassing\u201d. Porque a identidade da minha filha autista se tornou profundamente minha identidade, \u00e9 um fato que condiciona de maneira definitiva minha inser\u00e7\u00e3o no mundo. Hoje, o primeiro dado que eu utilizaria para me definir \u00e9: sou Ana, m\u00e3e de autista. Depois v\u00eam minha profiss\u00e3o, minhas outras identidades. Quando interajo com pessoas que n\u00e3o me conhecem, e seguimos em conversas mundanas sobre assuntos amenos, me surpreendo pensando o quanto aquela pessoa n\u00e3o sabe sobre mim \u2013 e o quanto ela certamente presume que eu levo uma vida \u201cnormal\u201d. Sinto como se estivesse \u201cpassing\u201d, representando o personagem de mim mesma \u2013 um eu que n\u00e3o sou mais.<\/p>\n<p>Da\u00ed a ideia de fazer a tatuagem para minha filha. Diferente de minhas outras tatuagens, todas em lugares discretos, f\u00e1ceis de esconder com o vestu\u00e1rio ou o cabelo, esta eu queria muito vis\u00edvel. Para afirmar, loud and proud, que sou uma m\u00e3e de autista. Para reclamar e revalorizar esta identidade, como afirmou Marcelo Yuka sobre a tatuagem que fez em sua perna paralisada. Para emular a sensa\u00e7\u00e3o de fazer as pazes com o destino transmitida pela cena em que Marion Cotillard tatua seus membros mutilados no filme \u201cFerrugem e Osso\u201d.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o da privacidade. Um dos ensaios de Roxanne Gay em sua cole\u00e7\u00e3o \u201cBad Feminist\u201d \u00e9 dedicado ao ato pol\u00edtico de \u201csair do arm\u00e1rio\u201d. Citando Garrett Keizer, autor de \u201cPrivacy\u201d, Gay argumenta que as pessoas com privil\u00e9gio t\u00eam mais acesso \u00e0 privacidade.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre privil\u00e9gio e privacidade se aplicaria n\u00e3o s\u00f3 ao privil\u00e9gio econ\u00f4mico, de classe social, mas tamb\u00e9m ao privil\u00e9gio de ra\u00e7a, g\u00eanero e sexualidade. E da aus\u00eancia de defici\u00eancia, complemento eu (ali\u00e1s, quando at\u00e9 autoras que se identificam como feministas esquecem de enumerar defici\u00eancia dentre as minorias discriminadas, percebemos a real dimens\u00e3o de nossa invisibilidade.)<\/p>\n<p>Gay comenta que a cada vez que um corpo apresenta algum tipo de diferen\u00e7a, sua privacidade \u00e9 comprometida em alguma medida. Cita como exemplo a perda de privacidade inerente \u00e0 gravidez: para a mulher gr\u00e1vida, sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 o atestado vis\u00edvel, a demonstra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e inequ\u00edvoca, de um ato de intimidade, e da op\u00e7\u00e3o personal\u00edssima por formar uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Outras condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas permitem um grau de privacidade que uma defici\u00eancia ou enfermidades como Parkinson ou esclerose m\u00faltipla negam. O paciente card\u00edaco pode assumir ou n\u00e3o essa condi\u00e7\u00e3o; lhe \u00e9 resguardado o direito de revelar seu estado de sa\u00fade somente se e a quem lhe aprouver. A quem tem uma condi\u00e7\u00e3o vis\u00edvel, tal privacidade \u00e9 negada.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o desfruto do mesmo direito \u00e0 privacidade que as pessoas \u201cnormais\u201d \u00e9 o que me irrita quando fazem perguntas sobre a condi\u00e7\u00e3o de minha filha. Ao perceber que, a despeito de sua boa apar\u00eancia e da aus\u00eancia de qualquer comprometimento motor, minha filha n\u00e3o fala e se comporta de maneira at\u00edpica, desconhecidos a olham com mal disfar\u00e7ada curiosidade. Os mais afoitos sequer tentam desvendar o mist\u00e9rio sozinhos e v\u00eam diretamente perguntar o que ela tem. Se sentem no direito de faz\u00ea-lo. Nesse momento, a limita\u00e7\u00e3o da minha privacidade, e da privacidade da minha filha, \u00e9 lan\u00e7ada em meu rosto. Por causa da defici\u00eancia dela, temos menos privacidade que os demais. N\u00e3o desfrutamos do privil\u00e9gio de frequentar um parque ou um restaurante sem que algu\u00e9m nos inquira sobre nosso hist\u00f3rico m\u00e9dico.<\/p>\n<p>A curiosidade propriamente dita j\u00e1 \u00e9 desconfort\u00e1vel o bastante; afinal, minha filha n\u00e3o \u00e9 personagem dos freak shows de antigamente, n\u00e3o est\u00e1 no espa\u00e7o p\u00fablico para satisfazer \u00e0 curiosidade alheia. Ainda pior \u00e9 saber que, travestido de curiosidade, est\u00e1 o desejo perverso de sentir-se melhor, relativamente. Est\u00e1 o mesmo impulso que faz as pessoas pararem para contemplar um acidente automobil\u00edstico \u00e0 beira da estrada, em vez de virar o rosto e seguir adiante em respeitoso sil\u00eancio. Ao desejar saber detalhes da \u201cdesgra\u00e7a\u201d que se abateu sobre minha fam\u00edlia, o desconhecido quer sentir-se melhor com a pr\u00f3pria vida: sejam quais forem os problemas que ele est\u00e1 atravessando, o destino o poupou daquela condi\u00e7\u00e3o terr\u00edvel e incur\u00e1vel. Mais uma vez, manifesta-se o preconceito, a vis\u00e3o naturalizada da conflu\u00eancia entre defici\u00eancia e trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Por isso as perguntas me irritam. \u00c0s vezes, respondo simplesmente que ela tem autismo e me afasto do curioso. Em dias piores, resolvo exercer o pouco de privacidade que ainda me resta e retruco: n\u00e3o \u00e9 da sua conta. Afinal, deveria ser meu direito, como de todas as pessoas, manter minha hist\u00f3ria m\u00e9dica em privado. N\u00e3o respondo precisamente para impedir que esta pessoa, investida em sua posi\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio por n\u00e3o ter defici\u00eancia, invada ainda mais a j\u00e1 limitada privacidade de minha filha.<\/p>\n<p>Minha timeline no Facebook trazia h\u00e1 alguns dias a hist\u00f3ria de uma mulher no metr\u00f4 de Toronto. Cansada de receber olhares e recrimina\u00e7\u00f5es por causa do comportamento de seu filho autista, ela optou por andar com um cartaz grudado na mochila do menino: \u201cele n\u00e3o \u00e9 mal-educado, ele tem autismo. Por favor, tenham paci\u00eancia.\u201d Incrivelmente, a m\u00e3e cansada, por quem sinto toda a empatia, foi recriminada por rotular seu filho. Recriminada pela mesma sociedade que praticamente exige que andemos com o diagn\u00f3stico estampado no peito como uma letra escarlate. Pela mesma sociedade que n\u00e3o inclui, que prefere presumir que a crian\u00e7a \u00e9 mal educada \u2013 e, portanto, filha de uma m\u00e3e \u201cincompetente\u201d.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o avesso, o lado B da quest\u00e3o da privacidade. Ao ser for\u00e7ada pelos olhares e pela incompreens\u00e3o alheia a abrir m\u00e3o dessa privacidade, a m\u00e3e do metr\u00f4 de Toronto foi criticada pela quebra de decoro, por lan\u00e7ar na cara da sociedade a verdade desconfort\u00e1vel da defici\u00eancia de seu filho. J\u00e1 passei por situa\u00e7\u00e3o similar. Em determinada situa\u00e7\u00e3o no trabalho, me vi obrigada a falar, didaticamente, sobre o autismo da minha filha e sua gravidade, que condicionam alguns aspectos de meu exerc\u00edcio profissional. Meu interlocutor n\u00e3o conseguiu esconder seu desconforto; era como se eu tivesse aparecido nua, em p\u00fablico, na frente dele.<\/p>\n<p>Este desconforto com a abordagem franca da defici\u00eancia, seus detalhes e limita\u00e7\u00f5es, n\u00e3o deixa de constituir outra face do preconceito: a ideia de que a defici\u00eancia de minha filha \u00e9 um assunto privado, uma parte da vida a ser escondida por baixo da \u201croupa\u201d da minha normalidade, da aparente normalidade de minha vida familiar. O desconforto \u00e9 uma extens\u00e3o da vis\u00e3o segundo a qual os deficientes deveriam ser mantidos em casa, longe do espa\u00e7o p\u00fablico, longe dos olhos das pessoas sem defici\u00eancia. Para n\u00e3o ferir os pudores das pessoas \u201cnormais\u201d. Afinal, cumpre manter \u201cas vergonhas\u201d \u2013 sejam elas partes pudendas ou uma defici\u00eancia na fam\u00edlia \u2013 devidamente encobertas. A mesma sociedade que exige desnudar a defici\u00eancia ao sabor da curiosidade alheia tamb\u00e9m contraditoriamente exige encobri-la, em nome do decoro e do bom gosto.<\/p>\n<p>No ensaio mencionado, Roxanne Gay transcreve a declara\u00e7\u00e3o do famoso jornalista da CNN Anderson Cooper ao sair do arm\u00e1rio, assumindo-se gay na coluna de Andrew Sullivan em The Daily Beast : \u201csempre fui aberto e honesto sobre esta parte da minha vida com meus amigos, minha fam\u00edlia e meus colegas. Idealmente, em um mundo perfeito, eu ser ou n\u00e3o ser gay n\u00e3o deveria ser da conta de ningu\u00e9m. Mas penso que existe valor em levantar-se e deixar-se contar\u201d (but I think there is value in standing up and being counted.)<\/p>\n<p>A privacidade da popula\u00e7\u00e3o LGBT &#8211; outro grupo minorit\u00e1rio com muito em comum com as pessoas com defici\u00eancia, inclusive a patologiza\u00e7\u00e3o de sua identidade &#8211; tamb\u00e9m \u00e9 reduzida em virtude de sua condi\u00e7\u00e3o. Por ser homossexual, Anderson Cooper sentiu-se for\u00e7ado a tornar p\u00fablico um assunto que deveria ser eminentemente privado &#8211; \u201cnobody\u2019s business\u201d, em sua pr\u00f3pria express\u00e3o. Saiu do arm\u00e1rio para levantar-se e ser contado, para tentar colocar seu gr\u00e3ozinho na luta de toda a comunidade LGBT por direitos iguais.<\/p>\n<p>Por isso eu vou fazer a tatuagem. Porque em um mundo onde as pessoas com defici\u00eancia ainda s\u00e3o vistas como trag\u00e9dia, ainda causam desconforto, ainda t\u00eam mais de chance de viver na pobreza, ainda t\u00eam sua privacidade invadida ou s\u00e3o for\u00e7adas a esconder-se em nome do decoro, existe valor em levantar-se e ser contado.<\/p>\n<p>Ink 4 Autism<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Ink4Autism\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/<wbr \/>Ink4Autism<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Diferente de minhas outras tatuagens,<\/p>\n<p>esta eu queria<\/p>\n<p>muito vis\u00edvel. 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