‘Fazendo barulho pelas calçadas’ chama atenção para a questão da acessibilidade

Acessibilidade. Apesar de várias leis e das demandas apontadas pela população de pessoas com deficiência, este item segue como uma causa ainda não alcançada em muitas cidades brasileiras. Em Fortaleza (Ceará), uma ação na comunidade Almirante Tamandaré – formada por 535 famílias – chamou a atenção para o assunto.No começo deste mês, a Associação dos Moradores Almirante Tamandaré (Amorat), realizou a Oficina-blitz “Fazendo barulho pelas calçadas”, com o objetivo provocar na comunidade local a sensibilização de se pensar no próximo, a fim de facilitar a locomoção de todos e todas.

Atentos aos deficientes presentes na comunidade, a Amorat criou, em março deste ano, o projeto “Despertar social: uma caminhada com deficientes”. O objetivo do programa é diminuir o preconceito em torno da pessoa portadora de deficiência. De acordo com Tereza Zaranza, Presidente da Associação, muitas famílias escondem seus deficientes ou classificam-nos como inválidos. É para reverter essa situação que a iniciativa foi lançada.

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Segundo Tereza, é preciso fazer um trabalho de sensibilização com a comunidade a fim de evitar o pensamento individualista. Ela ressalta a importância de se pensar no coletivo, de olhar para o próximo e facilitar a caminhada de todos.”De que adianta ter acessibilidade nos ônibus se nas calçadas não dá para andar?”, questiona. Ela denuncia ainda que muitos idosos, crianças e até mesmo adultos já sofreram acidentes por causa dos desníveis das calçadas.

Tereza lamenta a falta de fiscalização por parte do poder público para a construção de calçadas. Para ela, cabe à população exercer o papel de fiscal. “Quem paga pelo prejuízo de acidentes? A Prefeitura ou o dono da casa?”, reflete.

O resultado da Oficina-Blitz, segundo a presidente da associação, foi positivo. Mesmo classificando como pequeno os avanços obtidos, Tereza diz que as ações já deixaram a população refletindo sobre os riscos que as obras geométricas nas vias, provocam.

Hoje, diz ela, alguns já se preocupam com a construção e até mesmo com a correção das calçadas. “Nós cobramos acessibilidade e orientamos as pessoas a criarem acesso nos locais onde não existe”, informa.

Os trabalhos da Amorat têm o apoio da ONG Vida Brasil. Mais informações através dos telefones: (85) 3269-4371 (Amorat) e (85) 3271-3826 (Vida Brasil).

Fonte: http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=38254

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