{"id":28037,"date":"2015-05-07T06:40:34","date_gmt":"2015-05-07T09:40:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=28037"},"modified":"2015-05-07T06:40:34","modified_gmt":"2015-05-07T09:40:34","slug":"quer-saber-como-seria-descubra-como","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=28037","title":{"rendered":"Quer saber como seria? Descubra como!"},"content":{"rendered":"<h2><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-28038\" alt=\"Em fundo preto, palavras em branco - Como seria? um filme de Daniel Gon\u00e7alves.\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/como-seria.jpg\" width=\"208\" height=\"194\" \/><\/h2>\n<h2><strong>Como Seria?<\/strong><\/h2>\n<p>Esse \u00e9 o v\u00eddeo de divulga\u00e7\u00e3o do crowdfunding (vaquinha virtual) de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/comoseriafilme\" data-gt=\"{&quot;entity_id&quot;:&quot;1618203155060162&quot;,&quot;entity_path&quot;:&quot;\\\/ajax\\\/pagelet\\\/generic.php:ProfileTimelineSectionPagelet&quot;}\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/page.php?id=1618203155060162\">Como Seria?<\/a><\/p>\n<p>A campanha vai at\u00e9 o dia 05 de julho.<\/p>\n<p>A Inclusive apoia essa inciativa e conta com seus leitores para contribuir para o projeto do cineasta Daniel Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Colaborem, divulguem e compartilhem e, claro, contribuir com o que cada um puder! \u00c9 s\u00f3 acessar<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/benfeitoria.com\/comoseria\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">http:\/\/benfeitoria.com\/comoseria<\/a><\/p>\n<p><em>Por Daniel Gon\u00e7alves<\/em><\/p>\n<p>A ideia do filme surgiu a partir de um curta de tr\u00eas minutos que fiz para um concurso de v\u00eddeos inspiradores do YouTube. N\u00e3o ganhei, mas Como Seria? teve mais de 27 mil visualiza\u00e7\u00f5es em um ano. Nele, eu tento imaginar a minha vida sem a paralisia cerebral que afeta minha coordena\u00e7\u00e3o motora. O filme, que por enquanto tamb\u00e9m vai se chamar Como Seria?, \u00e9 em primeira pessoa.<\/p>\n<p>Dessa vez a busca pelo diagn\u00f3stico sobre o que causou minha defici\u00eancia \u00e9 que vai conduzir o filme. Atrav\u00e9s de imagens de arquivo da fam\u00edlia, de reportagens feitas comigo nos \u00faltimos anos, de cenas de tem bala a\u00ed? \u2013 meu primeiro curta-metragem \u2013 vamos passear por momentos, hist\u00f3rias e reflex\u00f5es. O document\u00e1rio tamb\u00e9m vai passar por temas como inf\u00e2ncia, reabilita\u00e7\u00e3o, escolas, faculdade, adolesc\u00eancia, fam\u00edlia, terapeutas, amigos, paix\u00f5es, mulheres, Rio, Barra Mansa, escalada, esportes, edi\u00e7\u00e3o, TV, cinema, fic\u00e7\u00e3o, document\u00e1rio&#8230;<\/p>\n<p>Essas palavras me trouxeram at\u00e9 aqui e certamente me levar\u00e3o a outro lugar depois de Como Seria?<\/p>\n<p>Ficou com vontade de assistir ao curta? Ele est\u00e1 aqui:\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/rUSz6p-Vbjc\">https:\/\/youtu.be\/rUSz6p-Vbjc<\/a><\/p>\n<p>Para ficar por dentro de novidades do projeto, curta nossa p\u00e1gina no Facebook:<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/comoseriafilme\">https:\/\/www.facebook.com\/comoseriafilme<\/a><\/p>\n<p>L\u00e1 voc\u00eas poder\u00e3o ver v\u00eddeos exclusivos e ficar por dentro de tudo sobre o filme.<\/p>\n<p>Se interessou e quer ler outras coisas escritas por mim? V\u00e1 at\u00e9 meu blog! O endere\u00e7o \u00e9\u00a0<a href=\"http:\/\/tembalaai.blogspot.com.br\/\">http:\/\/tembalaai.blogspot.com.br<\/a><\/p>\n<p>Agora voc\u00eas ficam com um perfil meu! E n\u00e3o se esque\u00e7am de contribuir e compartilhar o projeto em suas redes sociais!<\/p>\n<p>Um beijo,<\/p>\n<p>Daniel.<\/p>\n<h2><strong>Perfil:<\/strong><\/h2>\n<p>Meu nome \u00e9 Daniel de Castro Gon\u00e7alves, tenho 30 anos e sou portador de uma paralisia cerebral discin\u00e9tica, de causa desconhecida, que afeta minha coordena\u00e7\u00e3o motora.<\/p>\n<p>Nasci em Barra Mansa, RJ, e moro na capital do mesmo estado h\u00e1 10 anos. Vim para a faculdade. A primeira, de biologia, abandonei. Voltei para a casa dos meus pais, fiz cursinho e passei para Comunica\u00e7\u00e3o Social na PUC-Rio. Queria ser jornalista esportivo. Um est\u00e1gio, no meio do curso, come\u00e7ou a mudar meu rumo. Na TV PUC-Rio editei pela primeira vez. Achava que era imposs\u00edvel ser rep\u00f3rter, que jamais me escolheriam e por isso optei pela vaga de editor. Santas escolha e ignor\u00e2ncia. Escolha porque durante aquele ano descobri que levava jeito para essa coisa de cortar e colar imagens e texto. Ignor\u00e2ncia porque durante esse mesmo ano fiz meu primeiro programa \u2013 Do seu pr\u00f3prio jeito \u2013 e vi que tamb\u00e9m tinha facilidade para ouvir e extrair boas hist\u00f3rias das pessoas. Se n\u00e3o me enquadrava no \u2018padr\u00e3o\u2019 de rep\u00f3rter, ali, ainda que sem saber, dava meus primeiros passos como documentarista.<\/p>\n<p>Anos depois, um amigo me perguntou se eu j\u00e1 tinha imaginado a minha vida sem a paralisia cerebral que afeta minha coordena\u00e7\u00e3o motora. Respondi que era imposs\u00edvel dizer como seria e que provavelmente n\u00e3o teria sido t\u00e3o divertido.<\/p>\n<p>Teria sido mais f\u00e1cil come\u00e7ar a andar. Um grande col\u00e9gio de Barra Mansa n\u00e3o teria achado dif\u00edcil me ter como aluno. Poderia ter sido goleiro. Correria. Saltaria. Subiria em \u00e1rvores. Andaria de skate. Faria um monte de outras coisas que toda crian\u00e7a faz. Mas n\u00e3o seria eu.<\/p>\n<p>N\u00e3o teria feito papel de minhoca numa pe\u00e7a teatral no col\u00e9gio. N\u00e3o teria sido o centro das aten\u00e7\u00f5es quando cheguei com uma m\u00e1quina de escrever el\u00e9trica em sala de aula. N\u00e3o conheceria meus terapeutas. N\u00e3o saberia como \u00e9 gostosa a sensa\u00e7\u00e3o de fazer determinado movimento pela primeira vez. N\u00e3o teria tido o prazer de mandar tomar no cu aquele que me chamou de coitadinho. Pode ser que tivesse mais desenvoltura e n\u00e3o travasse na hora de chegar nas meninas. N\u00e3o riria dos que pensam que estou chapado de ecstasy, LSD e outras coisas. Possivelmente n\u00e3o escalaria. N\u00e3o seria jornalista, editor, cin\u00e9filo e nem documentarista.<\/p>\n<p>Como seria? vai, atrav\u00e9s de hist\u00f3rias que vivi, mostrar que \u00e9 poss\u00edvel que uma pessoa com defici\u00eancia tenha uma vida normal. Para isso, o primeiro passo \u00e9 aparecer para o mundo e enfrentar de cabe\u00e7a erguida, sem esquecer de uma boa dose de humor, as dificuldades que aparecerem pelo caminho.<\/p>\n<p>A primeira lembran\u00e7a que tenho de reagir a algum coment\u00e1rio a meu respeito \u00e9 \u2018tadinho \u00e9 o caralho!\u2019. Eu devia ter uns 10 anos e soltei a express\u00e3o libertadora para um casal que havia falado algo do tipo \u2018tadinho dele\u2019 ao me ver andando no clube do condom\u00ednio onde eu e minha fam\u00edlia pass\u00e1vamos as f\u00e9rias, em Angra.<\/p>\n<p>Sem pensar duas vezes, quase vinte anos depois, ao chegar na rodovi\u00e1ria Novo Rio, foi a vez de uma mulher ouvir o mesmo \u2018tadinho \u00e9 o c&#8230;\u2019 em resposta \u00e0 fat\u00eddica express\u00e3o acompanhada por um detest\u00e1vel olhar de pena.<\/p>\n<p>Rea\u00e7\u00f5es desse tipo ao que \u00e9 dito sobre mim n\u00e3o s\u00e3o comuns. Em geral prefiro conversar e explicar. Isso veio de casa. Sempre estive na rua com meus pais. Nunca tiveram vergonha e me esconderam dos outros. No col\u00e9gio, quando crian\u00e7as perguntavam alguma coisa para minha m\u00e3e sobre mim, ela dizia \u2018Pergunta pra ele!\u2019. Por isso, at\u00e9 hoje n\u00e3o me vejo nem me percebo diferente dos outros. Aprendi a n\u00e3o ver os v\u00e1rios olhares tortos, curiosos, de espanto e at\u00e9 de reprova\u00e7\u00e3o lan\u00e7ados quando ando pelas ruas.<\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00f5es sempre foram aceitas sem problemas. Como quando estava sendo alfabetizado. Escrever \u00e0 m\u00e3o era imposs\u00edvel \u2013 hoje ainda n\u00e3o \u00e9 nada pr\u00e1tico \u2013 e a solu\u00e7\u00e3o foi uma m\u00e1quina de escrever el\u00e9trica. Foram tr\u00eas, do antigo CA at\u00e9 a formatura na PUC.<\/p>\n<p>Ela, a m\u00e1quina, est\u00e1 diretamente ligada a \u2018causos\u2019 que uns chamariam de discrimina\u00e7\u00e3o, outros de preconceito, mas que prefiro classificar como ignor\u00e2ncia. O primeiro deles aconteceu em 2001, na primeira fase do vestibular da UFF. A prova era objetiva e na inscri\u00e7\u00e3o disse que usaria minha m\u00e1quina de escrever e pedi aux\u00edlio para preencher o cart\u00e3o-resposta. N\u00e3o era a primeira que fazia dessa forma e achei que n\u00e3o haveria problema. Ledo engano. No dia fui impedido de usa-la. A alega\u00e7\u00e3o era de que se havia algu\u00e9m para me ajudar a pintar os quadradinhos do cart\u00e3o, essa mesma pessoa deveria escrever pra mim. Mas eu escrevia. Na m\u00e1quina, mas escrevia. E, por isso, n\u00e3o aceitei o escritor para a prova. Foi dif\u00edcil, a m\u00e3o cansou, mas eu fiz. S\u00f3 chamei a pessoa na hora de preencher o cart\u00e3o. No dia seguinte, o coordenador do col\u00e9gio fez uma reclama\u00e7\u00e3o formal e a organiza\u00e7\u00e3o do vestibular pediu desculpas pelo ocorrido.<\/p>\n<p>Anos mais tarde, um caso parecido. Era a prova te\u00f3rica do Detran e como n\u00e3o precisaria fazer nenhuma conta, dispensei o uso da m\u00e1quina. Quando terminei, chamei um fiscal que estava na sala e pedi ajuda para, novamente, pintar os min\u00fasculos espa\u00e7os do cart\u00e3o. Dessa vez a resposta foi diferente. Os fiscais de sala, o respons\u00e1vel pelo local da prova, seu superior e at\u00e9 o \u00f3rg\u00e3o que fazia a prova, deram a mesma justificativa. Diziam que somente eu poderia escrever em meu cart\u00e3o e que, por isso, ningu\u00e9m estava autorizado a me ajudar. Resultado: grampearam a prova onde havia marcado as alternativas que julgava corretas ao cart\u00e3o. Passei e hoje em dia dirijo.<\/p>\n<p>Em 2011, o \u00faltimo e mais absurdo deles. No concurso para o BNDES, com vagas reservadas para pessoas com defici\u00eancia, fui impedido de usar a m\u00e1quina pois, segundo eles, caso a usasse, estaria levando vantagem sobre os outros candidatos. Poderia at\u00e9 ter entrado com um mandado de seguran\u00e7a, mas como n\u00e3o estava com a menor vontade de me tornar funcion\u00e1rio p\u00fablico, fiz a prova com o tal \u2018personal escritor tabajara\u2019 e n\u00e3o passei. Muito estranho ditar as respostas para uma desconhecida sabendo que poderia eu mesmo escreve-las. O melhor e mais engra\u00e7ado foi a sala de f\u00e1cil acesso que me arrumaram. Para mim n\u00e3o foi dif\u00edcil, mas ela ficava no segundo andar de um col\u00e9gio sem elevador! Coisas de um pa\u00eds que tem leis mas n\u00e3o est\u00e1 preparado para cumpri-las.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos treinei a escrita manual com o \u00fanico objetivo de ter uma assinatura. Era muito chato ter de sujar o dedo todas as vezes que precisava &#8220;assinar&#8221; algum documento, etc. Hoje tenho uma assinatura que combina as iniciais do meu nome.<\/p>\n<p>Quatro anos atr\u00e1s, mais um epis\u00f3dio de ignor\u00e2ncia. Sa\u00ed do trabalho e fui direto para a rodovi\u00e1ria. Precisava chegar em Barra Mansa a tempo de ir ao cart\u00f3rio fazer um reconhecimento de firma para poder vender meu carro. Cheguei no hor\u00e1rio e fomos ver o que era preciso fazer. Um dos atendentes disse que era s\u00f3 assinar duas vezes num papel e tudo estaria resolvido. Pedi para assinar sentado em uma cadeira para ter mais estabilidade. Me sentei, o cara me mostrou onde eu tinha que escrever e, rapidamente, fiz as duas assinaturas e devolvi o papel para que ele pudesse terminar de preencher o que faltava (nome completo, CPF, endere\u00e7o, etc.). Para minha surpresa, ele disse que n\u00e3o podia porque s\u00f3 eu poderia escrever no papel! Tentei explicar. Disse que escrever manualmente \u00e9 dif\u00edcil, me cansa, a letra fica horr\u00edvel, etc. N\u00e3o o convenci e ele ainda veio com aquele papo \u2018como ele n\u00e3o escreve?\u2019, \u2018como \u00e9 poss\u00edvel algu\u00e9m assinar e n\u00e3o escrever?\u2019. Chegaram a perguntar quem era o respons\u00e1vel por mim, que completaria 26 anos dali a dois dias! Depois de muito custo, o pessoal do cart\u00f3rio resolveu ligar para o tabeli\u00e3o, teoricamente, uma pessoa mais esclarecida. Teoricamente. Na pr\u00e1tica ele manteve o discurso. S\u00f3 eu poderia escrever! Para n\u00e3o perder a viagem, peguei o papel e escrevi. Demorei, a m\u00e3o doeu, suou e a letra, como j\u00e1 era esperado, ficou uma merda. E eles&#8230; aceitaram!<\/p>\n<p>Ainda me lembro de quando comecei a treinar a escrita manual com Suzane, minha terapeuta ocupacional. As aulas de caligrafia eram em cartolinas e eu tinha que completar as enormes letras pontilhadas feitas por ela. Como cansava. E como as m\u00e3os transpiravam. Depois de ficar craque no pontilhado foi a vez de escrever sozinho, com letra cursiva ou, como aprendi no col\u00e9gio, de \u2018m\u00e3os dadas\u2019. L\u00e1pis na m\u00e3o, papel na mesa e na hora de escrever&#8230; nada. N\u00e3o sabia como come\u00e7ar a desenhar as letras, que caminhos seguir para o a ser um a. Suzane escrevia e eu tentava copiar seus movimentos. Foram muitas folhas, tentativas e risos para, alguns anos depois, chegarmos \u00e0 minha assinatura atual. E claro, hoje, se precisar, consigo escrever \u00e0 m\u00e3o com relativa desenvoltura.<\/p>\n<p>Desenvoltura essa que me falta na hora de chegar nas meninas. Resqu\u00edcios de uma \u00e9poca em que ouvi v\u00e1rios \u2018mas n\u00f3s somos s\u00f3 amigos\u2019. Demorei a aprender como contornar o problema de ser visto s\u00f3 como amigo pelas garotas que estava afim de ficar. \u00c9 delicado achar o limite entre uma coisa e outra porque, em geral, prefiro me aproximar e conhecer um pouco melhor a pessoa antes de tomar a iniciativa. Na noite sempre foi mais dif\u00edcil. Cansei de conversar com desconhecidas que na maioria das vezes ou n\u00e3o me davam bola ou achavam que eu estava b\u00eabado. Ficava chateado no in\u00edcio, mas depois passei a achar gra\u00e7a disso. Melhor pensar que o problema era delas e n\u00e3o meu.<\/p>\n<p>Engra\u00e7ado tamb\u00e9m era ir \u00e0 festas rave. A primeira foi no final de 2005 e desde o momento em que entrei pessoas me olhavam torto, espantadas. S\u00f3 entendi o motivo quando ouvi um coment\u00e1rio do tipo \u2018nossa, como ele t\u00e1 louco!\u2019. Sim, no meio de doid\u00f5es, balas e doces, eu deixei a paralisia de lado e me tornei mais um que estava viajando, sem controle dos movimentos. No in\u00edcio aquilo me incomodou. Dizia que estava \u2018de cara\u2019, que n\u00e3o tinha tomado nada, mas pouco adiantava. Ainda era o mais chapado da festa para quem n\u00e3o me conhecia. At\u00e9 que entrei na pilha. Passei a brincar e falar que tinha tomado tudo quando me perguntavam. E ria, ria muito daquilo e decidi me incluir no filme sobre raves que seria meu trabalho de conclus\u00e3o de curso na PUC-Rio. Tem bala a\u00ed? combina entrevistas de produtores, DJs e frequentadores com narra\u00e7\u00f5es em off sobre minha experi\u00eancia nas festas.<\/p>\n<p>Em\u00a0<em>Como Seria<\/em>?, retorno, de uma maneira mais profunda e diversa, a reflex\u00f5es sobre o que vivi e penso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minha paralisia cerebral. L\u00f3gico que seria \u00f3timo jogar futebol, basquete, andar de skate, correr. J\u00e1 imaginei ser abduzido por extraterrestres que me devolveriam \u2018normal\u2019 \u00e0 Terra. Poderia, ent\u00e3o, de uma hora para outra, me tornar o craque da camisa 10 do Flamengo. Apesar de pensar nisso de vez em quando, nunca me martirizei por ter a defici\u00eancia. O fato de n\u00e3o sabermos o que causou a paralisia n\u00e3o foi um peso para minha fam\u00edlia. Sab\u00edamos o que deveria ser feito \u2013 fisio, fono e TO \u2013 e seguimos em frente. Ir aos tratamentos foi, \u00e9 e, provavelmente, sempre ser\u00e1 parte da minha rotina. N\u00e3o existe cura para a atetose e meus pais nunca quiseram ou cobraram dos meus terapeutas que eu ficasse \u2018normal\u2019. E isso, a aceita\u00e7\u00e3o, foi, para mim, e \u00e9, para qualquer pessoa com defici\u00eancia, o ponto principal para o desenvolvimento. Qualquer melhora do quadro motor, por menor que fosse, era comemorada. Sempre soube que n\u00e3o precisava ser consertado para ser amado, mas era cobrado o tempo todo para evoluir, melhorar. Como ainda n\u00e3o andava, mas conseguia me arrastar e engatinhar, fiz papel de minhoca numa pe\u00e7a teatral do col\u00e9gio. Fizeram festa quando andei sozinho pela primeira vez, aos cinco anos. A m\u00e1quina de escrever foi aceita numa boa e me acompanhou at\u00e9 o fim da faculdade. Escalo sem qualquer adapta\u00e7\u00e3o, dirijo carros de transmiss\u00e3o autom\u00e1tica, pego \u00f4nibus no Rio de Janeiro e moro sozinho.<\/p>\n<p>Vivo como qualquer pessoa e nego veementemente a palavra supera\u00e7\u00e3o da forma como \u00e9 usada em rela\u00e7\u00e3o a mim e outras pessoas com defici\u00eancia. N\u00e3o sou nenhum super-her\u00f3i por morar sozinho, andar de \u00f4nibus, dirigir e escalar tendo a paralisia cerebral. Deveria ser normal ver pessoas com quaisquer defici\u00eancia que levam vidas normais. Mas, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 isso que acontece. Por isso, quando a grande m\u00eddia encontra pessoas como eu, somos elevados \u00e0 categoria de mitos. Dizem: \u2018Daniel superou sua defici\u00eancia para se tornar editor\u2019. N\u00e3o. Nunca vou superar a paralisia. Ela estar\u00e1 sempre comigo e eu n\u00e3o preciso deixa-la para tr\u00e1s para viver. Eu evoluo, melhoro meu quadro, consigo fazer movimentos que pareciam inating\u00edveis semana passada. Quando apare\u00e7o como um ser humano que, apesar de ter a defici\u00eancia, faz o que os ditos \u2018normais\u2019 fazem, ganho for\u00e7a. Des\u00e7o do pedestal em que fui colocado e me torno um exemplo que pode ser atingido e at\u00e9 seguido.<\/p>\n<p>Fonte: Benfeitoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Inclusive apoia a inciativa e conta com seus leitores para contribuir para o projeto do cineasta Daniel Gon\u00e7alves. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-container-style":"default","site-container-layout":"default","site-sidebar-layout":"default","disable-article-header":"default","disable-site-header":"default","disable-site-footer":"default","disable-content-area-spacing":"default","footnotes":""},"categories":[38,57,48],"tags":[],"class_list":["post-28037","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-deficiencia","category-filmes-e-midias","category-inclusao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Quer saber como seria? 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