{"id":33460,"date":"2024-05-30T16:50:00","date_gmt":"2024-05-30T16:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=33460"},"modified":"2024-05-30T16:59:12","modified_gmt":"2024-05-30T16:59:12","slug":"sentidos-e-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=33460","title":{"rendered":"Sentidos e mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Qual \u00e9 o papel dos sentidos na mem\u00f3ria de um aprendizado obtido e consolidado ao longo da vida? E a palavra? Que lugar ela ocupa no tecido dessas lembran\u00e7as? Seria o ato de narrar o nosso pr\u00f3prio passado uma maneira de recri\u00e1-lo, aproximando-o do universo ficcional? E quanto ao nosso corpo? Que conting\u00eancias hist\u00f3ricas e culturais atribu\u00edram um valor espec\u00edfico ao sentido da vis\u00e3o ou \u00e0 falta dele?<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o essas as quest\u00f5es-chave que conduzem este ensaio do escritor e historiador Fl\u00e1vio Oliveira. O autor nos apresenta os relatos de vida de quatro m\u00fasicos cegos que se formaram em uma escola especializada na educa\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia visual em Belo Horizonte, entre as d\u00e9cadas de 1930 e 1960, e os analisa a partir do conjunto de signos encontrados por Gilles Deleuze na obra de Marcel Proust.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste livro, Fl\u00e1vio Oliveira, que tamb\u00e9m \u00e9 cego, aproxima ambas as narrativas, a de Proust, enquanto obra liter\u00e1ria, e os relatos dos quatro m\u00fasicos (tr\u00eas homens e uma mulher), para mostrar que elas t\u00eam em comum o fato de se apoiar na mem\u00f3ria dos narradores. Nos dois casos, a mem\u00f3ria surge tanto a partir da rela\u00e7\u00e3o com os sentidos da percep\u00e7\u00e3o quanto do pr\u00f3prio ato de narrar.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 2000, a pesquisa que deu origem a este livro recebeu o primeiro lugar na categoria ensaio do Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia a seguir a apresenta\u00e7\u00e3o do livro, por Joana Belarmino de Sousa.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; Mem\u00f3rias que n\u00e3o se perdem: meu encontro com a narrativa de Fl\u00e1vio Oliveira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Joana Belarmino de Sousa*<\/p>\n\n\n\n<p>O convite para escrever a apresenta\u00e7\u00e3o do livro de Fl\u00e1vio Oliveira me chegou no momento em que estou lendo a formid\u00e1vel obra de Proust Em busca do Tempo Perdido. Assim, ao abrir o livro de Fl\u00e1vio, surpreendi-me com a conflu\u00eancia. Fl\u00e1vio nos apresenta a quest\u00e3o principal de seu livro por meio de depoimentos de m\u00fasicos cegos: \u201cde que maneira a mem\u00f3ria pode reconstruir a hist\u00f3ria de um aprendizado?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O pano de fundo reflexivo da obra s\u00e3o as incurs\u00f5es do fil\u00f3sofo Gilles Deleuze e a sua competente an\u00e1lise sobre os signos proustianos, a mat\u00e9ria de que s\u00e3o constitu\u00eddos, seus efeitos, sentidos e rela\u00e7\u00f5es com sujeito e objeto e a temporalidade implicada no seu trabalho de narrar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dentro dessa moldura filos\u00f3fico-liter\u00e1ria que Fl\u00e1vio vai levantar a hip\u00f3tese de seu trabalho: o que poderia haver em comum entre o livro de Proust, a an\u00e1lise Deleuziana e as mem\u00f3rias dos quatro m\u00fasicos cegos entrevistados em seu livro? O pr\u00f3prio autor me responde:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-yuki-font-xsmall-font-size\"><em>Minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrar que existe um ponto comum entre o sentido dos signos da mem\u00f3ria e o aprendizado, e que essa rela\u00e7\u00e3o se encontra para al\u00e9m das trajet\u00f3rias escolares dos m\u00fasicos que me relataram, em depoimentos emocionados, as lembran\u00e7as de suas vidas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As chaves principais das quais o autor se apropria para a sua incurs\u00e3o s\u00e3o as concep\u00e7\u00f5es de signo, mem\u00f3ria e aprendizado, entendendo-se o signo como a mat\u00e9ria primeira para a decifra\u00e7\u00e3o dos acontecimentos, da mem\u00f3ria e, por assim dizer, do aprendizado, nesse lugar habitado por sujeitos de linguagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Da an\u00e1lise deleuziana da obra de Proust, Fl\u00e1vio vai buscar, no contato com as mem\u00f3rias dos seus entrevistados, os quatro conjuntos de signos que o fil\u00f3sofo identifica na narrativa de Em busca do Tempo Perdido, quais sejam, os signos mundanos, os signos amorosos, os signos sens\u00edveis e os signos da arte e os seus entrela\u00e7amentos, conformando assim, os rastros da mem\u00f3ria, os processos de ressignifica\u00e7\u00e3o e o aprender\/reaprender.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado de sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Educa\u00e7\u00e3o, a obra de Fl\u00e1vio Oliveira estrutura-se em quatro partes: na primeira, o autor faz uma abordagem hist\u00f3rica e contextual do instituto S\u00e3o Rafael, realizando apontamentos sobre suas primeiras experi\u00eancias pedag\u00f3gicas com cegos; na segunda, discorre sobre a filosofia do olhar e da percep\u00e7\u00e3o a partir das ideias de Diderot; na terceira, apresenta a narra\u00e7\u00e3o e a mem\u00f3ria como fundamentais \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o do sujeito narrador para o testemunho hist\u00f3rico e, por fim, na quarta parte, faz uma an\u00e1lise dos depoimentos de vida de m\u00fasicos cegos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o direi muito sobre os achados filos\u00f3ficos do trabalho de Fl\u00e1vio Oliveira, deixando aos leitores a tarefa de esmiu\u00e7ar e ressignificar os resultados dessa narrativa densa e surpreendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Falarei um pouco mais sobre o meu pr\u00f3prio encontro com Fl\u00e1vio Oliveira, o narrador, a partir da leitura de seu livro. De sa\u00edda, percebo que o autor se move entre dois mundos e, nesse caminho de via dupla, vai construindo um texto que busca o rigor acad\u00eamico sem renunciar \u00e0 veia liter\u00e1ria, estrat\u00e9gia que empresta \u00e0 sua obra de ci\u00eancia um sabor inusitado.<br>Engana-se o leitor que julgar que vai encontrar na obra de Fl\u00e1vio Oliveira uma colagem entre as teorias deleuzianas e o seu problema de investiga\u00e7\u00e3o. De fato, as teorias do fil\u00f3sofo auxiliam o autor em sua tarefa de perscrutar a realidade escolhida como objeto de estudo, mas ele pr\u00f3prio vai abrindo suas veredas discursivas com autonomia de estilo, alicer\u00e7ando sua incurs\u00e3o em pesquisa documental que sedimenta as mem\u00f3rias oficiais da escola, solidificando, por assim dizer, o terreno onde busca flagrar as mem\u00f3rias amorosas, as mem\u00f3rias sens\u00edveis, as mundanas e as art\u00edsticas. Fl\u00e1vio n\u00e3o perde de vista as quest\u00f5es novas que vai encontrando por esse caminho investigativo. Um exemplo \u00e9 a quest\u00e3o de g\u00eanero, com a qual se depara ao analisar a profissionaliza\u00e7\u00e3o dos estudantes cegos no Instituto S\u00e3o Rafael atrav\u00e9s da m\u00fasica:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-yuki-font-xsmall-font-size\"><em>Nota-se, assim, que no tipo de forma\u00e7\u00e3o profissional oferecida pelo Instituto S\u00e3o Rafael havia uma divis\u00e3o entre os trabalhos socialmente aceitos como trabalhos masculinos e os femininos. Aqui est\u00e1 posta uma quest\u00e3o de g\u00eanero que n\u00e3o foi ignorada ao longo da pesquisa que resultou neste livro: n\u00e3o obstante aquela fosse uma escola mista, pode-se perceber uma clivagem entre o tipo de educa\u00e7\u00e3o oferecida aos alunos e \u00e0s alunas. (\u2026) Entretanto, h\u00e1 que se dizer que, embora mo\u00e7as e rapazes tivessem igual liberdade para adquirir a forma\u00e7\u00e3o musical, e o faziam igualmente, eram quase somente os rapazes que de fato acabavam por se profissionalizar e frequentar os ambientes musicais das cidades pelas quais passaram.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O escrut\u00ednio da hist\u00f3ria da escola vai desbravando seus mitos fundadores, aparentemente t\u00e3o semelhantes a outras hist\u00f3rias de institui\u00e7\u00f5es para cegos. Nesse percurso, o autor encontra pelo menos tr\u00eas mitos fundadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Sinto a obra de Fl\u00e1vio Oliveira como uma esp\u00e9cie de caleidosc\u00f3pio, em que a cada giro encontramos diferentes possibilidades de produ\u00e7\u00e3o de sentidos e ressignifica\u00e7\u00e3o da realidade pesquisada.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra de Fl\u00e1vio Oliveira \u00e9, pois, um belo tratado sobre cegueira e vis\u00e3o e suas representa\u00e7\u00f5es, sobre mem\u00f3ria e suas significa\u00e7\u00f5es e ressignifica\u00e7\u00f5es, sobre a narrativa e os seus atores \u2500 o leitor, o autor e o narrador, todo ele tramado por um di\u00e1logo poliss\u00eamico com a filosofia, com a literatura, com a antropologia e, como a t\u00f4nica mais forte do trabalho, um di\u00e1logo com as vozes ressoantes dos m\u00fasicos cegos que se profissionalizaram no Instituto S\u00e3o Rafael.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos uma obra de estudo, mas, sobretudo, um trabalho de escuta dessas mem\u00f3rias iluminadas pelo diapas\u00e3o da filosofia de Deleuze e pela m\u00e9trica afiada e saborosa do pr\u00f3prio autor. Para nos remetermos \u00e0 formid\u00e1vel obra de Marcel Proust, que reverbera como m\u00fasica de fundo nesse trabalho, diremos que Fl\u00e1vio foi buscar mem\u00f3rias de um tempo passado, mem\u00f3rias que n\u00e3o se perdem e que ressoar\u00e3o a cada vez que um leitor empreender sua jornada particular por essa densa narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>____________________________<\/p>\n\n\n\n<p>* Joana Belarmino de Sousa\u00a0\u00e9 jornalista, escritora e professora titular do curso de jornalismo da Universidade Federal da Para\u00edba. Desenvolve pesquisas nas \u00e1reas de acessibilidade \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e ao jornalismo, ciberativismo, cegueira e percep\u00e7\u00e3o t\u00e1til, arte, literatura e comunica\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Adquira o livro clicando na imagem\/link a seguir:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/loja.editoradialetica.com\/humanidades\/sentidos-e-memoria-os-signos-de-proust-na-vida-de-musicos-cegos\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"439\" height=\"652\" src=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/flavio-ezgif.com-webp-to-jpg-converter.jpg\" alt=\"Capa do livro, com o t\u00edtulo &quot;Sentidos e Mem\u00f3ria: os signos de Proust na vida de m\u00fasicos cegos&quot;, em destaque sob um fundo no qual aparece uma m\u00e3o tocando piano.\" class=\"wp-image-33461\" style=\"width:207px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/flavio-ezgif.com-webp-to-jpg-converter.jpg 439w, https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/flavio-ezgif.com-webp-to-jpg-converter-202x300.jpg 202w\" sizes=\"auto, (max-width: 439px) 100vw, 439px\" \/><\/a><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual \u00e9 o papel dos sentidos na mem\u00f3ria de um aprendizado obtido e consolidado ao longo da vida? 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