{"id":9674,"date":"2009-08-01T08:36:16","date_gmt":"2009-08-01T11:36:16","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/?p=9674"},"modified":"2009-08-01T08:36:16","modified_gmt":"2009-08-01T11:36:16","slug":"criancas-com-necessidades-especiais-se-libertar-do-peso-do-diagnostico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inclusivenews.com.br\/?p=9674","title":{"rendered":"Crian\u00e7as com necessidades especiais &#8211; &#034;Se libertar do peso do diagn\u00f3stico\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><em>A autora observa que \u201cem alunos com necessidades educacionais especiais ou<br \/>\nproblemas de aprendizagem, o peso do diagn\u00f3stico m\u00e9dico atua como freio do<br \/>\nprocesso de inclus\u00e3o educacional\u201d e prop\u00f5e substituir \u201co paradigma m\u00e9dico\u201d<br \/>\npelo \u201cparadigma pedag\u00f3gico\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por Graciela M. Gonz\u00e1lez *<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nos casos de alunos com necessidades educacionais especiais ou problemas de<br \/>\naprendizagem, o peso do diagn\u00f3stico m\u00e9dico atua como freio do processo de<br \/>\ninclus\u00e3o educacional. A preocupa\u00e7\u00e3o de reunir uma descri\u00e7\u00e3o detalhada e<br \/>\ncomprovada por m\u00e9dico ou psicopedagogo se apresenta como prioridade, tanto<br \/>\nem escolas especiais como nas escolas comuns, para resolver a problem\u00e1tica<br \/>\ndo fracasso escolar ou a defici\u00eancia, especialmente neste \u00faltimo caso. Como<br \/>\nse, apenas pelo fato de contar com uma palavra ou conjunto de palavras que<br \/>\ndefinem o aluno\/ aluna bastar\u00e1 para resolver o problema. Costumam aplicar<br \/>\ntodos os testes de valora\u00e7\u00e3o psicom\u00e9trica de que disp\u00f5e e geralmente, quando<br \/>\naparece a defici\u00eancia, se sobrecarrega a fam\u00edlia com solicita\u00e7\u00e3o de estudos<br \/>\nm\u00e9dicos e neurol\u00f3gicos. Esta modalidade de trabalho esteve e est\u00e1 associada<br \/>\nao paradigma m\u00e9dico imperante especialmente h\u00e1 uns anos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com o paradigma pedag\u00f3gico, a \u00eanfase mudou para o que o contexto oferece<br \/>\npara que o aluno tenha determinado desempenho, por isso, ao inv\u00e9s de se<br \/>\nperguntar ou responder \u201cque problema tem esta crian\u00e7a\u201d, \u00e9 importante se<br \/>\nperguntar ou responder. \u201cNesta escola e neste grupo escolar, o que podemos<br \/>\nfazer por ele\u201d. N\u00e3o se trata de negar um diagn\u00f3stico m\u00e9dico; pelo contr\u00e1rio,<br \/>\nse reconhece ser necess\u00e1rio mas, considerando a coloniza\u00e7\u00e3o que marcou a<br \/>\nhist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais do que necess\u00e1rio recuperar um enfoque<br \/>\nmultiparadigm\u00e1tico. Isto \u00e9, a abordagem diagn\u00f3stica a partir de<br \/>\nperspectivas distintas \u2013 n\u00e3o como elemento determinante e sim como<br \/>\nvari\u00e1vel referencial \u2013 levando em conta que a complexidade de alguns casos<br \/>\npode confundir os profissionais com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem de determinados<br \/>\ncomportamentos e induzir \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios equivocados para sua<br \/>\nresolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por exemplo, h\u00e1 uns anos assisti a uma reuni\u00e3o de equipe para tratar de um<br \/>\naluno com paralisia cerebral e dadas as escassas respostas positivas aos<br \/>\ninstrumentos convencionais e classifica\u00e7\u00f5es padronizadas, concluiu-se que<br \/>\nera uma crian\u00e7a com defici\u00eancia mental severa. Entretanto, o tempo e os<br \/>\nnovos olhares com outras t\u00e9cnicas de observa\u00e7\u00e3o permitiram reverter a<br \/>\nhip\u00f3tese e se p\u00f4de levar em conta o fato de que teria um forte<br \/>\ncomprometimento motor que interferia no reconhecimento de seu n\u00edvel de<br \/>\ncompreens\u00e3o e conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">As distintas modalidades e t\u00e9cnicas que se aplicam aos efeitos de um<br \/>\ndiagn\u00f3stico mais preciso e integral, que atue como refer\u00eancia ou ponto de<br \/>\npartida para a a\u00e7\u00e3o, mas nunca como progn\u00f3stico fechado, incluem o modelo<br \/>\ntradicional de diagn\u00f3stico, que emprega t\u00e9cnicas psicom\u00e9tricas e de proje\u00e7\u00e3o<br \/>\ncom a finalidade de avaliar o que \u00e9 que tem o aluno. Outro modelo \u00e9 o de<br \/>\navalia\u00e7\u00e3o de conduta, que pretende uma an\u00e1lise objetiva dos comportamentos<br \/>\ndo sujeito, mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de observa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1ticas,<br \/>\ninforma\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de situa\u00e7\u00e3o e respostas a entrevistas estruturadas. Na<br \/>\npedagogia operat\u00f3ria, o diagn\u00f3stico do desenvolvimento intelectual se toma<br \/>\nno sentido de uma organiza\u00e7\u00e3o progressiva, pela qual se situa a crian\u00e7a em<br \/>\num dado n\u00edvel de desenvolvimento e se combina a utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo<br \/>\nexperimental com a entrevista cl\u00ednica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O diagn\u00f3stico baseado na avalia\u00e7\u00e3o de estilos cognitivos considera as formas<br \/>\nde aprender, de ensinar e a intera\u00e7\u00e3o entre ambas no momento de analisar as<br \/>\ndificuldades de um aluno na escola ou na aula. A avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o em<br \/>\nclasse considera vari\u00e1veis distintas: relacional, desenvolvimento pessoal,<br \/>\norganiza\u00e7\u00e3o, din\u00e2mica grupo-classe, atividades, apoios, t\u00e9cnicas e<br \/>\ninstrumentos para a acessibilidade ao conhecimento, modos de circula\u00e7\u00e3o do<br \/>\nsaber.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A avalia\u00e7\u00e3o do potencial de aprendizagem se fundamenta na zona de<br \/>\ndesenvolvimento potencial, definida como a dist\u00e2ncia entre o desenvolvimento<br \/>\nreal, pelo qual o sujeito pode resolver sozinho um problema, e o n\u00edvel de<br \/>\ndesenvolvimento potencial, pelo qual pode faz\u00ea-lo sob a supervis\u00e3o ou<br \/>\ncolabora\u00e7\u00e3o de outro, que pode ser um adulto ou seus pares mais competentes.<br \/>\nEsta modalidade de avalia\u00e7\u00e3o de aprendizagem \u00e9 muito importante na educa\u00e7\u00e3o<br \/>\nporque sup\u00f5e a re-avalia\u00e7\u00e3o do desenvolvimento como produto da aprendizagem<br \/>\nsocial e os est\u00edmulos do ambiente em que vive a crian\u00e7a. Lev\u00e1-los em conta<br \/>\nreposiciona por sua vez a fun\u00e7\u00e3o da escola como portadora do ensino.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">J\u00e1 h\u00e1 alguns anos, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade e a Associa\u00e7\u00e3o Americana<br \/>\nde Retardo Mental mudaram a concep\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia mental: a classifica\u00e7\u00e3o<br \/>\nagora utilizada \u00e9 focada no entorno, nas condutas funcionais e necessidades<br \/>\nde apoio das pessoas. A defici\u00eancia aparece ent\u00e3o como resultante da<br \/>\nintera\u00e7\u00e3o entre as caracter\u00edsticas pr\u00f3prias do sujeito e as vari\u00e1veis<br \/>\nambientais, tanto f\u00edsicas como sociais, e de recursos. A partir deste marco<br \/>\nbusca-se unificar a linguagem em torno da defici\u00eancia, com a inten\u00e7\u00e3o de<br \/>\ndescrever mais que classificar e surgem alguns princ\u00edpios b\u00e1sicos: as<br \/>\nlimita\u00e7\u00f5es de desempenho atuais devem levar em conta ambientes de igual<br \/>\ncultura e idade; a avalia\u00e7\u00e3o, para ser v\u00e1lida, dever\u00e1 resgatar a diversidade<br \/>\ncultural e de l\u00ednguas, as diferen\u00e7as comunicativas e caracter\u00edsticas<br \/>\nsensoriais, motoras e comportamentais; nos sujeitos coexistem capacidades e<br \/>\nincapacidades e os apoios atuam como benef\u00edcios e possibilitam o<br \/>\nmelhoramento das situa\u00e7\u00f5es de incapacidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Recupera-se a inter-rela\u00e7\u00e3o entre o gen\u00e9tico e o adquirido, o biol\u00f3gico e o<br \/>\ncultural, o f\u00edsico e o emocional, o inato e o constru\u00eddo, aspectos que<br \/>\ngeralmente estavam escondidos. AS dicotomias entre natureza e educa\u00e7\u00e3o,<br \/>\nentre genes e entorno, s\u00e3o mitos: Mesmo o feto o desenvolvimento sempre \u00e9<br \/>\nproduto tanto de seu ADN como do entorno desse ADN.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Vale \u00e0 pena refor\u00e7ar esta id\u00e9ia de natureza e contexto unificados, mesmo<br \/>\nantes de nascer. Mas antes, como bem o desenvolve Bartra em Antropologia do<br \/>\nC\u00e9rebro. A conci\u00eancia e os sistemas simb\u00f3licos (2006), \u201ca plasticidade do<br \/>\nc\u00e9rebro n\u00e3o est\u00e1 determinada geneticamente, mas sim requer a aprendizagem e<br \/>\na experi\u00eancia para que os neur\u00f4nios formem os mapas que permitam ao<br \/>\nindiv\u00eddulo ser consciente do mundo que o cerca\u201d. Em palavras do pr\u00f3prio<br \/>\nBartra, \u00e9 poss\u00edvel que a resposta AL mist\u00e9rio da mente humana \u201cse encontre<br \/>\nem um tipo de pesquisa que n\u00e3o aceite a separa\u00e7\u00e3o marcante entre o espa\u00e7o<br \/>\nneuronal interior e os circuitos culturais externos (&#8230;), para ele deveria<br \/>\nse entender os processos cognitivos como uma garrafa de Klein, onde o<br \/>\ninterior \u00e9 tamb\u00e9m o exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sim, \u00e9 poss\u00edvel que em cada um de n\u00f3s esteja a marca dos tra\u00e7os mn\u00e9sicos que<br \/>\ndeixaram as experi\u00eancias das gera\u00e7\u00f5es anteriores, temos que nos preocupar<br \/>\nainda mais para que o contexto de desenvolvimento da crian\u00e7a seja rico em<br \/>\nexperi\u00eancias de intera\u00e7\u00e3o que o potencializar\u00e3o como sujeito. \u00c9 preciso<br \/>\ncriar esta zona de desenvolvimento proximal que neutralize os efeitos de<br \/>\nqualquer progn\u00f3stico negativo preconcebido e utilizar crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos<br \/>\nque contemplem estas possibilidades frente ao fracasso escolar ou \u00e0<br \/>\ndefici\u00eancia. O contexto n\u00e3o constitui uma vari\u00e1vel externa que influa nas<br \/>\na\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 inerente aos processos de desenvolvimento da crian\u00e7a.<br \/>\n* Licenciada en Educaci\u00f3n. Miembro de Redos (Red de Docentes Solidarios),<br \/>\nespacio de asesoramiento y capacitaci\u00f3n para la construcci\u00f3n de contextos<br \/>\ndemocr\u00e1ticos. <a href=\"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/group\/rjdown\/post?postID=xzpBtOh4xYNA79VuasT2pkpXFDBajLd3mko38aOwgq-6AsI73kki6PCIhziL1xz9st3lBq0oBhx6m0F1jVPWtemPKw\">gracielagonzalez50@gmail.com<\/a>. Texto extractado del trabajo<br \/>\n&#8220;Discapacidad, salud, educaci\u00f3n&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">___________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ni\u00f1os con necesidades especiales<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8220;Liberarse del peso del diagn\u00f3stico&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">La autora observa que &#8220;en alumnos con necesidades educativas especiales o<br \/>\nproblemas de aprendizaje, el peso del diagn\u00f3stico m\u00e9dico act\u00faa como<br \/>\nobturador de procesos de inclusi\u00f3n educativa&#8221; y propone reemplazar &#8220;el<br \/>\nparadigma m\u00e9dico&#8221; por &#8220;el paradigma pedag\u00f3gico&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por Graciela M. Gonz\u00e1lez *<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">En los casos de alumnos con necesidades educativas especiales o problemas de<br \/>\naprendizaje, el peso del diagn\u00f3stico m\u00e9dico act\u00faa como obturador de procesos<br \/>\nde inclusi\u00f3n educativa. La preocupaci\u00f3n por reunir una descripci\u00f3n detallada<br \/>\ny certificada por m\u00e9dico o psicopedagogo se presenta como prioridad, tanto<br \/>\nen escuelas especiales como comunes, para resolver la problem\u00e1tica del<br \/>\nfracaso escolar o la discapacidad, especialmente en este \u00faltimo caso. Como<br \/>\nsi por el solo hecho de contar con una palabra o un conjunto de palabras que<br \/>\ndefinen al alumno\/alumna bastara para resolver el problema. Suelen aplicarse<br \/>\ntodos los tests de valoraci\u00f3n psicom\u00e9trica que se dispongan, y generalmente,<br \/>\ncuando aparece la discapacidad, se recarga a la familia con solicitudes de<br \/>\nestudios m\u00e9dicos y neurol\u00f3gicos. Esta modalidad de trabajo ha estado y est\u00e1<br \/>\nasociada al paradigma m\u00e9dico imperante especialmente hasta hace unos a\u00f1os.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Con el paradigma pedag\u00f3gico, el acento se desplaz\u00f3 hacia lo que el contexto<br \/>\nofrece para que el alumno tenga determinado desempe\u00f1o, por lo cual, m\u00e1s que<br \/>\npreguntarse o responder en relaci\u00f3n a &#8220;qu\u00e9 problema tiene este ni\u00f1o&#8221;, es<br \/>\nimportante preguntarse o responder: &#8220;En esta escuela y este grupo escolar,<br \/>\nqu\u00e9 podemos hacer por \u00e9l&#8221;. No se trata de negar un diagn\u00f3stico m\u00e9dico; por<br \/>\nel contrario, se lo estima necesario pero, considerando la colonizaci\u00f3n que<br \/>\nmarc\u00f3 la historia de la educaci\u00f3n, es m\u00e1s necesario a\u00fan recuperar un enfoque<br \/>\nmultiparadigm\u00e1tico. Esto es, el abordaje diagn\u00f3stico desde distintas<br \/>\nperspectivas -no como elemento determinante sino como variable referencial-,<br \/>\nteniendo en cuenta que la complejidad de algunos casos puede confundir a los<br \/>\nprofesionales con relaci\u00f3n al origen de determinados comportamientos e<br \/>\ninducir a la utilizaci\u00f3n de criterios equivocados para su resoluci\u00f3n.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por ejemplo, hace unos a\u00f1os asist\u00ed a una reuni\u00f3n de equipo para el<br \/>\ntratamiento de un alumno con par\u00e1lisis cerebral y, dadas las escasas<br \/>\nrespuestas positivas a los instrumentos convencionales y clasificaciones<br \/>\nestandarizadas, se concluy\u00f3 que era un ni\u00f1o con discapacidad mental severa.<br \/>\nSin embargo, el tiempo y nuevas miradas con otras t\u00e9cnicas de observaci\u00f3n<br \/>\npermitieron revertir la hip\u00f3tesis y se pudo tomar en cuenta la incidencia<br \/>\nque ten\u00eda el fuerte compromiso motor y que interfer\u00eda al momento de conocer<br \/>\nsu nivel de comprensi\u00f3n y conocimiento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Las distintas modalidades y t\u00e9cnicas que se aplican a los efectos de un<br \/>\ndiagn\u00f3stico m\u00e1s preciso e integral, que act\u00fae como referente o punto de<br \/>\npartida para la acci\u00f3n pero nunca como pron\u00f3stico cerrado, incluye el modelo<br \/>\ntradicional de diagn\u00f3stico, que emplea t\u00e9cnicas psicom\u00e9tricas y proyectivas<br \/>\ncon la finalidad de evaluar lo que es o tiene el alumno. Otro modelo, el de<br \/>\nevaluaci\u00f3n conductual, intenta el an\u00e1lisis objetivo de los comportamientos<br \/>\ndel sujeto, mediante la utilizaci\u00f3n de t\u00e9cnicas de observaci\u00f3n sistem\u00e1ticas,<br \/>\nautoinformes de situaci\u00f3n y respuestas a entrevistas estructuradas. En la<br \/>\npedagog\u00eda operatoria, el diagn\u00f3stico del desarrollo intelectual se toma en<br \/>\nel sentido de una organizaci\u00f3n progresiva, por lo cual se sit\u00faa al ni\u00f1o en<br \/>\nun estadio de desarrollo determinado y se combina la utilizaci\u00f3n del m\u00e9todo<br \/>\nexperimental con la entrevista cl\u00ednica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">El diagn\u00f3stico basado en la evaluaci\u00f3n de estilos cognitivos considera las<br \/>\nformas de aprender, de ense\u00f1ar, y la interacci\u00f3n entre ambas al momento de<br \/>\nanalizar las dificultades de un alumno en la escuela o el aula. La<br \/>\nevaluaci\u00f3n de los climas de clase toma en cuenta distintas variables:<br \/>\nrelacional, desarrollo personal, organizaci\u00f3n, din\u00e1mica grupo-clase,<br \/>\nactividades, apoyos, t\u00e9cnicas e instrumentos para la accesibilidad del<br \/>\nconocimiento, modos de circulaci\u00f3n del saber.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">La evaluaci\u00f3n del potencial de aprendizaje se funda en la zona del<br \/>\ndesarrollo potencial, definida como la distancia entre el desarrollo real,<br \/>\npor el cual el sujeto puede resolver s\u00f3lo un problema, y el nivel de<br \/>\ndesarrollo potencial, por el cual puede hacerlo bajo la supervisi\u00f3n o<br \/>\ncolaboraci\u00f3n de otro, que pueden ser el adulto o sus pares m\u00e1s competentes.<br \/>\nEsta modalidad de evaluaci\u00f3n de aprendizaje es muy importante en educaci\u00f3n<br \/>\nporque supone la reconsideraci\u00f3n del desarrollo como producto del<br \/>\naprendizaje social y los est\u00edmulos del ambiente en el que vive el ni\u00f1o.<br \/>\nTomarlos en cuenta reposiciona a su vez la funci\u00f3n de la escuela como<br \/>\nportadora de ense\u00f1anza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desde hace ya algunos a\u00f1os, la Organizaci\u00f3n Mundial de la Salud y la<br \/>\nAsociaci\u00f3n Americana sobre Retardo Mental cambiaron la concepci\u00f3n de la<br \/>\ndiscapacidad mental: la clasificaci\u00f3n ahora utilizada se focaliza en el<br \/>\nentorno, en las conductas funcionales y necesidades de apoyo de las<br \/>\npersonas. La discapacidad aparece entonces como resultante de la interacci\u00f3n<br \/>\nentre las caracter\u00edsticas propias del sujeto y las variables ambientales,<br \/>\ntanto f\u00edsicas como sociales y de recursos. A partir de este marco se busca<br \/>\nunificar un lenguaje en torno de la discapacidad, con intenci\u00f3n de describir<br \/>\nm\u00e1s que clasificar, y surgen algunos principios b\u00e1sicos: las limitaciones<br \/>\ndel funcionamiento presente deben considerarse en ambientes de igual cultura<br \/>\ny edad; la evaluaci\u00f3n, para ser v\u00e1lida, deber\u00e1 recuperar la diversidad<br \/>\ncultural y de lenguas, las diferencias comunicacionales y caracter\u00edsticas<br \/>\nsensoriales, motoras y comportamentales; en los sujetos coexisten<br \/>\ncapacidades y discapacidades, y los apoyos act\u00faan como beneficios y<br \/>\nposibilitan el mejoramiento de las situaciones de discapacidad.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Se recupera la interrelaci\u00f3n entre lo gen\u00e9tico y lo adquirido, lo biol\u00f3gico<br \/>\ny lo cultural, lo f\u00edsico y lo emocional, lo innato y lo construido, aspectos<br \/>\nque generalmente se vio escindidos. Las dicotom\u00edas entre naturaleza y<br \/>\neducaci\u00f3n, o entre genes y entorno, son mitos: aun el feto en desarrollo<br \/>\nsiempre es producto tanto de su ADN como del entorno de ese ADN.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Vale la pena reforzar esta idea de naturaleza y contexto ensamblados, aun<br \/>\ndesde antes de nacer. M\u00e1s a\u00fan, como bien lo desarrolla Bartra en<br \/>\nAntropolog\u00eda del cerebro. La conciencia y los sistemas simb\u00f3licos (2006),<br \/>\n&#8220;la plasticidad del cerebro no est\u00e1 determinada gen\u00e9ticamente, sino que<br \/>\nrequiere del aprendizaje y la experiencia para que las neuronas formen los<br \/>\nmapas que permitan al individuo ser consciente del mundo que lo rodea&#8221;. En<br \/>\npalabras del propio Bartra, es posible que la respuesta al misterio de la<br \/>\nmente humana &#8220;se encuentre en un tipo de investigaci\u00f3n que no acepte la<br \/>\nseparaci\u00f3n tajante entre el espacio neuronal interior y los circuitos<br \/>\nculturales externos (&#8230;), para ello habr\u00eda que pensar que los procesos<br \/>\ncognitivos son como una botella de Klein, donde el interior es tambi\u00e9n<br \/>\nexterior&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Si es posible que en cada uno de nosotros est\u00e9 la huella de los trazos<br \/>\nmn\u00e9sicos que dejaron las experiencias de las generaciones anteriores, cu\u00e1nto<br \/>\nm\u00e1s habr\u00e1 que preocuparse para que el contexto de desarrollo del ni\u00f1o sea<br \/>\nrico en experiencias de interacci\u00f3n que lo potenciar\u00e1n como sujeto. Es<br \/>\npreciso crear esa zona de desarrollo pr\u00f3ximo que neutralice los efectos de<br \/>\ncualquier pron\u00f3stico preconcebido negativamente y utilizar criterios<br \/>\ndiagn\u00f3sticos que contemplen estas posibilidades frente al fracaso escolar o<br \/>\nla discapacidad. El contexto no constituye una variable externa que influye<br \/>\nen las acciones, sino que es inherente a los procesos de desarrollo del<br \/>\nni\u00f1o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">* Licenciada en Educaci\u00f3n. Miembro de Redos (Red de Docentes Solidarios),<br \/>\nespacio de asesoramiento y capacitaci\u00f3n para la construcci\u00f3n de contextos<br \/>\ndemocr\u00e1ticos. <a href=\"http:\/\/agenciainclusive.wordpress.com\/group\/rjdown\/post?postID=xzpBtOh4xYNA79VuasT2pkpXFDBajLd3mko38aOwgq-6AsI73kki6PCIhziL1xz9st3lBq0oBhx6m0F1jVPWtemPKw\">gracielagonzalez50@gmail.com<\/a>. Texto extractado del trabajo<br \/>\n&#8220;Discapacidad, salud, educaci\u00f3n&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Carla Code\u00e7o<br \/>\nm\u00e3e do Rafael (3a) e da Joana (8a)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/carlacodeco.multiply.com\/\">http:\/\/carlacodeco.multiply.com<\/a><br \/>\nLaranjeiras &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A autora observa que \u201cem alunos com necessidades educacionais especiais ou problemas de aprendizagem, o peso do diagn\u00f3stico m\u00e9dico atua como freio do processo de inclus\u00e3o educacional\u201d e prop\u00f5e substituir \u201co paradigma m\u00e9dico\u201d pelo \u201cparadigma pedag\u00f3gico\u201d. Por Graciela M. 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