Garantir a visibilidade das prostitutas e ajudá-las a enfrentar o preconceito, a discriminação e o estigma da sociedade. Foi para isso que foi criada, em 1992, no Rio de Janeiro, a ONG Davida. Atualmente, a organização possui 35 associações espalhadas por todo o país.
De acordo com Gabriela Leite, diretora e fundadora da entidade, hoje, a Davida desenvolve ações nas áreas de educação, saúde, e comunicação e cultura. Dentre as atividades realizadas pela entidade, destacam-se: prevenção de DST e Aids entre profissionais e clientes; organização de centro de memória; publicação do jornal Beijo da rua; estudos e pesquisas; e articulações de políticas públicas dirigidas à categoria.
A diretora explica que o foco principal é garantir a visibilidade das profissionais através da promoção de políticas públicas e do reconhecimento legal da profissão. Para ela, o preconceito já diminuiu bastante, principalmente por conta de iniciativas de organizações que valorizam o trabalho e promovem a cidadania das profissionais.
Uma das iniciativas foi a criação da Daspu. A marca surgiu em 2005 como uma forma de gerar visibilidade e renda para a Davida. O que começou como um projeto sustentável, agora já pretende ganhar dimensões de grande negócio. Gabriela explica que a grife, assim como a Davida, não tem a intenção de tirar as mulheres da situação de prostituição, mas de garantir a cidadania das profissionais, com a implementação de políticas públicas, o reconhecimento profissional, a elevação da autoestima e a diminuição da discriminação.
Contato: (21) 3298-5850
Fonte: http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=38486