{"id":8630,"date":"2009-06-27T12:12:33","date_gmt":"2009-06-27T12:12:33","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=8630"},"modified":"2009-06-27T12:12:33","modified_gmt":"2009-06-27T12:12:33","slug":"pesquisadora-comenta-desigualdades-entre-criancas-negras-e-brancas-na-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=8630","title":{"rendered":"Pesquisadora comenta desigualdades entre crian\u00e7as negras e brancas na educa\u00e7\u00e3o infantil"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.observatoriodaeducacao.org.br\/templates\/beez\/images\/observ.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"64\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Descri\u00e7\u00e3o da imagem: Logotipo do Observat\u00f3rio da Educa\u00e7\u00e3o, onde aparece caixa de di\u00e1logo com ponto de afirma\u00e7\u00e3o ao centro.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em entrevista ao Observat\u00f3rio da Educa\u00e7\u00e3o, a pesquisadora Cristina Teodoro Trinidad, bolsista do Programa Internacional de Bolsas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Ford e doutoranda em psicologia da Educa\u00e7\u00e3o da PUC\/SP, analisa os dados relativos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil divulgados pelo Observat\u00f3rio da Eq\u00fcidade (acesse aqui), do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social, em relat\u00f3rio sobre a educa\u00e7\u00e3o brasileira (leia aqui sobre o tema).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s desigualdades \u00e9tnico-raciais, a pesquisadora destaca que a freq\u00fc\u00eancia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil est\u00e1 relacionada diretamente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas das fam\u00edlias, portanto, s\u00e3o as desigualdades e disparidades entre as mulheres brancas e as mulheres negras que interferem no acesso das crian\u00e7as. Para a supera\u00e7\u00e3o dos problemas, Cristina aponta a necessidade de construir uma legisla\u00e7\u00e3o que, de fato, destine um or\u00e7amento para a educa\u00e7\u00e3o infantil, al\u00e9m da obrigatoriedade do ensino nessa etapa, acompanhada pela discuss\u00e3o da qualidade e forma\u00e7\u00e3o adequada dos profissionais.<\/p>\n<p>OE: qual a sua an\u00e1lise sobre os n\u00fameros apresentados?<\/p>\n<p>Cristina: infelizmente, o relat\u00f3rio n\u00e3o trouxe muitas novidades. O que traz de forma mais expl\u00edcita \u00e9 a desigualdade no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil entre as crian\u00e7as brancas e negras.<\/p>\n<p>OE: e quais s\u00e3o os fatores que contribuem para a amplia\u00e7\u00e3o dessa desigualdade?<br \/>\n\u00a0<br \/>\nCristina: no geral, h\u00e1 um aumento da freq\u00fc\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as de zero a tr\u00eas anos e entre quatro e cinco anos, mas esse aumento \u00e9 bastante insignificante. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s disparidades entre crian\u00e7as negras e as brancas, que aumentou nos \u00faltimos anos, existem alguns fatores que t\u00eam contribu\u00eddo para isso.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer uma separa\u00e7\u00e3o entre as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas da m\u00e3e e a freq\u00fc\u00eancia \u00e0 escola. O primeiro fator \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o da escolaridade da m\u00e3e. As crian\u00e7as de zero a tr\u00eas anos que freq\u00fcentam a educa\u00e7\u00e3o infantil s\u00e3o filhas de m\u00e3e com maior n\u00edvel educacional. E se fizermos a rela\u00e7\u00e3o entre mulheres brancas e negras isso fica vis\u00edvel. Isso \u00e9 um fator bastante contundente quando penso em por que as crian\u00e7as negras n\u00e3o est\u00e3o freq\u00fcentando o espa\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o infantil. Al\u00e9m disso, quanto maior a escolaridade da mulher, menor o n\u00famero de filhos. As mulheres negras ainda t\u00eam \u00edndices de filhos muito maior que as brancas. \u00c9 uma propor\u00e7\u00e3o, em 2007, de 2,3 para as negras e 1,9 para as brancas.<\/p>\n<p>Outro fator que, de forma geral, contribui para que essas crian\u00e7as n\u00e3o estejam no espa\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com a inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho. Novamente, se pensarmos essa quest\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s disparidades existentes entre mulheres brancas e mulheres negras, vemos que a renda familiar das mulheres brancas \u00e9 muito maior que a das mulheres negras, que t\u00eam taxa de desemprego maior. Ent\u00e3o, a inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho contribui diretamente, principalmente na faixa et\u00e1ria de quatro a cinco anos de idade. Quando as crian\u00e7as v\u00e3o crescendo, as mulheres v\u00e3o se inserindo no mercado de trabalho e isso faz com que elas busquem espa\u00e7os para que seus filhos permane\u00e7am, dentre esses espa\u00e7os o da educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es domiciliares. H\u00e1 disparidade enorme, pois a popula\u00e7\u00e3o branca, pelo rendimento, tem mais oportunidades de morar em lugares com mais qualidade. A oportunidade de ter qualidade de vida e morar em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis influencia diretamente na perman\u00eancia e freq\u00fc\u00eancia da crian\u00e7a no espa\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p>OE: um dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior atendimento no Nordeste em rela\u00e7\u00e3o ao Sudeste. Quais s\u00e3o os fatores?<\/p>\n<p>Cristina: desde a d\u00e9cada de 1970, organismos internacionais, como Unicef e Banco Mundial, destinam recursos a esse bols\u00e3o da pobreza. A educa\u00e7\u00e3o infantil, historicamente, sempre esteve aliada \u00e0 quest\u00e3o da desnutri\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, no Nordeste, onde os \u00edndices de desnutri\u00e7\u00e3o infantil s\u00e3o muito maiores, a educa\u00e7\u00e3o infantil foi um foco. A associa\u00e7\u00e3o da pobreza \u00e0 quest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, levou as crian\u00e7as para o espa\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o infantil, n\u00e3o porque \u00e9 um direito, mas por diminuir o \u00edndice da desnutri\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um dos fatores que fizeram com que o Nordeste, ao longo da hist\u00f3ria, tivesse expans\u00e3o muito maior na quest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o infantil.\u00a0<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es, h\u00e1 que se ter cuidado ao fazer a leitura dos dados. No hist\u00f3rico da educa\u00e7\u00e3o infantil, a regi\u00e3o Nordeste \u00e9 a que teve maiores \u00edndices de expans\u00e3o, o que beneficiou crian\u00e7as brancas e negras, das duas faixas et\u00e1rias. Apesar disso, os indicadores dessa expans\u00e3o s\u00e3o bastante ruins. Na regi\u00e3o Nordeste, temos pior qualidade para a educa\u00e7\u00e3o infantil. O professorado \u00e9 leigo, recebe menos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras regi\u00f5es e os espa\u00e7os s\u00e3o completamente inadequados. Ou seja, as crian\u00e7as t\u00eam mais acesso, mas isso n\u00e3o significa que estejam em melhores condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as crian\u00e7as de fam\u00edlias com maior rendimento t\u00eam melhores acessos em fun\u00e7\u00e3o disso. S\u00e3o outras oportunidades, outras redes, outras alternativas. H\u00e1 um processo de desigualdade, apesar da oportunidade de acesso, n\u00e3o h\u00e1 a mesma qualidade, em fun\u00e7\u00e3o da renda.\u00a0<\/p>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s desigualdades entre as regi\u00f5es, no Nordeste as crian\u00e7as entre sete e nove anos ainda est\u00e3o no espa\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o infantil, ao inv\u00e9s de j\u00e1 estarem freq\u00fcentando o ensino fundamental. H\u00e1 um problema de evas\u00e3o escolar e defasagem idade\/s\u00e9rie, o que faz com que essas crian\u00e7as permane\u00e7am nesse espa\u00e7o.<br \/>\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br \/>\nOE: qual a pol\u00edtica p\u00fablica educacional necess\u00e1ria para a supera\u00e7\u00e3o das desigualdades?<\/p>\n<p>Cristina: se pensarmos a educa\u00e7\u00e3o infantil como um direito da crian\u00e7a, h\u00e1 a necessidade de fazer a amplia\u00e7\u00e3o da qualidade da forma\u00e7\u00e3o dos profissionais.\u00a0 No Nordeste muitos s\u00e3o leigos e, no Sudeste, o \u00edndice de professores(as) que t\u00eam apenas o ensino fundamental \u00e9 grande. Al\u00e9m disso, h\u00e1 necessidade de garantir espa\u00e7os adequados. Uma pol\u00edtica p\u00fablica que leve em considera\u00e7\u00e3o a qualidade deve pensar em espa\u00e7os com parques, brinquedos, materiais pedag\u00f3gicos. A expans\u00e3o \u00e9 feita sem isso, n\u00e3o h\u00e1 material pedag\u00f3gico, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) n\u00e3o inclui a educa\u00e7\u00e3o infantil na disponibiliza\u00e7\u00e3o de livros, por exemplo. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso definir um or\u00e7amento. Mesmo com o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica), n\u00e3o h\u00e1, de fato, um or\u00e7amento que determine o quanto dessa verba \u00e9 para a educa\u00e7\u00e3o infantil e de que forma essa verba deve ser aplicada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, se as quest\u00f5es est\u00e3o relacionadas com as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas das mulheres, \u00e9 preciso pensar pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas \u00e0s disparidades entre as mulheres negras e brancas, a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, a quest\u00e3o do aumento da escolaridade e da moradia.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>OE: o relat\u00f3rio deposita muita expectativa no Fundeb para a supera\u00e7\u00e3o dos problemas. Os recursos alocados s\u00e3o suficientes?<\/p>\n<p>Cristina: o Fundeb \u00e9, de fato, um avan\u00e7o e h\u00e1 grande expectativa. Mas, 60% da verba \u00e9 para o ensino fundamental. Os demais 40% s\u00e3o disputados pelas demais etapas.\u00a0 Como fica ao munic\u00edpio a tomada de decis\u00e3o, \u00e9 uma lei que, na sua aplica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p>OE \u2013 o que pensa sobre a obrigatoriedade de pessoas entre\u00a0 4 e 17 anos freq\u00fcentarem a escola?<\/p>\n<p>Cristina: \u00e9 importante ter obrigatoriedade, e n\u00e3o s\u00f3 a partir dos quatro anos. A educa\u00e7\u00e3o infantil sempre esteve, no Nordeste, atrelada \u00e0 quest\u00e3o da desnutri\u00e7\u00e3o, e nas demais regi\u00f5es atrelada \u00e0 quest\u00e3o do ensino fundamental. Se ela passa a ser obrigat\u00f3ria, significa ter um or\u00e7amento pr\u00f3prio, o que \u00e9 fundamental, n\u00e3o s\u00f3 a partir dos quatro anos, mas tamb\u00e9m de zero a tr\u00eas anos. Se for s\u00f3 a partir dos quatro anos, corre-se o risco de esquecer as de zero a tr\u00eas anos, o que j\u00e1 vem acontecendo.<\/p>\n<p>OE: mas pais e m\u00e3es seriam obrigados a matricular seus filhos desde muito pequenos&#8230;<\/p>\n<p>Cristina: as crian\u00e7as brancas est\u00e3o matriculadas na educa\u00e7\u00e3o infantil desde muito pequenas, em espa\u00e7os privados. H\u00e1 que se pensar uma pol\u00edtica de qualidade para atendimento apropriado \u00e0 idade. N\u00e3o vejo como um problema os pais terem que levar seus filhos para a educa\u00e7\u00e3o infantil e as crian\u00e7as poderem ter melhores condi\u00e7\u00f5es e qualidade de ensino, desde a tenra idade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Observat\u00f3rio da Educa\u00e7\u00e3o, a pesquisadora Cristina Teodoro Trinidad, bolsista do Programa Internacional de Bolsas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Ford e doutoranda em psicologia da Educa\u00e7\u00e3o da PUC\/SP, analisa os dados relativos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil divulgados pelo Observat\u00f3rio da Eq\u00fcidade (acesse aqui), do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social, em relat\u00f3rio sobre a 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