{"id":7049,"date":"2009-04-18T18:11:31","date_gmt":"2009-04-18T18:11:31","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=7049"},"modified":"2009-04-18T18:11:31","modified_gmt":"2009-04-18T18:11:31","slug":"do-descobrimento-ate-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7049","title":{"rendered":"Do descobrimento at\u00e9 aqui"},"content":{"rendered":"<p><strong>por Lucio Carvalho<\/strong><\/p>\n<p>Em v\u00e9speras do Dia do \u00cdndio, impressiona a not\u00edcia de que &#8211; como os espartanos faziam no Monte Taijeto &#8211; popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas do Brasil sacrificam crian\u00e7as que nascem com algum tipo de defici\u00eancia. Na verdade fazem isso h\u00e1 anos, e n\u00e3o poucos anos. \u00c9 uma tradi\u00e7\u00e3o cultural que eles querem ver respeitada, tanto que lideran\u00e7as das na\u00e7\u00f5es Yawalapiti, do Mato Grosso, e Kayap\u00f3, do Par\u00e1, denunciaram \u00e0 Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da C\u00e2mara dos Deputados duas organiza\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas que sequestrariam essas crian\u00e7as sob o pretexto de salv\u00e1-las do infantic\u00eddio. Para os ind\u00edgenas em quest\u00e3o, n\u00e3o basta eliminar do conv\u00edvio social crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down e outras defici\u00eancias: elas devem ser mortas. Certamente, em sua mitologia, essas crian\u00e7as representam ser o que, na realidade, n\u00e3o s\u00e3o. S\u00e3o in\u00fameras as vers\u00f5es culturais dadas \u00e0s pessoas com defici\u00eancia. Podem ser anjos, podem ser dem\u00f4nios &#8211; isso n\u00e3o importa tanto quanto o fato de que a sua condi\u00e7\u00e3o humana e seu destino encontram-se na depend\u00eancia de algu\u00e9m que realize essa interpreta\u00e7\u00e3o e tenha o poder de fazer a op\u00e7\u00e3o entre deix\u00e1-las viver ou n\u00e3o. *<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas ainda \u00e9 percebida pela popula\u00e7\u00e3o de um modo geral e tamb\u00e9m por alguns grupos de defesa dos direitos humanos como meramente uma quest\u00e3o conservacionista. Preservar essas pessoas de qualquer rela\u00e7\u00e3o com outros grupos sociais, a pretexto de saldar uma d\u00edvida colonial, significa insistir em que os ind\u00edgenas s\u00e3o seres inferiores, que devem ser tutelados e mantidos conservados, isentos do desafio de dialogar com a diversidade s\u00f3cio-cultural e negando qualquer contribui\u00e7\u00e3o que, por sua parte, possam oferecer \u00e0 sociedade. Coincidentemente, mentalidade semelhante existe ainda hoje tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas com defici\u00eancia, principalmente \u00e0s pessoas com defici\u00eancia intelectual. N\u00e3o por acaso figuravam at\u00e9 o Novo C\u00f3digo Civil, de 2002, praticamente como um grupo \u00fanico, no C\u00f3digo Civil brasileiro de 1916 eram descritos assim: &#8220;s\u00e3o absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 anos, os loucos de todo o g\u00eanero, os surdos-mudos, que n\u00e3o puderem exprimir sua vontade&#8221; e &#8220;os maiores de 16 anos e menores de 21, os pr\u00f3digos (pessoas que assumem comportamentos irrespons\u00e1veis) e os silv\u00edcolas&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar dessa vis\u00e3o datar de 1916 e de uma nova concep\u00e7\u00e3o de direitos humanos haver vicejado no mundo inteiro principalmente a partir do fim da Segunda Guerra Mundial,  com a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos e instrumentos jur\u00eddicos internacionais posteriores a ela (a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos da Crian\u00e7a \u00e9 de 1959 e a recente Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, que \u00e9 o mais recente tratado internacional de direitos humanos incorporado \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o constitucional brasileira, \u00e9 de 2008) e ainda, no caso da legisla\u00e7\u00e3o brasileira, do Estatuto do \u00cdndio, de 1973, a compreens\u00e3o obtida no senso comum e tamb\u00e9m por setores at\u00e9 mesmo dentro do \u00e2mbito jur\u00eddico ainda est\u00e1 muito marcada por essa vis\u00e3o incapacitante. A rela\u00e7\u00e3o que a sociedade brasileira mant\u00e9m com as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, a bem da verdade, ainda est\u00e1 muito bem representada na imagem caricatural do colonizador que troca bugigangas por ouro e prata. Hoje, trocam-se territ\u00f3rios para o agroneg\u00f3cio por muito pouca coisa ou mesmo coisa nenhuma. Al\u00e9m desse ponto, ainda \u00e9 muito t\u00edmida a interlocu\u00e7\u00e3o entre as fronteiras das reservas e, quando ocorre, n\u00e3o poucas vezes \u00e9 no sentido de trazer condutas depredadoras e extrativistas \u00e0s pr\u00f3prias popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, desfazendo sua pr\u00f3pria cultura de rela\u00e7\u00e3o com os recursos naturais. Em ess\u00eancia n\u00e3o h\u00e1 nada de errado nisso &#8211; afinal esse \u00e9 o modo de produ\u00e7\u00e3o dominante do lado de fora da reserva, a n\u00e3o ser que isso desfaz um pouco a aura de ingenuidade perp\u00e9tua que ainda \u00e9 veiculada aos \u00edndigenas de um modo geral. Afinal, isso mostra que as rela\u00e7\u00f5es de trocas (e n\u00e3o apenas as trocas simb\u00f3licas) est\u00e3o acontecendo e marcando em definitivo o presente e o futuro dessas pessoas.<\/p>\n<p>O horror da situa\u00e7\u00e3o vivida por estas crian\u00e7as, como mencionado, ainda traz um outro componente como carona. O fato de que organiza\u00e7\u00f5es vinculadas a institui\u00e7\u00f5es religiosas, sob o pretexto de pr\u00e1ticas de salva\u00e7\u00e3o, estariam agindo criminosamente no sequestro de crian\u00e7as pertencentes a grupos vulner\u00e1veis. Estes fatos est\u00e3o evidentemente ocorrendo \u00e0 margem da legalidade. Nenhuma pessoa, grupo, entidade, institui\u00e7\u00e3o ou governo tem a prerrogativa do sequestro de quem quer que seja. Assim como o infantic\u00eddio agride frontalmente os direitos fundamentais da pessoa humana mesmo em grupos mantidos \u00e0 deriva dos direitos civis, o sequestro \u00e9 crime hediondo. O fato em si invoca a aten\u00e7\u00e3o das autoridades legais porque crimes est\u00e3o sendo cometidos mas, al\u00e9m disso, provocam a sociedade a refletir sobre as situa\u00e7\u00f5es-limite com que se defrontam os direitos humanos.<\/p>\n<p>Se o respeito a diversidade significasse puramente a cristaliza\u00e7\u00e3o dos direitos, muitos outros horrores permaneceriam intocados pela sociedade. Os avan\u00e7os no respeito aos direitos humanos das minorias exclu\u00eddas devem-se mais ao fato de que h\u00e1 um confronto e uma din\u00e2mica social em quest\u00e3o e que seus atores n\u00e3o s\u00e3o apenas o objeto final dos direitos, mas seus agentes. A manuten\u00e7\u00e3o da imagem do bom-selvagem ou do canibal s\u00e3o ambas ret\u00f3ricas do imobilismo. Se como perspectiva futura transparece a manuten\u00e7\u00e3o dessa imagem, \u00e9 sinal de que pouco avan\u00e7ou-se, do descobrimento para c\u00e1, no sentido de apropria\u00e7\u00e3o social dos valores culturais dos povos ind\u00edgenas. Essa manuten\u00e7\u00e3o explica tamb\u00e9m como atos de selvageria como estes podem continuar acontecendo, visto que o tempo hist\u00f3rico de algumas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas permanece como congelado, ao passo em que o mundo transforma-se e novos princ\u00edpios \u00e9tico-pol\u00edticos entre os grupos sociais, baseados em valores e direitos universalizados, s\u00e3o estabelecidos passando a emprestar dignidade, em primeiro lugar, \u00e0s pessoas humanas de modo indistinto.<\/p>\n<p>* A not\u00edcia completa sobre o fato est\u00e1 em <a href=\"http:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/2009\/04\/18\/brasil5_0.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/2009\/04\/18\/brasil5_0.asp<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Lucio Carvalho Em v\u00e9speras do Dia do \u00cdndio, impressiona a not\u00edcia de que &#8211; como os espartanos faziam no Monte Taijeto &#8211; popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas do Brasil sacrificam crian\u00e7as que nascem com algum tipo de defici\u00eancia. 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