{"id":7021,"date":"2009-04-17T10:53:51","date_gmt":"2009-04-17T10:53:51","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=7021"},"modified":"2009-04-17T10:53:51","modified_gmt":"2009-04-17T10:53:51","slug":"tecnicas-de-orientacao-e-apoio-para-o-relacionamento-com-o-deficiente-um-resumo-por-sandra-hoffman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7021","title":{"rendered":"T\u00e9cnicas de orienta\u00e7\u00e3o e apoio para o relacionamento com o deficiente, um resumo por Sandra Hoffman"},"content":{"rendered":"<p>T\u00e9cnicas de Orienta\u00e7\u00e3o e Apoio para o relacionamento com o deficiente, um resumo por Sandra Hoffman<\/p>\n<p>H\u00e1 algum tempo, li o livro &#8220;T\u00e9cnicas de Orienta\u00e7\u00e3o e Apoio para o<br \/>\nRelacionamento com o Deficiente&#8221;, escrito por Thomas POWELL e PEGGY<br \/>\nAHRENHOLD OGLE. Fiz um resumo, pois o livro \u00e9 extenso. Espero que este<br \/>\nresumo seja \u00fatil. N\u00e3o disponibilizo o livro, pois o mesmo est\u00e1 em vers\u00e3o<br \/>\neletr\u00f4nica (uma vez que sou cega) e sua digitaliza\u00e7\u00e3o apresenta algumas<br \/>\ninvers\u00f5es gr\u00e1ficas. No entanto, envio a refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica do<br \/>\nlivro.<\/p>\n<p>Boa leitura e muita paz e luz.<\/p>\n<p>Sonia Hoffmann<\/p>\n<p>T\u00e9cnicas de Orienta\u00e7\u00e3o e Apoio para o Relacionamento com o Deficiente<br \/>\nThomas H. POWELL e PEGGY AHRENHOLD OGLE. Fiz um resumo, pois o livro \u00e9<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: L=C9A E. PASSALACQUA<br \/>\nT\u00edtulo Original: Brothers &amp; Sisters &#8211; A special part of exceptional =<br \/>\nfamilies, de Thomas H. Powell e Peggy Ahrenhold Ogle.<br \/>\n1985 by Paul H. Brookes Publishing Co., Inc.<br \/>\n1992 por Editorial Norma S.A.<br \/>\nPRODU\u00c7\u00c3O EDITORIAL. Editora Maltese<\/p>\n<p>Os irm\u00e3os desempenham um papel important\u00edssimo em nossas vidas: eles<br \/>\nconhecem-nos como ningu\u00e9m, constituindo nossa primeira rela\u00e7\u00e3o social, e<br \/>\nsua influ\u00eancia inicial afeta-nos durante toda a nossa vida. Geralmente,<br \/>\nos relacionamentos que temos com nossos irm\u00e3os s\u00e3o os mais duradouros ao<br \/>\nlongo de nossa vida. O relacionamento entre irm\u00e3os e irm\u00e3s em que um<br \/>\ndeles tem uma defici\u00eancia assume um novo significado e um novo sentido.<br \/>\nTal como os pais de crian\u00e7as com defici\u00eancia, as pessoas que t\u00eam irm\u00e3os<br \/>\ne irm\u00e3s com defici\u00eancias necessitam de aten\u00e7\u00e3o, de compreens\u00e3o e de<br \/>\napoio especiais. Acima de tudo, sua contribui\u00e7\u00e3o singular para o sistema<br \/>\nfamiliar precisa ser reconhecida.<\/p>\n<p>Quando trabalhamos com irm\u00e3os e suas familias, \u00e9 necess\u00e1rio<br \/>\nreconhecer dois aspectos importantes: os irm\u00e3os de deficientes parecem<br \/>\ncompartilhar as mesmas experi\u00eancias e necessidades; os irm\u00e3os geralmente<br \/>\ndiscutem os mesmos receios, problemas e alegrias. Embora os irm\u00e3os<br \/>\npossam ter preocupa\u00e7\u00f5es, necessidades e experi\u00eancias semelhantes, a<br \/>\nintensidade e dura\u00e7\u00e3o dessas experi\u00eancias variam de pessoa para pessoa.<br \/>\nCada irm\u00e3o \u00e9 membro de um sistema familiar \u00fanico; a influ\u00eancia imediata<br \/>\ne futura que a crian\u00e7a deficiente ter\u00e1 sobre o irm\u00e3o ou a irm\u00e3 depende<br \/>\nde uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas individuais do sistema familiar.<\/p>\n<p>Demorou muito tempo para que se reconhecesse que irm\u00e3s e irm\u00e3os de<br \/>\ncrian\u00e7as com defici\u00eancias s\u00e3o pessoas importantes no quadro total da<br \/>\n&#8220;excepcionalidade&#8221; humana. Eles t\u00eam necessidades especiais que devem ser<br \/>\nreconhecidas e satisfeitas, uma vez que sua capacidade de contribuir<br \/>\npara o crescimento e para a felicidade do irm\u00e3o deficiente \u00e9 substancial<br \/>\ne seu investimento \u00e9 grande, tendo direito a assist\u00eancia e<br \/>\napoio. (Allen C. Crocker, 1983).<\/p>\n<p>Fam\u00edlias e irm\u00e3os<\/p>\n<p>H\u00e1 algo de \u00fanico e especial em crescer numa fam\u00edlia em que o irm\u00e3o ou a<br \/>\nirm\u00e3 tem uma defici\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil compreender exatamente por que o<br \/>\nrelacionamento entre irm\u00e3os se altera quando a crian\u00e7a tem uma<br \/>\ndefici\u00eancia: talvez seja devido \u00e0 tens\u00e3o sentida pelos irm\u00e3os; talvez<br \/>\nporque os irm\u00e3os passam mais tempojuntos ou passam menos tempo juntos;<br \/>\nporque dependem mais uns dos outros.<\/p>\n<p>Durante muitos anos, os profissionais mantiveram uma vis\u00e3o fragmentada<br \/>\ndas familias que t\u00eam filhos com defici\u00eancias e, assim, pouca aten\u00e7\u00e3o foi<br \/>\ndada aos irm\u00e3os (Seligman, 1983; Trevino, 1979).<\/p>\n<p>Os profissionais come\u00e7aram a fazer perguntas a irm\u00e3os para aprender<br \/>\na ajud\u00e1-los a lidar eficazmente com sua situa\u00e7\u00e3o. Sullivan (1979) sugere<br \/>\nperguntas como: como voc\u00ea acha que sua comunidade encara sua fam\u00edlia,<br \/>\nquando v\u00ea negada a seu irm\u00e3o a oportunidade de ir \u00e0 escola que todas as<br \/>\noutras crian\u00e7as frequentam?&#8230; Como isso afeta sua maneira de encarar e<br \/>\naceitar a paternidade? Deixa uma marca para toda a vida? Shapiro ( 1983)<br \/>\nsugeriu perguntas como as seguintes: como voc\u00ea percebeu que seu irm\u00e3o<br \/>\nera deficiente? foram-lhe atribu\u00eddas responsabilidades especiais como<br \/>\nresultado direto da condi\u00e7\u00e3o de seu irm\u00e3o? voc\u00ea se oferece<br \/>\nespontaneamente para ajudar seu irm\u00e3o deficiente = ou mandam-lhe que o<br \/>\nfa\u00e7a? observando os relacionamentos de sua familia, voc\u00ea acha que foram<br \/>\nafetados pela condi\u00e7\u00e3o de seu irm\u00e3o? h\u00e1 alguma diferen\u00e7a quando o irm\u00e3o<br \/>\n\u00e9 mais velho do que voc\u00ea? Ou mais mo\u00e7o? a fam\u00edlia tornou-se mais unida?<br \/>\nMenos? quais os efeitos financeiros sobre voc\u00ea, sua instru\u00e7\u00e3o, suas<br \/>\natividades? voc\u00ea foi inclu\u00eddo nos planos feitos para seu irm\u00e3o (exemplo:<br \/>\ntestamento dos pais, tutela, cuidados tempor\u00e1rios, transporte,<br \/>\nf\u00e9rias)? voc\u00ea sente ansiedade ou receio ao pensar na \u00e9poca em que ter\u00e1<br \/>\nque assumir a responsabilidade por ele? o fato de ter um irm\u00e3o<br \/>\ndeficiente afetou sua vida social, suas rela\u00e7\u00f5es sociais, seus namoros?<br \/>\nvoc\u00ea observa mudan\u00e7as no comportamento de outras pessoas com rela\u00e7\u00e3o a<br \/>\nvoc\u00ea quando ficam sabendo que voc\u00ea tem um irm\u00e3o deficiente? a presen\u00e7a<br \/>\ndesse irm\u00e3o afetou seus objetivos e planos para o futuro? a presen\u00e7a<br \/>\ndele teve influ\u00eancia sobre a escolha de sua profiss\u00e3o?<\/p>\n<p>Os irm\u00e3os t\u00eam muita coisa a compartilhar e muito a ensinar: podem<br \/>\norientar as a\u00e7\u00f5es de pais e profissionais para que possam atender a suas<br \/>\nnecessidades. Temos de aprender a ouvir. Ouvindo atentamente suas<br \/>\nhist\u00f3rias e estudando suas experi\u00eancias, aprendemos a reduzir ao m\u00ednimo<br \/>\nas situa\u00e7\u00f5es problem\u00e1ticas e aumentar ao m\u00e1ximo suas oportunidades de<br \/>\ncrescimento. Com suas experi\u00eancias coletivas, podemos come\u00e7ar a ajudar<br \/>\nos outros irm\u00e3os na transforma\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia angustiosa e<br \/>\nestafante em uma situa\u00e7\u00e3o gratificante.<\/p>\n<p>Bodenheimer (1979) fala sobre sua preocupa\u00e7\u00e3o com o diagn\u00f3stico e<br \/>\netiologia da defici\u00eancia do irm\u00e3o Chris (autista): era mais dif\u00edcil<br \/>\nouvir dos<br \/>\nprofissionais consultados informa\u00e7\u00f5es confusas e conflitantes&#8230;<\/p>\n<p>Algo especialmente dif\u00edcil com um irm\u00e3o autista \u00e9 a presente quest\u00e3o da<br \/>\netiologia. Por qu\u00ea? Para uma crian\u00e7a, \u00e9 dif\u00edcil viver com algu\u00e9m que tem<br \/>\ndificuldades de aprendizagem, agita-se e age de maneira estranha sem que<br \/>\nningu\u00e9m saiba por qu\u00ea. As crian\u00e7as esperam que os adultos tenham as<br \/>\nrespostas, mas frequentemente, no caso da crian\u00e7a autista, os irm\u00e3os t\u00eam<br \/>\nde enfrentar sozinhos esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>McCallum (1981), ao saber que seu irm\u00e3o menor era surdo e cego, revela<br \/>\nque, por isto, foi invadido por receios, esperan\u00e7as e expectativas em<br \/>\nrela\u00e7\u00e3o a sua futura esposa &#8211; ele precisava de uma jovem disposta a<br \/>\nolhar para uma crian\u00e7a que sacudia o punho para a luz e gritava; uma<br \/>\ncrian\u00e7a que disparava de um quarto para outro sentada. Precisava de<br \/>\nalgu\u00e9m disposta a ver aquilo tudo e mesmo assim consider\u00e1-lo um ser<br \/>\nhumano; precisava de algu\u00e9m com disponibilidade para suportar a carga de<br \/>\ncuidar do irm\u00e3o se houvesse a necessidade de assumir essa<br \/>\nresponsabilidade.<\/p>\n<p>Alguns irm\u00e3os falam das responsabilidades e cargas extras que surgem em<br \/>\nconsequ\u00eancia da condi\u00e7\u00e3o especial do seu irm\u00e3o ou irm\u00e3. Hayden (1974),<br \/>\nirm\u00e3 de uma crian\u00e7a surda, menciona algumas responsabilidades impostas<br \/>\nquando era muito pequena e algumas das expectativas de seus pais:<br \/>\ntornou-se a \u00fanica ajudante da m\u00e3e e o papel de segunda m\u00e3e da irm\u00e3<br \/>\nenvolvia um certo prest\u00edgio e uma grande responsabilidade. &#8220;Enquanto<br \/>\ncuidava dela, poderia estar brincando com crian\u00e7as da minha idade. E,<br \/>\nassim como uma m\u00e3e serve de exemplo para seus filhos, eu tinha de ser<br \/>\numa menininha excepcionalmente &#8220;boa&#8221;. Entretanto, os altos padr\u00f5es<br \/>\nestabelecidos por minha m\u00e3e para meu comportamento n\u00e3o se relacionavam<br \/>\napenas com o exemplo; suas raz\u00f5es tamb\u00e9m eram pr\u00e1ticas. O comportamento<br \/>\nimpetuoso de Mindy deixava-lhe pouca paci\u00eancia, energia ou tempo para<br \/>\nsuportar minhas bobagens&#8230; A responsabilidade que eu sentia por Mindy<br \/>\nera tremenda. Um ano, quando entre minhas obriga\u00e7\u00f5es de &#8220;bab\u00e1&#8221; eu tinha<br \/>\nde vigiar periodicamente minha irm\u00e3, ela sumiu. Depois de uma busca<br \/>\nminuciosa, mas sem resultados pela vizinhan\u00e7a, minha m\u00e3e disse-me,<br \/>\nhist\u00e9rica, que se algo acontecesse com Mindy eu seria a culpada.<br \/>\nSenti-me apavorada e cheia de culpa. Eu tinha 7 anos&#8221; (p. 27).<\/p>\n<p>Myers (1978) chama a aten\u00e7\u00e3o para a responsabilidade adicional<br \/>\natribu\u00edda aos irm\u00e3os e para a press\u00e3o exercida sobre eles para<br \/>\namadurecerem rapidamente: seu papel era estar sempre por perto para<br \/>\najudar a cuidar do irm\u00e3o com defici\u00eancia; era chamado de &#8220;bra\u00e7o<br \/>\ndireito&#8221;; o pr\u00f3prio irm\u00e3o o chamava de &#8220;papai&#8221;; nunca sentiu-se vestido<br \/>\ncomo uma crian\u00e7a, confort\u00e1vel nas roupas que usava; n\u00e3o sabia se devia<br \/>\nagir como um menino ou um adolescente &#8211; era um homenzinho.<\/p>\n<p>Zatlow ( 1982), embora compartilhe com o irm\u00e3o autista um relacionamento<br \/>\ncarinhoso, lembradas terr\u00edveis necessidades do irm\u00e3o e de suas<br \/>\nresponsabilidades: &#8220;Doug n\u00e3o dava descanso. Dia ap\u00f3s dia, suas<br \/>\nnecessidades tinham de ser satisfeitas independentemente de nossos<br \/>\ndesejos. Ele sempre estava em primeiro lugar&#8230; Como a presen\u00e7a de<br \/>\nDouglas dominava tudo, eu n\u00e3o tinha tempo para mim. Nessas condi\u00e7\u00f5es, a<br \/>\ninf\u00e2ncia assume uma dimens\u00e3o constrangedora. Um irm\u00e3o sem o direito<br \/>\nfundamental de ser uma crian\u00e7a. Uma oportunidade de convidar amigos nem<br \/>\nsempre se materializava, porque as visitas dependiam da disposi\u00e7\u00e3o e do<br \/>\ncomportamento de meu irm\u00e3o. Minhas sa\u00eddas eram reguladaa pela<br \/>\nnecessidade que minha m\u00e3e tinha de minha ajuda em tudo. Minha m\u00e3e<br \/>\napelidou-me de &#8220;a outra m\u00e3e&#8221; quando assumi minhas responsabilidades com<br \/>\nseriedade e maturidade superiores a meus poucos anos. Infelizmente, esse<br \/>\ncomportamento tornou-se uma norma de vida&#8221; (p.32).<\/p>\n<p>Helsel ( 1978), irm\u00e3 de algu\u00e9m com defici\u00eancia mental, epil\u00e9tico e<br \/>\nparalisia cerebral, conta do seu constrangimento: &#8220;tinha certeza de que<br \/>\ntodos notavam as evidentes defici\u00eancias de meu irm\u00e3o e depois ficavam<br \/>\nimaginando o que havia de errado com o resto da familia&#8221; (p.32).<\/p>\n<p>Hayden (1974) relata seus sentimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aten\u00e7\u00e3o desigual<br \/>\ndada \u00e0 irm\u00e3 com surdez: &#8220;tudo o que Mindy fazia era aceito com grande<br \/>\nentusiasmo por nossos pais. Em contraste, a rea\u00e7\u00e3o de mam\u00e3e e papai a<br \/>\nminhas realiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o passava de um mero tapinha nas costas. Esperavam<br \/>\nque eu me portasse bem em qualquer circunst\u00e2ncia. Eu queria que meus<br \/>\npais ficassem entusiasmados com o que eu fazia tamb\u00e9m&#8230; Eu queria que<br \/>\nme dessem aten\u00e7\u00e3o (p. 33).<\/p>\n<p>Laureys (1982), irm\u00e3o de uma pessoa autista, sugere que a experi\u00eancia de<br \/>\nter um irm\u00e3o com defici\u00eancia varia entre as fam\u00edlias. Ainda lembra da<br \/>\ngrande diferen\u00e7a entre a maneira como os irm\u00e3os mais velhos e os mais<br \/>\njovens reagem a esta situa\u00e7\u00e3o: &#8220;como ele era mais mo\u00e7o e bastante<br \/>\npassivo, n\u00f3s, os irm\u00e3os mais velhos, pod\u00edamos explicar que ele era nosso<br \/>\nlindo irm\u00e3ozinho retardado, que apenas agia de maneira um tanto<br \/>\n&#8220;estranha&#8221;. Mais tarde, nossos amigos acharam que ele era realmente<br \/>\nlegal, porque era grande entendedor de rock and roll. Al\u00e9m disso, havia<br \/>\na seguran\u00e7a do n\u00famero&#8230; com todos aqueles irm\u00e3os por perto, poucas<br \/>\ncrian\u00e7as ignorantes ousariam ca\u00e7oar dele. Mas, para a metade mais jovem<br \/>\nda famlia, a coisa era um pouco diferente. Como explicar aos amigos que<br \/>\naquele sujeito grande (1,60m, 80kg) e forte, de apar\u00eancia normal, que<br \/>\ncorria pela casa emitindo sons incompreens\u00edveis e batendo bolinhas de<br \/>\nalgod\u00e3o, realmente n\u00e3o fazia mal a ningu\u00e9m? Alguns de seus amigos<br \/>\n(especialmente as meninas) ficavam apavorados! Depois que explic\u00e1vamos a<br \/>\nsitua\u00e7\u00e3o de Brian, muitos compreendiam&#8230; Alguns n\u00e3o&#8221; (p.34).<\/p>\n<p>HIein (1972) relatou que Richard, cujo irm\u00e3o perdera parcialmente a<br \/>\naudi\u00e7\u00e3o e apresentava graves defici\u00eancias fisicas, sofria ao v\u00ea-lo ser<br \/>\nprovocado no recreio: &#8220;fizeram uma roda em torno de meu irm\u00e3o e<br \/>\ncome\u00e7aram a olhar para ele. Eu n\u00e3o sabia o que fazer. Por um lado, tinha<br \/>\nvontade de dizer alguma coisa, e fico perturbado agora ao pensar no que<br \/>\nqueria dizer: &#8220;Jim, depressa, saia daqui&#8221;. Mesmo agora, que estou<br \/>\ndizendo, \u00e9 totalmente revoltante, e ao mesmo tempo eu queria dizer a<br \/>\ntodos aqueles meninos: &#8220;Se voc\u00eas n\u00e3o se mexerem agora, vou atir\u00e1-los<br \/>\ntodos do outro lado da cerca&#8221;. Mesmo agora, n\u00e3o resolvi &#8211; mais do que<br \/>\nqualquer outra coisa, isso me mostra que ainda n\u00e3o aceitei realmente a<br \/>\nsitua\u00e7\u00e3o toda. Al\u00e9m disso, isso me d\u00e1 uma id\u00e9ia do que meu irm\u00e3o tem de<br \/>\npassar (p34).<\/p>\n<p>Outros irm\u00e3os relataram problemas com crian\u00e7as que provocavam e<br \/>\nca\u00e7oavam do irm\u00e3o deficiente. Seligman (1983) observa que muitos irm\u00e3os<br \/>\nencontram-se diante de duas obriga\u00e7\u00f5es. Os pais exigem que protejam a<br \/>\ncrian\u00e7a; os companheiros incitam-nos a evit\u00e1-la; Com isto, surgem<br \/>\nsentimentos confusos (ao mesmo tempo, raiva e amor) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0<br \/>\ncrian\u00e7a deficiente.<\/p>\n<p>Bodenheimer ( 1979) destaca o importante papel representado por seus<br \/>\npais no processo de aceita\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o autista: &#8220;com o tempo, eles me<br \/>\najudaram a compreender que o melhor que poder\u00edamos fazer era satisfazer<br \/>\nas necessidades dele, desfrutar sua envolvente personalidade e aceitar o<br \/>\nque parecia imposs\u00edvel mudar. O exemplo de aten\u00e7\u00e3o carinhosa<br \/>\npermanentemente apresentado por nossos pais tornou mais f\u00e1cil, para meu<br \/>\nirm\u00e3o e para mim, chegar a essa aceita\u00e7\u00e3o (p.35).<\/p>\n<p>Alguns irm\u00e3os revelam seus ci\u00fames iniciais e a posterior compreens\u00e3o das<br \/>\nnecessidades do irm\u00e3o com defici\u00eancia. O irm\u00e3o de Mark tinha a s\u00edndrome<br \/>\nde Down e morreu aos 6 anos devido complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas. &#8220;Uma coisa<br \/>\nque eu n\u00e3o conseguia compreender era por que Chad conseguia o que queria<br \/>\nmais do que eu. Ele tomava sorvete todas as manh\u00e3s no desjejum e era<br \/>\nsempre o primeiro a escolher entre as coisas que papai trazia para casa.<br \/>\nQuando n\u00f3s dois quer\u00edamos o mesmo caderno para colorir ou balas, Chad<br \/>\nsempre tinha a prefer\u00eancia. Na \u00e9poca, nem sempre isso me parecia justo,<br \/>\nmas agora que sou mais velho entendo por qu\u00ea. Tudo isto aconteceu h\u00e1<br \/>\nanos, e posso me lembrar de algumas coisas como se fosse ontem, enquanto<br \/>\nh\u00e1 outras das quais mal me lembro. Mas percebo agora, mais do que h\u00e1<br \/>\nanos, o quanto Chad significava para mim. Tudo isto pode ter acontecido<br \/>\nh\u00e1 muito tempo, mas as lembran\u00e7as de Chad ficar\u00e3o sempre armazenadas no<br \/>\nmeu c\u00e9rebro e jamais o esquecerei (M. Langston, comunica\u00e7\u00e3o pessoal, =<br \/>\n24 de abril de 1984, p.35)&#8221;.<\/p>\n<p>Alguns irm\u00e3os contam que, embora a experi\u00eancia de ter uma irm\u00e3 ou irm\u00e3o<br \/>\ndeficiente possa \u00e0s vezes ser angustiante, tamb\u00e9m pode ser gratificante.<br \/>\n&#8220;Ter na fam\u00edlia algu\u00e9m &#8220;especial&#8221; para cuidar n\u00e3o s\u00f3 nos faz amadurecer<br \/>\nmais depressa, mas tamb\u00e9m nos d\u00e1 mais experi\u00eancia e uma compreens\u00e3o<br \/>\nmelhor de como lidar com as pessoas&#8221; (Torisky,1979, p. 35).<br \/>\n&#8220;Sempre achei que havia algo muito diferente em nossa fam\u00edlia.<br \/>\nNaturalmente, Cathy era essa diferen\u00e7a. Por causa dela, havia um alto<br \/>\ngrau de singularidade e de intimidade entre n\u00f3s que nos mantinha muito<br \/>\nunidos&#8221; (HIein,1972, p. 35).<\/p>\n<p>Ouvindo, aprendemos que a experi\u00eancia de crescer com um irm\u00e3o ou irm\u00e3<br \/>\ncom defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 facilmente definida e nem unidimensional: \u00e9 uma<br \/>\nexperi\u00eancia complexa e as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o confusas a respeito do irm\u00e3o<br \/>\ndeficiente.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os &#8211; Um relacionamento especial<\/p>\n<p>Uma sociedade sem irm\u00e3os e irm\u00e3s seria tamb\u00e9m uma sociedade sem tias,<br \/>\ntios ou primos. Os irm\u00e3os t\u00eam um relacionamento cont\u00ednuo que n\u00e3o pode<br \/>\nser suprimido; ele permite que dois indiv\u00edduos exer\u00e7am uma consider\u00e1vel<br \/>\ninflu\u00eancia m\u00fatua atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es longitudinais. Os irm\u00e3os exercem<br \/>\ninflu\u00eancias sobre seus irm\u00e3os e irm\u00e3s mesmo antes de nascerem: seus pais<br \/>\ncostumam prepar\u00e1-los para a chegada de um novo irm\u00e3o, ensinando-a a<br \/>\ncompartilhar e a fazer concess\u00f5es. Os irm\u00e3os s\u00e3o agentes de<br \/>\nsocializa\u00e7\u00e3o. Frequentemente, fornecem \u00e0 crian\u00e7a o primeiro e<br \/>\nprovavelmente o mais intenso relacionamento entre iguais que oferece um<br \/>\ncontexto para o desenvolvimento social. Atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es<br \/>\nconstantes, progressivas, os irm\u00e3os ensinam uns aos outros habilidades<br \/>\nsociais. Essas intera\u00e7\u00f5es sociais servem de base para o aprendizado e o<br \/>\ndesenvolvimento ulteriores da crian\u00e7a. Experi\u00eancias relativas a pap\u00e9is<br \/>\nsexuais, moral, motricidade e desenvolvimento da linguagem s\u00e3o todas<br \/>\nencontradas no contexto de intera\u00e7\u00f5es sociais. A intera\u00e7\u00e3o social com<br \/>\nirm\u00e3os desempenha um papel importante no desenvolvimento geral. Os<br \/>\nirm\u00e3os fornecem oportunidades para compartilhar e expressar sentimentos,<br \/>\nexperi\u00eancias de companheirismo, lealdade e rivalidade. Bossard e Boll<br \/>\n(1960) observam que o relacionamento entre irm\u00e3os \u00e9 de &#8220;interdepend\u00eancia<br \/>\nm\u00fatua&#8221;. Os irm\u00e3os, por exemplo, est\u00e3o dispon\u00edveis como companheiros de<br \/>\nbrinquedos e camaradas a longo prazo, compartilhando segredos,<br \/>\najudando-se mutuamente. Expressam seus sentimentos franca e diretamente,<br \/>\nensinam uns aos outros. Atrav\u00e9s de suas intera\u00e7\u00f5es sociais, os irm\u00e3os<br \/>\naprendem a &#8220;dar e receber&#8221;, a compartilhar, a fazer concess\u00f5es. Imitam<br \/>\nuns aos outros. Ensinam uns aos outros as vantagens da colabora\u00e7\u00e3o<br \/>\nm\u00fatua, resolvendo diferen\u00e7as. Esse processo de socializa\u00e7\u00e3o tem uma<br \/>\nprofunda influ\u00eancia sobre a vida dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Din\u00e2mica de intera\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>&#8220;As fam\u00edlias podem ser consideradas um sistema inter-relacionado que<br \/>\nap\u00f3ia a interdepend\u00eancia de seus membros. Cada membro da fam\u00edlia \u00e9 um<br \/>\nelemento essencial do sistema, cuja personalidade e cuj as intera\u00e7\u00f5es<br \/>\nafetam as dos outros membros. Quando um membro da fam\u00edlia muda, todos os<br \/>\noutros membros tamb\u00e9m mudam. As intera\u00e7\u00f5es familiares nunca s\u00e3o t\u00e3o<br \/>\nsimples como podem parecer a princ\u00edpio. A intera\u00e7\u00e3o entre os pais com<br \/>\nfrequ\u00eancia influencia as intera\u00e7\u00f5es entre os pais e os filhos ou entre<br \/>\num pai e um filho. Quando uma crian\u00e7a est\u00e1 aprendendo a falar, por<br \/>\nexemplo, influencia a maneira como os pais e at\u00e9 mesmo os irm\u00e3os se<br \/>\nrelacionam com ela. Igualmente, o relacionamento entre um pai e sua<br \/>\nsegunda filha influencia a intera\u00e7\u00e3o entre as duas irm\u00e3s. Qualquer<br \/>\nmembro da familia exerce influ\u00eancia sobre seu relacionamento individual<br \/>\ncom cada um dos outros. Essa influ\u00eancia, por sua vez, afeta os<br \/>\nrelacionamentos entre os outros membros da familia&#8221; (POWELL e OGLE,<br \/>\n1985, p.43).<\/p>\n<p>Um relacionamento para toda a vida<\/p>\n<p>O relacionamento entre irm\u00e3os, como qualquer relacionamento<br \/>\nsignificativo, tem suas fases: muda e se desenvolve \u00e0 medida que os<br \/>\nirm\u00e3os crescem (tem per\u00edodos de intensa atividade e outros de<br \/>\ninatividade); segue um ciclo de vida pr\u00f3prio (na primeira inf\u00e2ncia, os<br \/>\nirm\u00e3os s\u00e3o fonte constante de companheirismo; quando crian\u00e7as, interagem<br \/>\nfrequentemente, compartilhando n\u00e3o apenas brinquedos, roupas, quartos e<br \/>\npais, mas tamb\u00e9m importantes experi\u00eancias familiares); durante os anos<br \/>\nescolares, os irm\u00e3os come\u00e7am a entrar em contato com pessoas que n\u00e3o<br \/>\npertencem \u00e0 fam\u00edlia, usando as habilidades sociais que aprenderam uns<br \/>\ncom os outros para estabelecer relacionamentos fora do meio familiar; na<br \/>\nadolesc\u00eancia, muitos indiv\u00eduos se revelam ambivalentes com rela\u00e7\u00e3o a seu<br \/>\nrelacionamento com irm\u00e3os e irm\u00e3s;, dependendo, entretanto, dos irm\u00e3os<br \/>\ncomo confidentes e conselheiros (Lamb,1982). Quando adultos, o<br \/>\nrelacionamento entre irm\u00e3os assume novas caracter\u00edsticas: deixam o lar,<br \/>\nestabelecendo vida independente. Irm\u00e3os adultos jovens podem fornecer<br \/>\napoio ou incentivo decisivo. A medida que t\u00eam seus pr\u00f3prios filhos, seus<br \/>\nirm\u00e3os e irm\u00e3s, na qualidade de tios e tias, fornecem experi\u00eancias<br \/>\nsingulares aos filhos uns dos outros. Oferecem uma rede adicional de<br \/>\namor e de apoio aos filhos de seus irm\u00e3os. Na velhice, quando os filhos<br \/>\nse v\u00e3o e os c\u00f4njuges morrem, os irm\u00e3os s\u00e3o um grande apoio<br \/>\n(Cicirelli,1982). Muitas vezes, restabelecem um contato mais pr\u00f3ximo e,<br \/>\nem alguns casos, v\u00e3o morar juntos a fim de oferecer companhia e<br \/>\ncompartilhar as experi\u00eancias finais da vida, como o fizeram na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Fonte: Educa\u00e7\u00e3o Especial em Rede<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e9cnicas de Orienta\u00e7\u00e3o e Apoio para o relacionamento com o deficiente, um resumo por Sandra Hoffman H\u00e1 algum tempo, li o livro &#8220;T\u00e9cnicas de Orienta\u00e7\u00e3o e Apoio para o Relacionamento com o Deficiente&#8221;, escrito por Thomas POWELL e PEGGY AHRENHOLD OGLE. Fiz um resumo, pois o livro \u00e9 extenso. Espero que este resumo seja \u00fatil. 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