{"id":924,"date":"2008-08-15T10:50:55","date_gmt":"2008-08-15T10:50:55","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=924"},"modified":"2008-08-15T10:50:55","modified_gmt":"2008-08-15T10:50:55","slug":"especial-amor-sem-restricoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=924","title":{"rendered":"Especial: amor sem restri\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family:Arial;\"><span style=\"font-size:small;\">Minha esposa me devolveu as cores do mundo que a defici\u00eancia me roubou<\/span><\/span><\/p>\n<p>A frase que intitula esta mat\u00e9ria foi pronunciada pelo psic\u00f3logo  Naziberto Lopes de Oliveira, casado com a economista e auditora Elizabeth  Marinho. Ele, cego, e ela sem defici\u00eancia. Essa parceria rom\u00e2ntica cada vez mais  comp\u00f5e o cen\u00e1rio de relacionamentos afetivos, em que pessoas com e sem  defici\u00eancia se encontram, se enamoram e descobrem que juntas se completam.<\/p>\n<p>O psicanalista Fabiano Puhlmann Di Girolamo explica que a  afetividade \u00e9 uma palavra que remete ao aspecto emocional do ser humano. &#8220;Os  afetos, os sentimentos, as emo\u00e7\u00f5es a tudo aquilo que nos afeta \u00e9 o conjunto de  nossas rea\u00e7\u00f5es emocionais ao relacionamento de nossa individualidade com o mundo  que nos envolve&#8221;, explica. Assim como todas as pessoas experimentam viv\u00eancias  afetivas; da mesma forma, as pessoas com defici\u00eancia experimentam os sentimentos  como os demais. &#8220;Pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, auditiva, visual e intelectual  s\u00e3o plenas de afeto, interagem nos relacionamentos com sentimentos e pensamentos  \u00fanicos&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Puhlmann esclarece que as pessoas com defici\u00eancia, assim como  todos, expressam sua afetividade por meio dos canais sociais dispon\u00edveis:  m\u00fasica, arte, dan\u00e7a, etc. A express\u00e3o afetiva \u00e9 interme\u00addiada pelo corpo, por  exemplo: os m\u00fasculos faciais expressam os sentimentos, os ombros em movimento  podem ser interpretados como desd\u00e9m, um desviar de olhos pode representar  timidez; as pessoas com defici\u00eancia auditiva s\u00e3o extremamente expressivas e as  pessoas com defici\u00eancia visual apresentam grande sensibilidade \u00e0s express\u00f5es  musicais. Quem apresenta defici\u00eancia intelectual encontra uma porta aberta para  a express\u00e3o afetiva pela dan\u00e7a. Ele destaca que pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica,  em geral, t\u00eam grande capacidade de express\u00e3o dos afetos pela literatura, gra\u00e7as  a capacidade de imagina\u00e7\u00e3o e criatividade treinada diariamente para contornar as  limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas.<\/p>\n<p>O psicanalista atribui o relacionamento de pessoas com e sem  defici\u00eancia a aspectos favor\u00e1veis como acessibilidade e comunica\u00e7\u00e3o.  &#8220;Enamoramento, paix\u00e3o e amor s\u00e3o vivenciados em relacionamentos de pessoas com  defici\u00eancia entre si e de pessoas com e sem defici\u00eancia. O flerte, o namoro e o  casamento s\u00e3o a ordem e n\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o&#8221;, ressalta, acrescentando que envolvimento  afetivo \u00e9 sin\u00f4nimo de maturidade afetiva.<\/p>\n<p>Fabiano Puhlmann fala por experi\u00eancia, pois ele pr\u00f3prio tem  defici\u00eancia f\u00edsica e \u00e9 casado com uma pessoa sem defici\u00eancia. &#8220;Na minha  experi\u00eancia de casamento tenho percebido que o mais importante em um  relacionamento \u00e9 amar o parceiro, fazendo concess\u00f5es, adapta\u00e7\u00f5es e sempre  crescendo juntos, sabendo que se relacionar com algu\u00e9m \u00e9 sempre um desafio  di\u00e1rio. Conquiste e seja conquistado, reconquiste e seja reconquistado pelo  menos uma vez a cada nova onda emocional&#8221;, observa.<\/p>\n<p>ENCONTRO M\u00c1GICO<\/p>\n<p>O psic\u00f3logo que abre esta mat\u00e9ria, Naziberto Lopes de Oliveira,  \u00e9 cego e destaca que a defici\u00eancia n\u00e3o desconecta o ser humano de sua humanidade  e, assim sendo, n\u00e3o o separa dos sentimentos comuns a todos os seres humanos:  amor, \u00f3dio, medo, ira, etc.<\/p>\n<p>Muitas vezes, o preconceito da sociedade em rela\u00e7\u00e3o a quem tem  defici\u00eancia e o pr\u00f3prio isolamento em que se encerram essas pessoas podem levar  a afetividade dessas pessoas a dois extremos: mais exacerbada ou embotada.  Naziberto explica: &#8220;isso acontece n\u00e3o em virtude da defici\u00eancia, mas sim, em  virtude da falta de contato com um outro ser humano, necess\u00e1rio a todos&#8221;.<\/p>\n<p>Sua esposa, Elizabeth Marinho, tamb\u00e9m tem um irm\u00e3o com  defici\u00eancia intelectual. Para ela, pessoas com defici\u00eancia expressam sua  afetividade como qualquer outra pessoa, com a expectativa de serem aceitas pelo  que s\u00e3o. &#8220;Em geral, s\u00e3o mais sinceras, como por exemplo, meu irm\u00e3o, que tem  defici\u00eancia intelectual severa, \u00e9 bastante transparente em seus sentimentos e  n\u00e3o demonstra afetividade s\u00f3 para agradar&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Beto, como \u00e9 conhecido entre os amigos, acredita que seja mais  comum hoje pessoas com defici\u00eancia se relacionarem em virtude de maior  exposi\u00e7\u00e3o, por estarem saindo mais \u00e0s ruas. &#8220;Seus direitos como cidad\u00e3os est\u00e3o  sendo mais respeitados. As quest\u00f5es de acessibilidade e transporte p\u00fablico est\u00e3o  possibilitando com que estes encontros aconte\u00e7am com mais freq\u00fc\u00eancia&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Sua esposa concorda. &#8220;Tenho visto mais casais por a\u00ed,  conversando em Libras (L\u00edngua Brasileira de Sinais), na companhia de um c\u00e3o-guia  ou algu\u00e9m utilizando uma bengala ou cadeira de rodas. Acho uma pena que tanta  gente, mesmo querendo companhia, esteja s\u00f3. Imagino que depende de as pessoas se  abrirem mais umas com as outras e expressarem seus desejos, conversarem sem  \u2018escudos\u2019&#8221;.<\/p>\n<p>Quando Beto adquiriu a defici\u00eancia estava come\u00e7ando um novo  namoro. Uma queda gerou a perda total da vis\u00e3o. No per\u00edodo que se seguiu, a  parceira virou mais &#8220;enfermeira&#8221; do que companheira. &#8220;Virei um verdadeiro porre  durante o per\u00edodo de readapta\u00e7\u00e3o, desacreditado de mim mesmo e de toda e  qualquer possibilidade futura de ser boa companhia para algu\u00e9m&#8221;. Casou-se e o  casamento durou tr\u00eas anos. Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, Beto experimentou relacionamentos  com pessoas com e sem defici\u00eancia, sempre de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 que surgiu a pessoa que me fez confiar novamente em um  relacionamento est\u00e1vel e duradouro&#8221;, destaca, adjetivando de &#8220;encontro m\u00e1gico&#8221;,  em Parati, um encontro casual em que os la\u00e7os foram se estreitando e a m\u00e1gica  acontecendo. &#8220;Existem pessoas t\u00e3o incr\u00edveis, como a Beth, que se fazem vis\u00edveis  de todas as formas. Ela simplesmente me devolveu as cores do mundo que a  cegueira havia me roubado&#8221;.<\/p>\n<p>Unidos h\u00e1 cinco anos, a esposa revela a &#8220;receita&#8221; da boa  rela\u00e7\u00e3o. &#8220;Conhe\u00e7o muitos casais em que n\u00e3o h\u00e1 uma defici\u00eancia f\u00edsica ou  sensorial presente, mas que n\u00e3o conseguem afinar suas manias, seus jeitos e  formas de pensar. Para uma rela\u00e7\u00e3o dar certo \u00e9 preciso boa vontade, dedica\u00e7\u00e3o,  paci\u00eancia, cuidado de ambas as partes um com o outro e com a pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o e  acima de tudo muito amor. N\u00e3o d\u00e1 para descuidar!&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Beth acrescenta que o relacionamento com uma pessoa cega \u00e9  extremamente comum, n\u00e3o h\u00e1 nada de diferente. &#8220;Muitas vezes me esque\u00e7o que ele  n\u00e3o enxerga, at\u00e9 porque ele \u00e9 muito ativo, faz tudo em casa, substitui l\u00e2mpadas,  conserta tudo o que quebra, sobe no telhado, instala os equipamentos eletr\u00f4nicos  (e os coloca para funcionar), ajuda com as tarefas dom\u00e9sticas, enfim&#8230; Faz  muito mais do que os maridos de muitas amigas minhas&#8221;.<\/p>\n<p>Para o matem\u00e1tico Marco Pellegrini, a express\u00e3o da afetividade \u00e9  o resultado da elabora\u00e7\u00e3o interna que fazemos da realidade a nossa volta. &#8220;Para  vivenciar de forma positiva a disposi\u00e7\u00e3o do outro em relacionar-se \u00e9 preciso  estar inteiro, de bem com a vida. Toda pessoa com ou sem defici\u00eancia, classe  social ou credo pode estabelecer um relacionamento sadio&#8221;.<\/p>\n<p>Tetrapl\u00e9gico em fun\u00e7\u00e3o de arma de fogo, reencontrou M\u00e1rcia, a  atual esposa, ap\u00f3s um per\u00edodo de afastamento, caminhos distintos e a  adolesc\u00eancia marcada por um longo namoro. Casaram-se com outras pessoas, veio o  acidente com Pellegrini e o reencontro em festa de amigos. H\u00e1 sete anos  compartilham o cotidiano.<\/p>\n<p>Segundo Pellegrini, as restri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas incomodam nas  situa\u00e7\u00f5es de lazer e social, e s\u00e3o agravadas, muitas vezes, pela aus\u00eancia de  acessibilidade. Mesmo assim saem com freq\u00fc\u00eancia. &#8220;Tenho convic\u00e7\u00e3o que contar com  adapta\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para ter autonomia no exerc\u00edcio de atividades b\u00e1sicas  como atender o telefone, a porta, mudar o canal da TV e outras, \u00e9 de fundamental  import\u00e2ncia para a rela\u00e7\u00e3o&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Essas experi\u00eancias mostram que, mais que restri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas,  intelectuais, visuais ou auditivas o maior obst\u00e1culo para o encontro e  reencontro da afeti\u00advidade ainda \u00e9 o preconceito e o desconhecimento em rela\u00e7\u00e3o  a quem tem defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Fonte: n\u00ba 70 do Jornal da AME.<\/p>\n<table class=\"applicationcontainer managementview\" style=\"height:30px;\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"684\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td class=\"content\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha esposa me devolveu as cores do mundo que a defici\u00eancia me roubou A frase que intitula esta mat\u00e9ria foi pronunciada pelo psic\u00f3logo Naziberto Lopes de Oliveira, casado com a economista e auditora Elizabeth Marinho. 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