Por Gisele Diniz
A ausência de calçadas e o difícil acesso para cadeirantes é comum no lugar
“Uma bela cidade, porém com graves problemas sócio-culturais e urbanístico-viários”. É assim que o arquiteto e escultor, Ariomar da Luz Nogueira define a região do Gama. A cidade criada há 48 anos para abrigar a população que veio para a construção de Brasília, até tentou melhorar, no entanto, as mudanças resultaram no que Nogueira chama de “desastres arquitetônicos”.
De acordo com Ariomar, cerca de 70% das vias centrais do Gama não possuem calçamento. Para transitar entre uma quadra e outra os pedestres têm que disputar espaço com os carros, motocicletas e biclicletas que passam pelo local. Nos outros 30% das ruas, o asfalto é falho e apresenta defeitos que podem causar acidentes, como buracos, pontas de ferro e bueiros abertos. Nas avenidas mais movimentadas a pavimentação é mais bem cuidada. Entretanto, em meio às calçadas há postes e árvores, o que dificulta a passagem.
Se a situação já é complicada para os pedestres, o estado das vias trazem problemas ainda maiores para quem tem deficiência física. Além da dura missão de se locomover com a falta do calçamento, os cadeirantes tem que conviver com os erros de pavimentação do lugar. Isso porque a cidade foi planejada de maneira equivocada quanto ao uso das rampas e passarelas que deveriam facilitar o trajeto dos cadeirantes.
Segundo Nogueira, as rampas de acesso para cadeiras de rodas deveriam ser construídas com uma inclinação de 8 a 12%, com um espaço de, no mínimo 1.5 metro antes da elevação. No entanto, conforme cálculos do arquiteto, as rampas do Gama têm no máximo um palmo, o que faz a inclinação ser bem maior do que o suportado pelo cadeirante.”Se ele usar a rampa não conseguirá, por exemplo, ficar parado na descida da calçada enquanto o carro passa. A pessoa passa direto”, afirmou.
Outro problema apontado por Nogueira é a ausência de faixas de pedestre no fim da rampa de acesso. Em muitos casos, o cadeirantes têm que descer na rua e percorrer um longo caminho para conseguir atravessar. Uma das rampas próximas ao antigo Setor Bancário, por exemplo, acaba na beira de um balão. “Esses meios de acesso foram construídos sem nenhum preparo. Deveriam chamar pedreiros, eletricistas, jardineiros … pessoas que entendem do assunto para compor a área de planejamento da cidade”, argumentou o arquiteto.
A secretária Jarlene Maria, de 28 anos, sente na pele o que Nogueria explicou. Há três anos, Jarlene é voluntária na Associação dos Deficientes Físicos do Gama e Entorno do Gama. No trajeto entre sua casa e a Associação não há nenhuma calçada e o movimento de carros é grande. “Até com o andador é ruim”, contou. Para Jarlene o pior lugar da cidade é a avenida dos Pinheiros, onde as rampas acabam no barro. “Em época de chuva faz buracos”, disse. “Tinha que ter uma passarela”. Além disso, a voluntária explicou que as obras feitas neste sentido, estao desniveladas. Ela contou que há caminhos cobertos com pedras onde só se consegue passar com as rodas traseiras da cadeira.
As paradas de ônibus também formam obstáculos. “São muito altas e não têm rampas. Tenho que pedir ajuda para subir”, declarou. Segundo Nogueira, alguns meio-fios têm até 30 centímetros, quando deveriam ter, no máximo, 18. A reportagem procurou a Administração do Gama, mas não obteve resposta.
Moro numa casa de esquina na entre quadra no qual fico a
merce de sofre acidente dentro de casa pois a rua nao tem pavimentaçao e os carros passam correndo e ate mesmo da cavalos de pau a noite em tempo de derrubar as paredes da casa sem contar com a pueira e rachaduras na parede; Gostaria de saber o mais rapido
possivel se posso fechar ou interditar esta passagem.