{"id":52,"date":"2008-04-22T13:27:00","date_gmt":"2008-04-22T13:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/2008\/04\/22\/por-que-inclusao\/"},"modified":"2008-04-22T13:27:00","modified_gmt":"2008-04-22T13:27:00","slug":"por-que-inclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=52","title":{"rendered":"Por que Inclus\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family:arial;\">Heloiza Barbosa<\/span><br \/><strong class=\"western\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\">Mestre em Educa\u00e7\u00e3o Especial &#8211; Lesley College, EUA<\/span><\/span><\/span><\/strong>  <\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\">Refletir sobre as quest\u00f5es de uma escola de qualidade para todos, incluindo alunos e professores, atrav\u00e9s da perspectiva socio-cultural significa que n\u00f3s temos de considerar, dentre outros fatores, a vis\u00e3o ideol\u00f3gica de realidade constru\u00edda s\u00f3cio e culturalmente por aqueles que s\u00e3o respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o. Julgamentos de &#8220;defici\u00eancia&#8221;, &#8220;retardamento&#8221;, &#8220;priva\u00e7\u00e3o cultural&#8221; e &#8220;desajustamento social ou familiar&#8221; s\u00e3o todos constru\u00e7\u00f5es culturais elaborados por uma sociedade de educadores que priviliegia uma s\u00f3 forma para todos os tipos de bolos. E geralmente a forma da forma de bolo \u00e9 determinada pelo grupo social com mais poder na din\u00e2mica da sociedade. N\u00e3o \u00e9 raro se ver dentro do ambiente escolar a vis\u00e3o estere\u00f3tipada de que crian\u00e7as vivendo em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e sem acesso \u00e0 livros e outros bens culturais s\u00e3o mais propensas a fracassar na escola ou a requerer servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o especial. Isto porque essas crian\u00e7as n\u00e3o cabem na forma constru\u00edda pelo ideal de escola da classe media, ou ainda, porque essas crian\u00e7as n\u00e3o aprendem do mesmo jeito ou na mesma velocidade esperada por educadores e administradores. Estere\u00f3tipos pervadem a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica e s\u00e3o resultados da falta de informa\u00e7\u00e3o e conhecimento que educadores e administradores tem a respeito da realidade social e cultural, como tamb\u00e9m do processo de desenvolvimento cognitivo e afetivo das crian\u00e7as atendidas pelas escolas. A pr\u00e1tica de classificar e categorizar crian\u00e7as baseado no que estas crian\u00e7as <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><b>n\u00e3o sabem ou n\u00e3o podem fazer<\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> somente refor\u00e7a fracasso e perpetua a vis\u00e3o de que o problema est\u00e1 no indiv\u00edduo e n\u00e3o em fatores de metodologias educationais, curr\u00edculos, e organiza\u00e7\u00e3o escolar. Aceitar e valorizar a diversidade de classes sociais, de culturas, de estilos individuais de aprender, de habilidades, de l\u00ednguas, de religi\u00f5es e etc, \u00e9 o primeiro passo para a cria\u00e7\u00e3o de uma escola de qualidade para todos.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><br \/>Educar indiv\u00edduos em segregadas salas de educac\u00e3o especial significar negar-lhes o acesso \u00e0 formas ricas e estimulante de socializa\u00e7\u00e3o e aprendizagem que somente acontecem na sala de aula regular devido \u00e0 diversidade presente neste ambiente. A pedagogia de inclus\u00e3o baseia-se em dois importantes argumentos. Primeiramente, inclus\u00e3o mostrou-se ser benef\u00edcial para a educa\u00e7\u00e3o de todos os alunos independente de suas habilidades ou dificuldades. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos, revelaram que crian\u00e7as em demanda por servi\u00e7os especiais de atendimento apresentaram um progresso acad\u00eamico e social maior que outras crian\u00e7as com as mesmas necessidades de servi\u00e7os especiais mas educadas em salas de aula segregadas (Snell, 1996; Downing, 1996; Hunt, et.al., 1994). Isso pode justificar-se pela diversidade de pessoas e metodologias educacionais existentes em sala de aula regulares, pela intera\u00e7\u00e3o social com crian\u00e7as sem diagn\u00f3stico de necessidade especial, pela possibilidade de construir ativamente conhecimentos, e pela aceita\u00e7\u00e3o social e o consequente aumento da auto-estima das crian\u00e7as identificadas com &#8220;necessidades especiais&#8221;.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><br \/>O segundo argumento baseia-se em conceitos \u00e9ticos de direito do cidad\u00e3o. Escolas s\u00e3o contru\u00eddas para promover educa\u00e7\u00e3o para todos, portanto todos os indiv\u00edduos tem o direito de participa\u00e7\u00e3o como membro ativo da sociedade na qual estas escolas est\u00e3o inseridas. Todas as crian\u00e7as tem direito a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade onde suas necessidades individuais possam ser atendidas e aonde elas possam desenvolver-se em um ambiente enriquecedor e estimulante do seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><\/p>\n<p><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><b>O Que as Pesquisas Tem a Dizer sobre a Inclus\u00e3o de Alunos com &#8220;Necessidades Especiais&#8221; nas Salas de Aula Regulares<\/b><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\"><\/p>\n<ol>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\">  <span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><b>Os Benef\u00edcios  da Inclus\u00e3o para Alunos com &#8220;Necessidades Especiais&#8221;<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><br \/><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><i><b>1.1- Na Perspectiva do Professor:<\/b><\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> Diversos pesquisadores acad\u00eamicos nos Estados Unidos documentaram os aspectos positivos da pr\u00e1tica de inclus\u00e3o dos individuos com &#8220;necessidades especiais&#8221; atrav\u00e9s de dados coletados com os professores destes alunos. Giangreco e seus colegas (1993) entrevistaram 19 professores de salas de aula regulares que tinham no m\u00ednimo um aluno com &#8220;necessidades especiais&#8221; em suas classes. Estes professores afirmaram que os alunos diganosticados com &#8220;necessidades especiais&#8221; aumentaram suas capacidades de aten\u00e7\u00e3o, de comunica\u00e7\u00e3o e de participa\u00e7\u00e3o em atividades educativas em um espa\u00e7o de tempo consideravelmente menor do que se estes fossem educados em salas de aula segregadas-especiais. Janzen e seus colegas (1995) entrevistaram cinco professores de educa\u00e7\u00e3o especial e cinco professores de educa\u00e7\u00e3o regular sobre os beneficios de inclus\u00e3o para os alunos com e sem &#8220;necessidades especiais&#8221;, e o resultados destas entrevistas apontaram para o fato de que os alunos, antes educados em segregadas-especiais salas de aulas, desenvolveram mais amizades na sala de aula regular e constru\u00edram um c\u00edrculo de amigos que os ajudavam e ajudavam aos professores tamb\u00e9m na inclus\u00e3o de todos os alunos nas atividades da sala de aula. Downing, Eichinger e Williams (1996) entrevistaram nove professores de educa\u00e7\u00e3o regular e nove professores de educa\u00e7\u00e3o especial sobre a percep\u00e7\u00e3o deles dos benef\u00edcios de inclus\u00e3o para todos os alunos. Os professores neste estudo afirmaram que o ambiente rico em situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem caracter\u00edstico das salas de aula regulares possibilitaram os alunos com profundo retardamento mental a construirem comportamentos socialmente apropriados, a fazerem amizades com as cian\u00e7as normalmente educadas em classes regulares e a desenvolverem habilidades de participa\u00e7\u00e3o ativa em atividades escolares.<\/p>\n<p><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><i><b>1.2- Na Perspectiva do Aluno:<\/b><\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> York et al. (1992) entrevistaram alunos de quarta e quinta s\u00e9ries que tinham colegas com &#8220;necessidades especiais&#8221; nas suas salas de aula. Es<br \/>\nse<br \/>\ns alunos afirmaram que em um ano os alunos com &#8220;necessidades especiais&#8221; tinham se tornado mais soci\u00e1veis, mais comunicativos e tinham reduzido significantemente os comportamentos considerados inapropriados para a cooperativa participa\u00e7\u00e3o na sala de aula regular, como por exemplo balan\u00e7ar o corpo ou as m\u00e3o ou fazer sons e ru\u00eddos.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><br \/><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><i><b>1.3- Na Perspectiva dos Pais:<\/b><\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> Davern (1994) entrevistou vinte e um pais de alunos com profunda e leve defici\u00eancia que estavam sendo educados em classes regulares. Estes pais reportaram que os beneficios da inclus\u00e3o dos seus filhos eram vis\u00edveis na communica\u00e7\u00e3o e sociabilidade ques eles passaram a demonstrar. Os pais neste estudo tamb\u00e9m disseram que se sentiram muito mais encorajados pela escola \u00e0 participar da educa\u00e7\u00e3o de seus filhos quando estes foram inclu\u00eddos em salas de aulas regulares. Em um outro estudo desenvolvido por Ryndack e seus colegas (1995) entrevistas com treze pais de alunos com defici\u00eancias mental, f\u00edsica e motora profundas e educados em classes regulares, indicaram que estes alunos desenvolveram habilidades sociais, acad\u00eamicas e de comunica\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m um senso de auto-aceita\u00e7\u00e3o e auto-valoriza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\"><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\">  <span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><b>Os Benef\u00edcios  da Inclus\u00e3o para os Alunos sem &#8220;Necessidades Especiais&#8221;<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\"><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><i><b>2.1- Na Perspectiva do Professor:<\/b><\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> York et al. (1992) entrevistas com professores sobre os benef\u00edcios de inclus\u00e3o para os alunos sem &#8220;necessidades especiais&#8221; concluiram que essess alunos tornaram-se mais sens\u00edveis as quest\u00f5es de discrimina\u00e7\u00f5es que acontecem no coditiano e muito mais cr\u00edticos sobre as formas de estere\u00f3tipos produzidas socialmente. Os 19 professores entrevistados por Giangreco e seus colegas (1993) afirmaram que os estudantes sem &#8220;necessidades especiais&#8221; desenvolveram abilidades de aceita\u00e7\u00e3o e flexibilidade que s\u00e3o consideravelmente importantes para a vida em sociedade democr\u00e1tca. Downing et al. (1996) entrevistando professores sobre esta quest\u00e3o confirmou os achados dos estudos anteriores e tamb\u00e9m acrescentou que os professores perceberam que os alunos sem &#8220;necessidades especiais&#8221;educados em conjunto com alunos com &#8220;necessidades especiais&#8221; desenvolveram maior habilidade para lideran\u00e7a e coopera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><br \/><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><i><b>2.2- Na Perspectiva do Aluno:<\/b><\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> Helmstetter, Peck e Giangreco (1994) fizeram uma pesquisa envolvendo 166 alunos do segundo grau nas escolas Americanas dos Estados Unidos para saberam o qu\u00ea eles tinham a dizer sobre ter colegas com defici\u00eancias mental, f\u00edsica e motora profundas ou em suas salas de aula. Os resultados destas pesquisas apontaram para a mudan\u00e7a de atitude destes jovens em relac\u00e3o as pessoas &#8220;portadoras de defic\u00eancia&#8221;. Estes alunos passaram a valorizar as pessoas pela contribui\u00e7\u00e3o que elas tem a dar, passaram a ser mais tolerantes com exist\u00eancia de &#8220;diferen\u00e7as&#8221;, e passaram a valorizar a diversidade da condi\u00e7\u00e3o de ser humano. Staub et al. (1994) estudou por tr\u00eas anos o desenvolvimento de uma amizade entre quatro alunos com Syndrome de Down e Autismo e quatro alunos sem defici\u00eancias. Este estudo demonstrou que s\u00f3 foi poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o destes la\u00e7os afetivos de amizade entre indiv\u00edduos com e sem defici\u00eancias porque estes foram inclu\u00eddos em um processo ativo e cooperativo de aprendizagem.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><br \/><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><i><b>2.3- Na Perspectiva dos Pais:<\/b><\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> Peck, Carlson e Helmstter (1992) pesquisou a vis\u00e3o dos pais de 125 crian\u00e7as na pr\u00e9-escola consideradas sem defici\u00eancias que tinham colegas na sala de aula com profunda f\u00edsica-motora ou mental defici\u00eancias, os resultados destas pesquisas indicaram que os pais destas crian\u00e7as aprovaram entusiasmadamente a proposta de inclus\u00e3o, pois eles observaram as seguintes mudan\u00e7as nos seus filhos: 1) Mais aceita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a diferen\u00e7as individuais. 2) As crian\u00e7as se tornaram mais conscientes a respeito das necessidades dos outros. 3) As crian\u00e7as se tornaram mais confort\u00e1veis na presen\u00e7a de pessoas que usam cadeiras de rodas, aparelhos de surdez, braile, ou outro qualquer necess\u00e1rio instrumento que facilite a participa\u00e7\u00e3o destas crian\u00e7as nas atividades de sala de aula. 4) Estas crian\u00e7as se mostraram mais volunt\u00e1rias a ajudar os outros. 5) Estas crian\u00e7as desenvolveram uma postura cr\u00edtica contra preconceitos \u00e0 pessoas com defici\u00eancia.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><br \/><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><b>Todos estes estudos nos mostram que a inclus\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel e que a inclus\u00e3o aumenta as possibilidades dos individuos identificados com necessidades especiais de estabelecer la\u00e7os de amizade significativos, de desenvolverem-se f\u00edsica e cognitivamente e de serem membros ativos na constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos.<\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> Portanto, a pergunta inicial deste texto &#8211; <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><b>&#8220;Por que Inclus\u00e3o?&#8221;<\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> &#8211; pode ser respondida simplesmente desta forma: <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><b>&#8220;Porque inclus\u00e3o funciona.&#8221;<\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> O principal ponto da pedagogia de inclus\u00e3o \u00e9 que todos os indiv\u00edduos podem aprender uma vez que n\u00f3s professores identificamos <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><b>o que estes indiv\u00edduos sabem, planejamos em torno deste pr\u00e9vio conhecimento, e conhecemos o estilo de aprender e as necessidades individuais dos nossos alunos.<\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> Todos os alunos podem se beneficiar das metodologias de inclus\u00e3o e todos podem descobrir juntos que existem diferentes ingredientes<\/p>\n<p> para diferentes b\u00f4los. Escolas devem se torna um lugar de aprendizagem para todos. N\u00f3s n\u00e3o podemos nos dar ao luxo de criar curr\u00edculos e programas educacionais que somente favorecem uma parcela privilegiada da sociedade, seja em termos econ\u00f4micos ou em termos de abilidades f\u00edsicas e cognitivas. N\u00f3s precisamos ter curr\u00edculos e programas que proporcionem uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade para todos. Aos educadores devem ser dados os instrumentos necess\u00e1rios para que eles possam ver a todos os alunos, incluindo os alunos com defici\u00eancia, com um potencial ilimitado de aprender. <\/span><\/span><\/span> <\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"><\/p>\n<p><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"> <\/span><\/span> <\/p>\n<ul>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Davern,  L. (1994). Parent&#8217;s Perspectives on Relationships with Professionals  in Inclusive Educational Settings. Dissertation Abstracts  International, 9522518 <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Downing,  J., Eichinger, J., &amp; Williams, L. (1996). Inclusive Education  for Students with Severe Disabilities: Comparative views of  principals and educadors at different levels of implementation.  Remedial and Special Education, Manuscript submitted for  publication. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Giangreco,  M. F., Cloninger, C., &amp; Iverson, V. (1993). Choosing Options and  Accommodations for Children: A guide to planning inclusive  education. Baltimore: Paul H. Brookes Publishing Co. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Giangreco,  M. F., Dennis, R., Cloninger, C., Edelman, S., &amp; Schattman, R.  (1993). I&#8217;ve counted Jon: Transformational experiences of teachers  educating students with disabilities. Exceptional Children, 59,  359-372. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Helmstetter,  E., Peck, C.A., Giangreco, M. F. (1994). Outcomes of interactions  with peers with moderate or severe disabilities: A statewide survey  of high school students. Journal of The Association for Persons with  Severe Handicaps, 19, 263-276. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Hunt,  P., Farron-Davis, F., Beckstead, S., Curtis, D., &amp; Goetz, L.  (1994). Evaluating the effects of placement of students with severe  disabilities in general education versus special education classes.  Journal of The Association for Persons with Severe Handicaps, 19,  200-214. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Janzen,  L., Wilgosh, L., &amp; McDonald, L. (1995). Experiences of classroom  teachers integrating students with moderate and severe disabilities.  Developmental Disabilities Bulletin, 23(1), 40-57. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Peck,  C.A., Carlson, P., &amp; Helmstetter, E. (1992). Parent and teacher  perceptions of outcomes from typically developing children enrolled  in integrated early childhood programs: A statewide survey. Journal  of Early Intervention, 16(1), 53-63. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Ryndak,  D.L., Downing, J. Jacqueline, L.R., &amp; Morrison, A.P. (1995).  Parent&#8217;s perceptions after inclusion of their child with moderate or  severe disabilities in general education settings. Journal of The  Association for Persons with Severe Handicaps,20, 147-157. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Staub,  D., Schwartz, I.S., Gallucci, C., &amp; Peck, C.A. (1994). Four  portraits of Friendship at an inclusive school. Journal of The  Association for Persons with Severe Handicaps, 19, 314-325. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Snell,  M.E. (1993). Instruction of Students with Severe Disabilities. New  Jersey, Merril Prentice-Hall, Inc. <\/span><\/span>  <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\"><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\"><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" align=\"justify\" lang=\"pt-BR\"> <span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><b>Cartilha &#8211; O Acesso de Alunos com Defici\u00eancia \u00e0s Escolas e Classes Comuns da Rede Regular<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" lang=\"pt-BR\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">Livreto de 60 p\u00e1ginas, publicado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, com apoio do MEC, que apresenta um referencial para a constru\u00e7\u00e3o dos sistemas educacionais inclusivos, organizados para atender o conjunto de necessidades e caracter\u00edsticas de todos os cidad\u00e3os. Elaborado por profissionais de diversas \u00e1reas e institui\u00e7\u00f5es ligadas a pessoas com defici\u00eancia, faz uma an\u00e1lise da legisla\u00e7\u00e3o pertinente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o especial e orienta\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas que discutem a pr\u00e1tica dos educadores. Pode ser acessada, baixada e reproduzida livremente, a partir do link abaixo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\" lang=\"pt-BR\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\">http:\/\/www.pgr.mpf.gov.br\/pgr\/pfdc\/grupos_atividades\/deficiencia\/cartilha_acesso_deficientes.pdf<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom:0;\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\">Forum Inclus\u00e3o &#8211; Grupo de Discuss\u00e3o sobre Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva &#8211; <\/span><\/span><\/span><span style=\"color:#003399;\"><span style=\"text-decoration:none;\"><a href=\"mailto:foruminclusao-subscribe@yahoogrupos.com.br\"><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\">foruminclusao-subscribe@yahoogrupos.com.br<\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span lang=\"pt-BR\"> <\/span><\/span><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heloiza BarbosaMestre em Educa\u00e7\u00e3o Especial &#8211; Lesley College, EUA Refletir sobre as quest\u00f5es de uma escola de qualidade para todos, incluindo alunos e professores, atrav\u00e9s da perspectiva socio-cultural significa que n\u00f3s temos de considerar, dentre outros fatores, a vis\u00e3o ideol\u00f3gica de realidade constru\u00edda s\u00f3cio e culturalmente por aqueles que s\u00e3o respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o. 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