{"id":7525,"date":"2009-05-13T11:52:57","date_gmt":"2009-05-13T11:52:57","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=7525"},"modified":"2009-05-13T11:52:57","modified_gmt":"2009-05-13T11:52:57","slug":"os-vivos-esquecidos-na-casa-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525","title":{"rendered":"Os vivos esquecidos &#8211; na casa dos mortos"},"content":{"rendered":"<p>Jorge M\u00e1rcio Pereira de Andrade<br \/>\n&#8220;No hosp\u00edcio, como nos c\u00e1rceres, o tempo est\u00e1 como que paralisado: se t\u00eam a sensa\u00e7\u00e3o de um presente enorme e vazio&#8230;&#8221;<br \/>\n(Alfredo Moffatt in Psicoterapia del Oprimido &#8211; Editorial Libreria ECRO, 1975)<\/p>\n<p>O m\u00eas de Maio j\u00e1 foi o m\u00eas das Noivas, embora ainda continuem sendo os seus vestidos um bom neg\u00f3cio. Hoje \u00e9 o m\u00eas em que se lembra com determina\u00e7\u00e3o alguns fatos hist\u00f3ricos e tamb\u00e9m o m\u00eas para nos relembrar o que mantivemos de conluio e sil\u00eancio, instituindo e mantendo em nega\u00e7\u00e3o algumas de nossas institui\u00e7\u00f5es. Amanh\u00e3 no dia 13 comemoramos, oficialmente, a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, embora ainda tenhamos o indigno trabalho escravo em nosso pa\u00eds, e a pot\u00eancia Zumbi s\u00f3 se manifeste realmente no dia 20 de Novembro.<br \/>\nNo dia 18 devemos continuar lembrando que ainda temos um infindo processo de desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o a realizar, assim como um grande estigma a combater. 18 de Maio, \u00e9 o dia Nacional de Luta AntiManicomial. Muitos precisam saber que hoje temos um processo de Reforma Psiquiatrica, com muitos avan\u00e7os, muitas transforma\u00e7\u00f5es institucionais, por\u00e9m, apesar destas conquistas, ainda nos mantemos distanciados, at\u00e9 recentemente,\u00a0 na Era da Idade M\u00eddia, para al\u00e9m da esquizofrenia nas novelas globais, de um assunto incomodo, delicado e pouco discutido: os encarcerados nos antigos manic\u00f4mios judici\u00e1rios. A eles dedico este texto sobre os Vivos Esquecidos.<br \/>\nEm 19 de abril deste ano o Correio Braziliense nos informava: cerca de 4500 pessoas est\u00e3o &#8216;abrigadas&#8217; nos manic\u00f4mios judici\u00e1rios no pa\u00eds. Refor\u00e7ava a reportagem que estes sujeitos t\u00eam tr\u00eas escolhas existenciais poss\u00edveis: ou o suic\u00eddio, ou a interna\u00e7\u00e3o ad infinitum (como dizem nas ruas: forever) ou a sobreviv\u00eancia em um ambiente dantesco e desumano. \u00c9 o que nos revelou o document\u00e1rio de D\u00e9bora Diniz: a Casa dos Mortos, que vem recebendo elogios e reconhecimento em todos os espa\u00e7os onde foi exibido (ler coment\u00e1rio abaixo).<br \/>\nTenho pesquisado sobre as interfaces do cinema e da sua utiliza\u00e7\u00e3o em processos de conscientiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. O que um filme, um document\u00e1rio pode nos revelar?Como torn\u00e1-lo, paulofreirianamente, em um instrumento, al\u00e9m de art\u00edstico e est\u00e9tico, em ferramenta de cr\u00edtica e conscientiza\u00e7\u00e3o?. Talvez, para alguns cin\u00e9filos como eu,o cinema e suas met\u00e1foras, nesse momento de distanciamento e temor vir\u00f3tico de ser tocado pelo Outro, nos resgate a grandiosidade\/generosidade de n\u00e3o nos afastarmos de nossas pr\u00f3prias mis\u00e9rias, paix\u00f5es e hist\u00f3rias humanas. De, ao vermos uma representa\u00e7\u00e3o ou documenta\u00e7\u00e3o da crueldade ou da transced\u00eancia dos seres humanos, nos tocarmos, nos deixar afetar por suas incomensur\u00e1veis cartografias, suas infindas imagens-movimento, suas inesquec\u00edveis musicalidades.<br \/>\nComo nos mostra Paul Virilio com a advert\u00eancia: &#8220;V\u00f3s que entrais no inferno das imagens perdei todas as esperan\u00e7as&#8221;, citando Abel Gance, quando na \u00faltima vers\u00e3o do J&#8217;Accuse, uma infinidade soldados mortos se levantam e desfilam em meio aos vivos em frente ao oss\u00e1rio de Douaumont, homenagem p\u00f3stuma de um mundo p\u00f3s-guerra aos seus sacrificados. Assim algumas pessoas poder\u00e3o se sentir diante das imagens da Casa dos Mortos.<br \/>\nEu aqui um esperan\u00e7oso, por\u00e9m bio\u00e9ticamente cr\u00edtico, ainda resisto e re-existo na busca de uma outra forma de ser e estar vivo. Da\u00ed veio a express\u00e3o deste editorial. Destas imagens, onde a vida dos infratores da lei, nas cust\u00f3dias e deten\u00e7\u00f5es, s\u00e3o tidas como vidas descart\u00e1veis, como a do sujeito que est\u00e1 preso, h\u00e1 mais de 30 anos,\u00a0 por ter atirado uma pedra em outra pessoa e roubado a sua bicicleta, conectei-me, de corpo e alma, com outro document\u00e1rio: Justi\u00e7a, de Maria Augusta Ramos. Document\u00e1rio que me tocou sobre nossos c\u00e1rceres e suas antesalas do julgamento, \u00e9 que, cinematografica e politicamente, refleti sobre algumas id\u00e9ias, incipientes, que quero compartilhar brevemente com nossos difusores.<br \/>\nOs 4500 que poderia muito bem ser o t\u00edtulo de um seriado de perdidos na selva, s\u00e3o os &#8216;defuntos sociais&#8217; que t\u00eam, pela trangress\u00e3o das nossas leis e por seus crimes, a puni\u00e7\u00e3o que viola diversos dos direitos humanos e mant\u00eam em pris\u00e3o &#8216;quase&#8217; perp\u00e9tua tais vivos no esquecimento.<br \/>\nEsquecimento que \u00e9 gerado pela\u00a0 perda que os internos-eternos-presos sofrem, t\u00e3o naturalizada e massivamente. Eles vivenciam, sem distin\u00e7\u00e3o, sem nenhuma dignifica\u00e7\u00e3o, uma forma de &#8216;tratamento&#8217; que lhes torna imposs\u00edvel elaborar ou vivenciar quaisquer formas de sonho com a liberdade. E, quando conseguem n\u00e3o se aniquilar, ou suicidar, passam , sem complasc\u00eancia, ao temor de serem aniquilados. Eles vivem o inverso da frase de Canetti, em seu Massa e Poder: eles t\u00eam, sim, o direito ao temor, de forma assustadora, de serem tocados, inclusive por n\u00f3s. Eles s\u00e3o outros infames da hist\u00f3ria.<br \/>\nL\u00e1 nos c\u00e1rceres onde mant\u00eam-se, por sua condi\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o e periculosidade, por serem um &#8216;alto risco&#8217; para a Sociedade, presos a velhos estigmas e casos periculosos da Psiquiatria Forense, com o caso da Fera da Penha.\u00a0 Passam de sujeitos, de humanos a feras aprision\u00e1veis, pagam caro por seus corpos de exce\u00e7\u00e3o e risco.<br \/>\nEles devem por isso experimentar, suponho, a puni\u00e7\u00e3o, o castigo eterno (como S\u00edsifos? Prometeus?) de viverem somente no Passado congelado. Para estes infratores loucos s\u00f3 resta uma estreita janela, a fruta madura e venenosa do seu mundo sem futuro. Parecem-se com os condenados dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, bem descritos por Viktor Frankl, que ficavam felizes quando um trem que os levava de um pa\u00eds para outro, de um campo de exterm\u00ednio, como Auchwitz, para campos de trabalhos for\u00e7ados. L\u00e1 a chamin\u00e9s dos fornos cremat\u00f3rios n\u00e3o existiam. L\u00e1 a Dona Morte estava adiada, mesmo que soubessem que poucos destes vag\u00f5es repletos iriam sobreviver.<br \/>\nEstes sujeitos, portanto, pela forma como ainda temos visto, pelo document\u00e1rio, s\u00e3o sobreviventes. S\u00e3o resistentes corpos desviantes adoecidos e institucionalizados aos quais nossas institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o oferecem nenhuma possibilidade de projeto existencial. L\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 curvas nas linhas f\u00e9rreas e nos vag\u00f5es abarrotados. S\u00e3o mortos-vivos por decreto judicial que n\u00e3o t\u00eam nem futuro, nem devir, com aus\u00eancia de projetos que os resgatem, mesmo que seja com a poesia, como a de Bubu, com suas 12 interna\u00e7\u00f5es em manic\u00f4mios.<br \/>\nPortanto, n\u00f3s aqui fora, nas nossas clausuras e manic\u00f4mios mentais em persist\u00eancia, principalmente os que militam por Direitos Humanos, temos o dever de nos deixar afetar pela Casa dos Mortos. N\u00f3s a quem n\u00e3o \u00e9 negado o direito, ainda,\u00a0 de nossas diferentes formas de trabalhar, amar, criarmos filhos, constituirmos fam\u00edlias, sonharmos com um outro mundo poss\u00edvel, ecosofica e micropoliticamente constru\u00eddo, precisamos nos incluir na busca de um olhar \u00e9tico, pol\u00edtico e est\u00e9tico diante dessa miserabiliza\u00e7\u00e3o e vulnera\u00e7\u00e3o de vidas encarceradas. N\u00f3s que o tempo, ainda que vertiginoso, nos d\u00e1 chance de alguma dignidade, precisamos urgentemente de nos lembrar dos esquecidos. Nos lembrar destas institui\u00e7\u00f5es onde o tempo adquire uma dimens\u00e3o indefinida e disforme, onde os que l\u00e1 permanecem est\u00e3o somente no presente, para sempre. A eles, em sua vida nua ( Giorgio Agamben) e decreto de degeneresc\u00eancia lombrosiana, no tempo dos Estados de Exce\u00e7\u00e3o e das biopoliticas dos corpos, restar\u00e1 somente celas e grades, como forma de cuidados psiqui\u00e1tricos e reabilita\u00e7\u00e3o?<br \/>\nA todos e todas o meu desejo\/afeto, incentivando para que o dia 18 de Maio seja tamb\u00e9m o Dia Nacional de Luta pela Desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o e Transforma\u00e7\u00e3o de todos os Manic\u00f4mios Judici\u00e1rios do Brasil.<br \/>\nE os\u00a0 VIVOS Esquecidos na Casa dos Mortos ser\u00e3o lembrados!<br \/>\nCopyright jorgemarciopereiradeandrade 2009-2010 &#8211; livre reprodu\u00e7\u00e3o com cita\u00e7\u00e3o da autoria.<br \/>\n&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>A CASA DOS MORTOS (D\u00e9bora Diniz, 2009) *****<\/p>\n<p>Uma das tend\u00eancias mais comuns no trabalho investigativo de assuntos espec\u00edficos \u00e9 o desespero por descobrir as causas. Se o problema \u00e9 a viol\u00eancia contra a mulher, como em Coragem, Mulher, exibido ontem, h\u00e1 um interesse constante em se descobrir qual a raz\u00e3o deste problema. N\u00e3o h\u00e1, sobretudo a partir do ponto de vista jornal\u00edstico, um problema nisso. Entretanto, a\u00ed est\u00e1 tamb\u00e9m um complicador: o document\u00e1rio cinematogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9, de maneira nenhuma, apenas jornalismo. Ele deve ser, acima disso, uma constru\u00e7\u00e3o art\u00edstica, logo, baseada na subjetividade do olhar. A beleza dos grandes trabalhos deste g\u00eanero est\u00e1 justamente na transcend\u00eancia ao excesso de objetividade, de linguagem referencial. Eis o que \u00e9 A Casa dos Mortos, da antrop\u00f3loga D\u00e9bora Diniz.<\/p>\n<p>Revelar sua profiss\u00e3o j\u00e1 indica algo curioso. D\u00e9bora n\u00e3o \u00e9 cineasta. Ela tornou-se a partir deste trabalho. Ela \u00e9 doutora em antropologia, mas isto tem bastante a ver com o processo que ela escolheu para capta\u00e7\u00e3o de suas imagens e desenvolvimento do seus trabalho. Ora, A Casa dos Mortos trabalha com a ideia do olhar livre de amarras que delimitariam o dispositivo. Ele se faz arte a partir do momento em que estes presos de um manic\u00f4mio judici\u00e1rio deixam de ser &#8220;objetos de estudo&#8221; e s\u00e3o gente &#8211; o necess\u00e1rio para a documenta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica e para o trabalho investigativo de um antrop\u00f3logo.<\/p>\n<p>O olhar, portanto, talvez seja o fator crucial para a grandeza do filme. D\u00e9bora busca que seu caminhar pelo manic\u00f4mio judici\u00e1rio de Salvador seja a partir da perspectiva de Buba, um poeta que pontua o filme com sua narrativa. Ele n\u00e3o surge, a n\u00e3o ser no final, assim como um diretor em seu filme, cujo nome sempre surge nos cr\u00e9ditos. Os outros, assim como ele, deixam de ser invis\u00edveis n\u00e3o por aparecerem em imagem, mas porque, a partir do interesse de D\u00e9bora, tem a chance de ser algo al\u00e9m das delimita\u00e7\u00f5es que damos a eles por estarem ali, num manic\u00f5mio.<\/p>\n<p>Ricardo Oliveira<\/p>\n<p>Direto da Sala de Imprensa do 4\u00ba Cineport. Filme assistido na Sala Digital, segunda-feira dia 04\/05\/2009.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/diversita.blog.br\/blog\/2009\/05\/04\/a-casa-dos-mortos-debora-diniz-2009-4%C2%BA-cineport\/\">http:\/\/diversita.blog.br\/blog\/2009\/05\/04\/a-casa-dos-mortos-debora-diniz-2009-4%C2%BA-cineport\/<\/a><\/p>\n<p>&#8220;MANIC\u00d4MIO JUDICI\u00c1RIO \u00c9 A SUCURSAL DO INFERNO&#8221; (A TARDE, 06 DE DEZEMBRO DE 2002)<\/p>\n<p>A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica (PGR) , pela Procuradoria Geral dos Direitos do Cidad\u00e3o, promoveu recentemente em S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia, o simp\u00f3sio Justi\u00e7a e Sa\u00fade Mental &#8211; Loucura: o insano sistema de sa\u00fade mental apresentou, por meio de abordagens multidisciplinares, quadros alarmantes do atendimento prestado pela justi\u00e7a e pelos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade aos doentes mentais infratores. Contou com apoio da Associa\u00e7\u00e3o Psiquiatrica de Bras\u00edlia e Instituto de Psiquiatria da Universidade de S\u00e3o Paulo. A abertura ficou com a exibi\u00e7\u00e3o do filme &#8221; A CASA DOS MORTOS&#8221;, produzido pela antrop\u00f3loga D\u00e9bora Diniz, pesquisadora do Instituto de Bio\u00e9tica, Direitos Humanos e G\u00eanero (Anis).<\/p>\n<p>Fonte:<br \/>\nInfoAtivo DefNet &#8211; n\u00ba 4218 &#8211; Ano 13 &#8211; MAIO de 2009<br \/>\nEDI\u00c7\u00c3O EXTRA<br \/>\nEditor Respons\u00e1vel &#8211; Dr. Jorge M\u00e1rcio Pereira de Andrade (CREMESP 103282)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.DEFNET.ORG.BR\">WWW.DEFNET.ORG.BR<\/a><br \/>\nRETRANSMITE E SOLICITA DIFUS\u00c3O NA INTERNET &#8211; CAMPINAS, SP &#8211; 12-13\/05\/09<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge M\u00e1rcio Pereira de Andrade &#8220;No hosp\u00edcio, como nos c\u00e1rceres, o tempo est\u00e1 como que paralisado: se t\u00eam a sensa\u00e7\u00e3o de um presente enorme e vazio&#8230;&#8221; (Alfredo Moffatt in Psicoterapia del Oprimido &#8211; Editorial Libreria ECRO, 1975) O m\u00eas de Maio j\u00e1 foi o m\u00eas das Noivas, embora ainda continuem sendo os seus vestidos um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-container-style":"default","site-container-layout":"default","site-sidebar-layout":"default","disable-article-header":"default","disable-site-header":"default","disable-site-footer":"default","disable-content-area-spacing":"default","footnotes":""},"categories":[29,8],"tags":[],"class_list":["post-7525","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-textos-e-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Os vivos esquecidos - na casa dos mortos -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Os vivos esquecidos - na casa dos mortos -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jorge M\u00e1rcio Pereira de Andrade &#8220;No hosp\u00edcio, como nos c\u00e1rceres, o tempo est\u00e1 como que paralisado: se t\u00eam a sensa\u00e7\u00e3o de um presente enorme e vazio&#8230;&#8221; (Alfredo Moffatt in Psicoterapia del Oprimido &#8211; Editorial Libreria ECRO, 1975) O m\u00eas de Maio j\u00e1 foi o m\u00eas das Noivas, embora ainda continuem sendo os seus vestidos um [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2009-05-13T11:52:57+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Inclusive\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Inclusive\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525\"},\"author\":{\"name\":\"Inclusive\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44\"},\"headline\":\"Os vivos esquecidos &#8211; na casa dos mortos\",\"datePublished\":\"2009-05-13T11:52:57+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525\"},\"wordCount\":1900,\"commentCount\":2,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Cultura\",\"OPINI\u00c3O\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525\",\"name\":\"Os vivos esquecidos - na casa dos mortos -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2009-05-13T11:52:57+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=7525#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Os vivos esquecidos &#8211; na casa dos mortos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\",\"name\":\"Inclusive News\",\"description\":\"Inclusive News\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/@grandesite.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/@grandesite.png\",\"width\":1080,\"height\":1080,\"caption\":\"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/agenciainclusive\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/newsinclusive\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44\",\"name\":\"Inclusive\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Inclusive\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Os vivos esquecidos - na casa dos mortos -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Os vivos esquecidos - na casa dos mortos -","og_description":"Jorge M\u00e1rcio Pereira de Andrade &#8220;No hosp\u00edcio, como nos c\u00e1rceres, o tempo est\u00e1 como que paralisado: se t\u00eam a sensa\u00e7\u00e3o de um presente enorme e vazio&#8230;&#8221; (Alfredo Moffatt in Psicoterapia del Oprimido &#8211; Editorial Libreria ECRO, 1975) O m\u00eas de Maio j\u00e1 foi o m\u00eas das Noivas, embora ainda continuem sendo os seus vestidos um [&hellip;]","og_url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/","article_published_time":"2009-05-13T11:52:57+00:00","author":"Inclusive","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Inclusive","Tempo estimado de leitura":"9 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525"},"author":{"name":"Inclusive","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/person\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44"},"headline":"Os vivos esquecidos &#8211; na casa dos mortos","datePublished":"2009-05-13T11:52:57+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525"},"wordCount":1900,"commentCount":2,"publisher":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization"},"articleSection":["Cultura","OPINI\u00c3O"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525","name":"Os vivos esquecidos - na casa dos mortos -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#website"},"datePublished":"2009-05-13T11:52:57+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=7525#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Os vivos esquecidos &#8211; na casa dos mortos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#website","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/","name":"Inclusive News","description":"Inclusive News","publisher":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization","name":"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/@grandesite.png","contentUrl":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/@grandesite.png","width":1080,"height":1080,"caption":"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania"},"image":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/","https:\/\/www.instagram.com\/newsinclusive\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/person\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44","name":"Inclusive","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","caption":"Inclusive"},"url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?author=2"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7525"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7525\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}