Luciana Abade, Jornal do Brasil
BRASÍLIA – Um grupo formado por pais, cegos, professores e membros de organizações dedicadas à defesa dos direitos do deficiente visual percorreu ontem os corredores do Congresso Nacional para reclamar da falta de políticas públicas destinadas à educação de estudantes cegos. A principal queixa do grupo diz respeito à interrupção do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) de distribuição de livro e material didático adaptado para o Braille, para alunos de 1ª a 8ª série.
A falta de controle do MEC sobre o estado de desestruturação e a atuação precária e inadequada dos Centros de Apoio Pedagógico (CAP), responsáveis pela produção e adaptação de material pedagógico para os portadores de deficiência visual, também estava na pauta de reivindicações do grupo.
Atualmente existem no Brasil 8.504 alunos com deficiência visual matriculados nas escolas. Entre esses, 6.500 estão na rede pública de ensino.
– O MEC tem uma política de inclusão na escola que não separa os alunos com alguma deficiência dos demais, o que é ótimo – ressalta Lígia Verdi, mãe de um deficiente visual. – Não faltam leis inclusivas no Brasil. O que falta é a aplicação dessas leis.
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