{"id":8183,"date":"2009-06-11T12:34:25","date_gmt":"2009-06-11T12:34:25","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=8183"},"modified":"2009-06-11T12:34:25","modified_gmt":"2009-06-11T12:34:25","slug":"o-escafandro-e-a-borboleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183","title":{"rendered":"O escafandro e a borboleta"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full alignleft\" title=\"artes\" src=\"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/artes.gif\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o da imagem: s\u00edmbolos das 7 artes \u2013 m\u00fasica (clave de sol e notas musicais), pintura (paleta de cores), escultura (V\u00eanus de Milo), literatura (pena e tinteiro), teatro (m\u00e1scaras da com\u00e9dia e trag\u00e9dia), dan\u00e7a (bailarina) e cinema (rolo de filme).\" width=\"120\" height=\"120\" \/>O escafandro e a borboleta convida o telespectador para uma reflex\u00e3o sobre as supera\u00e7\u00f5es humanas. Mostra a resist\u00eancia e a coragem de um homem diante de dificuldades da vida.<\/p>\n<p><strong>Por Juliano Sanches<\/strong><br \/>\nO filme se passa na d\u00e9cada de 1990 na Fran\u00e7a. O jornalista Jean-Dominique Bauby, representado pelo ator Mathieu Amalric, 43 anos, editor da revista Elle, \u00e9 o protagonista do filme que explora a hist\u00f3ria de uma vida reformulada ap\u00f3s um acidente vascular cerebral (AVC). Ele fica em coma duas semanas e, ao acordar, sente o corpo paralisado. No entanto, consegue mexer o olho esquerdo. E, por meio dele, passa a expressar as sensa\u00e7\u00f5es vividas ao longo das etapas desse desafio humano. No come\u00e7o, Bauby tem dificuldade para aceitar a condi\u00e7\u00e3o vivida. Mas, ao longo do tempo, aprende a representar as letras do alfabeto por meio das piscadas de olho. H\u00e1, no filme, uma aposta em mostrar como a doen\u00e7a, e as condi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o impostas devido a ela, geram uma busca pelo autoconhecimento.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8184\" aria-describedby=\"caption-attachment-8184\" style=\"width: 116px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/ver.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8184\" title=\"ver\" src=\"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/ver.jpeg\" alt=\"ver\" width=\"116\" height=\"160\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8184\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz do filme em formato reduzido.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A obra liter\u00e1ria O escafandro e a borboleta, de Jean-Dominique Bauby, \u00e9 a narra\u00e7\u00e3o dos momentos vividos desde a cirurgia at\u00e9 os passeios na cadeira de rodas. Ao passar pelas m\u00e3os do roteirista Ronald Harwood e do diretor Julian Schnabel, a obra se torna um filme sobre os limites da resist\u00eancia emocional. Entre as obras cinematogr\u00e1ficas de Schnabel, est\u00e3o Antes do anoitecer, de 2000, e Basquiat: tra\u00e7os de uma vida, de 1996. Tamb\u00e9m construiu um document\u00e1rio em 2007, chamado Lou Reed&#8217;s Berlin.<\/p>\n<p>No come\u00e7o do filme, as imagens distorcidas de ossos humanos criam expectativas no observador. Aparentam comunicar sentimentos e at\u00e9 mesmo personalidades, como se fossem mapas das subjetividades dos seres humanos. E, partir da\u00ed, uma sala de cirurgia cria um cen\u00e1rio de base para a constru\u00e7\u00e3o do enredo. A partir da est\u00e9tica dessa sala de cirurgia, O escafandro e a borboleta cumpre o desafio de desenvolver uma narrativa capaz de explicar o porqu\u00ea dessa situa\u00e7\u00e3o cl\u00edmax. O filme recebeu quatro indica\u00e7\u00f5es ao Oscar, sete indica\u00e7\u00f5es ao C\u00e9sar, indica\u00e7\u00e3o ao Grande Pr\u00eamio Cinema Brasil de melhor filme estrangeiro e os pr\u00eamios de melhor diretor e o Grande Pr\u00eamio T\u00e9cnico no Festival de Cannes.<\/p>\n<p>Imagina\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria<\/p>\n<p>Para tratar a doen\u00e7a, Bauby \u00e9 submetido a uma cirurgia, mas a reabilita\u00e7\u00e3o deixa a desejar. Apenas o olho esquerdo se recupera e o olho direito fica sem irriga\u00e7\u00f5es, sendo costurado para n\u00e3o ficar exposto \u00e0s bact\u00e9rias. Apesar de imaginar a reprodu\u00e7\u00e3o de sons, como se, de fato, falasse palavras, Bauby n\u00e3o consegue mover a boca. Depois de alguns testes, ele percebe isso. Para se alimentar, recebe nutrientes atrav\u00e9s da traqueostomia.<\/p>\n<p>Em certo momento, os m\u00e9dicos comunicam ao jornalista sobre a ocorr\u00eancia do AVC, que deixou o tronco vascular, que liga o c\u00e9rebro \u00e0 espinha dorsal, inabilitado. Na narrativa \u00e9 destacado o fato de que se o caso fosse diagnosticado antes, provavelmente ele morreria, pois ainda n\u00e3o haviam sido desenvolvidos m\u00e9todos para estabilizar o estado de sa\u00fade de pacientes com derrame. No filme, h\u00e1 uma esperan\u00e7a de recupera\u00e7\u00e3o pelo fato do c\u00e9rebro n\u00e3o ter deixado de funcionar completamente. Mesmo com paralisia da cabe\u00e7a aos p\u00e9s, o jornalista encontra em referenciais \u00edntimos motivos para continuar vivo. Os m\u00e9dicos, fisioterapeutas e psic\u00f3logos ficam surpresos em saber do hist\u00f3rico de vida daquele paciente, isso porque o AVC geralmente ocorre quando a pessoa fuma, bebe e \u00e9 sedent\u00e1ria; ele n\u00e3o fumava, nem bebia em demasia.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es, ele cria uma maneira pessoal de compreender o mundo. A imagina\u00e7\u00e3o e a mem\u00f3ria agem, para Bauby, como l\u00e2mpadas m\u00e1gicas, ou seja, ferramentas de cria\u00e7\u00e3o. Ele consegue dar vida \u00e0s suas imagina\u00e7\u00f5es. Nessa condi\u00e7\u00e3o, de quase total imobilidade, os prazeres de Jean-Dominique Bauby v\u00eam das imagens e viv\u00eancias mentais, como a Torre Eiffel, andar de carro, entre outras. Imagens fotogr\u00e1ficas de familiares, de geleiras que derretem, e de um mergulhador revestido por um escafandro, s\u00e3o devaneios constantes. No filme, visam expressar os sentimentos diante das circunst\u00e2ncias f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas. \u00c9 como se a roupa de mergulhador, esse arranjo gerado pelas imagens e viv\u00eancias, fosse uma silhueta da sensa\u00e7\u00e3o de estar aprisionado no pr\u00f3prio corpo. E, como desfecho, a borboleta citada na narrativa se faz imagem de uma liberdade almejada. Liberdade essa, talvez, conquistada com a desvincula\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p>Num di\u00e1logo com seu pai, j\u00e1 idoso, ele comenta sobre o escafandro. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 prisioneiro do corpo, e eu estou preso no apartamento\u201d, lamenta o pai, que apresenta dificuldades para andar. Esse devaneio de pris\u00e3o, constru\u00eddo a partir do s\u00edmbolo do escafandro, est\u00e1 interligado \u00e0 \u00e1gua. Nos mitos, muitas vezes, a \u00e1gua \u00e9 associada \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o e aos conte\u00fados internos da pessoa. A obra parece querer revelar o lado marinho, ou seja, esse mundo abstrato, como uma maneira de se desapegar e desvincular dos estigmas e limita\u00e7\u00f5es de uma racionalidade predadora, egoc\u00eantrica e preconceituosa. As met\u00e1foras do escafandro e da borboleta tamb\u00e9m servem para mostrar como as pessoas, ao observarem-no, apenas conseguem imaginar a apar\u00eancia causada pela doen\u00e7a, ou seja, a debilidade manifesta. As met\u00e1foras do filme tamb\u00e9m fazem lembrar os lados sombra e luz, presentes em oposi\u00e7\u00f5es, separa\u00e7\u00f5es e classifica\u00e7\u00f5es feitas pela sociedade.<\/p>\n<p>O Sil\u00eancio dos inocentes, de 1991, do diretor Jonathan Demme, apresenta o devaneio de encarar a borboleta como imagem da liberdade, como se o corpo humano fosse um casulo. As cenas mentais, produzidas a partir da leitura dos dois filmes, convidam a pensar uma quest\u00e3o: at\u00e9 que ponto as pessoas limitam a exist\u00eancia ao escafandro do corpo, a ponto de n\u00e3o visualizarem o lado borboleta da vida, ou seja, a capacidade de recriar os modos de exist\u00eancia at\u00e9 poss\u00edveis liberdades idealizadas? Em outras palavras, existe uma cria\u00e7\u00e3o e recria\u00e7\u00e3o constante do humano? Ou ele est\u00e1 estagnado? Perguntas como essa, de uma maneira latente, parecem ser suscitadas pela obra cinematogr\u00e1fica. O filme mostra o quanto a antropog\u00eanese se faz verbo e carne na exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>E, ao pensar na antropog\u00eanese, \u00e9 poss\u00edvel refletir tamb\u00e9m as possibilidades da cosmog\u00eanese, ou seja, de uma cria\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do cosmos, num processo ininterrupto de nascimento. As dimens\u00f5es caos e cosmos se fazem presentes tanto na antropog\u00eanese quanto na cosmog\u00eanese. E o filme parece apontar pistas sobre isso, pois a situa\u00e7\u00e3o de AVC, tida no in\u00edcio como caos, ao longo do tempo, ap\u00f3s ganhar significa\u00e7\u00f5es, passa a representar o cosmos. Isso porque, a partir dela, Jean-Dominique Bauby passa a se sensibilizar em rela\u00e7\u00e3o aos valores pessoais, a ponto de rever e querer mudar a postura das rela\u00e7\u00f5es sociais com os familiares e amigos. O caos da vida dele n\u00e3o foi absoluto. A situa\u00e7\u00e3o anterior ao AVC, representada como ordem ou como cosmos, conforme se optou por apresentar, aparentava a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, mas, assim como o caos, estava em aberto, \u00e0 espera de um porvir de nascimentos. Ou seja, ap\u00f3s o caos, surgem outras possibilidades de reorganiza\u00e7\u00e3o da vida dele, a ponto de culminar com a realiza\u00e7\u00e3o de um desejo h\u00e1 muito tempo imaginado: escrever um livro. E, assim, a narrativa apresenta uma abordagem do homem desvinculada de conclus\u00f5es ou ci\u00eancias fechadas.<\/p>\n<p>Na obra liter\u00e1ria A \u00e1guia e a galinha, do fil\u00f3sofo Leonardo Boff, tamb\u00e9m s\u00e3o discutidos os arqu\u00e9tipos humanos. Tratam-se de padr\u00f5es de comportamento do inconsciente coletivo, ou seja, de figuras e s\u00edmbolos com significa\u00e7\u00f5es culturais e sociais universais. Baseado numa representa\u00e7\u00e3o do educador africano James Aggrey, Leonardo Boff v\u00ea no ser humano as met\u00e1foras da \u00e1guia e da galinha. Aggrey conta uma anedota sobre uma \u00e1guia criada como galinha. Essa \u00e1guia, conforme a narrativa, passa a se comportar como galinha. Isso faz o leitor pensar no quanto os seres humanos est\u00e3o domesticados, a ponto de serem feitos galinhas pelas imposi\u00e7\u00f5es exteriores. Mas, assim como no filme, h\u00e1 um desfecho para essa sensa\u00e7\u00e3o. O renascimento da dimens\u00e3o \u00e1guia, proposta pelo livro, se assemelha \u00e0 met\u00e1fora do surgimento da borboleta, ap\u00f3s eclodir do casulo. Isso porque ambos tratam da representa\u00e7\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o das catividades, sejam f\u00edsicas, espirituais, psicol\u00f3gicas ou sociais. O imagin\u00e1rio sobre o escafandro, por sua vez, se assemelha \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da met\u00e1fora da galinha. As vis\u00f5es sociais sobre o caso de Jean-Dominique Bauby o reduziam \u00e0 dimens\u00e3o galinha, por serem limitadas e empobrecidas. Mas, a partir de resist\u00eancias e resignifica\u00e7\u00f5es instintivas, meditativas, potenciais e pessoais, ele descobre a dimens\u00e3o \u00e1guia da vida, ou seja, uma ess\u00eancia para justificar a exist\u00eancia.<\/p>\n<p>No filme, as ferramentas usadas para escapar do escafandro s\u00e3o a imagina\u00e7\u00e3o e a mem\u00f3ria. Para os amigos, ele est\u00e1 incapaz de se comunicar, mas, para ele, as linguagens imag\u00e9ticas e do piscar de olhos se fazem constantes. O jornalista passou se comunicar tamb\u00e9m consigo mesmo, ou seja, com as refer\u00eancias e personagens registradas pelas experi\u00eancias e pela inventividade. O lado borboleta da personalidade desse jornalista tamb\u00e9m se faz presente quando ele desiste de ter pena de si. Jean-Dominique come\u00e7a a prestar aten\u00e7\u00e3o no corpo, e descobre detalhes inexplorados. E isso o faz encontrar novos sentidos para a exist\u00eancia.<\/p>\n<p>(Les scaphandre et le papillon)<br \/>\nDiretor: Julian Schnabel.<br \/>\nRoteiro: Ronald Harwood.<br \/>\nFran\u00e7a\/EUA, 2007.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.comciencia.br\/comciencia\/?section=8&amp;edicao=47&amp;tipo=resenha\">http:\/\/www.comciencia.br\/comciencia\/?section=8&amp;edicao=47&amp;tipo=resenha<\/a><br \/>\nLicenciado pela CC 2.0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escafandro e a borboleta convida o telespectador para uma reflex\u00e3o sobre as supera\u00e7\u00f5es humanas. Mostra a resist\u00eancia e a coragem de um homem diante de dificuldades da vida. Por Juliano Sanches O filme se passa na d\u00e9cada de 1990 na Fran\u00e7a. O jornalista Jean-Dominique Bauby, representado pelo ator Mathieu Amalric, 43 anos, editor da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-container-style":"default","site-container-layout":"default","site-sidebar-layout":"default","disable-article-header":"default","disable-site-header":"default","disable-site-footer":"default","disable-content-area-spacing":"default","footnotes":""},"categories":[29,8],"tags":[],"class_list":["post-8183","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-textos-e-artigos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O escafandro e a borboleta -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O escafandro e a borboleta -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O escafandro e a borboleta convida o telespectador para uma reflex\u00e3o sobre as supera\u00e7\u00f5es humanas. Mostra a resist\u00eancia e a coragem de um homem diante de dificuldades da vida. Por Juliano Sanches O filme se passa na d\u00e9cada de 1990 na Fran\u00e7a. O jornalista Jean-Dominique Bauby, representado pelo ator Mathieu Amalric, 43 anos, editor da [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2009-06-11T12:34:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/artes.gif\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Inclusive\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Inclusive\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183\"},\"author\":{\"name\":\"Inclusive\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44\"},\"headline\":\"O escafandro e a borboleta\",\"datePublished\":\"2009-06-11T12:34:25+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183\"},\"wordCount\":1676,\"commentCount\":1,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\\\/\\\/agenciainclusive.files.wordpress.com\\\/2009\\\/06\\\/artes.gif\",\"articleSection\":[\"Cultura\",\"OPINI\u00c3O\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183\",\"name\":\"O escafandro e a borboleta -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\\\/\\\/agenciainclusive.files.wordpress.com\\\/2009\\\/06\\\/artes.gif\",\"datePublished\":\"2009-06-11T12:34:25+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#primaryimage\",\"url\":\"http:\\\/\\\/agenciainclusive.files.wordpress.com\\\/2009\\\/06\\\/artes.gif\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/agenciainclusive.files.wordpress.com\\\/2009\\\/06\\\/artes.gif\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?p=8183#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O escafandro e a borboleta\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\",\"name\":\"Inclusive News\",\"description\":\"Inclusive News\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/@grandesite.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/@grandesite.png\",\"width\":1080,\"height\":1080,\"caption\":\"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/agenciainclusive\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/newsinclusive\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44\",\"name\":\"Inclusive\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Inclusive\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/inclusivenews.com.br\\\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O escafandro e a borboleta -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"O escafandro e a borboleta -","og_description":"O escafandro e a borboleta convida o telespectador para uma reflex\u00e3o sobre as supera\u00e7\u00f5es humanas. Mostra a resist\u00eancia e a coragem de um homem diante de dificuldades da vida. Por Juliano Sanches O filme se passa na d\u00e9cada de 1990 na Fran\u00e7a. O jornalista Jean-Dominique Bauby, representado pelo ator Mathieu Amalric, 43 anos, editor da [&hellip;]","og_url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/","article_published_time":"2009-06-11T12:34:25+00:00","og_image":[{"url":"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/artes.gif","type":"","width":"","height":""}],"author":"Inclusive","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Inclusive","Tempo estimado de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183"},"author":{"name":"Inclusive","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/person\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44"},"headline":"O escafandro e a borboleta","datePublished":"2009-06-11T12:34:25+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183"},"wordCount":1676,"commentCount":1,"publisher":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/artes.gif","articleSection":["Cultura","OPINI\u00c3O"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183","name":"O escafandro e a borboleta -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/artes.gif","datePublished":"2009-06-11T12:34:25+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#primaryimage","url":"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/artes.gif","contentUrl":"http:\/\/agenciainclusive.files.wordpress.com\/2009\/06\/artes.gif"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8183#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O escafandro e a borboleta"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#website","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/","name":"Inclusive News","description":"Inclusive News","publisher":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#organization","name":"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/@grandesite.png","contentUrl":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/@grandesite.png","width":1080,"height":1080,"caption":"Inclusive - inclus\u00e3o e cidadania"},"image":{"@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/agenciainclusive\/","https:\/\/www.instagram.com\/newsinclusive\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/#\/schema\/person\/0dab492019871b94abb65fa8ee7c8c44","name":"Inclusive","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","caption":"Inclusive"},"url":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?author=2"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8183\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}