
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York *
A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que apesar da adoção de muitas leis nacionais e convenções internacionais no assunto, a discriminação permanece implacável.
Em mensagem divulgada para o Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado nesta quinta-feira, 10 de dezembro, ela indicou que o conceito da não-discriminação está consagrado na maior parte dos tratados assinados e ratificados nos últimos anos.
Convenção
Pillay mencionou a convenção sobre os direitos das crianças, pessoas com deficiências, migrantes e refugiados.
A Alta Comissária elogiou também o fato de alguns países terem adotado sistemas de educação e saúde universais. Para ela, isso marca uma celebração extraordinária da capacidade da humanidade em criar um mundo de oportunidades iguais para todos.
O porta-voz do Alto Comissariado para Direitos Humanos, Xabier Celaya, disse à Rádio ONU, de Genebra, que Pillay realçou também na sua mensagem a discriminação que continua a afetar certos grupos da sociedade.
Minorias
“Navi Pillay disse que as mulheres trabalham 2/3 das horas laborais no mundo e produzem metade da comida consumida no planeta, mas apenas recebem 10% dos salários. Ela afirmou que apesar de progressos significativos alcançados no século passado, mulheres e meninas continuam a ser discriminadas em todas as sociedades. Todos os dias, muitas mulheres são abusadas física e sexualmente e a grande maioria dos responsáveis por esses abusos não são punidos”, afirmou.
Pillay destacou ainda a discriminação que afeta outros grupos como minorias religiosas, populações indígenas, refugiados e migrantes.
*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
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Fonte de informação: Rádio ONU ![]()