{"id":722,"date":"2008-07-24T12:25:00","date_gmt":"2008-07-24T12:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/2008\/07\/24\/quando-exemplos-destes-forem-realidade-em-nosso-pais\/"},"modified":"2008-07-24T12:25:00","modified_gmt":"2008-07-24T12:25:00","slug":"quando-exemplos-destes-forem-realidade-em-nosso-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=722","title":{"rendered":"Quando exemplos destes forem realidade em nosso pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><!-- START OF ACTIVEMETER CODE -->&#8220;Tenho a forte sensa\u00e7\u00e3o de que a dura\u00e7\u00e3o do tempo em que permanecemos  neste<br \/>\nmundo \u00e9 menos importante do que o que fazemos com ele..&#8221;<\/p>\n<p>Ol\u00e1,  meus caros colegas:<\/p>\n<p>Desculpem-me ter andado t\u00e3o longe das listas nos  \u00faltimos tempos. Contudo, agora<br \/>\nestou de volta.<br \/>\nEm meus \u00faltimos estudos,  refletindo a respeito da recente aprovada Conven\u00e7\u00e3o,<br \/>\ndeparei-me com o artigo  abaixo, cuja leitura recomendo fortemente.<br \/>\nOs princ\u00edpios nele exemplificados  tonificam as atitudes em defesa dos direitos<br \/>\ndas pessoas humanas com  defici\u00eancia, lan\u00e7ando luz ao nosso pr\u00f3prio ordenamento<br \/>\njur\u00eddico.<br \/>\nNo artigo  voc\u00eas ler\u00e3o que:<br \/>\n&#8220;Algumas posturas s\u00e3o dif\u00edceis de combater, e hoje as  pessoas continuam a lutar<br \/>\npara acabar com o estigma da defici\u00eancia, n\u00e3o  apenas em ambientes profissionais<br \/>\ne governamentais, mas tamb\u00e9m entre colegas  e at\u00e9 mesmo familiares.<br \/>\nFui consultor jur\u00eddico adjunto em um processo de  cust\u00f3dia entre os pais de dois<br \/>\nmeninos pequenos, Mike e Sam. Mike tinha  diagn\u00f3stico de autismo e freq\u00fcentava a<br \/>\nescola para atender \u00e0s suas  necessidades educacionais e sociais. Em audi\u00eancia no<br \/>\ntribunal ligada ao  processo de div\u00f3rcio, o pai disse em ju\u00edzo que acreditava que<br \/>\no autismo de  Mike estava prejudicando o desenvolvimento de Sam. Ele pediu a<br \/>\ncust\u00f3dia de  Sam. O juiz atendeu ao pedido e as crian\u00e7as foram separadas. A<br \/>\ndecis\u00e3o do  tribunal de separar os irm\u00e3os foi baseada em um pressuposto n\u00e3o<br \/>\ncomprovado do  impacto negativo de se ter um filho com autismo na fam\u00edlia. O juiz<br \/>\nn\u00e3o  encontrou problemas na cust\u00f3dia da m\u00e3e, mas desprezou o direito de os  irm\u00e3os<br \/>\nviverem juntos.<\/p>\n<p>Recorremos contra a senten\u00e7a dada pelo juiz e o  Tribunal de Recursos da<br \/>\nCalif\u00f3rnia concordou com nosso posicionamento. A  subseq\u00fcente reuni\u00e3o dos irm\u00e3os<br \/>\nMike e Sam nos faz lembrar que os direitos dos  portadores de defici\u00eancia<br \/>\ncontinuam a ter rela\u00e7\u00e3o tanto com a luta contra o  preconceito quanto com a<br \/>\nsupera\u00e7\u00e3o de barreiras f\u00edsicas no mundo. Tenho  certeza que alcan\u00e7aremos as<br \/>\naspira\u00e7\u00f5es da ADA. O modo como lidamos com essas  quest\u00f5es \u00e9 que definir\u00e1 a vida<br \/>\ndas crian\u00e7as de futuras gera\u00e7\u00f5es que nascerem  portadoras de defici\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O mandato de integra\u00e7\u00e3o estabelecido  pelo T\u00edtulo II da ADA alcan\u00e7ou milhares de<br \/>\nindiv\u00edduos. Em Tennessee v. Lane  (2004), George Lane, portador de defici\u00eancia<br \/>\nf\u00edsica, respondeu a processo  como r\u00e9u em um acidente de tr\u00e2nsito. Ele teve que<br \/>\nsubir dois lances de escada  rastejando para comparecer \u00e0 audi\u00eancia judicial em<br \/>\num edif\u00edcio onde n\u00e3o havia  elevador. Na audi\u00eancia seguinte, recusou-se a subir<br \/>\ndessa maneira novamente.  Entrou com uma a\u00e7\u00e3o para reivindicar seu direito de<br \/>\nacesso. Na senten\u00e7a que o  favoreceu, a Suprema Corte dos EUA declarou que o<br \/>\nT\u00edtulo II exige que os  estados n\u00e3o discriminem os portadores de defici\u00eancia em<br \/>\nseu direito de acesso  aos tribunais.<br \/>\nA premissa do T\u00edtulo III da ADA \u00e9 direta e objetiva &#8211; shopping  centers, centros<br \/>\ncomerciais, escrit\u00f3rios comerciais e empresas como hot\u00e9is  n\u00e3o podem discriminar<br \/>\npessoas com defici\u00eancia. Locais com adapta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas  para essas pessoas s\u00e3o<br \/>\ncada vez mais acess\u00edveis. Uma quest\u00e3o atual com  implica\u00e7\u00f5es de longo alcance \u00e9 o<br \/>\nuso do T\u00edtulo III para assegurar a  acessibilidade da internet; por exemplo, as<br \/>\np\u00e1ginas da Web devem funcionar  com programas leitores de tela utilizados por<br \/>\ndeficientes visuais. Os sites  da internet oferecidos por entidades p\u00fablicas ao<br \/>\np\u00fablico geral devem observar  um conjunto de normas para serem qualificados  como<br \/>\nacess\u00edveis.&#8221;<\/p>\n<p>Meus caros, os operadores do direito precisam  aprender a entender os fundamentos<br \/>\ndos direitos da pessoa com defici\u00eancia.  Para isso, por\u00e9m, \u00e9 mister que n\u00f3s<br \/>\npr\u00f3prios o fa\u00e7amos, isto \u00e9, os  compreendamos.<br \/>\nQuando o fizermos, quando nossas atitudes forem positivas,  forem contra a<br \/>\nopress\u00e3o a que as pessoas com defici\u00eancia v\u00eam sendo  historicamente submetidas,<br \/>\nda\u00ed veremos uma sociedade inclusiva, veremos o  modelo m\u00e9dico de culpabiliza\u00e7\u00e3o<br \/>\nda defici\u00eancia cair por terra.<br \/>\nFiquem com  o artigo e obrigado pelo acolhimento em suas caixas de  entrada.<br \/>\nCordialmente,<br \/>\nFrancisco Lima<br \/>\nSociedade e Leis Americanas  Protegem Direitos de Pessoas Portadoras de<br \/>\nDefici\u00eancia<br \/>\nPeter  Blanck<\/p>\n<p>Peter Blanck \u00e9 professor universit\u00e1rio e presidente do  Instituto Burton Blatt da<br \/>\nUniversidade de Syracuse. Participou do processo de  elabora\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o da<br \/>\nLei dos Americanos Portadores de Defici\u00eancia,  prestou depoimento sobre o assunto<br \/>\nperante o Congresso americano e defendeu  casos relacionados ao tema na Suprema<br \/>\nCorte dos Estados Unidos. Peter Blanck  possui vasto material escrito e realizou<br \/>\nv\u00e1rias confer\u00eancias sobre o  assunto.<\/p>\n<p>I. RESPEITO AOS DIREITOS DE TODOS<br \/>\nEsta se\u00e7\u00e3o descreve v\u00e1rios  aspectos da implementa\u00e7\u00e3o da Lei dos Americanos<br \/>\nPortadores de Defici\u00eancia  (ADA) e como ela tem, de acordo com pronunciamento do<br \/>\npresidente Bush em  2006, &#8220;desempenhado um papel significativo na melhora da<br \/>\nqualidade de vida de  milh\u00f5es de americanos&#8221;.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, o entendimento, as defini\u00e7\u00f5es  legais e as atitudes que dizem<br \/>\nrespeito \u00e0s defici\u00eancias e \u00e0s pessoas  portadoras de defici\u00eancia mudaram ao longo<br \/>\ndos anos. Tradicionalmente, a  defici\u00eancia era vista como um defeito que impedia<br \/>\na pessoa de participar das  atividades &#8220;normais&#8221; do dia-a-dia. Poderia ser um<br \/>\nproblema f\u00edsico ou mental  de car\u00e1ter permanente ou a conseq\u00fc\u00eancia de um acidente<br \/>\nou doen\u00e7a que tivesse  ocorrido em algum momento da vida. As posturas iam do<br \/>\ndesejo de proteger a  pessoa \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de que sua capacidade e, portanto, o<br \/>\nseu valor pudessem  ser diminu\u00eddos a ponto de causar vergonha e culpa ao<br \/>\nindiv\u00edduo e \u00e0 fam\u00edlia.  Em muitos casos, a pessoa ficava trancafiada em casa ou<br \/>\nem uma institui\u00e7\u00e3o e  tinha pouco contato com a sociedade em geral e, na maioria<br \/>\ndas vezes, a  defici\u00eancia era considerada permanente ou debilitante, o que<br \/>\ncertamente n\u00e3o  era algo que pudesse ser melhorado com tratamento ou atenuado  com<br \/>\nadapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, a primeira defini\u00e7\u00e3o legal de  &#8220;defici\u00eancia&#8221; foi decorrente<br \/>\ndo grande n\u00famero de soldados que voltaram  feridos da Guerra Civil (1861-1865).<br \/>\nSegundo as leis que regulamentam as  pens\u00f5es dos veteranos da Guerra Civil, eram<br \/>\nconcedidas pens\u00f5es especiais aos  veteranos deficientes do Ex\u00e9rcito da Uni\u00e3o (do<br \/>\nnorte) baseadas em sua  &#8220;incapacidade de realizar trabalhos manuais&#8221;. Esse modelo<br \/>\ndefinia defici\u00eancia  como uma enfermidade que impedia a participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria<br \/>\nna sociedade (e a  capacidade de ter sustento pr\u00f3prio). Entretanto, nem todas as<br \/>\ndefici\u00eancias  tinham a mesma defini\u00e7\u00e3o; certos dist\u00farbios estigmatizados,<br \/>\ntranstornos  mentais e doen\u00e7as infecciosas \u00e0s vezes n\u00e3o eram considerados<br \/>\nmerecedores de  assist\u00eancia, e pessoas com essas defici\u00eancias  sofriam<br \/>\ndiscrimina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Cem anos depois, na d\u00e9cada de 60, o programa  de concess\u00e3o de benef\u00edcios da<br \/>\nPrevid\u00eancia Social procurou dar apoio a um  grupo de pessoas muito maior que<br \/>\nvivia em condi\u00e7\u00f5es de pobreza e \u00e0queles com  defici\u00eancias. Mas esses programas<br \/>\ncontinuavam com a forma tradicional de  avaliar uma pessoa por sua capacidade de<br \/>\nse adaptar a um mundo criado para  aqueles sem defici\u00eancia e de segregar as que<br \/>\nn\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de  participar de atividades normais. Tais servi\u00e7os do<br \/>\ngoverno continuavam a  atribuir ju\u00edzo de valor \u00e0s pessoas que recebiam benef\u00edcios<br \/>\nou  servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as na atitude<\/p>\n<p>Somente poucos anos depois, na  d\u00e9cada de 70, os portadores de defici\u00eancia<br \/>\ncome\u00e7aram a ser vistos como uma  minoria na sociedade &#8211; um grupo cujos direitos<br \/>\ncivis deveriam ser protegidos  da mesma maneira que os de outras minorias que<br \/>\npediam condi\u00e7\u00f5es de igualdade.  Esse modelo de direitos propiciou uma nova base<br \/>\nte\u00f3rica para considerar uma  estrutura fundamentada na inclus\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o e<br \/>\nindepend\u00eancia econ\u00f4mica das  pessoas com defici\u00eancia. Os idealizadores dessa nova<br \/>\nvis\u00e3o logo perceberam  que deveria haver leis que tratassem dos direitos e<br \/>\npreocupa\u00e7\u00f5es desse grupo.  Esse novo modelo promoveu a aprova\u00e7\u00e3o de leis que<br \/>\ngarantiram o acesso ao  voto, a viagens a\u00e9reas e \u00e0 independ\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o e na<br \/>\nhabita\u00e7\u00e3o,  culminando com a Lei dos Americanos Portadores de Defici\u00eancia (ADA).<br \/>\nA ADA  foi um reflexo das mudan\u00e7as de atitude e, ao mesmo tempo, ajudou  a<br \/>\npromov\u00ea-las, na medida em que se tornou refer\u00eancia legal nas discuss\u00f5es  de<br \/>\nassuntos e casos relacionados.<\/p>\n<p>Com o advento da ADA, as pessoas  come\u00e7aram a considerar n\u00e3o somente a constru\u00e7\u00e3o<br \/>\nde pr\u00e9dios com arquitetura  acess\u00edvel, mas tamb\u00e9m formas de ajudar os portadores<br \/>\nde defici\u00eancia a se  integrar com os outros e a participar mais ativamente de<br \/>\ntodos os aspectos da  vida. De ampla influ\u00eancia, a ADA trouxe conseq\u00fc\u00eancias para<br \/>\nescolas, empresas,  comunidades e instala\u00e7\u00f5es p\u00fablicas; para todas as \u00e1reas do<br \/>\ngoverno; e para a  sa\u00fade e os servi\u00e7os sociais. Dentre as pr\u00e1ticas decorrentes<br \/>\ndessa nova  consci\u00eancia est\u00e3o algumas mudan\u00e7as de terminologia: por exemplo,<br \/>\nreferir-se a  um indiv\u00edduo como uma &#8220;pessoa portadora de defici\u00eancia&#8221; em vez de<br \/>\ncham\u00e1-lo de  &#8220;deficiente&#8221;; considerar as diferentes habilidades em vez de um<br \/>\npadr\u00e3o de  normalidade; e falar sobre alunos com &#8220;diferentes estilos de<br \/>\naprendizagem&#8221;, e  n\u00e3o com &#8220;defici\u00eancias de aprendizagem&#8221;. Ao mesmo tempo, h\u00e1 um<br \/>\nempenho  consciente para expandir nossa defini\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia de modo a<br \/>\nincluir  outras condi\u00e7\u00f5es, como diferen\u00e7as de aprendizagem ou de processamento  de<br \/>\ninforma\u00e7\u00f5es, limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e outras que impedem algu\u00e9m de participar  de uma<br \/>\natividade importante na vida.<\/p>\n<p>V\u00e1rios grupos e indiv\u00edduos  trabalharam durante muitos anos para redigir a lei e<br \/>\naprov\u00e1-la. O pref\u00e1cio da  ADA estabelece as metas da na\u00e7\u00e3o para os indiv\u00edduos<br \/>\nportadores de  defici\u00eancia, assegurando &#8220;igualdade de oportunidades, total<br \/>\nparticipa\u00e7\u00e3o,  sustento pr\u00f3prio e auto-sufici\u00eancia econ\u00f4mica&#8221;. Quando o<br \/>\npresidente George H.  W. Bush assinou a lei, em julho de 1990, ele chamou a<br \/>\nlegisla\u00e7\u00e3o de &#8220;uma  repara\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria n\u00e3o apenas para os portadores de<br \/>\ndefici\u00eancia, mas  para todos n\u00f3s, pois junto com o valioso privil\u00e9gio de ser<br \/>\namericano est\u00e1 o  dever sagrado de garantir que todos os demais direitos dos<br \/>\namericanos sejam  tamb\u00e9m preservados&#8221;.<\/p>\n<p>O texto da lei \u00e9 dividido em subcategorias chamadas  t\u00edtulos. Cada t\u00edtulo \u00e9<br \/>\nnumerado e trata de determinado assunto ou  p\u00fablico-alvo e das prote\u00e7\u00f5es ou<br \/>\ndireitos associados a esse grupo.<\/p>\n<p>A  ADA na pr\u00e1tica<\/p>\n<p>O T\u00edtulo I da ADA estabelece que \u00e9 ilegal para a maior  parte dos empregadores<br \/>\nprivados discriminar um indiv\u00edduo portador de  defici\u00eancia em qualquer momento do<br \/>\nprocesso de contrata\u00e7\u00e3o ou do emprego. O  T\u00edtulo II abrange a discrimina\u00e7\u00e3o por<br \/>\nparte dos governos estaduais ou locais.  O t\u00edtulo III pro\u00edbe a discrimina\u00e7\u00e3o em<br \/>\nlocais p\u00fablicos &#8211; hot\u00e9is,  restaurantes, shopping centers e assim por diante. O<br \/>\nT\u00edtulo IV exige que as  empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es tornem seus servi\u00e7os<br \/>\nacess\u00edveis \u00e0s pessoas  portadoras de defici\u00eancia. Tive o privil\u00e9gio de defender<br \/>\nindiv\u00edduos que  estavam \u00e0 frente do movimento a favor dos direitos dos portadores<br \/>\nde  defici\u00eancia. As hist\u00f3rias que relato a seguir s\u00e3o sobre cidad\u00e3os que  lutaram<br \/>\npara se tornar integrantes de uma sociedade  igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Conheci Don P. e sua fam\u00edlia em 1999 em uma oficina  protegida em Wisconsin. A<br \/>\noficina protegida propicia um ambiente que ajuda as  pessoas portadoras de<br \/>\ndefici\u00eancias f\u00edsicas ou mentais a desenvolver  habilidades profissionais e a<br \/>\nganhar experi\u00eancia de trabalho. Don \u00e9 uma  pessoa com pouco mais de 50 anos com<br \/>\nretardo mental. Ele trabalhava em um  restaurante como porteiro. Seu desempenho<br \/>\nno trabalho era excelente e os  colegas gostavam de trabalhar com ele. Um dia o<br \/>\ngerente regional fez uma  visita ao restaurante e, ao ver Don trabalhando,<br \/>\ncriticou o supervisor local  por ter contratado uma &#8220;daquelas pessoas&#8221;. Ap\u00f3s<br \/>\nretornar ao restaurante, o  gerente regional demitiu Don depois que o supervisor<br \/>\nlocal se recusou a  faz\u00ea-lo. O supervisor local e os funcion\u00e1rios do restaurante<br \/>\ndemitiram-se em  sinal de protesto.<\/p>\n<p>No julgamento, com base no t\u00edtulo I da ADA, a defesa  do estabelecimento<br \/>\nargumentou que Don n\u00e3o estava qualificado para o emprego e  que a companhia n\u00e3o o<br \/>\ndiscriminou. Em meu depoimento a favor de Don, falei  sobre o estigma que pessoas<br \/>\ncomo ele sofrem no emprego. N\u00e3o havia nada que  depusesse contra o trabalho de<br \/>\nDon, ao contr\u00e1rio, a falha estava nas atitudes  da ger\u00eancia. O j\u00fari considerou<br \/>\nque o restaurante havia violado a lei e  concedeu a Don US$ 70 mil como<br \/>\nressarcimento e compensa\u00e7\u00e3o por danos. Para  deixar claro que a discrimina\u00e7\u00e3o de<br \/>\ndefici\u00eancias n\u00e3o seria tolerada, o j\u00fari  concedeu a ele mais US$ 13 milh\u00f5es como<br \/>\nindeniza\u00e7\u00e3o punitiva, a mais alta  indeniza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria concedida por um j\u00fari a<br \/>\num caso trabalhista da ADA at\u00e9  ent\u00e3o.<\/p>\n<p>O T\u00edtulo II exige que os servi\u00e7os dos governos locais e estaduais  sejam<br \/>\nacess\u00edveis \u00e0s pessoas portadoras de defici\u00eancia. Um item do T\u00edtulo II  disp\u00f5e que<br \/>\nas entidades p\u00fablicas conduzam programas em ambientes integrados.  Em Olmstead v.<br \/>\nZimring (1999), a Suprema Corte considerou o alcance desse  mandato de<br \/>\nintegra\u00e7\u00e3o. Duas mulheres com retardo mental entraram com  processo, com base no<br \/>\nT\u00edtulo II, alegando que o estado da Ge\u00f3rgia as havia  descriminado por atend\u00ea-las<br \/>\nem local institucionalizado, e n\u00e3o junto com a  comunidade. Os profissionais do<br \/>\nestado determinaram que o tratamento na  comunidade (em uma unidade local, n\u00e3o em<br \/>\numa institui\u00e7\u00e3o distante que  exigisse que as mulheres tivessem de se afastar de<br \/>\ncasa, da fam\u00edlia e da  comunidade) seria o mais adequado para suas condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nespec\u00edficas, por\u00e9m n\u00e3o  havia disponibilidade. A Suprema Corte considerou que<br \/>\nisso era discrimina\u00e7\u00e3o  de acordo com a ADA e exigiu que o estado oferecesse<br \/>\natendimento em \u00e1reas  pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, assim como outros profissionais, eu  participava de um<br \/>\nlit\u00edgio para melhorar as condi\u00e7\u00f5es das instala\u00e7\u00f5es  estaduais para os portadores<br \/>\nde defici\u00eancia e, quando fosse apropriado, para  dar aos internados a<br \/>\noportunidade de viver na comunidade. Conheci Sara K. em  1991, quando ela estava<br \/>\ninternada na unidade de sa\u00fade da Escola de  Treinamento do Estado de Wyoming.<br \/>\nSara tinha passado a maior parte de seus  poucos anos de vida na unidade<br \/>\nhospitalar da escola de treinamento. Era uma  menina de 10 anos, de olhar vivo e<br \/>\ntemperamento esperto, com espinha b\u00edfida e  outros problemas de sa\u00fade graves. A<br \/>\ndecis\u00e3o do caso foi que Sara deveria  estar entre os primeiros a serem<br \/>\ntransferidos para a comunidade. Os pais de  Sara ficaram preocupados, o que era<br \/>\ncompreens\u00edvel, mas concordaram que ela  deixasse o hospital para morar em casa. O<br \/>\nque se sucedeu foi uma hist\u00f3ria  incr\u00edvel. Sara adaptou-se \u00e0 sua vida em casa e<br \/>\nse desenvolveu em salas de  aula comuns. Poucos anos antes, Sara teria passado<br \/>\ntoda a sua vida na escola  de treinamento em uma cama de hospital de uma distante<br \/>\nregi\u00e3o de Wyoming.  Como resultado da mudan\u00e7a, ela passou a levar uma vida mais<br \/>\nnormal,  integrou-se com sua fam\u00edlia, colegas de escola e a comunidade e foi<br \/>\ncapaz de  construir um futuro mais promissor.<\/p>\n<p>Sara faleceu em janeiro de 2001.  Tinha 15 anos. O diretor de programas<br \/>\ncomunit\u00e1rios de Wyoming, Bob Clabby,  escreveu para mim: &#8220;Tenho a forte sensa\u00e7\u00e3o<br \/>\nde que a dura\u00e7\u00e3o do tempo em que  permanecemos neste mundo \u00e9 menos importante do<br \/>\nque o que fazemos com ele;  Sara inspirou muitas pessoas, especialmente voc\u00ea e<br \/>\neu.&#8221;<\/p>\n<p>O  futuro<\/p>\n<p>O modelo da ADA est\u00e1 dando resultados. De fato, est\u00e1 unindo pa\u00edses  em todo o<br \/>\nmundo na busca de pol\u00edticas para melhorar a vida de portadores de  defici\u00eancia.<br \/>\nNo terceiro trimestre de 2006, na Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas  sobre os Direitos<br \/>\ndos Portadores de Defici\u00eancia, foi adotado um tratado  internacional sobre os<br \/>\ndireitos humanos dos portadores de defici\u00eancia no  mundo todo.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, a ADA est\u00e1 ajudando a diminuir a  discrimina\u00e7\u00e3o e encorajando<br \/>\nos empregadores a fazer adapta\u00e7\u00f5es nos locais de  trabalho. Em 2004, a Pesquisa<br \/>\nHarris sobre Americanos Portadores de  Defici\u00eancia da NOD (Organiza\u00e7\u00e3o Nacional<br \/>\nsobre Defici\u00eancia) revelou que a  porcentagem de pessoas com defici\u00eancia que se<br \/>\nqueixavam de discrimina\u00e7\u00e3o no  local de trabalho havia diminu\u00eddo<br \/>\nsignificativamente nos quatro anos  anteriores. Os benef\u00edcios econ\u00f4micos para as<br \/>\nempresas que empregam e fazem  adapta\u00e7\u00f5es para funcion\u00e1rios portadores de<br \/>\ndefici\u00eancias est\u00e3o  documentados.<\/p>\n<p>O mandato de integra\u00e7\u00e3o estabelecido pelo T\u00edtulo II da ADA  alcan\u00e7ou milhares de<br \/>\nindiv\u00edduos. Em Tennessee v. Lane (2004), George Lane,  portador de defici\u00eancia<br \/>\nf\u00edsica, respondeu a processo como r\u00e9u em um acidente  de tr\u00e2nsito. Ele teve que<br \/>\nsubir dois lances de escada rastejando para  comparecer \u00e0 audi\u00eancia judicial em<br \/>\num edif\u00edcio onde n\u00e3o havia elevador. Na  audi\u00eancia seguinte, recusou-se a subir<br \/>\ndessa maneira novamente. Entrou com  uma a\u00e7\u00e3o para reivindicar seu direito de<br \/>\nacesso. Na senten\u00e7a que o favoreceu,  a Suprema Corte dos EUA declarou que o<br \/>\nT\u00edtulo II exige que os estados n\u00e3o  discriminem os portadores de defici\u00eancia em<br \/>\nseu direito de acesso aos  tribunais.<\/p>\n<p>A premissa do T\u00edtulo III da ADA \u00e9 direta e objetiva &#8211; shopping  centers, centros<br \/>\ncomerciais, escrit\u00f3rios comerciais e empresas como hot\u00e9is  n\u00e3o podem discriminar<br \/>\npessoas com defici\u00eancia. Locais com adapta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas  para essas pessoas s\u00e3o<br \/>\ncada vez mais acess\u00edveis. Uma quest\u00e3o atual com  implica\u00e7\u00f5es de longo alcance \u00e9 o<br \/>\nuso do T\u00edtulo III para assegurar a  acessibilidade da internet; por exemplo, as<br \/>\np\u00e1ginas da Web devem funcionar  com programas leitores de tela utilizados por<br \/>\ndeficientes visuais. Os sites  da internet oferecidos por entidades p\u00fablicas ao<br \/>\np\u00fablico geral devem observar  um conjunto de normas para serem qualificados como<br \/>\nacess\u00edveis.<\/p>\n<p>Chamei  a aten\u00e7\u00e3o para os americanos portadores de defici\u00eancia e sua busca  pelos<br \/>\ndireitos civis &#8211; no passado, presente e futuro. Algumas posturas s\u00e3o  dif\u00edceis de<br \/>\ncombater, e hoje as pessoas continuam a lutar para acabar com o  estigma da<br \/>\ndefici\u00eancia, n\u00e3o apenas em ambientes profissionais e  governamentais, mas tamb\u00e9m<br \/>\nentre colegas e at\u00e9 mesmo familiares.<\/p>\n<p>Fui  consultor jur\u00eddico adjunto em um processo de cust\u00f3dia entre os pais de  dois<br \/>\nmeninos pequenos, Mike e Sam. Mike tinha diagn\u00f3stico de autismo e  freq\u00fcentava a<br \/>\nescola para atender \u00e0s suas necessidades educacionais e  sociais. Em audi\u00eancia no<br \/>\ntribunal ligada ao processo de div\u00f3rcio, o pai disse  em ju\u00edzo que acreditava que<br \/>\no autismo de Mike estava prejudicando o  desenvolvimento de Sam. Ele pediu a<br \/>\ncust\u00f3dia de Sam. O juiz atendeu ao pedido  e as crian\u00e7as foram separadas. A<br \/>\ndecis\u00e3o do tribunal de separar os irm\u00e3os foi  baseada em um pressuposto n\u00e3o<br \/>\ncomprovado do impacto negativo de se ter um  filho com autismo na fam\u00edlia. O juiz<br \/>\nn\u00e3o encontrou problemas na cust\u00f3dia da  m\u00e3e, mas desprezou o direito de os irm\u00e3os<br \/>\nviverem juntos.<\/p>\n<p>Recorremos  contra a senten\u00e7a dada pelo juiz e o Tribunal de Recursos da<br \/>\nCalif\u00f3rnia  concordou com nosso posicionamento. A subseq\u00fcente reuni\u00e3o dos irm\u00e3os<br \/>\nMike e  Sam nos faz lembrar que os direitos dos portadores de defici\u00eancia<br \/>\ncontinuam a  ter rela\u00e7\u00e3o tanto com a luta contra o preconceito quanto com a<br \/>\nsupera\u00e7\u00e3o de  barreiras f\u00edsicas no mundo. Tenho certeza que alcan\u00e7aremos as<br \/>\naspira\u00e7\u00f5es da  ADA. O modo como lidamos com essas quest\u00f5es \u00e9 que definir\u00e1 a vida<br \/>\ndas  crian\u00e7as de futuras gera\u00e7\u00f5es que nascerem portadoras de  defici\u00eancia.<br \/>\nDiferentemente das gera\u00e7\u00f5es anteriores, nossos filhos n\u00e3o  conhecer\u00e3o um mundo<br \/>\nsem a ADA, um mundo sem sua vis\u00e3o de igualdade. 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