{"id":9630,"date":"2009-07-31T07:43:45","date_gmt":"2009-07-31T10:43:45","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=9630"},"modified":"2009-07-31T07:43:45","modified_gmt":"2009-07-31T10:43:45","slug":"o-ensino-da-filosofia-e-da-sociologia-contribuicao-para-a-inclusao-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=9630","title":{"rendered":"O ensino da filosofia e da sociologia: Contribui\u00e7\u00e3o para a inclus\u00e3o escolar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:right;\"><strong>por Guga Dorea<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura homologou a decis\u00e3o do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) que obriga todas as escolas do ensino m\u00e9dio a implantarem em sua grade curricular, at\u00e9 agosto de 2007, as disciplinas de filosofia e de sociologia. Como toda regra, h\u00e1 sempre aqueles que criticam. A principal d\u00favida, em rela\u00e7\u00e3o a essa lei, \u00e9 quanto \u00e0 defendida autonomia das escolas para criarem seus curr\u00edculos. Correta ou n\u00e3o, dizem esses cr\u00edticos, essa resolu\u00e7\u00e3o deveria partir dos pr\u00f3prios estabelecimentos de ensino.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Apesar de j\u00e1 ser obrigat\u00f3rio em muitos Estados, vale ressaltar essa decis\u00e3o. Afinal, de acordo com o CNE, ser\u00e3o mais de nove milh\u00f5es de estudante em 23. 561 escolas p\u00fablicas e particulares atingidos pela medida.  \u00c9 nesse contexto que tenho como objetivo, com esse artigo, abrir um debate sobre os poss\u00edveis efeitos dessa lei no \u00e2mbito escolar e, conseq\u00fcentemente, na vida social dos alunos do ensino m\u00e9dio. Para completar, pretendo ainda buscar uma conex\u00e3o com a tamb\u00e9m obrigat\u00f3ria inclus\u00e3o escolar da chamada pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sem a pretens\u00e3o de esgotar o tema, come\u00e7o ent\u00e3o trazendo a t\u00e3o pouco compreendida transdisciplinalidade. Quem j\u00e1 nos ajudou a pensar muito sobre essa quest\u00e3o foi o antrop\u00f3logo Edgar Morin. Para ele, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel imaginar conte\u00fados program\u00e1ticos estanques, como as que s\u00e3o denominadas como ci\u00eancias biol\u00f3gicas e exatas, de um lado, e as humanas de outro, o que exige, por parte do sistema de ensino, uma desfragmenta\u00e7\u00e3o cada vez maior das disciplinas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo Morin, as escolas insistem ainda em uma esp\u00e9cie de \u201chiperespecializa\u00e7\u00e3o\u201d que transforma todas disciplinas em compartimentos isolados entre si. Parcelar o conhecimento em prateleiras fechadas, enfatiza ele, n\u00e3o explica mais a realidade ou a complexidade dos dilemas enfrentados atualmente pela sociedade contempor\u00e2nea. \u201cO conhecimento das informa\u00e7\u00f5es ou dos dados isolados \u00e9 insuficiente. \u00c9 preciso situar as informa\u00e7\u00f5es e os dados em seu contexto para que adquiram sentido\u201d (p. 36 ).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esse ensino extremamente fracionado, afirma Morin, tende a levar a uma preocupa\u00e7\u00e3o excessiva apenas com a especializa\u00e7\u00e3o, pois a escola, ao cercear as partes do saber, n\u00e3o ensina os alunos a contextualizar e organizar o aprendizado diante das incertezas de um mundo cada vez mais imprevisto e plural em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferen\u00e7as humanas. Tal processo n\u00e3o poucas vezes gera uma desresponsabiliza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo em tecer algo maior do que si pr\u00f3prio na rela\u00e7\u00e3o com o outro. Enquanto isso, conclui o antrop\u00f3logo, a escola, da forma como ela continua a ser conduzida,<\/p>\n<blockquote><p>\u201cpode tamb\u00e9m cegar e conduzir a excluir tudo aquilo que n\u00e3o seja quantific\u00e1vel e mensur\u00e1vel, eliminando, dessa forma, paix\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es, dores e alegrias. Da mesma forma, quando obedece estritamente ao postulado determinista, o princ\u00edpio da redu\u00e7\u00e3o oculta o imprevisto, o novo e a inven\u00e7\u00e3o\u201d (p. 42).<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Trata-se aqui de entender que essa maneira de ensinar confunde e reduz o verdadeiro sentido do que \u00e9 educar com a simples transmiss\u00e3o de conte\u00fados pr\u00e9-determinados. Colocar como obrigat\u00f3ria o ensino de filosofia e sociologia, nesses moldes, pode gerar um efeito inesperado, ou seja, o surgimento de mais duas mat\u00e9rias desvinculadas dos outros conte\u00fados, correndo-se s\u00e9rios riscos delas passarem a ser vistas pelos alunos como n\u00e3o significativas para a realidade concreta de suas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Agora, se elas estiverem nutrindo as outras disciplinas, talvez o ensino como um todo se torne mais interessante. Nessa perspectiva, ser\u00e1 papel do professor conseguir demonstrar que filosofia e sociologia est\u00e3o intimamente ligadas \u00e0 exist\u00eancia e aos problemas individuais e coletivos de cada um de seus alunos. Deve-se buscar, nesse sentido, a uni\u00e3o dos conhecimentos, tendo como princ\u00edpio b\u00e1sico a cria\u00e7\u00e3o do que o pr\u00f3prio Morin chamou  de \u201cconsci\u00eancia terrena\u201d, na qual todos tenham dentro de si um sentimento rec\u00edproco de que coexistimos com modos de ser e de viver singulares.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quando ensinei filosofia e sociologia para cursos universit\u00e1rios de comunica\u00e7\u00e3o e direito, notei uma n\u00edtida cis\u00e3o curricular entre as intituladas disciplinas especializadas e as te\u00f3ricas, como se o exerc\u00edcio de profiss\u00f5es como essas nada tivessem a ver com filosofia e sociologia, ou melhor, com a realidade social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica da realidade na qual eles estar\u00e3o inseridos e exercer\u00e3o suas atividades profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>A TRANSDISCIPLINALIDADE E A INCLUS\u00c3O ESCOLAR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Continuando nessa linha de racioc\u00ednio, vem a seguinte quest\u00e3o:  o que essas duas disciplinas podem auxiliar na inclus\u00e3o social da pessoa vista como deficiente? H\u00e1 uma tend\u00eancia sociol\u00f3gica, alguns dizem que inevit\u00e1vel no mundo de hoje, dos jovens procurarem suas \u201ctribos\u201d para se relacionarem. Nelas h\u00e1 todo um modo de ser o mais homog\u00eaneo poss\u00edvel, incluindo a. mesma linguagem e at\u00e9 formas semelhantes de se vestir e de se comportar socialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nesses modos circunscritos de viver, o que estiver fora &#8211; do que pensadores como Gilles Deleuze e F\u00e9lix Guattari chamaram de \u201cterrit\u00f3rios existenciais\u201d &#8211; \u00e9 taxado como \u201cestranho\u201d, limitando, conscientemente ou n\u00e3o, a troca com os concebidos negativamente como diferentes. \u201cComo conversar e at\u00e9 ter uma certa amizade com algu\u00e9m que n\u00e3o fale a mesma l\u00edngua dos pertencentes a meu grupo, sem ser mal visto e interpretado pelos seus integrantes, sobretudo daquele que encarna a figura do l\u00edder\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Se indaga\u00e7\u00f5es como essa vale entre os chamados \u201cnormais\u201d, quanto mais em rela\u00e7\u00e3o a um poss\u00edvel relacionamento com aqueles que sempre foram estigmatizados como inferiores e que, portanto, eram (e ainda s\u00e3o) obrigados a passar por um processo de \u201cnormatiza\u00e7\u00e3o\u201d para serem inseridos e reconhecidos no conv\u00edvio social.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio, portanto, promover um paralelo entre essa vis\u00e3o filos\u00f3fica e o mundo atual, no sentido de que ainda somos acostumados a pensar em uma divis\u00e3o hier\u00e1rquica entre \u201cn\u00f3s\u201d e \u201celes\u201d ou entre \u201cnormais\u201d e \u201canormais\u201d. Muitas escolas, mesmo algumas \u201cinclusivas\u201d, continuam a reproduzir esse modelo excludente: \u201celes s\u00e3o apenas um pouco diferentes dos outros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Frases como essas, que pretendem explicar o que \u00e9 a S\u00edndrome de Down, j\u00e1 fazem parte do senso comum. Mas cabem aqui algumas ressalvas: que outros s\u00e3o esses? Eles s\u00e3o \u201cdiferentes\u201d em rela\u00e7\u00e3o a que modelo de \u201cnormalidade\u201d? E quem definiu essa normalidade? E mais: como definir o que \u00e9 como se desenvolve o chamado atraso no desenvolvimento intelectual?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O pr\u00f3prio pensamento filos\u00f3fico est\u00e1 a\u00ed para nos ajudar a pensar sobre essas quest\u00f5es. J\u00e1 tratei em artigo anterior, publicado por essa mesma revista, o quanto alguns conceitos filos\u00f3ficos tendem a justificar a produ\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da separa\u00e7\u00e3o dos seres humanos em \u201ciguais\u201d e \u201cdiferentes\u201d. A partir do instante em que, como dizia Plat\u00e3o, todos n\u00f3s temos que nos basear em um modelo ideal de sociedade, resta a exclus\u00e3o aos que n\u00e3o se assemelham a esse modelo ou ainda a busca, muitas vezes angustiante, para se aproximar dele e passar a participar do \u201cseleto\u201d clube dos \u201ciguais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Caso os professores de sociologia e filosofia consigam, al\u00e9m de conectar as suas disciplinas \u00e0s outras, afetar os alunos para que eles se indaguem sobre essas tem\u00e1ticas, o que significa redimensionar posturas normatizantes de exist\u00eancia, talvez um verdadeiro desejo pela inclus\u00e3o se desenvolva no \u00e2mbito escolar. Tal processo, na verdade, deve ser iniciado desde a educa\u00e7\u00e3o infantil. No entanto, como j\u00e1 mostrou Mantoan, a escola ainda reproduz v\u00edcios do passado ao se pautar por um curr\u00edculo estagnado e pela id\u00e9ia de um aluno \u201dmodelo\u201d cada vez mais homogeneizado, caracterizando os demais como \u201catrasados\u201d nesse galopante processo de ensinar.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSabemos que o ensino b\u00e1sico como um todo (educa\u00e7\u00e3o infantil, educa\u00e7\u00e3o fundamental e ensino m\u00e9dio) \u00e9 prisioneiro da transmiss\u00e3o dos conhecimentos acad\u00eamicos e os alunos de sua reprodu\u00e7\u00e3o, nas aulas e nas provas. A divis\u00e3o do curr\u00edculo em disciplinas como a matem\u00e1tica, a l\u00edngua portuguesa, etc, fragmenta e especializa os saberes e faz de cada mat\u00e9ria escolar um fim em si mesmo e n\u00e3o um dos meios de que dispomos para esclarecer o mundo em que vivemos e entender melhor a n\u00f3s mesmos\u201d (p.187).<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">O professor tamb\u00e9m deve deixar, como diria Deleuze, a partir do fil\u00f3sofo Espinosa, ser afetado pelo aluno, n\u00e3o mais se proclamando como um profissional pronto e unicamente especialista. Ora, se pensarmos que a id\u00e9ia de normalidade foi uma cria\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e sociol\u00f3gica, nada como romper essa vis\u00e3o hier\u00e1rquica do que \u00e9 educar, revelando aos alunos, como j\u00e1 o fez o soci\u00f3logo Boaventura dos Santos, que \u00e9 poss\u00edvel lutar pela igualdade quando a diferen\u00e7a nos inferioriza e pelo direito a sermos diferentes quando a id\u00e9ia de igualdade busca a aniquila\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria diferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Finalizo esse artigo com um poema do m\u00fasico Arnaldo Antunes: \u201cTodas as coisas do mundo n\u00e3o cabem numa id\u00e9ia. Mas tudo cabe numa palavra, nesta palavra tudo\u201d.  Nesse contexto, a palavra \u201ctudo\u201d basta para que as diferen\u00e7as, lembrando que todos n\u00f3s temos singularidades e potencialidades pr\u00f3prias, possam coexistir mutuamente, o que significa n\u00e3o mais se fechar em \u201cguetos\u201d e sim abrir espa\u00e7os para a conex\u00e3o com o outro, mesmo que ele n\u00e3o atinja o mesmo ritmo. Enquanto nossas escolas continuarem a acreditar que todos os seus alunos cabem em uma \u00fanica forma de ensinar, investindo em um plat\u00f4nico aluno idealizado, talvez enfrentemos ainda muitas barreiras para criar uma sociedade realmente inclusiva e democr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">_________________<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"text-decoration:underline;\">Sobre o autor:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin:0 0 10pt;\"><span style=\"font-family:Calibri;font-size:small;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em><strong>Guga Dorea<\/strong> <\/em><span style=\"line-height:150%;font-size:12pt;\"><em>\u00e9 Jornalista e doutor em Sociologia. Atua hoje em dia como professor de cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva e do curso de especializa\u00e7\u00e3o em s\u00edndrome de Down, organizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Cl\u00ednicas (CEPEC), al\u00e9m de pesquisador e articulista nas \u00e1reas social, educacional e inclusiva. \u00c9 tamb\u00e9m integrante do Instituto Futuro Educa\u00e7\u00e3o, uma entidade sem fins lucrativos que tem como forma de atua\u00e7\u00e3o projetar e propor cursos, semin\u00e1rios e oficinas que abrangem desde a<span> <\/span>filosofia e a sociologia da diferen\u00e7a at\u00e9 a educa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e inclusi<\/em>va.<\/span><em> Contato:\u00a0 gugadorea@uol.com.br<\/em><\/p>\n<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Guga Dorea O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura homologou a decis\u00e3o do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) que obriga todas as escolas do ensino m\u00e9dio a implantarem em sua grade curricular, at\u00e9 agosto de 2007, as disciplinas de filosofia e de sociologia. 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