Em Linguagem Simples, o guia dá dicas práticas para educadores ensinarem prevenção à violência na escola, identificarem sinais de abuso e o que fazer, caso aconteçam.

Em seus 25 anos de experiência como psicóloga formando profissionais de educação, Neusa Maria, coautora do Eu Me Protejo, sempre ouviu de professores pedidos para atuarem na prática para prevenir, receber e encaminhar casos de violência na escola.
“Tem que ser bem prático para aplicar, porque a gente não tem tempo”, diziam os educadores, que tinham muitas dúvidas sobre como abordar o assunto e o que fazer no caso de relatos espontâneos, que é quando a criança conta que passou por situação de violência.
Este ano, Neusa Maria utilizou toda experiência adquirida nas centenas de palestras e visitas a escolas para criar o “Eu Me Protejo nas Escolas – Guia para Professores”, que recebeu colaborações da equipe Eu Me Protejo, que reúne profissionais de várias áreas..
O objetivo do guia é proteger as crianças e criar o Ciclo da Prevenção em seis capítulos bem diretos: Como fortalecer a criança; Dicas para as Famílias; Crianças com Deficiência; Sinais de Alerta na Escola; Como Acolher a Criança; Como fazer a Denúncia e Eu Me Protejo na Escola.
O guia já está disponível no site do Eu Me Protejo. A autora participa de live de lançamento no dia 18 de maio, Dia do Faça Bonito – Enfrentamento à violência contra crianças e adolescente, às 19:30h, no Instagram do Eu Me Protejo @eumeprotejobrasil
Sobre o Eu Me Protejo
O Eu Me Protejo – educação inclusiva para prevenção de todas as formas de violência desde a infância – oferece materiais gratuitos que fortalecem as crianças com informação para que elas possam evitar a violência antes que ela aconteça. O projeto é um trabalho voluntário e independente, que começou com uma cartilha produzida para uma menina com síndrome de Down, filha da jornalista Patricia Almeida, em Desenho Universal para Aprendizagem, com Linguagem Simples e ilustrações autoexplicativas. A psicóloga Neusa Maria, com mais de 25 anos de experiência com vítimas de violência, conheceu o material e tornou-se coautora do Eu Me Protejo.
O site Eu Me Protejo foi lançado em 2020 e recebeu o Prêmio Neide Castanha, Faça Bonito, Pátria Voluntária na categoria Acessibilidade, e o prêmio de Comunicação da Fundação Luiz Egydio Setúbal. O projeto tem apoio institucional da Sociedade Brasileira de Pediatria, Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Fiocruz e Instituto MetaSocial. Desde 2025 tem acordo de cooperação técnica com Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. O Eu Me Protejo faz parte da Rede Nacional Primeira Infância, Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, Rede Não Bata Eduque, Violência Sexual Zero e Fala Gigi.
O projeto tem se espalhado por todo Brasil em escolas, igrejas, secretarias de governo e por meio de parcerias com Ministérios Públicos, Defensorias, Tribunais de Justiça, OABs, por exemplo. O Eu Me Protejo foi apresentado na Câmara dos Deputados, Senado Federal e na ONU, tem versões em espanhol e inglês, alemão e italiano. Conta com 22 iniciativas, entre leis e projetos de lei municipais e estaduais para sua adoção. Já é lei nos estados do Pará, Amazonas, Paraíba, Amapá e no Distrito Federal e nos municípios de Mangaratiba, Paraty e Angra dos Reis (RJ) e Apucarana (PR).
Na cidade do Rio de Janeiro, foi adotado nos 7 centros de referência da pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, responsável pela versão acessível da cartilha e pela Fundação da Infância e Adolescência do Estado do Rio de Janeiro.
No município goiano de Santo Antônio do Descoberto, o Eu Me Protejo está sendo aplicado pela prefeitura desde 2022, num piloto com a participação do Conselho Nacional de Justiça, Rede Nacional Primeira Infância e Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, entre outros.
Em 2024, o Eu Me Protejo chegou ao Marajó e aos abrigos de crianças afetadas pela enchente do Rio Grande do Sul.