{"id":31902,"date":"2020-10-06T18:45:25","date_gmt":"2020-10-06T21:45:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inclusive.org.br\/?p=31902"},"modified":"2020-10-06T18:45:25","modified_gmt":"2020-10-06T21:45:25","slug":"so-e-acessivel-se-der-para-entender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=31902","title":{"rendered":"S\u00f3 \u00e9 acess\u00edvel se der para entender"},"content":{"rendered":"<p>Heloisa Fischer<\/p>\n<p>O tema da palestra de abertura do Semin\u00e1rio Internacional de Acessibilidade Cultural colocou-se em forma de pergunta, \u201cComunicamos para quem?\u201d, e isso n\u00e3o foi \u00e0 toa. A fala da muse\u00f3loga e gestora cultural portuguesa Maria Vlachou lan\u00e7ou muitos questionamentos. Dada a sintonia entre o ponto de vista da palestrante e a minha perspectiva sobre a escrita dif\u00edcil de entender, inicio esta reflex\u00e3o dialogando com alguns pontos que foram ali levantados.<\/p>\n<p>Vlachou compartilhou a sua estranheza com o fato de muitas organiza\u00e7\u00f5es art\u00edsticas usarem uma linguagem fria, institucional e sem express\u00e3o de sentimento ao se dirigirem ao p\u00fablico. \u201cA falta de sensibilidade e a falta de vida neste tipo de linguagem chega quase a chocar\u201d, resumiu. Sinto semelhante desconforto e concordo que escrever sobre cultura e arte \u00e9 exprimir o que existe de mais \u00edntimo em n\u00f3s. Concebo a falta de vida em um texto como manifesta\u00e7\u00e3o da falta de empatia com o leitor.<\/p>\n<p>Mas ocorre que a escassez de empatia ultrapassa a escrita das institui\u00e7\u00f5es culturais: \u00e9 um mal social sist\u00eamico. Grande parte das informa\u00e7\u00f5es que orientam consumidores e cidad\u00e3os parecem ter sido redigidas sem ter em mente os leitores a que se destinam. Quando a dimens\u00e3o do outro \u00e9 sufocada, um texto n\u00e3o consegue respirar. Falta-lhe vida. \u201cA comunica\u00e7\u00e3o cultural deve se dirigir a quem n\u00e3o \u00e9 especialista\u201d, ressaltou Maria Vlachou, ressentindo-se da regra ser pouco seguida.<\/p>\n<p>Compartilho de sua vis\u00e3o. Trago o exemplo da comunica\u00e7\u00e3o de m\u00fasica cl\u00e1ssica, que costuma preferir um linguajar mais apropriado a conversas entre m\u00fasicos profissionais do que a informes para p\u00fablicos heterog\u00eaneos. Privilegiam-se termos t\u00e9cnicos, palavras em outros idiomas e express\u00f5es espec\u00edficas do universo dos concertos. \u00c9 comum esquecer que o p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 formado apenas por especialistas.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre em muitos outros setores, inclusive na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Profissionais altamente especializados que atuam em governos tendem a escrever orienta\u00e7\u00f5es \u00e0 popula\u00e7\u00e3o usando jarg\u00e3o, termos t\u00e9cnicos, siglas e outros elementos lingu\u00edsticos pr\u00f3prios do g\u00eanero textual burocr\u00e1tico. Sabe-se que o estilo dicionarizado como \u201cburocrat\u00eas\u201d (HOUAISS e VILAR, 2001, p. 532), uma subvariedade da linguagem jur\u00eddica, traz dificuldade de leitura mesmo para leitores altamente escolarizados (FISCHER ET AL, 2019).<\/p>\n<p>\u00c9 curioso observar como o burocrat\u00eas se estabeleceu enquanto matriz textual de comunica\u00e7\u00f5es institucionais, instrutivas e mesmo informativas. Se o burocrat\u00eas \u00e9 um estilo onipresente na reda\u00e7\u00e3o de variados setores, por que o setor cultural estaria a salvo da burocratiza\u00e7\u00e3o de sua escrita?<\/p>\n<p>Mas a justificativa n\u00e3o reduz a inquieta\u00e7\u00e3o com as consequ\u00eancias de tal express\u00e3o escrita. Vlachou lembrou que muitas pessoas t\u00eam dificuldade em compreender os textos em exposi\u00e7\u00f5es de arte e pensam: \u201cSe eu n\u00e3o estou entendendo, ent\u00e3o a arte n\u00e3o \u00e9 para mim.\u201d A pesquisadora cr\u00ea que tal pensamento prejudique a forma\u00e7\u00e3o de novas plateias.<\/p>\n<p>Estou de acordo com a perspectiva, porque, na maior parte das vezes, o problema est\u00e1 no texto e n\u00e3o da pessoa que l\u00ea. Seja por falta de empatia com leitores ou por excesso de elementos lingu\u00edsticos que dificultam a leitura, os textos podem assumir um car\u00e1ter segregador e provocar exclus\u00e3o social pela linguagem.<\/p>\n<p>Temos a\u00ed um problema a ser enfrentado com urg\u00eancia, especialmente nas informa\u00e7\u00f5es de interesse coletivo. Quantas pessoas deixam de entender uma informa\u00e7\u00e3o escrita em linguajar desnecessariamente complexo e se afastam, creditando a si mesmas o problema que, na verdade, \u00e9 do texto? Eis uma chaga social que precisa ser sanada.<\/p>\n<p>A palestrante portuguesa tamb\u00e9m questionou a falta de reciprocidade na rela\u00e7\u00e3o entre quem faz e quem consome cultura. Este desequil\u00edbrio se manifestaria em uma postura excludente e arrogante, manifestada na forma de comunicar. O problema que Vlachou chama \u201carrog\u00e2ncia\u201d eu classifico como \u201cdesejo de diferencia\u00e7\u00e3o\u201d. Creio ser a mesma caracter\u00edstica, com nomes distintos.<\/p>\n<p>Se eu falo ou escrevo de um jeito que voc\u00ea n\u00e3o entende, demonstro saber algo que voc\u00ea desconhece e isso me diferencia. O estilo textual torna-se, ent\u00e3o, um instrumento de poder (PIEPER, 1992), capaz de impor barreiras no acesso ao conhecimento e, assim, alimentar a arrog\u00e2ncia. Uma caracter\u00edstica indesej\u00e1vel \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es culturais com o seu p\u00fablico.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es levantadas por Maria Vlachou me remeteram a um pioneiro estudo dos anos 1980 sobre textos do setor p\u00fablico brasileiro serem desnecessariamente complexos. A autora Neide Rodrigues de Sousa Mendon\u00e7a construiu o seu estudo a partir de uma vis\u00e3o cr\u00edtica sobre a linguagem com a qual governos comunicam-se com cidad\u00e3os: \u201cEscrever mal \u00e9 desumano e antidemocr\u00e1tico porque desrespeita um direito fundamental do leitor: compreender os textos que regulam a sua vida de cidad\u00e3o\u201d (MENDON\u00c7A, 1987).<\/p>\n<p>Se semelhante perspectiva pudesse ser aplic\u00e1vel ao setor cultural, ent\u00e3o seriam considerados desrespeitosos os textos dif\u00edceis de entender que regulam as rela\u00e7\u00f5es com espectadores, visitantes ou leitores. Importante destacar que minhas reflex\u00f5es sobre simplificar a linguagem est\u00e3o circunscritas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, sem jamais questionar os estilos da express\u00e3o art\u00edstica. A arte \u00e9 o campo por excel\u00eancia da liberdade. \u00c0 criatividade n\u00e3o cabe qualquer interven\u00e7\u00e3o restritiva. Jamais deve-se impor limites formais \u00e0 express\u00e3o criativa.<\/p>\n<p>No entanto, toda manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica requer esfor\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o que alcancem p\u00fablicos heterog\u00eaneos, de modo a sensibiliz\u00e1-los a conhecer a obra em quest\u00e3o. \u00c9 este texto informativo que ganha vida ao ser escrito em Linguagem Simples.<\/p>\n<p>O que \u00e9 Linguagem Simples<\/p>\n<p>O termo Linguagem Simples vem do movimento internacional Plain Language. Consiste em uma causa social e uma t\u00e9cnica de comunica\u00e7\u00e3o. Em ingl\u00eas, a palavra plain significa simples, direto, sem rodeios. No portugu\u00eas do Brasil, a tradu\u00e7\u00e3o de Plain Language vem se consolidando como Linguagem Simples. Em Portugal, usa-se a tradu\u00e7\u00e3o Linguagem Clara. Outro termo tamb\u00e9m associado ao movimento Plain Language \u00e9 Linguagem Cidad\u00e3. Como causa social, presente em alguns pa\u00edses desde os anos 1940, inicialmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, vem mobilizando servidores p\u00fablicos, cidad\u00e3os e consumidores em prol do direito de entender informa\u00e7\u00f5es que orientam o cotidiano (FISCHER, 2018).<\/p>\n<p>O movimento global ampliou-se a partir da d\u00e9cada de 1970. No final dos anos 1990, o vicepresidente americano Al Gore afirmou: \u201cSer informado de forma clara por seu governo \u00e9 um direito civil\u201d (PLAINLANGUAGE.GOV, s\/d). Nos anos 2000, a transforma\u00e7\u00e3o digital e consolida\u00e7\u00e3o dos programas de transpar\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es impulsionou a causa da Linguagem Simples na comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>A meu ver, uma informa\u00e7\u00e3o s\u00f3 estar\u00e1 acess\u00edvel se for f\u00e1cil de entender. Informar de um jeito complicado praticamente equivale a n\u00e3o informar. Como t\u00e9cnica de comunica\u00e7\u00e3o, a Linguagem Simples tem o prop\u00f3sito de elaborar textos e documentos que sejam f\u00e1ceis de ler. O objetivo \u00e9 a pessoa localizar r\u00e1pido a informa\u00e7\u00e3o, entend\u00ea-la e us\u00e1-la a seu favor \u2013 quantas vezes\u00a0n\u00f3s j\u00e1 nos prejudicamos devido \u00e0 m\u00e1 compreens\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Linguagem Simples (Plain Language Association International \u2013 PLAIN) formula a seguinte defini\u00e7\u00e3o, j\u00e1 traduzida para o portugu\u00eas, usando a tradu\u00e7\u00e3o do termo em Portugal: \u201cUma comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 em Linguagem Clara quando o texto, a estrutura e o design s\u00e3o t\u00e3o claros que o p\u00fablico-alvo consegue encontrar facilmente o que procura, compreender o que encontrou e usar essa informa\u00e7\u00e3o.\u201d (PLAIN, s\/d). Esta defini\u00e7\u00e3o sinaliza que a t\u00e9cnica compreende mais do que a reda\u00e7\u00e3o do texto, incluindo estrutura da informa\u00e7\u00e3o, design e usabilidade.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica sendo usada por organiza\u00e7\u00f5es dos setores p\u00fablico, privado e terceiro setor em diversas na\u00e7\u00f5es. Segundo dados da associa\u00e7\u00e3o internacional, o movimento est\u00e1 presente em 30 pa\u00edses e 15 idiomas (PLAIN, s\/d). Quanto aos aspectos textuais, a Linguagem Simples busca minimizar a incid\u00eancia de elementos lingu\u00edsticos que dificultam a leitura, como per\u00edodos longos, ora\u00e7\u00f5es em ordem indireta, ora\u00e7\u00f5es intercaladas, nominaliza\u00e7\u00f5es, voz passiva, termos pouco familiares ao leitor e palavras com mais de duas s\u00edlabas. Tais elementos exigem maior custo de processamento mental mesmo em pessoas altamente escolarizadas (FISCHER, MONT\u2019ALV\u00c3O e RODRIGUES, 2020).<\/p>\n<p>Considere-se ainda a baixa escolaridade da nossa popula\u00e7\u00e3o \u2013 s\u00f3 12% conseguem ler e compreender textos extensos e complexos (INAF BRASIL, 2018) \u2013 e o n\u00famero significativo de pessoas com algum tipo de defici\u00eancia: de acordo com o Censo 2010, 23,9 % da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam defici\u00eancias visual, auditiva, motora, mental ou intelectual (IBGE, 2012). O uso de Linguagem Simples tem o potencial de ampliar o acesso de dezenas de milh\u00f5es de pessoas a informa\u00e7\u00f5es que, de outra forma, estariam a elas interditadas, seja por baixo letramento ou por defici\u00eancia.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica facilita a leitura de textos e agiliza todo o processo de comunica\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de reduzir d\u00favidas, minimizar retrabalho e economizar tempo, tem o potencial de aumentar a participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e ampliar o controle social.<\/p>\n<p>Imagine como seria o impacto de uma lei escrita em Linguagem Simples nas etapas relacionadas \u00e0 sua implementa\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o? No Brasil, \u00e9 um tema novo que desperta interesse crescente. O pa\u00eds j\u00e1 tem um munic\u00edpio com Pol\u00edtica de Linguagem Simples aprovada. \u00c9 S\u00e3o Paulo, cidade que vem desempenhando um papel de protagonismo nesse campo. A Lei 17.316, de autoria do vereador Daniel Annenberg (PSDB), est\u00e1 em vigor desde 06\/03\/2020.<\/p>\n<p>Na C\u00e2mara Federal, est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o um projeto de lei semelhante ao do legislativo paulistano, propondo uma Pol\u00edtica Nacional de Linguagem Simples em \u00f3rg\u00e3os e entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A autoria do projeto de lei nacional \u00e9 dos deputados Erika Kokay (PT-DF) e Pedro Augusto Bezerra (PTB-CE).<\/p>\n<p>No \u00e2mbito estadual, o governo do Cear\u00e1 tem se mobilizado para instituir uma pol\u00edtica de Linguagem Simples na comunica\u00e7\u00e3o com os cidad\u00e3os. O projeto cearense est\u00e1 a cargo do \u00cdris \u2013 Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00e3o e Dados, ligado \u00e0 Casa Civil.<\/p>\n<p>UM EXEMPLO DE APLICA\u00c7\u00c3O DA T\u00c9CNICA DA LINGUAGEM SIMPLES<\/p>\n<p>O folheto informativo sobre preven\u00e7\u00e3o a infec\u00e7\u00e3o hospitalar exemplifica uma reescrita de texto em Linguagem Simples. Foi produzido para o Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro. (Figura 1).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-31904\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/xo-infeccao-300x205.png\" alt=\"exemplo de texto complexo, e simples.\" width=\"476\" height=\"325\" \/><\/p>\n<p>Figura 1: Exemplo de documento antes (esq.) e depois reescrito em Linguagem Simples. Fonte: Comunica Simples \u2013 comunicasimples.com.br.<\/p>\n<p><em>Descri\u00e7\u00e3o da imagem: \u00c0 esquerda, um documento s\u00f3 com blocos de texto, sem t\u00edtulo nem imagens. \u00c0 direita, o mesmo documento ap\u00f3s interven\u00e7\u00e3o de Linguagem Simples. <\/em><\/p>\n<p>O texto foi reescrito e diagramado, recebendo imagens de apoio. A vers\u00e3o original do folheto era distribu\u00edda pelo hospital p\u00fablico carioca em 2016, ano em que l\u00e1 fui volunt\u00e1ria. O texto tinha as caracter\u00edsticas do burocrat\u00eas \u2013 tanto o linguajar como o visual remetiam a of\u00edcios administrativos. Usava muitos termos t\u00e9cnicos e m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>O folheto n\u00e3o dialogava com quem mais precisava ler e entender as informa\u00e7\u00f5es: amigos e familiares que visitavam os doentes internados. Grande parte dos pacientes atendidos pelo hospital tem baixa escolaridade. A informa\u00e7\u00e3o sobre como prevenir infec\u00e7\u00e3o hospitalar estava dispon\u00edvel, mas ser\u00e1 que o p\u00fablico-alvo entendia?<\/p>\n<p>Propus a reescrita do texto e sugeri mudan\u00e7as visuais \u00e0queles blocos de texto justificado, pouco convidativos \u00e0 leitura. O folheto ganhou t\u00edtulo (\u201cX\u00f4,\u00a0infec\u00e7\u00e3o hospitalar!\u201d) e subt\u00edtulo (\u201cDicas para ajudar o paciente e proteger voc\u00ea\u201d). As informa\u00e7\u00f5es foram divididas em blocos curtos, com palavras de uso corrente. Foram inseridas algumas imagens coloridas. Ap\u00f3s diversas etapas de valida\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, o folheto reescrito passou a ser distribu\u00eddo no hospital.<\/p>\n<p>DIRETRIZES DA T\u00c9CNICA DE REDA\u00c7\u00c3O LINGUAGEM SIMPLES<\/p>\n<p>Como t\u00e9cnica de reda\u00e7\u00e3o, a Linguagem Simples vem sendo constru\u00edda por diversas partes interessadas, em diversos pa\u00edses, desde os anos 1940. \u00c9 mais informada pela pr\u00e1tica do que por evid\u00eancias cient\u00edficas. Profissionais que atuam no setor costumam constituir os pr\u00f3prios conjuntos de regra que utilizam \u2013 vale destacar o minucioso trabalho de sistematiza\u00e7\u00e3o de diretrizes feito pelo brit\u00e2nico Martin Cutts (2013).<\/p>\n<p>No caso da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, cada governo costuma estabelecer o seu pr\u00f3prio escopo de orienta\u00e7\u00f5es. A investiga\u00e7\u00e3o dos impactos da t\u00e9cnica na compreensibilidade de textos \u00e9 ainda incipiente. S\u00e3o raros os autores de refer\u00eancia \u2013 vale destacar a pesquisadora americana Karen Schriver (2017). A escassez de estudos cient\u00edficos gera cr\u00edticas dentro da pr\u00f3pria comunidade internacional de praticantes, que vem recomendando a realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos investigativos (SCHRIVER E GORDON, 2010).<\/p>\n<p>A pesquisa que desenvolvo no mestrado em Design da PUC-Rio pretende contribuir com este corpo de conhecimento. O estudo articula conceitos do Design da Informa\u00e7\u00e3o, da Ergonomia Informacional e da Psicolingu\u00edstica para investigar a compreensibilidade textual de servi\u00e7os p\u00fablicos digitais. Sou orientada pela professora Claudia Mont\u2019Alv\u00e3o (Departamento de Artes e Design) e coorientada pela professora Erica dos Santos Rodrigues (Departamento de Letras).<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Internacional PLAIN indica algumas diretrizes de reda\u00e7\u00e3o em Linguagem Simples. Quanto ao tom do texto, recomenda-se que seja dial\u00f3gico, com uso de pronome pessoal (n\u00f3s, voc\u00ea). Isso n\u00e3o significa escrever na forma de di\u00e1logo ou usar g\u00edrias, mas assumir que, do outro lado da p\u00e1gina ou da tela, existe uma pessoa com quem o texto conversa cordialmente.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 escolha de palavras, a PLAIN orienta os praticantes preferirem a palavra mais simples. Por exemplo, entre os verbos comprar e adquirir, \u00e9 melhor usar comprar, pois termos corriqueiros s\u00e3o compreendidos mais r\u00e1pido. A Associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m orienta evitar o uso de jarg\u00e3o e minimizar o uso de termos t\u00e9cnicos. Caso seja necess\u00e1rio usar palavras t\u00e9cnicas, \u00e9 preciso explic\u00e1-las.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao tamanho de frase, nos v\u00e1rios idiomas onde a Linguagem Simples est\u00e1 presente, parece haver consenso com a extens\u00e3o m\u00e9dia entre 15 e 20 palavras. Recomenda-se n\u00e3o exceder 30 a 35 palavras. A PLAIN tamb\u00e9m alerta que frases na voz ativa tendem a facilitar a leitura de textos.<\/p>\n<p>Venho desenvolvendo um m\u00e9todo de escrita em Linguagem Simples fundamentado em estudos dos \u00faltimos quatro anos. A metodologia considera as boas pr\u00e1ticas do movimento internacional Plain Language e a realidade social brasileira. O M\u00e9todo de Escrita Comunica Simples prop\u00f5e vinte diretrizes.<\/p>\n<p>As diretrizes s\u00e3o compostas por valores \u00e9ticos, atributos de Design da Informa\u00e7\u00e3o (abreviado como InfoDesin) e condutas para auxiliar na avalia\u00e7\u00e3o de materiais. Os atributos de InfoDesign compreendem diretrizes de Organiza\u00e7\u00e3o (estrutura, hierarquia e visual) e diretrizes de Texto (palavras, frases e par\u00e1grafos). O m\u00e9todo tem uma representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, em constante aprimoramento. (Figura 2).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-31905\" src=\"http:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/etica-300x267.png\" alt=\"etica - infodesign.\" width=\"431\" height=\"384\" \/><\/p>\n<p>Figura 2: Representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do M\u00e9todo de Escrita Comunica Simples em Junho 2020. Fonte: Comunica Simples \u2013 comunicasimples.com.br.<\/p>\n<p><em>Descri\u00e7\u00e3o da imagem: Figura geom\u00e9trica composta por tr\u00eas cores. Na \u00e1rea vermelha, est\u00e1 escrita a palavra \u201c\u00c9tica\u201d. Na \u00e1rea azul, est\u00e1 escrita a palavra \u201cInfoDesign\u201d, que uma sigla para Design da Informa\u00e7\u00e3o. Dentro da \u00e1rea azul, h\u00e1 dois c\u00edrculos com as palavras \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cTexto\u201d. No c\u00edrculo \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o\u201d, constam tr\u00eas formas achatadas, cada uma com as palavras \u201cEstrutura\u201d, \u201cHierarquia\u201d e \u201cVisual\u201d. No c\u00edrculo \u201cTexto\u201d, h\u00e1 outras tr\u00eas formas achatadas, cada uma com as palavras \u201cTom\u201d, \u201cPalavra\u201d e \u201cFrase\u201d. Na \u00e1rea preta, est\u00e1 escrita a palavra \u201cAvalia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Se a t\u00e9cnica da Linguagem Simples facilita a compreens\u00e3o de quem l\u00ea e agiliza os processos de comunica\u00e7\u00e3o decorrentes do conte\u00fado original, ela demanda mais tempo para redigir. Estimo que um texto escrito em Linguagem Simples, sint\u00e9tico, sem elementos lingu\u00edsticos que compliquem a leitura e com todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, pode levar o triplo de tempo escrever.<\/p>\n<p>\u00c9 v\u00e1lido ponderar que o tempo investido na elabora\u00e7\u00e3o tende a ser compensado no ganho de agilidade das a\u00e7\u00f5es posteriores. Ou seja, um material produzido em Linguagem Simples tem o que chamo de \u201cefeito domin\u00f3 de acessibilidade\u201d: agiliza trabalhos como tradu\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o em Libras, legendagem para surdos e ensurdecidos, audiodescri\u00e7\u00e3o e o Leitura F\u00e1cil (Easy Read ou Easy-to-read).<\/p>\n<p>LINGUAGEM SIMPLES E EASY READ: ALGUMAS DIFEREN\u00c7AS<\/p>\n<p>Gostaria de pontuar que Linguagem Simples e Leitura F\u00e1cil s\u00e3o recursos distintos. A Leitura F\u00e1cil surgiu para atender, prioritariamente, as necessidades de pessoas com defici\u00eancia (IFLA, 2010). Este perfil demogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 priorizado pela Linguagem Simples, que tem a miss\u00e3o de aumentar a compreensibilidade de textos para leitores com distintos n\u00edveis de alfabetismo. Apesar de haver afinidade de prop\u00f3sito e diretrizes entre os dois recursos, h\u00e1 caracter\u00edsticas significativas que os diferem. \u00c9 o caso do uso de imagens para facilitar a compreens\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A comunidade internacional de Linguagem Simples recomenda os elementos visuais, mas n\u00e3o os classifica como suporte essencial para garantir a compreensibilidade\u00a0de uma mensagem, como aconselham as recomenda\u00e7\u00f5es de Easy Read. O folheto para o Hospital Federal da Lagoa exemplifica a diferen\u00e7a: algumas informa\u00e7\u00f5es receberam o apoio de imagens, enquanto outras ficaram sem suporte visual.<\/p>\n<p>Outra diretriz n\u00e3o compartilhada diz respeito \u00e0 escrita em letras mai\u00fasculas (caixa-alta). H\u00e1 conte\u00fados em Easy Read com textos totalmente redigidos em caixa-alta e validados pelos usu\u00e1rios a que se destinam. Essa \u00e9 uma pr\u00e1tica contraindicada nas orienta\u00e7\u00f5es de Linguagem Simples.<\/p>\n<p>Matausch e Nietzio (2013) fizeram uma boa investiga\u00e7\u00e3o sobre semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as de ambos recursos. No que diz respeito \u00e0 estrutura de frases, as diretrizes de Easy Read determinam uma ideia por senten\u00e7a, mas esta recomenda\u00e7\u00e3o costuma ser secund\u00e1ria nas boas pr\u00e1ticas de Linguagem Simples. E se no Easy Read a etapa de valida\u00e7\u00e3o do conte\u00fado com usu\u00e1rios \u00e9 essencial, na Linguagem Simples tal pr\u00e1tica costuma ser flexibilizada.<\/p>\n<p>APLICANDO A LINGUAGEM SIMPLES NO COTIDIANO: UMA ATITUDE E TR\u00caS DIRETRIZES<\/p>\n<p>Aprender a escrever em Linguagem Simples assemelha-se ao aprendizado de idiomas estrangeiros: exige tempo, muitos exerc\u00edcios para fixar o conte\u00fado e a orienta\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m experiente. Etapas iniciais desenvolvem a habilidade de traduzir o pensamento. Em est\u00e1gio adiantado, espera-se que as ideias j\u00e1 nas\u00e7am formuladas na nova linguagem. Ou seja, dominar a escrita em Linguagem Simples requer dedica\u00e7\u00e3o e continuidade.<\/p>\n<p>Mas se tal n\u00edvel de profici\u00eancia cabe apenas a uma minoria que busca a especializa\u00e7\u00e3o, como disseminar a Linguagem Simples? Mais do que uma causa e uma t\u00e9cnica, considero a Linguagem Simples uma maneira de agir e pensar que pode ser praticada em v\u00e1rios n\u00edveis, do mais b\u00e1sico ao mais proficiente.<\/p>\n<p>Entre os caminhos r\u00e1pidos para a inserir a Linguagem Simples no cotidiano, recomendo uma mudan\u00e7a de atitude e tr\u00eas diretrizes de escrita. Quanto \u00e0 atitude, sugiro que voc\u00ea passe a receber os textos \u00e1ridos e desnecessariamente complicados que informam o seu dia a dia com acolhimento e cr\u00edtica fraterna.<\/p>\n<p>Sugiro acolhimento por reconhecer que o burocrat\u00eas \u00e9 o que o soci\u00f3logo Emile Durkheim chama de \u201cfato social\u201d. Em estudo anterior, defendi a linguagem burocr\u00e1tica como fato social j\u00e1 que \u201cexerce coer\u00e7\u00e3o por constituir uma realidade exterior aos indiv\u00edduos, que n\u00e3o conseguem impedi-la de existir e com ela se conformam\u201d (FISCHER, 2018, p. 10).<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos s\u00e9culos, em muitos pa\u00edses e em muitos idiomas, esta forma de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 socialmente aceita. Precisamos aceitar essa condi\u00e7\u00e3o, antes de critic\u00e1-la. Sugiro exercer a cr\u00edtica fraterna no sentido que o fil\u00f3sofo e te\u00f3logo Zeca de Mello utiliza o adjetivo quando fala em \u201cprovoca\u00e7\u00f5es fraternas\u201d.<\/p>\n<p>Em suas aulas, o professor carioca destaca a import\u00e2ncia de questionamentos afetivos e cuidadosos na constru\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os de confian\u00e7a. A partir de agora, quando voc\u00ea ler um texto dif\u00edcil de entender, n\u00e3o acate a situa\u00e7\u00e3o passivamente, mas procure analisar e questionar o que pode ser melhorado, sempre de forma cuidadosa.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s tr\u00eas diretrizes de escrita, proponho que voc\u00ea preste aten\u00e7\u00e3o ao tom do texto, \u00e0 familiaridade das palavras e ao tamanho das frases. Observe se o tom do texto \u00e9 humano e amig\u00e1vel. Por exemplo, em vez de redigir uma placa de sinaliza\u00e7\u00e3o com o texto \u201cO Museu agradece a presen\u00e7a dos visitantes\u201d, considere dirigir-se a quem vai ler: \u201cAgradecemos a sua visita!\u201d.<\/p>\n<p>Observe se as palavras escolhidas s\u00e3o familiares do p\u00fablico-alvo. Ser\u00e1 que os termos s\u00e3o corriqueiros? Ou exigem um vocabul\u00e1rio mais amplo? Questione-se sempre. Por fim, monitore o tamanho de suas frases. Se tiverem mais de 20 palavras, elimine termos desnecess\u00e1rios, divida em frases menores ou reformule.<\/p>\n<p>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/p>\n<p>Textos informativos dif\u00edceis de ler e entender s\u00e3o um problema multifacetado e antigo, que traz consequ\u00eancias negativas. Um dos desdobramentos indesej\u00e1veis \u00e9 o agravamento da exclus\u00e3o social. Grande parte da a\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 intermediada por meio de informa\u00e7\u00f5es e instru\u00e7\u00f5es escritas, da\u00ed a import\u00e2ncia de usar um linguajar que p\u00fablicos heterog\u00eaneos compreendam. O texto s\u00f3 ser\u00e1 acess\u00edvel se todos, incluindo as pessoas com menos escolaridade e com defici\u00eancia, conseguirem entender.<\/p>\n<p>Como causa social e t\u00e9cnica de comunica\u00e7\u00e3o, a Linguagem Simples acumula mais de 80 anos de hist\u00f3ria, em diversos pa\u00edses. Colabora para aumentar a compreensibilidade textual em diversos setores e mitigar a exclus\u00e3o social pela linguagem. \u00c9 uma grande aliada dos recursos de acessibilidade.<\/p>\n<p>No Brasil, o tema vem conquistando espa\u00e7o na agenda p\u00fablica, com grande potencial de mobiliza\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o. A escrita deve ser uma ferramenta a servi\u00e7o da compreens\u00e3o de processos sociais e culturais complexos. Se o estilo de reda\u00e7\u00e3o complicar o entendimento de realidades j\u00e1 previamente complexas, prejudicando a participa\u00e7\u00e3o e o engajamento, deve-se reconhecer o problema, acolh\u00ea-lo e buscar caminhos de mudan\u00e7a. O instrumental da Linguagem Simples tem muito a colaborar.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>CUTTS, Martin. Oxford Guide to Plain English. Oxford: Oxford University Press, 2013.<\/p>\n<p>DURKHEIM, Emile. As regras do m\u00e9todo sociol\u00f3gico. S\u00e3o Paulo: Companhia Editora Nacional, 2002.<\/p>\n<p>FISCHER, Heloisa. Clareza em textos de e-gov, uma quest\u00e3o de cidadania. Rio de Janeiro: Com Clareza, 2018.<\/p>\n<p>FISCHER, Heloisa; MONT\u2019ALV\u00c3O, Claudia; DOS SANTOS RODRIGUES, Erica. O PAPEL DO TEXTO NA COMPREENSIBILIDADE DE E-SERVI\u00c7OS. In: Revista ErgodesignHCI, [S.l.], v. 7, n. Especial, p. 207-219, apr. 2020. ISSN 2317-8876. Dispon\u00edvel em: . Acesso em: 24 jun. 2020.<\/p>\n<p>FISCHER, Heloisa; MONT\u2019ALV\u00c3O, Claudia; RODRIGUES, Erica dos Santos; ENGELKE,\u00a0Antonio; \u201cCompreensibilidade em textos de e-gov: uma an\u00e1lise explorat\u00f3ria da escrita do INSS\u201d, p. 303-313. In: Anais do 9\u00ba CIDI | Congresso Internacional de Design da Informa\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o 2019 e do 9\u00ba CONGIC | Congresso Nacional de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica em Design da Informa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Blucher, 2019. ISSN 2318-6968, DOI 10.5151\/9cidi-congic-1.0306. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www. proceedings.blucher.com.br\/article-details\/compreensibilidade-em-textosde-e-gov-uma-anlise-exploratria-da-escrita-do-inss-33627. Acesso em: 24 jun. 2020.<\/p>\n<p>HOUAISS, Antonio. VILLAR, Mauro de Salles. Dicion\u00e1rio Houaiss da L\u00edngua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.<\/p>\n<p>IBGE\u2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. Censo demogr\u00e1fico 2010 : Caracter\u00edsticas gerais da popula\u00e7\u00e3o, religi\u00e3o e pessoas com defici\u00eancia. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. Dispon\u00edvel em: https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/ visualizacao\/periodicos\/94\/ cd_2010_religiao_deficiencia.pdf. Acesso em: 24 jun. 2020<\/p>\n<p>IFLA\u2013International Federation of Library Associations and Institutions. Guidelines for easy-to-read materials. Revision by Misako Nomura, Gyda Skat, Nielsen and Bror Tronbacke on behalf of the IFLA\/Library Services to People with Special Needs Section. The Hague, IFLA Headquarters. \u2013 31p. \u2013 30cm (IFLA Professional Reports; 120). 2010. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ifla. org\/files\/assets\/hq\/publications\/professional-report\/120.pdf. Acesso em: 24 jun. 2020<\/p>\n<p>INAF BRASIL. Resultados preliminares. Estudo especial sobre alfabetismo e mundo do trabalho. S\u00e3o Paulo: Instituto Paulo Montenegro e A\u00e7\u00e3o Educativa, 2018. Dispon\u00edvel em: http:\/\/acaoeducativa.org.br\/wp-content\/ uploads\/2018\/08\/Inaf2018_Relat%C3%B3rio-Resultados-Preliminares_ v08Ago2018.pdf Acesso em: 24 jun. 2020.<\/p>\n<p>MATAUSCH, Kerstin. NIETZIO, Annika. Easy-to-Read and Plain Language: Defining Criteria and Refining Rules. Easy-to-Read on the Web Symposium. 3 December 2012. Disponivel em: https:\/\/www.w3.org\/WAI\/RD\/2012\/easy-toread\/paper11\/#plain-writing. Acesso em: 24 jun. 2020.<\/p>\n<p>MENDON\u00c7A, Neide Rodrigues de Souza. Desburocratiza\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica: Como simplificar textos administrativos. S\u00e3o Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1987.<\/p>\n<p>PIEPER, Josef. Abuse of language, abuse of power. San Francisco: Ignatius Press, 1982. PLAIN\u2013PLAIN LANGUAGE ASSOCIATION INTERNATIONAL. Site. Dispon\u00edvel em: https:\/\/plainlanguagenetwork.org\/ Acesso em: 24 jun.2020<\/p>\n<p>PLAINLANGUAGE.GOV. Site. Dispon\u00edvel em: https:\/\/plainlanguage.gov\/ resources\/quotes\/government-quotes\/. Acesso em: 24 jun. 2020.<\/p>\n<p>SCHRIVER, Karen. Plain Language in the US Gains Momentum: 1940-2015. In: IEEE Transactions on Professional Communications, Vol. 60, N. 4, December 2017.<\/p>\n<p>SCHRIVER, Karen. GORDON, Frances. Grounding plain language in research. In: Clarity 64. November 2010.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0Acessibilidade cultural : atravessando fronteiras &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/guaiaca.ufpel.edu.br:8080\/handle\/prefix\/6550\">http:\/\/guaiaca.ufpel.edu.br:8080\/handle\/prefix\/6550<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heloisa Fischer O tema da palestra de abertura do Semin\u00e1rio Internacional de Acessibilidade Cultural colocou-se em forma de pergunta, \u201cComunicamos para quem?\u201d, e isso n\u00e3o foi \u00e0 toa. A fala da muse\u00f3loga e gestora cultural portuguesa Maria Vlachou lan\u00e7ou muitos questionamentos. 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