
Andrea Melo, a boneca Cotinha e Neusa Maria
PRESS RELEASE
O projeto Eu Me Protejo – educação inclusiva para prevenção de todas as formas de violência na infância vai ser apresentado na Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 2 de novembro, das 18h às 18:50h, no Porto das Histórias Sulgás. Desenvolvido em Linguagem Simples, o projeto oferece materiais gratuitos e fáceis de entender que fortalecem as crianças, com e sem deficiência, com informação para que aprendam a reconhecer situações de risco de violência e o que fazer, caso elas aconteçam.

O evento é dirigido a crianças, famílias, educadores e profissionais ligados à proteção, além do público em geral e tem apoio da Assembleia Legislativa do RS e do CEEVSCA (Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência sexual contra Crianças e Adolescentes).

Patricia Almeida e Ana Luiza Vieira
Estarão presentes as coautoras do projeto Neusa Maria (DF) e Patricia Almeida (EUA), a colaboradora Ana Luiza de Moraes Vieira (RS) e Andrea Melo (GO), coordenadora da educação infantil do projeto piloto do município de Santo Antônio do Descoberto – GO.
A nova edição da cartilha, impressa este ano (2026), está sendo distribuída gratuitamente no Estande da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) na Feira do Livro. No dia 04 de novembro, no estande, às 16h, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos realizará o lançamento dessa nova edição.

Feira do livro de Porto Alegre
Em 6 anos de existência o projeto, já ganhou diversos prêmios e vem se espalhando organicamente pelo Brasil. A iniciativa já se tornou lei em 5 estados brasileiros e é usada em escolas e igrejas, por meio de parcerias com OABs, Ministérios Públicos, Defensorias, Tribunais de Justiça, Câmaras de Vereadores e Assembleias Legislativas. A Comissão de Direitos Humanos da ALRS, por exemplo, imprimiu exemplares das cartilhas para serem distribuídas nos abrigos durante as enchentes de 2024.
Contexto: No Brasil, em 2024, 77,7% das vítimas de estupro tinham menos de 14 anos. 10,3% eram crianças de 0 a 4 anos (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). No caso das crianças com deficiência, há poucos dados nacionais, mas estudo publicado na revista The Lancet, apontou que 1 em cada 3 crianças com deficiência no mundo já sofreu violência. Mesmo assim, as políticas de prevenção à violência raramente chegam até as crianças.
O Projeto: É um trabalho voluntário e independente que começou como uma cartilha produzida para uma menina com síndrome de Down, filha da jornalista Patricia Almeida, em Desenho Universal para Aprendizagem, com Linguagem Simples e ilustrações autoexplicativas. A psicóloga Neusa Maria, com mais de 25 anos de experiência com vítimas de violência, conheceu o material e tornou-se coautora do Eu Me Protejo.

50 colaboradores, entre psicólogas, professores, delegadas, juízas, pessoas com e sem deficiência, pessoas que já sofreram abuso e pessoas cujos filhos sofreram abuso, foram reunidos inicialmente em um grupo de WhatsApp. O grupo desenvolveu os materiais disponíveis gratuitamente no site: cartilha, livro escolar, livros, jogos, teatro de fantoches, personagens para colorir, figurinhas para usar no celular e músicas, como Eu amo meu Corpinho e Meu Corpinho é Meu, guia para professores e cursos de formação também gratuitos, para apoiar a educação para prevenção com acessibilidade em Libras, audiodescrição e prancha de comunicação. Vídeos e manuais no site ensinam familiares e educadores a conversar com as crianças, reconhecer sinais de violência, receber relatos espontâneos e encaminhar os casos.

O site Eu Me Protejo foi lançado em 2020 e recebeu os Prêmios Neide Castanha, Faça Bonito, Pátria Voluntária na categoria Acessibilidade, e o prêmio de Comunicação da Fundação Luiz Egydio Setúbal. O projeto tem o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Pediatria, Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Fiocruz e Instituto MetaSocial. Desde 2025 tem acordo de cooperação técnica com Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Faz parte da Rede Nacional Primeira Infância, Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, Rede Não Bata Eduque, Violência Sexual Zero e Fala Gigi.

Na cidade do Rio de Janeiro, foi adotado nos 7 Centros de Referência da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, responsável pela versão acessível da cartilha e pela Fundação da Infância e Adolescência do Estado do RJ.
O projeto já foi apresentado na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e na ONU, tem versões em espanhol e inglês, alemão e italiano. Já conta com 22 iniciativas, entre leis e projetos de lei municipais e estaduais para sua adoção. Já é lei nos estados do Pará, Amazonas, Paraíba, Amapá e no Distrito Federal e nos municípios de Mangaratiba, Paraty e Angra dos Reis (RJ) e Apucarana (PR).

No município goiano de Santo Antônio do Descoberto, o Eu Me Protejo está sendo aplicado pela prefeitura desde 2022, num piloto com a participação do Conselho Nacional de Justiça, Rede Nacional Primeira Infância e Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, entre outros.
Em 2025, o estado de Alagoas adotou a iniciativa em parceria da Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência com as pastas estaduais da Primeira Infância, Educação, Saúde, Desenvolvimento e Planejamento
https://www.feiradolivropoa.com.br/adulto2026/eu-me-protejo
Serviço
Atividades
1: Roda de Conversa, Contação de História e distribuição de cartilhas Eu me Protejo na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre.
• Data: 2/11 (Segunda-feira) • 18:00h
• Local: Porto das Histórias (Praça da Alfândega, em frente ao Memorial do RS)
2: Mesa do Projeto Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos – Infância: Educação para a Prevenção da Violência e Abuso -Superintendência do Ministério da Saúde
• Data: 3/11 (Terça-feira) • 14:00h
• Local: Auditório do COSEMS/RS (Rua Siqueira Campos, 1171, 7º andar – Centro Histórico, Porto Alegre – RS)
3: Evento da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa RS.
• Data: dia 4/11 (Quarta-feira) •16:00h
• Estande da ALRS na Feira do Livro de Porto Alegre.
Patricia Almeida
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