
Para o educador português, se a escola não se re-estruturar, não há inclusão.
Há dez anos, José Pacheco se aposentou e está ajudando colégios brasileiros a fazerem suas próprias revoluções. “Presto consultoria para 54 Municípios do Brasil. Não há um modelo a ser seguido. Não se trata de aplicar fórmulas, copiar um modelo. Mas há escolas dispostas a mudar, a se reformular, a repensar a sua prática. São essas escolas que eu estou ajudando”.
Mas tem algo de diferente nesta escola portuguesa, as pessoas apelidaram de escola dos sonhos. José Pacheco contou o que ela difere das escolas tradicionais. E ressaltou que para inovar devem-se ter mais interrogações que certezas. “Quem ouve falar dela pela primeira vez fica surpreendido. A Escola da Ponte não tem salas de aula, não tem turmas divididas por faixa etária, não tem testes. Os alunos decidem o que e com quem estudar”, e finalizou “a escola não tem portão, fechadura, porta ou guarda, e mesmo assim, nunca foi assaltada”.
As crianças e os adolescentes que lá estudam – muitos deles violentos, transferidos de outras instituições – definem quais são suas áreas de interesse e desenvolvem projetos de pesquisa, tanto em grupo como individuais. “É a única escola de Portugal que em 36 anos, nunca faltou professor. A escola recebe filhos de alcoólatras, crianças órfãs, crianças com Síndrome de Down, crianças que não foram aceitas em nenhuma outra escola, ou agressivos com professores”, disse José Pacheco.
José Pacheco não é o primeiro – e nem será o último – a desejar uma escola que fuja do modelo tradicional. Ao contrário de muitos, no entanto, o educador português pode se orgulhar por ter transformado seu sonho em realidade. Ele coordenou a Escola da Ponte por 36 anos. Apesar de fazer parte da rede pública portuguesa, a escola de ensino básico, em nada se parece com as demais.
Em 1976, seu projeto começou a ser repensado e uma nova realidade foi se desenhando. Não foram poucas as dificuldades nem as brigas que José Pacheco, seu diretor, e o corpo docente, junto com os pais, tiveram de enfrentar para bancar suas idéias. Mas, juntos, eles venceram. Trinta anos depois de iniciada essa revolução, a escola tem inúmeros bons resultados para mostrar. E uma realidade totalmente diferente da maioria dos colégios.
José Pacheco contou um desses resultados e o segredo de um trabalho bem sucedido. “Teve um menino que deixou um professor em coma, numa outra escola, ao dar-lhe um pontapé na cabeça. A diferença foi que, quando ele chegou à Escola da Ponte viu que ali, o professor não estava sozinho. Havia uma equipe. Nossa escola não faz tudo igual para todos. Porque isso não é incluir nem gerar igualdade. Se a escola não se re-estruturar, não há inclusão. Cada indivíduo é diferente, tem um ritmo, uma cultura diferente. É feito um trabalho individual, aos poucos. É porque cada ser é único que na Escola da Ponte não há avaliação tradicional, uma mesma prova para todos. Cada aluno, quando sente que aprendeu, quando se sente capaz, é avaliado”.
José Pacheco é especialista em alfabetização, e frisou que qualquer pessoa pode aprender a ler e escrever. “Em dois meses, até os adultos que não sabem nada, podem aprender. Há muitas formas de alfabetizar”.
A secretária Olga, apresentou ao educador os métodos de ensino que a Secretaria de Educação, tem aplicado nas escolas da rede municipal de ensino. “Nós criamos um sistema próprio de avaliação, que nos ajuda a analisar a progressão dos alunos”. Falou do interesse na parceria com o Projeto Âncora, em desenvolver um trabalho de alfabetização. “Podemos começar a aperfeiçoar e melhorar a nossa maneira de ensinar, já que contamos com o analfabetismo zero no Município e com o EJA (Educação para Jovens e Adultos)”.
“Queremos dar continuidade ao trabalho que Valter vinha desenvolvendo. Estamos lutando para conquistar um sonho de transformar o Projeto Âncora, numa escola com fundamental I em período integral”, disse Tereza.
O educador português escreveu mais de 50 livros, 10 foram publicas no Brasil, um deles está entre os dez melhores sobre “inclusão”. “Em nenhum dos meus livros, citei a Escola da Ponte”, e brincou ao falar sobre o processo de criação deles. “Eu tenho muito tempo no aeroporto, na estrada, no ônibus… Faço centenas de viagens de avião por ano, então vou escrevendo, quando vejo, terminei”, destacou.
A Escola da Ponte influenciou muitas escolas em Portugal e no mundo. E, quando José Pacheco se aposentou, quem passou a dirigir a escola foram pais que quando jovens, estudaram lá.
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Fonte: Cotia Notícias
estou com um dilema na escola do meu filho pois ele não sabe escrever, mas entende tudo o que e ensinado ele tem deslexia com diagnostico, e e escola não quer ver com outros olhos, nem fazer prova oral. como proceder neste caso
De onde você é, Margareth?
Sou morador da Rua cachoeira, no jardim das graças morro grande, e todo dia o mesmo transtorno. Os dois Ônibus tec. deixa as crianças e fica na rua trabalhando todo o trazido local o dia todo e os motoristas vão embora sem os ônibus para casa dele em cotia e só volta na saída das crianças, com isso caminhões e outro carro tem que passa pelo local com muita dificuldade. Moradores de frete a escola tem que fazer varia manobra para poder entra na casa. Coisa que não e necessária sem os ônibus, inclusive funcionário de outro setor e usado como monitor do ônibus “este ônibus não e de empresa privada”.
Obs. não sou contra ele deixa o ônibus mais tem vários lugares para deixar os veiculo próximo a posto de saúde não atrapalha ninguém