{"id":30635,"date":"2017-09-29T11:04:37","date_gmt":"2017-09-29T14:04:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=30635"},"modified":"2017-09-29T11:04:37","modified_gmt":"2017-09-29T14:04:37","slug":"nao-vou-fingir-que-a-simulacao-de-deficiencia-funciona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=30635","title":{"rendered":"N\u00e3o vou fingir que a simula\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia funciona"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.huffingtonpost.com\/2014-03-10-walk_and_wheel300x200-thumb.jpg\" alt=\"2014-03-10-walk_and_wheel300x200.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Cr\u00e9dito da foto:\u00a0<a class=\"bn-clickable\" href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/dominikgolenia\/527517137\/\" target=\"_hplink\" rel=\"nofollow noopener\" data-beacon=\"{&quot;p&quot;:{&quot;lnid&quot;:&quot;dominikgolenia&quot;,&quot;mpid&quot;:2,&quot;plid&quot;:&quot;http:\/\/www.flickr.com\/photos\/dominikgolenia\/527517137\/&quot;}}\" data-beacon-parsed=\"true\">dominikgolenia<\/a>\u00a0\/\u00a0<a class=\"bn-clickable\" href=\"http:\/\/foter.com\/photo\/in-sickness-and-in-health\/\" target=\"_hplink\" rel=\"nofollow noopener\" data-beacon=\"{&quot;p&quot;:{&quot;lnid&quot;:&quot;Foter&quot;,&quot;mpid&quot;:3,&quot;plid&quot;:&quot;http:\/\/foter.com\/photo\/in-sickness-and-in-health\/&quot;}}\" data-beacon-parsed=\"true\">Foter<\/a>\u00a0\/\u00a0<a class=\"bn-clickable\" href=\"http:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/2.0\/\" target=\"_hplink\" rel=\"nofollow noopener\" data-beacon=\"{&quot;p&quot;:{&quot;lnid&quot;:&quot;CC BY-ND&quot;,&quot;mpid&quot;:4,&quot;plid&quot;:&quot;http:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/2.0\/&quot;}}\" data-beacon-parsed=\"true\">CC BY-ND<\/a><\/em><\/p>\n<p>As atividades destinadas a simular a experi\u00eancia da defici\u00eancia s\u00e3o muitas vezes louvadas como experi\u00eancias emocionantes, poderosas e que\u00a0servem para abrir os olhos das pessoas. Com apenas algumas horas em uma cadeira de rodas, usando tamp\u00f5es de ouvido, ou vestindo uma venda nos olhos, as pessoas supostamente ganham uma compreens\u00e3o mais profunda do que \u00e9 a vida\u00a0de quem tem\u00a0uma defici\u00eancia. Eu, por exemplo, n\u00e3o concordo com isso.<\/p>\n<p>O objetivo por tr\u00e1s de aumentar a sensibilidade e a conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 respeit\u00e1vel, mas h\u00e1 muito tempo me pergunto se a simula\u00e7\u00e3o de defici\u00eancias realmente\u00a0consegue fazer isso.<\/p>\n<p>Como um jogo de faz-de-conta pode conscientizar algu\u00e9m sobre uma defici\u00eancia que carrego por toda minha vida? Claro,\u00a0sei que existem v\u00e1rias pessoas e organiza\u00e7\u00f5es que tentam fazer o melhor ao usar\u00a0atividades de simula\u00e7\u00e3o para criar mudan\u00e7as positivas. Mas, no final do dia, o vislumbre tempor\u00e1rio da defici\u00eancia que esses exerc\u00edcios fornecem \u00e9 apenas isso &#8211; tempor\u00e1rio. \u00c9 simplesmente imposs\u00edvel mergulhar totalmente no ser de outra pessoa.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que reside o problema da simula\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia. Pode tornar uma pessoa mais consciente das experi\u00eancias do outro, mas n\u00e3o\u00a0mergulha\u00a0profundamente at\u00e9 a raiz da discrimina\u00e7\u00e3o contra pessoas com identidades minorit\u00e1rias. Em vez disso, \u00e9 mais prov\u00e1vel evocar empatia ou piedade do que a verdadeira aceita\u00e7\u00e3o. V\u00e1rias vezes ouvi rea\u00e7\u00f5es que apontam isso. Por exemplo,\u00a0conversando com uma am\u00e1vel amiga minha que teve que circular em cadeira de rodas por Washington para um projeto da escola, ela me disse: &#8220;Eu n\u00e3o sei como voc\u00ea faz . Quando eu tentei entrar no trem, desisti e sa\u00ed da cadeira para\u00a0regu\u00ea-la sobre o v\u00e3o entre o trem e a plataforma. \u00c9 t\u00e3o dif\u00edcil\u00a0usar uma cadeira de rodas!&#8221;.<\/p>\n<p>Supondo que a maioria das pessoas que participam de atividades de simula\u00e7\u00e3o tenham rea\u00e7\u00f5es semelhantes (o que mais encontrei), por que isso n\u00e3o causa mudan\u00e7as realmente vis\u00edveis ao acabar com as barreiras de estigma e acessibilidade que enfrento todos os dias? Vinte e tr\u00eas anos ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do American with Disabilities Act (lei americana dos direitos das pessoas com defici\u00eancia), a comunidade de\u00a0pessoas com deifi\u00eancia f\u00edsica\u00a0ainda enfrenta\u00a0a falta de acessibilidade em tantos lugares. Claramente, a mensagem de viagem que se espera da simula\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 funcionando.<\/p>\n<p>Alguns podem argumentar que isso ocorre porque muitas atividades de conscientiza\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia simplesmente n\u00e3o est\u00e3o sendo feitas da maneira correta, ou que n\u00e3o h\u00e1\u00a0muitas pessoas envolvidas nelas. Bem, para mim elas simplemente n\u00e3o funcionam. A simula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a maneira ideal de transformar a vis\u00e3o da sociedade sobre a defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Considere o fato de que, para muitos, a defici\u00eancia \u00e9 uma identidade e uma cultura, assim como a ra\u00e7a, a religi\u00e3o, a etnia, o g\u00eanero, a orienta\u00e7\u00e3o sexual, etc. Agora, imagine se as escolas e as organiza\u00e7\u00f5es come\u00e7assem a realizar eventos de consci\u00eancia negra em todos os lugares, durante os quais pessoas brancas pintassem a cara de preto\u00a0 e passeassem nas ruas por algumas horas para entender as experi\u00eancias dos negros. Penso que \u00e9 um eufemismo dizer que isso\u00a0despertaria forte indigna\u00e7\u00e3o\u00a0por diversos motivos.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o termo &#8220;consci\u00eancia&#8221; faz com que os grupos minorit\u00e1rios pare\u00e7am um problema. Em segundo lugar, uma breve atividade nunca pode substituir uma vida de experi\u00eancias. Se ser negro e ser deficiente s\u00e3o identidades, por que os eventos de conscientiza\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia s\u00e3o considerados \u00fanicos aceit\u00e1veis, enquanto os eventos de conscientiza\u00e7\u00e3o para outras identidades seriam, sem d\u00favida, considerados ofensivos? Para mim, ter minha identidade como pessoa com defici\u00eancia f\u00edsica reduzida a uma experi\u00eancia de simula\u00e7\u00e3o isolada \u00e9 o oposto da aceita\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p>Se essa l\u00f3gica n\u00e3o o convenceu de que a simula\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 eficaz,\u00a0reflita sobre a situa\u00e7\u00e3o em sentido inverso: minha defici\u00eancia enfraquece severamente as articula\u00e7\u00f5es e os m\u00fasculos nas pernas, ent\u00e3o a \u00fanica maneira de experimentar a caminhada \u00e9 vestindo pesados aparelhos de perna feitos de metal e pl\u00e1stico. O perambular estranho que fa\u00e7o ocasionalmente em minha cozinha durante a fisioterapia, de maneira alguma, me d\u00e1 uma verdadeira compreens\u00e3o sobre o que \u00e9, para uma pessoa sem defici\u00eancia, andar, subir escadas ou transpor os obst\u00e1culos do dia a dia.<\/p>\n<p>Da mesma forma, uma pessoa sem defici\u00eancia que usa uma cadeira de rodas para se locomover desajeitadamente, de modo algum ter\u00e1 uma compreens\u00e3o genu\u00edna do que\u00a0\u00e9 ser uma pessoa com defici\u00eancia rolando em duas rodas\u00a0e sendo impedida de prosseguir por um\u00a0meio-fio alto todos os dias. Em cada caso, a simula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 natural ou precisa. Tanto eu como a pessoa sem defici\u00eancia estar\u00edamos usando nada mais do que dispositivos externos feitos de metal e pl\u00e1stico para fazer algo que normalmente n\u00e3o fazemos, e isso n\u00e3o se traduz na compreens\u00e3o de experi\u00eancias internas profundas de algu\u00e9m que n\u00e3o somos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, seria tolo se, ao falar com algu\u00e9m que andasse, eu dissesse: &#8220;Eu n\u00e3o sei como voc\u00ea faz isso. Andar \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil. Claro que \u00e9 dif\u00edcil para mim. Mas para uma pessoa sem defici\u00eancia \u00e9 instintivo. E usar uma cadeira de rodas \u00e9 dif\u00edcil para uma pessoa sem defici\u00eancia. Para mim, que sempre me locomovi desta forma, \u00e9 inato. Fora isso, ser deficiente n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um desafio por causa das minhas circunst\u00e2ncias f\u00edsicas, um esteri\u00f3tipo que uma simula\u00e7\u00e3o normalmente leva os participantes a acreditar; \u00c9 dif\u00edcil tamb\u00e9m por causa de barreiras ambientais, sociais e de atitudes.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, voc\u00ea pode estar &#8220;consciente&#8221; de mim o quanto quiser. Voc\u00ea pode tentar rolar\u00a0um quil\u00f4metro na minha cadeira de rodas. Voc\u00ea pode analisar e discutir e dissecar a experi\u00eancia de um milh\u00e3o de \u00e2ngulos diferentes. Mas\u00a0precisamos parar de confundir a empatia com aceita\u00e7\u00e3o. Devemos abra\u00e7ar as diferen\u00e7as como um fato da exist\u00eancia humana sem primeiro\u00a0precisar imit\u00e1-las, pois esses tipos de atividades n\u00e3o contribuem efetivamente para avan\u00e7os de longo prazo no movimento dos direitos das pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Emily Ladau escreve regularmente para The Mobility Resource, onde este texto foi publicado originalmente em 2014.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito da foto:\u00a0dominikgolenia\u00a0\/\u00a0Foter\u00a0\/\u00a0CC BY-ND As atividades destinadas a simular a experi\u00eancia da defici\u00eancia s\u00e3o muitas vezes louvadas como experi\u00eancias emocionantes, poderosas e que\u00a0servem para abrir os olhos das pessoas. 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