{"id":31894,"date":"2020-10-06T09:51:09","date_gmt":"2020-10-06T12:51:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=31894"},"modified":"2020-10-06T09:51:09","modified_gmt":"2020-10-06T12:51:09","slug":"educacao-inclusiva-e-a-transicao-da-escola-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=31894","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o inclusiva e a transi\u00e7\u00e3o da escola especial"},"content":{"rendered":"<div class=\"page\" title=\"Page 8\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-31897\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/foto-apae-300x173.png\" alt=\"foto de estante de livros em formato de cabe\u00e7a de perfil.\" width=\"300\" height=\"173\" \/><\/p>\n<p>A conviv\u00eancia em classes comuns e o trabalho complementar em salas de apoio \u00e0 inclus\u00e3o favorecem o desenvolvimento dos alunos com Defici\u00eancia Intelectual<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>\u2022 Roseli Olher* e Laura M. F. F. Guilhoto**<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 8\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>*Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Inclus\u00e3o Escolar da APAE DE S\u00c3O PAULO, S\u00e3o Paulo, SP. **Instituto APAE DE S\u00c3O PAULO, S\u00e3o Paulo, SP.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 8\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Escola especial e inclus\u00e3o do aluno com Defici\u00eancia Intelectual s\u00e3o temas que, apesar de n\u00e3o serem t\u00e3o novos, despertam controv\u00e9rsias entre especialistas e a sociedade. Qual a melhor forma de propiciar\u00a0crescimento individual, social e instrucional a estes alunos? A hist\u00f3ria destas conquistas tem um longo percurso dentro do movimento de inclus\u00e3o social da pessoa com defici\u00eancia tanto em nosso pa\u00eds como no cen\u00e1rio mundial. Neste relato, expomos uma an\u00e1lise da transi\u00e7\u00e3o a partir de 2007 da escola especial na APAE DE S\u00c3O PAULO para a educa\u00e7\u00e3o inclusiva, por meio da compara\u00e7\u00e3o do desempenho dos alunos que per- maneceram em outras institui\u00e7\u00f5es especializadas com aque- les que foram efetivamente inseridos em escolas regulares.<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o e a Escola Especial<\/p>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, a grande maioria das escolas que rece- biam as pessoas com Defici\u00eancia Intelectual era constitu\u00edda por ambientes especializados para este atendimento em locais espec\u00edficos e segregados. A Declara\u00e7\u00e3o Internacional de Salamanca, promovida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (UNESCO) em 1994, sustentou que a escola regular com orienta\u00e7\u00e3o inclusiva era o meio mais eficaz de combater atitudes discrimina- t\u00f3rias, de criar comunidades acolhedoras, edificar uma sociedade inclusiva e conseguir educa\u00e7\u00e3o para todos.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 8\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>O aspecto inovador da Declara\u00e7\u00e3o de Salamanca consistiu na retomada de discuss\u00f5es sobre o encaminhamento de diretrizes b\u00e1sicas para a formula\u00e7\u00e3o e reforma de pol\u00edticas e sistemas educacionais e suas consequ\u00eancias, como a amplia\u00e7\u00e3o do conceito de necessidades educacionais especiais e a import\u00e2ncia da inclus\u00e3o da pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o especial dentro da estrutura de \u201ceduca\u00e7\u00e3o para todos\u201d. O quadro 1 apresenta principais marcos legais da educa\u00e7\u00e3o inclusiva no Brasil.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o inclusiva proposta pela UNESCO implica um processo cont\u00ednuo de melhoria da escola, com o fim de utili- zar os recursos dispon\u00edveis, especialmente os humanos, para promover a participa\u00e7\u00e3o e aprendizagem de todos os alunos, no ambiente de uma comunidade local.<\/p>\n<p>A primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI \u00e9 marcada por intenso debate sobre o papel social e educativo das escolas especiais, que surgiram e se estruturaram em um per\u00edodo hist\u00f3rico anterior, no qual n\u00e3o havia uma pol\u00edtica p\u00fablica de atendimento \u00e0s pessoas com defici\u00eancia, e elas representavam a \u00fanica\u00a0forma de garantir o direito \u00e0 escolaridade desta popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>APAE DE S\u00c3O PAULO \u2013 O Caminho da Educa\u00e7\u00e3o Especial ao Apoio \u00e0 Inclus\u00e3o<\/p>\n<p>Desde sua funda\u00e7\u00e3o, em 1961, a APAE DE S\u00c3O PAULO desenvolveu diversas a\u00e7\u00f5es no sentido de atender \u00e0s demandas das pessoas com Defici\u00eancia Intelectual. Ao longo dos anos, alguns destes servi\u00e7os foram desativados e\/ou reestruturados para melhor atender \u00e0s suas necessidades.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 9\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Em 1981, a escola especial da APAE DE S\u00c3O PAULO foi regulamentada pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo para atender alunos com Defici\u00eancia Intelectual. Em 2000 foi criado o projeto-piloto \u201cUma proposta inclusiva\u201d, que deu origem ao atual Servi\u00e7o de Apoio \u00e0 Inclus\u00e3o Escolar (SAIE), criado oficialmente em 2004 com o objetivo de incluir alunos com Defici\u00eancia Intelectual na rede regular de ensino, oferecendo subs\u00eddios e apoio t\u00e9cnico \u00e0s escolas envolvidas a fim de se tornarem refer\u00eancias, formando agentes multiplicadores de um processo de inclus\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>Em 2004, o Instituto APAE DE S\u00c3O PAULO realizou o Projeto Inclus\u00e3o em A\u00e7\u00e3o, em escolas da rede municipal de ensino que tinham Salas de Atendimento aos Portadores de Necessidades Especiais (SAPNE), servi\u00e7o que antecedeu as Salas de Apoio e Acompanhamento \u00e0 Inclus\u00e3o (SAAI). Nesse projeto, foram realizadas atividades de diagn\u00f3stico das unidades de ensino, a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o social e forma\u00e7\u00e3o de agen- tes de educa\u00e7\u00e3o inclusiva. No ano seguinte, em 2005, a \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o desenvolveu o \u201cProjeto Entorno\u201d, com o objetivo de oferecer subs\u00eddios e apoio t\u00e9cnico \u00e0s esco- las p\u00fablicas (municipal e estadual), do entorno da regi\u00e3o da Vila Clementino, para que se tornassem refer\u00eancia no processo de educa\u00e7\u00e3o inclusiva.<\/p>\n<p>Em 27 de novembro de 2007, o conselho administra- tivo da APAE DE S\u00c3O PAULO, em respeito e apoio \u00e0s novas diretrizes educacionais do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, decidiu manter a escola especial apenas para os 109 alunos que frequentavam a institui\u00e7\u00e3o na ocasi\u00e3o, at\u00e9 que todos fossem inseridos na rede regular de ensino ou em espa\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o formal, em um per\u00edodo de tempo de dois anos. Assim, no fim de 2009, a escola especial encer- rou suas atividades. A organiza\u00e7\u00e3o realizou, desde ent\u00e3o, o monitoramento de todos os ex-alunos por uma pedagoga (Roseli Olher), ap\u00f3s a sua transfer\u00eancia para outros servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 9\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Quadro 1 . Marcos legais da educa\u00e7\u00e3o inclusiva no Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>D\u00e9cada de 1970: institucionalizada a educa\u00e7\u00e3o especial no sistema educacional p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988: \u201cO dever do Estado com a Educa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado aos portadores de defici\u00eancia, preferencialmente na rede regular de ensino\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Par\u00e2metros curriculares nacionais (1998): ado\u00e7\u00e3o de curr\u00edculos nos quais as propostas sejam diversificadas e flex\u00edveis para atender \u00e0 demanda de alunos. Sendo assim, devem se adequar \u00e0s necessidades, capacidades e diferen\u00e7as individuais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Decreto no 6.571\/2008 e Art. 1o da Resolu\u00e7\u00e3o CnE\/CEB no 4<br \/>\nde 02 de outubro de 2009: \u201c&#8230; os sistemas de ensino devem matricular os alunos com defici\u00eancia, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades\/superdota\u00e7\u00e3o nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em Centros de Atendimento Educacional Especializado da<\/p>\n<p>rede p\u00fablica ou de institui\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, confessionais ou filantr\u00f3picas sem fins lucrativos\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Decreto no 7.611, de 17 de novembro de 2011: disp\u00f5e sobre a educa\u00e7\u00e3o especial, o atendimento educacional especializado e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 9\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Frente aos novos paradigmas em 2009, a APAE DE S\u00c3O PAULO suspendeu as atividades do Servi\u00e7o Especializado de Educa\u00e7\u00e3o (\u201cEscola Especial\u201d) e iniciou o SAIE, que oferta o Atendimento Educacional Especializado (AEE) de forma complementar ou suplementar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do aluno por meio da disponibiliza\u00e7\u00e3o de recursos de acessibilidade e estrat\u00e9gias que eliminam as barreiras para a sua plena participa\u00e7\u00e3o na sociedade, al\u00e9m do desenvolvimento de sua aprendizagem.<\/p>\n<p>A APAE DE S\u00c3O PAULO, por ser refer\u00eancia para o munic\u00edpio no atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o com Defici\u00eancia Intelectual, prop\u00f5e, em parceria com a equipe dos Servi\u00e7os de Educa\u00e7\u00e3o, um trabalho de sistematiza\u00e7\u00e3o de processos e avalia\u00e7\u00e3o dos resultados, visando ao aprimoramento constante das pr\u00e1ticas no campo da educa\u00e7\u00e3o inclusiva, no sentido de modificar o quadro atual.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 10\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Evolu\u00e7\u00e3o dos Alunos ap\u00f3s Encaminhamento a Escolas Regulares<\/p>\n<p>Analisamos a evolu\u00e7\u00e3o dos alunos com Defici\u00eancia Intelectual de grau leve a moderado que frequentavam a Escola Especial da APAE DE S\u00c3O PAULO em 2007 encaminhados \u00e0 escola regular. Foram tamb\u00e9m comparados os resultados obtidos pelos alunos matriculados em classes comuns da escola regular com aqueles que se mantiveram em outras institui\u00e7\u00f5es especializadas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o encaminhamento dos alunos da Escola Especial da APAE DE S\u00c3O PAULO \u00e0s escolas regulares foram feitas duas visitas ao ano em cada unidade escolar por uma pedagoga (RO), que realizou registros escritos durante tr\u00eas anos. Foi realizada uma avalia\u00e7\u00e3o retrospectiva dos relat\u00f3rios dos alunos matriculados na Escola Especial da APAE DE S\u00c3O PAULO em 2007 com diagn\u00f3stico de Defici\u00eancia Intelectual, tentando-se agrupar e classificar as respostas \u00e0 ferramenta utilizada \u2014 Instrumento de Sondagem, que tem como objetivo mensurar de forma qualitativa e quantitativa o desempenho dos alunos nas seguintes \u00e1reas: 1) Identidade e Autonomia; 2) Socializa\u00e7\u00e3o; e 3) Comunica\u00e7\u00e3o e Express\u00e3o \u2013 Linguagem Receptiva e Linguagem Expressiva. A cada uma dessas \u00e1reas foi estabelecida uma nota graduada ou conceito conforme a pontua\u00e7\u00e3o obtida pela sua soma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<p>Dos 109 alunos, 62 tinham 2 relat\u00f3rios de avalia- \u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de Identidade e Autonomia, Socializa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o e Express\u00e3o, com intervalo m\u00ednimo de 1 ano em cada \u00e1rea observada, sendo que 40 alunos, dos quais 23 tinham s\u00edndrome de Down (SD), frequentavam classes comuns da rede regular de ensino (grupo 1) e 22 (15 com SD) permaneceram em institui\u00e7\u00f5es especializadas ou classes especiais (grupo 2) por op\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, como mostra a Figura 1.<\/p>\n<p>Os alunos matriculados em escolas com educa\u00e7\u00e3o inclu- siva (grupo 1) apresentaram maior varia\u00e7\u00e3o na pontua\u00e7\u00e3o entre a primeira e a segunda avalia\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas quando comparados \u00e0queles que frequentaram Institui\u00e7\u00f5es Especializadas (grupo 2) como mostra a Figura 2. A varia\u00e7\u00e3o individual foi maior no grupo 1 quando comparado ao grupo 2 em todas as \u00e1reas, especialmente na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o, ilustrado na Figura 3.<\/p>\n<p>Quando analisamos os subgrupos de alunos com e sem SD, a varia\u00e7\u00e3o foi maior no grupo de Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva, assim como analisado previamente no agrupamento geral (com e sem SD). O ganho neste grupo foi maior tamb\u00e9m na \u00e1rea de express\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-31895\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/apae-300x222.png\" alt=\"mapa mostrando n\u00fameros do texto.\" width=\"581\" height=\"430\" \/><\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 11\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o em Rede Regular e Apoio \u00e0 Inclus\u00e3o x Institui\u00e7\u00e3o Especializada<br \/>\nNo nosso estudo foi observado que os alunos que passaram a frequentar as escolas comuns do ensino regular apresenta- ram aumento nas pontua\u00e7\u00f5es globais nas \u00e1reas analisadas da sondagem pedag\u00f3gica (Identidade e Autonomia; Socializa\u00e7\u00e3o; Comunica\u00e7\u00e3o e Express\u00e3o \u2013 Linguagem Receptiva e Linguagem Expressiva), observada em duas avalia\u00e7\u00f5es, com intervalo de um ano. N\u00e3o temos conhecimento de registro semelhante em nosso meio.<\/p>\n<p>Os alunos apresentavam Defici\u00eancia Intelectual de grau leve a moderado, o que facilitou o processo de inclus\u00e3o, a qual pode ser de maior dificuldade de aplica\u00e7\u00e3o e exigir planejamento diferenciado em indiv\u00edduos com comprometimento mais grave ou com comorbidades, como as de natureza psiqui\u00e1trica ou motora. Deve-se lembrar que em todas as defici\u00eancias, quer de natureza bio- l\u00f3gica, social ou devido \u00e0 m\u00e1 intera\u00e7\u00e3o entre essas duas esferas, h\u00e1 um espectro de grada\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidade, mas que n\u00e3o invalida o prop\u00f3sito da inclus\u00e3o, que requer a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e planejamento a curto, m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>A abordagem quantitativa utilizada neste estudo auxi- lia a verificar tend\u00eancias de evolu\u00e7\u00e3o que podem ainda n\u00e3o estar claras e sistematizadas ao observador. A partir das visitas \u00e0s unidades escolares e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es especializadas com o objetivo de comparar o desenvolvimento destes alunos ao longo de tr\u00eas anos de acompanha- mento, tamb\u00e9m foram identificados os seguintes aspectos qualitativos:<br \/>\n\u2022 Trabalho complementar: observou-se durante o\u00a0acompanhamento realizado nas escolas regulares que os alunos que frequentaram o AEE, de forma complementar \u00e0 classe comum (tanto na APAE DE S\u00c3O PAULO, como em salas multifuncionais dentro da pr\u00f3pria unidade escolar), apresentaram avan\u00e7os significativos em termos de autonomia, independ\u00eancia, relacionamento interpessoal, postura de estudante e comunica\u00e7\u00e3o receptiva e expressiva. Esses alunos demonstram e expressam seus desejos e interesse pelas atividades propostas, mostrando-se questionadores em alguns momentos das aulas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia, os mesmos j\u00e1 s\u00e3o capazes de se locomover pelas depend\u00eancias das escolas, dirigindo-se ao banheiro, bebedouro, refeit\u00f3rio, servindo-se e alimentando-se adequadamente no hor\u00e1rio de recreio. No que diz respeito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o, a maioria consegue transmitir suas ideias e se fazer entender por meio de gestos ou imagens, quando ainda n\u00e3o se faz presente a comunica\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-31896\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/numeros-151x300.png\" alt=\"n\u00fameros no texto.\" width=\"217\" height=\"431\" \/><\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 12\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Percebe-se, na maioria das escolas visitadas, uma mudan\u00e7a em curso em termos de conhecimento, atitudes e organiza\u00e7\u00e3o, em decorr\u00eancia da presen\u00e7a desses alunos nas mesmas. Os profissionais (diretores, coordenadores e professores) t\u00eam buscado conhecimento, por meio de forma\u00e7\u00f5es e grupos de estudos dentro das pr\u00f3prias escolas (Jornada Especial Integral de Forma\u00e7\u00e3o), bem como por trocas de experi\u00eancias entre os mesmos, para propor- cionar conte\u00fados flexibilizados que atendam \u00e0s necessi- dades de todos os alunos, pois estes profissionais se sentem preocupados e incomodados por n\u00e3o saberem o que fazer e como lidar com a \u201cdiversidade\u201d que tem crescido a cada dia dentro da realidade escolar.<br \/>\n\u2022 Desenvolvimento dos alunos: Em rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento dos alunos que permaneceram em escolas especiais, ou institui\u00e7\u00f5es especializadas, foram identificados poucos avan\u00e7os quanto \u00e0 autonomia, aprendizagem e comportamento social, comparando aos alunos que est\u00e3o inseridos em uma proposta de educa\u00e7\u00e3o inclusiva. Os alunos permaneceram com atitudes infantilizadas, comportamentos inadequados, dificuldades para enfrentar e resolver conflitos, vocabul\u00e1rio restrito e fora de contexto quando soli- citados para exporem suas ideias e se fazerem entender perante os colegas e adultos, demonstrando pouco interesse e iniciativa frente \u00e0s propostas apresentadas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia e autonomia, ainda necessitam de um profissional que os acompanhem pelas depend\u00eancias da institui\u00e7\u00e3o (banheiro, refeit\u00f3rio, salas ambientes, outros).<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 12\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Do ponto de vista do aluno com Defici\u00eancia Intelectual, h\u00e1 evid\u00eancias de que a conviv\u00eancia apenas em ambientes segregados n\u00e3o favorece e n\u00e3o estimula o desenvolvimento integral dos mesmos da mesma forma que os ambientes educacionais inclusivos. Portanto, tanto a viv\u00eancia na classe comum quanto o trabalho complementar na rede regular de ensino potencializam o desen- volvimento desses alunos, conforme observado por meio do monitoramento e acompanhamento durante os tr\u00eas anos em visitas \u00e0s unidades escolares. Al\u00e9m disso, sabe- mos que a aquisi\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da linguagem s\u00e3o resultados de um processo de intera\u00e7\u00e3o entre o sujeito e o meio em que est\u00e1 inserido, o que torna a inclus\u00e3o escolar algo fundamental e importante, uma vez que \u00e9 nesse contexto que o aluno interage com os seus pares e com o professor.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 13\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>A pr\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o inclusiva aponta para uma nova dire\u00e7\u00e3o em termos de funcionamento, organiza\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia de valores.<\/p>\n<p>O nosso levantamento mostrou evid\u00eancias de melhoras quantitativas e qualitativas no desenvolvimento integral dos alunos com Defici\u00eancia Intelectual de grau leve a moderada que frequentavam a Escola Especial da APAE DE S\u00c3O PAULO e passaram a frequentar a escola comum do ensino regular.<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o, no entanto, ainda apresenta alguns obst\u00e1- culos em nosso meio. Apesar da aceita\u00e7\u00e3o por setores da sociedade, ainda existem barreiras e preconceitos nesta \u00e1rea. Professores por vezes mostram-se contr\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o inclusiva e relatam a necessidade de mais investimentos na garantia de condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, t\u00e9cnicas e materiais para a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas nessa \u00e1rea.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 13\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Outro ponto cr\u00edtico \u00e9 a inclus\u00e3o do aluno com defici\u00eancia no sistema educacional inadequado no setor p\u00fablico e privado, em que mundialmente h\u00e1 desafios materiais e ideol\u00f3gicos, mesmo para crian\u00e7as t\u00edpicas, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento e com popula\u00e7\u00f5es numerosas. Deve-se, no entanto, ser mencionado que a inclus\u00e3o promove a conviv\u00eancia entre alunos t\u00edpicos e com defici\u00eancia, e isso certamente promover\u00e1 nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es maior entendimento desta situa\u00e7\u00e3o e por sua vez discuss\u00e3o vivenciada do tema e com menor preconceito a partir de amplo material para discuss\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>A proposta de educa\u00e7\u00e3o inclusiva significa mudan\u00e7as de mentalidade na sociedade como um todo, pois implica necessariamente a cria\u00e7\u00e3o de um entorno de compreens\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. Para o sucesso da inclus\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio considerar alguns componentes essenciais, como treinamento e capacita\u00e7\u00e3o de recursos humanos, ambiente estruturado e adaptado \u00e0s neces sidades de cada um, abordagem de ensino que facilite o seu aprendizado e flexibiliza\u00e7\u00e3o curricular, fatores que n\u00e3o devem ser utilizados unicamente para os alunos com defici\u00eancia, mas para todos que necessitem de um curr\u00edculo adequado \u00e0 sua individualidade.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 13\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>CROCH\u00cdK, J.L. An\u00e1lise de atitudes de professoras do ensino fundamental no que se refere \u00e0 educa\u00e7\u00e3o inclusiva. Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa, S\u00e3o Paulo, v. 37, n. 3, p. 565-582, 2011..<\/p>\n<p>DIAS M.C. Atendimento educacional especializado complementar e a Defici\u00eancia Intelectual: considera\u00e7\u00f5es sobre a efetiva\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. 2010. 156 p. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado) \u2013 Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2010.<\/p>\n<p>GLAT, R., BLANCO, L. Educa\u00e7\u00e3o especial no contexto de uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva. In: GLAT R. (org). Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva: cultura e cotidiano escolar. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 15-35.<\/p>\n<p>JANNUZZI, G. A educa\u00e7\u00e3o do deficiente no Brasil \u2013 dos prim\u00f3rdios ao in\u00edcio do s\u00e9culo XXI. 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2006.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column\">\n<p>LUIZ, F.M.R, De BORTOLI, P.S., FLORIA-SANTOS, M., NASCIMENTO, L.C. A inclus\u00e3o da crian\u00e7a com s\u00edndrome de down na rede regular de ensino: desafios e possibilidades. Revista Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Especial, Mar\u00edlia, v. 14, n. 3, p. 497-508, 2008.<\/p>\n<p>MAZZOTTA, M. Educa\u00e7\u00e3o Especial no Brasil \u2013 Hist\u00f3ria e pol\u00edticas p\u00fablicas. 5. ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2005.<\/p>\n<p>PRIETO, R.G., SOUSA, S.Z. Educa\u00e7\u00e3o Especial no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo: acompanhamento da trajet\u00f3ria escolar de alunos no ensino regular. Revista Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Especial, Mar\u00edlia, v. 12, n. 2, p. 187-202, 2006.<\/p>\n<p>UNESCO. Declara\u00e7\u00e3o de Salamanca sobre Princ\u00edpios, Pol\u00edtica e Pr\u00e1ticas na \u00c1rea as Necessidades Educativas Especiais. 1994. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/ unesdoc.unesco.org\/images\/0013\/001393\/139394por.pdf&gt;. Acesso em: 25 set. 2012.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ijc.org.br\/pt-br\/sobre-deficiencia-intelectual\/publicacoes\/PublishingImages\/revista-di\/artigos_pdf\/DI%20-N4-5.pdf\">https:\/\/www.ijc.org.br\/pt-br\/sobre-deficiencia-intelectual\/publicacoes\/PublishingImages\/revista-di\/artigos_pdf\/DI%20-N4-5.pdf<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conviv\u00eancia em classes comuns e o trabalho complementar em salas de apoio \u00e0 inclus\u00e3o favorecem o desenvolvimento dos alunos com Defici\u00eancia Intelectual \u2022 Roseli Olher* e Laura M. F. F. 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