{"id":31738,"date":"2020-05-09T15:31:09","date_gmt":"2020-05-09T18:31:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=31738"},"modified":"2020-05-09T15:31:09","modified_gmt":"2020-05-09T18:31:09","slug":"deficiencias-e-adoecimento-cronico-permanencias-e-atualizacoes-trazidas-pelo-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=31738","title":{"rendered":"Defici\u00eancias e adoecimento cr\u00f4nico:  perman\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es trazidas pelo coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"<p><strong>Defici\u00eancias e adoecimento cr\u00f4nico:\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>perman\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es trazidas pelo coronav\u00edrus<\/strong><\/p>\n<p>Por Carolina Branco Ferreira e Pedro Lopes<\/p>\n<p>Como as experi\u00eancias de adoecimento e\/ou de limita\u00e7\u00f5es e diferen\u00e7as corporais modificam a subjetividade das pessoas, particularmente daquelas que as vivem? Como esse processo produz cidad\u00e3os e cidad\u00e3s? Na \u201cguerra\u201d contra o v\u00edrus, est\u00e1-se mirando a doen\u00e7a ou quem est\u00e1 doente? Neste texto, articulamos din\u00e2micas relacionadas a epidemias no Brasil, tidas como \u201ccontroladas\u201d ou \u201cerradicadas\u201d, \u00e0s que estamos vivendo com a COVID-19. Consideramos como a categoria anal\u00edtica de defici\u00eancia, bem como as experi\u00eancias de pessoas que se reconhecem em rela\u00e7\u00e3o a ela, opera em pr\u00e1ticas sociais utilizadas para lidar e conter a pandemia. Essas dimens\u00f5es anal\u00edticas e fundamentalmente pol\u00edticas t\u00eam sido negligenciadas no debate e nas formas de enfrentamento do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As epidemias de poliomielite e de aids tamb\u00e9m foram consideradas um problema de sa\u00fade global ao longo do s\u00e9culo XX. Elas foram \u201ccombatidas\u201d, a despeito de suas diferen\u00e7as e particularidades, por meio do ac\u00famulo e da inova\u00e7\u00e3o de conhecimentos cient\u00edficos, articulados \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 press\u00e3o e ao impacto de pr\u00e1ticas coletivas e de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, engajadas em momentos hist\u00f3ricos diferentes, no processo de democratiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade no Brasil. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante considerar as conex\u00f5es que aproximaram o pa\u00eds de agendas globais de controle de ambas as epidemias, as quais permitiram suporte t\u00e9cnico, cient\u00edfico e financeiro, conferindo ao Brasil o status de modelo internacional de erradica\u00e7\u00e3o e controle delas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual a rela\u00e7\u00e3o entre poliomielite, aids e o coronav\u00edrus? Nosso primeiro ponto \u00e9 notar que os efeitos de uma epidemia\/pandemia continuam a operar socialmente mesmo quando elas s\u00e3o consideradas controladas e\/ou erradicadas segundo os crit\u00e9rios das ag\u00eancias de sa\u00fade global. A poliomielite, o adoecimento por aids e os casos que j\u00e1 t\u00eam sido reportados de COVID-19 aproximam-se tamb\u00e9m no sentido de que produzem corpos socialmente significados como deficientes. Defici\u00eancia \u00e9 uma categoria poliss\u00eamica e que navega por distintos registros sociais, mas \u00e9 fato que pessoas adoecidas por aids, pessoas acometidas pela p\u00f3lio e, crescentemente, pessoas que se recuperam de casos graves de COVID-19 experimentam transforma\u00e7\u00f5es em seus corpos, tanto no que se refere \u00e0 sua interpreta\u00e7\u00e3o social via estigma, quanto no que concerne \u00e0s formas e fun\u00e7\u00f5es encarnadas que podem ou n\u00e3o desempenhar. A covid-19, como foi o caso da p\u00f3lio, da aids e de outras doen\u00e7as epid\u00eamicas como o v\u00edrus Zika, produz corpos com defici\u00eancia, ao mesmo tempo em que produz experi\u00eancias sociais que se enquadram pela categoria da defici\u00eancia \u2013 seja na arregimenta\u00e7\u00e3o de coletivos, seja na reivindica\u00e7\u00e3o de direitos, ou na dimens\u00e3o compartilhada do cuidado. Nestes casos, pensar sobre os modos de opera\u00e7\u00e3o do capacitismo, a discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia contra corpos com defici\u00eancia, ajuda a enquadrar o debate. Tal no\u00e7\u00e3o tem sido empregada na reflex\u00e3o sobre defici\u00eancia, e renovada por redes acad\u00eamicas, ativistas e art\u00edsticas na atualidade. A categoria capacitismo oferece uma perspectiva cr\u00edtica \u00e0s estruturas sociais de desigualdade e exclus\u00e3o, produtoras, de maneira sistem\u00e1tica e reiterada, do que se entende e sup\u00f5e como a \u201cnormalidade\u201d dos corpos, desconsiderando sua diversidade de formas e funcionalidades.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.anpocs.com\/images\/stories\/boletim\/boletim_CS\/Boletim35_figura2.png\" alt=\"Boletim35 figura2\" \/><\/p>\n<p><em>Crian\u00e7a afetada por p\u00f3lio respira por meio de m\u00e1quina conhecida como \u201cpulm\u00e3o de a\u00e7o\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Descri\u00e7\u00e3o da imagem: Foto em preto e branco de uma crian\u00e7a branca de cabelos loiros, que l\u00ea uma revista em quadrinhos presa por fivelas a uma prancheta. A crian\u00e7a est\u00e1 deitada de barriga para cima e seu corpo, baixo do pesco\u00e7o, est\u00e1 coberto por uma m\u00e1quina cil\u00edndrica, o \u201cpulm\u00e3o de ferro\u201d, que mant\u00e9m sua respira\u00e7\u00e3o. A prancheta est\u00e1 presa \u00e0 m\u00e1quina.<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:https:\/\/www.washingtonpost.com\/news\/wonk\/wp\/2015\/05\/04\/a-horrifying-reminder-of-what-life-without-vaccines-was-really-like\/ (Hulton-Deutsch Collection\/CORBIS).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pensar o capacitismo ajuda a levantar perguntas acerca de quais vidas supostamente merecem tratamento de sa\u00fade e, eventualmente, merecer\u00e3o luto. As situa\u00e7\u00f5es de pessoas idosas, com doen\u00e7as cr\u00f4nicas e defici\u00eancias aqui se aproximam: segundo imagin\u00e1rios sociais capacitistas, esses sujeitos teriam corpos improdutivos e vidas menos dignas de serem vividas ou salvas, como ficou evidente na fala recentemente divulgada do novo Ministro da Sa\u00fade. Muitas respostas \u00e0 pandemia, em diferentes escalas e por diferentes agentes, t\u00eam ressemantizado esses imagin\u00e1rios capacitistas, compreendendo a experi\u00eancia da defici\u00eancia pela chave da produtividade e n\u00e3o da falta. Muitas pessoas que nunca tiveram seus corpos marcados ou interpretados como deficientes passam a compartilhar com pessoas com defici\u00eancia de experi\u00eancias sociais de capacitismo, ou seus efeitos. Al\u00e9m disso, novas pr\u00e1ticas sociais, vinculadas ao combate \u00e0 epidemia, trazem ainda renovadas formas de exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A quarentena tem produzido um deslocamento de sentidos nos ambientes em que ela tem sido vivida. Se, por um lado, ela evidencia desigualdades em termos de ra\u00e7a, classe, g\u00eanero, defici\u00eancia e gera\u00e7\u00e3o, relacionadas aos mercados de trabalho (\u201cp\u00fablicos\u201d e \u201cdom\u00e9sticos\u201d) e ao acesso a direitos em tempos de precariza\u00e7\u00e3o trabalhista e intensifica\u00e7\u00e3o de discursos de \u00f3dio, por outro, ela pode nos chamar a aten\u00e7\u00e3o aos saberes de pessoas com familiaridade com a experi\u00eancia do isolamento f\u00edsico e da restri\u00e7\u00e3o de locomo\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria dos movimentos de pessoas com defici\u00eancia, em suas plurais lutas por inclus\u00e3o, reconhecimento e acesso, produziu uma s\u00e9rie de tecnologias de acessibilidade que ora s\u00e3o experimentadas por corpos n\u00e3o marcados por defici\u00eancia, idade avan\u00e7ada ou adoecimento. Agora, as tais \u201cnecessidades especiais\u201d parecem se generalizar, n\u00e3o sem ambiguidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um exemplo diz respeito a ferramentas que foram desenvolvidas visando a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso, como formas de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia (\u00e9 verdade que j\u00e1 h\u00e1 muito instrumentalizadas no sentido da precariza\u00e7\u00e3o), que t\u00eam sido vividas como renovadas experi\u00eancias de desigualdade. N\u00e3o era raro que, em cursos de Ensino Superior presencial, recorr\u00eassemos a metodologias de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia para contemplar casos de discentes sem acesso f\u00edsico ao ambiente universit\u00e1rio, \u201ccasos especiais\u201d. O giro que tem sido experimentado com a quarentena parece ser que os \u201ccasos especiais\u201d s\u00e3o os que agora restam \u00e0 margem dos procedimentos did\u00e1ticos virtuais. O que eventualmente era experimentado como ferramenta de inclus\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o tem se tornado, conforme improvisamos sua generaliza\u00e7\u00e3o, como um obst\u00e1culo ao acesso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade lan\u00e7ou, em mar\u00e7o, o aplicativo Coronav\u00edrus-SUS, visando difundir informa\u00e7\u00f5es sobre a epidemia. Rapidamente, pessoas cegas e que utilizam ferramentas de leitura de tela no celular reportaram que o aplicativo era inacess\u00edvel. Essa experi\u00eancia, contudo, n\u00e3o est\u00e1 isolada, ou \u00e9 \u201cexcepcional\u201d. Se, por um lado, ferramentas digitais, prometem um futuro de plenos acessos, o presente \u00e9 evidentemente clivado por desigualdades. Ao fazer um aplicativo cuja interface impede a intera\u00e7\u00e3o por pessoas que usam o leitor de tela, o recado \u00e9 n\u00edtido: n\u00e3o s\u00e3o suas vidas que se pretende preservar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente, m\u00e1scaras t\u00eam se popularizado como equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual. At\u00e9 ent\u00e3o, elas eram apenas usadas como tecnologias de seguran\u00e7a para equipes de sa\u00fade. O que acontece quando h\u00e1 esse deslizamento? Uma das quest\u00f5es que t\u00eam sido apontadas, e Anahi Guedes de Mello o fez desde muito cedo, \u00e9 que o uso p\u00fablico de m\u00e1scaras impede o procedimento de leitura labial, expediente comunicacional fundamental para muitas pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os deslizamentos de sentido vindos com a quarentena tamb\u00e9m afetam percep\u00e7\u00f5es ampliadas sobre o direito \u00e0 cidade. A experi\u00eancia de restri\u00e7\u00e3o de locomo\u00e7\u00e3o \u00e9 amplamente conhecida de muitas pessoas com defici\u00eancia, assim como foi pauta de importantes protestos nas cidades brasileiras. A quarentena coloca em evid\u00eancia que as demandas por acessibilidade em espa\u00e7os p\u00fablicos dizem respeito n\u00e3o somente ao desenho t\u00e9cnico da malha urbana, mas \u00e0 possibilidade bastante concreta de sair de casa ou nela ficar em confinamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se eventos cr\u00edticos parecem convidar uma excita\u00e7\u00e3o discursiva ao uso de met\u00e1foras capacitistas, \u201cestamos \u00e0s cegas\u201d, \u201cuma conversa entre surdos\u201d, a impossibilidade de se \u201cver o futuro\u201d, eles tamb\u00e9m sinalizam que defici\u00eancia e adoecimento cr\u00f4nico s\u00e3o temas que nos abrem reflex\u00f5es n\u00e3o somente sobre nossos presentes, mas tamb\u00e9m sobre nossos futuros. Se o capacitismo tem sido experimentado em escala nacional, e por corpos n\u00e3o literalmente j\u00e1 marcados por defici\u00eancia, deixemos efetivamente de lado a \u201ccompaix\u00e3o\u201d c\u00ednica que tem historicamente marcado esse debate e a vida de muitas pessoas com defici\u00eancia. Neste momento, precisamos de pol\u00edticas de justi\u00e7a, e n\u00e3o de mais desigualdades. Faz sentido que as respostas ao coronav\u00edrus sejam tamb\u00e9m buscadas junto a sujeitos com ampla experi\u00eancia nas din\u00e2micas que ele atualiza, que neste momento recaem sobre tantas outras pessoas \u2013 e as fazem notar que a condi\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia e, no limite, de vulnerabilidade, \u00e9 de todos os corpos, de todos e todas n\u00f3s, em nada um \u201ccaso especial\u201d. Talvez, por a\u00ed, possamos compartilhar melhores caminhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Carolina Branco Ferreira<\/strong> \u00e9 mestre e doutora em Ci\u00eancias Sociais, P\u00f3s-Doutoranda pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais (PPGCS) &#8211; Unicamp\/CAPES, professora colaboradora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia da Unicamp, membro do Comit\u00ea Defici\u00eancia e Acessibilidade da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antropologia (ABA) e do N\u00facleo de Estudos de G\u00eanero Pagu\/Unicamp.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Pedro Lopes<\/strong> \u00e9 mestre e doutor em Antropologia Social pela Universidade de S\u00e3o Paulo, professor da Escola da Cidade &#8211; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, membro do Comit\u00ea Defici\u00eancia e Acessibilidade da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antropologia (ABA) e do N\u00facleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferen\u00e7a (Numas\/USP).<br \/>\n<\/em><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><em><br \/>\nAgradecemos a Paulo Victor Leite Lopes pela leitura e interlocu\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.anpocs.com\/index.php\/ciencias-sociais\/destaques\/2349-boletim-n-35-cientistas-sociais-e-o-coronavirus\">http:\/\/www.anpocs.com\/index.php\/ciencias-sociais\/destaques\/2349-boletim-n-35-cientistas-sociais-e-o-coronavirus<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Defici\u00eancias e adoecimento cr\u00f4nico:\u00a0 perman\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es trazidas pelo coronav\u00edrus Por Carolina Branco Ferreira e Pedro Lopes Como as experi\u00eancias de adoecimento e\/ou de limita\u00e7\u00f5es e diferen\u00e7as corporais modificam a subjetividade das pessoas, particularmente daquelas que as vivem? 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Como esse processo produz cidad\u00e3os e cidad\u00e3s? 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