Desabafo e informação: Pesquisas com células-tronco embrionária

A leitura dessas linhas poderá fazer mal a você. Se quiser lê-las, faça-o sob
sua inteira responsabilidade, sabendo que não são aconselháveis para as pessoas
religiosas e para aquelas que se frustraram com a decisão do STF na questão das
células-tronco.

Olá, meus caros colegas:
Durante alguns milênios as pessoas com deficiência têm sofrido com o estigma,
com os rótulos depreciativos, com a visão de subestimação, desvaloração, com a
“pena” e outros sentimentos degradantes etc. que a igreja, mormente a cristã, no
caso do Brasil, vem propagando com suas histórias de aleijados, cegos, leprosos
e outras.
Recentemente, queriam os adeptos dessa linha de pensamento, a saber, os que têm
na manutenção da deficiência como incapacidade, submissão e menosvalia, a
própria manutenção dos fartíssimos lucros advindos dos que, em algum momento, se
encontram fragilizados pelas condições de saúde ou outras, por razão de
ignorância e outras, impedir, mais uma vez a possibilidade de reversão de
doenças, deficiências, enfim, queriam evitar a possibilidade de melhoria de
qualidade de vida e mesmo cura de pessoas que, sequer, pretendem se alinhar aos
que desta ou daquela igreja participam, são membros etc.
Felizmente, imperou a lei sobre a vontade desses homens, vontade que, hora sopra
para um lado, hora sopra para outro, como sopra o vento ao sabor, contudo, de
interesses, nem sempre do melhor para o outro, porém para seu próprio bem,
principalmente o econômico.
Fato, pois, que se o milagre da cura não alcançar os que não partilham dessa
religião, estes, dela não podem depender, para que tenham na ciência seu direito
de alcançar, sem falácias e falsas promessas, melhor qualidade de vida e, porque
não, a verdadeira cura de suas doenças ou deficiências.
Isso pode não se dar nos 10 anos próximos, talvez, nem nos próximos 50 anos,
porém, o passo nessa direção foi dado e cabe a nós festejarmos, ficando de olho
nos prováveis golpes baixos que ainda virão, tentando impedir que pessoas saiam
de sua situação de “fragilidade”, ambiente propício para esses tais defensores,
assim tentando coibir outros avanços da ciência e da sociedade livre, laica e
sem as peias milenares de uma “força maior que tudo pode” (diz-se ser
onipotente); que se diz tudo ver (ser onisciente) e que, por sua “onipresença” é
capaz de punir a todos, até mesmo pelo ato de pensar ou pela mera intenção de
dizer aos 4 ventos:
Somos livres e nada mais será decidido por nós, para nós, em nosso nome, em
nosso lugar.
Se querem decidir algo que nos afeta, terão de ter em nós, partícipes da decisão
a ser tomada.
No caso presente, estávamos lá, sem nossos olhos, nossos membros, sem nossos
ouvidos, sem nossa total capacidade intelectual, mas estávamos lá com nossos
direitos de pessoa humana, com nossas mentes, com nossos corações com nossa
capacidade de dizer:
“nada, nada, nada de nós sem nós!”
Brindemos, pois.
Cordialmente,
Francisco Lima total, completo e normal, tanto quanto você, se você for pessoa
humana.

Pesquisa com célula-tronco embrionária está liberada Brasília – O presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, proclamou oficialmente o
resultado do julgamento que liberou, sem restrições, a continuidade das
pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil.

*Por 6 votos a 5, os ministros da corte julgaram improcedente ação direta de
inconstitucionalidade contra o Artigo 5º da Lei de Biossegurança*. A decisão
mantém a esperança de cura, alimentada por pacientes com doenças
degenerativas ou portadores de deficiência, a partir do resultado dos
estudos.

A tese favorável à liberação das pesquisas, defendida pelo relator da ação,
ministro Ayres Britto, foi acompanhada também pelos ministros Celso de
Mello, Marco Aurélio Mello, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Ellen Gracie.
Prevaleceu o entendimento do relator de que “*um embrião congelado, que
jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da
dignidade da pessoa humana*”.

A Lei de Biossegurança foi aprovada em 2005 e o seu artigo 5º permite que
embriões congelados há mais de três anos sejam usados para pesquisas.

O ministro Celso de Mello disse que a decisão “*representa a aurora de um
novo tempo, a celebração solidária da vida e da liberdade*”, que garante a
esperança de uma vida com dignidade aos portadores deficiência.

Entre os votos vencidos, os do ministro Ero Graus e do presidente do STF,
ministro Gilmar Mendes, recomendaram reparos técnicos à legislação. Ricardo
Lewandowski e Menezes Direito se manifestaram por restrições às pesquisas,
que, segundo especialistas, na prática as inviabilizaria.

Após idas e vindas, o voto do ministro Cezar Peluso ficou como parcialmente
procedente.

Fonte: Agência Brasil » <
http://www.agenciabrasil.gov.br/lista-de-noticias

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