{"id":356,"date":"2008-05-30T00:40:00","date_gmt":"2008-05-30T00:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/2008\/05\/30\/incluindo-alunos-com-sindrome-de-down-no-ensino-fundamental\/"},"modified":"2008-05-30T00:40:00","modified_gmt":"2008-05-30T00:40:00","slug":"incluindo-alunos-com-sindrome-de-down-no-ensino-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=356","title":{"rendered":"Incluindo Alunos com S\u00edndrome de Down no Ensino Fundamental"},"content":{"rendered":"<p>OBJETIVO DESTE FOLHETO:<br \/>\nMuito mais crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down t\u00eam entrado em escolas da rede regular de ensino. Este \u00e9 o resultado de muitos fatores. Press\u00e3o dos pais com o apoio de organiza\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias encorajaram desde 1981 a secretaria de educa\u00e7\u00e3o a integrar alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns se os pais assim o desejassem. Mais recentemente, um documento de 1997 prop\u00f4s que alunos com necessidades educacionais especiais deveriam estar em escolas comuns.<\/p>\n<p>Inevitavelmente, muitos professores v\u00e3o achar a id\u00e9ia de incluir alunos com SD em suas classes preocupante e v\u00e3o ficar apreensivos a princ\u00edpio. Por\u00e9m, a experi\u00eancia demonstra que a maioria dos professores t\u00eam as ferramentas necess\u00e1rias para entender as necessidades espec\u00edficas destas crian\u00e7as e s\u00e3o capazes de ensin\u00e1-los efetivamente e com sensibilidade.<\/p>\n<p>Este folheto traz informa\u00e7\u00f5es sobre o perfil de aprendizado t\u00edpico de uma crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down e boas pr\u00e1ticas para sua educa\u00e7\u00e3o, desta forma, pavimentando o caminho para uma inclus\u00e3o bem-sucedida.<\/p>\n<p>POR QUE INCLUS\u00c3O ?<br \/>\nH\u00e1 muitas raz\u00f5es por que uma crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down deve ter a oportunidade de frequentar uma escola comum. Cada vez mais pesquisas tem sido publicadas e o conhecimento sobre as capacidades de crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down e o potencial de serem inclu\u00eddos com sucesso tem aumentado. Ao mesmo tempo, os pais t\u00eam se informado mais sobre os benef\u00edcios da inclus\u00e3o. Al\u00e9m disso, a inclus\u00e3o \u00e9 n\u00e3o discriminat\u00f3ria e traz tanto benef\u00edcios acad\u00eamicos quanto sociais.<\/p>\n<p>Acad\u00eamicos<br \/>\n&#8211; Pesquisas mostram que as crian\u00e7as se desenvolvem melhor academicamente quando trabalham num ambiente inclusivo<\/p>\n<p>Social<br \/>\n&#8211; Oportunidades di\u00e1rias de se misturar com seus parceiros com desenvolvimento t\u00edpico proporcionam modelos para comportamento de acordo com a faixa et\u00e1ria<br \/>\n&#8211; As crian\u00e7as t\u00eam oportunidade de desenvolver rela\u00e7\u00f5es com crian\u00e7as de sua pr\u00f3pria comunidade<br \/>\n&#8211; Ir \u00e0 escola comum \u00e9 um passo chave em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o na vida comunit\u00e1ria e na sociedade como um todo.<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o bem-sucedida \u00e9 um passo importante para que crian\u00e7as com necessidades educacionais especiais se tornem membros plenos e contributivos da comunidade, e a sociedade como um todo se beneficia disso. Os colegas com desenvolvimento t\u00edpico ganham conhecimento sobre defici\u00eancia, toler\u00e2ncia e aprendem como defender e apoiar outras crian\u00e7as com necessidades educacionais especiais. Como escreve David Blunkett \u201c quando todas as criana\u00e7as sa\u00f5 inclu\u00eddas como parceiros iguais na comunicade escolar, os benef\u00edcios s\u00e3o sentidos por todos\u201d.<\/p>\n<p>ATITUDE POSITIVA<br \/>\nMas a inclus\u00e3o bem-sucedida n\u00e3o acontece automaticamente. A experi\u00eancia mostra que um dos ingredientes mais importantes na implementa\u00e7\u00e3o bem-sucedida de um aluno com necessidade de aprendizagem espec\u00edfia \u00e9 simplesmente a vontade de que ela ocorra. A atitude da escola como um todo \u00e9, portanto, um fator significativo. Uma atitude positiva resolve problemas por si s\u00f3. As escolas precisam de uma pol\u00edtica clara e sens\u00edvel sobre inclus\u00e3o de sua dire\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o, que devem ser comprometidas com esta pol\u00edtica e apoiar seus funcion\u00e1rios, ajudando-os a desenvolver novas solu\u00e7\u00f5es em suas salas de aula.<\/p>\n<p>ALGUMAS INFORMA\u00c7\u00d5ES SOBRE A S\u00cdNDROME DE DOWN<br \/>\n&#8211; A s\u00edndrome de Down \u00e9 a defici\u00eancia intelectual mais frequente, acontecendo em 1 a cada nascimentos por ano no Brasil.<br \/>\n&#8211; Ela \u00e9 ocasionada pela presen\u00e7a de um cromossomo a mais. Ao inv\u00e9s dos 46 usuais, uma pessoa com s\u00edndrome de Down tem 47.<br \/>\n&#8211; Toda crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down ter\u00e1 algum grau de dificuldade para aprender, de leve a severo.<br \/>\n&#8211; Embora a s\u00edndrome de Down tenha causas gen\u00e9ticas, fatores ambientais t\u00eam import\u00e2ncia fundamental no desenvolvimento e progresso assim como acontece com crian\u00e7as sem a s\u00edndrome.<br \/>\n&#8211; Em geral, crian\u00e7as com SD se desenvolvem mais devagar do que as crian\u00e7as de sua faixa et\u00e1ria, alcan\u00e7ando as etapas do desenvolvimento mais tarde e ficando nelas por mais tempo. A diferen\u00e7a no desenvolvimento entre crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down e as sem a s\u00edndrome aumenta com a idade.<\/p>\n<p>UM PERFIL DE APRENDIZADO ESPEC\u00cdFICO, N\u00c3O APENAS ATRASO NO DESENVOLVIMENTO<\/p>\n<p>As crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down n\u00e3o apenas levam mais tempo para se desenvolver e portanto precisam de um curr\u00edculo mais dilu\u00eddo. Elas t\u00eam, em geral, um perfil de aprendizagem espec\u00edfico com pontos fortes e fracos caracter\u00edsticos. Saber dos fatores que facilitam e inibem o aprendizado permite aos professores planejar e levar adiante atividades relevantes e significativas e programas de trabalho. O perfil de aprendizado caracter\u00edstico e estilos de aprendizado de uma crian\u00e7a com s\u00edndrome de down , junto com suas necessidades individuais e varia\u00e7\u00f5es do perfil devem, portanto, ser considerados.<\/p>\n<p>Os seguintes fatores s\u00e3o comuns a v\u00e1rias crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down. Alguns t\u00eam implica\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, outras t\u00eam comprometimentos cognitivos. Muitas t\u00eam ambos.<\/p>\n<p>FATORES QUE FACILITAM O APRENDIZADO<br \/>\n&#8211; Forte reconhecimento visual e habilidade visual de aprendizado, incluindo:<br \/>\n&#8211; Habilidade de aprender e usar sinais, gestos e apoio visual<br \/>\n&#8211; Habilidade para aprender e usar a palavra escrita<br \/>\n&#8211; Imita\u00e7\u00e3o de comportamento e atitudes dos colegas e adultos<br \/>\n&#8211; Aprendizado com curr\u00edculo pr\u00e1tico e material e com atividades de manipula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>FATORES QUE INIBEM O APRENDIZADO<br \/>\n&#8211; Desenvolvimento tardio de habilidades motoras, tanto fina quanto grossa<br \/>\n&#8211; Dificuldades de audi\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o<br \/>\n&#8211; Dificulade no discurso e na linguagem<br \/>\n&#8211; D\u00e9ficit de mem\u00f3ria auditiva recente<br \/>\n&#8211; Capacidade de concentra\u00e7\u00e3o mais curta<br \/>\n&#8211; Dificuldade com a consolida\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de conte\u00fado<br \/>\n&#8211; Dificuldade com generaliza\u00e7\u00f5es, pensamento abstrato e racioc\u00ednio<br \/>\n&#8211; Dificuldade em seguir sequ\u00eancias<br \/>\n&#8211; Estrat\u00e9gias para evitar o trabalho<\/p>\n<p>DIFICULDADE DE VIS\u00c3O<br \/>\nEmbora os alunos com s\u00edndrome de Down costumem ser muito bons em aprender visualmente e sejam capazes de utilizar este habilidade para aprender o curr\u00edculo, muitos t\u00eam alguma dificuldade de vis\u00e3o: de 60 a 70% usam \u00f3culos antes dos 7 anos e \u00e9 importante diagnosticar e sanar as dificuldades que eles possuem.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Coloque o aluno mais \u00e0 frente<br \/>\n&#8211; Escreva com letras maiores<br \/>\n&#8211; Fa\u00e7a apresenta\u00e7\u00f5es simples e claras<\/p>\n<p>DIFICULDADE DE AUDI\u00c7\u00c3O<br \/>\nMuitas crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down t\u00eam alguma perda auditiva, especialmente nos primeiros anos. At\u00e9 20% apresentam perda sensorial-neural, causada por defeitos no desenvolvimento do ouvido e nervos auditivos. Outros 50% podem ter perda auditiva ocasionada por infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias que costumam ocorrer por conta dos canais auditivos mais estreitos. \u00c9 especialmente importante checar a audi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a porque ela afetar\u00e1 sua fala e linguagem.<\/p>\n<p>A clareza da audi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser flutuante e \u00e9 importante identificar que respostas inconsistentes podem ser fruto de defici\u00eancia auditiva e n\u00e3o falta de entendimento ou atitude indesejada.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Coloque o aluno mais \u00e0 frente<br \/>\n&#8211; Fale diretamente ao aluno<br \/>\n&#8211; Reforce o discurso com express\u00f5es faciais, sinais ou gestos<br \/>\n&#8211; Reforce o discurso com material de apoio visual \u2013 figuras, fotos, objetos<br \/>\n&#8211; Escreva novo vocabul\u00e1rio no quadro<br \/>\n&#8211; Quando outros alunos responderem, repita suas respostas alto<br \/>\n&#8211; Diga de outra forma ou repita palavras e frases que possam ter sido mal-entendidas.<\/p>\n<p>SISTEMA MOTOR FINO E GROSSO<br \/>\nMuitas crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down t\u00eam flacidez muscular (hipotonia), o que pode afetar sua habilidade motora fina e grossa. Isso pode atrasar as fases do desenvolvimento  motor, restringindo experi\u00eancias dos primeiros anos, tornando o desenvolvimento cognitivo mais lento. Na sala de aula, o desenvolvimento da escrita \u00e9 especialmente afetado.<br \/>\nESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Oferecer exerc\u00edcios extras, orienta\u00e7\u00e3o e encorajamento \u2013 todos as habilidades motoras melhoram com a pr\u00e1tica.<br \/>\n&#8211; Oferecer atividades para o fortalecimento do pulso e dedos, como por exemplo alinhavar, seguir tracinhos com o l\u00e1pis, desenhar, separar, cortar, apertar, construir, etc.<br \/>\n&#8211; Usar um grande leque de atividades e materiais multi-sensoriais.<br \/>\n&#8211; Procurar que as tividades sejam o mais significativas e prazerosas poss\u00edvel.<\/p>\n<p>DIFICULDADE DE FALA E DE LINGUAGEM<\/p>\n<p>Crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down t\u00edpicas possuem dificuldade de fala e linguagem e devem ser atendidas regularmente por fonoaudi\u00f3logos que podem sugerir atividades individualizadas para promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.<\/p>\n<p>O atraso na linguagem \u00e9 causada por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, alguns deles f\u00edsicos e alguns devido a problemas cognitivos e de percep\u00e7\u00e3o. Qualquer atraso em aprender a entender e usar a linguagem pode levar a um atraso cognitivo. O n\u00edvel de conhecimento e entendimento e, logo, a habiliade de acessar o curr\u00edculo vai inevitavelmente ser afetada. Habilidades receptivas s\u00e3o mais desenvolvidas do que habilidades de expess\u00e3o. Isso quer dizer que as crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down entendem mais do que s\u00e3o capazes de expressar. Como resultado disso, as habilidades cognitivas destes alunos s\u00e3o freq\u00fcentemente subestimadas.<\/p>\n<p>ATRASO NA AQUISI\u00c7\u00c3O DA LINGUAGEM<br \/>\n&#8211; Vocabul\u00e1rio menor, levando a um conhecimento geral menor.<br \/>\n&#8211; Dificuldade de aprender regras gramaticais (n\u00e3o usar voc\u00e1bulos de conex\u00e3o, preposi\u00e7\u00f5es, etc), resultando num estilo telegr\u00e1fico de discurso.<br \/>\n&#8211; Habilidade para aprender vocabul\u00e1rio novo mais f\u00e1cilmente do que as regras gramaticais.<br \/>\n&#8211; Maiores problemas em aprender e usar linguagem social.<br \/>\n&#8211; Maiores problemas em entender linguagem espec\u00edfica apresentada no curr\u00edculo.<br \/>\n&#8211; Dificuldade em compreender instru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a combina\u00e7\u00e3o de ter uma boca menor e m\u00fasculos da boca e da l\u00edngua mais fracos torna a forma\u00e7\u00e3o das palavras fisicamente mais dif\u00edcil, e quanto maior a frase maiores ficam os problemas de articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Problemas de fala e linguagem para estas crian\u00e7as normalmente significam que menos oportunidades lhes s\u00e3o oferecidas para manter uma conversa\u00e7\u00e3o. \u00c9 mais dif\u00edcil para eles pedir informa\u00e7\u00e3o ou ajuda. Os adultos costumam fazer perguntas fechadas, ou terminar uma frase pelas crian\u00e7as sem lhes dar tempo para falarem por si pr\u00f3prios nem ajudar para que eles consigam faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia disso \u00e9 que a crian\u00e7a:<br \/>\n&#8211; Ganha menos experi\u00eancia de linguagem que lhe d\u00ea oportunidade de aprender novas palavras e estruturas de per\u00edodo.<br \/>\n&#8211; Tem menos oportunidade de praticar para tentar falar com mais clareza.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Dar tempo para o processamento da linguagem e para responder.<br \/>\n&#8211; Escutar atentamente \u2013 seu ouvido ir\u00e1 se acostumar.<br \/>\n&#8211; Falar frente \u00e0 frente e com os olhos nos olhos do aluno.<br \/>\n&#8211; Usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas.<br \/>\n&#8211; Checar o entendimento \u2013 pedir para a crian\u00e7a repetir instru\u00e7\u00f5es dadas.<br \/>\n&#8211; Evitar vocabul\u00e1rio amb\u00edguo.<br \/>\n&#8211; Refor\u00e7ar a fala com express\u00f5es faciais, gestos e sinais.<br \/>\n&#8211; Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pron\u00fancia.<br \/>\n&#8211; Refor\u00e7ar instru\u00e7\u00f5es faladas com instru\u00e7\u00f5es impressas, usar tamb\u00e9m imagens, diagramas, s\u00edmbolos e material concreto.<br \/>\n&#8211; Enfatizar palavras-chave refor\u00e7ando-as visualmente.<br \/>\n&#8211; Ensinar gram\u00e1tica com material impresso, cart\u00f5es de figuras, jogos, figuras de preposi\u00e7\u00f5es, s\u00edmbolos, etc.<br \/>\n&#8211; Evitar perguntas fechadas e encorajar a crian\u00e7a a falar al\u00e9m de frases monosil\u00e1bicas.<br \/>\n&#8211; Encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele est\u00edmulos visuais. Permitir que eles leiam a informa\u00e7\u00e3o pode ser mais f\u00e1cil para eles do que falar espontaneamente.<br \/>\n&#8211; O uso de um di\u00e1rio para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas \u201c novidades\u201d.<br \/>\n&#8211; Desenvolver a linguagem atrav\u00e9s de teatro e faz-de-conta.<br \/>\n&#8211; Encorajar o aluno a liderar.<br \/>\n&#8211; Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc.<br \/>\n&#8211; Providenciar v\u00e1rias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e t\u00e1teis para refor\u00e7ar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas.<\/p>\n<p>D\u00c9FICIT DE MEM\u00d3RIA AUDITIVA RECENTE E NA HABILIDADE DE PROCESSAMENTO AUDITIVO<\/p>\n<p>Outros problemas de fala e linguagem  em crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down surgem por conta de dificuldades na mem\u00f3ria auditiva recente e nas habilidades de processamento auditivo. A mem\u00f3ria auditiva recente \u00e9 a mem\u00f3ria armazenada usada para manter, processar, entender e assimilar a l\u00edngua falada o tempo suficiente para responder. Qualquer d\u00e9ficit na mem\u00f3ria auditiva recente vai afetar consideravelmente a habilidade do aluno em responder a palavra falada ou aprender a partir de situa\u00e7\u00f5es que se prendam somente a sua habilidade auditiva. Al\u00e9m disso, eles acham mais dif\u00edcil seguir e lembrar de instru\u00e7\u00f5es verbais.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Limite a quantidade de instru\u00e7\u00f5es verbais a uma de cada vez.<br \/>\n&#8211; D\u00ea tempo \u00e0 crian\u00e7a para processar e responder \u00e0s coloca\u00e7\u00f5es verbais.<br \/>\n&#8211; Repita individualmente para o aluno qualquer informa\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00e3o que foi dada a classe como um todo.<br \/>\n&#8211; Tente evitar instru\u00e7\u00f5es ou discuss\u00f5es na classe que sejam muito longas.<br \/>\n&#8211; Planeje tradu\u00e7\u00f5es visuais e-ou atividades alternativas.<\/p>\n<p>Lembre-se: em geral, crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down t\u00eam fortes habilidades de aprendizagem visual mas n\u00e3o s\u00e3o bons aprendizes auditivos. Sempre que poss\u00edvel  eles necessitam de apoio visual e concreto e materiais pr\u00e1ticos para refor\u00e7ar as informa\u00e7\u00f5es auditivas.<\/p>\n<p>CAPACIDADE DE CONCENTRA\u00c7\u00c3O MAIS CURTA<\/p>\n<p>Muitas crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down t\u00eam uma capacidade de concentra\u00e7\u00e3o mais curta e s\u00e3o facilmente distra\u00eddos. Al\u00e9m disso, a intensidade do aprendizado com apoio, especialmente quando ele se d\u00e1 individualmente, \u00e9 muito maior e a crian\u00e7a se cansa mais facilmente do que a crian\u00e7a que n\u00e3o necessita deste apoio.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Construa uma gama de tarefas curtas, focalizadas e definidas claramente nas aulas.<br \/>\n&#8211; Varie o n\u00edvel de demanda de tarefa para tarefa.<br \/>\n&#8211; Varie o tipo de apoio.<br \/>\n&#8211; Use os outros colegas para manter o aluno trabalhando.<br \/>\n&#8211; Na hora da rodinha, situe o aluno pr\u00f3ximo ao professor (sem sentar no colo!).<br \/>\n&#8211; Providencie um quadrado de carpete para que a crian\u00e7a fique sentada no mesmo lugar.<br \/>\n&#8211; Trabalhar no computador \u00e0s vezes ajuda a manter o interesse da crian\u00e7a por mais tempo.<br \/>\n&#8211; Crie uma caixa de atividades. Isso \u00e9 \u00fatil para as horas em que a crian\u00e7a terminou sua atividade antes de seus colegas, precisa mudar de tarefa ou precisa dar um tempo. Coloque uma s\u00e9rie de atividades que o aluno gosta de fazer, incluindo livros, cart\u00f5es, jogos de manipula\u00e7\u00e3o, etc. Isso encoraja a escolha dentro de uma situa\u00e7\u00e3o estruturada. Deixar que outra crian\u00e7a participe \u00e9 uma boa maneira de encorajar amizade e coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>GENERALIZA\u00c7\u00c3O, PENSAMENTO ABSTRATO E RACIOC\u00cdNIO<\/p>\n<p>Quando uma crian\u00e7a tem defici\u00eancia de fala e linguagem, suas habilidades de pensamento e racioc\u00ednio s\u00e3o inevitavelmente afetadas. Ela encontra mais dificuldade em transferir suas habilidades de uma situa\u00e7\u00e3o para outra. Conceitos e assuntos abstratos podem ser particularmente dif\u00edceis de entender e a capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas pode ser afetada.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; N\u00e3o assuma que o aluno vai transferir conhecimento automaticamente.<br \/>\n&#8211; Ensine novas habilidades usando uma variedade de m\u00e9todos e materiais e em v\u00e1rios contextos diferentes.<br \/>\n&#8211; Reforce o aprendizado de conceitos abstratos com materiais concretos e visuais.<br \/>\n&#8211; Ofere\u00e7a explica\u00e7\u00f5es adicionais e d\u00ea demonstra\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&#8211; Encoraje a solu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n<p>CONSOLIDA\u00c7\u00c3O E RETEN\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Alunos com s\u00edndrome de Down geralmente levam mais tempo para aprender e consolidar coisas novas e a habilidade de aprender e absorver o aprendizado pode variar de um dia para o outro.<br \/>\nESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Ofere\u00e7a mais tempo e oportunidade para repeti\u00e7\u00f5es adicionais e refor\u00e7o.<br \/>\n&#8211; Apresente informa\u00e7\u00f5es e conceitos novos de maneiras variadas, usando material concreto, pr\u00e1tico e visual, sempre que poss\u00edvel.<br \/>\n&#8211; Siga em frente mas sempre d\u00ea uma revisada para assegurar que coisas aprendidas anteriormente n\u00e3o ficaram esquecidas com a assimila\u00e7\u00e3o das novas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>ESTRUTURA E ROTINA<\/p>\n<p>Muitas crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down se d\u00e3o bem com rotina, estrutura e atividades focalizadas claramente. Situa\u00e7\u00f5es informais e sem estrutura s\u00e3o geralmente mais dif\u00edcieis para eles. Eles tamb\u00e9m podem se sentir contrariados com qualquer mudan\u00e7a. Podem precisar de maior prepara\u00e7\u00e3o e podem levar mais tempo para se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as na sala de aula e nas transi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Explique sobre a grade de hor\u00e1rios, rotinas e regras escolares explicitamente, dando tempo e oportunidade para que aprenda.<br \/>\n&#8211; Providencie uma grade de hor\u00e1rios visualmente atraente: use palavras, desenhos, figuras e fotos.<br \/>\n&#8211; A progress\u00e3o da aula durante o dia deve poder ser acompanhada pelo hor\u00e1rio.<br \/>\n&#8211; Quando uma grade visual n\u00e3o for apropriada, arrume uma s\u00e9rie de fotos ou figuras descrevendo as atividades escolares. Estas fotos podem ser mostradas a crian\u00e7a antes da atividade ser come\u00e7ada.<br \/>\n&#8211; Certifique-se de que a crina\u00e7a sabe qual ser\u00e1 a pr\u00f3xima atividade.<br \/>\n&#8211; Atenha-se \u00e0 rotina sempre que poss\u00edvel.<br \/>\n&#8211; Prepare a crian\u00e7a com anteced\u00eancia se souber que haver\u00e1 alguma mudan\u00e7a e informe os pais.<br \/>\n&#8211; Solicite a ajuda da crian\u00e7a na prepara\u00e7\u00e3o para a atividade subsequente dando-lhe uma tarefa espec\u00edfica.<\/p>\n<p>INCLUS\u00c3O SOCIAL<\/p>\n<p>O objetivo primordial para qualquer crian\u00e7a de 5 anos entrar na escola \u00e9 a inclus\u00e3o social. Como com qualquer crian\u00e7a, \u00e9 muito mais dif\u00edcil progredir nas \u00e1reas cognitivas at\u00e9 que ela seja capaz de se comportar e interagir com os outros de maneira socialmente aceit\u00e1vel e entender e responder apropriadamente ao ambiente que a cerca. Todas crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down se beneficiam em se misturar com colegas com desenvolvimento t\u00edpico. Muitas vezes eles ficam felizes em agir como os colegas e geralmente os usam como modelos para o comportamento social apropriado e motiva\u00e7\u00e3o para aprender. Este tipo de experi\u00eancia social, quando existe a expectativa de que as outras crian\u00e7as se comportem e consigam fazer coisas de acordo com sua faixa et\u00e1ria, \u00e9 extremamente importante para as crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down, que geralmente tem um mundo mais confuso e menos maduro social e emocionalmente. Mesmo assim, muitas delas precisam de ajuda adicional e apoio para aprender as regras para o comportamento social apropriado. Elas n\u00e3o aprendem facilmente de forma incidental e n\u00e3o pegam as conven\u00e7\u00f5es intuitivamente como seus colegas. Elas v\u00e3o levar mais tempo do que seus colegas para aprender as regras. O foco principal da ajuda adicional nos primeiros anos deve ser aprender as regras do comportamento social adequado.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Reconhecer as principais rotinas do dia.<br \/>\n&#8211; Aprender a participar e responder apropriadamente.<br \/>\n&#8211; Responder a perguntas e instru\u00e7\u00f5es dadas oralmente.<br \/>\n&#8211; Aprender a respeitar a vez de cada um, dividir, dar e receber.<br \/>\n&#8211; Aprender a fazer fila.<br \/>\n&#8211; Aprender a sentar no ch\u00e3o na hora da rodinha.<br \/>\n&#8211; Aprender comportamentos apropriados.<br \/>\n&#8211; Aprender as regras da escola e da classe, tanto as formais quanto as informais.<br \/>\n&#8211; Trabalhar independentemente.<br \/>\n&#8211; Trabalhar em coopera\u00e7\u00e3o com os outros.<br \/>\n&#8211; Fazer e manter amizades.<br \/>\n&#8211; Desenvolver de habilidades de auto-ajuda e tarefas pr\u00e1ticas.<br \/>\n&#8211; Tomar conta, se preocupar com os outros.<\/p>\n<p>HORA DE BRINCAR<\/p>\n<p>Algumas ajudas adicionais na inclus\u00e3o de crian\u00e7as pequenas com s\u00edndrome de Down durante a hora da brincadeira podem ser necess\u00e1rias. Por\u00e9m, qualquer ajuda de adulto que a crian\u00e7a tiver, se n\u00e3o for usado com sensibilidade, pode erguer uma barreira entre a  crian\u00e7a e seus colegas, o que, junto com a dificuldade de fala e linguagem, pode tornar as coisas muito mais dif\u00edceis para a crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down:<br \/>\n&#8211; Come\u00e7ar independentemente a brincar com outras crian\u00e7as.<br \/>\n&#8211; Entender as regras do jogo.<br \/>\n&#8211; Entender as regras de \u201cser amigo\u201d.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Encoraje o aprendizado cooperativo em trabalho com um parceiro ou num grupo pequeno.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o coloque sempre o aluno junto com o grupo menos capaz ou menos motivado. Alunos com s\u00edndrome de Down se beneficiam por trabalhar com crian\u00e7as mais capazes se as tarefas forem adequadamente diferenciadas.<br \/>\n&#8211; Promova a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as defici\u00eancias atrav\u00e9s de, por exemplo, uma discuss\u00e3o com toda a classe ou a escola. \u00c9 importante que os alunos se familiarizem com o colega com s\u00edndrome de Down, entendam seus pontos fortes, seus pontos fracos, sua capacidade e tamb\u00e9m reconhe\u00e7am que ele tem as mesmas necessidades emocionais e sociais do que eles pr\u00f3prios.<br \/>\n&#8211; Se achar adequado, promova uma altern\u00e2ncia de amigos ou um sistema de colega de apoio para ajudar na inclus\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Use a ajuda dos colegas no lugar de adultos sempre que poss\u00edvel.<br \/>\n&#8211; Organize apoio para oferecer sess\u00f5es de brincadeira estruturadas na hora do recreio.<br \/>\n&#8211; Encoraje a participa\u00e7\u00e3o do aluno em atividades extra-curriculares com os colegas da escola (clubes de livro, esportes, etc).<br \/>\n&#8211; Encoraje habilidades de independ\u00eancia e vida pr\u00e1tica, por exemplo, dando-lhe responsabilidades \u2013 devolver livros, levar mensagens, etc.<br \/>\n&#8211; Encoraje-o a conhecer a si mesmo, respeitar a pr\u00f3pria identidade, promova sua auto-estima e auto-confian\u00e7a.<br \/>\n&#8211;  Promova o entendimento atrav\u00e9s de teatro, livros, figuras ou na hora da rodinha.<\/p>\n<p>COMPORTAMENTO<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 problemas de comportamento caracter\u00edsticos de crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down. Por\u00e9m, muito de seu comportamento estar\u00e1 relacionado a seu n\u00edvel de desenvolvimento. Ent\u00e3o, quando ocorrem problemas, eles s\u00e3o geralmente parecidos com aqueles vistos em crian\u00e7as de desenvolvimento t\u00edpico mais novas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down cresceram tendo que lidar com mais dificuldades do que muitos de seus colegas. Muito do que se espera que eles fa\u00e7am em seu dia-a-dia ser\u00e1 muito mais dif\u00edcil de conseguir fazer devido a seus problemas de comunica\u00e7\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, coordena\u00e7\u00e3o motora, concentra\u00e7\u00e3o, e dificuldade de aprendizado. Os problemas de comportamento podem, portanto, ser desencadeados em algumas situa\u00e7\u00f5es aparentemente banais. Por exemplo, eles podem se sentir frustrados ou ansiosos com mais facilidade. Ent\u00e3o, o fato da crian\u00e7a ter s\u00edndrome de Down n\u00e3o necessariamente quer dizer que ela v\u00e1 apresentar inevitavelmente problemas de comportamento, mas a natureza de suas dificuldades os fazem mais vulner\u00e1veis a desenvolver problemas de comportamento.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o particular dos problemas de comportamento s\u00e3o as estrat\u00e9gias para escapar das tarefas. Pesquisas mostram que, como muitos alunos com necessidaes educacionais especiais, crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down costuma adotar estas estrat\u00e9gias que comprometem o progresso de seu aprendizado. Alguns alunos usam comportamentos anti-sociais para distrair a aten\u00e7\u00e3o dos adultos e escapar do trabalho, e parecem apenas aceitar fazer tarefas que exigem muito pouco de sua capacidade cognitiva.<\/p>\n<p>\u00c9 importante o professor ficar atento \u00e0 possibilidade destas estrat\u00e9gias e saber separar comportamento imaturo de mau-comportamento deliberado, e assegurar que o n\u00edvel de desenvolvimento e n\u00e3o a idade cronol\u00f3gica da crian\u00e7a seja levado em considera\u00e7\u00e3o, junto com sua capacidade de entender instru\u00e7\u00f5es dadas oralmente. Qualquer recompensa a ser oferecida tramb\u00e9m deve levar em conta estes fatores.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Assegurar que as regras s\u00e3o claras<br \/>\n&#8211; Assegurar que todos os funcion\u00e1rios da escola saibam que a crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down deve obedecer \u00e0s regras como qualquer aluno.<br \/>\n&#8211;  Utilizar instru\u00e7\u00f5es curtas, precisas e claras e gestos e express\u00f5es que as confirmem \u2013 explica\u00e7\u00f5es longas e complexas n\u00e3o s\u00e3o apropriadas.<br \/>\n&#8211; Distinguir o \u201cn\u00e3o consigo fazer\u201d do \u201cn\u00e3o vou fazer\u201d<br \/>\n&#8211; Investigar qualquer comportamento inapropriado, perguntando a si mesmo por que a crian\u00e7a est\u00e1 agindo deste modo: a tarefa \u00e9 muito f\u00e1cil ou muito dif\u00edcil ? A tarefa \u00e9 muito longa ? O trabalho \u00e9 adequado para a crian\u00e7a ?<br \/>\n&#8211; O aluno compreende o que \u00e9 esperado dele ?<br \/>\n&#8211; Encorajar comportamento positivo desenvolvendo figuras de bom comportamento. Por exemplo, mostrar uma foto da turma ou de um grupo arrumando a sala direitinho, pode ser o bastante para encoraj\u00e1-lo a fazer o mesmo.<br \/>\n&#8211; Refor\u00e7ar o comportamento desejado imediatamente com sinais de aprova\u00e7\u00e3o visuais ou orais.<br \/>\n&#8211; Ignorar tentativas de chamar a aten\u00e7\u00e3o dentro do poss\u00edvel \u2013 o seu prop\u00f3sito \u00e9 criar distra\u00e7\u00e3o<br \/>\n&#8211; Desenvolver uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias para lidar com a tentativa de escapar: algumas funcionar\u00e3o melhor que outras com algum um aluno em particular.<br \/>\n&#8211; Assegurar que o professor de apoio n\u00e3o seja o \u00fanico lidando com o mau-comportamento. O professor da turma tem a responsabilidade sobre a crian\u00e7a.<br \/>\n&#8211; Assegurar que a crian\u00e7a trabalhe com colegas que sejam bons modelos em comportamento.<\/p>\n<p>APOIO<\/p>\n<p>A maior parte dos alunos com s\u00edndrome de Down vai precisar de apoio adicional.  Por\u00e9m, o tipo de apoio que a crian\u00e7a recebe pode ter um enorme impacto na efetiva\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>A seguir, algumas coisas que s\u00e3o esperadas do profissional de apoio:<br \/>\nNo que diz respeito \u00e0 crian\u00e7a:<br \/>\n&#8211; Aumentar o acesso ao curr\u00edculo e ao desenvolvimento do aprendizado.<br \/>\n&#8211; Garantir que a crian\u00e7a aprenda novas habilidades.<br \/>\n&#8211; Ajudar a desenvolver a independ\u00eancia.<br \/>\n&#8211; Ajudar a desenvolver habilidades sociais, amizades e comportamento apropriado para a idade.<\/p>\n<p>No que diz respeito ao professor:<br \/>\n&#8211; Ajudar a modificar ou adaptar tarefas planejadas pelo professor.<br \/>\n&#8211; Dar informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas sobre o desempenho do aluno ao professor.<br \/>\n&#8211; Dar oportunidade ao professor de trabalhar individualmente com uma crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down ou em grupo enquanto assume o lugar do professor.<\/p>\n<p>TAMB\u00c9M \u00c9 MUITO IMPORTANTE QUE O PROFESSOR DE APOIO SEJA VISTO COMO PERTENCENDO A TODA CLASSE, DANDO AJUDA A TODAS AS CRIAN\u00c7AS QUE NECESSITAREM, E N\u00c3O COMO PROPRIEDADE DA CRIAN\u00c7A COM S\u00cdNDROME DE DOWN. DESTA MANEIRA, OUTRAS CRIAN\u00c7AS DA CLASSE SE BENEFICIAM COM O APOIO EXTRA . O PROFESSOR NUNCA DEVE ABDICAR DE SUA RESPONSABILIDADE PELA CRIAN\u00c7A COM S\u00cdNDROME DE DOWN.<\/p>\n<p>AJUDA INDIVIDUAL E SA\u00cdDAS DA CLASSE<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o apoio n\u00e3o deve consistir apenas e nem principalmente na professora ajudante trabalhando individualmente com a crian\u00e7a, especialmente quando isso requer sa\u00eddas da classe, o que deve ser evitado ao m\u00e1ximo. Embora v\u00e1 haver vezes em que algum trabalho individual seja requerido, isso s\u00f3 deve ser feito em \u00faltimo caso e dentro da sala de aula, sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\nEsteja ciente de que muita ajuda individual pode privar a crian\u00e7a de:<br \/>\n&#8211; ser beneficiada da estimula\u00e7\u00e3o e modelos proporcionados pelos colegas.<br \/>\n&#8211; aprender a trabalhar cooperativamente.<br \/>\n&#8211; aprender a trabalhar independentemente.<br \/>\n&#8211; desenvolver rela\u00e7\u00f5es sociais com seus colegas.<\/p>\n<p>QUANTOS AJUDANTES ?<\/p>\n<p>Em geral, n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel ter um profissional de apoio para ajudar uma crian\u00e7a. Isso pode levar a uma familiaridade grande demais e \u00e0 depend\u00eancia da crian\u00e7a naquela pessoa, al\u00e9m de ser uma rela\u00e7\u00e3o intensa demais tanto para a crian\u00e7a quanto para o ajudante. Considere ter dois ajudantes ao inv\u00e9s de um, que se revezem dividindo hor\u00e1rios ou dias. Isso tamb\u00e9m pode facilitar na hora de substituir um ajudante quando o outro se ausentar por qualque motivo.<\/p>\n<p>Quando planejar o apoio, \u00e9 vital decidir:<br \/>\n&#8211; Quem vai adaptar o trabalho e de que maneira?<br \/>\n&#8211; Quem vai procurar e preparar recursos adicionais ?<br \/>\n&#8211; Quando isso vai acontecer e com que frequ\u00eancia ?<\/p>\n<p>O professor da turma \u00e9 o respons\u00e1vel pela diferencia\u00e7\u00e3o das atividades, mas muitos professores de apoio s\u00e3o capazes de adaptar atividades se e quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>O CURR\u00cdCULO<br \/>\nEmbora v\u00e1 haver uma necessidade cont\u00ednua de visar a independ\u00eancia, o comportamento social e a inclus\u00e3o social da crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down, algumas metas devem ser alcan\u00e7adas no primeiros anos. Uma aten\u00e7\u00e3o maior deve ser dada quando a crian\u00e7a passa da primeira para a segunda s\u00e9rie.<\/p>\n<p>Mesmo assim, como para qualquer crian\u00e7a, as atividades devem ser modificadas e adaptadas para se adequar ao n\u00edvel de aprendizado e desenvolvimento da crian\u00e7a. Em alguns casos, isso pode significar que um novo conceito, assunto ou habilidade dever\u00e1 ser recortado at\u00e9 um n\u00edvel bem b\u00e1sico com um foco num ponto espec\u00edfico que voc\u00ea quer que a crian\u00e7a aprenda e entenda.<\/p>\n<p>Embora isso possa significar que, em alguns casos, a crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down estar\u00e1 trabalhando num n\u00edvel muito diferente , n\u00e3o quer dizer que o assunto ou t\u00f3pico que ela esteja trabalhando seja diferente do dos demais colegas. Com planejamento e o apoio do professor ajudante isso pode ser alcan\u00e7ado com sucesso em muitos casos.<\/p>\n<p>PR\u00c1TICAS DE SALA DE AULA<\/p>\n<p>Muitos alunos com s\u00edndrome de Down, assim como outros alunos com necessidades educacionais especiais, n\u00e3o se adaptam a algumas pr\u00e1ticas de sala de aula: aulas expositivas para a turma inteira, aprender ouvindo, e trabalho de refor\u00e7o baseado em exerc\u00edcios sem modifica\u00e7\u00e3o. Portanto, os professores precisam analisar suas pr\u00e1ticas de sala de aula e todo o ambiente de aprendizado na classe de forma que as atividades, os materiais e os grupos de alunos sejam levados em conta. Para certos prop\u00f3sitos, a habilidade ser\u00e1 menos importante do que os estilos de aprender de cada aluno. \u00c9 importante, por exemplo, utilizar a motiva\u00e7\u00e3o e a oportunidade para aprender com bons modelos que surgem quando o alunos com s\u00edndrome de Down est\u00e1 trabalhando em grupo os colegas.<\/p>\n<p>Estudos mostram que n\u00e3o apenas os alunos com necessiades educacionais especiais preferem trabalhar em grupo, mas o grupo cooperativo fomenta o aprendizado.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\nDecida quando a crian\u00e7a deve trabalhar:<br \/>\n&#8211; Em atividades com toda a classe.<br \/>\n&#8211; Em grupo ou em pares na classe.<br \/>\n&#8211; Em grupo ou em pares numa \u00e1rea afastada.<br \/>\n&#8211; Individualmente independentemente ou individualmente com o professor.<\/p>\n<p>Decida quando a crian\u00e7a deve ficar:<br \/>\n&#8211; Sem apoio.<br \/>\n&#8211; Com apoio dos colegas.<br \/>\n&#8211; Com apoio do professor assistente.<br \/>\n&#8211; Com apoio do professor da turma.<\/p>\n<p>&#8211; Fa\u00e7a um Plano de Educa\u00e7\u00e3o Individual para atingir determinadas \u00e1reas que necessitem aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Produza uma grade de hor\u00e1rios visualmente atraente para que a crian\u00e7a entenda a estrutura do seu dia.<\/p>\n<p>LEITURA<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas pesquisas destacando a forte liga\u00e7\u00e3o entre a leitura e o desenvolvimento da linguagem em crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down e a leitura \u00e9 uma \u00e1rea do curr\u00edculo em que muitas destas crian\u00e7as podem se sair muito bem. Como a palavra escrita faz com que a linguagem se torne visual, os textos impressos superam a dificuldade do aprendizado pela audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A leitura pode portanto ser usada para:<br \/>\n&#8211; Ajudar o entendimento.<br \/>\n&#8211; Ajudar a acessar o curr\u00edculo.<br \/>\n&#8211; Melhorar as habilidades de fala e linguagem.<\/p>\n<p>POR\u00c9M \u00c9 IMPORTANTE ESTAR ATENTO SOBRE COMO A CRIAN\u00c7A COM S\u00cdNDROME DE DOWN APRENDE A LER, J\u00c1 QUE AS MANEIRAS PODEM SER DIFERENTES DAS RECOMENDADAS POR CADA ESCOLA. UM FATOR CHAVE AO ENSINAR UMA CRIAN\u00c7A COM S\u00cdNDROME DE DOWN A LER \u00c9 UTILIZAR O M\u00c9TODO DE APRESENTAR A PALAVRA COMPLETA E MUITAS CRIAN\u00c7AS S\u00c3O CAPAZES DE COME\u00c7AR A CONSTRUIR UM VOCABUL\u00c1RIO VISUAL DE PALAVRAS FAMILIARES DESTA MANEIRA.<\/p>\n<p>Isso, \u00e9 claro, pode significar um problema quando existe a exig\u00eancia de que o m\u00e9todo f\u00f4nico seja utilizado na alfabetiza\u00e7\u00e3o. Usar fonemas para decodificar palavras pode ser mais dif\u00edcil para crian\u00e7as pequenas com s\u00edndrome de Down porque ele envolve habilidades como audi\u00e7\u00e3o apurada e discrimina\u00e7\u00e3o de sons, assim como estar apto a resolver problemas. Mas uma no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do m\u00e9todo fon\u00e9tico pode ser adquirida por muitas crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down e isso deve ser introduzido enquanto elas est\u00e3o construindo seu vocabul\u00e1rio visual.<\/p>\n<p>ESCRITA<\/p>\n<p>Produzir qualquer forma de trabalho escrito \u00e9 uma tarefa muito complexa. As dificuldades de mem\u00f3ria curta, fala e linguagem, sistema motor fino e organiza\u00e7\u00e3o e sequenciamento de informa\u00e7\u00e3o  provocam um impacto consider\u00e1vel na aquisi\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da escrita para muitos alunos com s\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p>\u00c1reas de especial dificuldade:<br \/>\n&#8211; Colocar as palavras em sequ\u00eancia para forma\u00e7\u00e3o da frase.<br \/>\n&#8211; Colocar eventos-informa\u00e7\u00e3o em sequ\u00eancia na ordem correta.<br \/>\n&#8211; Organiza\u00e7\u00e3o de pensamentos e informa\u00e7\u00e3o relevante no papel.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\n&#8211; Investigar recursos adicioais para ajudar a escrita como um processo f\u00edsico \u2013 diferentes tipos instrumentos para escrever, apoio t\u00e1til para empunhar o l\u00e1pis, linhas grossas, quadrados no papel para limitar o tamanho da letra, papel com pauta, quadriculado, quadro individual para escrever, programas de computador.<br \/>\n&#8211; Oferecer apoio visual \u2013 flash cards (cart\u00f5es de leitura com figura ou foto e palavra), palavras-chave e s\u00edmbolos gr\u00e1ficos escritos em cart\u00f5es.<br \/>\n&#8211; Oferecer m\u00e9todos alternativos de memoriza\u00e7\u00e3o: sublinhar ou circular a resposta correta, sequ\u00eancia de frases com cart\u00f5es, programas de computador espec\u00edficos, utilizar o m\u00e9todo Cloze (subtra\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de palavras, substitu\u00eddas por lacunas num texto a ser aprendido).<br \/>\n&#8211; Garanta que os alunos s\u00f3 escrevam sobre assuntos que estejam dentro de sua experi\u00eancia e entendimento.<br \/>\n&#8211; Ao copiar do quadro, sublinhe ou destaque uma vers\u00e3o mais curta que focalize o que \u00e9 essencial  para o aluno.<br \/>\n&#8211; Encorajar o uso de letra cursiva para ganhar flu\u00eancia.<\/p>\n<p>ORTOGRAFIA<\/p>\n<p>Como a leitura, n\u00e3o \u00e9 indicado confiar apenas na fon\u00e9tica para resolver problemas de ortografia, uma vez que muitas crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down estar\u00e3o soletrando palavras a partir da sua mem\u00f3ria visual. Por\u00e9m, para desenvolver e expandir sua habilidade de leitura elas v\u00e3o precisar aprender algumas no\u00e7\u00f5es fon\u00e9ticas , mas o desenvolvimento nesta \u00e1rea pode ser mais lento do que o de seus colegas.<\/p>\n<p>ESTRAT\u00c9GIAS<br \/>\nDevido \u00e0s habilidades de fala e linguagem mais fracas e o vocabul\u00e1rio limitado, \u00e9 importante:<br \/>\n&#8211; Ensinar palavras que eles entendam.<br \/>\n&#8211; Ensinar palavras objetivando promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.<br \/>\n&#8211; Ensinar palavras necess\u00e1rias para mat\u00e9rias espec\u00edficas.<br \/>\n&#8211; Ensinar ortografia da maneira mais visual poss\u00edvel.<br \/>\n&#8211; Usar m\u00e9todos multi-sensoriais \u2013 por exemplo, olhe-cubra-escreva-cheque, cart\u00f5es com figuras e palavras, acompanhar com o dedo as letras.<br \/>\n&#8211; Refor\u00e7ar os significados de palavras abstratas com figuras e s\u00edmbolos.<br \/>\n&#8211; Colorir grupos e padr\u00f5es de letras similares dentro das palavras.<br \/>\n&#8211; Oferecer um banco de palavras com figuras agrupado alfabeticamente para refor\u00e7ar o significado.<br \/>\n&#8211; Trabalhar atividades de ortografia no computador.<br \/>\n&#8211; Ensinar fam\u00edlias de palavras simples e b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>COMUNICA\u00c7\u00c3O COM OS PAIS E CUIDADORES<\/p>\n<p>Embora muitos pais v\u00e3o \u00e0 escola regularmente, um livro de comunica\u00e7\u00e3o casa-escola \u00e9 o ideal como forma de informar as novidades do dia. Isso tem um valor inestim\u00e1vel, principalmente enquanto a crian\u00e7a ainda n\u00e3o possui uma habilidade de fala e linguagem muito desenvolvida para contar as novidades claramente. Tome cuidado para n\u00e3o transformar o livro s\u00f3 em um portador de m\u00e1s not\u00edcias.<\/p>\n<p>Folheto produzido por Sandy Alton, da Down\u00b4s Syndrome Association, e distribu\u00eddo pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nico<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o Patricia Almeida<br \/>\nVers\u00e3o original em ingl\u00eas no seguinte link: <a href=\"http:\/\/www.downs-syndrome.org.uk\/pdfs\/DSA%20A4%2012pp%20Primary.pdf\">http:\/\/www.downs-syndrome.org.uk\/pdfs\/DSA%20A4%2012pp%20Primary.pdf<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.activemeter.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/am1.activemeter.com\/webtracker\/track.html?method=track&amp;pid=46224&amp;java=0\" border=\"0\" alt=\"Free Hit Counter\" \/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><!-- END OF ACTIVEMETER CODE --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OBJETIVO DESTE FOLHETO: Muito mais crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down t\u00eam entrado em escolas da rede regular de ensino. 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