
Veja o que fazer agora para a criança aprender a se proteger e respeitar o corpo do outro.
As manchetes não param de pipocar, e as vítimas de todo tipo de violência são principalmente
meninas, adolescentes, mulheres, mas também meninos e crianças indefesas.
11% dos estupros acontecem com crianças de 0 a 4 anos.
Como assim?
E a violência não se restringe ao abuso sexual.
Estmos falando de ações que vão da negligência ao bullying,
da agressão física aos desafios digitais,
do casamento infantil ao feminicídio.
O que estamos fazendo para isso não acontecer?
Estamos no momento rodeados
por casos espetaculares ao redor do mundo
como o do desembargador assediador
que autoriza casamento infantil ilegal,
da mulher arrastada no asfalto pelo ficante,
do milionário estadunidense envolvido em rede de pedofilia
e do trabalhador francês que vendia sexo com a esposa dopada.
A atenção momentânea da imprensa a estes casos escabrosos
nos permite ver esses horrores com lente de aumento
e ficarmos indignados.
Mas só até a página 2.
Porque não fazemos nada de efetivo para esta situação mudar.
Daqui a pouco tudo é esquecido e voltamos ao dia a dia normal.
Só que, longe dos holofotes,
crianças são espancadas, meninas engravidam,
mulheres são mortas pelo namorado,
que não se conforma com o fim do relacionamento,
apesar de medidas protetivas.
O que estamos fazendo para enfrentar de frente tudo isso?
A educação para prevenção contra todas as formas de violência
tem que começar desde cedo.
Desde a primeira troca de fralda, o primeiro banho,
a criança precisa saber que o corpo dela é dela.
Há 5 anos o Eu Me Protejo desenvolve materiais gratuitos
para servir de apoio a famílias e educadores
em conversas com crianças com e sem deficiência
sobre os seus corpos e como protegê-los.
Os materiais lúdicos, acessíveis e em linguagem simples,
ajudam nessa conversa delicada
com uma abordagem anticapacitista, antirracista, antimachista
e antibullying desde a pré-escola.
Sim, porque além de saber proteger o próprio corpo,
a criança precisa aprender a respeitar o outro que é diferente dela.
Crianças com deficiência são as que mais sofrem todo tipo de violência,
e o Eu Me Protejo foi criado para ensinar uma menina com síndrome de Down.
Hoje está espalhado por escolas e casas de norte a sul do Brasil,
fortalecendo crianças com informação que pode salvar vidas.
São cartilhas, livros, jogos, músicas, teatro de fantoche,
tudo para que as crianças aprendam desde cedo
que a violência não resolve nada. Só gera mais violência.
Sem educação, nunca sairemos deste ciclo da violência.
E esta mensagem precisa ser reforçada dentro de casa,
nas escolas, igrejas, em todo lugar onde há crianças.
E os bons exemplos também, desde sempre.
Você, que se sente impotente diante das barbaridades que temos assistido,
assine o abaixo-assinado para adoção do Eu Me Protejo nas escolas
e compartilhe nossos materiais em redes sociais, grupos de pais, escolas e famílias.
Vamos nos responsabilizar pela formação de uma nova geração
em que a violência não é resposta para nada.
PETIÇÃO – CRIANÇA NÃO CONSENTE!
EU ME PROTEJO NAS ESCOLAS JÁ!
Patricia Almeida
Neusa Maria
Coautoras do Eu Me Protejo
www.eumeprotejo.com