{"id":35309,"date":"2026-01-05T12:19:52","date_gmt":"2026-01-05T12:19:52","guid":{"rendered":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=35309"},"modified":"2026-01-05T12:36:55","modified_gmt":"2026-01-05T12:36:55","slug":"pedagogia-da-exclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=35309","title":{"rendered":"Pedagogia da exclus\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Texto de Ademar Santos<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o do discurso da inclus\u00e3o educacional nas \u00faltimas d\u00e9cadas produziu um aparente consenso em torno da ideia de uma escola para todos. Documentos oficiais, legisla\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas p\u00fablicas e projetos pedag\u00f3gicos reiteram o compromisso com o acesso universal e com o reconhecimento da diversidade. No entanto, a perman\u00eancia de elevados \u00edndices de evas\u00e3o, reprova\u00e7\u00e3o, fracasso escolar e silenciamento de sujeitos historicamente marginalizados evidencia uma contradi\u00e7\u00e3o estrutural que n\u00e3o pode ser ignorada. A escola inclui formalmente, mas continua excluindo de modo sistem\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio que se imp\u00f5e a necessidade de retomar e atualizar o debate sobre a pedagogia da exclus\u00e3o, compreendida aqui, n\u00e3o como exce\u00e7\u00e3o ou desvio, mas como princ\u00edpio hist\u00f3rico de organiza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o escolar. Desde sua constitui\u00e7\u00e3o como institui\u00e7\u00e3o moderna, a escola assumiu uma fun\u00e7\u00e3o amb\u00edgua. Ao mesmo tempo em que se apresentava como espa\u00e7o de democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento, operava como inst\u00e2ncia de sele\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>O acesso aos saberes escolares sempre esteve condicionado \u00e0 assimila\u00e7\u00e3o de c\u00f3digos culturais espec\u00edficos, associados \u00e0s classes socialmente dominantes. Dessa forma, a escola n\u00e3o apenas ensinou conte\u00fados, mas legitimou determinados modos de pensar, falar, escrever e se comportar como socialmente superiores. Aqueles que n\u00e3o correspondiam a esses padr\u00f5es passaram a ser identificados como insuficientes, imaturos ou incapazes, inaugurando um processo de naturaliza\u00e7\u00e3o do fracasso escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>A pedagogia da exclus\u00e3o se consolida, portanto, quando a escola transforma diferen\u00e7as sociais, culturais e cognitivas em desigualdades educacionais. Esse processo n\u00e3o se d\u00e1 apenas pela nega\u00e7\u00e3o do acesso, mas sobretudo pela imposi\u00e7\u00e3o de um modelo \u00fanico de aluno ideal, de curr\u00edculo leg\u00edtimo e de desempenho esperado. A avalia\u00e7\u00e3o, nesse contexto, desempenha papel central ao classificar, hierarquizar e selecionar, convertendo trajet\u00f3rias desiguais em resultados aparentemente objetivos. O fracasso deixa de ser compreendido como efeito das condi\u00e7\u00f5es institucionais e passa a ser atribu\u00eddo ao indiv\u00edduo, deslocando a responsabilidade da escola para o estudante e sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do s\u00e9culo XX, essa l\u00f3gica foi refor\u00e7ada pela organiza\u00e7\u00e3o seriada do ensino, pela fragmenta\u00e7\u00e3o curricular e pela consolida\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas avaliativas classificat\u00f3rias. A reprova\u00e7\u00e3o e a evas\u00e3o tornaram-se mecanismos recorrentes de regula\u00e7\u00e3o do sistema escolar, legitimados por discursos pedag\u00f3gicos que associavam sucesso ao m\u00e9rito individual.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo da educa\u00e7\u00e3o especial, essa racionalidade assumiu contornos ainda mais evidentes. A distin\u00e7\u00e3o entre normal e anormal estruturou pr\u00e1ticas segregadoras, sustentadas por diagn\u00f3sticos cl\u00ednicos e testes psicom\u00e9tricos, que afastaram da escola comum aqueles considerados fora do padr\u00e3o. A diversidade passou a ser tratada como problema a ser corrigido ou administrado, e n\u00e3o como princ\u00edpio constitutivo da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 escola, especialmente nas \u00faltimas d\u00e9cadas, esperava-se que esses mecanismos fossem superados. Contudo, a universaliza\u00e7\u00e3o da matr\u00edcula n\u00e3o foi acompanhada por transforma\u00e7\u00f5es estruturais equivalentes. A escola passou a receber p\u00fablicos cada vez mais diversos sem revisar de forma profunda seus curr\u00edculos, metodologias e crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o. Esse descompasso produziu o que se pode compreender como inclus\u00e3o excludente. Os estudantes ingressam na escola, mas n\u00e3o encontram condi\u00e7\u00f5es reais de participa\u00e7\u00e3o, aprendizagem e reconhecimento. Permanecem presentes fisicamente, mas exclu\u00eddos pedagogicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse novo cen\u00e1rio, a pedagogia da exclus\u00e3o n\u00e3o desaparece, mas se reorganiza. A exclus\u00e3o desloca-se do acesso para a perman\u00eancia e para o \u00eaxito escolar. Avalia\u00e7\u00f5es padronizadas, curr\u00edculos homogeneizadores e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas pouco sens\u00edveis \u00e0s diferen\u00e7as produzem fracasso, desinteresse e abandono. A escola continua funcionando como filtro social, agora sob a apar\u00eancia de neutralidade t\u00e9cnica. A meritocracia educacional cumpre papel decisivo nesse processo ao legitimar desigualdades como resultado do esfor\u00e7o individual, ocultando as condi\u00e7\u00f5es sociais e institucionais que moldam as trajet\u00f3rias escolares.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos, a partir dos anos 1990, a intensifica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas educacionais orientadas pela racionalidade neoliberal que aprofundou esse quadro. A educa\u00e7\u00e3o passou a ser concebida como investimento em capital humano, e a escola foi progressivamente submetida a crit\u00e9rios de efici\u00eancia, produtividade e desempenho mensur\u00e1vel. Avalia\u00e7\u00f5es em larga escala, ranqueamento de escolas e padroniza\u00e7\u00e3o curricular consolidaram uma cultura educacional que privilegia resultados quantitativos em detrimento dos processos formativos. A diversidade dos estudantes passou a ser vista como obst\u00e1culo \u00e0 efici\u00eancia do sistema, e n\u00e3o como elemento constitutivo do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse cen\u00e1rio, que a pedagogia da exclus\u00e3o assume uma dimens\u00e3o claramente pol\u00edtica. Pol\u00edticas apresentadas como t\u00e9cnicas e neutras produzem efeitos profundamente desiguais. Escolas situadas em territ\u00f3rios vulnerabilizados s\u00e3o penalizadas por baixos resultados sem receber suporte estrutural adequado. Estudantes que n\u00e3o atingem os padr\u00f5es estabelecidos s\u00e3o responsabilizados por seu desempenho e empurrados para trajet\u00f3rias marcadas pela repet\u00eancia, evas\u00e3o ou certifica\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria. A exclus\u00e3o, assim, deixa de ser um efeito colateral e passa a ser parte integrante do funcionamento do sistema educacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das dimens\u00f5es estruturais e econ\u00f4micas, a exclus\u00e3o se manifesta cotidianamente no plano simb\u00f3lico, curricular e identit\u00e1rio. O curr\u00edculo opera como artefato de poder ao selecionar saberes considerados leg\u00edtimos e silenciar outros. Conhecimentos produzidos por grupos historicamente marginalizados, experi\u00eancias comunit\u00e1rias e culturas n\u00e3o hegem\u00f4nicas permanecem \u00e0 margem do reconhecimento escolar. Ao mesmo tempo, corpos e identidades que escapam aos padr\u00f5es normativos enfrentam pr\u00e1ticas de invisibiliza\u00e7\u00e3o, estigmatiza\u00e7\u00e3o e baixas expectativas pedag\u00f3gicas. Estar matriculado n\u00e3o significa, necessariamente, ser reconhecido como sujeito de aprendizagem e de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nesse cen\u00e1rio contempor\u00e2neo, a exclus\u00e3o digital surge como atualiza\u00e7\u00e3o da pedagogia da exclus\u00e3o. A amplia\u00e7\u00e3o do uso de tecnologias educacionais, sem pol\u00edticas consistentes de acesso, forma\u00e7\u00e3o e letramento cr\u00edtico, aprofunda desigualdades j\u00e1 existentes. A conectividade, quando n\u00e3o acompanhada de condi\u00e7\u00f5es materiais e pedag\u00f3gicas adequadas, produz uma inclus\u00e3o apenas aparente. Estudantes formalmente escolarizados permanecem exclu\u00eddos do pleno exerc\u00edcio da cidadania, agora mediada pelas tecnologias digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise da escola de ontem e da escola de hoje permite afirmar que a pedagogia da exclus\u00e3o n\u00e3o foi superada. Ela se reinventa, se adapta aos discursos do presente e convive com pol\u00edticas inclusivas sem ser estruturalmente enfrentada. A exclus\u00e3o deixou de ser expl\u00edcita para tornar-se administrada, normalizada e, em muitos casos, legitimada pelo pr\u00f3prio discurso da inclus\u00e3o. Compreender essa perman\u00eancia \u00e9 condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para pensar a escola que queremos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de negar os avan\u00e7os normativos, mas de reconhecer que n\u00e3o h\u00e1 inclus\u00e3o poss\u00edvel sem ruptura com as racionalidades pedag\u00f3gicas, avaliativas e pol\u00edticas que continuam produzindo desigualdade no interior da escola. Pensar a escola que queremos exige, antes de tudo, reconhecer que a supera\u00e7\u00e3o da pedagogia da exclus\u00e3o n\u00e3o se dar\u00e1 por ajustes pontuais ou por acr\u00e9scimos compensat\u00f3rios ao modelo vigente.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o n\u00e3o pode ser tratada como programa, metodologia ou estrat\u00e9gia paralela, mas como princ\u00edpio pol\u00edtico estruturante da educa\u00e7\u00e3o. Isso implica compreender a escola como espa\u00e7o de disputa de projetos societ\u00e1rios e assumir que toda pr\u00e1tica pedag\u00f3gica expressa uma concep\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a, de democracia e de humanidade. A inclus\u00e3o, quando reduzida ao acesso formal, mostrou-se insuficiente para romper com as desigualdades historicamente produzidas pela escola. A experi\u00eancia brasileira evidencia que a matr\u00edcula universal, embora necess\u00e1ria, n\u00e3o garante participa\u00e7\u00e3o, aprendizagem nem pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A escola que queremos parte do reconhecimento de que igualdade e diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o valores opostos, mas indissoci\u00e1veis. Tratar igualmente sujeitos profundamente desiguais \u00e9 perpetuar injusti\u00e7as. Por essa raz\u00e3o, a inclus\u00e3o deve ser orientada pelo princ\u00edpio da equidade, entendida como a oferta de condi\u00e7\u00f5es diferenciadas para garantir direitos iguais.<\/p>\n\n\n\n<p>Assumir a inclus\u00e3o como projeto pol\u00edtico significa deslocar o foco do estudante para a institui\u00e7\u00e3o escolar. O problema n\u00e3o est\u00e1 nos sujeitos que aprendem de modos diversos, mas em uma escola organizada para poucos. Transformar essa l\u00f3gica exige revisar curr\u00edculos, avalia\u00e7\u00f5es, tempos, espa\u00e7os e expectativas pedag\u00f3gicas. O curr\u00edculo, em especial, deixa de ser mera sele\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e passa a ser compreendido como territ\u00f3rio de disputa simb\u00f3lica e pol\u00edtica. A escola inclusiva \u00e9 aquela que reconhece a pluralidade epistemol\u00f3gica, valoriza saberes produzidos em diferentes contextos sociais e rompe com hierarquiza\u00e7\u00f5es que historicamente silenciaram culturas, identidades e experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a revis\u00e3o curricular, reitero, n\u00e3o se limita \u00e0 inser\u00e7\u00e3o de novos temas, mas envolve questionar quais conhecimentos s\u00e3o legitimados, quem fala, quem \u00e9 ouvido e quem permanece invis\u00edvel. A escola que queremos reconhece que o conhecimento escolar n\u00e3o \u00e9 neutro e que a justi\u00e7a curricular \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para a justi\u00e7a educacional. Isso implica enfrentar o racismo estrutural, o capacitismo, o sexismo, a heteronormatividade e todas as formas de desigualdade que atravessam o cotidiano escolar e moldam expectativas de sucesso ou fracasso.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o ocupa lugar central nessa transforma\u00e7\u00e3o. Enquanto permanecer orientada pela l\u00f3gica classificat\u00f3ria e meritocr\u00e1tica, continuar\u00e1 operando como mecanismo de exclus\u00e3o. A escola inclusiva exige uma avalia\u00e7\u00e3o formativa, processual e contextualizada, comprometida com o acompanhamento das aprendizagens e n\u00e3o com a sele\u00e7\u00e3o dos considerados aptos. Avaliar, nesse horizonte, \u00e9 produzir informa\u00e7\u00f5es para reorientar o trabalho pedag\u00f3gico, apoiar estudantes e garantir que todos avancem, ainda que por percursos distintos. A reprova\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e a padroniza\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios revelam-se incompat\u00edveis com um projeto educacional comprometido com direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o docente constitui outro eixo inegoci\u00e1vel da escola que queremos. N\u00e3o se trata de responsabilizar individualmente professores por desafios estruturais, mas de reconhecer que a transforma\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas requer investimento cont\u00ednuo em forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada, articulada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es reais de trabalho. A doc\u00eancia inclusiva demanda conhecimento pedag\u00f3gico, sensibilidade \u00e9tica e compreens\u00e3o pol\u00edtica do papel social da escola. Professores n\u00e3o podem ser convocados a incluir sem que a institui\u00e7\u00e3o se transforme para incluir.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o, ent\u00e3o, tamb\u00e9m precisa ser pensada \u00e0 luz da cultura digital. A escola que queremos n\u00e3o pode ignorar que o acesso \u00e0s tecnologias e o dom\u00ednio cr\u00edtico das linguagens digitais tornaram-se dimens\u00f5es centrais da cidadania. A exclus\u00e3o digital n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno \u00e0 parte, mas atualiza\u00e7\u00e3o das desigualdades educacionais hist\u00f3ricas. Garantir inclus\u00e3o, nesse cen\u00e1rio, significa assegurar acesso, forma\u00e7\u00e3o e uso pedag\u00f3gico cr\u00edtico das tecnologias, evitando que a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica se converta em novo filtro de exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A escola inclusiva \u00e9, igualmente, espa\u00e7o de reconhecimento e pertencimento. N\u00e3o basta que estudantes estejam presentes; \u00e9 necess\u00e1rio que sejam reconhecidos como sujeitos de direitos, saberes e hist\u00f3rias. A pedagogia da exclus\u00e3o operou historicamente por meio do n\u00e3o reconhecimento, da invisibiliza\u00e7\u00e3o e da estigmatiza\u00e7\u00e3o. Super\u00e1-la implica construir pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que valorizem a escuta, o di\u00e1logo e a participa\u00e7\u00e3o, criando v\u00ednculos entre escola, fam\u00edlias e comunidades. O pertencimento n\u00e3o \u00e9 efeito espont\u00e2neo da matr\u00edcula, mas resultado de rela\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas baseadas no respeito e na dignidade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Assumir a inclus\u00e3o como projeto pol\u00edtico, como j\u00e1 ressaltado aqui, tamb\u00e9m exige enfrentar as contradi\u00e7\u00f5es entre discurso e pr\u00e1tica. O Brasil disp\u00f5e de um arcabou\u00e7o legal robusto que afirma o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o inclusiva. Contudo, a dist\u00e2ncia entre norma e materialidade escolar revela que a exclus\u00e3o persiste n\u00e3o por aus\u00eancia de pol\u00edticas, mas pela dificuldade de transformar estruturas, culturas institucionais e racionalidades pedag\u00f3gicas. A escola que queremos depende de decis\u00f5es pol\u00edticas concretas, financiamento adequado, gest\u00e3o democr\u00e1tica e compromisso p\u00fablico com a justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p>Superar a pedagogia da exclus\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 tarefa exclusiva da escola, mas tampouco pode prescindir dela. A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o resolve sozinha desigualdades estruturais, mas pode contribuir para reproduzi-las ou enfrent\u00e1-las. A escola que queremos \u00e9 aquela que reconhece sua implica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, recusa a neutralidade e assume a inclus\u00e3o como escolha \u00e9tica. Trata-se de uma escola que n\u00e3o se limita a administrar diferen\u00e7as, mas que se organiza a partir delas; que n\u00e3o naturaliza o fracasso, mas o interroga; que n\u00e3o seleciona, mas acolhe; que n\u00e3o silencia, mas reconhece.<\/p>\n\n\n\n<p>Concluir essa reflex\u00e3o implica afirmar que a pedagogia da exclus\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 superada enquanto a inclus\u00e3o for tratada como concess\u00e3o ou ret\u00f3rica. A inclus\u00e3o que transforma \u00e9 aquela que rompe com l\u00f3gicas seletivas, enfrenta desigualdades hist\u00f3ricas e reafirma a educa\u00e7\u00e3o como direito humano fundamental. Enfim, a escola que queremos n\u00e3o \u00e9 utopia ing\u00eanua, mas projeto pol\u00edtico poss\u00edvel, desde que haja decis\u00e3o coletiva de romper com as formas sutis e persistentes de exclus\u00e3o que ainda estruturam a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ALMEIDA, Maria de Lourdes Pinto de. Pol\u00edticas educacionais e pedagogia da exclus\u00e3o: a escola em xeque no Brasil do s\u00e9culo XXI. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, v. 6, n. 24, p. 111-127, 2006. <\/li>\n\n\n\n<li>BOURDIEU, Pierre. A reprodu\u00e7\u00e3o: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Tradu\u00e7\u00e3o de Reynaldo Bair\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes, 2014. <\/li>\n\n\n\n<li>BRASIL. Constitui\u00e7\u00e3o (1988). Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil. Bras\u00edlia, DF: Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, 1988. <\/li>\n\n\n\n<li>BRASIL. Decreto $n^{\\circ}$ 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia e seu Protocolo Facultativo. Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, Bras\u00edlia, DF, 26 ago. 2009.<\/li>\n\n\n\n<li>BRASIL. Lei $n^{\\circ}$ 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional. Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, Bras\u00edlia, DF, 23 dez. 1996. <\/li>\n\n\n\n<li>BRASIL. Lei $n^{\\circ}$ 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia). Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, Bras\u00edlia, DF, 7 jul. 2015. <\/li>\n\n\n\n<li>BRASIL. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Pol\u00edtica nacional de educa\u00e7\u00e3o especial na perspectiva da educa\u00e7\u00e3o inclusiva. Bras\u00edlia, DF: MEC\/SEESP, 2008. <\/li>\n\n\n\n<li>BRASIL. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Programa \u00e9tica e cidadania: construindo valores na escola e na sociedade. Fasc\u00edculo 1: \u00c9tica, inclus\u00e3o e exclus\u00e3o social. Bras\u00edlia, DF: MEC\/SEDH, 2007.<\/li>\n\n\n\n<li>B\u00dcLL, Thalita Giovanna. Pol\u00edtica educacional e neoliberalismo no Brasil: uma leitura sob a \u00f3tica do servi\u00e7o social. Servi\u00e7o Social em Revista, Londrina, v. 13, n. 2, p. 1-20, 2011. <\/li>\n\n\n\n<li>BUTLER, Judith. Quadros de guerra: quando a vida \u00e9 pass\u00edvel de luto? Tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Lamar\u00e3o e Arnaldo Marques da Cunha. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2015.<\/li>\n\n\n\n<li>DUBET, Fran\u00e7ois. A escola e a exclus\u00e3o. Tradu\u00e7\u00e3o de Neide Luzia de Rezende. Petr\u00f3polis: Vozes, 2003.<\/li>\n\n\n\n<li>HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcelo Brand\u00e3o Cipolla. S\u00e3o Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.<\/li>\n\n\n\n<li>MANTOAN, Maria Teresa Egl\u00e9r. Inclus\u00e3o escolar: o que \u00e9? por qu\u00ea? como fazer? S\u00e3o Paulo: Moderna, 2006.<\/li>\n\n\n\n<li>ORRICO, Katiucha; FERRARI, Gl\u00e1ucia Maria. A inclus\u00e3o legitima a exclus\u00e3o? Reflex\u00f5es sobre equidade, curr\u00edculo e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Licenciatura em Pedagogia). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Serop\u00e9dica, 2025.<\/li>\n\n\n\n<li>PAIVA, Suzy Helen Santos de. O ensino m\u00e9dio e a continuidade da pedagogia da exclus\u00e3o. Revista Cocar, Bel\u00e9m, v. 15, n. 31, p. 1-20, 2021.<\/li>\n\n\n\n<li>SAMPAIO, Fabr\u00edcio de Sousa. Deslocamentos butlerianos contra as pedagogias da exclus\u00e3o. Revista Educa\u00e7\u00e3o e Realidade, Porto Alegre, v. 45, n. 4, p. 1-22, 2020.<\/li>\n\n\n\n<li>SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclus\u00e3o: construindo uma sociedade para todos. 8. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2010. <\/li>\n\n\n\n<li>SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 42. ed. Campinas: Autores Associados, 2018. <\/li>\n\n\n\n<li>STRECK, Danilo Romeu. Da pedagogia do oprimido \u00e0s pedagogias da exclus\u00e3o. Revista Educa\u00e7\u00e3o, Porto Alegre, v. 32, n. 3, p. 241-252, 2009.<\/li>\n\n\n\n<li>UNESCO. Declara\u00e7\u00e3o de Salamanca e linha de a\u00e7\u00e3o sobre necessidades educativas especiais. Bras\u00edlia, DF: UNESCO, 1994.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Ademar Santos A expans\u00e3o do discurso da inclus\u00e3o educacional nas \u00faltimas d\u00e9cadas produziu um aparente consenso em torno da ideia de uma escola para todos. Documentos oficiais, legisla\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas p\u00fablicas e projetos pedag\u00f3gicos reiteram o compromisso com o acesso universal e com o reconhecimento da diversidade. 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