Um café da manhã realizado na Biblioteca Pública Menezes Pimentel abriu as comemorações do bicentenário de Braille
O poder da leitura nas pontas dos dedos. O sistema braille, para os cegos, é a porta aberta para os estudos e uma forma de ganhar autonomia num mundo tão despreparado para dar suporte aos que têm necessidades especiais. Para marcar os 200 anos de nascimento de Louis Braille, criador desse sistema de escrita e leitura, um café da manhã foi realizado ontem, na Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel.
O evento abriu as comemorações, organizadas pela Comissão Estadual para o bicentenário de Louis Braille, presidida por Francisco Ferreira da Silva juntamente com as demais entidades e segmentos da sociedade civil organizada. A homenagem, que se estenderá até janeiro de 2010, pretende envolver todos os segmentos da sociedade e propiciar uma ampla reflexão sobre o uso do Sistema Braille como instrumento indispensável às pessoas com deficiência visual.
Criado em 1837, o braille foi um marco para os estudantes cegos e mudou o aprendizado dos deficientes visuais. “o sistema braille ajuda os alunos a abrirem seus horizontes, além de interferir diretamente no desenvolvimento deles”, afirma a professora da Sociedade de Assistência aos Cegos, Idalina Soares.
Apesar dos avanços trazidos pelo sistema braille, a educação dos cegos ainda é uma dificuldade nas escolas regulares, especificamente por conta da dificuldade em conseguir o material didático e pela falta de estrutura adequada nas escolas. De acordo com a coordenadora da equipe de educação inclusiva da Secretaria Municipal de Educação, Rejane Araruna, das mais de 400 escolas de Fortaleza, somente 92 contam com uma sala de atendimento especializado. Mas ela diz que estão sendo implantadas, em 26 escolas, salas multifuncionais, dentro dos padrões do MEC, para trabalhar todas as deficiências, que contarão com professores especializados.
Segundo Rejane, os alunos cegos das escolas municipais também recebem suporte dos Centro de Atendimento Psicossociais, que fornecem o material necessário. “Quando o aluno não recebe o livro, o CAPS faz a tradução do nosso material. O aluno também vai desenvolver junto com a escola regular, a alfabetização em braille. Nossas condições ainda são limitadas, mas a inclusão é uma aposta desta gestão”.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Inclusão na escola
ELINALVA ALVES DE OLIVEIRA
elinalvaalves@yahoo.com.br
Mestre em Educação Especial e professora da Rede Pública
Em se falando de inclusão escolar e social, é premente que sejam oferecidas diversas ferramentas e se estabeleçam outras perspectivas capazes de quebrar barreiras físicas, afetivas e sociais para que ´todas as pessoas com deficiência´ possam se desenvolver, ir à escola, participar efetivamente da vida social que é possibilitada aos demais.
As deficiências são construções sociais, então para que os anseios desse segmento sejam alcançados, necessário se faz que as políticas públicas sejam voltadas para atender a esse grupo ora excluído, diante de suas necessidades trazidas pela dinâmica social. Ainda se vislumbram políticas de inclusão segmentadas, pensadas de modo isolado.
O poder público deverá permitir a participação setorial para que haja uma concretização do objetivo traçado na Declaração de Salamanca e outros instrumentos legais, uma vez que não se pode pensar em políticas de inclusão escolar ou social de forma isolada. O que se evidencia hoje ainda é a forte exclusão social. As especificidades e as singularidades de cada grupo minoritário não estão contempladas de forma efetiva.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=625906
Ola,
Meu nome e Marcelo Nigri. Sou produtor de cinema e estou lhe escrevendo para informar que eu e meu sócio produtor e diretor de cinema, Ivy Goulart, acabamos de concluir o filme “Alem da Luz”, sobre cegos.
O filme vai ser exibido no Instituto Benjamim Constant, no Rio de Janeiro, em comemoracao ao bicentenario de Louis Braille.
Gostaria de saber se voces teriam o interesse de ver o filme e poder promover conosco a sua exibicao, ou ate mesmo nos sugerir possiveis lugares que estariam interessados em faze-lo.
Para maiores informacoes, acesse o nosso site: http://www.goulartfilmes.com.
Esta e a sinopse do filme:
Alem da Luz retrata a vida de quatro cegos que fazem parte da Associação dos Deficientes Visuais de Cocal do Sul (ADVICOSUL), numa pequena cidade de Santa Catarina, através de relatos otimistas em relação à deficiência visual e que o caminho para uma vida normal é a educação e a informação. A importância de Braille nesse processo é fundamental e por isso Goulart foi até a França para descobrir de perto a história do renomado homem que inventou um sistema de escrita simples e útil, que abriu as portas do conhecimento a todos aqueles que não enxergam.
Qualquer dúvida, favor entrar em contato.
Muito obrigado,
Marcelo Nigri
Amigos, gostaria de ter o contato para termos acesso ao filme “Além da Luz”, para agendarmos em nossa programação do Bicentenário de Braille em Porto Alegre. Como fazer? Grata, telia Negrão, Biblioteca Pública do Estado
Prezado Marcelo, gostaríamos de poder ver e exibir o seu filme em nossas comemorações. A BPE/RS possu todo um setor dedicado às pessoas cegas e com deficiência visual, atualmente sediado na Casa de Cultura Mario Quintana de Porto Alegre. Pretendemos realizar em julho uma programação, dando continuidade ao que já realizamos este ano e com frequencia.
Como é possíver ter acesso ao filme? Nos encarregaríamos de divulgá-lo aqui, mas precisamos saber qual é o formato, etc e um triller do mesmo, abraços, Telia Negrão